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SEJA BEM-VINDO ! SEJA BEM-VINDA! VOCÊ ESTÁ NO BLOG PASSARELA CULTURAL, a sua revista on-line semanal, fundada em 02/07/2004. ***** Esta é a edição nº 741, referente ao período de 1º a 07 de março de 2019. ***** Editor: Daslan Melo Lima - Timbaúba, Pernambuco, Brasil. ***** Contatos : (81) 9-9612.0904 (Tim / WhatsApp). E-mail: daslan@terra.com.br

domingo, 24 de março de 2019

DE TIMBAÚBA PARA O MUINDO - De olho no dia a dia


PASSAGEM EM MARÇO


No Carnaval do ano passado, ele chegou na praça com seu porte altivo e sereno, trazendo na cabeça um arranjo verde e amarelo. Pedi para fotografá-lo sem saber que seria a primeira e última foto que faria do senhor Plácido Alexandre de Albuquerque, um dos moradores mais antigos do meu bairro.

          Há meses acometido de uma enfermidade grave, ele não teve ânimo para apreciar o carnaval deste ano. "Seu" Placinho partiu para a Grande Viagem na madrugada deste sábado de março de São José e das águas fechando o verão. 

          Para minhas amigas Patricia, Paula, Polyne e Pollyana, frutos do amor incondicional da inesquecivel Iraci por Plácido, os meus sentimentos e a certeza de que a existência segue e se renova envolta nos mistérios da vida e da morte. 

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Daslan Melo Lima, março de São José, em Timbaubinha, Timbaúba, Pernambuco, 23/03/2019.

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DILEMA LUNAR


Não sei se a Lua deseja descer para cheirar as flores ou se as flores desejam subir para abraçar a Lua. Talvez a Lua esteja cansada de desfilar solitária, soberana, majestosa e nua. Talvez as flores estejam cansadas de serem usadas para enfeitar a vida e a morte. 
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Daslan Melo Lima, após pausa para fotografar a Lua na Rua Zulmira de A. Borba, bairro de Timbaubinha, Timbaúba, Pernambuco, 20/03/2019.
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C'EST LA VIE





Ontem à tarde, acompanhei o cortejo fúnebre de dona Marina, 90 anos de idade, mãe do meu amigo Severino Joaquim, à esquerda. Nesta noite de sábado, no Imperial Buffet, em Itabaiana, Paraíba, encontrei Joaquim na festinha de aniversário de um ano de vida de Maria Laura, filha do nosso amigo Márcio Apolinário, à direita.

          Um amigo e sua dose de melancolia, diante da Grande Viagem de um ser amado que foi cumprir uma nova missão em outra dimensão. Um outro amigo com sua dose de alegria, diante de um ser amado com uma estrada ainda a percorrer. 

        Vem na minha mente uma expressão famosa que gosto muito: "C'est la vie." Assim é a vida, dizem os franceses. 

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Daslan Melo Lima, meditando sobre os mistérios da vida e da morte, em Timbaúba, Pernambuco, 16/03/2019.
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E POR FALAR EM CULTURA



Após a solenidade de posse da diretoria da subseccional da OAB-PE em Timbaúba, pausa para uma foto. Eu (presidente da Comissão de Cultura), Antônio Apolinário (presidente da subseccional) e Jefferson Leal, ( vice-presidente da Funjader, Fundação Jader de Andrade).

       O assunto é complicado, quando se fala em cultura neste planeta conturbado, pois o Ser, na maioria das vezes, é relegado a segundo plano, em nome do Ter.

     Uma citação de Wiil Durant (1885-1981) filósofo, historiador e escritor estadunidense, permanece atemporal: "Os homens estão mil vezes mais preocupados em ficarem ricos do que adquirirem cultura, embora seja inteiramente certo que aquilo que um homem é contribui mais para sua felicidade do que aquilo que ele tem."
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Daslan Melo Lima, na Câmara Municipal de Vereadores de Timbaúba, PE, 13/03/2019.

