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domingo, 4 de abril de 2021

AGNALDO TIMÓTEO, AINDA MAIS FORTE


Segue na Luz, Agnaldo Timóteo, ao encontro de outra missão, em um dos fantásticos mundos do Pai Eterno.
Mil vezes encontrei minha saudosa mãe chorando e cantarolando trechos de famosas canções gravadas por você, seu cantor preferido, a exemplo de:
"Ai que vontade de gritar / seu nome bem alto no infinito, / dizer que meu amor é grande, / bem maior do que o meu próprio grito."
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"Tão longe, de mim distante, / onde irá, onde irá o teu pensamento? / Quisera saber agora se esqueceste o juramento."
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"Se algum dia a minha terra eu voltar, / quero encontrar as mesmas coisas que deixei. / Quando o trem parar na estação, / eu sentirei no coração a alegria de chegar."
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"Deus, meu Deus, traga pra junto de mim esse alguém que me faz chorar, / que me faz sofrer tanto assim."

Imagino que na esquina de outra dimensão, a sua voz esteja cantando e encantando, ainda mais forte, mil almas românticas e sonhadoras.
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Daslan Melo Lima
Timbaúba, PE
04.04.2021
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Foto: Murilo Alvesso/Divulgação


O corpo do cantor Agnaldo Timóteo será sepultado neste domingo (4/4) no crematório e cemitério Jardim da Saudade, na Zona Oeste do Rio de Janeiro. O artista morreu neste sábado (4/3) em decorrência das complicações da Covid-19, aos 84 anos.

Ao longo do dia, amigos e fãs do músico foram às redes sociais prestar condolências e escrever mensagens de luto pela morte do artista. 

O sobrinho de Agnaldo, Timotinho, disse ao portal R7 que a cerimônia não estará aberta ao público, mas restrita para alguns familiares. "Infelizmente, devido à situação pandêmica de nosso país, não haverá velório nem sepultamento aberto ao público e a seus fãs. O breve velório e o sepultamento serão restritos apenas a um pequeno número de familiares!”.

O sepultamento acontecerá às 14h15. Em comunicado enviado à imprensa, “a família agradece todo o apoio e profissionalismo da Rede Hospital Casa São Bernardo nessa batalha e a todos que estiveram juntos em orações". Os familiares também pedem apoio e otimismo em prol do fim da pandemia e pelos que ainda estão internados. O cantor mineiro, que já havia recebido duas doses da vacina contra a COVID-19, deu entrada no hospital no último dia 17, quando seu quadro começou a se agravar. Os médicos acreditam que Agnaldo Timóteo tenha contraído a COVID-19 entre a primeira e a segunda dose da vacina, já que o artista havia tomado o reforço na segunda-feira, 15.

Nascido em Caratinga, em 16 de outubro de 1936, ainda garoto Agnaldo se exibia na rádio da cidade natal. Aos 16 anos, ele se mudou para Governador Valadares, foi torneiro mecânico e trabalhou em retíficas em Belo Horizonte. Nos anos 1960, trocou Minas pelo Rio de Janeiro e se tornou motorista de Ângela Maria. Fã da estrela, o rapaz não se cansava de ouvir “Adeus, querido”, sucesso da diva. A conselho dela, instalou-se na Cidade Maravilhosa.

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sábado, 3 de abril de 2021

SESSÃO NOSTALGIA - Leila Schuster, a Adalgisa Colombo dos anos 90

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NOTA DO EDITOR

A Sessão Nostalgia, mais uma vez, cede espaço para uma crônica do Muciolo Ferreira, mucioloferreira2013@gmailjornalista graduado pela Universidade Católica de Pernambuco, um dos coordenadores do Miss Pernambuco Universo em 1988 e 1989, do concurso Rei e Rainha dos Estudantes de Pernambuco nos anos 90 e do Rainha do Baile Municipal do Recife, de 1985 a 2000.

A produção desse tributo à Leila Schuster, Miss Brasil 1993, estava pendente para postagem há mais de um mês, aguardando a solução de um problema de configuração do blog.

Esse texto é parte da edição de 03/04/2021, do blog PASSARELA CULTURAL, http://passarelacultural.blogspot.com/
Um abraço para todos os leitores e leitoras.

