SEJA BEM-VINDO ! SEJA BEM-VINDA! VOCÊ ESTÁ NO BLOG PASSARELA CULTURAL, a sua revista on-line semanal, fundada em 02/07/2004. ***** Esta é a edição nº 739, referente ao período de 22 a 28 de dezembro de 2019. ***** Editor: Daslan Melo Lima - Timbaúba, Pernambuco, Brasil. ***** Contatos : (81) 9-9612.0904 (Tim / WhatsApp). E-mail: daslan@terra.com.br
O 1º ANIVERSÁRIO DA FUNJADER - FUNDAÇÃO JADER DE ANDRADE
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Integrantes da diretoria da Funjader-Fundação Jader de Andrade
Na quarta-feira, 20, a diretoria da Funjader, Fundação Jader de Andrade, celebrou o 1º aniversário de criação da instituição, no Centro Cultural Marcos Vasconcelos. A Funjader é uma entidade apolítica e sem fins lucrativos, presidida por Jefferson Leal, cujo objetivo é promover ações e somar esforços para o bom andamento da cena cultural timbaubense.
Na ocasião, o presidente da Fundação explicou aos presentes a missão da Funjader e em seguida houve uma hora de arte, quando Cleydson Monteiro e Daslan Melo Lima declamaram poemas de Jader de Andrade; Dierson Leal interpretou um texto cômico e a artista plástica Joselma Carneiro de Melo, caracterizada de Fridha Kalo, doou uma tela de sua autoria à Fundação e declamou um monólogo retratando a situação lamentável em que se encontra o Cine-Teatro Recreyos Benjamin, momento em que foi entusiasticamente aplaudida de pé. Após o final da hora de arte foi servido um coquetel aos presentes.
Logo mais, estarei postando o regulamento do concurso para criação da logomaca da Fundação Jader de Andrade.
Kênia Rocha e Joselma Melo
Risoaldo Sassá e Joselma Melo
Ariadne, Antônio José Paz de Menezes, Elizabete e Augusto
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UM FATO EM FOCO .....
A professoraTaniaMaria Mendes, da OSSAM, Obra Social Santa Maria, foi homenageada no Fórum de Direitos da Criança e do Adolescente de Pernambuco, realizado nos dias 13 e 14, por sua brilhante atuação em prol dos direitos das crianças e adolescentes timbaubenses. O evento aconteceu no auditório Rossini Alves Couto, do Ministério Público de Pernambuco, no Recife.
Tania Maria Mendes
Tania Maria Mendes e Irmã Sofia
Madalena Fuchs, Presidente do Conselho de Defesa da Criança e do Adolescente de Pernambuco, Irmã Sofia e Tania Maria Mendes
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MEMÓRIA TIMBAUBENSE .....
Uma família dos anos 60. ***** Casal José Rodrigues Primo-Judith Rodrigues de Menezes com suas três filhas, quatro filhos, a nora e a neta. ***** Sentados, José Rodrigues, de terno branco, e sua esposa Judith, de vestido escuro. Ao lado de Judith, o filho Flávio e ao lado de José Rodrigues a nora Ozita, esposa de Flávio, com a filha Cristina no colo. As duas meninas de branco na fila da frente são Vera Lúcia e Flávia e o pessoal atrás é Maria deFátima, Fernando, Flávio e Fázio.
E lá se foi mais um concurso Miss Brasil. Todos nós sabemos que é muito difícil o resultado de um certame de beleza agradar a todos. É raro haver unanimidade. Vou registrar meus comentários, mas quero deixar claro que, das 27 concorrentes ao título máximo da beleza brasileira, conheço pessoalmente apenas três delas, Vanessa Gabriella Rocha, Miss Bahia; Leydiane Vasconcelos, Miss Pernambuco, e Priscilla Durand, Miss Paraíba. Como afirmei na minha crônica da semana passada, sei muito bem que uma coisa é opinar por imagens nos sites e na televisão e outra é emitir uma opinião depois de conhecer todas as Misses pessoalmente. Minha análise é com base no que vi pela televisão. Talvez, se eu estivesse assistindo ao evento lá no HSBC, em São Paulo, o teor dos meus pontos-de-vista fossem outros.
