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SEJA BEM-VINDO ! SEJA BEM-VINDA! VOCÊ ESTÁ NO BLOG PASSARELA CULTURAL, a sua revista on-line semanal, fundada em 02/07/2004. ***** Esta é a edição nº 733, referente ao período de 06 a 12 de outubro de 2019. ***** Editor: Daslan Melo Lima - Timbaúba, Pernambuco, Brasil. ***** Contatos : (81) 9-9612.0904 (Tim / WhatsApp). E-mail: daslan@terra.com.br

sábado, 14 de maio de 2016

DE TIMBAÚBA PARA O MUNDO - Mônica Henrique Cardoso, “o sotaque nordestino nunca me atrapalhou”


     
          O sorriso, a voz doce e os longos cabelos de Mônica Henrique Cardoso continuam sendo as marcas registradas daquela jovem que saiu de Timbaúba em 1995, com destino ao Estado de  São Paulo, em busca de novos horizontes. Filha de Manoel Soares Cardoso e Josefa Henrique Cardoso, irmã de Geneton, Verônica e Luciane, ela nasceu em 03/03/1974. Foi aluna da Escola Santa Maria, desde a alfabetização ao curso científico, concluído em 1992. Trabalhava no Curtume Timbaúba, quando pediu demissão e foi tentar a vida em São Paulo.
      Emocionada, Mônica revela: “Desembarquei na capital de São Paulo com a cara e a coragem. O sotaque nordestino nunca me atrapalhou. Fiz o curso superior de Administração de Empresas e pós-graduação em Gestão de Negócios e Recursos Humanos. Trabalhei 16 anos no Banco Itaú, onde comecei como agente comercial e cheguei à função de superintendente da área comercial. Casei com um primo que já morava lá, o timbaubense José Domingos de Araújo, pai dos meus filhos Gustavo e Gabrielle. Atualmente, sou responsável pela área financeira de uma empresa do meu esposo”.    
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Mônica e o esposo José Domingos de Araújo, ladeados pelos filhos Gustavo e Danielle. 
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Do que mais sente saudade de Timbaúba: “Família, amigos, domingos com pipoca depois da missa.” 
Amizades inesquecíveis: “Muitas, entre elas, Carlos (prof. de Física), Maria Florize, Tony, Muriel Farias, Fábia Apolinário... “ 
O lado positivo de São Paulo: “As oportunidades de trabalho, as possibilidades de crescer profissionalmente em qualquer setor.” 
Um lado negativo de São Paulo: “Os congestionamentos no trânsito. Já passei dez horas num engarrafamento.” 
Viver é... “Amar.”  
Morrer é... “Partir para outra missão.” 
Bebida: “Água e cerveja sem álcool.” 
Um filme: “Ghost, do outro lado da vida.” 
Um livro: “Sou católica praticante, vivo da palavra de Deus. A Bíblia é o  meu livro de cabeceira.”  
Um motivo de orgulho: “Meus filhos.” 
Sonho de consumo: “Férias com a família em Fernando de Noronha.” 
Uma citação:  “Salmo 91:7,  Mil cairão ao teu lado, e dez mil à tua direita, mas tu não serás atingido.”
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Mônica esteve recentemente em Timbaúba, onde foi hóspede da irmã Verônica e do cunhado Elias Vasconcelos. Na programação, uma confraternização com antigos colegas da Escola Santa Maria. ***** Em pé, atrás da última fila, Gildeone Evangelista MartinsNa fila de trás, da direita para esquerda, Fabiana Benigna Muniz Souza, Josemar Gomes Barbosa, Valdir Gomes Gaião, Micheline Dornelas Rodrigues, Maria Clécia Fontes de Oliveira, Adriana Andrade de Melo, Andrea Karla de Brito Andrade e Viviane César da Silva. Em pé, na extrema direita, Júlia Patrícia de Andrade Melo.Na fila da frente, da direita para a esquerda, Mônica Henrique Cardoso, Joanita de Morais Coutinho, Lidiane Marinho da Silva, Narciso Brito da Silveira Filho, Edjane Maria da Silva, Vanessa Santos da Silva e Karine Maria de Vasconcelos Rocha.
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      Finalizando, a paulista-timbaubense revela que o seu sobrenome famoso nunca lhe causou problemas. Ria sempre quando alguém insistia em especular se ela era família do político Fernando Henrique Cardoso, ex-presidente do Brasil. Ao mesmo tempo, deixa um recado para as jovens sonhadoras que desejam ir para a cidade grande: “Confiem em Deus. Acreditem em vocês e persistam na conquista dos seus objetivos.”
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      A matéria acima foi publicada na secção Comportamento da revista TIMBAÚBA EM FOCO, ano 5, edição 60, abril/2016, de forma condensada por questão de espaço. 