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ADEUS, "EMBAIXADOR DO SENEGAL" 



O ano era 1995. Eu trabalhava na agência do BNB, Banco do Nordeste do Brasil, e, na condição de Agente de Desenvolvimento da instituição, acompanhava uma delegação da ONU que tinha vindo de New York para conhecer algumas ações do banco e do PNUD, Programa de Desenvolvimento das Nações Unidas, na região. 
          Ao chegarmos no palanque de um evento, algumas personalidades já estavam nos aguardando. Entre elas, José Francelino da Silva, o Zezinho Muá, cliente do banco, que lidava com um "brechó", pequena fábrica de calçados.
         Eu estava acostumado a ver Zezinho vestido de forma informal e soltando sua risada generosa, espontânea e contagiante. Mas ali ele parecia outro, formal e sério. Não o reconheci de imediato. Pensei que se tratava de uma autoridade africana que tinha vindo com a comitiva. Quem sabe se não seria o embaixador do Senegal. Minutos depois, vi que se tratava de Zezinho Muá.
         Depois disso, e pelos anos que se seguiram, eu recordava a cena todas as vezes que me encontrava com ele, provocando gargalhadas por parte do "embaixador."
        Zezinho, que gostava de cumprimentar as pessoas com a saudação "Criatura de Jesus" / "Zezinho Muá, na terra, no céu, no ar",  partiu para a Grande Viagem na manhã deste domingo, deixando a cidade consternada. Um desastre de moto apagou o riso do homem bom, simples e otimista, que estaria completando 77 anos de idade amanhã, dia 11. Com certeza, algum dos mundos fantásticos do Pai, para onde ele foi cumprir uma nova missão, estava precisando muito da risada generosa de Zezinho Muá.
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Daslan Melo Lima, no segundo domingo de março/2019, em Timbaúba, Pernambuco, 10/03/2019

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SESSÃO NOSTALGIA – Adalgisa Colombo, Miss Brasil 1958, irreverências e borbulhas de champanhe


Daslan Melo Lima

Adalgisa Colombo 

Está prevista para o próximo mês, na Globo e no Gloplay, a estreia da minissérie Se  eu Fechar os Olhos Agora, escrita por Ricardo Linhares, com direção artística de Carlos Manga Jr, inspirada no livro homônimo de Edney Silvestre. A atriz Mariana Ximenes viverá o papel de Adalgisa Colombo (1940-2013), Miss Distrito Federal, Miss Brasil e vice-Miss Universo 1958.


                            Adalgisa Colombo, Miss Brasil 1958

         No livro “Feliz 1958 – O Ano Que Não Devia Terminar”, de Joaquim Ferreira dos Santos, Editora Record – Rio de Janeiro – 1997, há  várias revelações que dizem muito da personalidade irreverente da carioca Adalgisa Colombo, a manequim da Casa Canadá que se tornou um ícone da beleza brasileira.