TOP 10
Antes de assistir ao concurso pela televisão, a minha lista das 10 mais era a seguinte, por ordem alfabética dos Estados: Miss Amazonas,Tammy Cavalcante; Miss Bahia, Vanessa Gabriella; Miss Ceará, Anastácia Duarte; Miss Distrito Federal, Alessandra Baldini; Miss Paraíba, Priscilla Durand; Miss Piauí, Renata Lustosa; Miss Santa Catarina, Michelly Bohnen; Miss Rio Grande do Norte, Daliane Menezes; Miss Rio Grande do Sul, Priscila Machado; e Miss São Paulo, Rafaela Butareli.
Durante o programa na TV, revi minha lista e fiz algumas modificações. Seis misses da minha relação original foram incluídas no Top 10 da comissão julgadora: Miss Amazonas, Miss Bahia, Miss Distrito Federal, Miss São Paulo, Miss Rio Grande do Norte e Miss Rio Grande do Sul. Lamentei as ausências de Miss Piauí, Renata Lustosa, e de Miss Santa Catarina, Michelly Bohnen, mas gostei de ver no Top 10 Miss Acre, Daniele Knidel, e Miss Mato Grosso do Sul, Raiza Vidal.
TOP 5
Fazer a minha lista do Top 5 não foi fácil, mas terminei optando por Miss Bahia, Miss Distrito Federal, Miss Rio Grande do Norte, Miss Rio Grande do Sul e Miss São Paulo. O Top 5 anunciado foi: Miss Bahia, Miss São Paulo, Miss Acre, Miss Rio Grande do Sul e Miss Amazonas. Lamentei a não inclusão de Miss Distrito Federal e Miss Rio Grande do Norte. Acredito que Miss Mato Grosso do Sul também seria uma boa opção para o Top 5. Fiquei satisfeito de ver Miss Acre e Miss Amazonas entre as cinco mais. Pelo conjunto, e pela resposta na entrevista, torci para que a Miss Amazonas fosse eleita, mas ela ficou apenas em quinto lugar. Devido à sua simpatia e jovialidade, a vitoriosa também poderia ter sido Miss Acre, terceiro lugar. Nenhuma jovem da minha lista original para Top 3 (Miss Ceará, Miss Distrito Federal e Miss São Paulo) ficou entre as três mais. A paulista conseguiu apenas o quarto lugar.
Quando Miss Bahia e Miss Rio Grande do Sul ficaram frente a frente aguardando o resultado final, fiquei de pé e comecei a gritar Bahia ! Bahia! Bahia ! As vozes de três amigos que estavam ao meu lado fizeram coro comigo: Bahia ! Bahia! Bahia! A baiana Gabriella Rocha ficou em segundo lugar e PriscilaMachado, Miss Rio Grande do Sul, foi eleita Miss Brasil 2011.
DETALHES
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1)1 - Gostei das personalidades convidadas para a comissão julgadora, foto acima, entre elas o modelo Paulo Zulu, a Miss Brasil 2005 Carina Beduschi e a atriz Angelita Feijó. Um título de Miss é para sempre. Quando anunciaram o nome de Angelita estranhei não terem dito que ela é a Miss Fernando de Noronha 1986. 2 - Gostei da segurança da apresentadora Adriane Galisteu. Quanto à Nayla Micheriff, Miss Brasil 1997, evoluiu bastante como apresentadora. Notei seu rosto estranho, como se estivesse inchado devido a alguma recente intervenção cirúrgica. 3 - Adorei o discurso e o poder de comunicação de Débora Lyra, Miss Brasil 2010. Pelo que li numa revista, Débora enfrentou problemas sérios em sua vida pessoal durante o seu reinado. Teve depressão, ganhou alguns quilos, o pai e a mãe perderam seus empregos e o seu veículo foi tomado durante um assalto. 4 - Desnecessárias as palavras de Nayla Micheriff ao dizer que Débora Lyra tinha perdido os 15 quilos que tinha adquirido durante o seu reinado. 5 - Achei o evento dinâmico, mas dispensaria os bailarinos. 6 - Gostei de ver Renata Lustosa, Miss Piauí, recebendo o título de Miss Simpatia Lux e lamentei o fato dela ter ficado fora das semifinalistas. 7 - Sou contra a forma como as perguntas são feitas ao Top 5. Para mim, a fórmula ideal seria uma pergunta única para cada Miss, de modo que as outras ficassem numa cabine à prova de som, a fim de não escutarem as respostas das outras. 8 - Como a segunda e a terceira colocadas irão representar o país em outros concursos internacionais, Miss Beleza Internacional e Miss Continente Americano, respectivamente, isso deveria ser dito por uma das apresentadoras. 9 - No momento de anunciar o resultado final, entendo que o Top 5 deveria estar com seus vestidos longos. 10 - O excessivo piscar de olhos da vencedora. Tique nervoso?