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Por Daslan Melo Lima
Imagens: DML/Passarela Cultural e Facebook de Mônica Henrique Cardoso

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SESSÃO NOSTALGIA - Cássia Janys Moraes Silveira Saiovici, a simplicidade e o encanto da Miss Brasil 1977

Daslan Melo Lima

      Quem celebra idade nova na próxima semana, domingo, 22 de maio, é Cássia Janys  Moraes Silveira Saiovici,  Miss Brasil 1977. Residindo na capital paulista, dois filhos, casada com o urologista Dr. Samuel Saiovoci, Cássia Janys continua com seu ar jovial, simples, simpática, carismática... É impossível sua presença passar despercebida onde quer que chegue. 
       Esta Sessão Nostagia é para você, eterna Miss Indaiatuba, Miss São Paulo e Miss Brasil 1977, como presente de aniversário, em nome dos seus admiradores espalhados por este imenso País tropical de dimensões continentais.
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      Quando Cássia Janys Moraes Silveira veio ao mundo, em 22 de maio de 1958, o pai, vendo toda aquela beleza concentrada num pinguinho de gente de 55 centímetros e 4,1 Kg , escreveu na porta do armário da Maternidade Matarazzo: “Um dia, ela será Miss Brasil!” Na noite do dia 18 deste mês, a profecia se confirmou. E nossa Miss São Paulo 1977 irá disputar o cetro de Miss Universo, em São Domingos, República Dominicana. Moça simples, filha única de pais desquitados, que gosta de samba, só usa jeans e jamais esperou  ganhar o concurso, Cássia, por duas vezes, pensou em desistir: inclusive agora, no dia 14, já em Brasília. Ela sentia-se “abandonada e com toda aquela movimentação atrapalhando um bocado os estudos.”. Formada em secretariado, nível técnico, Cássia está se preparando para o vestibular de Nutrição, na USP.
      Como a maioria das Misses, ela é muito mais bonita no dia seguinte, em pessoa, descontraída, do que sobre as passarelas, enquanto exibe pesadas maquilagens. A futura nutricionista, de belo corpo e sorriso bonito, começou como Miss Indaiatuba. Muito alta, cabelos negros emoldurando os traços delicados, é o tipo de garota que chama a atenção por onde quer que passe. Ela acha agora que “valeu a pena se candidatar”. Fez novas amizades, amadureceu bastante. Até se firmou e afirmou com o namorado – rapaz que conhece há dois anos mas que só se declarou na noite do concurso de Miss São Paulo. Cássia não namorava há mais de um ano.
    “Ainda é muito cedo para um compromisso sério”, explica. Ela não é diferente das outras misses. Lê pouco, jornal, não discute política, religião (embora admire a doutrina espirita), nem futebol (embora para variar, seja corintiana). 
      O vestibular de Nutrição, em 1978, perdeu uma candidata. "Minha filha é meu tesouro", diz a orgulhosa mãe da miss.  (Revista Fatos & Fotos/Gente, 04/07/1977, nº 828, ano XVI)

Ginásio Presidente Médici, Brasília, 18/06/1977. ***** Além da beleza das jovens, o público aplaudiu os artistas que se apresentaram durante o espetáculo: Maria Creuza, Elza Soares, Jair Rodrigues, Vanusa e Ronnie Von. Os apresentadores Paulo Max e Neiva Nogueira não poderiam ser mais conhecidos do público que assiste às transmissões pela televisão em cores, via Embratel, para todo o país. 
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TOP 5 DO MISS BRASIL 1977 - Da esquerda para a direita: Jerusa Maria Ribeiro, Miss Bahia, quinto lugar; Patrícia Viotti de Andrade, Miss Brasília, terceira colocada; Cássia Janys  Moraes Silveira, Miss São Paulo, primeiro lugar; Madalena Sbaraíni, Miss Rio Grande do Sul, segunda colocada; e Selva Rios Campello, Miss Goiás, quarto lugar. ***** Cássia Janys não se classificou no Miss Universo, realizado em Santo Domingo, República Dominicana. A vencedora foi Jannele Penny Commissiong, Miss Trinidad-Tobago. *****  Patrícia Viotti  também não conseguiu classificação no Miss Beleza Internacional, realizado no Japão, vencido pela espanhola  Pilar Medina Canadell. ***** Madalena Sbaraíni, apontada pelas bolsas de apostas de Londres com favorita ao Miss Mundo, acabou com uma honrosa classificação entre as finalistas: 1 - Suécia, Mary Ann-Catrin Stävin2 -   Holanda, Ineke Berends3 - Alemanha, Dagmar Gabriele Winkler4 - Brasil, Madalena Sbaraíni; 5 - Estados Unidos, Cindy Darlene Miller
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  Cássia Janys, a Miss Indaiatuba que conquistou o Brasil

