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SEJA BEM-VINDO ! SEJA BEM-VINDA! VOCÊ ESTÁ NO BLOG PASSARELA CULTURAL, a sua revista on-line semanal, fundada em 02/07/2004. ***** Esta é a edição nº 741, referente ao período de 1º a 07 de março de 2019. ***** Editor: Daslan Melo Lima - Timbaúba, Pernambuco, Brasil. ***** Contatos : (81) 9-9612.0904 (Tim / WhatsApp). E-mail: daslan@terra.com.br

domingo, 17 de fevereiro de 2019

Salve Deus. Salve. Salve

  
O automóvel em que me encontro precisa dos serviços de uma borracharia. Há várias no roteiro, inclusive uma com o nome singular de "Salve Deus", sob uma árvore frondosa, onde me sento para relaxar. 
       Na rua movimentada, imediações do Hospital das Clínicas, a denominação da borracharia passa uma mensagem subliminar: "Salve Deus". 
      Imagino a irradiação positiva do nome alcançando e beneficiando os que se dirigem ao hospital em busca de solução para seus males. Basta uma pausa para mentalizar e deixar que ele tome conta do corpo, da mente e da alma. Salve Deus. Salve. Salve. 
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Daslan Melo Lima. Cidade Universitária, Recife, Pernambuco.
17/02/2019
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Além do Sonho

Tenho sempre a impressão que, desde meu tempo de garoto na minha alagoana São José da Laje, até o momento, vivi mais tempo num mundo de sonhos do que no planeta Terra. 
      Levei o menino que um dia eu fui para "Além do Sonho", espaço gourmet de nome encantador para um sonhador. Eu e ele adoramos. Não poderia ser diferente. Já dizia William Shakespeare: "Somos do mesmo material do que se tecem os sonhos, nossa pequena vida está rodeada de sonhos." 
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Daslan Melo Lima, administrando sonhos em Carpina, Pernambuco.
14/02/2019
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Bibi Ferreira, ao Encontro com Deus


A grande dama do teatro brasileiro se foi, enquanto tentamos entender os mistérios de um ano que começou apenas há 44 dias. 
      Ficou seu perfume, através do depoimento profundo que deu um dia: "O que eu gosto muito num palco é que eu estou inatingível. Quando estou num palco ninguém me toca. É um momento só meu. Um momento em que não vou ser interrompida. Estou ali só para dar. O que eu puder dar, eu dou. É o momento da criação. Da comunhão. É muito bonita esta comunhão palco e plateia. É o momento em que, através de vocês, eu me encontro com Deus." 
     A verdadeira Luz estará conduzindo Bibi na Grande Viagem para cumprir outra missão, num dos fantásticos mundos do Pai. Amém. Assim Seja.
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Daslan Melo Lima, em Timbaúba, PE, enquanto chove lá fora.
13/02/2019
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Pela BR-408

Paro à margem de um trecho da rodovia, a fim de admirar as obras de barro dos artesãos de Tracunhaém. A figura de uma águia é a que me desperta mais atenção. 
      Aproximo-me em clima de oração e recito em silêncio um dos meus versículos bíblicos favoritos, aquele do Livro de Isaías, 40:31: "Os jovens se cansam e se fatigam e os moços de exaustos caem, mas os que confiam no Senhor renovam suas forças, voam com asas como águias, correm e não se cansam, caminham e não se fatigam." 
       Deixo o local de alma leve, e renovado prossigo minha viagem pela BR-408. 
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Daslan Melo Lima. Tracunhaém, Pernambuco.
12/02/2019

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DE TIMBAÚBA PARA O MUNDO - Foco na cena sociocultural - Fevereiro/2019

NAMORO

José do Nascimento Muniz de Andrade Neto e Sarah Camilo Costa Pereira, destaques da nova geração timbaubense. 
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ALEGRIA