EPÍLOGO
Desejo boa sorte a você, Priscila Machado, Miss Rio Grande do Sul, Miss Brasil 2011. Você não estava na minha lista para o Top 3, mas vou torcer para que tenha uma boa classificação no Miss Universo. Não tenho dúvida que fará todo o possível para representar muito bem o nosso imenso país-continente no concurso Miss Universo.
Desejo que saiba aproveitar o seu reinado com sabedoria e que use sua beleza em campanhas que visem a construção de um mundo melhor . Desejo que daqui a uns anos a nova geração de missólogos possa ter boas e mágicas recordações de você, iguais às que tenho de várias Misses Rio Grande do Sul que um dia foram eleitas Miss Brasil.
AS PASTORAS -O Bloco das Pastoras marcou época nos carnavais timbaubenses da década de 1970. Da esquerda para a direita, na fila de trás, as “pastoras” de 1972: Alencar, Mario Marlúcio, José Carlos Cisneiros, Belarmino, Lamartine Lira, José Mário Guerra (falecido), Leonardo Maranhão, João Hélio do IBGE, Airon (falecido), Inauri, Pedro de Barros, Ivan Pedrosa (falecido) e Esdras. À frente, Iran Freire, a “borboleta” Lusivan Suna, a “diana”Alfredo Campos Neto e Antônio Monteiro. (Foto: Acervo de João Hélio Guerra).
Rivaldo Paurílio Cardoso. Foto-reprodução: Jornal do Commercio, Recife-PE,14/07/2011
O alagoano Rivaldo Paurílio Cardoso, 68 anos, foi uma das 16 vítimas fatais do avião que caiu em um terreno baldio na Praia de Boa Viagem, Recife-PE, na quarta-feira, 13, às 06h54min18s, três minutos após ter decolado da pista 18 do Aeroporto Internacional do Recife. Rivaldo Paurílio Cardoso era o piloto da aeronave e deveria estar de folga, mas trocou o plantão com um colega de trabalho. Ele era muito solidário e sempre substituía os colegas nos voos da empresa.
Primeira página do Jornal do Commercio, Recife-PE, 14/07/2011
Radicado no Recife, Rivaldo era Brigadeiro aposentado da Aeronáutica há 10 anos, mas não conseguiu parar de pilotar. Começou a trabalhar em empresas privadas, inclusive com o transporte de cargas. Há um ano passou a voar pela Noar. Deixou mulher e três filhos adultos. De acordo com a família, o Brigadeiro teria dito que, caso morresse durante um voo, as cinzas fossem jogadas no mar de Pajuçara, já que era apaixonado por Maceió.
A tragédia teria sido ainda maior se Rivaldo e o copiloto Roberto Gonçalves não tivessem evitado o choque contra algum dos muitos prédios em volta do local do acidente.
A alma de um herói alagoano voou para uma nova missão em outra dimensão e suas cinzas receberão como túmulo a beleza azul do mar de Pajuçara. Assim Seja !
Resolvi atender as dezenas de e-mails de leitores que me pediram que eu postasse em PASSARELA CULTURAL a minha relação de favoritas ao título de Miss Brasil 2011. Antes, desejo ressaltar que, das 27 concorrentes ao título máximo da beleza brasileira, conheço pessoalmente apenas três delas, Vanessa Gabriella, Miss Bahia;Leydiane Vasconcelos, Miss Pernambuco; e Priscilla Durand, Miss Paraíba.