       
        No dia 11 de junho de 1977, um grande público de Indaiatuba lotava o Centro de Convenções no Anhembi, na capital paulista, para prestigiar o concurso estadual.  Uma grande expectativa era criada na cidade, quando finalmente o resultado mais uma vez brilhou para a cidade, pela primeira vez uma indaiatubana era eleita Miss São Paulo.  Rapidamente a mídia virou os olhares para  Cássia Janys, tornando-se a nova queridinha de todo o estado.


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        Cássia em um tempo bem curto se tornou o centro das atenções em todo o território nacional. Em sua volta para Indaiatuba, já com a faixa de Miss Brasil foi aclamada por cerca de 10 mil pessoas da sua cidade natal, que contava com uma população total de 65 mil habitantes.  Com um desfile em carro alegórico pelas ruas de Indaiatuba, Cássia terminou seu trajeto na Praça Prudente de Moraes, onde foi homenageada pelo prefeito Clain Ferrari que decretou feriado municipal no dia de sua chegada. 


            Em uma entrevista exclusiva ao Portal Mais Indaiá Cássia fala sobre sua experiência e relembra os tempos de Miss. 
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Como tem sido a vida após ter deixado sua marca como Miss Brasil?
Cássia – Optei por uma vida mais familiar, hoje moro em São Paulo, tenho 57 anos e estou há 32 anos casada.Tenho 2 filhos e um deles mora em outro país. Sempre o visito e tenho tido uma vida bastante feliz.


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Após seu reinado como foi sua relação com a mídia?
Cássia – Trabalhei um ano como júri no programa do Raul Gil, também desfilei para algumas marcas de alta costura e fiz algumas fotos publicitárias. Fora dos holofotes trabalhei na FEBEM e alguns trabalhos sociais. Sou casada com médico, temos um estilo de vida bem reservado e hoje não me envolvo com tanta ênfase nos concursos atuais.
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Como você vê os concursos atuais de beleza?
Cássia – Naquele tempo era uma coisa bonita, tinham uma outra visão de miss, e hoje em dia é um culto ao corpo, em uma perfeição que não existe, muitas vezes esquecendo o essencial da mulher.
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Para você Miss é apenas beleza?
Cássia – Acho muito importante ter uma carreira, pensar em uma vida longe desse universo. As meninas precisam ter conteúdo, pois a beleza acaba passando. Envelhecer não é fácil para ninguém e é necessário saber a hora de sair dos holofotes. Mas o importante é trazer a alegria para as pessoas, realizar um trabalho social para que incentive jovens a um caminho mais correto.
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Você considerou válida toda a experiência que passou?
Cássia – Se eu tivesse a maturidade de hoje, com o corpinho de antigamente, com certeza teria aproveitado mais, mas não me arrependo de nada, fiz boas amizades, tenho ótimas lembranças. Nem tudo é alegria, em alguns momentos me decepcionei com algumas pessoas, que se aproveitam de situações para benefício próprio, mas tudo é aprendizado e me sinto feliz de ter vivenciado cada momento.
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Mesmo depois de tantos anos, as pessoas ainda relembram a sua história, como você vê isso?
Cássia – Fico muito feliz em saber que mesmo após esses anos todos, as pessoas de Indaiatuba ainda lembram com tanto carinho de tudo que passei, e da forma como representei a cidade em um concurso tão grande como era na época. Isso é sinal que ainda tenho bons amigos por aí.

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Três  depoimentos exclusivos sobre Cássia Janys

“Cássia Janys era um doce e me chamava de Pernambuquinho. Não queria ganhar, ou seja, não demonstrava ambição em ser coroada Miss Brasil. Depois de eleita, quando as demais misses começaram a se organizar para voltar aos seus Estados, ela me abraçou emocionada dizendo: “Pernambuquinho,  você e as outras vão voltar para suas casas, mas eu vou ficar aqui, sozinha, no hotel.” - Zilene de Sá Torres, Miss Pernambuco 1977.
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“Cássia Janys é minha eterna paixão. Ela sempre muito alegre e feliz! Dona de uma simplicidade fora do comum. Sua beleza é algo que não dá para explicar. A cada dia, Cássia Janys está mais bela. Rosto e sorriso lindos, pele perfeita. Enfim, Cássia Janys é uma Miss fora do comum. Bela! Simplesmente Bela!” - Edi Corrêa Leite, missólogo paulista, ex-coordenador do concurso Miss Sorocaba. 
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“Faz alguns anos que encontrei Cássia Janys em Salvador, quando ela acompanhava o esposo, o Dr. Samuel Saiovici, num congresso de medicina. Ela estava deslumbrante num macacão de couro branco. Linda, simpática, comunicativa, espiritualizada. Fiquei impressionado. Cassia Janys é aquele tipo de pessoa que tem uma luz interior que contagia todos os que estão ao redor. – -  Roberto Macêdo,  missólogo, jornalista e escritor baiano.  
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Cássia Janys, 
uma das misses homenageadas no concurso Miss Brasil 2004

