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SEJA BEM-VINDO ! SEJA BEM-VINDA! VOCÊ ESTÁ NO BLOG PASSARELA CULTURAL, a sua revista on-line semanal, fundada em 02/07/2004. ***** Esta é a edição nº 739, referente ao período de 22 a 28 de dezembro de 2019. ***** Editor: Daslan Melo Lima - Timbaúba, Pernambuco, Brasil. ***** Contatos : (81) 9-9612.0904 (Tim / WhatsApp). E-mail: daslan@terra.com.br
sábado, 21 de maio de 2011
ONDE VOCÊ NEM IMAGINA
Daslan Melo Lima
Na nublada manhã do domingo, 15, acompanhei o sepultamento do corpo de José Antônio de Araújo, o Toinho Bicudo, 44 anos, falecido na noite anterior enquanto dormia, vítima de um colapso cardíaco fulminante.
Toinho era integrante do Grupo Serra, uma associação informal de amigos, responsável pela criação em 1991 do irreverente bloco carnavalesco As Piruas, que há 20 anos é um dos maiores sucessos do carnaval de Timbaúba.
No verão de um tempo que se foi, por diversas vezes, tive oportunidade de interagir com Toinho e sua turma em conversas descontraídas regadas a cerveja., ocasião onde criei um poema chamado Pássaros Livres.
No verão de um tempo que se foi, por diversas vezes, tive oportunidade de interagir com Toinho e sua turma em conversas descontraídas regadas a cerveja., ocasião onde criei um poema chamado Pássaros Livres.
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Eram três pássaros livres / e deles me aproximei para ouvir melhor os seus trinados / que também eram os meus cantos tantas vezes não cantados. /// Ficamos quatro pássaros livres beijando o luar / Na serra, a natureza nos banhava de paz / enquanto o vento conduzia nossos sonhos para o mar. /// Se os tolos entendessem nosso puro ritual /jamais aos pássaros livres fariam mal.
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Caía uma chuva fina quando só nós - eu, o silêncio e o vento - ficamos na frente da sepultura do Toinho, depois que todos já tinham saído do Cemitério de Santa Cruz. Na minha mente ficou passando um “filme” onde Toinho era protagonista de atitudes irreverentes, de expressões pontuadas das ideologias que defendia e do slogan do Grupo Serra, “Onde você nem imagina”.
Meditando sobre a vida e a morte, em silêncio perguntei ao vento onde a essência daquele pássaro livre poderia estar naquele momento. Tenho a impressão que ouvi um anjo invisível responder: “Toinho está bem, num lugar lindo, onde você nem imagina”
Meditando sobre a vida e a morte, em silêncio perguntei ao vento onde a essência daquele pássaro livre poderia estar naquele momento. Tenho a impressão que ouvi um anjo invisível responder: “Toinho está bem, num lugar lindo, onde você nem imagina”
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Timbaúba-PE, 21/05/2011, sete dias depois de Toinho Bicudo ter partido para uma das moradas do PAI.
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Crônicas de Daslan Melo Lima
DE TIMBAÚBA PARA O MUNDO
PROGRAMA MUNDO ALTO
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O LEGADO DE LEDA PACHECO
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MEMÓRIA TIMBAUBENSE
Se você era adolescente nos anos 60 conheceu em Timbaúba os jovens acima. Eles faziam parte de um conjunto no melhor estilo da Jovem Guarda. Cantavam e encantavam.***** O conjunto chamava-se Carlos de Mendonça e os Dez do Ritmo, composto por alguns integrantes que depois fariam parte de outro conjunto de sucesso, Os Líderes. ***** Da esquerda para a direita: Delmon, Carlos de Mendonça, Hebert, Marcão, Iveraldo Lima (Leonardo Sullivan), Jurandir Sá, Reginaldo Pessoa, Vonez, Édson, e Pinino. (Imagem do arquivo pessoal de Delmon, gentilmente cedida ao PASSARELA CULTURAL) *****Para visualizar a imagem em tamanho maior, basta um clique com o lado esquerdo do mouse em cima da foto. ***** Colabore com PASSARELA CULTURAL no resgate da memória fotográfica de Timbaúba. |
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SESSÃO NOSTALGIA - Renata Bessa, Miss Brasil 1995, além do arco-íris
