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SEJA BEM-VINDO ! SEJA BEM-VINDA! VOCÊ ESTÁ NO BLOG PASSARELA CULTURAL, a sua revista on-line semanal, fundada em 02/07/2004. ***** Esta é a edição nº 739, referente ao período de 22 a 28 de dezembro de 2019. ***** Editor: Daslan Melo Lima - Timbaúba, Pernambuco, Brasil. ***** Contatos : (81) 9-9612.0904 (Tim / WhatsApp). E-mail: daslan@terra.com.br

sábado, 6 de agosto de 2011

DE TIMBAÚBA PARA O MUNDO

DEZESSETE MULHERES E UM DESTINO

               Quarenta e duas jovens viveram seus sonhos mais lindos na Escola Santa Maria. Esse foi o seu destino. Trinta e sete anos depois, dezessete delas voltaram a se encontrar. Suas vidas tomaram rumos diversos, mas num ponto todas são unânimes: valeu a pena o tempo que investiram em educação. Esse também foi o seu destino. 
           O evento aconteceu no Restaurante Panela de Barro, em Timbaúba-PE, na manhã chuvosa do último domingo de julho. Todas prometeram retornar a cada ano, até o destino permitir.

 Turma do Magistério, Escola Santa Maria, 1974. Quarenta e duas jovens no esplendor de sua juventude. 
Turma do Magistério, 37 anos depois. Dezessete mulheres no esplendor de sua maturidade. Na fila de trás, da esquerda para a direita: Nadira, Marta, Tereza, Fátima, Ana Guerra, Clemenes, Ismênia, Florize, Maria do Carmo, Marlene Vasconcelos e Terezinha. Sentadas, na mesma ordem: Maria de Jesus, Paula Francinete, Edileuza, Inalva, Nasadir e Marlene Guerra.

Descontraidamente, elas fizeram poses de Misses. Qual delas seria eleita a Miss do Encontro? Dificil responder, diante de tanto charme.  Uma  manhã que ficará para sempre na memória dessas meninas sonhadoras de ontem, mulheres maravilhosas de hoje. 
Detalhe: Este evento é tema de reportagem na revista TIMBAÚBA EM FOCO, à venda na Banca de Revistas de Júlio Alfredo, centro de Timbaúba.

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MEMÓRIA TIMBAUBENSE
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No Encontro da Turma do Magistério-Escola Santa Maria 1974, um poster ilustrado rendeu  homenagem póstuma a quatro ex-alunas.
Nota 10 para o piso do restaurante Panela de Barro, localizado na Rua Dr. Alcebíades, centro. O bom gosto e a sensibilidade falaram mais alto. O imóvel residencial foi adaptado para fins comerciais, mas ninguém alterou suas características originais. As belíssimas pedras de mosaico foram conservadas.
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DE ALAGOAS PARA O MUNDO

 CÂNDIDA PALMEIRA, UM ORGULHO ALAGOANO

Daslan Melo Lima 

                 Neste sábado, 06/08/2011, Cândida Palmeira completaria 75 anos de idade. A colunista social do jornal Gazeta de Alagoas, morreu na manhã do dia 28/08/2008, vítima de um colapso cardíaco fulminante. Por ironia do destino, naquele fatídico 28 de agosto, o mês que, infelizmente, rima com desgosto, ela iria promover uma festa para celebrar seu aniversário. Seu corpo foi sepultado na tarde do mesmo dia, no Cemitério Parque das Flores, em Maceió.
               O nome de Cândida Palmeira está eternamente ligado às lembranças da minha infância alagoana em São José da Laje, quando eu lia na casa do meu avô materno Gustavo Souza Melo,  diariamente, a Gazeta de Alagoas, e meus olhos passeavam por um mundo mágico distante anos-luz da realidade que eu vivia na Rua Passagem de Maceió, o mundo dos eventos sociais que Cândida Palmeira retratava em sua coluna social.
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LEMBRAR O SORRISO DE CÂNDIDA (Texto do jornalista José de Sousa Alencar, o Alex, alagoano de Água Branca, radicado no Recife, publicado no Jornal do Commercio-Recife, de 30/08/2008.) -  Maria Cândida Palmeira tinha o rosto bem modelado, mas não era uma beleza, que ela substituía pela simpatia. Conheci Cândida desde menina porque era amigo da família Palmeira. Quando já estava mais conhecido como colunista social, fui a Maceió e Cândida não se distanciava de mim aos quinze anos. Eu sabia que ela estava fascinada comigo por ser um cronista. Então iniciei a tarefa de transformar Cândida numa cronista em Maceió. Ela adorou a idéia e começou a escrever o que é básico no colunismo social, notícias das figuras famosas da sociedade, as festas, etc. Em pouco tempo era um nome consagrado. Todos liam e gostavam de Cândida, muitos tentaram derrubá-la do alto do pódio, mas não conseguiram. Cândida era simples, alegre e educada, qualidades importantes para o setor. Sempre realizava grandes festas e gostava de dizer que fui responsável pelo seu sucesso, o que não é verdade. Cada um vence como cronista ou apenas colunista, ou em qualquer setor, porque tem algo a dizer e que toca as pessoas. Quinta-feira, quando sua irmã Maria José me telefonou para dizer que Cândida Palmeira havia falecido, vítima de um colapso fulminante, senti uma imensa tristeza e nostalgia. E logo comecei a perceber a falta do sorriso sincero de Cândida, dona de personalidade marcante, sem preconceito impondo sempre a sua presença.
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CÂNDIDA PALMEIRA, COM A MEMÓRIA SAQUEADA (Texto de Amélia Arruda, transcrito do site  JAPRESS, www.japress.blogspot.com, de 28/11/2008) -  A colunista Maria Cândida Palmeira, há mais de 40 anos em atividade no jornal Gazeta de Alagoas, era antes de tudo uma figura que provocava polêmica (não tanto pelo que ela dizia ou fazia, mas pelo que diziam que havia dito ou falado). Às vezes, irritava-se, o que lhe piorava a frágil saúde, mas sacudia a poeira, renascendo. Mesmo doente por todo esse tempo, enfrentava as pedradas dos "maus-caráter" (como dizia), e uma das últimas foi praticada pela Santa Casa de Misericórdia, que através de futricas do assessor de imprensa atual, que tão logo assumiu o cargo, a demitiu. Foi um 'baque' emocional e financeiro não superado.
               Vivendo reclusa, com raras visitas das pessoas que badalava ou parentes chegados (como atesta os porteiros do prédio que residia), faleceu de motivo inexplicado, às vésperas de seu aniverário. Dos seus bens e objetos de arte que enchiam seu apartamento, tão bem cuidado, pouco restou como lembrança, foi realizado um "leilão" até das cortinas e panos de cama. Os objetos de valor, como as jóias, a família levou como lembrança. Da memória mesmo, quem sabe falar são os catadores de papéis que recolheram quase meia tonelada de fotografias (delas em suas viagens,com amigos e das pessoas colunáveis em 40 anos). Hoje cedo, encontrei um catador de papel, em seu carrinho todo decorado com parte destas fotos, como painéis decorativos. Inclusive fotos da própria Candinha, tiradas por André Fon, Bob Wolfenson e outros profissionais da área. Estranha vida da Candinha, tão famosa, tão badalada e tão carente de afeto.
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               Com a morte de Cândida Palmeira morreu uma biblioteca inteira da história sociocultural da minha querida Alagoas.
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SESSÃO NOSTALGIA – Vera Fischer, Miss Brasil 1969, a simplicidade de uma camponesa

