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SEJA BEM-VINDO ! SEJA BEM-VINDA! VOCÊ ESTÁ NO BLOG PASSARELA CULTURAL, a sua revista on-line semanal, fundada em 02/07/2004. ***** Esta é a edição nº 739, referente ao período de 22 a 28 de dezembro de 2019. ***** Editor: Daslan Melo Lima - Timbaúba, Pernambuco, Brasil. ***** Contatos : (81) 9-9612.0904 (Tim / WhatsApp). E-mail: daslan@terra.com.br

sábado, 27 de agosto de 2011

SESSÃO NOSTALGIA – ANA CRISTINA E MARIA ELIZABETH RIDZI, ONDE O VENTO ENCONTRAVA AS ROSAS

Daslan Melo Lima
PRÓLOGO
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        Em outras ocasiões, falei aqui sobre as irmãs gêmeas Ana Cristina Ridzi, Miss Guanabara e Miss Brasil 1966, e Maria Elizabeth Ridzi, vice-Miss Guanabara 1966. Esta semana, volto a falar sobre elas, dois ícones da beleza brasileira, tendo em minhas mãos a revista O CRUZEIRO, Ano XXXVIII, Nº 39, de 29 de junho de 1966.
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MISS GB É BELEZA EM DUAS VIAS 
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(Reportagem de Ubiratan de Lemos e Rosinha Sarda/Fotos de Hélio Passos, Geraldo Viola e Rubens Américo (em preto e branco) e Indalécio Wanderley e Jean Solari (em cores)
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  As gêmeas Ridzi
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Aqui estão as oito finalistas no confronto final da beleza. Os jurados escolheram as candidatas que o povo já havia consagrado. Da esquerda para a direita: Eliane Pio Pedro; Maria da Conceição e Silva (Marina Montini); Vera Lúcia Diniz Cabral; Marina Alice Vidal; Sandra de Araújo Duarte (47 pontos, quarto lugar); Elizabeth Santos (57 pontos, terceiro); Maria Elizabeth Ridzi (73 pontos, segundo) e Ana Cristina Ridzi (97 pontos, primeiro lugar). O fato é que só 4 moças foram mesmo classificadas, ficando as restantes com o timbre simbólico de 5º lugar. A beleza em duplicata de Ana Cristina Ridzi, a moça do Marã, venceu o Miss GB em um Maracanãzinho lotado e vibrante. Aliás, a platéia escolheu logo uma das gêmeas, de rosto, corpo e iluminação, no primeiro desfile individual de vestido de baile. 
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As moças mais belas da história do Miss GB reunidas em 66. O real sorriso de Ana Cristina Ridzi, Miss Marã, eleita  Miss Guanabara 1966, e a beleza das princesas: sua irmã gêmea Maria Elizabeth Ridzi, segundo lugar;  a mulata Elizabeth Santos, Miss Renascença, terceiro lugar; e Sandra de Araújo Duarte, Miss Fluminense, quarto lugar.
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Se a vitória oscilava entre as duas irmãs iguais, em rima e métrica, como pinçar a mais bela? Quem ajudou foram as arquibancadas, unânimes na gritação do nome de Ana Cristina,  a mais fulgurante, a que mais se transmitiu, a que mais sublinhou as virtudes de sua platéia. O Júri, apenas, concordou com o público. Ora, como desclassificar a outra gêmea Elizabeth, cujos riscos copiam e repetem a beleza de Cristina? Só havia mesmo uma solução: fazer de Elizabeth a vice do Maracanãzinho, dar-lhe o segundo lugar. E o Júri não fez outra coisa. As gêmas golearam 27 concorrentes, e os aplausos consagraram a vitória indiscutível. É bom insistir na semelhança das gêmeas ganhadoras: 1,72 de altura, 59 de peso, 60 de cintura, 93 de busto, idem de quadris, 56 de coxa, 22 de tornozelo, cabelos alourados, olhos castanhos. Júri e arquibancadas louvaram-se, portanto, no imponderável, nos subjetivos, na irradiação dominante de Cristina. Estas dosagens abstratas marcaram a diferença das iguais. 
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MISS GB É FLOR DA ROÇA
(Texto de Ubiratan de Lemos – Fotos de Hélio Passos)
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Ana Cristina, Miss GB-66, de parceria com sua irmã Elizabeth, a 2ª colocada, festejou a vitória na roça, onde foi criada e onde mora.  É a intimidade de um lar simples e feliz que esta reportagem mostra. 
Montar a cavalo não tem mistérios para quem como Miss Guanabara se criou na roça.
Ana Cristina, o pai Michal, a irmã gêmea Elizabeth, o irmão Miguel e a mãe Analzira.  
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Eles moram muito acima da serra que azula no horizonte, lá para as bandas de Vilar dos Teles, perto de Caxias (Estado do Rio), precisamente onde o vento encontra as rosas. O velho Michal – velho uma ova, diria ele – não troca o seu ninho de roça por nenhum apartamento de Copacabana. Ele chama asfalto e edifícios de jaula de civilização, antigente, liquidificador dos nervos e da saúde física e moral. Seu caso é mato, rio (ele tem um), jamelão, laranjeiras, mangueiras, jaqueiras, goiabeira, pé de mamão e outras famílias verdes, passarinhos de confusão na galhada, peixe “cará” ao alcance do anzol, vaquinha leiteira de conversa com cavalo respeitador. Nesta alcova de folhas, de chão e arvoredo, ele e sua bela Analzira criaram aquela que chegaria a ser Miss GB-66, a Ana Cristina-em-permanente-estado-de-flor, a outra gêmea Elizabeth, e o jovem Miguel, irmão delas. Só troca o seu pedaço de chão pelo céu de Cristo, que ele já tem por dentro, porque o velho Michal é o pai espiritual dos vizinhos. Vive de fazer o bem por instinto, sem comprar entrada para o céu.
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Alegria grande foi dos vizinhos de “seu” Michal, que vieram cumprimentar a filha Miss. As crianças fizeram fila para as felicitações a Ana Cristina, Miss Guanabara-66.
 Analzira Ridzi, ladeada pelas famosas filhas gêmeas
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Miss Guanabara e a irmã saíram do Maracanãzinho para a casa delas, branca e simpática, conforto sem luxo. Veio toda a vizinhança dar o abraço grande e justo. Gente pobre, lavadeiras e demais arrumações de vida. 
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MARÃ, O CLUBE QUE LANÇOU CRISTINA
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É bom bater papo sobre o clube, na base de informações de Júlio Neves, o vice-presidente ativo e funcional. Marã quer dizer índio guerreiro, no tupi-guarani do Júlio. É clube de Marechal Hermes, subúrbio com atributos de bairro, reunidor de suburbanas capitosas... O Marã fisgou Cristina numa festa de rainha do suéter, que fez sucesso nos arraiais de São João do Meriti, cidade gêmea de Caxias. Assim começou mesmo a história que terminou com a faixa do Maracanãzinho.
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EPÍLOGO
          Adoro entrar no túnel do tempo através das minhas revistas antigas. Adoro rever as misses maravilhosas de um tempo que se foi, como as gêmeas do Miss Guanabara 1966, que moravam muito acima da serra que azulava  o horizonte, lá para as bandas de Vilar dos Teles, perto de Caxias, Estado do Rio, precisamente onde o vento encontrava  as rosas.
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Relação de todas as crônicas de PASSARELA CULTURAL focalizando as gêmeas Ana e Elizabeth Ridzi:
 