Sei muito bem que uma coisa é ver as Misses nas fotos, nos sites, na televisão, e outra é vê-las pessoalmente. Talvez minha lista fosse outra, caso eu conhecesse todas ao vivo. É provável que alguma Miss saia da minha lista e ceda lugar a outra que não esteja na minha relação, quando eu estiver no sábado assistindo ao concurso pela televisão. De alguma forma, por ordem alfabética, eis o meu Top 10: Miss Amazonas,Tammy Cavalcante; Miss Bahia, Vanessa Gabriella; Miss Ceará, Anastácia Duarte; Miss Distrito Federal, Alessandra Baldini; Miss Paraíba, Priscilla Durand; Miss Piauí, Renata Lustosa; Miss Santa Catarina, Michelly Bohnen; Miss Rio Grande do Norte, Daliane Menezes; Miss Rio Grande do Sul, Priscila Machado; e Miss São Paulo, Rafaela Butareli.
Quando ao meu Top 3, sem ordem de classificação, suponho que o título de Miss Brasil 2011 deverá ficar com uma destas jovens abaixo:
Miss Ceará, Anástacia Duarte
Miss Distrito Federal, Alessandra Baldini
Miss São Paulo, Rafaela Butareli
Fui criança nos mágicos anos 60, quando o Brasil , tal como em época de Copa do Mundo, parava para acompanhar os concursos de Miss Brasil. Na minha alagoana São José da Laje, sem televisão, as pessoas acompanhavam a transmissão pelo rádio. As imagens das Misses só íamos ver quando chegavam as revistas O Cruzeiro, Manchete e Fatos & Fotos.
Ano de 1961. Há 50 anos, o Top 3 do Miss Brasil. Da esquerda para a direita, Vera Maria Brauner, Miss Rio Grande do Sul, segunda colocada; Stael Rocha Abelha, Miss Minas Gerais, primeiro lugar; e Alda Coutinho de Moraes, Miss Guanabara, terceira colocada. (Foto: revista O Cruzeiro)
No sábado, 23, diante da televisão, o menino que um dia eu fui estará outra vez vivendo um sonho, embora tanta coisa tenha mudado, assistindo ao Miss Brasil, tranquilo, cantando em silêncio aqueles versos singelos, antigos e patrióticos da música Canção das Misses, de Lourival Faissal.
Os Estados brasileiros se apresentam / nesta festa de alegria e esplendor. / Jovens misses seus Estados representam / seus costumes, seus encantos, seu valor.
Em desfile, nossa terra, nossa gente, / pela glória do auriverde em céu de anil. / Sempre unidos Leste, Oeste, Norte, Sul, / na beleza das mulheres do Brasil.”
Na tarde de ontem, desenhei com carvão uma “academia” no meu quintal. O desenho remete a uma singela brincadeira da minha infância alagoana em São José da Laje, quando a meninada desconhecia televisão, computador, internet, orkut, vídeos-games... Naquele tempo, a garotada desenhava nas calçadas, ou riscava nas ruas descalças, uma “academia”, sinônimo de diversão fácil, grátis, e, ao mesmo tempo, sem que pudéssemos imaginar, sinônimo de concentração e exercício físico.
As “academias” eram compostas de dez “casas”, sendo a última, a de nº 10, chamada de “céu”. As regras eram muito simples e objetivas. Pegávamos uma casca de banana dobrada ao meio e atirávamos para que caísse na “casa” numero 1, a mais próxima, depois vinha a número 2, e assim sucessivamente, até chegar ao “céu”. Saíamos pulando numa perna só para apanhar a casca de banana e voltávamos para o ponto de início, no mesmo ritmo, a fim de recomeçar o ritual, tendo por objetivo a “casa” seguinte. Eu nem sempre chegava ao “céu”.
Na tarde de ontem, antes de sair para minha caminhada diária, deixei que o menino que um dia eu fui pulasse “academia”. Esforçei-me e consegui chegar até ao “céu”. E juntos, de bem com a vida, eu o menino que um dia fui fomos fazer nossa caminhada diária.
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Timbaúba-PE, no último sábado de agosto de 2011.
