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SEJA BEM-VINDO ! SEJA BEM-VINDA! VOCÊ ESTÁ NO BLOG PASSARELA CULTURAL, a sua revista on-line semanal, fundada em 02/07/2004. ***** Esta é a edição nº 711, referente ao período de 14 a 20 de abril de 2019. ***** Editor: Daslan Melo Lima - Timbaúba, Pernambuco, Brasil. ***** Contatos : (81) 9-9612.0904 (Tim / WhatsApp). E-mail: daslan@terra.com.br

sábado, 10 de março de 2012

DE TIMBAÚBA PARA O MUNDO


   UM MESTRE NA OSSAM
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No dia 28 de fevereiro, a Ossam, Obra Social Santa Maria, recebeu a visita de Fábio Magnani, professor de engenharia mecânica (engenharia de motocicleta) da Universidade Federal  de Pernambuco e Doutor em Engenharia Mecânica. Ele é natural da cidade de Osvaldo Cruz-SP e está radicado no Recife desde 1997. Ciceronado por Teotônio e Ana Gloria Monteiro, o Dr. Fábio Magnani conheceu as instalações da Ossam e externou sua disponibilidade em treinar uma equipe em Timbaúba para formar multiplicadores experts no conhecimento do motociclismo, em comunhão com os vitoriosos Projetos de Extensão da UFPE.
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 ROTEIRO POÉTICO DE TIMBAÚBA
O Boi da Nossa - Há um mural do pintor Nem Pernambuco na empresa Nossa,  concessionária da Volkswagen. A obra externa um pouco que diz muito da Princesa Serrana: três morros, coqueiros e um Boi de Carnaval. Há na Nossa uma parede que noite e dia só conhece alegria.
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 MEMÓRIA TIMBAUBENSE
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Praça Carlos Lyra, centro de Timbaúba-PE. Ontem, em preto e branco, antes da década de 1960, durante um dia normal da semana, com as casas comerciais abertas. Hoje, em cores, durante um tranquilo dia de domingo. Praça Carlos Lyra, coração da Princesa Serrana. (Colaboração: Samuel Antônio)
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2012, UM CARNAVAL PARA RECORDAR

Baile Municipal / A garotinha nos ombros do pai / Sandro Cesar, coordenador geral do bloco As Piruas, ladeado por Rinaldo da Mangueira e Mariah Mônica Ribeiro, o Rei e a Rainha do Carnaval / Integrantes do bloco Timbaubinha na Folia em frente da Prefeitura Municipal / Bar do Bode / Adriana Apolinário, Garota Verão de Timbaúba 1991, no Elas Por Elas, o maior bloco só de mulheres do mundo.
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ROGÉRIO RIBEIRO DE ALBUQUERQUE, APENAS UM RAPAZ LATINO-AMERICANO 

.....O rapaz com pinta de adolescente chamava a atenção por onde passava com seu belos e longos cabelos, de repente resolveu cortá-los e seu novo visual foi comentado pelos quatro cantos da cidade. Extrapolou as fronteiras de Timbaúba e ganhou as redes sociais. Mas quem é mesmo Rogério Ribeiro de Albuquerque? PASSARELA CULTURAL perguntou a ele e ouviu a seguinte resposta:
....."Sou apenas um rapaz latino-americano de Timbaúba. Nasci  em 14 de janeiro de 1990. Faço Faculdade de Ciências Contábeis na FACET, Faculdade de Ciências de Timbaúba, termino no ano que vem. Também estou fazendo um curso profissionalizante de cabeleireiro e meu maior sonho é ter um futuro brilhante com uma carreira bem sucedida, tanto na área contábil quanto na área da beleza, tentarei unir as profissões. Sou apenas um rapaz latino-americano de Timbaúba."
Rogério Ribeiro de Albuquerque e seu novo visual.
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SESSÃO NOSTALGIA - Grazielle Massafera, Miss Brasil Beleza Internacional 2004, Menina de Subúrbio


Daslan Melo Lima

  

        No último dia 02, estreou em circuito nacional Billi Pig, filme nacional rodado no Rio de Janeiro, dirigido por José Eduardo Belmonte. Ainda não vi o filme, porém li que o enredo fala de Marivalda, personagem de Grazi Massafera, uma mulher  suburbana sem talento, mas que sonha a todo custo ser uma grande atriz. Wanderley, seu marido, vivido por Selton Mello, é um vendedor de seguros fracassado que não mede qualquer esforço para realizar os desejos da amada, dona de Billi Pig, um porco de brinquedo falante. Logo na primeira cena, ela aparece numa cerimônia recebendo um prêmio. Não se trata de uma premiação, mas de magia. Com a estatueta em mãos, a moça diz não medir esforços para alcançar seu objetivo. 
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 Grazi Massafera em uma das cenas do filme Billi Pig.
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  Grazi Massafera, Miss Paraná, Miss Brasil Beleza Internacional 2004. 
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.....Grazi Massafera, nome artístico de Grazielli Massafera, é uma cinderela moderna do concurso Miss Brasil. Garota humilde de Jacarezinho, Paraná, foi Miss Paraná e conquistou o terceiro lugar no Miss Brasil 2004, recebendo o título de Miss Brasil Beleza Internacional e o direito de representar o país no Miss Beleza Internacional, evento que a levou ao Japão e à China.