       “Fui a primeira miss produzida em laboratório da história. Eu sabia que não tinha os olhos azul-turquesa da Marta Rocha: precisava inventar um diferencial, uma armação que superasse as outras. ”
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        “O maquiador oficial do concurso enchia de pancake as pernas de todas as candidatas, para esconder imperfeições. Aquilo dava um tom horrível à pele, morto. Deixei que o maquiador fizesse o trabalho, mas antes de desfilar fui ao banheiro e tirei tudo, no lugar coloquei óleo Johnson. Deu brilho, sensualidade, um aspecto mais saudável e atraente. ”
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    “Para que as pernas ficassem mais compridas ainda dei uma cavadinha no saiotezinho do maiô. Não era uma peça inteiriça como as de hoje. Vinha com um meio saiote para não deixar muito definido o desenho do sexo da mulher. Com a cavada, a sexualidade também ficou mais evidente e agressiva. ”
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     “As misses adoravam o cabelão nos ombros porque dava um clima mais romântico. Eu desfilei de coque. Era a maneira de valorizar o pescoço, uma parte muito sensual do corpo, e também os ombros. ”
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     “Um dos momentos mais tensos do desfile é quando a candidata vai ao microfone. Desde o ano anterior eu já estava trabalhando na Rádio Globo, com um programa de entrevistas, que era uma maneira de me preparar para o concurso. Me saí bem no teste do microfone, embora tenha sido um pouco agressiva no discurso. Disse que cada um devia se comportar do jeito que a educação lhe recomendasse. ”
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      “Pela primeira vez o concurso tinha uma diretora de desfile, a Maria Augusta, da Socila, uma casa de curso de etiqueta que estava começando naquele ano. Só que eu era uma profissional de desfile, desfilava no estilo francês, e a Maria Augusta inventava umas coisas muito estranhas pras misses. Umas rodadinhas, uns pivôs, que faziam a arquibancada vibrar, mas muito cafonas. Me recusei a fazer as marcacões dela. Desfilei como se estivesse na Canadá.”
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         Adalgisa tinha 1,65m de altura, 56 quilos, 89cm de busto, 61cm de cintura, 21 de tornozelo e 89 de quadris, além de todos aqueles truques que já vimos, mas o concurso de Miss Brasil exigia mais. Exigia uma avaliação, digamos, intelectual das moças nos bastidores. Os juízes passavam por elas e faziam perguntas de conhecimentos e sagacidade gerais. Adalgisa ainda se lembra do momento em que foi sabatinada por Nazaré.
      - "Se o fecho-ecler do seu vestido abrisse no meio do desfile, o que você faria?" – perguntou o ilustre costureiro. Adalgisa de início boquiabriu-se, depois pasmou-se. Enfim respondeu: - "Deixaria aberto, Nazaré. Decotado ficaria bem melhor.''  
       Ouçam o discurso que ela    fez, em inglês, of course, para Robert Kealer, o prefeito de Long Beach, a quem acabara de entregar um chapéu de cangaceiro: “Dizem que este chapéu foi usado por um pistoleiro chamado Lampião, que nossa policia militar matou no interior do Brasil. Mas não tenha medo, senhor prefeito, como o senhor vê, a cabeça dele não foi alvejada, somente o corpo. Coitado! Parecia um paliteiro.”
     Depois das gargalhadas, Adalgisa pediu que Kealer desse uma voltinha. Por alguma associação de imagens, lembrou do prefeito carioca, Negrão de Lima, que usava uma piteira toda empertigada e um chapéu gelô. “O senhor é elegante como o prefeito da minha cidade”, encantou Adalgisa. Virando-se para  a plateia americana, ela encerrou no mesmo tom. “Colombo descobriu vocês. Espero que agora vocês descubram a Colombo."


      Os organizadores do Miss Universo levavam as misses para um tour por Hollywood, sempre uma boa oportunidade de fotos para as revistas e, quem sabe, um romance consagrador para alguma moça. Adalgisa já estava comprometida com um empresário e alto funcionário da embaixada americana. De repente, um dos atores, o mais paparicado de todos, virou-se incomodado para aquela moça blasê. 
- Você não vai me pedir um autógrafo?
- Quem é você?
- Eu sou Hugh O’Brien, o Wyat Earp. Todo mundo me conhece.
 - Nunca ouvi falar, mas escreve aqui.
      O rapaz, que só faria sucesso no Brasil a partir do ano seguinte, com a mesma série, subitamente animou-se e tascou lá o autógrafo no papelzinho. Acreditem no que vem em seguida, porque aconteceu e está sendo contado aqui por primeira vez – e pela própria autora da façanha. “Eu pequei o papelzinho e piquei tudo bem pequenininho na cara dele" – relembra Adalgisa gargalhando. - "Onde já se viu homem tão convencido!"