21/06/2008, SESSÃO NOSTALGIA - ANA CRISTINA E MARIA ELIZABETH RIDZI, AS MISSES GÊMEAS DE 1966,   
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25/12/2009, SESSÃO NOSTALGIA - MARIA ELIZABETH RIDZI, VICE-MISS GUANABARA 1966, E OS ROMANCES DE A.J.CRONIN , http://passarelacultural.blogspot.com.br/2009/12/sessao-nostalgia_25.html

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27/08/2011, SESSÃO NOSTALGIA – ANA CRISTINA E MARIA ELIZABETH RIDZI, ONDE O VENTO ENCONTRAVA AS ROSAS,  http://passarelacultural.blogspot.com.br/2011/08/sessao-nostalgia_27.html
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12/05/2012, SESSÃO NOSTALGIA - MISSES E MÃES NA TARDE QUE MORRE , http://passarelacultural.blogspot.com.br/2012/05/sessao-nostalgia_12.html


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sábado, 20 de agosto de 2011

DE TIMBAÚBA PARA O MUNDO



MEMÓRIA TIMBAUBENSE
O tom sépia da foto é a própria imagem da nostalgia. Um quê de um tempo que se foi, para sempre se foi... Um momento  lento, quase parando...  Um coração acolhedor, digno de uma Princesa, a Serrana.  