Grazi Massafera e Jean Willys, no BBB, em 2004, na TV Globo.
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.....Simples, determinada, disciplinada, antes de ser Miss Paraná, Grazi foi babá, manicure e balconista. Depois que voltou do exterior, após ter disputado um dos mais antigos e prestigiados concursos de beleza do mundo, participou do reality show BBB, Big Brother Brasil, da Rede Globo, e ficou em segundo lugar, com 40% dos votos, perdendo apenas para o jornalista e professor baiano Jean Willys, também de origem humilde, hoje Deputado Federal..A TV Globo apostou em Grazi e investiu em sua carreira de atriz. O BBB do qual ela participou foi o único programa do gênero que me interessei em acompanhar. Na minha opinião não houve até hoje no BBB nenhuma personalidade mais culta e mais inteligente do que Jean Willys e nenhuma cinderela como Grazi Massafera. As trajetórias das vidas de ambos mexem com meus sentimentos, pois sei muito bem o que é pertencer a um lugar que fica "abaixo da linha da pobreza". Durante minha infância e adolescência, eu, meu irmão, meu pai e minha mãe, sobrevivemos com menos, muito menos, de um salário mínimo por mês.
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.....Quando José Eduardo Belmonte passava pelo Núcleo Bandeirantes, feira dos sábados em Brasília, onde reside, escutou uma canção que tocava ao alto-falante e não teve dúvida que ela seria ideal para compor a trilha sonora de Billi Pig. Tratava-se de Menina de Subúrbio, de Moacir MendesPaulo Coelho, um dos maiores sucessos da carreira do cantor Fernando Mendes, acima, na capa do LP de 1977, onde consta a referida música, que tem uma letra simples, direta, real e romântica.

Trabalhou o dia inteiro, sem tempo pra sonhar. / A menina do subúrbio espera encontrar / o seu príncipe encantado e entregar seu coração. / E faria qualquer coisa pela sua ilusão.
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Quando alguém se oferece para em casa a levar, / ela diz que tem seu carro, para não se preocupar. / Pois não quer que ninguém saiba que ela mora muito além. / Finge que não quer carona e vai pegar o trem.
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Lê as colunas sociais, / sonha com seu nome nos jornais. / Espera o convite para ser atriz / e pede a Deus para ser feliz.
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Ouve música estrangeira, sentada na janela. / Não entende uma palavra, mas pensa que é pra ela. / Finge que é importante pras meninas lá na rua / e não vê que no subúrbio a vida continua.
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Lê as colunas sociais,/ sonha com seu nome nos jornais./ Espera o convite para ser atriz / e pede a Deus para ser feliz.
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Grazi Massafera e o namorado Cauã Reymond, ator.
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       Ainda não assisti ao filme Billi Pig, mas farei isso logo mais. Quero ver Grazzi Massafera, Miss Paraná, Miss Brasil Beleza Internacional 2004 na tela, ao som de Menina do Subúrbio. Quero continuar acreditando que, com esforço, disciplina, dedicação, humildade e, acima de tudo, fé, muita fé em DEUS, todos os sonhos poderão ser realizados. Principalmente os sonhos de pessoas do caráter de Grazi Massafera.

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sábado, 3 de março de 2012

PAZ NAS ELEIÇÕES e outras crônicas de Daslan Melo Lima

PAZ NAS ELEIÇÕES

Daslan Melo Lima

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      Alguém chega perto de mim e quer saber em quem vou votar para Prefeito e Vereador. Dentro do processo democrático, tenho o direito de externar minhas ideias, mas esse alguém começa logo a falar mal de X e Y. Por não compactuar com as expressões pesadas, dou uma desculpa e me retiro. 
      Por todo o Brasil, em época de eleição, pessoas insensatas parecem viver sob um clima de guerra civil. Tenho as minhas convicções, mas evito compartilhá-las, pois são poucos os que sabem vivenciar o período eleitoral de forma civilizada. Acima de qualquer coisa, o ideal seria que em todas as discussões a vaidade pessoal ficasse em segundo plano. O foco primordial deveria ter como base a construção compartilhada de um mundo melhor. 
  Em tempo de eleições, por favor, não me cobrem nenhum posicionamento político-partidário. Eu e minha consciência já sabemos em quem votar. Vamos promover a PAZ na eleição. A política passa. Os amigos ficam. 
    Um abraço a todos, independente de partidos e cores. 


