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SEJA BEM-VINDO ! SEJA BEM-VINDA! VOCÊ ESTÁ NO BLOG PASSARELA CULTURAL, a sua revista on-line semanal, fundada em 02/07/2004. ***** Esta é a edição nº 728, referente ao período de 18 a 24 de agosto de 2019. ***** Editor: Daslan Melo Lima - Timbaúba, Pernambuco, Brasil. ***** Contatos : (81) 9-9612.0904 (Tim / WhatsApp). E-mail: daslan@terra.com.br

segunda-feira, 19 de agosto de 2019

Além do Arco-íris

Abro a porta na manhã fria e me surpreendo com um arco-íris na frente da minha casa. Todos os meus vizinhos ainda dormem. Estou só na minha rua. Agradeço a Deus e aplaudo.
Enquanto tiro fotos para eternizar o instante, o menino que fui, e que não me larga, canta "Over the Rainbow", aquela música que Judy Garland interpretou no filme "O Mágico de Oz".
"Um dia vou fazer um pedido para uma estrela
e acordar bem além das nuvens, 
onde problemas se derretem como gotas de limão acima das chaminés.
Se felizes passarinhos azuis voam para além do arco-íris,
por que, por que eu também não posso?"
 

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Daslan Melo Lima 
Timbaúba, PE
16/08/2019
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DE TIMBAÚBA PARA O MUNDO - Paulo Eduardo, rumo à Austrália para fazer doutorado em Engenharia Aeronáutica



>>>> Filho de Rosemberg e Fabiana Andrade Lima Vasconcelos, neto do Dr. Marcos e Matilde Vasconcelos, a trajetória de um estudante exemplar.  


       Sou um homem do campo. Cresci numa granja em Nazaré da Mata, interior de Pernambuco, onde estudei até os 12 anos de idade no colégio Damas Santa Cristina. Foi lá que formei minha personalidade e reconheci a importância dos estudos. Meu pai largou a escola no ensino fundamental, e minha mãe só concluiu o ensino médio; porém, eles sempre me apoiaram a estudar, me dando oportunidades que não tiveram.
      No meio do ensino fundamental, percebi que teria melhores oportunidades acadêmicas em Recife, e assim eu e meu irmão, que tinha 14 anos na época, mudamos sozinhos para a capital para viver uma nova aventura no Colégio GGE. Lá, comecei a participar de olimpíadas científicas, como as de Física, Química, Matemática e Astronomia. Não demorou muito, e logo comecei a me destacar na nova escola e a acumular medalhas nessas competições, chegando a participar até em eventos em outros estados. Tendo contato com outros alunos do país, descobri que era possível se candidatar para estudar no exterior, algo que eu sempre queria.
      Então, me candidatei para universidades nos Estados Unidos, e por fim, resolvi estudar na Arizona State University (ASU), que me ofereceu uma bolsa de estudos parcial em razão da minha performance nas olimpíadas do conhecimento. Embora já tinha passado em Engenharia na Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) desde o primeiro ano do ensino médio, queria ter uma experiência no exterior, justamente para sair da minha zona de conforto e estar aberto a maiores oportunidades acadêmicas. Então, em agosto de 2015, me mudei para Phoenix, capital do Arizona, nos EUA, para estudar Engenharia Aeronáutica e viver os 4 anos mais intensos da minha vida. Minha universidade, a ASU, recebe anualmente cerca de R$ 2.5 bilhões em investimentos em pesquisa, e possui professores com prêmio Nobel, diretores da NASA, chefes de engenharia da Forca Aérea Americana e executivos de empresas renomadas como a Boeing. São 70.000 alunos de 142 nacionalidades na ASU, formando uma comunidade altamente multicultural.
       Na ASU, tive várias dificuldades: barreira da língua no começo, falta da família, situação financeira, cotidiano puxado. Dos 4 anos, trabalhei e estudei ao mesmo tempo durante os três últimos deles. Então, além dos estudos e cadeiras difíceis, tinha que trabalhar 20 horas por semana como mentor. A universidade também me deu a oportunidade de fazer pesquisas na área de aerodinâmica computacional, e com isso, movi um passo à frente, e fui estagiar em Toulouse, na Franca, no Instituto Francês de Aeronáutica e Astronáutica, uma referência mundial da aviação, que inclusive presta serviços para a Airbus e o CNES, a NASA francesa.
       Depois desses 4 anos, saio da ASU com uma média (GPA) de 4.18 de 4.00, mais do que a média máxima, me formando em Engenharia Aeronáutica com Summa Cum Laude, a maior honraria de graduação. Devido à excelente classificação, irei fazer direto o doutorado na  Austrália,  em Engenharia Aeronáutica, na área de Aerodinâmica Hipersônica,  para desenvolver aeronaves e foguetes com velocidade superior a Mach 5 (cinco vezes mais veloz que o som). A meta agora não é só conectar a Terra com meios de transportes mais eficientes e velozes, mas também garantir a evolução da humanidade com a exploração espacial e a colonização humana em outros planetas. 