Daslan Melo Lima

               Fiquei triste ao ler recentemente na revista VEJA (Edição 2228, de 03/08/2011), a reportagem UM ÍDOLO QUE CAI – DE NOVO. Eis o que diz, na íntegra,  a matéria:
               Há pelo menos vinte anos a atriz Vera Fischer luta contra a dependência de drogas e álcool. Agora, quase aos 60 anos, volta a se internar em uma clínica para viciados.
             A atriz Vera Fischer, 59 anos, internou-se em uma clínica para reabilitação de dependentes químicos para tentar, mais uma vez, enfrentar os fantasmas das drogas e da bebida. Foram os dois filhos de Vera, o estudante Gabriel, de 18 anos, e a atriz Rafaela, de 32, que convenceram a mãe a dar entrada no Núcleo Integrado de Psiquiatria (NIP), na terça-feira passada. Depois de ver a mãe passar mal durante o fim de semana, a ponto de ficar com o rosto semiparalisado, Rafaela chamou o irmão e, juntos, pediram que procurasse tratamento. Os problemas de Vera são conhecidos há mais de vinte anos. Ela já esteve em clínicas de recuperação pelo menos cinco vezes.
               Ao histórico de abuso de substâncias perigosas Vera somou sintomas de depressão desde meados de 2009, quando morreu seu primeiro marido, o ator Perry Salles, a quem era intensamente ligada. Com câncer no pulmão que, nos estágios finais, se espalhou para o cérebro, Salles voltou a morar no apartamento dela para cuidados derradeiros. A tendência de Vera ao isolamento sempre foi grande – e sofrida. “Passei por momentos muito ruins de solidão”, escreveu numa inconscientemente ingênua biografia publicada em 2007. “A solidão é boa, é criativa, é relaxante, é a paz. Mas é claro que eu gostaria de encontrar um novo namorado.” Depois da morte do ex-marido, a situação se agravou. “Ela não aparecia mais em festas e não retornava ligações. Quando falávamos em visitá-la, ela dizia que não estava se sentindo bem ou que preferia ficar sozinha”, conta um amigo. Trancada em seu apartamento de cobertura no Leblon, vivia escrevendo – a lápis - , numa escavação sem fim dos próprios sentimentos. Em dezembro do ano passado, em entrevista à revista CONTIGO!, Vera declarou: “Antigamente, eu vivia rodeada de gente que me sugava. As pessoas se aproveitavam de mim. Adoro meu momento caseira”. Disse que estava longe das drogas havia quinze anos.
               Beleza, fama, onipotência, fragilidade emocional e lampejos de talento verdadeiro formam o caldeirão que ilumina as telas e assombra a vida de Vera, em especial depois que conheceu o ator Felipe Camargo, com quem mergulhou na cocaína e na bebida durante um infernal período. Depois, ela chegou a perder a guarda do filho Gabriel e a ter a carreira artística ameaçada. No primeiro semestre, interrompeu o isolamento para fazer uma pequena participação em Insensato Coração, como namorada de Teodoro (Tarcísio Meira). “A última internação da Vera foi há catorze anos. Portanto, ela estava bem”, diz sua amiga e assessora Liége Monteiro. “Ela vai dar a volta por cima, como sempre deu.”  