Daslan Melo Lima
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Leila Schuster, a Adalgisa Colombo dos anos 90


Inspirado nos vídeos do Miss Universo 1993 e nas entrevistas e aparições da atual jornalista, empresária de moda, apresentadora de televisão Leila Schuster Gandini, Miss Brasil, semifinalista, top 10 no Miss Universo 1993, inicio essa crônica em sua homenagem. Seu nome é uma grife na Missologia como uma das mulheres mais elegantes e requintadas que pisaram nas passarelas. Graças ao projeto do Josenildo Batista, "Live das Misses Brasil Forever", tivemos o privilégio de reencontrar essa diva 28 anos depois do seu reinado de miss (https://www.youtube.com/watch?v=0-F8IWnDBeI).

Pisar numa passarela igual à Miss Brasil 1993, Leila Schuster, só conheci duas pessoas: Adalgisa Colombo (1940-2013), Miss Brasil e Vice-Miss Universo 1958, e a manequim internacional Betty Lago (1955-2015), a preferida do costureiro italiano Valentino.

Adalgisa Colombo
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Betty Lago 
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De diferente da Adalgisa Colombo faltou à Leila Schuster apenas passar óleo Johnson no corpo para dá um lustre, e da Betty Lago empinar o nariz ao desfilar. De resto eram iguais até no penteado que lhe deu mais sofisticação e categoria.
Leila foi soberana, poderosa e classuda na passarela daquele Miss Universo, realizado na Cidade do México, tanto nas preliminares como na noite final do concurso.
Arrasou! Não fosse a jurada Maria Conchita Alonso, com suas notas inferiores às demais dos outros jurados, ela teria sido, no mínimo, Top 3.
Acho que seu grande pecado foi ter sido preparada pelo Osmel Sousa, amicíssimo da Alonso. Imagine uma brasileira ter recebido as últimas orientações do preparador da Organização Miss Venezuela e ser eleita Miss Universo. O cubano seria expulso da Venezuela, rsrsrs...
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Leila Schuster, Miss Brasil 1993
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Naquele palco poderia ter saído a terceira gaúcha eleita a mulher mais bela do universo, depois de Iolanda Pereira (1910-2001), em 1930, e de Ieda Maria Vargas, em 1963, não fosse por um detalhe: a jurada Maria Conchita Alonso, cubana naturalizada venezuelana, impediu, dando nota 7,5 à brasileira, justamente em traje de banho, o quesito mais forte de Leila.
Vale lembrar que nossa representante tinha 1,78 de altura e estava com 54 kg muito bem distribuídos numa plástica perfeita, inquestionável. Sua apresentação diante dos jurados foi impecável. Na live, Leila revelou que sempre se inspirou na Miss Brasil 1986, Deise Nunes, outra brasileira injustiçada no Miss Universo.
Mas, na minha visão, quando Leila surgia, o seu desfile tinha a cara da Adalgisa Colombo no Maracanãzinho, depois em Long Beach, no Miss Universo, e nas passarelas internacionais como manequim.
Leila foi espetacular nos pivôs, no olhar e no posicionamento diante das câmeras. Os pivôs estavam milimetricamente sincronizados a uma circunferência de 360 graus. E quando ela dava uma pausa olhando para a plateia lembrava a famosa "paradinha do Pelé" na grande área, antes de chutar a bola e fazer o gol.
Acho que a jurada Conchita Alonso deve ter ficado incomodada com a performance, por não ter feito a mesma coisa quando representou a Venezuela no Miss Mundo 1975.
Com relação à live, se eu não tivesse o vídeo do Miss Universo 1993 não acreditaria que já se foram 28 anos. Quando a imagem atual de Leila Schuster apareceu na tela do meu computador, eu disse a mim mesmo: "Gente, que mulher é essa? Como pode? Para tudo!" Parecia uma mulher de 30 anos, uma beleza estonteante. Pragmática, sistemática, prática, uma pessoa que busca resolver soluções e não se deixar impressionar com os obstáculos, mas ultrapassá-los.
É essa a avaliação que faço da Leila Schuster que acabo de reencontrar, a partir das perguntas e respostas dadas aos internautas, às amigas do Grupo Misses do Brasil, aos fãs e aos seus seguidores que interagiram durante a entrevista concedida ao Mago das Lives das Misses Brasil Forever, Josenildo Batista.