    Durante a transmissão do concurso Miss Brasil 2004, realizado no Credicard Hall, São Paulo, SP, em 15/04/2004, transmitido ao vivo pela TV Bandeirantes, o  apresentador Gustavo Gianetti, Mister Brasil 2001 e Mister Mundo 2003, anunciou: “Senhoras e Senhores, com vocês, as Misses do Brasil !”  E eis que surgiu a primeira, Adalgisa Colombo (1940-2013), seguida de mais trinta e quatro misses, por ordem alfabética.  Quando a última Miss se posicionou no palco, a cantora Ellen de Lima surgiu cantando  a música “Canção das Misses”, de Lourival  Faissal.

Os Estados brasileiros se apresentam
nesta festa de alegria e esplendor.
Jovens misses seus Estados representam,
seus costumes, seus encantos, seu valor.

Em desfile nossa terra, nossa gente,
pela glória do auriverde em céu de anil.
Sempre unidos,
Leste, Oeste, Norte, Sul,
na beleza das mulheres do Brasil.



            Já vi e revi incontáveis vezes essa parte inesquecível do concurso Miss Brasil 2004, sempre com um interesse e emoção renovadas. Para sonhar, observar a expressão de cada Miss e me  encantar com Cássia Janys Moraes Silveira Saiovici, Miss Brasil 1977, uma das mais belas imagens daquele grupo de trinta e cinco misses.  
                      


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sábado, 7 de maio de 2016

ME AND MRS. JONES, ESPERANÇAS MUITO ALTAS

      Foi ao lado de uma paixão platônica que ouvi numa noite recifense “Me and  Mrs. Jones”, o maior sucesso da carreira musical de Billy Paul, falecido no dia 24 do mês passado. Quando soube de sua morte, apressei-me em abraçar dois objetos empoeirados, guardiões de caras recordações, o mesmo disco de vinil e o mesmo aparelho de som de um tempo que se foi.     

                    
      Diz a música, "Temos algo acontecendo entre nós. / Nós sabemos que isto é errado, / mas isto é muito forte / para deixar passar agora. /.../ Nós precisamos ter um cuidado especial / para não construirmos nossas esperanças muito altas...”
       Indeciso coração. Teria sido certo ou errado deixar corpo e alma falarem por si? Nunca saberei. Enquanto tento administrar velhas emoções inacabadas, escuto “Me and Mrs. Jones”, pedindo aos anjos invisíveis que levem os meus sentimentos até à personagem que um dia me fez construir esperanças muito altas.
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       Daslan Melo Lima, na sexta madrugada de maio de 2016, em Timbaúba, PE, ouvindo Billy Paul cantar “Me & Mrs. Jones”.  Ouça também, clicando neste link: https://www.youtube.com/watch?v=n2v98PGBZH4

Billy Paul (1º/12/1934-24/04/2016)

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REFLEXÃO


"Raramente pensamos no que temos, mas sempre no que nos falta."
- Arthur Schopenhauer (1788-1860), filósofo alemão.

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DE TIMBAÚBA PARA O MUNDO - Geo Moura, do Alto da Independência para Paris

            


Geandro de Moura Silva, o Geo Moura, nasceu em 19/10/1987, em Timbaúba, PE, filho do caminhoneiro Benedito José e da dona de casa Maria Madalena.Quatro irmãos, oriundo de uma família humilde do Alto da Independência, um dos morros que circundam a cidade, Geo cresceu arrodeado de expressivos valores culturais. José Manoel, seu avô paterno, adorava  promover festas em casa ao som de forró. Israel José, seu avô materno, era cirandeiro.