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 A POESIA DAS PALMEIRAS IMPERIAIS

Seis palmeiras imperiais ocupam majestosamente o coração de Timbaúba, a  Princesa Serrana. Talvez queiram alcançar o céu. Quem sabe? Talvez não, diz o vento que sopra manso no mês de agosto, o mês que, infelizmente, rima com desgosto. 
        Seis palmeiras imperiais reinam no coração de Timbaúba, a Princesa Serrana, dando um exemplo de que agosto também pode rimar com sonho e poesia. Basta contemplar as palmeiras na tarde fria.  
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SESSÃO NOSTALGIA – Edi Corrêa Leite, memórias de um ex-coordenador do concurso Miss Sorocaba


Daslan Melo Lima

PRÓLOGO

          Edi Corrêa Leite, paulista de Sorocaba, leitor assíduo de PASSARELA CULTURAL e fã incondicional da  nossa secção SESSÃO NOSTALGIA, nascido em um  26  de maio, apaixonou-se por concursos de Misses na época em que os mesmos ainda eram patrocinados pelos Diarios e Emissoras Associados. Ex-coordenador do concurso Miss Sorocaba, Edi trabalha atualmente como Auxiliar Administrativo na Rádio Cacique de Sorocaba. Também é produtor do programa Show da Cidade, levado ao ar de segunda a sexta-feira, das 08h30min às 12:00 horas, pela Cacique AM. Realiza esporadicamente um Show de Talentos para quem gosta de cantar, com jurados, prêmios, bailarinas e show, numa casa de espetáculos de Sorocaba. Em PASSARELA CULTURAL desta semana, Edi fala com exclusividade da sua grande  paixão.  

EDI CORRÊA LEITE E AS MISSES ELEITAS SOB SUA COORDENAÇÃO

Oito lindas jovens forem eleitas Miss Sorocaba em concursos inesquecíveis coordenados por Edi Corrêa Leite.

Edi e a Miss Sorocaba 1992, Flávia Cristiane Machado, eleita Miss São Paulo e  4ª colocada no Miss Brasil 1992.
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Edi e a Miss Sorocaba 1993, Erika de Oliveira Albiero, eleita Miss São Paulo-Mundo,  vice- Miss Mundo Brasil 1993.
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Edi e Miss Sorocaba 1996, Vivian Lara Waldemarin, semifinalista no Miss Paulo 1996.
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 Miss Sorocaba 1997,  Juliana Corrêa, eleita Miss Imprensa 1997.
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Miss Sorocaba 1998,  Daniela Franzine, semifinalista no Miss São Paulo 1998.
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Edi e a Miss Sorocaba 1999,  Luana Penafiel, eleita Miss São Paulo 1999.
O desfile triunfal de Luana Penafiel pelas ruas principais de Sorocaba.
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Edi e a Miss Sorocaba 2001,  Vanessa Cantor, semifinalista  no Miss São Paulo 2001.
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 Edi e a Miss Sorocaba 2003,  Bianca Landulpho, semifinalista  no Miss São Paulo 2003.
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EDI CORRÊA LEITE E SUAS MISSES INESQUECÍVEIS
 