               Eu pensava que as drogas e bebidas fossem assuntos encerrados na vida da bela Vera Fischer, Miss Blumenau, Miss Santa Catarina, Miss Brasil e semifinalista do Miss Universo 1969.  Depois que li a matéria da VEJA, fui rever meus álbuns de recortes da adolescência, a fim de reencontrar aquela Vera Fischer simples que as revistas focalizaram no final dos mágicos anos sessenta.
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               Com o Maracanãzinho totalmente lotado, em meio a aplausos, foi eleita Miss Brasil 1969 a senhorita Vera Fischer, representante do Estado de Santa Catarina. Desde o desfile em longo, quando as candidatas apareceram pela primeira vez na passarela, Vera Fischer foi a mais ovacionada. A regularidade de suas feições, seu porte de rainha e as linhas perfeitas de seu corpo, reveladas na parte final, quando se deu o desfile de maiô (todas as misses se apresentaram com maiôs Catalina), constituíram trunfos certos para a conquista do cetro da beleza nacional deste ano. Com a vitória, Vera Fischer será a representante nacional para ir ao famoso concurso Miss Universo, a ser realizado no próximo mês em Miami, nos Estados Unidos. (Revista O  CRUZEIRO)
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                “Vera Fischer nasceu miss. Tem todo aquele jeito de quem entra no concurso, passeia sua beleza e sai vitoriosa. Desde o instante em que ela apareceu na Socila eu não tive a menor dúvida.” Quem diz isso é Maria Augusta, dona da mais famosa escola de manequins do país e a pessoa que mais entende de passarelas entre nós. Na sua modéstia, porém, a catarinense estava longe de imaginar que seria sua a faixa de Miss Brasil 1969. Quando o locutor anunciou seu nome como vencedora, diz quase desmaiou de emoção: achava impossível bater Maria Lúcia, a linda Miss São Paulo. (Revista MANCHETE)
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                Sabia-se que Vera chegou ao Rio defendendo Santa Catarina, eleita primeira Miss Blumenau. E que ganhou, de saída, a preferência dos entendidos e o prêmio de Miss Fotogenia, dado pelos fotógrafos no ensaio geral. Mas, entre os 20 mil espectadores, duas pessoas conhecem bem de perto esta garota que nunca havia viajado até o Rio, que coleciona selos, é estudiosa e quer terminar o clássico para prestar vestibular de Filosofia. “ – Minha garota é quietinha, um pouco tímida. Gosta de escrever e já rabiscou um romance que eu não sei por onde anda. Não tem namorado e prefere ficar em casa ouvindo discos românticos e sair para passear. Não sei como vai ser agora.”  É d. Hildegard Fischer, mãe da nova Miss Brasil, que está preocupada e não sabe ainda como irá ajeitar tudo para acompanhar a filha em suas andanças de rainha. Ela e o marido, Emil, um senhor calado, de olhos sorridentes, vieram torcer pela Verinha e pretendem seguir juntos até Miami. Quem ficou uma fera foi o irmão mais novo, Werner, que está fazendo provas e teve de acompanhar pela televisão a eleição da primeira Miss Santa Catarina ao trono de Miss Brasil. “ – Estou contente. As outras me diziam que eu seria finalista, mas só ter participado do concurso já bastava. Agora eu ganhei e não sei direito como será. Minha mãe já chegou?”  (Revista O CRUZEIRO)
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               De todos os conselhos recebidos ainda em sua terra, o mais importante para Miss Brasil foi o que recomendava simplicidade – o maior segredo da sua vitória no Maracanãzinho. Vera Fischer, a jovem que saiu de Blumenau e conquistou o Maracanãzinho, é a criatura mais simples do mundo. Mesmo depois de ganhar o titulo de beleza, ela continua achando que havia candidatas melhores que ela.
           “Até a semana passada, na minha vida não tinha acontecido absolutamente nada. Tive uma infância normal, uma adolescência tranquila. Para dizer a verdade, eu nunca me considerei bonita. Sabia que não era feia, mas estava longe de imaginar que poderia vencer o concurso. Sou muito desconfiada, não acredito em cantadas e quero me casar não com um homem rico, ou bonito, mas com um homem que goste de mim, que me faça muito feliz. Acho que o amor é a coisa mais importante do mundo: sem ele nada existiria. De nada adiantam a beleza e o dinheiro se a pessoa não tem amor, da mesma forma que de nada adianta o amor se não existem paz e tranquilidade. A respeito da liberdade sexual, nada tenho a dizer. Nunca viajei, sou um provinciana que gosta de usar coisas modernas, que é fã dos hippies, e sonha ser manequim de uma revista famosa...”
               Vera continua a falar, seus olhos verdes observam a paisagem aberta do Rio enquanto seu quarto no Hotel Glória vai se transformando num jardim de flores e presentes. “Em Blumenau, várias senhoras entraram no meu quarto, abriram meu guarda-roupa e escolheram o que eu devia trazer ao Rio. – “Você deve ser uma moça comportada. Leve roupas compridas, discretas, cores suaves. Deixe de lado essas mini-saias, essas correntes hippies, esses lenços apaches, essas botas sexy. Seja simples, seja uma camponesa...” (Revista Manchete)
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               Na tarde deste primeiro domingo de agosto, o mês que, infelizmente, rima com desgosto, estou perdido em pensamentos sobre os mistérios da vida e os caminhos nem sempre iluminados da beleza, do glamour, da fama e da fortuna. Estou rezando para que a atriz Vera Fischer se recupere e  que reencontre aquela Vera Fischer Miss Brasil 1969 que um dia seguiu os singelos e sábios conselhos das senhoras de Blumenau: “Seja simples, seja uma camponesa.”  
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Timbaúba-PE, 07/08/2011