           Geo Moura foi aluno da Escola Professor José Mendes da Silva (Colégio Industrial) e estudou música na Euterpina. Cursou licenciatura em música, no IBEC, mas trancou a matrícula devido às dificuldades de conciliar a sala de aula com os compromissos profissionais, inclusive o de professor de acordeom em São Vicente Férrer, PE. Geo já excursionou por vários Estados brasileiros e participou de shows ao lado de grandes artistas, tais como Cristina Amaral, Elba Ramalho, Petrúcio Amorim e Maciel Melo. Atualmente,  também está envolvido com a gravação de um cd.


            Recentemente, pela segunda vez, Geo integrou a Orquestra Sanfônica Balaio Nordeste na excursão que o pessoal fez à Europa, onde colheu muitos aplausos no Le Festival Printemps das Bretelles, em Illkirch-Graffenstaden , região metropolitana de Strassburgo,na França, fronteira com a Alemanha, de 11 a 20 de março. Depois do festival, Geo Moura passou três dias em Paris, onde se apresentou no Salão de Livros da Embaixada do Brasil e no Teatro da Casa do Estudante do Brasil.
         Qual sua maior emoção nesta excursão? Emocionado, ele não hesita em afirmar que foram muitas, “principalmente presenciar o púbico ir ao delírio ao tocarmos Brasileirinho e Tico-tico no Fubá”
       Ao finalizar nossa conversa,  Geo Moura fez questão de mencionar os nomes  de todos os integrantes da viagem,  “uma equipe sintonizada da qual muito me orgulho, desde o maestro Lucilo da Silva Souza aos músicos Bianca Ricardo da Nóbrega; Ely Porto Bezerra;  Francismar de Sousa Junior; Geraldo Figueiredo de Santana Junior;  Katiusca Lamara dos Santos Barbosa; Lucas Daniel de Melo Silva; Marie Claire Heinis; Nívea Maria Santos; Rivaldo Ribeiro de Souza Filho; Rodrigo Machado Pereira e Saulo Gomes Torquato; além das acompanhantes do grupo, Joana Alves e Melina Bonfim, jornalista e fotógrafa.”
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      O jornal CORREIO DE NOTÍCIAS, Ano 10, nº 103, edição de maio/2016, está circulando com o conteúdo acima postado na página Perfil. Trata-se praticamente da mesma matéria. Na versão para o blog foi acrescida mais uma foto e corrigido uns lapsos sutis de digitação. 

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MEMÓRIA TIMBAUBENSE


TÚNEL DO TEMPO – As garotinhas, alunas da Escola Santa Maria, nem se davam conta naquele ano, o primeiro da década de 1960, que seriam testemunhas de uma época marcante para o Brasil e para o planeta Terra. Entre os fatos históricos, a Guerra do Vietnam; as mortes de John Kennedy e Martin Luther King; a chegada do homem na lua; a minissaia; os títulos de Miss Universo conquistados pela gaúcha Ieda Maria Vargas e pela baiana Martha Vasconcellos; a Palma de Ouro do Festival de Cannes concedida ao filme brasileiro “O Pagador de Promessas”, dirigido por Anselmo Duarte; o golpe militar; os festivais de música; a Jovem Guarda... Aquelas garotinhas nem se davam conta de que um dia, lá longe, acessariam PASSARELA CULTURAL e entrariam no túnel do tempo com os olhos marejados de lágrimas, lágrimas de saudades de um tempo que se foi, para sempre se foi. ***** Foto: Cortesia.

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SESSÃO NOSTALGIA - Coquetel de Misses

Daslan Melo Lima


          Dias depois daquela madrugada de 20 de junho de 1965, quando saiu do Maracanãzinho consagrada com o título de Miss Guanabara 1965, Maria Raquel Helena de Andrade recebeu valiosas orientações de três misses: Vera Ribeiro, Miss Distrito Federal, Miss Brasil e quinta colocada no Miss Universo 1959; Vera Lúcia Saba, Miss Guanabara, terceiro lugar no Miss Brasil e nossa representante no Miss Mundo 1962; e Vera Lúcia Couto Santos, Miss Guanabara, vice-Miss Brasil e terceira classificada no Miss Beleza Internacional 1964. O assunto foi destaque na revista Fatos & Fotos, ano V, número 231, de 03/07/1965, com texto de José Rodolpho Câmara e fotos de Gil Pinheiro

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Vera Lúcia Couto, Maria Raquel, Vera Ribeiro com a filhinha Cristiane e Vera Saba. 