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Daslan Melo Lima
Página de Comportamento
Revista TIMBAÚBA EM FOCO, julho/2019, Edição 99.


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DE OLHO NO PASSADO -

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SESSÃO NOSTALGIA -

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sábado, 10 de agosto de 2019

Azul é o céu! Azul é o mar!

Acordei cedo. 
A primeira postagem que li no Facebook foi de Josenira de Albuquerque Silva (Josenira Degroot), minha ex-professora de Português, eterna Miss São José da Laje. 
Em Maceió, diante da praia da Sereia, ela digitou:
"Tudo faz infinitamente barulho na madrugada. Principalmente os nossos sentimentos."
Sim, tudo faz infinitamente barulho na madrugada,

principalmente as nossas emoções inacabadas.
O azul desta manhã de sábado
leva minh'alma para os antigos pastoris
dos natais da minha terra natal.
Azul é o céu!
Azul é o mar!
Josenira é a rainha
que nós vamos coroar!
Grato a Deus pelo azul desta manhã de sábado.
Josenira tem um mar de almirante, 
ideal para navegar, 
e eu tenho um céu de brigadeiro,
ideal para voar.

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Daslan Melo Lima
Timbaúba, PE
10/08/2019
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DE TIMBAÚBA PARA O MUNDO - Memórias da Incal, o exemplo que ficou


>>>>> A empresa de calçados competia em igualdade de condições com os mais renomados fabricantes do país.

Banorte Jornal, setembro de 1986. Acervo: Melo Lima/Passarela Cultural 
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Era setembro de 1986. O extinto Banorte, Banco Nacional do Norte, tinha uma filial funcionando na rua Dr. Alcebíades, centro. A instituição financeira produzia uma publicação mensal chamada Banorte Jornal. Em página inteira, uma reportagem de grande repercussão contava a história de sucesso da empresa Incal, Indústria de Calçados Ltda, fundada em 1976, dirigida por João Alves de Albuquerque (1943-2004), com o apoio da sua esposa Maria do Socorro Alves de Albuquerque (1946-2018), dos filhos Flávio Roberto e Fabiana e do sócio José Gerson do Nascimento.
      A Incal desfrutava de posição privilegiada no mercado brasileiro. Desde sua fundação, tinha procurado oferecer mão de obra ao operário residente em Timbaúba e imediações, oferecendo cursos especiais a seus funcionários, com a finalidade de formar bons profissionais. Possuía um capital estimado em 6 milhos de cruzados, moeda da época. Um dos sucessos da empresa era a sua diversificada linha de calçados. Propiciava emprego a mais de 250 pessoas e fabricava mais de 2.000 pares de calçados diários. Eram números fantásticos, para quem começou com apenas 20 empregados e uma produção de 200 pares de calçados por dia.
      Por considerar que tinha feito muito em apenas 10 anos, João Alves de Albuquerque se sentia feliz, principalmente porque os seus objetivos tinham sido alcançados. Declarou ele naquele setembro de 1986, há 33 anos: “Quando iniciei esta pequena fábrica, tinha um só propósito: vencer, sem pisar em ninguém e sem faltar jamais com a honra de um compromisso firmado. ”
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Matéria postada na página de História da revista TIMBAÚBA EM FOCO, edição número 99, julho/2019.