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Domingo 2 foi o dia de cinderela da mineira Renata Bessa, 1,71 m de altura, 54 quilos e 18 anos de idade: Renata foi eleita Miss Brasil. O concurso foi realizado na casa de espetáculos Scala, no Rio de Janeiro. Não foi televisionado nem teve patrocinadores. Acabou às nove da noite em ponto, para não atrasar a apoteose do evento: um tradicional show de mulatas. No dia 12 de maio, Renata pisará uma passarela na Namíbia, na África, concorrendo pelo título de Miss Universo. Por enquanto, como Miss Brasil, Renata ganhou: R$ 5 mil, um traje de gala, um anel de ouro, muita bijuteria e produtos de beleza. Coroada e com lágrima nos olhos, ela falou: “Tive uma emoção imensa e meu pensamento foi para minha mãe. Ela morreu há seis anos e sonhava que eu seria miss um dia. O nível das concorrentes estava ótimo. Ficaria feliz até com a segunda classificação.” Renata estuda Contabilidade. Quer cursar também Arquitetura, ser modelo, casar e ter filhos. (Revista ISTOÉ, 12/04/1995)
RENATA BESSA, ALÉM DO ARCO-ÍRIS
A personagem Dorothy Gale, do clássico "O Mágico de Oz", cai como uma luva para descrever a personalidade da designer de jóias Renata Bessa, 31. Bela, delicada e dona de um talento ímpar, Renata também enfrentou "ciclones" em sua trajetória de vida, mas soube encarar desafios e obter reconhecimento em todas as áreas a que se propôs batalhar. Aos 12 anos, perdeu os pais de uma forma trágica. O episódio deu forças para que trilhasse seu próprio caminho e conquistasse, em 1995, o título de Miss Brasil, realizando um antigo sonho da mãe. Sem se acomodar apenas nos atributos da beleza, Renata formou-se em publicidade e propaganda, mas foi na faculdade de moda que descobriu sua verdadeira vocação. Após vencer um concurso de design de jóias na categoria revelação, não parou mais. Atualmente, acumula oito prêmios na bagagem e acaba de montar uma grife que leva seu nome. Casada com o empresário Zezé Perrella há 12 anos, Renata trabalhou, ainda, com o grupo Giramundo, onde aprendeu a confeccionar bonecos. Assim como Dorothy, sua personagem favorita, Renata Bessa parece não só acreditar - como viver - em um mundo “além do arco-íris”, repleto de promissoras possibilidades. (www.jornalpampulha.com.br, 10/05/2008)
DECLARAÇÕES DE RENATA BESSA
Neste sábado nublado do outono pernambucano, canto Over the Rainbow (Além do Arco-íris) , Oscar de Melhor Canção de 1939, a música preferida de Renata Bessa, Miss Brasil 1995, com minh'alma ainda cheia de sonhos. O garoto que um dia eu fui acredita que "em algum lugar além do arco-íris os céus são azuis. Se felizes passarinhos azuis voam para além do arco-íris, por que, por que eu também não posso?"
Daslan Melo Lima
PRÓLOGO
Sem patrocinadores importantes, sem câmaras de televisão, sem maior visibilidade na mídia. Foi assim que transcorreu o concurso Miss Brasil 1995, coordenado com amor e muito boa vontade pelo saudoso Paulo Max, que desde o ano anterior tinha conquistado a franquia para representar o Miss Universo no país. O evento estava em baixa. Sem a repercussão nacional dos Diários e Emissoras Associados, que tinha feito o seu último Miss Brasil em 1980. Sem a divulgação do SBT, do Sílvio Santos, cujo último Miss Brasil, do que se convencionou chamar “era SS”, tinha sido em 1989. O Brasil não tinha participado do Miss Universo em 1990, e de 1991 a 1993, o Miss Brasil esteve sob a coordenação de Marlene Brito.
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| Renata diz: "My name is Renata Bessa. I come from the heart of the Amazonian forest: Brazil!" Foto: vídeo Miss Universo - Fonte: www.missesemmanchete.blogspot.com |
Renata Aparecida Bessa Soares, Miss Minas Gerais, Miss Brasil 1995, não obteve classificação no Miss Universo, realizado em Windhoek, Namíbia, cuja vencedora foi Chelsi Mariam-Pearl Smith, Miss Estados Unidos, mas destacou-se como segunda colocada no desfile de trajes típicos.