Três Veras estarão, dia 3 de julho, no Maracanãzinho, torcendo pela vitória de uma Raquel, no concurso Miss Brasil 1965. E não só torcendo. Com sua experiência em concursos anteriores, ajudam e orientam a nova Miss Guanabara, indicando-lhe os segredos que as conduziram à conquista dos respectivos títulos. A fim de traçarem os planos de batalha, foram convidadas  para um coquetel, no qual imperaram a simpatia e a beleza. Local da reunião: residência de uma das Veras - Vera Ribeiro Secco, Miss Distrito Federal e Miss Brasil 1959. Na tarde agradável, cada qual relembrou passagens de seus concursos, assinalando fatores que poderiam ter influência na carreira  da miss de agora. A todas, Maria Raquel de Andrade escutava com a simplicidade que é uma das características de sua personalidade. E as três misses anteriores - Vera Ribeiro Secco, Vera Saba e Vera Lúcia Couto - não escondiam o otimismo de que estavam possuídas, acreditando nas possibilidades da reconquista do titulo de mas bela brasileira em 1965 para o Estado da Guanabara. (Fatos & Fotos, 03/07/1965).

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Que segredo e qual orientação Vera Lúcia Couto estará transmitindo para a sua substituta, a botafoguense Maria Raquel de Andrade?
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O coquetel oferecido por Vera Ribeiro Secco às três outras misses, além de motivo para congraçamento, foi um show de elegância do quarteto.
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        Os segredos e as orientações que Vera Lúcia Couto, Vera Ribeiro e Vera Lúcia Saba passaram para Maria Raquel Helena de Andrade foram positivos. A preferida do público para o  título de Miss Brasil 1965 era a morena Marilena de Oliveira Lima, Miss Mato Grosso, quarta colocada, mas foi a loura do Botafogo quem recebeu a faixa, a coroa e o cetro de Miss Brasil 1965, ficando depois entre as quinze semifinalistas do Miss Universo.

        Fui criança e adolescente nos mágicos anos sessenta, época da maior parte das minhas mais gratas recordações, guardiã de muitas coisas inesquecíveis, entre elas os concursos de misses, que faziam o País parar como se estivéssemos em clima de Copa do Mundo. 

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sábado, 30 de abril de 2016

UM NOME DE MISS PARA MINHA GATA

Faz quinze dias que o meu telefone tocou. Era noite e chovia. Do outro lado, a voz do meu amigo Julierme Barbosa:  "Apareceu um gatinho na frente de casa, está ensopado, pois apanhou muita chuva. Coloquei ele no terraço. Quer vim buscá-lo?" Esperei estiar um pouco e lá fui atrás do gato.

Já tenho quatro felinos e não queria mais um, mas não resisti. Apaixonei-me por ele, aliás, por ela. Bastou enxugá-la, protegê-la do frio e dar-lhe um prato de comida para que reagisse à situação.
Saudável, quinze dias depois a gatinha nem parece a mesma. Ganhou até nome de Miss, Larissa Costa, Miss Rio Grande do Norte, Miss Brasil 2009.
"De todas as criaturas de Deus, somente uma não pode ser castigada. Essa é o gato. Se fosse possível cruzar o homem com o gato, melhoraria o homem, mas pioraria o gato." - Mark Twain (1835-1910), escritor norte-americano.
  
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REFLEXÃO
"Com efeito, não é a verdade que governa o mundo, mas as ilusões."
- Soren Kierkegaard (1812-1855), filósofo dinamarquês.


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DE TIMBAÚBA PARA O MUNDO - Evonês Junior, o Foca, um astro timbaubense: “mais do que Deus ninguém!”


         O timbaubense Evonês Miguel da Silva Junior, o Foca, filho de Evonês Miguel da Silva e Vera Lúcia Travassos de Souza Silva, nascido em 04/09/1986, é um dos astros de futsal mais populares do Estado de Sergipe, onde atua como pivô do Clube Real Moitense, na cidade de Moita Bonita, conhecida nacionalmente como a capital do Futsal.
     Foca, apelido dos tempos de infância, despontou para a atividade esportiva aos 10 anos de idade. Jogou no Cenecista, Decisão, Seleção de Macaparana, Seleção Pernambucana Adulta, Náutico, Atlético de Goiana, Universo, Sport, Central e Santa Fé (SP). Antes de se fixar no Moita Bonita, atuou nas equipes sergipanas de Capela, Canindé, Glória e Lagarto.  
Entre os títulos do seu currículo, destaque para os que se seguem: Bicampeão da Copa Nordeste, Bi-campeão Pernambucano, Tricampeão Sergipano, Campeão da TV Sergipe, Bicampeão da Liga Nordeste e Campeão Baiano.  Foi artilheiro pernambucano (2007), sergipano (2011), baiano (2012) e nordestino (liga do Nordeste 2012). Quanto às convocações, Seleção Pernambucana (adulta e juvenil), Seleção Sergipana Adulta e  Seleção Brasileira Sub 17.
     Do alto do seus 1 metro e 82 centímetros de altura, estudante de Educação Física, Foca é orgulhoso de suas raízes. Não esquece o incentivo recebido de Cafuringa, Zé da Silva, Fofão, Rosielson de Macaparana, Val Uchoa e Edson Nogueira, o Edinho, ex-presidente do Santa Cruz e da Federação Pernambucana de Futsal.  
Casado com Jordana Amorim Santos, pai de Michely Amorim, Cauã e Kayky,  mora em Capela, SE. Sente muitas saudades de Timbaúba, mas sempre que consegue umas folgas vem matar as saudades dos amigos, familiares, pais e irmãos, além de não perder a confraternização de um  grupo timbaubense de amigos do WhatSapp.  
       Foca tem um conselho para os pais dos garotos que ambicionam fazer carreira nos esportes: “Não deixem de incentivar seus filhos, mas é importante que eles busquem conciliar os jogos com os estudos.”  
Devoto de Santo Expedito, o santo das causas justas, urgentes e impossíveis, Foca  sempre tem em mente uma frase diante de qualquer circunstância:  “Mais do que Deus ninguém”.