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SESSÃO NOSTALGIA - Sandra Guimarães, Janeta Eleomara e Mariza Sommer, aquele Top 3 do Miss Brasil 1974

Daslan Melo Lima



Fatos e Fotos, 17/06/1974, Nº 669, Ano XV
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            Era a segunda vez que o concurso Miss Brasil seria realizado no Ginásio Presidente Médici, em Brasília, desde que tinha deixado de ser a maior atração do Maracanâzinho, no Rio de Janeiro, em 1972, após anos de muito sucesso. Entre as vinte e sete candidatas ao título, três delas foram as mais fotografadas, como se os jornalistas tivessem prevendo que estariam no Top 3: Sandra Guimarães de Oliveira, Miss São Paulo;  Janeta Eleomara Hoeveler, Miss Rio Grande do Sul; e Marisa Sommer, Miss Brasília, respectivamente primeira, segunda e terceira colocadas. 
       O Brasil vivia em clima de Copa do Mundo, mas eram as misses que estavam nas capas das revistas.
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Manchete, 1 de junho de 1974, 
Número 1.154, Ano 21

Mariza Sommer, Sandra Guimarães de Oliveira e Carla Mari Klippel, Miss Guanabara, semifinalista, Top 8. 
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Carla Mari Klippel, Sandra Guimarães e Mariza Sommer
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Mariza Sommer, Miss Brasilia; Janeta Eleomara Hoeveler, Miss Rio Grande do Sul; e Sandra Guimarães de Oliveira, Miss São Paulo, em seus desfiles triunfais como vencedoras em seus estados. 
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Fatos e Fotos, 10 de junho de 1974
Número 668, Ano XV 

Janeta Eleomara, Mariza Sommer e Sandra Guimarães.
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Janeta Eleomara, Marisa Sommer, Miracy Jesus de Andrade (Miss Maranhão) e Sandra Guimarães. 
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Em pé, da esquerda para a direita: Mariza Sommer, Janeta Eleomara; Marly de Fátima Silva Alves (Miss Minas Gerais, semifinalista, Top 8) e Sandra Guimarães. Sentadas: Arlene Foretti Kretzer (Miss Santa Catarina), Cilmara Maria Camargo (Miss Paraná, quinto lugar) e Rosa de Lima Pereira, Miss Goiás (semifinalista, Top 8).
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Manchete, 15 de junho de 1974
Número 1.156, Ano 21

Janeta Eleomara Hooveler, Miss Rio Grande do Sul, 21 anos, olhos azuis, segunda colocada, representou o país no Miss Beleza Internacional, em Tóquio,  Japão. 
Sandra Guimarães de Oliveira, Miss São Paulo, 18 anos, olhos verdes, 1,72 de altura, 59 quilos, 88-62-88 de quadris, cintura e busto. Estudante do primeiro ano de Psicologia da PUC-São Paulo, participou do Miss Universo, que aconteceu em Manila, Filipinas. 
Marisa Sommer, Miss Brasília, 19 anos, olhos verdes, terceiro lugar, foi semifinalista (Top 15) no Miss Mundo, realizado em Londres, Inglaterra. 
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O Cruzeiro 
Janeta, Sandra e Mariza
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TOP 5 - Rosa Maria de Azevedo, Miss Mato Grosso, quarto lugar; Cilmara Maria Camargo, Miss Paraná, quinto; Sandra Guimarães, Miss São Paulo, primeiro lugar; Janeta Eleomara, segunda colocada; e Mariza Sommer, Miss Brasília, terceiro lugar. 
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Fatos e Fotos, 17 de junho de 1974
Número 669, Ano XV

Sandra Guimarães, Miss Brasil 1974, se considerava a anti-miss, por gostar de viver descontraidamente. Renunciou ao título depois de ter disputado o Miss Universo nas Filipinas. Janeta Eleomara assumiu o trono da beleza brasileira e cumpriu as suas obrigações como Miss Brasil 1974 até o final do reinado. 
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"O Brasil, um país de mulheres morenas, mandará para o exterior três louras sensacionais."
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          Concluindo, transcrevo um trecho da revista Fatos e Fotos, de 10/06/ 1974, Número 668, Ano XV. No momento em que se discute se haverá ou não o concurso Miss Brasil 2020, o texto de Tarlis Batista (1940-2002) é digno de reflexão, quarenta e cinco anos depois.
       
