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SEJA BEM-VINDO ! SEJA BEM-VINDA! VOCÊ ESTÁ NO BLOG PASSARELA CULTURAL, a sua revista on-line semanal, fundada em 02/07/2004. ***** Esta é a edição nº 739, referente ao período de 22 a 28 de dezembro de 2019. ***** Editor: Daslan Melo Lima - Timbaúba, Pernambuco, Brasil. ***** Contatos : (81) 9-9612.0904 (Tim / WhatsApp). E-mail: daslan@terra.com.br

sábado, 11 de junho de 2011

SESSÃO NOSTALGIA - Teresinha Morango, Miss Brasil 1957, e o canto do Uirapuru

Por Daslan Melo Lima

               Manoel Ferreira Morango, dono de um barzinho, era um português nascido em Porto, zona do Rio Tinto, casado com Emir Gonçalves Morango, uma amazonense típica do interior que lhe deu oito filhos: José, Getúlio, Terezinha, Maria Antonieta, Marieta, Glória, Maria das Dores e Manoel, todos de olhos claros. O casal morava na Rua Comendador Alexandre, 354, bairro de Aparecida, em Manaus, capital do Estado do Amazonas.  Uma das filhas, Teresinha Gonçalves Morango, quando tinha 15 anos, foi morar com uns tios ricos, pois os seus pais queriam que ela tivesse uma educação melhor. A linda menina, nascida em 26/10/1936,  na Fazenda Canavial, São Paulo de Olivença-AM, estava predestinada a ser um ícone da beleza brasileira. Foi Rainha dos Estudantes de Manaus, Rainha das Calouras, Miss Cinelândia 1956, Miss Brasil e vice-Miss Universo 1957.  
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Teresinha Morango, a primeira criança da esquerda para a direita, ao lado de quatro dos seus sete irmãos. (Foto: Manchete, 1957)
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Teresinha Morango, Miss Amazonas, Miss Brasil, vice-Miss Universo 1957. (Foto: Manchete, 18/01/1958)
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Teresinha Morango em 1965, o esposo Alberto Pittigliani e os filhos Alberto Jr e Andréa. (Foto: O Cruzeiro, 26/06/1965)
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Teresinha Morango em 1976. (Foto: Manchete, 30/10/1976)
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               Terezinha Pittigliani é uma mulher discreta, discretíssima.  Não se comporta, definitivamente, com o estardalhaço com que hoje fazem as celebridades. E Terezinha foi uma das maiores celebridades deste país nos anos 50. Eleita Miss Brasil em 1957, quando o concurso foi no Hotel Quintandinha, em Petrópolis, Terezinha logo de cara arrebentou em todas as capas de revistas. E não apenas porque ser eleita Miss Brasil era tipo ser eleita a "Gisele Bundchen" daqueles tempos. Mas principalmente porque a beleza extraordinária de Terezinha impressionou o Brasil inteiro. Ela chegou até a superar a então imbatível popularidade de Marta Rocha!

Teresinha Morango em 2007. (Foto: Sebastião Marinho, blog de Hildegard Angel, 27/10/2007)

          Assim como Marta, Terezinha tirou o segundo lugar no concurso de Miss Universo, em Long Beach, perdendo para a candidata peruana. Porém, um reinado muito mais abrangente  e feliz estava reservado para ela. Como mulher do empresário Alberto Pittigliani, dono da Companhia Brasileira de Discos (que ele depois vendeu à Phillips, e que presidiu até 1966, lançando toda a turma da Bossa Nova, Elis, Jorge Ben etc.), ela se sentou no trono de Rainha do Long Play (lançado por ele no Brasil). Depois, quando o  marido teve a Seagrams, de bebidas, Terezinha foi a Rainha do Campari. E, por fim, quando ele fundou, na Bahia, a Tibrás, Terezinha se tornou a Rainha do Titânio. Tanta realeza e sempre a mesma placidez, a igual delicadeza, com tudo e com todos, jamais desejando aparentar mais do que quem quer que fosse.