PASSARELA CULTURAL: Qual é a sua Miss Sorocaba inesquecível?
EDI CORRÊA LEITE
: Todas foram muito importantes para mim. Todas marcaram essa história. Eu devo muito a todas elas pela participação. Sem elas não existiria o concurso, nem as manchetes nos jornais e as animadas carreatas pelas principais ruas e avenidas da cidade que ficaram marcadas na minha vida.
PC :
Quem é sua Miss São Paulo inesquecível?
ECL:
Admiro e tenho carinho por muitas delas, mas a que me deu muita alegria, satisfação e orgulho pessoal foi a Flávia Machado, em 1992, eleita no primeiro concurso que realizei. A sua vitória foi espetacular na minha vida!
PC:
Quem são suas Miss Brasil, Miss Universo, Miss Mundo Brasil e Miss Mundo inesquecíveis?
ECL:
Miss Brasil 1977, Cássia Janys, pessoa muito querida e bela;  Miss Universo 1978, Margaret Gardiner , da África do Sul,  literalmente belíssima!; Miss Mundo Brasil 1984, Adriana Alves de Oliveira (a conheci e fiquei impressionado pela sua altura e elegância); Miss Mundo, não tenho preferida.
PC :
Qual a Miss Sorocaba mais injustiçada do  Miss São Paulo?
ECL:
Foi a Juliana Corrêa, em 1997. Ela se destacou sendo eleita Miss Imprensa e aparecendo nas chamadas do programa Fantástico em relação ao evento. Não ficou entre as semifinalistas. Atualmente está mais linda do que nunca!
PC:
Qual a Miss São Paulo mais injustiçada na história do Miss Brasil?
ECL:
A Miss Sorocaba 1978, Ana Lúcia Alves Neto, uma loura alta, de belo corpo e muito simpática que merecia uma classificação melhor.
PC:
Qual a Miss São Paulo que teria sido uma ótima Miss Universo?
ECL:
Sandra Mara Ferreira, Miss Sorocaba, Miss São Paulo e Miss Brasil 1973. Sandra Mara tinha tudo para ser a Miss Universo daquele ano. Mulher culta, inteligente, dona de um porte invejável. Tinha a classe de uma Miss Brasil. Sandra Mara nasceu para ser uma Miss Universo!
  
EPÍLOGO

               No último 13 de agosto, Edi lançou seu blog, o Miss Sorocaba http://edicorrea.blogspot.com/ . Ele diz: “O blog é um bebê ainda. Aos poucos vou colocando algumas fotos...”
               Quando perguntei ao Edi qual a diferença maior entre os concursos do passado e os de hoje, do alto de sua experiência não hesitou em dar a seguinte resposta:
         “Daslan, a diferença é muito grande em todos os sentidos. Desde a expectativa do povo brasileiro em relação ao dia do concurso quanto ao anúncio da vencedora, que não tem emoção nenhuma. É tudo muito frio! Paulo Max foi o grande mestre nisso. Ele tinha uma diplomacia fora do comum para apresentar um certame como o Miss Brasil. Ele fazia o público ficar na expectativa, na emoção. Assim que ele anunciava a Miss Brasil a emoção tomava conta. Existia um charme muito grande quando a Miss do ano anterior  coroava a sua sucessora. Acabou tudo isso!  Transformou-se numa confusão a coroação. É ótimo que a Rede Bandeirantes de Televisão transmita o concurso Miss Brasil, isso é fundamental para o certame, mas faltam pessoas que entendam do concurso, que saibam o que foi esse concurso, o qual   tive a honra de estar presente desde a época dos Diários Associados.”
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sábado, 13 de agosto de 2011

DE TIMBAÚBA PARA O MUNDO

EM DEFESA DO CINE TEATRO RECREIOS BENJAMIN
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A manifestação
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              Na terça-feira, 09, o centro da cidade ficou repleto de centenas de estudantes oriundos de escolas públicas e particulares. Liderados pela Escola Santa Maria, eles tinham um objetivo: somar esforços e erguer suas vozes em defesa do velho e histórico Cine Teatro Recreios Benjamin, na foto, à direita, inaugurado em 05/03/1916, pelo poeta e jornalista Jader de Andrade (1886-1931).
          O espaço ficou famoso em todo o Brasil por receber as principais companhias teatrais do sul do país depois que essas se apresentavam no Recife, no Teatro de Santa Isabel, cujo palco tem as mesmas dimensões do imóvel timbaubense. Os filmes eram apresentados diariamente e suas sessões só eram suspensas quando havia espetáculos. 

A artista plástica Joselma Carneiro de Melo declamou "Era Uma Vez", um texto dramático de Joselma Melo e Celma Lucia Vasconcelos, que conta a trajetória do Cine Teatro Recreios Benjamin, do apogeu à decadência.