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O SEGREDO DO MEU PÉ-DE-FERRO
Daslan Melo Lima
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No meu tempo de criança, eu tinha vergonha da sala de visitas da minha casa. A sala principal, logo a sala principal, vivia repleta de dezenas de pares de calçados. Motivo: Papai ganhava a vida consertando sapatos de todos os tipos e sua oficina funcionava dentro de casa. Eu tinha inveja das casas da vizinhança, com suas salas decoradas com uma mesinha, cadeiras ao redor e outra mesinha num recanto com um rádio.
Um velho pé de ferro, uma das ferramentas de Papai, decora hoje o ambiente da sala principal da minha casa. Às vezes, o espaço ao redor fica desorganizado, com coisas espalhadas por todos os lados. Nessas horas, o menino que um dia eu fui tem a impressão que o velho pé de ferro pensa que os meus livros, revistas, cds, dvds e jornais são sapatos, solas, graxa, martelos, alicates, couros e pregos.
O velho pé de ferro guarda um segredo meu. Ele sabe que o homem que hoje sou adoraria , por alguns minutos, retornar à casa da minha infância, entrar naquela sala de outrora, reencontrar o meu Pai, dar-lhe um abraço, um beijo e vim embora.
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NA ÉPOCA DA JOVEM GUARDA
Daslan Melo Lima
Tenho um painel, uma colagem que fiz há muito tempo, com fotos extraídas de revistas, dos mais significativos cantores e cantoras do movimento musical Jovem Guarda. Lá estão Antônio Marcos, Bobby De Carlo, Demetrius, Deny e Dino, Eduardo Araújo, Ed Wilson, Erasmo Carlos, George Freedman, Golden Boys, Jerry Adriani, Leno e Lilian... Ainda: Marcos Roberto, Martinha, Os Incríveis, Os Vips, Renato e seus Blue Caps... Também: Roberto Carlos, Ronnie Von, Rosemary, Sérgio Reis, Silvinha, Trio Esperança, Vanusa, Waldirene, Wanderley Cardoso...
Não vivi aquele tempo como acho que deveria ter vivido. Enquanto a maioria dos meus contemporâneos se permitia viver e cantar descontraidamente, sob o ritmo das músicas dos anos 60, eu vivia envolvido em crises existenciais, lutando para decifrar enigmas da vida e da morte. Em compensação, como “vingança”, guardei muita coisa daquele tempo (revistas, livros, discos...) como se tivesse roubado do Senhor Tempo preciosos momentos que o destino não permitiu que eu vivesse.
Certa vez, um psicólogo me disse durante uma sessão de terapia a respeito desse assunto: “Você viveu aquele tempo de forma diferente, para dentro, introspectiva, mas viveu. Seus colegas viveram para fora, de forma extrovertida, mas você também viveu. E muito!”. Essa observação foi um bálsamo para as dores da minha alma. Apesar disso, eu sinto um pouco de inveja dos meus amigos da minha infância alagoana em São José da Laje. Acho que nenhum deles gastou tantas horas como gastei, atrás de respostas para perguntas sem respostas.
Sofri. Chorei. Cresci. Hoje, quando tocam sucessos daquele tempo nas festas às quais compareço, tenho a impressão de que estou vivendo um sonho e agradeço a DEUS por ter sobrevivido aos desencontros, desilusões e desamores. Se por um lado a melancolia invade minh'alma, o menino que um dia eu fui canta e dança com uma euforia incomum, como se quisesse se "vingar" da época da Jovem Guarda. Época complicada para mim, quando as circunstâncias do aprendizado da minha caminhada não permitiram que eu abrisse meu coração e soltasse a minha voz.
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ANTES DO VERÃO CHEGAR ..... ...
Daslan Melo Lima
Um homem desconhecido, de pés descalços e sem agasalhos, dorme na calçada de uma fria manhã no centro do Recife, capital de Pernambuco. Na parede da casa comercial, o outdoor mostra duas crianças felizes fazendo propaganda de uma grife. Pego minha câmara fotográfica e capto uma cena poética que seria linda se não fosse dramática. Peço perdão a DEUS pela minha impotência diante do quadro na minha frente. Sou mais uma das milhares de pessoas que passam diante do homem que dorme na calçada e nada faz para reverter a situação. Tomara meu DEUS, tomara, que ele esteja sonhando que é uma criança feliz, e que não acorde antes do verão chegar.