Teresinha Morango em 2007, ao lado dos  filhos Alberto Pittigliani Jr e Andréa. (Foto: Sebastião Marinho, blog de Hildegard Angel, 27/10/2007)


          Com Alberto, teve dois filhos, Beto e Andréa. Ao lado do marido, multiplicou amigos, recebendo em seu belíssimo apartamento da Praia do Leblon. Com aquele seu jeito simples e desencanado, Terezinha recebeu ontem para jantar festejando aniversário. Grupo pequeno. A família e alguns poucos amigos, inclusive os que viajaram com ela recentemente para a Rússia, num passeio de sonhos, com direito a uma recepção com concerto de violinos no Hermitage, palácio de Catarina, a Grande, em São Petersburgo. (Blog de Hildegard Angel, 27/10/2007)

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              Em maio de 1966, Teresinha Morango declarou à revista Manchete:
“... as lendas do folclore amazonense marcaram profundamente a minha imaginação, tanto que ainda hoje eu tenho a impressão de que algum dia, quando era muito pequena, ouvi o canto do fabuloso uirapuru. Sabem porquê? Porque ouvir o canto desse pássaro dá sorte, e eu sempre fui feliz, sempre, sempre...! Não esqueço nunca o meu Amazonas, nem a Fazenda Canavial, onde nasci, que fica no município de São Paulo de Olivença. E foi para compensar-me dessa ausência do grande rio-mar que “exigi” do Alberto uma casinha em Petrópolis – “o meu pequeno quintal”, como o chamo. Lá, corre um riachozinho que me lembra os deliciosos igarapés do Amazonas. E de vez em quando, eu me sinto tão feliz que até parece que estou ouvindo o uirapuru cantar por lá...”


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          Neste final do outono de 2011, desejo que Teresinha Morango, Miss Amazonas, Miss Brasil e vice-Miss Universo 1957, viúva de Alberto Pittigliani, do seu confortável apartamento na Praia do Leblon, Rio de Janeiro, continue tendo a impressão de ouvir o canto do Uirapuru.

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sábado, 4 de junho de 2011

SETE DOMINGOS PRA TE NAMORAR


Daslan Melo Lima
                Não sei, não saberei jamais por onde tu andas. E tu não sabes, não saberás jamais que durante vários domingos de um tempo que se foi eu ia para um parque só para te ver, desejar-te, perder-me e encontrar-me em loucas fantasias que nunca se concretizaram. Interminável era a semana: segunda, terça, quarta, quinta e sexta-feira e sábado. Como eu desejava que a semana fosse feita só de domingos!
              Minha velha radiola portátil e um velho disco de vinil são testemunhas dos mil sentimentos que afloram quando ouço "Sete Domingos", composição de Antônio Gilson Porfírio, o Agepê (1942 - 1995) , e Canário, nome artístico de Antonio José Freitas, na voz de Sônia Lemos, uma linda e talentosa cantora de quem nunca mais ouvi falar.
Acerte o passo no abraço que eu te dou.
A vida inteira te esperei contente.
Hoje o mundo cai, nem sinto o frio que lá fora faz.
Hoje o mundo cai, nem sinto o frio que lá fora faz.

Vamos correr no campo, rever ciranda vamos cirandar.
Eita!  A vida é essa, a vida é essa que eu quero te dar.
Na semana eu criei sete domingos pra te namorar.

Nunca mais chorar, chorar, chorar, chorar, chorar,
e somente amar,amar, amar,pra que chorar.
Nunca mais chorar, chorar, chorar, chorar, chorar,
e somente amar,amar, amar,pra que chorar.
               O que teria acontecido se eu tivesse tido coragem para me aproximar de ti e revelar minha louca paixão? Que rumo teria tido minha caminhada se tu tivesses captado meus pensamentos e correspondido às minhas fantasias? Como desconheces a importância que tivesses numa fase da minha vida, não ouvirás minhas perguntas. Por outro lado, jamais saberei tuas respostas. Resta-me a fidelidade das minhas recordações e as fantasias de outrora. Elas estão sempre comigo, como naquele tempo em que desejei que a semana fosse feita de sete domingos pra te namorar.

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Timbaúba-PE, na chuvosa manhã do primeiro sábado de junho de 2011, relembrando velhas tardes dominicais do Parque da Jaqueira, Recife-PE.
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DE TIMBAÚBA PARA O MUNDO