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Voni Delfos, Miss Austrália 1993
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Eugenia Santana, Miss Espanha 1993
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Dayanara Torres, Miss Porto Rico, Miss Universo 1993
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Leila apontou Voni Delfos, Miss Austrália, semifinalista, top 6, como a que deveria ter vencido o Miss Universo. Eu confesso ter gostado mais de Eugenia Santana, Miss Espanha, semifinalista, top 10, Miss Fotogenia. O meu Top 3 teria sido Brasil, Espanha e Porto Rico (Dayanara Torres, eleita Miss Universo), por essa ordem. Quanto ao penteado na noite final, acho que Leila acertou. O cabelo preso dá muito mais categoria, elegância e sofisticação em qualquer situação ou ocasião. E fica mais fácil para colocar a coroa.
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Concordo literalmente com nossa Miss Brasil Forever 1993, ao afirmar que as futuras ou atuais misses não devem se preocupar apenas com a beleza estética. Elas têm que pensar no seu intelecto, ter conteúdo e uma postura de vida com retidão, pois é isso que ficará para a história como legado.
As respostas dadas por Leila Schuster na última etapa da live, o popular "pingue pongue", foram precisas e divertidas. Sobre essa parte, quero parabenizar ao Josenildo pela inovação, por tornar a entrevista mais dinâmica.

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Leila Schuster, vinte e oito anos depois de eleita Miss Brasil 1993
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Sobre a solidão, eis meu recado para Leila Schuster:
"Não tenha medo da solidão. Mesmo porque, enquanto existir um missólogo, fã ou admirador de uma diva das passarelas, você jamais estará só, por ser uma pessoa do bem e encontrar em nós mais um porto seguro, além da sua família. Sabemos que nunca colocou o sucesso à frente das amizades; sempre agiu com respeito às pessoas e instituições, além de ser amada pelos brasileiros."

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domingo, 7 de fevereiro de 2021

SESSÃO NOSTALGIA - Sete Mulatas e uma Loura

 Daslan Melo Lima

 


A revista Manchete de 8 de maio de 1965, Ano 13, número 681, trazia na capa as imagens de Solange Dutra Novelli, Rainha do IV Centenário do Rio de Janeiro, e de Vera Lúcia Couto dos Santos, Miss Renascença, Miss Guanabara, Vice-Miss Brasil e terceira colocada no Miss Beleza Internacional 1964. A chamada de capa sobre a guerra no Vietnam, em letras grandes, era preocupante, mas em letras miúdas à direita do título da revista estava escrito “As mais lindas mulatas do Rio de Janeiro em harmonioso espetáculo com a rainha loura do IV Centenário”. Sete páginas coloridas foram dadas à sangrenta guerra, mas dez páginas foram dedicadas à matéria Sete Mulatas e Uma Loura.  Reportagem de Clóvis Scarpino. Fotos de Gervásio Batista e Juvenil de Sousa.  

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Sete Mulatas e uma Loura

Faz 140 anos que Rugendas descobriu os encantos das jovens mulatas brasileiras, fazendo o elogio de seus dotes plásticos e de sua inteligência. Os poetas românticos também celebraram as esculturais mestiças e um romancista fez correr lágrimas de damas e sinhazinhas do Segundo Reinado, apresentando como heroína uma dessas mulatas. Era a Isaura, de Bernardo Guimarães, flor de sensibilidade, recatada e formosa. Mas uma coisa era a literatura e outra a realidade, com as suas barreiras e tabus. Nos últimos anos, porém, o panorama social se transformou. Oportunidades foram oferecidas às moças cor de canela por diversas atividades artísticas: cinema, teatro, televisão, boates. Além de possibilidades de melhor educação, surgiram também as de convívio social em clubes recreativos e culturais e o acesso aos concursos de beleza. A espetacular vitória de Vera Lúcia como Miss Guanabara e o terceiro lugar que ela conquistou em Long Beach, Estados Unidos, são um incentivo para muitas. Aqui estão algumas que com ela rivalizam tanto em graça como em elegância. 

