Daslan Melo Lima
Houve um tempo em que viajar de
avião não era uma coisa comum. Subir ou descer a escada de uma aeronave e acenar
para as pessoas presentes ao embarque ou desembarque era uma das coisas mais
chiques do mundo. A sempre lembrada
empresa Varig foi parceira de vários concursos de Miss Brasil.
Através de imagens que pesquisei na Internet, vamos para o túnel do tempo, viajar com as misses ou entrar com elas no escritório da Varig em New York.
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Teresinha Morango, Miss Amazonas, Miss Brasil, vice-Miss universo 1957.
Teresinha Morango, a atriz Ilka Soares e o apresentador Jota Silvestre (1922-2000) num programa de televisão.
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Adalgisa Colombo, Miss Distrito Federal, Miss Brasil, vice-Miss Universo 1958.
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Luz Marina Zuluaga, Miss Colômbia, Miss Universo 1958
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Luz Marina Zuluaga, Miss Colômbia, Miss Universo 1958
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Vera Ribeiro, Miss Distrito Federal, Miss Brasil, quinta colocada no Miss Universo 1959.
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Gina Macpherson, Miss Guanabara, Miss Brasil 1960.
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Ieda Maria Vargas, Miss Rio Grande do Sul, Miss Brasil, Miss Universo 1963, ao lado de Carmem Teresinha Lucca, vice-Miss Rio Grande do Sul, Miss Objetiva do Brasil, Miss Objetiva Internacional 1963.
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Telegrama da gerência da Varig em
Aracaju, SE, colocando à disposição de Jerusa Farias, Miss Pernambuco 1969, passagens
aéreas com direito à acompanhante para uma festa a ser realizada no Iate Clube
de Aracaju. ***** Imagem: Acervo de Jerusa Farias/Miss PE 1969.
Túnel do tempo 1969 - Maria do Socorro Costa, Miss
Paraíba; Maria Carmen Gentil Barreto, Miss Sergipe; Yara Lúcia Bezerra, Miss Rio
Grande do Norte, e Maria Jerusa Freitas Farias, Miss Pernambuco, depois da festa realizada
no Iate Club Aracaju. Momento em que a anfitriã Miss Sergipe acompanhava suas
colegas ao aeroporto onde as mesmas retornariam para os seus Estados de origem
via Varig. ***** Foto: Acervo de Jerusa Farias/Miss PE 1969.
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Quando vejo as instalações modernas
do Aeroporto Internacional dos Guararapes Gilberto Freyre, no Recife, fico admirado com tudo aquilo,
mas acho o ambiente “frio”. Sinto saudade daquele
tempo onde víamos as pessoas subindo ou descendo as
escadas dos aviões. Havia mais romantismo e poesia.
Dedico esta crônica a minha amiga Adelucia
Pereira de Melo, acima, ex-funcionária da Varig, que se emociona muito quando escuta “Esperando Aviões”, de Vander Lee. Detalhe: Adelucia teve um namorado que nutria uma grande paixão
platônica por uma das misses focalizadas nesta Sessão Nostalgia. O nome da
Miss? Não direi. Melhor conservar o mistério, a fim de combinar com um tempo
que se foi, para sempre se foi.
Esperando aviões
Meus olhos te viram triste
olhando pro infinito
Tentando ouvir o som do próprio grito.
E o louco que ainda me resta só quis
te levar pra festa.
Você me amou de um
jeito tão aflito,
que eu queria poder te dizer sem palavras.
Eu queria poder te cantar sem canções.
Eu queria viver morrendo em sua teia,
seu
sangue correndo em minha veia,
seu cheiro morando em meus pulmões.
Cada dia que passo sem sua presença,
sou
um presidiário cumprindo sentença,
sou um velho diário perdido na areia,
esperando
que você me leia.
Sou pista vazia esperando aviões.
Sou o
lamento no canto da sereia,
esperando o naufrágio das embarcações.
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Letra e música de Vander Lee.
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