sábado, 30 de julho de 2011

CRÔNICAS DE DASLAN MELO LIMA

 AQUELA LUA QUE BRILHA LÁ NO CÉU

Daslan Melo Lima


          Sou saudosista e adoro as canções românticas do passado. Muitas vezes, tenho a impressão de que ninguém faz mais músicas lindas e cheias de poesias como outrora. De vez em quando, no entanto, sou obrigado a rever meus conceitos. Ouvi no mês passado o conjunto ExaltaSamba cantar uma música que adorei, sem entrar no mérito das regras da língua portuguesa, pois a letra começa com “te” e o tratamento envereda para “você”. A composição, autoria de Thiaguinho e Pezinho, chama-se “Tá Vendo Aquela Lua”.   
  Te filmando, eu tava quieto no meu canto: / cabelo bem cortado, perfume exalando/ daquele jeito que eu sei que você gosta, / mas eu te dei um papo e você nem deu resposta. / Tudo bem! Um dia vai o outro vem! / Você deve estar pensando em outro alguém, / mas se ele te merecesse não estaria aqui. / Não! Não! Não! / Ou talvez você não queira se envolver. / Magoada, tá com medo de sofrer. / Se me der uma chance não vai se arrepender. / Não! Não! Não!
  Tá vendo aquela lua que brilha lá no céu? / Se você me pedir, eu vou buscar só pra te dar. / Se bem que o brilho dela nem se compara ao seu. / Deixa eu te dar um beijo! / Vou mostrar o tempo que perdeu. / Que coisa louca, eu já sabia! / Enquanto eu me arrumava algo me dizia: / Você vai encontrar alguém que vai mudar / A sua vida inteira da noite pro dia!
      Ontem, durante uma festa, fiquei muito emocionado ao ver vários rapazes e moças cantando o sucesso do ExaltaSamba.  Tá vendo aquela lua que brilha lá no céu? / Se você me pedir, eu vou buscar só pra te dar. / Se bem que o brilho dela nem se compara ao seu.  
      Voltei para casa em estado de graça, por saber que o romantismo continua,  enquanto no céu brilhar a Lua.
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Timbaúba-PE, no sétimo dia de setembro de 2011.

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MANHÃS DE SETEMBRO


Daslan Melo Lima

          Gosto da sonoridade do nome setembro. O nono mês do ano evoca algumas coisas mágicas da minha vida: o filme Quando Setembro Vier; a expectativa de que logo será outubro e estarei mais velho, pois nasci em um outubro; e a música Manhãs de Setembro, de Vanusa e Marcos Campana. 


          O inverno se despede.  A primavera está a caminho e logo mais será verão. A natureza a todo o momento ensina sábias lições. A Bíblia diz que há um tempo determinado para tudo e aprendi a não perder muito tempo fazendo a mim mesmo mil perguntas sem respostas. Estou leve para convidar você a cantar comigo Manhãs de Setembro.


Fui eu quem se fechou no muro e se guardou lá fora. / Fui eu quem num esforço se guardou na indiferença. / Fui eu que numa tarde se fez tarde de tristezas. / Fui eu que consegui ficar e ir embora. / E fui esquecida.  / Fui eu! / Fui eu que em noite fria se sentia bem / e na solidão sem ter ninguém. / Fui eu! / Fui eu que em primavera só não viu as flores / e o sol nas manhãs de setembro. //// Eu quero sair!  / Eu quero falar!  / Eu quero ensinar o vizinho a cantar! / Eu quero sair!  / Eu quero falar!  / Eu quero ensinar o vizinho a cantar nas manhãs de setembro.

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AQUELE CASACO MARROM

Daslan Melo Lima

     Um dia, ouvi de um alguém especial a seguinte declaração: “Você merece uma pessoa melhor do que eu. A qualquer momento, você irá me trocar por outro alguém.“ As circunstâncias das nossas vidas tomaram outros rumos. Ninguém trocou ninguém por ninguém. Aconteceu. Encontramos em outras bocas, em outros corpos e em outros braços o que faltava em nossos beijos, em nossos contatos, em nossos abraços. 
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     Um casaco marrom, presente daquele alguém especial, testemunha silenciosa de recordações inesquecíveis, ficou comigo durante anos, até que um dia resolvi doá-lo a uma instituição beneficente.
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     Na semana passada, durante uma madrugada chuvosa do inverno timbaubense, acordei sentindo mais frio do que de costume. Levantei-me da cama e fui ao guarda-roupa para retirar um agasalho. Por alguns instantes, desejei ter como companhia aquele casaco marrom, guardião de lembranças importantes de uma fase da minha vida. 
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     Perdido em perguntas sem respostas, vesti um casaco vermelho, comprado recentemente. Fui dormir pedindo aos anjos que daqui a um tempo o meu casaco vermelho esteja impregnado de recordações incomuns, assim como as que um dia impregnaram aquele casaco marrom. 

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 QUANDO SETEMBRO VIER


Daslan Melo Lima
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               Confesso que são poucas vezes que utilizo meu tempo para assistir filmes novos.  Na maturidade das nossas vidas, adquirimos a consciência de que temos pouco tempo pela frente, que ele é um bem muito precioso e deve ser aproveitado com sabedoria.  No lugar de arriscar passar duas horas mais ou menos vendo um filme para no final deduzir que não valeu a pena, prefiro rever os bons filmes do passado que marcaram minha vida. Entre eles, “Quando Setembro Vier” (Come September), de Roberto Mulligan, de 1961. 

                Quando Setembro Vier” é uma deliciosa comédia romântica protagonizada por quatro ídolos inesquecíveis da minha infância, Bobby Darin, Sandra Dee, Rock Hudson e Gina Lollobrigida. No filme, Rock Hudson é proprietário de uma luxuosa vila italiana que passa o ano todo fora do país e só retorna nos meses de setembro, sem saber que na sua ausência o administrador da propriedade transforma o local em hotel. Quando Rock aparece de surpresa, em pleno mês de julho, desencadeia uma série de situações engraçadas.  Enquanto Gina Lollobrigida forma com Rock Hudson o casal maduro da trama, Bobby Darin e Sandra Dee formam o par jovem.  DEUS já convocou Bobby Darin, Rock Hudson e Sandra Dee para uma nova missão em outra dimensão. Apenas Gina Lollobrigida, aos 84 anos de idade, envelhece majestosamente. 