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Aizita Nascimento




Aizita Nascimento bateu, no ano passado, todos os recordes possíveis e imagináveis de propostas de casamento: nada menos de mil e noventa e cinco, ou seja, três por dia. Ela passou de Miss Renascença a atriz de televisão e, em poucos meses, marcou sua personalidade, fazendo dupla com Grande Otelo. Agora, vai interpretar um papel, num filme, ao lado do conhecido ator italiano Alberto Sordi.

------- Aizita Nascimento, Miss Renascença 1963, foi finalista (sexto lugar, Top 8) no Miss Guanabara 1963.

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Vilma Lindamar




Vilma Lindamar vai viajar, ainda este mês, para a Itália, onde fará um curso de arte dramática. Ela foi descoberta há pouco pelo produtor e diretor italiano Giorgio Moser e acaba de rodar, na Bahia, uma série de filmes a serem apresentados na televisão daquele país. Vilma Lindamar é filha de Maria Ribeiro, a estrela do célebre filme Vidas Secas.

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Marlene Marques

O broto Marlene Marques foi eleito, há pouco, charme-girl do Renascença Clube, associação que reúne as mais belas mulatas do Brasil e do mundo. Ela estuda piano e teoria musical e, se quisesse, poderia ser excepcional manequim.

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Dininha Passos

Dininha Passos é mineira de Ponte Nova mas mora em Bangu e é, portanto, autêntica “mulatinha rosada”. Ela concluiu o curso clássico e prepara-se, agora, para fazer o vestibular de Filosofia. Enquanto lê Aristóteles e Kierkegard, trabalha numa óptica.

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Nara Monteiro

Nara Monteiro é a organizadora do conjunto musical Só Mulatas que em breve, vai fazer furor. Ela tocará piano e bateria, ao lado de Marlene, Marly e Dininha, responsáveis pelos demais instrumentos. Pratica vôlei e esgrima no Clube Universitário, enquanto se prepara para estudar Arquitetura. É alegre e desembaraçada e há quem afirme que ela será boa compositora. 

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Alice Simões


Alice Simões é a mais provável candidata ao título de Miss Guanabara, representando o Renascença Clube que, esse ano, espera repetir o feito de Vera Lúcia, arrebentando o bicampeonato no Maracanãzinho. Alice, que é uma beleza, também é estrela: estuda pintura e está organizando uma exposição a ser brevemente inaugurada nos salões do Renascença. 

-------- Alice Simões teria sido uma bela Miss Renascença, mas em 1965 o clube não apresentou candidata ao Miss Guanabara, preferindo focar sua atenção na reforma da sede do clube.

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Vera Lúcia Couto dos Santos


Vera Lúcia Couto dos Santos é rainha de porte e de tradição, mesmo porque nasceu em São Cristóvão, antigo bairro imperial carioca. Coroada Miss Guanabara e segunda colocada no concurso de Miss Brasil, ela brindou a passarela do Maracanãzinho com um movimento harmonioso, à feição de um gentil corropio, a quem deram o nome de pivot. Em seus já decorridos trezentos dias de reinado, Verinha tem vivido grandes emoções, tanto nas capitais do Brasil como em Long Beach (ali fez bonito, com um terceiro lugar) e na Argentina, onde obteve verdadeira consagração. Poucos sabem que Verinha já gravou um disco e, tão logo termine o seu mandato de soberana da beleza, vai começar uma nova e promissora carreira: a de cantora. De resto, a glória não lhe subiu à cabeça. Continua morando no Grajaú, comparece às festa do Renascença Clube e ainda pretende permanecer solteira por algum tempo.


Há um ano e meio, quando ainda não cogitava de concorrer ao título de Miss Guanabara, Vera Lúcia posou para uma reportagem fotográfica, como manequim. Na semana passada, ela tornou a desfilar, exclusivamente para MANCHETE, exibindo alguns modelos de Hugo Rocha, seu costureiro. Acrescentando um certo tom místico à sua beleza, Verinha vestiu um sari indiano, todo confeccionado em organza dourada e completou a rica indumentária com um costume milenar das mulheres da Índia: um rubi na testa.