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A ALMA LEVE DE UM LAMBE-LAMBE

Daslan Melo Lima

        Ladorvane Cabral, amigo-conterrâneo-contemporâneo, assumiu recentemente a função de Secretário de Infraestrutura do município de   União dos Palmares, Alagoas. Filho do inesquecível fotógrafo Lindolfo Gomes Cabral (1921-1980), Ladorvane está radicado há muitos anos no solo-berço do herói Zumbi dos Palmares, próximo da nossa amada terra natal São José da Laje. Ele herdou do pai o gosto pela fotografia, já foi proprietário de farmácia  e agora está à frente de uma missão importante na Terra da Liberdade.
         Navegando na Internet, cheguei a um blog daquela região e deparei-me com uma nota equivocada a respeito do Ladorvane. O editor referia-se  ao meu amigo de forma pejorativa, irônica,  chamando-o de fotógrafo lambe-lambe como algo menor, desprezível... Sua intenção era  diminuir meu amigo, mas a tal observação só faz engrandecer uma pessoa.  O editor esquece como foi importante para a história e a cultura do Brasil o  trabalho dos lambe-lambes, numa epóca em que ninguém sonhava com equipamentos sofisticados e câmaras digitais.  
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        Telefonei para Ladorvane na tarde de ontem, a fim de prestar minha solidaridade. Ele estava tranqüilo, de alma  leve, como de alma leve está o seu pai, como de almas leves estão todos os lambe-lambes que fizeram a história fotográfica do Brasil.  


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Timbaúba-PE, na manhã do primeiro sábado de abril de 2012, admirando a imagem nostálgica de um lambe-lambe no exercício da sua nobre profissão.
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  COISAS INCOMPLETAS, COISAS DO CORAÇÃO

Daslan Melo Lima

          Numa dessas noites em que o sono demorou um pouco a chegar, deixei o quarto para navegar na Internet e encontrei umas imagens que levou-me no Túnel do Tempo aos meus primeiros anos escolares. 
 
        
     Eram fotos de crianças sentadas em antigas cadeiras, onde dois estudantes se sentavam, diferentes das de hoje, que comportam apenas um aluno em cada assento.  Fechei os olhos e tentei buscar em meus pensamentos  os antigos colegas dos cursos primários e ginasial com quem me sentei ao lado.        
       Quando o sono chegou, voltei para o meu quarto, mas antes fui no terraço da minha casa, onde coloquei uma daquelas cadeiras antigas, comprada há anos em um antiquário. O móvel foi adquirido incompleto, faltando o apoio para os braços e o espaço para guardar os livros.
       
     O destino ainda não permitiu que eu encontrasse um antigo banco escolar completo para comprar, talvez para que eu aprenda de uma vez por todas que certas coisas, que tantos sentimentos nos transmitem, só permanecem completas no coração. 

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SESSÃO NOSTALGIA - MARIA HELENA, VICE-MISS GUANABARA 1970, A BELEZA PERMANECE NA ALEGRIA DE SORRIR

Daslan Melo Lima 

PRÓLOGO

 
          Maria Helena Leal Lopes, vice-Miss Guanabara 1970, já foi focalizada três vezes nesta secção:     Em 02/03/2008, “Maria Helena Leal Lopes, Vice-Miss GB 1970”, http://passarelacultural.blogspot.com/2008_03_01_archive.htmlEm 13/03/2010, “A História de Maria Helena Leal Lopes", http://passarelacultural.blogspot.com/2010_03_01_archive.html. ; e em  16/10/2010, “Concurso Miss Guanabara 1970”, http://passarelacultural.blogspot.com/2010_10_01_archive.html

  
        No dia 27 de janeiro deste ano, recebi um e-mail de Maria Helena agradecendo as matérias a ela dedicadas. Logo em seguida, ela telefonou para mim, outras ligações se sucederam e podemos dizer que ficamos amigos. Oportunamente, quando eu for ao Rio de Janeiro, iremos nos conhecer pessoalmente.  Esta primeira secção de março de 2012 é fruto de um encontro que houve entre a vice-Miss Guanabara 1970 e o meu amigo Muciolo Ferreira, jornalista e missólogo pernambucano, o maior fã da eterna Miss Telefônica Atlético Clube 1969/1970. A primeira vez que Maria Helena fez contato comigo, estabeleci a ponte virtual entre ela e Muciolo, que foi passar o carnaval no Rio e lá entrevistou esta deusa da época de ouro do Miss Brasil.  
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MARIA HELENA LEAL, A BELEZA PERMANECE NA ALEGRIA DE SORRIR (As impressões e as surpresas de um repórter diante de uma Miss de verdade)

Por Muciolo Ferreira, jornalista.