AS CONFISSÕES DE UM JUDEU TIMBAUBENSE

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Daslan Melo Lima

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               José Pachêco Marinho nasceu em 07/08/1924, no Engenho Gameleira, em Itambé- PE, filho caçula de uma família numerosa, o sétimo do casal Henrique Pachêco de Araújo e Severina Caetano de Araújo. Ficou órfão de pai com apenas um ano de idade. Chegou em Timbaúba-PE em 1940. Não tem nenhum constrangimento em dizer que: “Cheguei muito pobre em Timbaúba. Tudo que eu tinha era uns trocados que havia recebido da compra de uma vaca, dinheiro com o qual comprei uma casinha simples na Rua de Goiana, nº 120.” Na foto acima, Dedé posa para PASSARELA CULTURAL na frente de um quadro que mostra ele nos anos 60 ao lado do grande amor da sua vida, Nevinha Pacheco, falecida em março deste ano.
Dedé no quintal de sua casa, de onde se descortina uma visão do Alto Santa Terezinha
                Dedé trabalhou em vários setores: balconista de padaria, motorista e vendedor de veículos. O apelido Dedé Judeu vem do tempo em que ele foi empregado na casa comercial de Samuel e Súnia Kremer,  judeus nascidos na Ucrânia que o adoravam e o tratavam como filho. De 1955 a 1963, vendeu carros na Rua da Imperatriz,  esquina com o prédio da empresa Jornal do Commercio, centro do Recife, até que, em sociedade com João Barbosa de Moura, o popular João Passo Magro, abriu uma agência autorizada da Williams em frente á Igreja Matriz, embrião do que seria depois a Cotram
Dedé e os netos Matheus e Lucas, filhos de Gerluce e Walmir
                Comida: Feijoada ***** Fruta: Banana ***** Bebida: Uísque com gelo ***** Uma música de Carnaval:  Aquela composta pelo inesquecível poeta João Feliciano que diz assim “...Estou aqui para tirar o teu sossego, só porque sou um morcego guiado pela folia.” ***** Programa de TV: Futebol e jornal ***** O que mais admira em uma pessoa: Honestidade ***** Cidades inesquecíveis que conheceu: Porto Alegre, Curitiba e Belo Horizonte ***** Uma saudade: Os antigos carnavais de Timbaúba ***** Cor: Amarela ***** Animal de estimação: Cachorro ***** Viver é... Tudo ! ***** Morrer é... Acredito em Deus, mas não acredito na imortalidade da alma. Morreu, acabou *****  A maior invenção do homem: O avião ***** A pior invenção do homem: As drogas ***** Clube esportivo: Clube Náutico Capibaribe ***** Um jogador inesquecível: Bita ***** Se fosse Presidente da República: Fechava ao Congresso Nacional ***** O maior sonho: Continuar com saúde até o fim dos meus dias ***** Um cantor: Agnaldo Timóteo. O resto é resto. ***** Uma Cantora: Ângela Maria e Fafá de Belém ***** Um timbaubense que a história guardou: Dr. João Ferreira Lima Filho (Dr. Joãozito), João Feliciano e Prof. José Mendes da Silva ***** Uma personalidade que é a cara de Timbaúba: Luiz Gonzaga, o Luiz de Mercês, antigo diretor social do Timbaúba Tênis Club ***** Um político do passado: Ulisses Guimarães e Tancredo Neves ***** Um político do presente: Luiz Inácio Lula da Silva ***** A pessoa mais fascinante que conheceu na vida: Cristina Galvão ***** A canção de sua vida:   "Mãe, Pedaço do Céu", na voz de Leonardo  Sullivan. 

 Timbaúba-PE, 30/03/1963. Dedé Pacheco e Nevinha, um casamento para recordar
Dedé e o seu único e grande amor, Nevinha Pachêco
               Dedé casou com Maria das Neves Dias, treze anos mais jovem que ele, seu único e grande amor, em 30/03/1963. A professora Nevinha, mãe dos seus filhos Henrique e Gerluce, morreu em 07/03/2011. Lúcido, não se queixa de nenhum problema de saúde. Foi vítima de  um enfarte em 2005, mas  acabou sendo objeto de estudo por uma junta médica do Hospital Osvaldo Cruz. Motivo: Inexplicavelmente, a artéria comprometida desviou seu curso e logo ele estava restabelecido. Por motivos alheios à sua vontade, Dedé teve seu nome envolvido no triste episódio ocorrido em 18/07/1958, quando um tiroteio ocorrido num dia de feira, no centro de Timbaúba, gerou um confronto político-partidário com vítimas fatais.  Dedé não  estava armado , apenas passava na ocasião, mas recebeu voz de prisão. Correu e precisou passar uns dias fora de Timbaúba até os ânimos diminuírem.  Dedé afirma que nunca comprou fiado, não tem cheques e nem cartões de crédito. 