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Síntese da beleza no cenário tropical

Síntese da beleza no cenário tropical, elas se harmonizam, apesar do contraste

A loura é Solange, Rainha do IV Centenário. A mulata é Vera, Miss Guanabara. Lado a lado, elas formam a mais perfeita e acabada síntese de beleza da mulher carioca. Juntas, seus encantos se completam e suas graças se multiplicam. Isto porque, conforme já acentuou o poeta Drummond, “...mas as coisas findas, muito mais do que as lindas, essas ficarão.”   

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Fico imaginando que aquelas mulheres empoderadas, numa época onde ninguém ouvia falar essa   palavra, continuam lindas e elegantes,  enquanto  recito  Carlos Drummond de Andrade,

"...mas as coisas findas, muito mais do que as lindas, essas ficarão." 


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domingo, 31 de janeiro de 2021

ONDE EU NASCI PASSA UM RIO



Assim começa "Onde eu nasci passa um rio", música de Caetano Veloso:

“Onde eu nasci passa um rio,

que passa no igual sem fim.

Igual, sem fim, minha terra

passava dentro de mim. “

“Passava como se o tempo

nada pudesse mudar.

Passava como se o rio

não desaguasse no mar. ” 

Durante minha infância alagoana em São José da Laje, assistir ao rio Canhoto, caudaloso ou não, em sua eterna caminhada para o mar, foi a maior lição de perseverança que a vida me deu.

”O rio deságua no mar.

Já tanta coisa aprendi.

Mas o que é mais meu cantar

é isso que eu canto aqui."

"Hoje eu sei que o mundo é grande

e o mar de ondas se faz. 

Mas nasceu junto com o rio,

o canto que eu canto mais."

"O rio só chega no mar depois

de andar pelo chão.

O rio da minha terra deságua

em meu coração."

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Daslan Melo Lima

São José da Laje, AL

Janeiro de 2017

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Vide: www.youtube.com/watch?v=mfwsJ8PxJFw

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sábado, 30 de janeiro de 2021

SESSÃO NOSTALGIA - Miss Brasil 1989, a verdade venceu no Dia da Mentira

Texto de Muciolo Ferreira

mucioloferreira2013@gmail


Se tem uma Miss Brasil que venceu a competição em meio a uma grande pressão originária de pessoas influentes da própria coordenação do concurso, que queriam outra candidata, essa miss é Flávia Rebelo Cavalcante, Miss Ceará e Brasil 1989. Como enviado especial do Jornal do Commercio do Recife, e um dos coordenadores estaduais do Miss Pernambuco na época, cheguei à São Paulo na semana do concurso e acompanhei os preparativos indo diariamente ao final de tarde à academia da Joyce, situada na rua Oscar Freire, Jardins. Ali, assistia aos ensaios e conversava com os outros jornalistas que cobriam o evento.

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Flavia Cavalcante
Miss Ceará e Miss Brasil 1989

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Todos eram unânimes ao apontar a Miss Ceará como a futura Miss Brasil. Bonita, muito culta e elegante, até mesmo em traje de ginástica. Algumas candidatas, quando eram indagadas pelos seus coordenadores sobre qual era a favorita ao título, eram da mesma opinião.  Assim, contrariando pessoas influentes de dentro da coordenação, e até do mestre de cerimônias que torcia pela candidata da casa, a baiana criada no Ceará, nordestina porreta e arretada de inteligente, levou para o estado que representou o segundo título nacional da mais bela brasileira.

Estou trazendo essas verdades à público antes de comentar a live que a agora  jornalista e multiprofissional de comunicação bem sucedida concedeu ao "Mago das Lives das Misses Brasil Forever", Josenildo Batista. Até porque certos fatos não saem da memória, mesmo ocorridos há 32 anos.

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 1º de abril de 1989, 

a data em que a verdade venceu no Dia da Mentira

Flavia Cavalcante, Miss Ceará, eleita Miss Brasil 1989, ladeada por Adriana Colin, Miss São Paulo, segundo lugar, e Ceres Ribeiro, Miss Rio Grande do Sul, terceira colocada.