Descobri recentemente que eu e Renata Bessa temos algo em comum: adoramos a canção Over The Rainbow (Além do Arco-íris), imortalizada por Judy Garland no famoso filme The Wizard of Oz (O Mágico de Oz).
RENATA BESSA, O TALENTO DA DESIGNER DE JÓIAS
Ela despontou no mundo da joalheria em 2004, quando conquistou o 1º lugar na categoria Revelação do AngloGold Designer Forum Brasil. Estudante de Publicidade e Moda naquela época, abraçou a profissão de designer de jóias e hoje vem fazendo sucesso com suas criações.Renata Bessa é formada em Comunicação Social / Publicidade e Propaganda pela Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais e Especialista em Design de Moda pela FUMEC - Fundação Mineira de Educação e Cultura.
Peça finalista no AngloGold Ashanti AuDitions Brasil 2006, inspirada no livro homônimo do físico austríaco Fritjof Capra. O top foi confeccionado em ouro branco e tecido ecológico, com o patrocínio da Talento Jóias.
Há dois anos, Renata foi eleita Designer Revelação no AngloGold Designer Forum Brasil com a peça "Raízes e Formas", um cachecol com 320g de ouro, renda nordestina, penas de ganso e franjas de semente de morototó. Como prêmio do concurso, recebeu uma bolsa de estudos que a possibilitou cursar ourivesaria, cravação e modelagem em cera na Escola Mineira de Joalheria e também fazer Pós-Graduação em Design de Moda. Surgia então a oportunidade de se tornar profissional no ramo da joalheria e de aprofundar seus conhecimentos em design e produção de jóias.
A partir daí, conquistou mais prêmios: foram dois títulos nacionais no Tahitian Pearl Trophy 2005 (primeiro lugar em parceria com Patrícia Chamon na categoria Acessório e terceiro lugar na categoria Jóia Masculina), finalista do AngloGold AuDitions Brasil 2006 com a peça "Teia da Vida" e o Bronze Prize no Samshin International Diamonds Jewelry Design Awards 2006, na Coréia do Sul. Em parceria com a designer Rachel Távora, finalista do Tanzanite Celebration of Life Jewellery Design Awards (Categoria International Luxury Brands).
Em parceria com a designer Rachel Távora, é finalista do Tanzanite Celebration of Life Jewellery Design Awards (Categoria International Luxury Brands), competição cujo encerramento acontece neste início de 2007 nos Estados Unidos. (Fonte: joia.com.br, destaques 2007)
O Mágico de Oz - Esse filme marcou a minha infância e até hoje me inspira em tudo que faço. Ele representa o desejo de uma pré-adolescente que tenta escapar da desesperança do mundo, desde a tristeza da chuva até o brilho do novo mundo. Ela acredita num mundo além do arco-íris, onde existe alegria, paz, onde não há maldade.
Fotografias - Adoro registrar momentos e pessoas. Amo fotografia, acredito que uma foto eterniza um instante. Gosto de pegar pequenas artes da natureza, como paisagens, montanha, mar, pôr-do-sol, e fotografo também pessoas, principalmente em momentos de descontração. Acho importante falar que as coisas da natureza que fotografo me inspiram no design. Tenho mais de mil fotos de orquídeas, elas servem muito de referência para o trabalho, principal - mente para perceber movimentos e perspectivas das formas
Miss Brasil 1995 - O título de Miss Brasil foi um acontecimento que representa muito na minha vida. Meus pais morreram há 20 anos e o sonho da minha mãe era que eu me tornasse miss. Aconteceu de forma inesperada e tenho isso como um presente para ela. Aos 16 anos, conheci o Márcio Bonfim (colunista social), que me indicou para desfilar no Glamour Girl de Minas Gerais. Tirei primeiro lugar, em 1993. No ano seguinte, ele me indicou para o concurso Garota Turismo e, como venci, ele me indicou para ser Miss Contagem. Daí, virei Miss Minas Gerais e, depois, veio o título de Miss Brasil, em 1995. Foi indescritível, principalmente pela minha história de vida. (www.jornalpampulha.com.br, 10/05/2008)
Renata Bessa foi casada com José Perrella de Oliveira Costa, o Zezé Perrella, presidente do Cruzeiro Esporte Clube. (Foto: www.marlonjose.blog.uol.com.br, 20/02/2011)
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| Renata Bessa, dezesseis anos após ter sido coroada Miss Brasil. - Foto: www.voy.com/185349/ |
EPÍLOGO
A música Over the Rainbow (Além do Arco-íris) , de Harold Arlen (1905-1986) e Edgar Yipsel Harburg (1896-1981), foi interpretada por Judy Garland (1922-1969), no filme The Wizard of Oz (O Mágico de Oz), de 1939, dirigido por Victor Fleming (1889-1949). Tanto o livro, escrito por Lyman Frank Baum (1856-1919), como o filme e a música, continuam encantando pessoas sonhadoras de todas as partes do mundo.