Rafael Gomes Peixoto Apolinário e o tio Marcone Gomes Peixoto, no Tênis Clube, formatura da E.T.E. - Escola Técnica Estadual Miguel Arras de Alencar.
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SIMPLES ASSIM
GB e Mazé, como são mais conhecidos na sociedade timbaubense. Classe e categoria.  
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TÚNEL DO TEMPO
Banda e estandarte das Ciganas Revoltosas. Carnaval de 1930, época do sucesso de “Taí”, de Joubert de Carvalho, na voz de Carmen Miranda. *** “Taí, eu fiz tudo p'rá você gostar de mim / Oh! Meu bem, não faz assim comigo não! / Você tem, você tem que me dar seu coração! /// Meu amor não posso esquecer / Se dá alegria faz também sofrer / A minha vida foi sempre assim / Só chorando as mágoas que não têm fim.” *** Foto copiada do livro "Carnaval de Timbaúba – 102 anos de resgate jornalístico”, de Socorro Cavalcanti e Jefferson Leal.
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PAUSA PARA REFLEXÃO
“Até mesmo os homens honestos precisam de patifes à sua volta. Existem coisas que não se podem pedir às pessoas honestas para fazerem." - Jean de La Bruyère (1645-1696), escritor francês.  

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SESSÃO NOSTALGIA - Albanise Maria Braga Coelho, Miss Sport Club do Recife 1974


Daslan Melo Lima

          Noite de 24 de maio de 1974. Geraldão, Ginásio de Esportes Geraldo Magalhães Melo, bairro da Imbiribeira, Recife. Vinte e nove jovens e um sonho: ser eleita Miss Pernambuco 1974, diante de um público estimado em vinte mil pessoas.  Eu estava lá.
          Depois de anunciadas as semifinalistas (top 10), que se apresentaram mais uma vez para a comissão julgadora, o resultado oficial foi anunciado: quinto lugar, empatadas, Rita de Cássia Dutra Monteiro, Miss Grupo Jovem de Boa Viagem, e   Albanise Maria Braga Coelho, Miss Sport Club do Recife; quarto lugarRosângela Dourado Lins, Miss Vitória de Santo Antão; terceiro lugarIsolda Lira Cabral, Miss Caruaru; segundo lugar, Angélica Moura Lins, Miss Gravatá; e primeiro lugar, Cilene Aubry Bezerra da Costa, Miss Serra Talhada.
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Albanise Coelho, aos 15 anos de idade, antes de ser Miss, com 1,70 de altura e 54 quilos.
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Albanise Coelho, Miss Sport Club do Recife 1974.
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Albanise Coelho, Miss Sport Club do Recife 1974, e sua antecessora Cleusa Adelaide Durant (Alessandra Durant), Miss Sport Club do Recife, Vice-Miss Pernambuco 1973.
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Albanise Coelho na passarela do Geraldão.
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Albanise Coelho (primeira à esquerda) e outras duas concorrentes ao título de Miss Pernambuco 1974.
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O jornalista Muciolo Ferreira, que assistiu ao concurso Miss Pernambuco 1974, deu um depoimento exclusivo para PASSARELA CULTURAL:
Albanise era minha vizinha no bairro de Casa Amarela, Recife. Estudávamos no Colégio Estadual Dom Vital. Eu cursava o último ano do curso científico e ela terminava o ginasial. Era uma jovem belíssima.  
Albanise era uma das favoritas do público e a minha preferida. Nosso amigo missólogo Paulo d’Arce também queria ela para Miss Pernambuco 1974. Paulo achava Albanise a cara de Martha Vasconcellos (Miss Bahia, Miss Brasil e Miss Universo 1968), enquanto eu achava que ela lembrava Rejane Vieira da Costa (a Rejane Goulart, Miss Rio Grande do Sul, Miss Brasil e Vice-Miss Universo 1972). Tinha o mesmo biótipo físico e facial da gaúcha, incluindo a altura e as medidas.
Abanise ficou em quinto lugar, empatada com Rita de Cássia Dutra Monteiro, Miss Grupo Jovem de Boa Viagem, pois não houve tempo para desempatar. A transmissão era ao vivo pela televisão e o horário tinha de ser cumprido rigorosamente. Eu estava no Geraldão com o bailarino Fred Salim, que era da minha turma e muito amigo de Albanise. Fred, inclusive, deu uma ajuda a ela nos camarins. 
A última vez que encontrei Albanise foi na década de 1990, na agência do Bandepe, Banco do Estado de Pernambuco, da Rua da Imperatriz, esquina com a  Sete de Setembro. Ela trabalhava na carteira de novos clientes, no térreo do banco. Continuava linda, esbelta, nem parecia mãe de duas jovens adolescentes, e casada com um delegado da Polícia Civil, moradora de Piedade, Jaboatão dos Guararapes. Anos depois a reencontrei num domingo de Carnaval, nas ladeiras de Olinda, mas não consegui me aproximar devido à multidão. 
Até hoje não entendo o quinto lugar conferido para Albanise no Miss Pernambuco 1974. Coisas da vida. 
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"Quem é esta senhora bonita, elegante, educada e jovial, posando na varanda do seu apartamento?" Responde o mar: "Albanise Coelho, Miss Sport Club do Recife 1974".
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"Quem é esta senhora bonita, elegante, educada e jovial, que em visita a uma filha que mora na Itália posa nos canais de Veneza e na Fontana Di Trevi? " Responde minhas recordações e a voz de um tempo que se foi: "Albanise Coelho, aquela que poderia ter sido Miss Pernambuco 1974."
     