 Pontas de Pedra, verão de 2008. Dedé e sua amada Nevinha
Na calçada de sua casa, onde tantas vezes ficava ao lado de Nevinha, vendo o tempo passar 
                  E assim conhecemos um pouco de José Pachêco Marinho, Dedé Judeu, um homem que criou raízes em Timbaúba, que ama a “Princesa Serrana” como poucos timbaubense natos a amam e que não tem vergonha alguma em dizer: “Sou uma pessoa muito sentimental e choro com muita facilidade.”
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MEMÓRIA TIMBAUBENSE

Timbaúba-PE, 30/03/1963 ***** Casamento de José Pachêco Marinho (Dedé Judeu)  e Maria das Neves Dias (Professora Nevinha) ***** Por onde anda a bela garotinha que segue na frente do casal? Alguém sabe seu nome?
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SESSÃO NOSTALGIA - MARIA LÚCIA CALDAS, MISS LUZES DA CIDADE 1963

Daslan Melo Lima

PRÓLOGO

               Mais uma vez, PASSARELA CULTURAL apresenta uma SESSÃO NOSTALGIA focalizando uma Miss dos mágicos anos sessenta, época de ouro dos concursos de beleza. A homenageada desta semana é a pernambucana Maria Lúcia Caldas, Miss Luzes da Cidade 1963, e terceira colocada no Miss Pernambuco 1965. Lucinha Caldas, como ficou conhecida nas passarelas, concedeu uma entrevista ao jornalista pernambucano Muciolo Ferreira, com exclusividade para PASSARELA CULTURAL, onde revela suas experiências e confessa discordar do atual modelo dos certames.
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LUCINHA CALDAS, MISS LUZES DA CIDADE, A ESTRELA AINDA BRILHA 48 ANOS DEPOIS (Por Muciolo Ferreira, exclusivo para PASSARELA CULTURAL)

               A década de 60 foi de muitas alegrias e orgulho para o brasileiro, excetuando o tiro mortal que os militares deram na democracia em 1964. Em 1962, a seleção Canarinha conquistou o Bi-Campeonato Mundial de Futebol, no Chile; em julho de 1963, a gaúcha Ieda Maria Vargas foi coroada a mulher mais linda do Universo, em Miami Beach; e cinco anos depois, a baiana Martha Vasconcellos repetia o feito. A presença constante das brasileiras nas finais do Miss Universo motivou o surgimento de incontáveis concursos de miss pelo país afora, criando uma rivalidade sadia, numa combinação perfeita da paixão dos brasileiros, dividida entre os gramados dos estádios de futebol e as passarelas.

               O Recife foi protagonista dessa época. Na capital pernambucana, os jornais concediam grandes espaços em suas páginas para promover a beleza de suas musas, cada um almejando fazer o melhor festival de beleza da mulher pernambucana. Enquanto os Diários e Emissoras Associados, à frente o Diario de Pernambuco, promoviam o Miss Pernambuco, a concorrência se movimentava com manchetes estampando fotos das candidatas de outros certames de beleza, garantindo boas vendas dos jornais com a conquista de novos leitores.
Recorte da coluna social Luzes da Cidade, de Fausto Neto, jornal Última Hora, Recife, 1963., mostrando Lucinha Caldas como candidata do América Futebol Clube ao título de Miss Luzes da Cidade 1963. (Acervo de Lucinha Caldas)
                Os concursos Rainha das Piscinas dos Clubes Sociais e Garota dos Bairros do Recife eram coordenados pelo matutino Jornal do Commercio e o vespertino Diário da Noite, respectivamente. Lindas jovens se destacaram nesses certames, a exemplo de Raiolandia Castelo Branco, Rainha das Piscinas dos Clubes Sociais e depois Miss Clube Militar do Recife e Miss Pernambuco 1966; Evercy de Holanda Cavalcanti, Garota dos Bairros do Recife 1967; e Leopoldina Pessoa Rodrigues, Garota dos Bairros do Recife 1968. Outra competição de sucesso: o Garota Bancária de Pernambuco, título conquistado em 1965 por Joseli Lacerda de Lima, representante do Banco Nacional do Norte (Banorte), em festa memorável nos salões do Clube Náutico Capibaribe. Todavia, o concurso Miss Luzes da Cidade, em 1963, foi o que mais despertou a atenção dos leitores por ter sido promovido pela sucursal do jornal Última Hora, fundado por Samuel Wainer (1910-1980), cuja linha editorial era progressista de esquerda. A vencedora foi Maria Lúcia Caldas, representante do América Futebol Clube, agremiação localizada na Estrada do Arraial, freqüentada por famílias tradicionais do bairro de Casa Amarela e circunvizinhança.