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UM FESTIVAL DE FANTASIAS
Daslan Melo Lima
Recife, noite de um verão de um tempo que se foi. Sensação depressiva de estar me sentindo só na então terceira maior cidade do Brasil. Entrei amargurado para rezar na Igreja Matriz da Boa Vista e saí de mãos dadas com a Esperança. Enquanto me dirigia à Praça Maciel Pinheiro, a fim de sentar-me em um banco para fazer a mim mesmo mil perguntas sem respostas, meus olhos se encontraram com os olhos de alguém. Vontade imensa de ficar na praça para sempre, meu corpo ao lado do corpo daquela paixão platônica. Quando se é muito jovem, a vida é um festival de fantasias.
Recife, manhã do inverno de 2011. Sensação boa de me sentir quase anônimo na nona maior cidade do Brasil. Entro tranqüilo para rezar na Igreja Matriz da Boa Vista e saio de mãos dadas com a Fé. Enquanto me dirijo à Praça Maciel Pinheiro, a fim de saborear mil respostas que a maturidade me deu, meus olhos se encontram com os olhos de alguém. Vontade imensa de ficar na praça para sempre, meu corpo e minha alma com o corpo e a alma de mais uma paixão platônica. Quando não se é mais tão jovem, a vida ainda pode continuar oferecendo um festival de fantasias.
Tranquila, ela completou 50 anos de idade no último dia 06, surpresa diante do espelho por achar que o tempo passou rápido e por entender que, mesmo aposentada como professora da Escola Santa Maria, ainda tem muito o que fazer na área da educação. Filha deEpifânio Batista Brandão, falecido em 1980, e de Severina da Silva Brandão, falecida em 2008, irmã de Ramiro Brandão e Madalena (filhos do primeiro matrimônio do seu pai) e de Gaudêncio Batista Brandão, Marluce teve um infância feliz na Praça de Timbaubinha. Estudou nos educandários Elizabeth Lyra, Timbaubense, Industrial e Santa Maria. Lecionou no Colégio Timbaubense e na Escola Santa Maria. Formou-se em Geografia na Universidade de Pernambuco (Faculdade de Formação de Professores de Nazaré da Mata) e está exercendo a função de diretora da Escola Municipal Dulce Rodrigues. É esposa de Rosinaldo Bezerra de Albuquerque, motorista autônomo, e mãe de Moema (concluinte de Enfermagem da Universidade Federal da Paraíba) e de Mayara (estudante de Serviço Social da mesma Universidade).
Marluce, esposo e filhas. Da esquerda pra a direita, Moema, Marluce, Rosinaldo e Mayara
Educadores que a história timbaubense guardou:José Mendes da Silva e Dulce Rodrigues /// Educadores que a história timbaubense vai guardar:Dalva Ribeiro, Carminha Brito e Prof. Guedes //// Uma personalidade que é a cara de Timbaúba:Celma Lucia Vasconcelos /// Comida:Frutos do mar /// Bebida:Vinho doce /// A maior invenção do homem:O computador /// A pior invenção do homem: As Armas /// A palavra mais bela da língua portuguesa:Mãe /// A palavra mais feia da língua portuguesa:Ódio. É doloroso ouvir alguém dizer que odeia outro /// Maior defeito:Teimosia /// Maior virtude:Gratidão /// O que mais admira em uma pessoa:A lealdade /// O que não suporta em uma pessoa:A deslealdade /// Sonho de consumo:Conhecer Argentina e Cuba /// Cor preferida:Amarela /// Um ponto turístico de Timbaúba:A Igreja de Mocós /// Um ponto turístico de Pernambuco:Olinda /// Um motivo de orgulho:Minhas filhas Moema e Mayara //// Um homem bonito:Luciano Szafir /// Uma mulher bonita:Luiza Brunet /// Um ator:Marcos Caruso /// Um Programa de TV:Os jornalísticos /// Um cantor:Tim Maia /// Uma cantora:Gal Costa e Maria Bethania /// Filmes inesquecíveis:Um Sonho Possível e Mãos Talentosas /// Um cidade inesquecível: Natal-RN /// Uma música inesquecível :De Volta pro Aconchego /// Livro de cabeceira:Ágape, do Padre Marcelo Rossi.