      Evidentemente, nem todos estavam preparados para tanta autossuficiência. Pelo menos um dos juízes do Miss Universo confessou que foi por aí, por causa dessa arrogância, que o júri preferiu dar o título à colombiana Luz Marina, deixando Adalgisa com o segundo lugar. Foi o desenhista Vargas, famoso pelos desenhos de falsas pin-ups no início da Playboy americana. "Adalgisa perdeu porque deixou a naturalidade de lado"admitiu Vargas. Marta Rocha já tinha perdido porque tentara imitar os gestos e o andar de Marilyn Monroe. Agora é a vez de Adalgisa. Ela desfilou como se fosse a Gisa, modelo internacional. Não pode. A Miss Colômbia era mais espontânea e acabou ficando mais bonita com isso.
     Vargas queria mulheres de papel. Adalgisa era difícil de dobrar.

A recomendação de Adalgisa Colombo para Sônia Maria Campos, 
Vice-Miss Brasil 1958

Sônia Maria Campos
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Sônia Maria Campos e Adalgisa Colombo
Fotos de Gervásio Batista Manchete, Ano 6, nº 325, 12/07/1958
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          Ainda do livro de Joaquim Ferreira dos Santos: Em 1958, segundo a reportagem de Luís Edgar de Andrade, texto, e Indalécio Vanderley, foto – uma das duplas de ouro do incrível escrete de O Cruzeiro - , a grande concorrente de Adalgisa foi a morena Sônia Maria Campos, Miss Pernambuco, dona de grandes predicados físicos e que ainda por cima, como se não bastasse tal glória, “lê Shakespeare no original”. Sua eleição em Recife tinha ganhado contornos antropológicos: as adversárias, apesar do sotaque arretado da gota, eram todas louras. Foi preciso que Gilberto Freyre, com seu zelo genético, saísse de Apipucos para discursar veemente contra a excentricidade.
         Sônia tirou o segundo lugar no Miss Brasil, o que lhe dava o direito de disputar o concurso Miss Mundo em Londres. Antes de viajar, está em O Cruzeiro, Adalgisa lhe fez uma recomendação muito catita: - "Não deixe de ir à Holanda. Lá tem as tulipas, e as vaquinhas no inverno vestem um casaquinho abotoado na cintura.”

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Mariana XimenesFoto: Maurício Fidalgo / TV Globo

          “Ela tem um humor ácido e preciso, tem uma sagacidade absurda, mas, ao mesmo tempo, tem uma amargura bem profunda, mas que ela não revela. Tem tiradas absolutamente inteligentes. É uma mulher irreverente e se expressa desta forma na hora de se vestir, no cabelo, na maquiagem, nas unhas e na própria atitude. A Adalgisa é como borbulhas de champanhe”, ressaltou Mariana Ximenes sobre sua personagem ao gshow.globo.com

        Espero que a minissérie Se eu fechar os Olhos Agora focalize com fidelidade a personalidade e a trajetória de Adalgisa Colombo, Miss Distrito Federal, Miss Brasil e Vice-Miss Universo 1958, entre irreverências e borbulhas de champanhe.

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segunda-feira, 25 de fevereiro de 2019

Na embriaguez do Frevo

        

        Do céu parecia cair uma chuva copiosa e multicolorida de pingos d'água de felicidade. Meu carnaval já começou ao lado de amigos e amigas da minha atividade física Treinamento Funcional, jno bloco AABB na Folia. 
        De mãos dadas com o vento, começamos cantando "Voltei Recife", de Luiz Bandeira. "...Quero sentir a embriaguez do frevo, que entra na cabeça depois toma o corpo e acaba no pé".
       Na terra do Frevo, Patrimônio Cultural Imaterial da Humanidade, a simples alegria de se embriagar com Frevo representa possuir um patrimônio pessoal de inexplicável felicidade.
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Daslan Melo Lima
Praça do Centenário, Timbaúba, Pernambuco, 22/02/2019
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PELA PRIMEIRA VEZ
A Lua Cheia desfila solitária, majestosa, soberana e nua. Alguns casais estão encantados,  como se estivessem assistindo ao espetáculo pela primeira vez.  Diante do show dirigido por Deus também fico encantado, como se estivesse assistindo ao espetáculo pela primeira vez. 
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Daslan Melo Lima, em noite enluarada, na Praça José Lins do Rêgo,.
Timbaúba, PE, 20/02/2019
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ENQUANTO A CHUVA CAI
Em seus seis meses de vida, "Nikita" ainda não tinha visto tanta chuva como a que cai nesta segunda-feira do verão pernambucano. Assustado, ele corre para o meu colo. Enquanto se aquieta, faço uma selfie e esqueço de fazer ao vento algumas perguntas sem respostas. Um cão tem o mistério de deixar de ser cão para ser um anjo que nos acompanha. 
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Daslan Melo Lima
Timbaúa, PE, 18/02/2019
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DE TIMBAÚBA PARA O MUNDO - Bloco As Piruas 2019