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       Conhecer pessoalmente uma das mulheres mais bonitas do país, que estampou as capas das principais revistas semanais brasileiras, como O Cruzeiro, Manchete e Fatos & Fotos, não estava previsto na minha Agenda 2012 de Carnaval no Rio de Janeiro. Todavia, duas semanas antes de embarcar para a folia carioca, recebi um telefonema de Daslan Melo Lima, editor do blog PASSARELA CULTURAL, informando ter recebido um e-mail de Maria Helena Leal, Miss Telefônica Atlético Clube 1969/70, e vice-Miss Guanabara 1970, dizendo ter ficado encantada e sensibilizada com as matérias dedicadas a ela e publicadas na Sessão Nostalgia, um espaço que o blog dedica semanalmente às misses do passado.

       Diante desse fato, pedi ao Daslan o endereço da Miss  da minha adolescência, porque não poderia deixar passar em branco uma oportunidade ímpar e, quem sabe, conseguir uma entrevista. Até porque foi ela que reforçou em mim o gosto de acompanhar os concursos da época de ouro do Miss Brasil. Surpreendentemente, no mesmo dia em que enviei meus contatos,  eis que recebo um telefonema da própria Maria Helena quando estava saindo  do chuveiro depois de um dia de verão escaldante na Capital do Frevo. Foi mais de uma hora de muita descontração, troca de gentilezas, mas nada de garantia de uma entrevista. Ela relutava em aparecer para o seu fã da adolescência 43 anos depois. Mas insisti, insisti tanto que os argumentos acabaram por convencê-la. Não sei se foi pelo cansaço. No dia e hora da entrevista mal conseguia segurar a ansiedade. Parecia até que eu era um foca na sua primeira entrevista como repórter-estagiário.

          O encontro ocorreu numa confeitaria situada na esquina da Rua Santa Clara com Nossa Senhora de Copacabana. Era um final de tarde bem carioca de uma sexta-feira após o Carnaval. A primeira impressão é a que fica. Encontrei uma mulher madura que o tempo não alterou os traços naturais. Nada de rosto plastificado ou com botox. Apenas uma leve maquiagem ao redor dos brilhantes olhos castanho-claros. O sorriso era o mesmo, franco, sonhador e com jeito de moleque. A calça jeans, a blusa estampada em tons florais e o sapato de salto alto destacavam a silhueta esguia e elegante de uma Miss de verdade, que não foi fabricada ou imposta.

       A conversa foi bastante descontraída e rolou das 17h30min até as 22h40min, quando trocamos a confeitaria e o chá da tarde por uma pizzaria. Falamos sobre tudo: família, filhos, trabalho, dinheiro, sexo e  paixões. Confiram a entrevista.