Lucinha Caldas, Miss Luzes da Cidade 1963, e Terezinha Frazão, Miss Pernambuco 1962, na primeira página do jornal Última Hora. (Acervo de Lucinha Caldas)
Lucinha Caldas na primeira página do jornal Última Hora.(Acervo de Lucinha Caldas)
                E é com a Lucinha Caldas que revisitaremos um tempo de muito glamour, quando uma Miss era sinônimo de status. A barreira do silêncio de nossa homenageada foi rompida 48 anos depois de sua eleição e teve a colaboração da sua sobrinha, a jornalista e radialista Dulce Melo. Depois que casou e teve quatro filhos, a Miss Luzes da Cidade 1963 percorreu o mesmo caminho da atriz Greta Garbo (1905-1990), exilando-se e deixando para trás os holofotes da mídia. Lucinha Caldas passou a dedicar sua vida em tempo integral ao marido, aos filhos e aos cuidados especiais com a mãe e a avó.Viúva, avó de seis netos e residindo no bairro de Boa Viagem, a eterna Miss Luzes da Cidade falou um pouco da sua experiência vivenciada num tempo em que a família que tivesse entre seus membros um filho padre ou uma filha miss gozava de um status e prestígio jamais vistos nos dias de hoje. Vamos conferir a entrevista.

Em que ano e mês ocorreu o concurso Miss Luzes da Cidade e quantas candidatas participaram da competição?
- Foi no dia 13 de junho de 1963, dezoito candidatas, em noite de muitas torcidas organizadas, com faixas, animação e expectativa.
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Você lembra o nome do promotor do evento?
- Foi o jornal Última Hora. Coube ao Sr. Fausto Neto coordenar a festa, desde a seleção dos jurados aos convidados especiais, como os preparativos das concorrentes, o patrocínio e os prêmios. A organização foi perfeita nos mínimos detalhes. Eu representei o Clube América do Recife, que levou ao local uma das maiores torcidas.
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Onde aconteceu o concurso e como foram os desfiles?
- Foi no Clube Português do Recife e com direito a uma passarela imensa para as apresentações de maiô e traje de gala. Desfilávamos em grupo e individualmente para uma melhor apreciação dos jurados seguindo o modelo tradicional dos concursos. 
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E os prêmios?
- A premiação foi uma coleção de roupas e sapatos, mais um espaço na coluna social do jornal promotor durante um ano, além de viagem ao Rio de Janeiro.
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Por que você não disputou o Miss Pernambuco no ano seguinte? Você tinha condições de fazer uma boa apresentação e até vencer, devido à experiência adquirida numa passarela e um título que lhe credenciava.
- Quando venci o Miss Luzes da Cidade, em 1963, ainda não tinha 18 anos, que era a idade mínima exigida para disputar o Miss Pernambuco, então fiquei de fora. Mas em 1965 participei da competição representando um clube da cidade de Limoeiro e fiquei em terceiro lugar. O certame foi nos salões do Sport Clube do Recife. A vencedora foi justamente a candidata rubro negra, Alda Maria Simonetti Maia.
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Acima, Lucinha Caldas, Miss Limoeiro, na frente da comissão julgadora do Miss Pernambuco 1965. Abaixo, da esquerda para a direita, as três finalistas do Miss Pernambuco 1965:  Lucinha Caldas, terceira colocada; Alda Maria Simonetti Maia, Miss Sport Club do  Recife, eleita Miss PE, e Helena Viana, Miss Garanhuns, segunda colocada. (Fotos: O Cruzeiro, 26/06/1965, acervo de Daslan Melo Lima)
Nos bastidores dos dois concursos que você participou rolava muito disse-que-disse, fofoca, do tipo fulana já ganhou, meu vestido é mais bonito? Intrigas tão comuns que ainda hoje fazem parte do universo das misses?
 - Na minha época de desfile não percebi este tipo de situação.
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Tinha alguma candidata que no seu entender poderia tirar seu título de Miss Luzes da Cidade?
 - Eu me sentia a mais bonita, então achava que iria ganhar mesmo (risos).
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E o assédio dos rapazes? Rolava muita paquera?
 - Eu era bastante assediada naquela época. Os rapazes eram bem paqueradores. Porém, eu era noiva do advogado Jorge Tarso de Souza e não prestava muita atenção nos rapazes.
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Valeu a pena ser Miss Luzes da Cidade?
- Valeu, porque fiquei mais conhecida, ganhei presentes e ainda pude conhecer o Rio de Janeiro, sem falar na emoção que é vencer um concurso de beleza e ser ovacionada pela platéia.
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Do que você sente mais saudades daqueles tempos?
- Dos muitos desfiles, das passarelas... Era o máximo! Puro glamour!
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Você acompanha os atuais concursos de miss?
- Não acompanho muito, porque não gosto do atual modelo. Antigamente tinha passarela e hoje é um palco para show. Na minha época existia mais glamour. Eram mais sublimes. Os de hoje são muito comerciais. Falta platéia, torcidas, faixas, calor humano... Os poucos que assisti são mais programas de televisão.
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Atualmente as misses se submetem a cirurgias plásticas, recorrem aos implantes de silicone, cabelo e botox. Qual é a sua opinião sobre esses artifícios?
 - Sou totalmente contra. A beleza da mulher para ser julgada tem que ser totalmente natural, como era na minha época. Para se ter uma idéia da seriedade dos organizadores, não era nem permitido o uso de perucas ou maquiagem carregada. Continuo tão natural que penso até em voltar às passarelas disputando o concurso Miss da Terceira Idade (risos).
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Vou cobrar esse seu desejo revelado e fazer uma matéria in loco sobre seu retorno. Só não garanto torcer por sua vitória, porque como jornalista tenho de ser imparcial (risos). Como é hoje sua vida?
- Tenho 63 anos de idades, sou viúva, recebo duas pensões, sou independente. Desenvolvi um problema no coração, mas apesar de algumas limitações, vivo feliz.
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Algum motivo de arrependimento?
- Não, de jeito nenhum. Não me arrependo de nada, pois foi uma época em que fui muito feliz nas passarelas. 
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Valeu, Lucinha. Merci pela entrevista. Os leitores de PASSARELA CULTURAL vão adorar saber por onde você anda, o que faz atualmente, além de conhecer um pouco da sua história. 
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EPÍLOGO