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PIRUAS 2019 - Faz 28 anos que vi nascer o irreverente bloco As Piruas (sic, assim mesmo, Piruas com a letra "i" ). Composto por jovens da sociedade pernambucana de Timbaúba, que usam looks femininos no domingo pré-carnavalesco, todos de olho no título de Miss Pirua. 
        Há mais de duas décadas que contribuo com o bloco, coordenando a escolha da "miss". Na foto, o Top 3 do Miss Pirua 2019: Jhamerson Lenno, primeiro lugar; ladeado por Rodrigo Manoel, segundo; e Lucas Bezerra, terceiro colocado. 
          Os prêmios das "misses", modestos em termos materiais, são valiosos pelas gratas recordações que ficarão. O prêmio maior é para mim, que dou gargalhadas diante das atitudes irreverentes da juventude: um baú invisível de inspirações.
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Pausa na frente da Prefeitura Municipal para a tradicional foto em grupo. 
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Rivaldo e Nazaré, um dos casais mais queridos da sociedade timbaubense, assistiram ao desfile nas imediações do Viaduto do Açúcar. 
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Jamilton Andrade entrevista o empresário Zezinho, uma das "piruas" pioneiras que marcaram presença.  
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Jefferson Kennedy e Edvaldo Melo, personificando a dupla Mateus e Catirina, ladeando o porta-estandarte das Piruas.   

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FOLIA APROVADA. ASSIM SEJA - Faço parte da multidão que acompanha o bloco carnavalesco. Paro para clicar uma foto e tenho a impressão que estou diante de uma procissão. O monumento de Nossa Senhora das Dores parece um andor sendo carregado pelas pessoas. 
Faço parte da multidão que adora Carnaval. Paro para beber uma dose de misticismo e poesia. Imagino que Nossa Senhora das Dores, a quem chamo "Nossa Senhora das Dores, dos Amores e Desamores", aprova a folia. Assim Seja. 
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Jhamerson Lenno, Miss Pirua 2019, ladeado pelos pai Joelson Souza, ex-pirua, e a mãe Simone Barbosa

Após a premiação do Top 3, desço com as piruas do trio elétrico.  Familiares, amigos e fãs das "misses" estão ansiosos para abraçar os jovens. Enquanto isso, o hino do bloco, composição de Artur de Moura Apolinário, o Dr. Mourinha, ecoa pelos quatro cantos de Timbaúba. " Pi - pi - pi - pirua, / eu quero ser pirua. / Neste carnaval, vou me fantasiar de pirua infernal. / Pirua.  /// Quero beber, / quero cantar, / quero brincar para os males espantar. Pirua."
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RINDO DAS PROBABILIDADES


De repente, na concentração do bloco As Piruas (sic, assim, com a letra "i"), o momento ficou mais interessante com a presença da dupla Mateus e Catirina, personagens ricas do fantástico folclore brasileiro. 
        Na pele dos atores Jefferson Kennedy e Edvaldo Melo, Mateus e Catirina espalharam carisma, descontração, cultura e risadas.
        Enquanto posava para a foto, lembrei-me de uma citação do poeta americano Charles Bukowski: "Estamos aqui para rir das probalidades e viver nossa vida tão bem que a Morte vai tremer para nos levar." 