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Crédito das imagens: Acervo Pessoal de Albanise Coelho.

domingo, 10 de fevereiro de 2019

Adeus, meninos do Flamengo

                  

          Enquanto eles dormiam sonhando com vitórias e aplausos, a madrugada da sexta-feira emudeceu seus corpos físicos e suas essências partiram para outros planos. Nossas lágrimas caem, enquanto a gente mergulha nos mistérios insondáveis da vida e da morte. Nosso consolo é imaginar que uma seleção de futebol, incompreensível para nós, precisou deles para outros tipos de jogos, em alguns dos fantásticos mundos do Pai. 


          Adeus, Arthur Vinicius, Athila Paixão, Bernardo Pisetta, Christian Esmério, Gerson Santos, Jorge Eduardo, Pedro Henrique, Rykelmo Viana, Samuel Thomas e Vitor Isaías. Adeus, meninos do Flamengo.
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Daslan Melo Lima
09/02/2019
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O CORAÇÃO ME DIZ ISSO

Simone Darot (Miss França, Top 15 no Miss Universo 1961) e Andrea Giordana. Fotonovela "O Urso Azul". Revista Capricho, Ano XXI, número 332, agosto 1973.

           Colocando ordem em minha biblioteca, encontro uma revista antiga de fotonovela. Permito-me fazer uma pausa para mergulhar na ficção. A trama fala de uma jovem casada, bonita e imatura, cujo filho nasceu com uma lesão cerebral. Meses depois, descobre-se que o problema é reversível e ela amadurece com as lições da adversidade.
          Final feliz com a fala da personagem, ao lado do esposo e filho: "Eu sentia, eu sentia! O coração me dizia isso... Me dizia para esperar, que a felicidade acabaria vindo!" 
            Fecho a revista e lamento não haver mais fotonovelas. Piegas e melosas? Talvez, mas que semeavam sonhos numa geração que desconhecia o celular e lia mais, muito mais. 
          Antes de guardar a revista, detenho-me a olhar para o bebê. O que o destino reservou para ele? Um anjo invisível responde em silêncio: "Felicidade". Eu sinto, eu sinto! O coração me diz isso. 
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Daslan Melo Lima
07/02/2019
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A VINGANÇA DA BOLA