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MUCIOLO FERREIRA: Quem é Maria Helena Leal da Costa Pinto?  
MARIA HELENA LEAL: Um ponto de interrogação. Descubra se você for capaz.  
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MF: Qual sua melhor passarela?  
MHL:  Em cima de uma maca sendo filmada a caminho da sala de cirurgia para ter Agnes, minha primeira e única filha. 
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MF: Qual a palavra mais bonita num concurso de Miss?  
MHL: Mulher. 
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MF: E a palavra mais feia?  
MHL: Inveja. 
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MF: Um momento de saudade dos tempos do Miss Guanabara?  
MHL: Quando conheci uma pessoa, o filho de um Ministro.
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MF: Defina 1969.  
MHL: Revistas, glamour.
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MF: E 1970? 
MHL: Derrota.
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MF: Valeu a pena ter sido Miss duas vezes?  
MHL: Sinceramente, não. Até porque em 1970 minha cabeça já era outra. Tinha passado aquele encantamento da primeira vez em 1969, quando ao passar por uma banca de jornal deparei com minha foto estampando a capa da revista Manchete. Em 1970, só participei do Miss Guanabara por gratidão aos diretores do Telefônica Atlético Clube que foram muito bacanas, gentis e tinham o maior respeito comigo. Tratavam-me como um membro da família. .....  
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MF: Um motivo de arrependimento?  
MHL: De não ter feito concessões. Meus valores eram maiores do que qualquer fazenda, avião particular, viagens internacionais, conta bancária, fortuna mesmo, rios de dinheiro e anéis de brilhantes prometidos. Eu nunca tive sangue para ser p... 
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MF: Amores? 
MHL: Muitas paixões. E todas sem interesse material.
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MF: Terceira idade? 
MHL: Faço parte dela (risos). 
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MF: Plásticas nos concursos de Miss? 
MHL: Totalmente contra.
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MF: Uma Miss Guanabara inesquecível? 
MHL: Vera Lúcia Couto dos Santos, de 1964, representante do Clube Renascença. É tão lembrada que até no Carnaval a marchinha mais executada é “Mulata Bossa Nova” composta por João Roberto Kelly em sua homenagem. Não dá pra esquecê-la, não é? 
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MF: Uma Miss Brasil inesquecível?  
MHL: Martha Rocha.   
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MF: Uma Miss Universo inesquecível?  
MHL: Com certeza, a de 1963, Ieda Maria Vargas. Que mulher era aquela?  Nunca teve outra igual. Ela tinha tudo: beleza, classe, estilo... 
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MF: Sonho realizado? 
MHL: Minha filha Agnes. 
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MF: Ocupação atual?  
MHL: Professora de Educação Física do Estado do Rio de Janeiro, onde dou aulas de natação e hidroginástica nas escolas do Ensino Fundamental e Médio. ..... 
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MF: Perfume?  
MHL: Eternit.
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MF: Prato preferido?  
MHL: Cozinha oriental. 
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MF: Lazer, hobby?  
MHL: Meu hobby é amar. Mas estou há 12 anos sem saber o que é isso (risos...)

          Entre uma conversa e outra, tiramos fotos. Fiz as perguntas que desejava ouvir e obtive respostas firmes, diretas e sem rodeios. O Relações Públicas do cerimonial da Prefeitura do Recife, Wilton Condé, testemunhou o nosso encontro e fez as fotos que ilustram essa matéria. Foi um encontro de amizade e respeito mútuo com sabor de quero mais. Eternizei. 
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EPÍLOGO
 
 Jairo da Costa Pinto Filho, Agnes e Maria Helena

            Maria Helena Leal Costa Pinto é viúva do médico otorrino Jairo da Costa Pinto Filho, uma personalidade humanitária que dirigiu um hospital carioca, falecido em 27/12/2001. Maria Helena mora no Rio,  é professora de Educação Física e mãe de Agnes, sua única filha, fruto do seu casamento com o Dr. Jairo Costa.
       A propósito do encontro com Muciolo, Maria Helena me confessou o seguinte: “Amei estar com os meninos. São alegres, simpáticos, gentis e de bem com a vida. Foi uma excelente energia e um "levantamento" de auto-estima. Amei! Parecíamos três crianças. Agora só falta você.” 
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..........As revistas com Maria Helena Leal na capa são algumas das preciosidades do meu acervo, memórias  de uma época em que o vento beijava seus longos cabelos e as ondas do mar iam morrer aos seus pés. Quarenta e três anos depois, sua beleza permanece na alegria de sorrir, diz Muciolo Ferreira. E eu, e o vento e as ondas do mar iremos espalhar essa verdade para todo o território deste imenso país-continente chamado Brasil.

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DE TIMBAÚBA PARA O MUNDO

A TRAGÉDIA DE OLINDA - MIRIAN NUNES MACHADO ERA TIMBAUBENSE E ESTUDOU NA ESCOLA SANTA MARIA 
        Este é o tipo de notícia que jamais gostaria de publicar em PASSARELA CULTURAL. Infelizmente, “c’ést la vie”, assim é a vida, dizem os franceses.  O Bispo da Igreja Espiscopal Anglicana, Edward Robinson de Barros Cavalcanti, de 64 anos, foi assassinado a facadas, junto com a esposa, Mirian Nunes Machado Cotias Cavalcanti, também com 64 anos, na noite do domingo , 26 de fevereiro, no bairro dos Bultrins, em Olinda. O autor do crime foi o próprio filho adotivo do casal, Eduardo Olímpio Cotias Cavalcanti, de 29 anos de idade, que em seguida tentou se matar.

          Dom Edward Robinson de Barros Cavalcanti era Bacharel em Direito pela Universidade Federal de Pernambuco e com licenciatura em Ciências Sociais na Universidade Católica de Pernambuco. Na Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE)  foi coordenador de graduação, de pós-graduação e de mestrado, chefe de Departamento, além de diretor do Centro de Filosofia e Ciências Humanas da  Universidade Federal de Pernambuco (UFPE). Ele também atuou nas campanhas presidenciais de Lula, de 1989 e 1994, e foi candidato a vice-prefeito de Olinda (1996).  Miriam Nunes Machado Cotias Cavalcanti era professora aposentada. Dom Edward morreu no local e Mirian chegou a ser socorrida, mas faleceu ainda na ambulância. O enterro do casal foi realizado na quarta-feira , 29,  às 16h30min, no Cemitério Morada da Paz, no município de Paulista, Região Metropolitana do Recife.  