                
               Sofro de romantismo incurável e adoro rever “Quando Setembro Vier”, antes de setembro chegar. Revejo meus ídolos, lindos e cheios de vida, e “viajo” com eles de lambreta através de fantásticas paisagens italianas.  Sinto-me amigo de Bobby Darin e danço com a turma quando ele canta “Multiplication”. Por pouco não saio do corpo para ficar no filme, para sempre, mas o tempo e a realidade me chamam. Preciso estar com minhas emoções sob controle, quando setembro vier. 
 

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 UMA TAL DE SAIDEIRA


Daslan Melo Lima 

              Bebo muito pouco. Algumas doses de uísque ou alguns copos de cerveja em ocasiões especiais. A bebida deveria ser um pequeno ingrediente para compor um hino de celebração à Vida, jamais a razão de ser de uma comemoração ou uma pílula dourada para amenizar as perguntas sem respostas diante dos mistérios da vida e da morte.
        Um dia, numa mesa de bar, acompanhado de amigos, despertei para o vazio de uma coisa chamada  saideira. Alguém, quando deseja   terminar uma farra, sempre diz: traz a saideira, expresão que é um alerta para encerrar as despesas e para o garçom providenciar  o último copo de rum, uísque, vodka, cerveja...  Só que...
         ... É uma tal de saideira que não termina e só finda depois que as palavras que não deveriam ser ditas foram ditas. É uma tal de saideira que não termina e só finda depois que as confissões que jamais deveriam ser reveladas foram externadas... É uma tal de saideira que não termina e só finda depois que o corpo sinaliza para um mar de ressaca e a alma para um oceano de solidão. Só ressaca, solidão e mais nada.

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BOA NOITE AMY WINEHOUSE, DURMA BEM

 Daslan Melo Lima


                        Prezada Amy Winehouse, boa noite.

                   Sou um romântico incorrigível, por isso não apreciava muito o estilo das canções que tu interpretavas, embora enxergasse grande talento em tuas interpretações, com aquele tom de voz que transmita um quê de angústia e depressão. Como me doía o coração quando te via na televisão tombando nos palcos, esquecendo as letras das músicas, com sinais evidentes de que tinhas exagerado na bebida ou em algum tipo de droga. 

                   Sei que o excesso de sensibilidade, característica dos poetas, dos artistas e dos  sonhadores, provocou muito sofrimento em ti.   Mas tu sabias que as respostas para as perguntas sem respostas não estavam num copo de bebida. Lembra-te? Dissesse na canção Reb: ”Tentaram me mandar para a reabilitação, eu disse não, não, não... Não aprendi muito na escola, mas sei, as respostas não estão no fundo do copo.”   Se é doloroso  mergulhar dentro de nós mesmos, mais doloroso ainda são as conseqüências do mergulho nas bebidas e nas drogas. Não é fácil administrar os males da alma, mas temos que acreditar em nós mesmos e, sobretudo, em DEUS! 

                Vi hoje na televisão que teu corpo foi cremado e que, a pedido teu, tuas cinzas foram misturas às da tua amada avó Cyntia.  Que pena! Eu teria tanta coisa para conversar contigo, mas as palavras fogem nesta noite fria do inverno pernambucano, onde lá fora a chuva cai e no céu  nenhuma estrela está brilhando.

            “Boa Noite, meu Anjo, durma bem”, disse Mitch Winehouse ao se despedir do teu corpo físico.  Parodiando teu pai, eu digo: Boa Noite, menina Amy Winehouse, durma bem.

              Assim Seja!
              Um abraço, direto de Timbaúba- Pernambuco- Brasil-Planeta Terra, na noite de 26/07/2011.
              Daslan Melo Lima
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A GENTE SE DESPEDE COM AS IMAGENS DA SEMANA

Daslan Melo Lima

               Um dos meus programas de televisão favoritos é o Bom Dia Brasil,  na TV Globo, nas manhãs de segunda a sexta-feira, apresentado por Renato Machado e Renata Vasconcellos. Fico muito emocionado nas sextas-feiras, quando ao encerrar o telejornal Renata diz: “A gente se despede com as imagens da semana”. É quando na tela surge uma seleção de cenas dos acontecimentos que foram noticiados durante a semana, um desfile de  derrotas, vitórias, tragédias, nascimentos, mortes...
               Visto de forma isolada, as notícias ruins são depressivas, mas dentro de um contexto há uma certa harmonia, pois existe a contrapartida das notícias boas. E assim não é a vida? A Bíblia diz que há tempo para tudo sob o sol.
             O fundo musical  da seleção de imagens mostradas no final do programa nas sextas-feiras é O Lago dos Cisnes de  Tchaikovsky, famoso balé em  quatro atos, um conto de fadas onde, apesar dos encontros e desencontros,  o bem termina triunfando sobre o mal.
                Nas sextas-feiras, o programa termina e minhas lágrimas não. Desligo a televisão. O programa termina e a esperança não. Esperança de que o Bem um dia governará  este conturbado planeta Terra. 

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DE TIMBAÚBA PARA AO MUNDO


  MEMÓRIA TIMBAUBENSE 

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               Fausto Manoel da Silva nasceu em Timbaúba-PE, no dia  05/10/1938, e morreu na última quarta-feira, 27, no Hospital Otávio de Freitas, no Recife, onde estava internado há um mês, vítima de um AVC-Acidente Vascular Cerebral.  