Marluce ladeada pelas filhas Moema e Mayara
"Não cheguei a conhecer minha irmã Madalena, filha do primeiro casamento do meu pai. Ela morreu muito cedo. Eu tinha muita vontade de ter uma irmã. O meu maior sonho de criança era dividir meu quarto com uma irmã. Quando minhas filhas nasceram, fiz questão de que elas não tivessem quartos separados. "
"Não gosto de Carnaval. Meu irmão Gaudêncio foi atropelado por um carro aos 9 anos de idade, em pleno Carnaval. Minha mãe ficou traumatizada e não queria de modo algum que saíssemos nas ruas durante os festejos. Excedia-se em cuidados e eu cresci distanciada do frevo."
“Se eu fosse Presidente da República investiria tudo em Educação. A maior alegria que tive na vida como educadora foi dar aulas de alfabetização. Fico muito emocionada quando alguém se aproxima de mim e diz : A senhora foi minha professora.”
"Viver é estar bem consigo e morrer é partir e deixar tristeza para os que ficam. Sou católica e devota de Nossa Senhora de Fátima. Em todos os momentos da minha vida tenho em mente o Salmo 23: O Senhor é o meu pastor e nada me faltará”.
E assim conhecemos um pouco da educadora Marluce Brandão de Albuquerque que tem a satisfação de revelar para os leitores de PASSARELA CULTURAL o seu segredo para chegar em boa forma aos 50 anos de idade: “Ter discernimento e muita fé em DEUS para saber administrar bem os altos e baixos da vida.”
Lisane Guimarães Távora, Miss Brasília 1975, gaúcha natural de Cachoeira do Sul, estudante de Processamento de Dados da Universidade de Brasília, 18 anos, cabelos e olhos pretos, filha do Coronel do Exército Raymundo Távora e D. Laura, classificou-se em segundo lugar no Miss Brasil 1975, ficando como vice da loura Ingrid Budag, Miss Santa Catarina. Enquanto a catarinense ficou entre as 15 semifinalistas do Miss Universo, em El Salvador, Lisane foi mais longe e conquistou o quinto lugar no Miss Beleza Internacional, realizado no Japão.
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LISANE NO JAPÃO
Lisane com a coroa de pérolas de quinta colocada no Miss Beleza Internacional 1975 e a faixa de Miss no idioma japonês.
Quarenta e oito lindas garotas de todos os continentes participaram do Miss Beleza Internacional, evento que aconteceu no Okinawa's Expo Portside Theater, Motobu. No Brasil, a imprensa noticiou que a nossa representante tinha obtido o quarto lugar, quando na realidade foi o quinto, conforme atestam os dados do www.pageantopolis.com, do missólogo Donald West: Miss Yugoslavia, Lidija Vera Manic, primeiro lugar; Miss Finlândia, Eeva Kristiina Mannerberg, segundo; Miss Índia, Indira Maria Bredemeyer, terceiro; Patricia Lynn Bailey, Miss Estados Unidos, quarto; e Miss Brasil, Lisane Guimarães Távora, quinto lugar. Ela ficou muito feliz com a classificação, embora tenha sofrido um prejuízo de 30 mil cruzeiros, em moeda da época. Seus documentos, alguns dólares e yens, dois anéis de brilhantes, brincos e um anel de pérola desapareceram misteriosamente do apartamento que ocupava com Maria Teresa Maldonado Valle, Miss Espanha. Antes de qualquer iniciativa, Lisane comunicou o acontecimento aos pais, que também se encontravam no Japão. Sobre o assunto, ela fez a seguinte declaração à revista Fatos & Fotos:
“Participamos então à direção do concurso o ocorrido, mas impedimos que dessem queixa à polícia japonesa. Isso provocaria um escândalo e resultaria numa série de problemas que, fatalmente, envolveriam pessoas ligadas à organização e segurança do Miss International Beauty Pageant. Houve uma sigilosa e meticulosa sindicância que, infelizmente, resultou em nada. A beleza daquele país, as festas de que participei, a atenção e dedicação do povo para conosco, a classificação conseguida, superaram os acontecimentos desagradáveis."
LISANE, A MISS QUE DERROTOU A MICROSOFT
("A Miss que derrotou a Microsoft”, texto de Cecília Maia, foto de Felipe Barra, revista ISTOÉ GENTE, 27/09/2004).