          O criminoso morava nos Estados Unidos e veio a Pernambuco para aproveitar os festejos de carnaval. Aos 16 anos, Eduardo foi enviado para a casa de uma tia nos Estados Unidos, segundo familiares para que não abandonasse os estudos. Nos Estados Unidos , o rapaz deixou a casa da tia, abandonou os estudos e sucumbiu às drogas. Em 13 anos, engravidou ao menos três mulheres. Envolveu-se em crimes. No início do mês, depois de apelar ao pai, voltou para o Brasil.  

           Até quando ocorrências trágicas como esta irão semear angústia no Planeta Terra? Senhor, tende piedade de nós!

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ROTEIRO POÉTICO DE TIMBAÚBA
O Hotel chama-se H-Ucha. A grafia é estranha, originalíssima. Poderia ser A Gaúcha, mas é H-Ucha. Perto passa o singelo Rio Capibaribe-mirim, parente distante do caudaloso Rio Guaíba, mas H-Ucha está aqui.   
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MEMÓRIA TIMBAUBENSE 
Recebi esta foto no dia 30 de janeiro deste ano, por e-mail, acompanhada do seguinte texto:

           Prezado Daslan, parabéns pelo excelente trabalho realizado no resgate da memória de Timbaúba. Gostei de rever o Clube dos Motoristas. Conversando com a Professora Fafá, tomo a liberdade de enviar uma foto que guardo com muito carinho, trata-se da turma do 2º ano  primário da Escola Elizabete Lyra (Professora Dulce). Assim, peço ajuda dos demais colegas para identificar cada aluno. Tenho certeza que através do seu trabalho, PASSARELA CULTURAL, teremos pleno êxito. Lembro de alguns, e peço desculpas aos demais, eis que a memória já não tem tanto vigor.

        Chico (Filho de Dª Julieta/Cenecista), Rosinaldo, Robertinho Viana, Edgar (Filho do Sr.Dega), Josimário (BB), Antonio Carlos (Filho do Dr. Edgar Pessoa), Rejane Feliciano (Filha do Cabo Zuquinha), Lindaci, Valdete, Ana Rosa...

Abraços

Marcilio Dias

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Peço a quem identificar qualquer pessoa na imagem acima que deixe um  comentário ou envie e-mail para daslan@terra.com.br . A propósito, quem é o Roberto Viana Batista Filho (Robertinho Viana) na foto?


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2012, UM CARNAVAL PARA RECORDAR
Outras imagens serão postadas na próxima edição de PASSARELA CULTURAL. 
Acompanhe a série 
"2012, Um Carnaval para Recordar" , semanalmente nesta secção.

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sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

TIMBAÚBA, UM CARNAVAL PARA RECORDAR

O poster de D. Penha Queiroz, a grande homenageada do Carnaval , ao lado de uma réplica do seu lendário jeep,  exposto na Praça João Pessoa, centro de Timbaúba, foi a imagem que escolhi para ilustrar a capa desta edição de PASSARELA CULTURAL. ***** Na secção "De Timbaúba Para o Mundo", você irá conferir algumas das mais significativas fotos que cliquei durante a folia timbaubense de 2012, sem dúvida, um Carnaval para recordar.

DE TIMBAÚBA PARA O MUNDO


UM CARNAVAL PARA RECORDAR 
BAILE MUNICIPAL (1) - Tranquelino Monteiro, integrante da comissão julgadora, e Janayna Jussara, assessora do governo municipal, personificando a presidenta Dilma Rousseff.
BAILE MUNICIPAL (2) -Guilherme Alexandre e Edjane, um dos casais mais animados.
BAILE MUNICIPAL (3) - Adriana Morais, integrante da comissão julgadora, e o esposo Fernando, da sociedade de Macaparana-PE, ambos vestindo modelos do estilista Mano Camelo, de São Vicente Férrer-PE.  