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PASARELA CULTURAL parabeniza Sandro Cesar Barbosa, presidente do bloco As Piruas, pela determinação em manter viva a tradição da agremiação. 

SESSÃO NOSTALGIA - Adriana Zselinszky, Miss Rio Grande do Sul 1980, o sonho de ser capa de revista


Daslan Melo Lima


Adriana Zselinszky, Miss Rio Grande do Sul 1980 - Foto: Revista Manchete.
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        Aquela menina linda, gaúcha de Porto Alegre, sempre chamou a atenção de todos. Aos 13 anos de idade, começou a desfilar e mais tarde tornou-se Miss Rio Grande do Sul e quarta colocada no concurso Miss Brasil 1980. Estou falando sobre Adriana Zselinszky, que se tornou um ícone da beleza brasileira, um dos mais belos rostos da história do Miss Brasil.  
       Sua imagem ilustrou várias capas de revistas. Muito apegada à família, não foi fácil manter a carreira de modelo até os dias atuais.   

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Adriana Zselinsky, capa da Cláudia


“Desde criança, quando ainda morava em Porto Alegre, olhava CLAUDIA e outras revistas e tinha o sonho de ser capa. Com 16 anos, me inscrevi em um concurso para aparecer na da antiga NOVA (hoje COSMOPOLITAN) e fui escolhida. Mas meus pais não me deixaram fazer a foto. A profissão de modelo não era bem vista. Só pude me mudar para São Paulo depois de me formar e casar, aos 19 anos.
Queria muito trabalhar na indústria da moda e faria o que precisasse para conseguir. Apesar de haver menos agências, os cachês serem menores e existir o medo do desconhecido, não via as dificuldades como barreiras. Nem quando tive o primeiro filho, Brian, aos 25, deixei a profissão. Morava na Alemanha e trabalhava bastante por lá, mas queria Brian sempre perto de mim.
No início, dizia ao pessoal do estúdio que fazia questão de estar ali com minha família . As pessoas achavam que isso tiraria meu foco. Não concordava, simplesmente ficava feliz em ter minha família a meu lado. Decidi, então, levá-los escondidos em várias das minhas viagens. Era uma aventura. Dava um jeito de fugir depois das sessões de fotos para ficar com os dois – e voltava cedinho no outro dia para o hotel onde estava hospedada toda a equipe.
Quando o Oliver nasceu, eu tinha 29 e já retornara ao Brasil. Então, foi um pouco menos complicado manter todos juntos. Não posso dizer que é simples conciliar os papéis de mãe, esposa e profissional, mas sempre dei um jeitinho. Eu me apaixonei tanto por esse universo que continuo inserida nele. Hoje sou diretora executiva de moda e, apesar de ter diminuído o ritmo, ainda não parei de fazer fotos.
É difícil parar quando gostamos muito do que fazemos. Mulheres de 30 anos se acham velhas para atuar como modelo. Será que são? Olhando para trás, continuei trabalhando bastante até quando já tinha filhos. Acredito ser mais uma questão de se sentir bem consigo mesma. Aí, sim, você passará sua beleza com verdade. ”
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10/04/2018

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Adriana Zselinsky, Miss para sempre Miss

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Imagens: Facebook
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Como descrever tanta beleza? 





Outro dia, Leite Ferrer, cabeleireiro e missólogo cearense, enviou-me a foto acima perguntando como eu descreveria tanta beleza. As palavras fugiram, enquanto meus pensamentos voaram para 1980, quando Adriana Zselinsky conquistou o quarto lugar no Miss Brasil. 
    Como descrever tanta beleza? Não sei, Leite Férrer, mas vou deixar aqui um trecho de uma crônica da sua conterrânea Rachel de Queiroz (1910-2003), publicada na revista O Cruzeiro, de 30/07/1955, e dedicada à Emília Corrêa Lima, Miss Ceará, Miss Brasil 1955.  
"Tudo são dons, dons gratuitos, que se recebem da fonte de todos os dons. Valerão eles menos por isso? E a beleza, entre os dons, é o mais alto de todos: o maior elogio que se pode fazer a uma realização, a uma paisagem, a um poema, é dizer que são belos. Por que a beleza é a coroa que os completa. Nem a virtude se concebe sem beleza, nem a divindade. (...) Porque a beleza é como um selo de Deus."
      Para conferir a crônica completa da Rachel de Queiroz,  clique neste link:    http://passarelacultural.blogspot.com/2013/03/sessao-nostalgia_7120.html