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| Judy Garland numa cena do filme O Mágico de Oz. |
Em algum lugar além do arco-íris, bem lá no alto
Tem uma terra que eu ouvi falar um dia numa canção de ninar
Em algum lugar além do arco-íris os céus são azuis
E os sonhos que você ousa sonhar realmente se realizam.
Um dia vou fazer um pedido pra uma estrela e acordar bem além das nuvens
Onde problemas derretem como gotas de limão acima das chaminés
É lá que você vai me encontrar, em algum lugar além do arco-íris
Pássaros azuis voam, pássaros voam por cima do arco-íris
Então por que, por que eu também não posso?
Um dia vou fazer um pedido pra uma estrela e acordar bem além das nuvens
Onde problemas derretem como gotas de limão acima das chaminés
É lá que você vai me encontrar, em algum lugar além do arco-íris
Pássaros azuis voam, pássaros voam por cima do arco-íris
Então por que, por que eu também não posso?
Se felizes passarinhos azuis voam para além do arco-íris
Por que, por que eu também não posso?
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sábado, 14 de maio de 2011
DE TIMBAÚBA PARA O MUNDO
I CONFERÊNCIA MUNICIPAL DE SEGURANÇA ALIMENTAR E NUTRICIONAL
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PROGRAMA TERRA NOSSA
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PROGRAMA TERRA NOSSA
| Jovens da Usina Cruangi interpretam Caboclinhos no antigo Colégio Decisão. Uma poça d'água deixada pela chuva reflete a magia do momento. |
| Jovens do distrito Livramento do Tiuma (São José do Livramento) apresentando Cavalo Marinho. |
O Programa Terra Nossa é uma ação do prefeito Marinaldo Rosendo, desenvolvida pela Secretaria de Desenvolvimento de Políticas Sociais e Segurança Alimentar que tem como secretária Vânia Lúcia Barreto de Oliveira Souza. O Governo Municipal de Timbaúba, através da Secretaria de Desenvolvimento de Políticas Sociais e Segurança Alimentar, percebeu a necessidade de desenvolver ações voltadas para reduzir as desigualdades sociais, promover o desenvolvimento social sustentável e melhorar a qualidade de vida da população que vive em situação de vulnerabilidade social, na zona rural do município de Timbaúba.
Realizado o diagnóstico sócio econômico e ambiental, passou-se a estruturar o Programa de Desenvolvimento Sócio Rural – TERRA NOSSA, com os seguintes objetivos: Identificar necessidades de cada comunidade; desenvolver potencialidades; levar cidadania e melhoria da renda, através de ações de inclusão produtiva; promover o desenvolvimento sócio econômico e oferecer os serviços sócio-assistenciais in loco. Em seguida foram realizadas palestras em 21 comunidades rurais, conscientizando a população sobre os objetivos do programa, ocasião em que houve tempestade de idéias para identificação da origem do nome de cada comunidade, problemas e potencialidades locais. Foram capacitados 252 jovens e 132 mulheres, sendo os primeiros na área de danças culturais e as segundas para produção do prato típico de cada localidade.
As comunidades beneficiadas foram: Aningas, Bela Vista, Canafístula, Catucá, Coités, Cutias, Gravatá, Guabiraba, Lagoa do Meio, Limoeirinho, Mirador, Panorama, Patos, Queimadas, Santiago, São José do Livramento, Sossego, Usina Cruangí, Várzea do Carpina, Vila Cruangí e Xixá. Atualmente estão sendo trabalhadas as ações de reflorestamento e iniciando as hortas orgânicas. Ao final das etapas foram realizados “intercâmbios” entre as localidades participantes, com o intuito de proporcionar uma maior interação entre as mesmas e como forma de exercitar as práticas realizadas durante o programa.