AS PIRUAS (1) - Na coxa direita, a Pirua trazia tatuado o nome de uma personalidade importante da sua tradicional família: Braz Coutinho.
AS PIRUAS (2) - Na frente da Prefeitura Municipal, uma pausa para a tradicional foto em conjunto, com direito à presença de Marinaldo Rosendo de Albuquerque, prefeito.
AS PIRUAS (3) - Este grupo, um dos mais animados, vestiu rosa e não hesitou em fazer caras e bocas para PASSARELA CULTURAL.
ELAS POR ELAS (1) - Márcia Andrade e Camila Albuquerque, alegria em dose dupla.
ELAS POR ELAS (2) - Carmélia e o seu sorriso franco, pausa para um flash
ELAS POR ELAS (3) - Uma chuva de papel picado sobre a alegoria do Elas por Elas. Embora ninguém do Guinnes Book, o livro dos recordes, tenha aparecido para homologar o título, sabemos que temos o maior bloco carnavalesco só de mulheres do mundo.  
TIMBAUBINHA NA FOLIA (1) - Josinaldo Barbosa, um dos patrocinadores do bloco Timbaubinha na Folia, esposa e filho.
TIMBAUBINHA NA FOLIA (2) - Nino e Ana Cláudia, Valter e Poline, Juca e Milene, da lista dos casais mais queridos da nova geração timbaubense.
TIMBAUBINHA NA FOLIA (3) - Não faltaram timbaubenses radicados em Goiana-PE na saída do bloco de Timbaubinha, o tradicional bairro da zona norte. Sandra, o filho Matheus e o esposo Severino.
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Como não é possível postar de uma só vez todas as fotos que fiz durante o Carnaval, a cada semana estarei divulgando novas imagens e comentários. Basta ficar acompanhando PASSARELA CULTURAL. As fotos carnavalescas da edição anterior continuam on-line na secção "Vale a Pena Ler de Novo".
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ROTEIRO POÉTICO DE TIMBAÚBA
A POESIA DA VILA OPERÁRIA - Na Av. Fernando de Andrade Queiroz, a rua principal da antiga Vila Operária, quase nada restou das casinhas simples de outrora. Belas residências e imóveis comerciais ocupam os singelos espaços de outrora.   Na ensolarada manhã do verão timbaubense, um pé de boa-noite insiste em crescer no meio-fio da calçada. Em silêncio, o vento diz aos que passam: Bom Dia!  Um poeta passa e, combinando com as flores, responde: Boa Noite!
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MEMÓRIA TIMBAUBENSE
MICHELINE PESSOA CAMPOS, UMA LUZ DE BRILHO INCOMUM - Uma notícia triste tomou conta de Timbaúba na cinza manhã de 28 de fevereiro de 1991: morria Micheline Pessoa Campos, filha de Alfredo e Zuleide Campos, vítima de colapso cardíaco. Na noite anterior, 27 de fevereiro de 1991, Micheline tinha celebrado 18 anos de idade. Eu me perguntava  o porquê de DEUS ter convocado aquela garota tão cedo para uma nova missão em outra dimensão. Micheline se foi no esplendor da sua juventude, linda, simpática, inteligente. Vinte e um anos depois, diante dos mistérios da vida e da morte, tenho apenas uma certeza: Micheline é uma Luz que irradia  um brilho incomum no plano espiritual onde se encontra. Amém ! Assim Seja !
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SESSÃO NOSTALGIA - As canções de Ângela Vasconcelos, Miss Brasil 1964, e Kiriaki Tsopei, Miss Universo 1964

Daslan Melo Lima


          Na foto oficial em conjunto das candidatas ao título de Miss Universo 1964, onde todas as concorrentes posaram com maiôs Catalina, o destino fez com que duas mulheres maravilhosas ficassem lado a lado, Ângela Vasconcelos, Miss Brasil, e Kiriaki Tsopei, Miss Grécia,numa ensolarada manhã de julho, em Miami Beach, Flórida, Estados Unidos.  

Em Miami, Kiriaki Tsopei e Ângela Vasconcelos tornaram-se boas amigas. Kiriaki perguntou sobre Pelé e pediu a Ângela para cantar algumas músicas daquele filme bonito, Orfeu Negro. A paranaense atendeu e quis troco: “Agora cante algo de Nunca aos Domingos, mas em grego mesmo.” Seu pedido foi satisfeito. (Revista Manchete, 15/08/1964)

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 ORFEU NEGRO
           Orfeu Negro, drama ítalo-franco-brasileiro de 1959, dirigido por Marcel Camus (1912-1982), inspirado na peça Orfeu da Conceição, de Vinicíus de Moraes (1913-1980), ganhou o Oscar e o Globo de Ouro de Melhor Filme Estrangeiro de 1960. A adaptação da peça, que por sua vez foi inspirada nas figuras da mitologia grega, Orfeu e Eurídice, ambientou a obra no Brasil, tendo como fundo uma comunidade carente do Rio de Janeiro, no período carnavalesco. No papel de Orfeu, o jogador de futebol brasileiro Breno Mello (1931-2008), e no de Eurídice, a atriz norte-americana Marpessa Dawn (1934-2008). No enredo, Eurídice fugiu do interior com medo de um homem que queria matá-la e  apaixonou-se por Orfeu. 