               Seu Fausto foi funcionário da Escola Santa Maria de 1972 a 2001, quando se aposentou. Pessoa simples, lidando com serviços gerais,  gozava de total confiança da diretoria do educandário. Era tido como  "pau para toda obra", pois qualquer coisa que acontecesse nas instalações elétricas, hidráulicas, ou o que fosse, alguém dizia: "Chama Seu Fausto."  Seu corpo foi velado na Rosa Master e sepultado na quinta-feira, 28, à tarde, no Cemitério de Santa Cruz. 
          
               Fausto era meu vizinho, uma pessoa muito reservada que morava só numa casa imensa. Algumas pessoas que residem na frente do seu imóvel tinham despertado para sua ausência ao sentirem um mau cheiro que vinha do terraço. Apreensivas, elas fizeram contato com uma irmã de Fausto. A polícia foi acionada, pulou o muro e arrombou uma porta. Ele foi encontrado caído ao lado da cama, vítima de um AVC. Acredita-se que já fazia dois dias que Fausto estava nessa situação. Levado ao Memorial Ferreira Lima, daí foi encaminhado para o Hospital Otávio de Freitas, no Recife, onde permaneceu em coma até a morte.

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CONCURSO LOGOMARCA FUNJADER 
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Capítulo I -  DO CONCURSO E SEU OBJETIVO: Art. 1º - A Direção da Fundação Jader de Andrade - FUNJADER, institui o CONCURSO “Logomarca da FUNJADER”, como parte das festividades do seu primeiro aniversário. a ser realizado em julho/setembro de 2011, em Timbaúba – Pernambuco. As finalidades e condições deste concurso estão contidas neste Regulamento. Art. 2º - O objetivo do concurso “Logomarca da FUNJADER”, é escolher a melhor proposta de logomarca para a Fundação.Parágrafo Único.  A logomarca escolhida poderá fazer parte das diversas peças, tais como folder, cartazes, home page, impressos, envelopes e outras peças definidas pela Direção da Fundação Jader de Andrade. 
Capítulo II - DA PUBLICIDADE DO CONCURSO: Art. 3º - O lançamento do concurso será feito no dia 20 de julho de 2011 e disponibilizado seu edital nos sites (www.passarelacultural.com & www.cenariocultural.com )  que conterá: §1º A comunicação entre inscritos e a comissão organizadora se dará exclusivamente pelo endereço funjader@cenariocultural.com. §2º Termos aditivos ou avisos complementares poderão ser publicados no blog a juízo da Comissão Organizadora do evento.
Capítulo III - DOS PARTICIPANTES:Parágrafo Único. Poderá participar do concurso, de que trata este Regulamento, qualquer pessoa idônea com restrição apenas aos membros da comissão organizadora e avaliadora do evento.
Capítulo IV - DAS INSCRIÇÕES: Art. 5º -  A inscrição dar-se-á pelo e-mail funjader@cenariocultural.com . Não haverá inscrições via correio ou outra forma qualquer que não seja através do e-mail indicado.§ 1º A apresentação da logomarca deve obedecer aos requisitos estabelecidos no Capítulo V deste Regulamento.§ 2º A logomarca deverá ser enviada, através do e-mail, em imagem de alta resolução, para ser reduzida ou ampliada, sendo aceitos somente formatos: .jpg, cdr  juntamente com as fontes utilizadas.§3º O trabalho da logomarca deverá ser enviado junto com a inscrição através do e-mail funjader@cenariocultural.com especificando no assunto “concurso logomarca”.§4º A inscrição será feita no período de 20 de julho a 31 de agosto, cabendo à comissão organizadora o direito de prorrogar ou não este prazo.§5º A inscrição é gratuita não sendo aceita após o  período definido no Artigo 4º deste regulamento.§6º Cada participante poderá apresentar número ilimitado de trabalhos.Art. 6º -  O envio do arquivo pelo participante, ao concurso, implicará na sua aceitação plena das condições estabelecidas neste Regulamento.Art. 7º - Ao efetuar a inscrição, o candidato receberá, no e-mail cadastrado na inscrição, o comprovante de inscrição e de envio do arquivo e será sua garantia de participação no concurso.
Capítulo V - DA FORMA DE APRESENTAÇÃO DOS TRABALHOS: Art. 8º -  Serão apreciados os trabalhos que forem originais e inéditos;§ 1º Os trabalhos poderão ser executados em qualquer técnica.§ 2º Os trabalhos não podem ser assinados ou possuírem qualquer tipo de identificação do autor, ou outra forma que comprometa o seu anonimato, restringindo-se apenas ao preenchimento do formulário de inscrição.§ 3o Não serão apreciados os trabalhos que não observarem as exigências estabelecidas neste Regulamento.
Capítulo VI - DO TEMA DO TRABALHO: Parágrafo Único. Os trabalhos inscritos deverão obedecer ao tema Fundação de Cultura Jader de Andrade.
Capítulo VII - DAS COMISSÕES E DO JULGAMENTO DOS TRABALHOS:Art. 9º - Os trabalhos serão julgados pela Comissão Avaliadora, que será composta pela Diretoria da FUNJADER.§1º- A Comissão Avaliadora escolherá inicialmente os cinco melhores trabalhos inscritos no concurso e posteriormente será feita a escolha do melhor trabalho. Os três melhores trabalhos serão publicados nos sites (www.passarelacultural.com & www.cenariocultural.com )  ao término do concurso. §2º- Se a Comissão Avaliadora decidir que nenhum dos trabalhos apresenta os requisitos exigidos, lavrará ata sucinta, esclarecendo as razões de sua decisão, da qual não cabe recurso. Parágrafo Único - A apreciação dos trabalhos pela Comissão Avaliadora deve se pautar pela elegibilidade, ou seja, os trabalhos que não estiverem em consonância com o presente regulamento, serão automaticamente desconsiderados, não cabendo qualquer recurso do(s) participante(s).Art. 10 - São critérios que orientarão o julgamento dos trabalhos pela Comissão Avaliadora: Criatividade (visão nova de logomarca);Originalidade (desvinculação de outras logomarcas existentes); Comunicação (transmissão da idéia e universalidade);Aplicabilidade (seja em cores, em preto e branco, em variadas dimensões e sobre diferentes fundos);
Capítulo VIII - DA CLASSIFICAÇÃO: Art.11 -  A Comissão Avaliadora se reunirá em separado, para conferir pontos a cada um dos trabalhos, considerando os critérios definidos no Capítulo VI deste Regulamento.§ 1º Os trabalhos receberão, de cada membro da Comissão Avaliadora, pontos que variam de 01 (um) a 05 (cinco).§ 2º A classificação se dará pela ordem decrescente de pontos, resultante da soma individual dos pontos dados pelos membros da Comissão Avaliadora a cada trabalho.§ 3º Havendo empate, a Comissão Avaliadora proferirá o voto de desempate. Art.12 -  O resultado do Concurso será anunciado nos sites (www.passarelacultural.com & www.cenariocultural.com ).Art.13 - A verificação, em qualquer etapa do concurso, de irregularidade, inexatidão de dados ou falsidade de declaração implicará na eliminação do candidato e na anulação de todos os atos dela decorrentes, sem prejuízo das sanções civis e penais cabíveis.Art.14 - A Comissão Avaliadora, no uso de suas prerrogativas, poderá deixar de conceder a premiação, se entender que os trabalhos apreciados não preenchem os requisitos estabelecidos por este Regulamento. Art.15 - A decisão da Comissão Avaliadora será soberana e de caráter irrevogável, não cabendo qualquer recurso por parte do participante.
Capítulo IX - DA PREMIAÇÃO: Art.16 - Serão agraciados os três melhores trabalhos classificados pela comissão avaliadora. Sendo os mesmos concedidos gentilmente pela Comissão Organizadora da FUNJADER.Parágrafo Único. Os três selecionados receberão diplomas e troféus.Art.17 - Os prêmios serão entregues pela Comissão Organizadora da FUNJADER, em data a ser definida.
Capítulo X - DISPOSIÇÕES FINAIS:Art. 18 - Os trabalhos inscritos no concurso terão sua propriedade intelectual cedida de pleno direito e por prazo indeterminado à FUNJADER, não cabendo a qualquer órgão quaisquer ônus sobre seu uso, pagamento de cachês, direitos autorais e outros pagamentos/ressarcimentos que venham a ser reivindicados pelos participantes do concurso, inclusive sendo-lhe permitido fazer adaptações, visando a sua adequação ao conceito e à imagem institucional. Art. 19 - Os trabalhos enviados para o concurso não serão devolvidos e passarão a ser propriedade da Comissão Organizadora, que, deles, poderá fazer uso como o desejar.Art. 20 - A Comissão Organizadora do concurso da Logomarca, poderá cancelar o concurso de que trata este Regulamento, em razão de caso fortuito ou de força maior e também por insuficiência de inscrições, a seu critério, sem que isso importe em qualquer direito indenizatório.Art. 21 - Os membros da Comissão prestarão sua colaboração gratuitamente, não fazendo jus a qualquer honorário.Art. 22 - Os casos omissos neste Regulamento serão decididos pela Comissão de Organização do Concurso.Art. 23 - Este Regulamento entra em vigor na data de sua publicação, revogando-se as disposições em contrário.
Timbaúba-PE,  20 de julho de 2011.
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DE MACAPARANA PARA O MUNDO