           - "Vamos jogar hoje?" Convida o professor da minha atividade física Treinamento Funcional. Respondo que não, com inveja dos que entendem de futebol e gostam de uma "pelada".
           Um corre, outro salta, um pula, outro cai. Imagino que estão num estádio, com aquele vai e vem, vem e vai... No intervalo, pergunto ao professor: "Quantos deles poderiam ser profissionais?" Ele disfarça o riso e responde: "Nenhum deles!" Imagino que a bola ouviu a resposta e se sente vingada dos chutes que recebeu.
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Daslan Melo Lima
Assistindo ao jogo do Futebol Society da AABB. 
Timbaúba, PE, 07/02/2019
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VOZES DO MAR

Dedico esta crônica à autora da foto, Anuska Prado, Miss Mundo Brasil, terceira colocada no Miss Mundo 1996.

          Diante do sal do mar da Bahia, um festival colorido de algodão-doce enche as bocas de doce e os olhos de poesia. O vendedor que para diante do oceano nem sabe que espalha beleza sob o sol escaldante. 
        O vento sopra os pedidos de crianças, adultos e orixás. Todos querem algodão-doce. O som das ondas é mais forte. O homem jura que as vozes vêm do mar..
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Daslan Melo Lima
03/02/2019



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DE TIMBAÚBA PARA O MUNDO - Banguê, a sempre lembrada tradição que morreu


>>> Condensamos da revista “Informador de Timbaúba”, de 1937, uma matéria de Ivo Leitão Filho sobre os velhos engenhos de cana-de-açúcar.



     Nada mais triste do que a ruína. E são a ruína e a tapera que imperam, hoje, onde outrora dominava o bueiro de muitos dos velhos engenhos de açúcar do Norte.
     Não há dúvida que a injustiça e a incompreensão dos homens passam no julgamento de nossa própria história.
     O banguê é mais merecedor da gratidão e de amparo do poder público. Com uma história que vem de muito longe, ele foi o mais forte esteio de nossa economia em épocas passadas. E enquanto este resto de vida e de luta perdura pelas bagaceiras, resta-nos cá fora, o conforto de que a justiça triunfará no julgamento dessa pequena indústria açucareira que desaparece.
      Olhando o banguê sob o aspecto econômico, escreveu, há pouco, o Sr. Costa Rêgo: “...o Instituto persegue e procura extinguir o engenho de açúcar banguê, atingindo em cheio um produto que é o alimento capital de paupérrimas populações sertanejas.”
      Por mais que fale o sr. Severino Mariz, escreva o sr. Costa Rêgo ou lamente o sr. Morais Filho, já não há lugar para o banguê. O açúcar das usinas é mais alvo, apesar da vida não continuar mais doce.
      Vão desaparecendo assim a beleza e a poesia dos pátios dos engenhos com suas marquesas estendidas nos alpendres para as noitadas de São João e as festas da botada. O banguê é um pedaço bonito da nossa história. Pelo Brasil ele empunhou as duas armas: a da guerra e a do trabalho. E ainda hoje é uma escola do melhor heroísmo.
      E já se faz ouvir invadindo os canaviais, o eco de uma sirene estrangeira, sem beleza e sem poesia, para suprir o gemido nostálgico dos carros-de-bois. 

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DE OLHO NO PASSADO - A história do Bode Cheiroso, "eleito" vereador de Jaboatão dos Guararapes

No final da década de 1950, na cidade de Jaboatão dos Guararapes, em especial no distrito de Cavaleiro, surgiu pelas ruas um bode que pelo forte odor foi apelidado de Bode Cheiroso.
Bode Cheiroso, fama nacional nas páginas da revista O Cruzeiro. ***** À esquerda, na segunda foto, de cima para baixo, o bode  aparece ao lado do professor Benedito da Cunha Melo (1911-1981), poeta reconhecido nacionalmente, autor do Hino de Jaboatão em parceria com a pianista Nina de Oliveira. Benedito da Cunha Melo também é autor do Hino do Padroeiro Santo Amaro, em parceria com o Padre Chromácio Leão (1886-1951).
       O odor do bode era sentido a alguns metros, seu tamanho não tinha igual, mas apesar de tudo o povo do município de Jaboatão tinha um carinho especial pelo animal. 
     Conta a história que a população da cidade de Jaboatão estava indignada com o perfil dos candidatos a vereadores e, em protesto, resolveram votar em massa no Bode Cheiroso. E não deu outra: o Bode Cheiroso foi "eleito" com mais de 500 votos. O bicho não pode assumir o cargo porque foi considerado candidato nulo pelo TRE, Tribunal Regional Eleitoral. Naquela época se votava em cédulas e o povo escreveu "Bode Cheiroso" no lugar que era para colocar o nome do candidato. 