Lucinha Caldas, 48 anos depois de ter sido eleita Miss Luzes da Cidade 1963.
                 Luzes da Cidade. Adoro esse nome, simples e ao mesmo tempo cheio de glamour, que  transporta minh’alma romântica para os versos de uma das minhas canções favoritas, Limelight (Luzes da Ribalta) , de Charles Chaplin (1889-1977). 

Vidas que se acabam a sorrir
Luzes que se apagam, nada mais
É sonhar em vão tentar aos outros iludir
Se o que se foi pra nós
Não voltará jamais.

Para que chorar o que passou
Lamentar perdidas ilusões
Se o ideal que sempre nos acalentou
Renascerá em outros corações

             Lucinha Caldas e seu sorriso iluminado. Um rosto majestosamente outonal, tendo como cenário o reflexo das luzes recifenses. Uma imagem que não deixa dúvida alguma: Lucinha Caldas é a eterna Miss Luzes da Cidade.
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sábado, 28 de maio de 2011

A cidade dorme e os dramas não descansam

Daslan Melo Lima

         Era uma dessas noites onde o sono demora a chegar, uma noite fria do inverno alagoano, numa época onde as mães colocavam os filhos para dormir cedo.  E foi numa noite assim que ouvi uma canção cujo som vinha da Amplificadora Municipal, um anexo da Prefeitura, onde o locutor Manoel Alemão divulgava sucessos musicais e assuntos de interesse da coletividade, transmitidos através de alto-falantes espalhados pelo centro da cidade. Não tinha televisão e as opções de lazer eram mínimas.
      “Silêncio na noite /está tudo calmo / a cidade dorme /ambição descansa...” A voz feminina cantava um canto longo e dramático. Eu não conseguia entender tudo, mas o início da canção ficou gravado para sempre nas minhas recordações.
     Talvez, naquele momento, eu fosse a única criança que ainda não tinha pegado no sono. Impaciente com as gotas d’água que caiam das telhas. Desejando muito possuir o que quase todos os meus colegas do Grupo Escolar Carlos Lyra tinham: um par de galochas e um casaco de frio, para que meus pés e meu corpo estivessem quentes quando eu fosse para as aulas nos dias chuvosos.
       Numa dessas últimas noites do inverno pernambucano, antes de dormir, fui pesquisar sobre aquela música na Internet.  Descobri que se tratava de Silêncio,  um tango argentino de Carlos Gardel (1890-1935).   “Silencio en la noche / ya todo esta en calma / el musculo duerme / la ambicion descansa (...) / Silencio en la noche / Silencio en las almas.” 
         Desliguei o computador e fui para o terraço da minha casa, onde se vê ao longe as casinhas simples de uma das encostas do Alto do Cruzeiro, um dos três morros de Timbaúba.  Chovia lá fora. Meditando sobre um tempo que se foi, para sempre se foi, não contive minhas lágrimas. Em algumas daquelas casinhas poderia estar algum garoto igual ao menino que um dia eu fui, sem poder dormir, impaciente com os pingos da chuva caindo dentro de casa, sonhando com agasalhos para os pés, para o corpo, para a alma...
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- Daslan Melo Lima, numa madrugada silenciosa de maio, enquanto lá fora a chuva cai, a cidade dorme e os dramas não descansam, ouvindo Carlos Gardel cantar Silêncio,
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MEMÓRIAS DE TIMBAÚBA - PE