 
André Fonseca, Secretário de Obras da Prefeitura Municipal de Timbaúba, subiu no Trio Elétrico e fez um pronunciamento onde ressaltou a boa vontade do Governo Municipal em  reverter a grave situação do Cine Teatro.

                 O Cine Teatro Recreios Benjamin é personagem de uma situação atípica que se arrasta há anos. Carece de uma restauração urgente, a fim de não desabar. É tombado pelo Patrimônico Histórico de Pernambuco, mas não foi desapropriado. Pertence a terceiros e está alugado à Prefeitura Municipal de Timbaúba.  
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A visita do Prefeito e Secretariado
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                  O Prefeito Marinaldo Rosendo esteve na sexta-feira, 12, em visita ao Cine Teatro Recreios Benjamin acompanhado dos secretários Roberto Sotero, de Governo, André Fonseca, de Obras, e Alfredo Campos, de Administração. Presentes, representantes de empresas para elaboração de projetos,  representantes da Escola Santa Maria, professoras e integrantes da sociedade civil. O objetivo da visita foi  ver in loco a situação do cine-teatro, fechado há mais de seis anos,  levantando todos os pontos importantes de uma futura reforma. Vale salientar que o Prefeito Marinaldo Rosendo tem demonstrado interesse para que o  espaço cultural volte a funcionar, tanto que existe um projeto elaborado pela Prefeitura na FUNDARPE.
          Detalhe:  quando estive na FUNDARPE acompanhando uma comitiva da Escola Santa Maria, técnicos da instituição informaram  que têm o maior interesse na recuperação do  Cine Teatro Recreios Benjamin, mas existe um fato complicado: o imóvel não foi desapropriado. Teoricamente,  isso inviabilizaria disponibilizar verbas públicas para empregar num bem de terceiros.  
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MEMÓRIA TIMBAUBENSE

De janeiro de 1954 até janeiro de 1979, o SESI, Serviço Social da Indústria, funcionou em um imóvel da Av. Dr. Fernando de Andrade Queiroz, antiga Vila Operária.***** Qual o ano desta foto? Você conhece alguém que aparece na imagem acima? ***** Foto: Acervo de Edna Menezes.
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UM SÁBADO EM TIMBAÚBA
Sucesso absoluto "Um Sábado em Timbaúba",  a vitoriosa promoção anual, versão 2011-Recife, do Grupo Matutos de Timbaúba, tão bem coordenada por Tranquelino Ferreira Monteiro. ***** O que se viu no sábado, 06, na AABB-Recife, foi uma celebração-confraternização do orgulho de ser timbaubense, "matuto lá das brenhas, de Timbaúba dos Mocós", como diria o saudoso teatrólogo Luiz Marinho Falcão Filho. ***** Duas atrações musicais foram um deleite para os ouvidos e as emoções, Banda Podre e Túnel do Tempo. ***** Impossível anotar e fotografar todas as figuras de prestígio que marcaram presença. ***** O lucro da festa será revertido para as instituições beneficentes de Timbaúba que cuidam dos idosos. A distribuição dos donativos acontecerá no próximo sábado, 20.