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Radicada em São Paulo, esposa do gaúcho Gilberto Haider, fashion photographer na Gilberto Haidfr Studio, mãe de Brian e Oliver, Adriana Zselinsky Haider conta tudo sobre fama, glamour e dificuldades 
em entrevista a Marinez Manflin. Vide: 

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domingo, 17 de fevereiro de 2019

Salve Deus. Salve. Salve

  
O automóvel em que me encontro precisa dos serviços de uma borracharia. Há várias no roteiro, inclusive uma com o nome singular de "Salve Deus", sob uma árvore frondosa, onde me sento para relaxar. 
       Na rua movimentada, imediações do Hospital das Clínicas, a denominação da borracharia passa uma mensagem subliminar: "Salve Deus". 
      Imagino a irradiação positiva do nome alcançando e beneficiando os que se dirigem ao hospital em busca de solução para seus males. Basta uma pausa para mentalizar e deixar que ele tome conta do corpo, da mente e da alma. Salve Deus. Salve. Salve. 
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Daslan Melo Lima. Cidade Universitária, Recife, Pernambuco.
17/02/2019
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Além do Sonho

Tenho sempre a impressão que, desde meu tempo de garoto na minha alagoana São José da Laje, até o momento, vivi mais tempo num mundo de sonhos do que no planeta Terra. 
      Levei o menino que um dia eu fui para "Além do Sonho", espaço gourmet de nome encantador para um sonhador. Eu e ele adoramos. Não poderia ser diferente. Já dizia William Shakespeare: "Somos do mesmo material do que se tecem os sonhos, nossa pequena vida está rodeada de sonhos." 
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Daslan Melo Lima, administrando sonhos em Carpina, Pernambuco.
14/02/2019
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Bibi Ferreira, ao Encontro com Deus


A grande dama do teatro brasileiro se foi, enquanto tentamos entender os mistérios de um ano que começou apenas há 44 dias. 
      Ficou seu perfume, através do depoimento profundo que deu um dia: "O que eu gosto muito num palco é que eu estou inatingível. Quando estou num palco ninguém me toca. É um momento só meu. Um momento em que não vou ser interrompida. Estou ali só para dar. O que eu puder dar, eu dou. É o momento da criação. Da comunhão. É muito bonita esta comunhão palco e plateia. É o momento em que, através de vocês, eu me encontro com Deus." 
     A verdadeira Luz estará conduzindo Bibi na Grande Viagem para cumprir outra missão, num dos fantásticos mundos do Pai. Amém. Assim Seja.
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Daslan Melo Lima, em Timbaúba, PE, enquanto chove lá fora.
13/02/2019
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Pela BR-408

Paro à margem de um trecho da rodovia, a fim de admirar as obras de barro dos artesãos de Tracunhaém. A figura de uma águia é a que me desperta mais atenção. 
      Aproximo-me em clima de oração e recito em silêncio um dos meus versículos bíblicos favoritos, aquele do Livro de Isaías, 40:31: "Os jovens se cansam e se fatigam e os moços de exaustos caem, mas os que confiam no Senhor renovam suas forças, voam com asas como águias, correm e não se cansam, caminham e não se fatigam." 
       Deixo o local de alma leve, e renovado prossigo minha viagem pela BR-408. 
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Daslan Melo Lima. Tracunhaém, Pernambuco.
12/02/2019

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