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MEMÓRIA TIMBAUBENSE
TÚNEL DO TEMPO - Duda e Silvinha Egito, 44 anos de casamento completados no dia 19 de fevereiro.

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SESSÃO NOSTALGIA - Recife na rota do concurso Miss Brasil 1962

Daslan Melo Lima

          Depois do carnaval brasileiro de 1962, realizado de 04 a 06 de março, o repórter Ubiratan de Lemos (1925-1978) e o fotógrafo Indalécio Wanderley (1928-2001), da O Cruzeiro, a mais famosa revista nacional da época, estiveram no Recife para elaborar uma reportagem sobre as expectativas do Miss Pernambuco 1962, concurso que seria realizado no dia 28 de abril, no Clube Internacional do Recife.
      A dupla famosa, que teve como cicerone Maria Lúcia Santa Cruz, Miss Pernambuco 1961, visitou o ateliê do estilista Marcílio Campos (1930-1991), a praia de Boa Viagem e fotografou, além de Maria Lúcia Santa Cruz, a Miss Clube Português do Recife, Terezinha Frazão, que seria eleita Miss Pernambuco 1962, e outras seis jovens da sociedade que não estavam inscritas no Miss Pernambuco, todas vestindo peças exclusivas de Marcílio Campos.


       A revista O Cruzeiro sobre o assunto, com tiragem de 500.000 (quinhentos mil exemplares), circulou pelas bancas de todo o País em 31/03/1962, trazendo na capa a bailarina Vilma Vernon e o conjunto musical Eliseu e seus Ritmistas, com direito a chamada de capa, Recife na rota de Miss Brasil, e oito páginas.
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Maria Lúcia Santa Cruz, Miss Clube Internacional do Recife, Miss Pernambuco, finalista (Top 8, sétimo lugar) no Miss Brasil 1961.
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Cinco belas de pés descalços exibem moda nova a meio da brisa de Boa Viagem, praia de água morna que o Recife tem para dar saudade a turista. ***** Da esquerda para a direita: Maria Lúcia Santa Cruz, Eneida Jardelino da Costa, Adrete Fúlvia Cubari, Maria Cecília da Silva Ramos e Sônia Maria Fernandes.
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Mundo de brinquedo da menina pode caber no cesto de rolar na praia, mas o mundo sonhado por moça bonita de Pernambuco tem a forma de uma coroa. ***** À esquerda, Terezinha Frazão, Miss Clube Português do Recife, Miss Pernambuco 1962. À direita, Sônia Maria Fernandes e Marcílio Campos orientando as modelos. 
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À esquerda, Adrete Fúlvia Cubari e Terezinha Frazão, de maiô. À direita, Maria Lúcia Santa Cruz, de braços abertos, e Rosemary Bonny.
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        Folheando esse exemplar da revista  O Cruzeiro, eu me pergunto por onde andam aquelas jovens lindas fotografadas por Indalécio Wanderley. Também me pergunto por onde andam as crianças anônimas que saíram nas fotos. 
         Eu poderia ser aquele garoto de fevereiro de 1962, caso, por um acaso, estivesse em Boa Viagem naquela ocasião. “Faz de conta que ele é você”, diz baixinho o vento frio deste abril de 2016.