No dia 08 de dezembro, no Pátio da Igreja de Nossa Senhora da Conceição, no bairro de Mocós, foi realizada a I Exposição de Arte Rural - ExpoArt Terra Nossa, cujo objetivo foi criar espaços para geração de renda às mulheres beneficiadas pelo Programa de Transferência de Renda BOLSA FAMÍLIA, residentes nas comunidades rurais de Timbaúba.
MEMÓRIA TIMBAUBENSE
| Nenhum veículo estacionado na Praça Carlos Lyra. Pessoas passam tranquilamente pelas calçadas. Duas linhas que atravessam a rua remetem a uma Timbaúba onde o bonde era o maior e melhor meio de transporte da cidade. Por onde andam as pessoas e o bonde? Nem o vento sabe a resposta, responde silenciosamente essa foto. ***** Lembrete: Para visualizar a imagem em tamanho maior, basta um clique com o lado direito do mouse em cima da foto. ***** Colabore com PASSARELA CULTURAL no resgate da memória fotográfica de Timbaúba. ***** ***** |
SESSÃO NOSTALGIA - QUANDO AS MAIS BELAS RECORDAM
Daslan Melo Lima
Era um dia frio de junho de 1985, quando chegou às bancas de revistas de todo o Brasil mais um exemplar da revista MANCHETE, o de nº 1.735, trazendo a reportagem Quando as Mais Belas Recordam, focalizando quatro mulheres que marcaram época na memória brasileira: Adalgisa Colombo (Miss Distrito Federal, Miss Brasil e vice-Miss Universo 1958); Ieda Maria Vargas (Miss Rio Grande do Sul, Miss Brasil e Miss Universo 1963); Martha Vasconcellos, Miss Bahia, Miss Brasil e Miss Universo 1968) e Vera Fischer (Miss Santa Catarina , Miss Brasil e semifinalista no Miss Universo 1969). Elas falaram sobre suas experiências de vida e posaram ao lado de imagens do tempo em que foram eleitas rainhas da beleza. Abaixo, na íntegra, aquela matéria da Manchete de 20/06/1985, com depoimentos a Eliane Lobato e Fernando Calmon (Rio), Ângela Rahde (RS) e Reynivaldo Brito (BA).
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ADALGISA COLOMBO REMEMORA SEM SAUDADES
Miss Brasil de 1958, ela sabe que a glória pode ser tão falsa quanto os brilhantes daquela coroa. ”Se eu fosse Miss agora, a primeira coisa que faria era arranjar um agente para negociar meus contratos e comercializar o título.” No passado as misses viajavam de baixo pra cima pelo país todo, para apresentar shows ou abrilhantar festas, em troca às vezes só da hospedagem, da passagem e de um buquê de flores. Isso vale como uma dica para as novas misses que, segundo Adalgisa, levam a vantagem de não sonharem muito com um reinado encantado, sabendo que terão muito trabalho e vários compromissos pela frente. “Tudo, aliás, torna-se um evento e é um compromisso.” A Miss não podia se vista “de qualquer jeito”, na rua. O público não queria, nem as cláusulas dos contratos. Juntava gente e era preciso segurança, às vezes policial, ela rememora, sem qualquer tom de saudade. Quando recebeu o título tinha 18 anos e atribui ao lirismo dessa idade, naquela geração, o fato de ter renunciado seis meses depois da escolha, para casar e morar nos Estados Unidos. Hoje, casada pela segunda vez e com três filhos, repensa e questiona se não deveria ter insistido em seu grande sonho que era ser atriz. “Mas atriz de Hollywood, das mais famosas” – ironiza. Tem horror aos movimentos feministas. “Igualdade de sexos não existe. Vejam o homem e a mulher, nus. São diferentes hoje, serão daqui a mil anos. A mulher tem de ser reconhecida pelo seu trabalho, isso sim.”