Dedé Judeu cruzou os braços em cima do motor do Jeep. Sentada no banco de trás, sua esposa Nevinha Pacheco. Ao seu lado, Tereza Leal. Na frente, em pé, de mãos cruzadas, Ivanildo, esposo de Neide, que assumiu a direção do veículo, onde também se encontram Socorro e Emércia Dias. O jovem cabeludo, de bermuda curta e mão na cintura, é Dierson Leal. ***** O rapaz  de roupa escura encostado na janela é Cláudio Junior, um dos mais famosos reis momos do carnaval de Timbaúba.
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SESSÃO NOSTALGIA – AS TRÊS FINALISTAS DO CONCURSO MISS BRASIL 1987


Daslan Melo Lima
               No dia 04/04/1987, o Palácio de Convenções do Anhembi, em São Paulo-SP, foi palco do concurso Miss Brasil, o sétimo do que se convencionou chamar “era Sílvio Santos”, iniciada em 1981, depois de o certame ter deixado de ser patrocinado pelos Diarios e Emissoras Associados. 
 
Jaqueline Ribeiro Meirelles, Miss Brasília, eleita Miss Brasil 1987, ladeada por Ana Amélia de Paula Carneiro, Miss Góias, segunda colocada, e Kátia Viana Costa, Miss Minas Gerais, terceira colocada. (Imagem: capa da revista Manchete, de 18/04/1987, colada em um dos meus álbuns de recortes) 

Kátia Viana Costa, Miss Minas Gerais 1987. (Foto: Manchete)
                Gostei muito daquele Top 3, a segurança de Miss Brasília, o sorriso contagiante e a simpatia de Miss Góias e a sensualidade de Miss Minas Gerais. Particularmente, por um detalhe especial, uma das três finalistas ainda reina soberana nas minhas lembranças: Kátia Viana Costa, Miss Minas Gerais, que no especial daquele final de ano do cantor Roberto Carlos, exibido pela TV Globo, foi protagonista do  clipe da música ALÔ, de Roberto e Erasmo Carlos, uma das minhas canções românticas preferidas. 
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          Diga logo de uma vez
O que você quer de mim
Não me torture mais
Não me faça mais sofrer
Insistindo em me dizer
Que pensa em mim demais

Quando você fica só
E precisa ouvir a voz
De quem te ama
Não suporta a solidão
Pega o telefone e então me chama

E quando eu digo alô
Fala de amor as vezes dói
E mexe com meu coração
Me faz pensar que ainda me ama
E alimenta essa ilusão
Que acaba nas semanas que você me esquece

Quando eu penso que esqueci
O telefone entra rasgando a madrugada a enlouquecer
O coração dispara a mesma história vejo acontecer
E atordoado eu digo alô e é você
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               O adolescente que um dia eu fui ainda tem fantasias nas madrugadas silenciosas, esperando que um certo  alguém, de algum lugar imaginário, telefone para mim, a fim de estar comigo plenamente,  para o que der e vier, até as últimas conseqüências.

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sábado, 21 de maio de 2011

TIMBAÚBA, A POESIA DA RUA DO SAPO


O belo casario da Rua Tenente João Gomes, conhecida como Rua do Sapo, é um dos recantos mágicos, cheios de charme e poesia de Timbaúba, a Princesa Serrana. ***** Na casa da esquina, pintada de azul, viveu e morreu o poeta  timbaubense José Cassiano de Souza, nascido em 30/05/1908, que um dia assim definiu o que era SAUDADE: "Arte de minha vida e vida de minha arte,  / o pranto que emudece os olhos de quem parte, / a angústia que definha os olhos de quem fica. ". ***** José Cassiano de Souza morreu no dia 05/09/1981, mas antes confessou que a  FELICIDADE existia: "Sim, lá no fundo dos céus / além dos últimos sóis / envolta da luz nos véus / há mil anos-luz de nós." ***** PASSARELA CULTURAL tem um sonho: ver esse casario tombado pelo Patrimônio Histórico, antes que o pesadelo de uma futura especulação imobiliária  tire da Rua do Sapo toda essa magia, todo esse charme, toda essa poesia.
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ONDE VOCÊ NEM IMAGINA


Daslan Melo Lima

    
               Na nublada manhã do domingo, 15, acompanhei o sepultamento do corpo de José Antônio de Araújo,  o Toinho Bicudo, 44 anos, falecido na noite anterior enquanto dormia, vítima de um colapso cardíaco fulminante.
 
               Toinho era integrante do Grupo Serra, uma associação informal de amigos, responsável pela criação em 1991 do irreverente bloco carnavalesco As Piruas, que há 20 anos é um dos maiores sucessos do carnaval de Timbaúba.  