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sábado, 23 de abril de 2016

PONTO DE EQUILÍBRIO. NO FINAL, O "ANJO BOM" E O "ANJO MAU" DÃO AS MÃOS


PONTO DE EQUILÍBRIO - Muitas vezes, as recordações me levam para situações em que eu poderia ter ouvido mais o "anjo bom" invisível ao meu lado. Em outras, levam-me para momentos em que poderia ter ouvido menos o "anjo mau" invisível ao meu lado. 
          Entre luzes e sombras, a caminhada prossegue. O aprendizado continua. A sabedoria e a experiência mostram que o "anjo bom" e o "anjo mau" no final dão as mãos e encontram um ponto de equilíbrio. 
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- Daslan Melo Lima, vestindo blusa Reserva, by Karanova, posando como modelo e cumprindo o desafio do gestor da empresa, Felix Andrade: inspirar-me no look para compor uma crônica. A ave, símbolo da grife, aparece na frente da blusa como um "anjo bom"; pelo avesso, ela passa a ideia de "anjo mau". Duas blusas em uma, nada mais emblemático.

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REFLEXÃO
"O que chamamos civilização contribuiu para tornar uma parte da sociedade tão feliz e a outra tão infeliz como ambas nunca teriam sido em seu estado natural."
- Thomas Paine (1737-1809), político e filósofo inglês. 

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DE TIMBAÚBA PARA O MUNDO

EM PAUTA 

BAILE DAS MÃES - Um dos eventos mais aguardados do ano. Sábado, 07 de maio, no Clube Verde Campo, às 21 horas. - Maiores informações (81) 9.9301-1722. 
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Dona Nina aos 100 anos de idade, 
“a vida estica, mas não tem finalidade”




        Eliza Barboza de Almeida, ou simplesmente Dona Nina, nasceu no dia 16 de fevereiro de um ano em que, conforme registros da Biblioteca Nacional, foi gravado o primeiro samba no Brasil, “Pelo telefone”, autoria de Ernesto Joaquim Maria dos Santos (Donga) e Mauro de Almeida, cuja letra oficial diz “O chefe da folia, pelo telefone manda avisar, / que com alegria não se questione para se brincar. /  Ai, ai, ai, deixa as mágoas para trás, oh rapaz. /Ai, ai, ai, fica triste se és capaz e verás ...” Era 1916. O mundo vivia as tensões da Primeira Guerra Mundial, iniciada em 1914 e terminada em 1918.
     Filha de Vicente Barboza de Almeida e Irineia Barboza, cinco irmãos, Dona Nina cresceu com uma visão prática de encarar a vida, católica, temperamento forte, fã das canções de Vicente Celestino. Casou com o agropecuarista Antônio Francisco da Silva (falecido há 27 anos) e criou três garotas: Irenize (filha biológica), Ivanise (adotada) e Carmen Lúcia (filha do coração).
     

       
       A celebração de um século de vida de Dona Nina foi realizada no domingo, 28 de fevereiro, com Missa de Ação de Graças na Capela de São Francisco, no bairro de Timbaubinha, e almoço na Tulipa Recepções. Vaidosa, tinha dito a Irenize que queria um vestido para a Missa e outro para o almoço, mas a filha explicou que seria desgastante para a mãe sair do templo, trocar de roupa e depois se dirigir à recepção.
       Qual o segredo de sua longevidade? Discreta, ela fala pouco de si, mas confessa: “Como de tudo, gosto de um vinho suave e diariamente tomo um comprimido de AAS infantil”.   Ao Custódio, amigo de Irenize, um dos convidados da festa, confessou bem humorada: “A  vida estica, mas não tem finalidade.”

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MEMÓRIA TIMBAUBENSE




TÚNEL DO TEMPO – Durante um evento da década de 1970, a juventude dourada timbaubense numa noitada divertida. Na foto aparecem o garçom Adelho, o fotógrafo Teonas, Iran, José Barbosa, Jonas, José Mario Guerra, Esdras Leonard, João Hélio e o casal Alfredo Campos e Zuleide. ***** Estava em evidência a dance music, o que deu à época o título de "década da discoteca".  O Brasil vibrou no primeiro ano com a conquista do tricampeonato mundial de futebol. Entre as celebridades em evidência, nomes como os de Sônia Braga, Chacrinha, John Travolta, Olivia Newton-John, Monique Evans e Bruce Lee. Entre os filmes? “Os embalos de sábado à noite”, obviamente.***** Imagem: acervo de João Hélio Beserra Guerra.

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ROTEIRO POÉTICO


A estrada de ferro divide ruas e bairros, mas fique tranquilo, pois o trem não vem, não vem, não vem... Basta ter cuidado com alguns carros e motos. De um lado, Timbaubinha, de outro, Jardim Guarani e a encosta do Alto Santa Terezinha. Um estrada de ferro pode dividir realidades, mas os sonhos continuam. - Daslan Melo Lima

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