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DE ALAGOAS PARA O MUNDO

GABRIELE MARINHO, UM ORGULHO ALAGOANO
                A alagoana Gabriele Marinho venceu o concurso de beleza Miss Teen World 2012. A maceioense de 17 anos foi coroada a adolescente mais bela do mundo na noite de  05 de agosto, em Houston, Texas, Estados Unidos. O concurso contou com a participação de 24 candidatas de todos os continentes. A vencedora ganhou mais de US$ 70 mil em prêmios e contratos, incluindo uma bolsa de estudos por quatro anos na universidade americana Barclay College,   no valor de US$ 40.000. Segundo sua mãe, Luciene Santos, Gabriele sempre gostou de trabalhar como modelo e de participar de concursos de beleza. Sempre contando com o apoio da família, ela começou sua jornada rumo ao título de adolescente mais bonita do mundo em 2006, quando ganhou o Miss Infantil Alagoas. Depois, a jovem foi coroada com o título de Miss Teen Alagoas, em 2010, e venceu o Miss Teen Brasil 2011.
                 “Nem caiu a ficha, estou muito feliz. E venci o preconceito”, disse a nova miss ao G1. “As pessoas dizem: você é tão bonita, parece do Sul. Eu provei o contrário, que meu Estado está muito acima de qualquer preconceito.” Fã da modelo do Rio Grande do Sul Alessandra Ambrósio, Gabriele diz que muitas vezes foi questionada se era gaúcha, por ser loira de olhos verdes. “Você nasceu mesmo em Alagoas? perguntavam. Já no meu primeiro concurso, juvenil,  perguntaram se eu era mesmo de Maceió. Mas eu respondia: meu sotaque não nega.” Nos Estados Unidos, durante o Miss Teen World, Gabriele também chegou a ser confundida, mas, segundo ela, não houve preconceito. “Só perguntaram se eu era da Itália, mas eu respondi: Não, sou do Brasil! E me trataram muito, muito bem mesmo. Fui bem recebida, por todo mundo, com muita amizade”, conta a nova miss.  Sobre a bolsa de estudos que ganhou, Gabriele disse:  “Ganhei essa bolsa, mas cursar vai depender se eu der certo como modelo, atriz, apresentadora.” Questionada sobre qual dos três vai escolher, ela ainda hesita: “Eu quero entrar no ramo artístico, mas a princípio modelo mesmo. Acho que mais comercial”,  afirma, sobre o fato de ter 1,70 m de altura.  Já sobre o futuro dos estudos, a estudante diz achar  ainda  cedo para pensar em vestibular. No terceiro ano do colegial, restou pouco tempo para as aulas. “Eu perdi um monte de prova, mas o colégio está me apoiando. Na semana que vem eu começo. Estou pensando. Mas como eu ganhei agora, é meio complicado para estudar. Mas eu vou tentar. Nutrição ou Direito”, diz. 
 
As cinco adolescentes mais belas do mundo. Da esquerda para a direita, Carmen De Ramirez, Miss Teen Guatemala, quarto lugar;  Devin Gant, Miss Teen Estados Unidos, terceiro; Gabriele Marinho, Miss Teen Brasil, primeiro; Emily Shah, Miss Teen Índia, segundo; e Lauren Howe, Miss Canadá, quinto lugar.
                 Para vencer o concurso, Gabriele conta que fez seis meses de aulas de inglês e seguiu uma rotina de exercícios na academia e com um personal trainer. Além disso, começou a comer coisas mais naturais. “Eu gosto de Mc Donald’s, mas faz muito tempo que eu não como. Refrigerante faz dois anos, nem sinto falta. Como frutas, essas coisas assim.” Já sobre uma entrevista  que deu ao G1, afirmando que não colocaria silicone, ela diz não ter mudado de ideia e que também não pensa em fazer nenhum tipo de cirurgia plástica. “Eu gosto do meu corpo assim, me acho proporcional. Prefiro malhar. Quem sabe quando eu ficar mais velha, cair tudo”, brinca. A alagoana também diz não fumar nem beber. “Não acho bonito.” Além disso, afirma ser contra o aborto, com exceção apenas a casos de estupro ou morte do feto, e diz que ainda não votou depois de ter completado 16 anos. “Achei que não estava na hora, não estava acompanhando muito.” Ela ainda apoia a opção de muitos jovens que, hoje, pregam a virgindade antes do casamento. “Eu apoio, particularmente para mim, mas nos dias de hoje, vejo que é difícil isso acontecer.”
                Gabriele Marinho, Miss Teen World 2012, deixa uma mensagem às  adolescentes que agora ela deve representar por um ano, promovendo o concurso: “Tentar sim, ganhar talvez, desistir jamais. Nunca perca o foco naquilo  que você quer.”
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SESSÃO NOSTALGIA - ADALGISA, ANA E BELLINI, LEMBRANÇAS DE 1958

Daslan Melo Lima

               Tarde fria e nublada do segundo sábado pernambucano de agosto de 2011, um clima que predispõe ao recolhimento. Vontade de relaxar viajando no Túnel do Tempo. Ele está ao alcance das minhas mãos, dos meus sonhos e das minhas fantasias. Basta convidar o menino que um dia eu fui para abrir uma revista antiga.