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BODE CHEIROSO 

Música de Elias Soares e M. Fernandes 
Intérprete: Luiz Wanderley  
Gravação da Chantecler - 1960


Olhe como é que pode 
Me diga doutor 
O diabo do bode ser vereador

Foi na eleição de jabotão 
Que o bode cheiroso se candidatou 
Quando foi na hora da apuração 
A maior votação o bode levou 

Veio o promoto falar com cheiroso 
E o bode manhoso estendeu a mão 
Chorou de emoção posou pras revistas 
E deu entrevista na televisão
E deu entrevista na televisão 
E deu entrevista na televisão


Olhe como é que pode 
Me diga doutor 
O diabo do bode ser vereador

No dia da posse houve reboliço 
Fogos de artifícios e no céu estrondou 
O bode chegou nos braços do povo 
De sapato novo, vestido a rigor 
Alguém perguntou, mas como é que pode 
O diabo do bode assim tão manhoso 
Tornar-se famoso, cobrir-se de glória 
É essa a história do bode cheiroso
É essa a história do bode cheiroso 
É essa a história do bode cheiroso
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Para ouvir a música clique:
https://www.youtube.com/watch?v=7DYXoMbLK2A
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PASSARELA CULTURAL recomenda uma visita ao Jaboatão Antigo 

SESSÃO NOSTALGIA – As confissões de Fernando Bandeira Diniz, coordenador dos concursos Miss Pernambuco Latina e Miss Brasil Latina



Na quinta-feira, dia 07, em sua página do Facebook, Fernando Bandeira Diniz, coordenador dos concursos  Miss Pernambuco Latina e Miss Brasil Latina, postou um depoimento sobre sua paixão pelo mundo Miss. Ao ler o texto, vi que ali estava um material muito interessante para a SESSÃO NOSTALGIA. Imediatamente, fiz contato com ele pedindo autorização para transcrever seu texto, no que fui prontamente atendido e autorizado. Agradecido ao Fernando, aqui estão suas  confissões, ilustradas com imagens de algumas misses citadas na matéria.  - Daslan Melo Lima

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   Como se constrói um sonho numa realidade

Fernando Bandeira Diniz

Fernando Bandeira Diniz

         O ano era 1962 ou talvez 1963, não tenho muita certeza, mas eu tinha entre cinco ou seis anos de idade e morava num pequeno apartamento no bairro de Boa Viagem, no Recife, com minha mãe e minha irmã, pois meus pais já eram separados naquela época. No mesmo prédio, morava também a Miss Pernambuco 1958, Sônia Maria Campos, com a mãe dela, salvo engano, Dona Vitória. A Sônia era muito famosa porque havia ficado em segundo lugar  no Miss Brasil e tinha concorrido ao Miss Mundo. Ainda lembro de um troféu enorme que ficava na sala do apartamento dela. A minha irmã, Fernanda, acabou ficando muito amiga de Sônia e até foi madrinha do seu casamento.