          Acredito que Ângela Vasconcelos tenha cantado para Kiriaki Tsopei a música A Felicidade, de Vinicius de Moraes e Tom Jobim (1927-1994), uma das mais belas canções de Orfeu Negro.


Tristeza não tem fim, / Felicidade sim.
A felicidade é como a gota / de orvalho numa pétala de flor. / Brilha tranqüila, / depois de leve oscila / e cai como uma lágrima de amor.
A felicidade do pobre parece / a grande ilusão do carnaval. / A gente trabalha o ano inteiro / por um momento de sonho / pra fazer a fantasia / de rei ou de pirata ou jardineira, / e tudo se acabar na quarta feira.
Tristeza não tem fim, / Felicidade sim.
A felicidade é como a pluma / que o vento vai levando pelo ar. / Voa tão leve, / mas tem a vida breve / precisa que haja vento sem parar.
A minha felicidade está sonhando / nos olhos da minha namorada. / É como esta noite / passando, passando,/ em busca da madrugada. / Falem baixo, por favor , / pra que ela acorde alegre como o dia, / oferecendo beijos de amor.
Tristeza não tem fim, / Felicidade sim.

NUNCA AOS DOMINGOS

         Nunca aos Domingos, comédia-dramática dirigida por Jules Dassin (1911-2008),  em 1960, protagonizada por sua esposa Melina Mercouri (1920-1994), enfoca a amizade entre Ilya, uma prostituta grega,  e Homer Thrace, um escritor americano, vivido por Jules Dassin, que tenta mudar a maneira dela encarar a vida. Ilya é feliz do seu jeito, pois não há uma fórmula para a felicidade, e nos braços de Tonio, personagem de George Foundas (1924-2010), ela recupera sua alegria de viver. O filme deu a Melina Mercouri a satisfação de ver seu nome indicado ao Oscar de Melhor Atriz e a emoção de ser premiada como Melhor Atriz do Festival de Cannes de 1960. Nunca aos Domingos, canção-tema do filme, letra e música de Manos Hadjidakis (1925-1994) ganhou o Oscar de Melhor Canção de 1961.

          Acredito que Kiriaki Tsopei, que foi eleita Miss Universo e adotou o nome artístico de Corinna Tsopei,  tenha cantado para Ângela Vasconcelos exatamente a linda canção Nunca aos Domingos, abaixo na versão em português, como aparece nas legendas do filme.


Desde minha janela, envio beijos. / Um e dois e três e quatro. / E ao porto vêm uma e duas e três e quatro aves.

Quero ter um e dois e três e quatro filhos. / Quando se converterem em homens serão o orgulho de Piraeus. / Embora procure em todo mundo, / não acharei outro porto que tenha a magia de meu porto de Piraeus. / Quando chega o crepúsculo, o porto me encanta. / E os homens jovens e os ecos das canções enchem meu porto de Piraeus.

Não há ninguém que passe à porta  por quem não tenha sentido amor. / E aqueles que vêm de manhã  encherão meus sonhos de noite. / E às jóias que adornam meu pescoço acrescento um amuleto de boa sorte. / E agora estou preparada para receber o estranho que vem do porto.

Embora procure em todo mundo, / não acharei outro porto que tenha a magia de meu Porto de Piraeus. / Quando chega o crepúsculo, o porto me encanta. / E os homens jovens e os ecos das canções enchem meu porto de Piraeus.

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         Na noite do domingo de Carnaval, desliguei-me totalmente da folia para recordar  o Miss Universo 1964,  através das revistas e dos  álbuns de recortes do meu acervo,  e para assistir mais uma vez Orfeu Negro e Nunca aos Domingos.  Entrei no Túnel do Tempo ao lado da Poesia, da Cultura e da Nostalgia,  tomei um banho de inspiração e aqui estou, nesta quarta-feira de cinzas de 2012, concluindo mais uma  Sessão Nostalgia.  
       Concordo que  A felicidade é como a gota / De orvalho numa pétala de flor / Brilha tranqüila / Depois de leve oscila / E cai como uma lágrima de amor.”   E parodiando um trecho de Nunca aos Domingos (Embora procure em todo mundo, / não acharei outro porto que tenha a magia de meu Porto de Piraeus), 
confesso : embora procure em todo mundo, não acharei outra inspiração  que tenha a magia dos antigos concursos de Misses.

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