MACAPARANA, O CHORO INVISÍVEL DOS ANJOS

Daslan Melo Lima

                 
                 Há um mês estive em Macaparana, essa hospitaleira cidade vizinha de Timbaúba, ex-distrito da Princesa Serrana. Disseram-me que a Igreja Matriz de Nossa Senhora do Amparo estava sendo restaurada e entrei no templo para conferir.  Tomei um choque como se tivesse levado um soco no estômago. O cenário me deprimiu e o que vi doeu no fundo da minh’alma. 

               Longe de mim a ideia de entrar em confronto com quem teve a iniciativa de "restaurar" a Igreja, mas quando entrei no templo o que vi foi a destruição de coisas que fazem parte do patrimônio religioso, histórico e sentimental de um povo:  o altar-mor, a sacristia, o mosaico, etc. Existe por aí tecnologia suficiente para ampliar. modernizar e melhorar as instalações de um bem imóvel sem prejuízo das suas características originais internas e externas. 

              Na semana passada, a fachada da Igreja desmoronou. Talvez tenha sido reflexo dos abalos na estrutura da obra. Não sou engenheiro e nada posso afirmar. Mas sou poeta e  algo me diz que foi  o resultado do choro invisível dos Anjos, inconsoláveis com a “restauração" da Igreja.
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As pessoas dispostas a colaborar com a reconstrução do templo devem fazer suas doações para a Paróquia de N.S.do Amparo, através do Banco do Brasil, Ag. 2257 – 8, Conta Poupança 010011793 - 7.

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SESSÃO NOSTALGIA - MISSES NUMA TARDE DE INVERNO

Daslan Melo Lima

              Timbaúba-PE, tarde fria do último sábado de julho de 2011. Ao meu redor, várias álbuns de recortes sobre concursos de Misses, mágica paixão que me acompanha desde a infância. Vontade de nada escrever, apenas de ver o tempo passar mergulhando lentamente em dezenas de recortes que mostram mulheres lindas que ocupam doces lembranças em meu coração. Entre tantas, aleatoriamente, destaques para cinco deusas de um álbum da década de 1980.