A empresária Lisane Bufquin, que já ficou em 2º lugar no Miss Brasil e foi convidada por Bill Gates para ser seu braço direito no País, conseguiu no Cade a condenação da gigante da informática por “falsear” concorrência de mercado
Como no conto bíblico, o Davi da gigante Microsoft do Brasil também existe. Mora em Brasília, é empresária, tem 47 anos, é bonita e atende pelo nome de Lisane Bufquin. Mulher de aparência frágil, com 1,69 m de altura, ela comanda o Grupo IOS, empresa de informática de médio porte, 187 funcionários e faturamento anual entre R$ 10 milhões e R$ 18 milhões. Por insistência dessa gaúcha de Cachoeira do Sul o Conselho Administrativo de Defesa Econômica, Cade, condenou a maior empresa de informática do mundo. Pela decisão, a Microsoft terá de pagar aos cofres da União multa de 10% sobre o faturamento de 1997 (um ano antes do início do processo) por “limitar, falsear e prejudicar” a concorrência do mercado de softwares e prestação de suporte técnico a órgãos federais. “O governo nem fazia licitação achando que só a Microsoft tinha capacidade para fazer o serviço”, diz. Lisane provou que não era assim. Ainda cabe recurso à sentença, mas foi a primeira derrota jurídica da multinacional no Brasil. Em nota oficial, a Microsoft diz que, no seu entendimento, “a prática comercial anterior estava condizente com a legislação brasileira”.
Lisane não estava só quando entrou com a ação no Cade há sete anos. Outras três empresas estavam juntas. “Por pressão da Microsoft elas desistiram”, diz. Lisane sofreu quatro ações judiciais movidas pela filial da multinacional em Brasília, a TBA, perdeu contratos e viu seu faturamento se reduzir em 70%. Mas foi em frente, agarrada à fé em Santa Terezinha do Menino Jesus, para quem constrói a terceira capela. “Venci por milagre da santa.”
Filha de militar, ela conheceu o sucesso na adolescência. Primeiro como campeã dos clubes brasilienses de vôlei e depois como miss. Em 1975, foi a segunda colocada no Miss Brasil, com direito a ir ao Japão para o concurso Beleza Internacional. Lá conheceu seu marido, o engenheiro francês Jean François Bufquin, falecido. Encantado com a quarta colocada na competição, Jean mandou-lhe um bilhetinho num almoço com executivos. “Como não respondi, ele foi pessoalmente me convidar para sair”, lembra. Lisane se casou e foi morar em Paris com Jean quando terminou a faculdade de processamento de dados na UnB. Na França trabalhou em grandes grupos de informática. Destacou-se e, por ironia do destino, a Microsoft lhe ofereceu parceria para se estabelecer no Brasil.
“Bill Gates me fez uma corte impressionante”, diz. Ela trabalhava nos anos 80 na Générale Des Eaux. Gates, de férias em Angra dos Reis, soube que Lisane estava no País e mandou localizá-la para fazer o convite. De frente para o mar de Angra, ela disse não. Casada e com filhos gêmeos adolescentes, Diego e Olivier, hoje com 23 anos, não quis deixar Paris. Anos depois, voltou, abriu sua empresa e sentiu o peso da gigante. “Fiquei indignada com a dominação deles aqui. Na Europa não fazem isso pois se defrontariam com várias Lisanes”, diz ela, que hoje tem clientes como Embrapa, Infraero e Dataprev, usuários de softwares livres.
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De vez em quando, fico a imaginar Lisane Guimarães Távora, ou melhor Lisane Bufquin, tomando decisões no comando da sua empresa IOS Informática. Fico a imaginar que em algumas situações de estresse, ela respira fundo e relaxa recordando aquele mágico 1975, quando a imprensa japonesa teceu este elogio à sua beleza, um elogio com sabor de um poema inesquecível:
Olhos negros, estonteantes e tropicais,
quentes como o país que ela representa,
apesar de ter nascido num Estado onde a neve cobre o chão
um mês por ano e um estranho vento chamado minuano
– vindo da Cordilheira dos Andes –
agita os cabelos de louras e morenas,
mescla de raças que ajudou a formar o grande país chamado Brasil.