O CRUZEIRO, 12/07/1958. Na capa, Hideraldo Luiz Bellini, capitão da Seleção Brasileira de Futebol, e Adalgisa Colombo, Miss Distrito Federal e Miss Brasil 1958. O Brasil tinha o melhor futebol do mundo e  a vice-Miss Universo.

              Túnel do Tempo, 1958. O mundo é outro mundo, mais lento, menos competitivo. No Brasil, Copa do Mundo e Misses empatam na preferência do público. A revista O CRUZEIRO circula há 30 anos e suas tiragens semanais chegam a 500.000 exemplares. Seus diretores promoveram um encontro dos campeões do mundo com duas Misses, Adalgisa Colombo e Ana Maria Carvalho. Os fotógrafos deram ênfase aos abraços das belas Misses em Bellini, o mais belo dos jogadores.

Adalgisa Colombo, Miss Distrito Federal, Miss Brasil e vice-Miss Universo 1958, beija o rosto de  Bellini e segura com ele a Taça Jules Rimet.

 Ana Maria Carvalho, Miss Bahia 1958,  e Bellini

               Tarde fria e nublada do segundo sábado pernambucano de agosto de 2011, um clima que predispõe ao recolhimento.  O homem que sou tem de ser determinado com o menino que um dia eu fui. O menino é  um sonhador e precisa voltar urgente para 2011, pois o homem que sou tem  compromissos a cumprir ainda hoje. Que pena! Dizem  o silêncio, o frio e a chuva que lá fora cai.      

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sábado, 6 de agosto de 2011

DE TIMBAÚBA PARA O MUNDO

DEZESSETE MULHERES E UM DESTINO

               Quarenta e duas jovens viveram seus sonhos mais lindos na Escola Santa Maria. Esse foi o seu destino. Trinta e sete anos depois, dezessete delas voltaram a se encontrar. Suas vidas tomaram rumos diversos, mas num ponto todas são unânimes: valeu a pena o tempo que investiram em educação. Esse também foi o seu destino. 
           O evento aconteceu no Restaurante Panela de Barro, em Timbaúba-PE, na manhã chuvosa do último domingo de julho. Todas prometeram retornar a cada ano, até o destino permitir.

 Turma do Magistério, Escola Santa Maria, 1974. Quarenta e duas jovens no esplendor de sua juventude. 
Turma do Magistério, 37 anos depois. Dezessete mulheres no esplendor de sua maturidade. Na fila de trás, da esquerda para a direita: Nadira, Marta, Tereza, Fátima, Ana Guerra, Clemenes, Ismênia, Florize, Maria do Carmo, Marlene Vasconcelos e Terezinha. Sentadas, na mesma ordem: Maria de Jesus, Paula Francinete, Edileuza, Inalva, Nasadir e Marlene Guerra.

Descontraidamente, elas fizeram poses de Misses. Qual delas seria eleita a Miss do Encontro? Dificil responder, diante de tanto charme.  Uma  manhã que ficará para sempre na memória dessas meninas sonhadoras de ontem, mulheres maravilhosas de hoje. 
Detalhe: Este evento é tema de reportagem na revista TIMBAÚBA EM FOCO, à venda na Banca de Revistas de Júlio Alfredo, centro de Timbaúba.

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MEMÓRIA TIMBAUBENSE
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No Encontro da Turma do Magistério-Escola Santa Maria 1974, um poster ilustrado rendeu  homenagem póstuma a quatro ex-alunas.
Nota 10 para o piso do restaurante Panela de Barro, localizado na Rua Dr. Alcebíades, centro. O bom gosto e a sensibilidade falaram mais alto. O imóvel residencial foi adaptado para fins comerciais, mas ninguém alterou suas características originais. As belíssimas pedras de mosaico foram conservadas.
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DE ALAGOAS PARA O MUNDO