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MARTHA VASCONCELLOS, Miss Bahia, Miss Brasil e Miss Universo 1968, em propaganda da filial da empresa Presentes Rachel, localizada no terceiro pavimento do Shopping Center Iguatemi, em Salvador-BA. O anúncio, publicado no jornal "A Tarde", em 17/08/1981, transmitia um charme incomun, graças a Martha Vasconcelos, um orgulho nacional.

MARY ANN STAVIN, Miss Suécia, Miss Mundo 1977, fotografada quando esteve no Rio de Janeiro, em julho de 1983, divulgando o filme "007 Contra Octopussy", onde desempenhava o papel de uma "gata-polvo".
ALDILENE LOPES, Miss Cabo de Santo Agostinho 1983, semifinalista no Miss Pernambuco, em foto de junho de 1984. Era a mais alta candidata ao título de Miss PE 1983, no ano em que a vencedora foi Mônica Lima, Miss Igarassu. Assisti ao vivo ao concurso, realizado numa tarde de sábado, no Centro de Convenções de Pernambuco. A linda morena tinha tudo para ter ido mais longe naquele certame.  A imagem de Aldilene Lopes é uma das mais gratas recordações que trago daquele 1983. Detalhe: Na época, a cidade de Cabo de Santo Agostinho chamava-se apenas Cabo.
JANE BEZERRA, Miss Rio Grande do Sul 1975, em foto de abril de 1982, aos 23 anos de idade, quando atuava como modelo e tinha trabalhado como atriz no programa "O Planeta dos Homens", da Rede Globo. Sua não inclusão entre as semifinalistas do Miss Brasil 1975, ano em que a vitoriosa foi Ingrid Budag, Miss Santa Catarina, descontentou o público. 


MÁRCIA CRISTINE MACEDO, Miss Rio de Janeiro 1982, em foto de maio de 1983, aos vinte anos de idade. Márcia Cristine empatou em terceiro lugar com Simone Valença Duque, Miss Pernambuco, no concurso Miss Brasil 1982, ano em que a eleita foi Celice Pinto Marques, Miss Pará, e a segunda colocada Solange Frazão, Miss São Paulo. Na época da imagem, Márcia Cristine estava no México, na condição de convidada especial dos organizadores do Miss Universo, para compor a comissão julgadora do Miss México 1983.
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               Timbaúba-PE,  noite fria do último sábado de julho de 2011. Ao meu redor, várias álbuns de recortes sobre concursos de Misses, mágica paixão que me acompanhará enquanto eu viver. Vontade de nada escrever, apenas de saborear o momento ao lado destes recortes, enquanto lá fora a chuva cai, copiosamente cai.
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sábado, 23 de julho de 2011

DE TIMBAÚBA PARA O MUNDO

   O 1º ANIVERSÁRIO DA FUNJADER - FUNDAÇÃO JADER DE ANDRADE
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Integrantes da diretoria da Funjader-Fundação Jader de Andrade

               Na quarta-feira, 20, a diretoria da Funjader, Fundação Jader de Andrade, celebrou o 1º aniversário de criação da instituição, no Centro Cultural Marcos Vasconcelos.  A Funjader é uma entidade apolítica e sem fins lucrativos, presidida por Jefferson Leal, cujo objetivo é promover  ações e somar esforços para o bom andamento da cena cultural timbaubense.
              Na ocasião, o presidente da Fundação explicou aos presentes a missão da Funjader e em seguida houve uma hora de arte, quando Cleydson Monteiro e Daslan Melo Lima declamaram poemas de Jader de Andrade; Dierson Leal interpretou um texto cômico e  a artista plástica Joselma Carneiro de Melo, caracterizada de Fridha Kalo, doou uma tela de sua autoria à Fundação e declamou um monólogo retratando a situação lamentável em que se encontra o Cine-Teatro Recreyos Benjamin, momento em que foi entusiasticamente aplaudida de pé. Após o final da hora de arte foi servido um coquetel aos presentes.
               Logo mais, estarei postando o regulamento do concurso para criação da logomaca da Fundação Jader de Andrade. 

                                               Kênia Rocha e Joselma Melo
 Risoaldo Sassá e Joselma Melo

Ariadne, Antônio José Paz de Menezes, Elizabete e  Augusto

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UM FATO EM FOCO
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               A professora Tania Maria Mendes,  da OSSAM, Obra Social Santa Maria,  foi  homenageada no Fórum de Direitos da Criança e do Adolescente de Pernambuco, realizado nos dias 13 e 14, por sua brilhante atuação em prol dos direitos das crianças e adolescentes timbaubenses. O evento aconteceu no auditório Rossini Alves Couto, do Ministério Público de Pernambuco, no Recife.

Tania Maria Mendes
Tania Maria Mendes e Irmã Sofia
Madalena Fuchs, Presidente do Conselho de Defesa da Criança e do Adolescente de Pernambuco, Irmã Sofia e Tania Maria Mendes
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MEMÓRIA TIMBAUBENSE
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Uma família dos anos 60. ***** Casal José Rodrigues Primo-Judith Rodrigues de Menezes com suas três filhas, quatro filhos, a nora e a neta. ***** Sentados,  José Rodrigues, de terno branco, e sua esposa Judith, de vestido escuro. Ao lado de Judith, o filho Flávio e ao lado de José Rodrigues a nora  Ozita, esposa de Flávio, com a filha Cristina no colo. As duas meninas de branco na fila da frente são Vera Lúcia e Flávia e o pessoal atrás é Maria de Fátima, Fernando, Flávio e Fázio.
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