Sônia Maria Campos, Miss Pernambuco, vice-Miss Miss Brasil, sétimo lugar no Miss Mundo 1958. ***** Imagens O Cruzeiro e Diario de Pernambuco.
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           Nesse tempo televisão era artigo raro e eu costumava ver desenhos e novelas "pendurado" na varanda de um vizinho. Lembro de sofrer bullying por isso. Os meninos da vizinhança costumavam formar grupinhos e quando eu passava eles gritavam em coro, repetidas vezes: TUA MÃE NÃO TEM TELEVISÃO! Claro que me sentia humilhado, mas sem traumas, rsrsrs.  A minha vingança de menino era quando a Sônia voltava do trabalho (ela trabalhava como recepcionista da Aerolíneas Argentinas, no aeroporto do Recife) pois muitas vezes ela abria os braços para me dar um abraço e chamava: FERNANDINHO! Era a verdadeira glória para mim, rsrsrs, minha vingança, já que todos os garotos idolatravam a Miss, mas ela só falava e abraçava a mim.

As irmãs gêmeas Maria Elizabeth Ridzi (vice-Miss Guanabara 1966) e Ana Cristina Ridzi (Miss Guanabara e Miss Brasil 1966). ***** Revista O Cruzeiro
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      Em 1966 (eu tinha 9 anos) lembro do alvoroço que foi as gêmeas cariocas Ana Cristina e Maria Elizabeth Ridzi no Miss Guanabara e posteriormente Ana Cristina no Miss Brasil. Acho que foi aí que me apaixonei pelos concursos de miss. Em 1967, morando no Rio, vi pela primeira vez o Miss Brasil ao vivo, no Maracanãzinho, aí me apaixonei.

Martha Vasconcellos, Miss Bahia, Miss Brasil e Miss Universo 1968. ***** Revista Fatos & Fotos.
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      Lembro de ter fugido de casa para ir ver a chegada de Martha Vasconcellos no aeroporto do Recife. Deus, era muita gente. Como eu era pequeno (11 anos) me infiltrei por baixo das pessoas e consegui vê-la bem de pertinho. Acho que foi a minha primeira decepção no mundo miss. Sim, ela era bonita, mas talvez pelo ângulo que eu a estava vendo, e pelo penteado que ela estava, os meus olhos só conseguiam focar no seu pescoço, que achei enorme, rsrsrs. Claro que não é essa a visão que tenho dela hoje, pois acho-a lindíssima.

Vera Fischer, Miss Santa Catarina, Miss Brasil, Top 15 no Miss Universo 1969. ***** Revista Manchete.
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      Então veio o ano de 1969. Vera Fischer é eleita Miss Brasil. Claro, também fui esperá-la no Aeroporto do Recife após o Miss Universo e foi quando tomei um susto enorme ao vê-la. Meu Deus! Como podia existir uma mulher tão bonita e perfeita? Eu fiquei apaixonado, encantado com tanta beleza. Não precisa dizer que a partir daí acompanhei ano a ano os concursos de miss e tive várias alegrias assistindo-os. Até cheguei a desenhar e brincar centenas de vezes com as minhas mais de três mil misses desenhadas em meus concursos imaginários "misses de papel ".

       Em 1974, quando estava com 17 anos e era presidente do Grupo Jovem da Igreja de Boa Viagem, acabei convencendo o querido Padre Osvaldo a lançar uma Miss Grupo Jovem de Boa Viagem ao Miss Pernambuco 1974. O "argumento" era dar mais visibilidade ao grupo e dessa forma chamar mais jovens para o grupo. E para escolher a Miss me juntei a alguns jovens do grupo e percorremos por vários dias toda a orla da praia à procura da "Miss Perfeita". Acho que passamos mais de um mês procurando até encontrarmos: uma carioca perdida nas praias pernambucanas, rsrsrs. Pronto! Através de Rita de Cássia Dutra Monteiro (nossa miss) adentrei de verdade no mundo das misses; ia para os jantares, coquetéis, etc. do Miss Pernambuco 1974. Acho que foi aí que o amor pelas misses virou fanatismo (como eu vejo hoje em muitos jovens missólogos). A minha Miss que eu considerava a mais bonita ficou em quinto lugar no Miss Pernambuco daquele ano. Claro, como todo fanático, fiz um escândalo atrás da mesa dos jurados do concurso, rsrsrs. Isso num Ginásio com quase 20 mil pessoas. Fui retirado pelos seguranças do concurso.
       Ainda coloquei representantes de Boa Viagem nos anos de 1975, 1976, 1979 e 1981 no Miss Pernambuco e "minhas misses" sempre finalistas. A partir de 1982, deixei os concursos e acompanhei só pela televisão. 