Para se chegar à conclusão de que o concurso Miss Brasil ainda não perdeu seu velho encanto - e que até mesmo ganhou nova força ao ser transferido para Brasília  - basta passar-se dois dias ao lado de seu diretor executivo, Péricles Leal, colhendo, aqui e ali, todos os dados que ela guarda cuidadosamente anotados. 
         - De certa forma - diz ele - o concurso ainda é uma galinha dos ovos de ouro.
          Não há nenhum exagero nisso. Na verdade, contando toda a sua fase preliminar, em todas as cidades e estados que lhe serviram de sedes, o Miss Brasil é um extraordinário sucesso financeiro e de público. Este ano, cerca de 2.500 jovens participaram das diversas etapas do concurso. O número de pessoas que assistiram aos desfiles em todo o país, é de mais de 300 mil. E embora o custo da promoção, só em sua fase final, chegue à casa de Cr$ 1 milhão, os organizadores estão tranquilos: esse dinheiro é totalmente recuperado com a venda dos ingressos e mais as cotas de patrocínio de firmas comerciais. 
           Péricles informa que a organização do concurso leva onze meses, representando um grupo e complexo trabalho de equipe. Este ano as coisas têm corrido melhor do que no anterior, sem queixas, até aqui, das participantes, de suas acompanhantes ou de público.
        Mas não é apenas no interesse que desperta - ou no esmero de seus organizadores - que o concurso Miss Brasil tem seu encanto. No entusiasmo das candidatas - um entusiasmo que, às vezes, se confunde com o nervosismo ou mesmo com uma ciumeira  entre elas - pode-se notar que, depois de 21 anos de existência, sua carga de emoções não diminuiu.  

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Aqui termina mais uma edição de PASSARELA CULTURAL
Navegando abaixo, você encontrará  a seleção das edições anteriores.  
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“Gosto que me leiam e saibam o que acho das coisas. É uma forma de existir. Trabalho é a melhor maneira de escapar da realidade. “ 
- Paulo Francis  (1930-1997) pseudônimo de Franz Paulo Trannin da Matta Heilborn,  jornalista carioca, escritor, articulista e crítico de teatro, literatura e arte.
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quarta-feira, 7 de agosto de 2019

É agosto outra vez



Acordo no primeiro dia do oitavo mês do ano com a sensação de que estou em Campos do Jordão. O frio provoca a sensação de que o meu Nordeste, terra do sol inclemente, ganhou ares de outra região.
Abro o portão e o meu cachorro corre para brincar com outro da rua. Exemplo para nós, humanos alheios a gestos que poderiam colocar mais vida em nossas vidas.
Lembro-me de uma paixão platônica e do que escrevi num caderno de um agosto que se foi: "Os ventos sibilam a certeza de que fortes estarão meu coração e meus braços, para acreditar no amor quando falharem teus abraços."
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Para você, leitor, leitora, um abraço e um mês de agosto abençoado.
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Daslan Melo Lima 
Timbaúba, Pernambuco
1º de agosto de 2019
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EMPATE SOB A CHUVA


Em meio ao frio do primeiro dia de agosto, fui assistir ao jogo do meu Sport Club do Recife na Arena Pernambuco. Cheguei no momento exato em que a chuva começava a cair.
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Nada mais relaxante do que se sentir parte da torcida vibrante do seu clube, perdendo ou ganhando. Imagine isso num estádio, em meio a milhares de pessoas, todas em sintonia com um resultado positivo.
Poderia ser melhor, mas o empate de 1 x 1 com o Coritiba Foot Ball Club fez o meu Sport subir para a posição cinco na tabela do Brasileirão Série B. Ao sair da Arena, chovia torrencialmente. Chuva na entrada e na saída. Empate entre os clubes. Estava escrito. Empate sob a chuva.
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Daslan Melo Lima
Timbaúba, PE
1º de agosto de 2019
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NENHUMA PEDRA ME RESPONDEU

Num dia 05 de agosto assim, chuvoso assim, a atriz Marilyn Monroe foi encontrada morta, deitada nua em sua cama, com o rosto para baixo, segurando um telefone. Ao lado, um vidro vazio de comprimidos para tratar depressão. Tinha apenas 36 anos de idade.
Eu era apenas um menino introvertido e sonhador, quando vi a notícia estampada na primeira página do jornal Gazeta de Alagoas. Em São José da Laje, diante das pedras do rio Canhoto, eu perguntava o que poderia ter levado um ícone do cinema a sair de cena assim, tão bela assim, tão jovem assim...
Mistérios insondáveis da vida e da morte. Cinquenta e sete anos depois, nenhuma pedra me respondeu. 

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Daslan Melo Lima
Timbaúba, PE
O5/08/2019
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