               No verão de um tempo que se foi, por diversas vezes, tive oportunidade de interagir com Toinho e sua turma em conversas descontraídas regadas a cerveja., ocasião onde criei um poema chamado Pássaros Livres.
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Eram três pássaros livres / e deles me aproximei para ouvir melhor os seus trinados / que também eram os meus cantos tantas vezes não cantados. /// Ficamos quatro pássaros livres beijando o luar / Na serra, a natureza nos banhava de paz / enquanto o vento conduzia nossos sonhos para o mar. /// Se os tolos entendessem nosso puro ritual /jamais aos pássaros livres fariam mal.
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               Caía uma chuva fina quando só nós - eu, o silêncio e o vento - ficamos na frente da sepultura do Toinho, depois que todos já tinham saído do Cemitério de Santa Cruz. Na minha mente ficou passando um “filme” onde Toinho era protagonista de atitudes irreverentes, de expressões pontuadas das ideologias que defendia e do slogan do Grupo Serra,  “Onde você nem imagina”.

               Meditando sobre a vida e a morte, em silêncio perguntei ao vento onde a essência daquele pássaro livre  poderia estar naquele momento. Tenho a impressão que ouvi um  anjo invisível  responder: “Toinho está bem, num lugar lindo, onde você nem imagina
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Timbaúba-PE, 21/05/2011, sete dias depois de Toinho Bicudo ter partido para uma das moradas do PAI.

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DE TIMBAÚBA PARA O MUNDO

PROGRAMA MUNDO ALTO


Famosos por estarem na bandeira, no hino e embelezarem nossa paisagem, dando-nos o título de Princesa Serrana, os morros de Timbaúba receberam  um olhar mais atento do governo municipal. ***** O Programa Mundo Alto, Resgatando a Cidadania , desenvolvido através da Secretaria de Desenvolvimento de Políticas Sociais e Segurança Alimentar , deseja ser um exemplo de ação de desenvolvimento social bem-sucedida em Timbaúba e  no Estado  de Pernambuco. ***** Tendo como principal parceiro o Programa de Transferência de Renda Bolsa Família, o Programa Mundo Alto objetiva  possibilitar, através de ações sociais, o resgate da dignidade de uma parcela da população  dos morros que vivem em situação de vulnerabilidade social ou risco, oportunizando condições de amenizar as dificuldades, promover o desenvolvimento social e a melhoria da qualidade de vida da população do Alto do Cruzeiro, Alto da Independência e Alto Santa Terezinha. ***** Graças ao Muro Alto, a vocação gastronômica desses bairros  conquistou  sua visibilidade com as seguintes comidas típicas: Tapioca (Alto do Cruzeiro), Cuscuz (Alto da Independência) e Pamonha (Alto Santa Terezinha).
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O LEGADO DE LEDA PACHECO 


A educadora Leda Pacheco (in memorian) deixou várias criações de Boi de Carnaval expressas  em papel e coloridas com lápis de cor.  Em 2009, Luzanita Monteiro  deu assistência ao Grupo da Terceira Idade Primavera e trabalhou arteterapia com as idosas utilizando as imagens criadas por Leda Pacheco.  ***** Quando as criações foram transportadas para as telas, Leda Pacheco já tinha partido para uma nova missão em outra dimensão.  As pessoas que pintaram as telas não colocaram assinatura em virtude da não autoria. ***** Oportunamente, outras imagens de  Bois de Carnaval concebidas por Leda Pacheco irão ilustrar esta secção.
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MEMÓRIA TIMBAUBENSE 



Se você era adolescente nos anos 60 conheceu em Timbaúba os jovens acima. Eles faziam parte de um conjunto no melhor estilo da Jovem Guarda. Cantavam e encantavam.***** O conjunto chamava-se Carlos de Mendonça e os Dez do Ritmo, composto por alguns integrantes que depois fariam parte de outro conjunto de sucesso, Os Líderes. ***** Da esquerda para a direita: Delmon, Carlos de Mendonça, Hebert, Marcão,  Iveraldo Lima (Leonardo Sullivan), Jurandir Sá, Reginaldo Pessoa, Vonez, Édson, e Pinino. (Imagem do arquivo pessoal de Delmon, gentilmente cedida ao PASSARELA CULTURAL) *****Para visualizar a imagem em tamanho maior, basta um clique com o lado esquerdo do mouse em cima da foto. ***** Colabore com PASSARELA CULTURAL no resgate da memória fotográfica de Timbaúba. Adesão/sugestões/colaborações/críticas construtivas: enviar e-mail para daslan@terra.com.br com cópia para odilonflj@gmail.com
  
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