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Miss Universo de 1963 – e uma entre os jurados que escolheram Márcia Canavazes de Oliveira, ou Márcia Gabrielle, este ano -, Ieda Maria Vargas acha que esse é um caminho para uma jovem da classe média tornar-se conhecida e fazer sucesso. Depois do concurso, trabalhou muito tempo como manequim, foi apresentadora de noticiário de televisão e representante comercial de diversas confecções. Hoje, ainda bela e extrovertida, com 41 anos, constata: ”O público continua vibrando com o concurso.” Vai mais além: “Espero que os ares da Nova República façam com que o brasileiro assuma sua verdadeira identidade cultural, que é gostar desse tipo de concurso, assim como gosta de carnaval e de futebol.” Acha que beleza não exclui inteligência. “Vale lembrar que, este ano, a eleição reuniu em sua maioria universitárias de bom nível.” Quanto ao discurso feminista segundo o qual a mulher não deve se expor a esse tipo de exibição, Ieda tem uma posição: a de que mulher alguma vai deixar de apreciar elogios à sua beleza. Ieda Maria continua lembrando dos chamados bons tempos, em que era “a mulher mais bela do mundo”. Na verdade, o concurso abriu-lhe várias portas. Hoje, sem uma atividade profissional fixa, embora bastante requisitada pelo setor publicitário, suas maiores preocupações dividem-se entre o filho Rafael, 15 anos, e a filha Fernanda, 11, parecida com a mãe e já à vontade diante de uma câmera fotográfica.
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MARTA VASCONCELOS E AS NOVAS EMOÇÕES
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VERA FISCHER JÁ FALOU MAL, JÁ XINGOU
Miss em 1969, Vera, a única que se tornou atriz, teve de batalhar muito para que, além da beleza, também, seu talento fosse reconhecido. “De repente, Blumenau, minha cidade, ficou pequena para mim. Não tinha noivo para casar, não tinha mais nada para fazer lá. E em 71 me mudei definitivamente para o Rio.” Sua relação com o passado de rainha da beleza é complexa, de certa forma contraditória, e sofreu modificação ao longo dos anos. Tendo começado sua carreira de atriz em 1972, teve de lutar muito para se impor pelo talento. Todos os filmes dos quais participou naquele início de carreira exploravam sua imagem exuberante, o que ficava claro em títulos como A Super Fêmea, As Delícias da Vida, O Anjo Loiro, entre outros. Tempos em que a beleza era um verdadeiro obstáculo e ela se fez muito crítica em relação ao título. “Eu falava mal, xingava aquilo tudo.” Agora, atriz consagrada de teatro, sua avaliação é outra: “Minha primeira aventura foi poder viajar pelo Brasil, sozinha, sem meus pais. E me diverti muito, com a badalação, com aquelas festas todas. A única coisa que eu detestava era desfilar com o cetro e a coroa. Além de ser pesado, eu me sentia como a própria imbecil!” Mas ser Miss ensinou-lhe a ser disciplinada, profissional. “Foi meu primeiro trabalho remunerado, antes eu vivia de mesadas dos pais.” Acha uma bobagem, mas respeita quem entra nessa de medir beleza exterior.
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As vidas de Adalgisa Colombo, Ieda Maria Vargas, Martha Vasconcellos e Vera Fischer ficaram marcadas para sempre, a partir do momento em que foram eleitas Miss Brasil. Vinte e seis anos depois daquela reportagem na revista Manchete, muita coisa mudou em suas vidas, em nossas vidas, mas o fascínio por um título de Miss ainda continua nos sonhos de milhares de jovens desse imenso país-continente chamado Brasil.
sábado, 7 de maio de 2011
DE TIMBAÚBA PARA O MUNDO
CINE TEATRO RECREIOS BENJAMIN, ANTES QUE SEJA TARDE DEMAIS
O Cine Teatro Recreios Benjamin foi inaugurado em 05/03/1916, um presente do poeta-jornalista-industrial Jader de Andrade (1886-1931) ao povo de Timbaúba. O espaço cultural viveu anos de glória, e hoje, sem estar sendo utilizado para aquilo que foi criado, precisa urgente de uma restauração, antes que seja tarde demais. O imóvel é tombado pelo Patrimônio Histórico, mas não foi desapropriado, pertence a terceiros, a quem a Prefeitura Municipal paga aluguel.
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MEMÓRIA TIMBAUBENSE
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