 CÂNDIDA PALMEIRA, UM ORGULHO ALAGOANO

Daslan Melo Lima 

                 Neste sábado, 06/08/2011, Cândida Palmeira completaria 75 anos de idade. A colunista social do jornal Gazeta de Alagoas, morreu na manhã do dia 28/08/2008, vítima de um colapso cardíaco fulminante. Por ironia do destino, naquele fatídico 28 de agosto, o mês que, infelizmente, rima com desgosto, ela iria promover uma festa para celebrar seu aniversário. Seu corpo foi sepultado na tarde do mesmo dia, no Cemitério Parque das Flores, em Maceió.
               O nome de Cândida Palmeira está eternamente ligado às lembranças da minha infância alagoana em São José da Laje, quando eu lia na casa do meu avô materno Gustavo Souza Melo,  diariamente, a Gazeta de Alagoas, e meus olhos passeavam por um mundo mágico distante anos-luz da realidade que eu vivia na Rua Passagem de Maceió, o mundo dos eventos sociais que Cândida Palmeira retratava em sua coluna social.
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LEMBRAR O SORRISO DE CÂNDIDA (Texto do jornalista José de Sousa Alencar, o Alex, alagoano de Água Branca, radicado no Recife, publicado no Jornal do Commercio-Recife, de 30/08/2008.) -  Maria Cândida Palmeira tinha o rosto bem modelado, mas não era uma beleza, que ela substituía pela simpatia. Conheci Cândida desde menina porque era amigo da família Palmeira. Quando já estava mais conhecido como colunista social, fui a Maceió e Cândida não se distanciava de mim aos quinze anos. Eu sabia que ela estava fascinada comigo por ser um cronista. Então iniciei a tarefa de transformar Cândida numa cronista em Maceió. Ela adorou a idéia e começou a escrever o que é básico no colunismo social, notícias das figuras famosas da sociedade, as festas, etc. Em pouco tempo era um nome consagrado. Todos liam e gostavam de Cândida, muitos tentaram derrubá-la do alto do pódio, mas não conseguiram. Cândida era simples, alegre e educada, qualidades importantes para o setor. Sempre realizava grandes festas e gostava de dizer que fui responsável pelo seu sucesso, o que não é verdade. Cada um vence como cronista ou apenas colunista, ou em qualquer setor, porque tem algo a dizer e que toca as pessoas. Quinta-feira, quando sua irmã Maria José me telefonou para dizer que Cândida Palmeira havia falecido, vítima de um colapso fulminante, senti uma imensa tristeza e nostalgia. E logo comecei a perceber a falta do sorriso sincero de Cândida, dona de personalidade marcante, sem preconceito impondo sempre a sua presença.
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CÂNDIDA PALMEIRA, COM A MEMÓRIA SAQUEADA (Texto de Amélia Arruda, transcrito do site  JAPRESS, www.japress.blogspot.com, de 28/11/2008) -  A colunista Maria Cândida Palmeira, há mais de 40 anos em atividade no jornal Gazeta de Alagoas, era antes de tudo uma figura que provocava polêmica (não tanto pelo que ela dizia ou fazia, mas pelo que diziam que havia dito ou falado). Às vezes, irritava-se, o que lhe piorava a frágil saúde, mas sacudia a poeira, renascendo. Mesmo doente por todo esse tempo, enfrentava as pedradas dos "maus-caráter" (como dizia), e uma das últimas foi praticada pela Santa Casa de Misericórdia, que através de futricas do assessor de imprensa atual, que tão logo assumiu o cargo, a demitiu. Foi um 'baque' emocional e financeiro não superado.
               Vivendo reclusa, com raras visitas das pessoas que badalava ou parentes chegados (como atesta os porteiros do prédio que residia), faleceu de motivo inexplicado, às vésperas de seu aniverário. Dos seus bens e objetos de arte que enchiam seu apartamento, tão bem cuidado, pouco restou como lembrança, foi realizado um "leilão" até das cortinas e panos de cama. Os objetos de valor, como as jóias, a família levou como lembrança. Da memória mesmo, quem sabe falar são os catadores de papéis que recolheram quase meia tonelada de fotografias (delas em suas viagens,com amigos e das pessoas colunáveis em 40 anos). Hoje cedo, encontrei um catador de papel, em seu carrinho todo decorado com parte destas fotos, como painéis decorativos. Inclusive fotos da própria Candinha, tiradas por André Fon, Bob Wolfenson e outros profissionais da área. Estranha vida da Candinha, tão famosa, tão badalada e tão carente de afeto.
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               Com a morte de Cândida Palmeira morreu uma biblioteca inteira da história sociocultural da minha querida Alagoas.
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