Natália Araújo, Beleza Pernambuco, vice-Beleza Brasil 2004.
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         Só voltei em 2004, quando abrindo a coluna do João Alberto, do Diário de Pernambuco, vi uma foto enorme de uma candidata ao Miss Pernambuco 2004. Mais uma vez fiquei encantado. Ela era Natália Araújo, representante do município de Paulista. Algo me dizia que ela não ia ganhar o concurso, o que acabou acontecendo. Fiquei indignado. Naquela época fiquei sabendo, através do querido amigo Daniel Zimmermann, de um concurso que estava crescendo mais que todos os demais, era o Beleza Brasilque escolhia as representantes do Brasil para vários concursos internacionais, dos quais o principal era o Miss Terra, nas Filipinas, que também estava em plena ascensão. 

Priscilla Meirelles, Beleza Amazonas, Beleza Brasil e Miss Terra 2004.
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      O Beleza Brasil era brilhantemente administrado pela querida Vanea Rabelo, sem dúvida, a melhor coordenadora de concursos que conheci até hoje. Acabei me tornando coordenador do concurso Beleza Brasil em Pernambuco. Por que? O objetivo era exclusivamente indicar a Natália Araújo como Beleza Pernambuco. Fiz o convite. Ela não aceitou. E agora? Eu já havia assumido o compromisso e o jeito foi organizar o primeiro concurso Beleza Pernambuco no Recife. Abri as inscrições gratuitas, pois se cobrasse alguma coisa nenhuma garota iria se inscrever e, claro, contei com a ajuda de algumas pessoas do meio, como o estilista Ricardo de Castro, que me indicou algumas candidatas. Também contei com a ajuda do jornalista e colunista João Alberto do Diário de Pernambuco e que divulgou o concurso em sua coluna. E claro, o apoio irrestrito de Luiz Welter de Souza. O interessante foi que, quando já estávamos com umas seis candidatas, a Natália Araújo acabou se inscrevendo no concurso, rsrsrs. O juri, composto de ex-misses e missólogos, escolheu exatamente ela como Beleza Pernambuco 2004. No Beleza Brasil 2004, ela conquistou o vice em Belo Horizonte, perdendo para a linda Priscilla Meirelles-Estrada, eleita Miss Terra 2004 nas Filipinas.

Williana Siqueira, Miss Brasil Latina, terceira colocada no Miss América Latina del Mundo 2009.
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       Ainda participei do Beleza Brasil até 2008 quando a Vanea passou o concurso para José Alonso e ele o transformou em Miss Terra Brasil. Eu acabei sendo presenteado pela Vanea com a franquia do Miss América Latina del Mundo, e em 2009 enviamos a nossa primeira candidata, a linda Williana Siqueira, que conquistou o terceiro lugar para o nosso Brasil.

Júlia Guerra, Miss Rio Grande do Sul Latina, Miss Brasil Latina, Miss América Latina del Mundo 2013.
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          De lá pra cá, dez anos de concurso, sempre colocando o nosso Brasil entre as finalistas, e com um título de Miss América Latina del Mundo 2013, a lindíssima Júlia Guerra. O engraçado é que muitos amigos me perguntam por qual motivo ainda faço o concurso, mesmo sem patrocínio, pagando carnê quase o ano inteiro para comprar a passagem da vencedora para o internacional, recebendo muitas vezes críticas e até muitas ingratidões? Acho que se você conseguiu ler esse texto enorme até o fim, com certeza sabe a resposta. Porque não existe nada que valha mais a pena do que a realização de um sonho. Abraço à todos!

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