O 1° de abril de 1989 está eternizado no mundo da Missologia como "a data em que a verdade venceu no Dia da Mentira".  Verdade porque nem as notas baixas que dois "jurados infiltrados" deram a Flávia Cavalcante foram suficientes para lhe lhe tirar o merecido título. Ao final do concurso, a plateia se manifestou com aplausos e os telespectadores não se arrependeram de ter ficado até às primeiras horas do domingo acompanhando o desfecho pela televisão, embora fosse a gravação de um evento que começou às 14h e terminou às 20 horas.

Linda, loura, leve e solta essa é a nova imagem de Flavia Cavalcante que está na tela do meu celular participando como mais uma diva admirada pelos missólogos, respeitada profissionalmente e amada pelo Grupo Misses do Brasil.

O tipo brejeiro e brasileiríssimo de Flávia Cavalcanti, que lembrava em algumas fotos a atriz global Letícia Sabatella, e em outros momentos parecia sair de um quadro pintado no período renascentista, não foram  suficientes para classificá-la entre as 10 finalistas do Miss Universo 1989, mas isso é o que de menos importa. Mesmo porque é mais fácil uma pessoa acertar sozinha a mega sena acumulada do que descobrir quais são os critérios usados pelos jurados do concurso Miss Universo.

Eu quero acreditar que a não transmissão do Miss Universo pela televisão foi um dos fatores determinantes para a não inclusão da brasileira entre as semifinalistas. Como também Flavia não tinha recebido todo apoio e logística necessárias do SBT. Quando participei da coletiva à Imprensa que Silvio Santos concedeu aos jornalistas, uma hora antes do início das gravações do concurso Miss Brasil, perguntei a ele se era verdade que aquele seria o último ano que o SBT promoveria o evento. Ele não disse nada, ficou calado. "Quem cala, consente."

Eu tinha que colocar para fora essas informações, pois me sentia engasgado há mais de três décadas com esses fatos  que ouvi e presenciei na semana que antecedeu ao concurso. Agora, já aliviado, posso iniciar essa crônica escrevendo em homenagem à Flávia Cavalcante, baseado na live.

Aliás, "o Mago das Lives das Misses Brasil Forever ", Josenildo Batista, tem nos contemplado com entrevistas sensacionais. Josenildo abriu espaço às misses que marcaram época para narrar suas vivências, experiências,  propiciando aos especialistas e curiosos no tema enriquecerem seus conhecimentos com fatos de bastidores contados pelas eternas divas das passarelas.

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Linda, loura, leve e solta


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Flavia foi  incrível nas respostas, comunicativa sem ser sisuda e nem demonstrar autossuficiência ; simpaticíssima,  porém sem pieguismo ou sentimentalismo exagerado. Foi classuda até na hora de responder aos críticos sobre ter sido eleita apenas com um ponto de diferença para a segunda colocada.

Confreira, permita usar esse termo comum entre dois jornalistas, aquele ponto fez toda a diferença e escreveu sua história no Mundo Miss. Graças a esse pontinho recebido "a verdade prevaleceu no Dia da Mentira", derrotando dois jurados infiltrados.

 


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Flavia Cavalcante, Miss Brasil 1989, e Patrícia Godoy, Miss Brasil 1991.

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Três décadas separam a foto de cima da imagem de baixo. Flavia Cavalcante e Sílvio Santos, no Miss Brasil 1989 e num programa do SBT em 2019.
  

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Essa live, além de histórica, ainda teve um sabor especial, porque ao final fomos brindados com a participação de Patrícia Godoy, Miss Brasil 1991, na condição de  "chaperona", com direito a aparição e depoimento incentivando Flávia a disputar novamente o Miss Brasil. Claro que Patrícia se referia à beleza eterna da amiga. Isso é notável na sua bela e jovem aparência com uma estética mais moderna, conforme os novos padrões de beleza contemporâneos que exigem novos cortes e os cabelos mais claros. Qual será o elixir da eterna juventude? Revela, Flávia!

E assim, nessa última semana de janeiro, Josenildo proporcionou à Missologia um prazeroso reencontro entre a Miss Brasil de 1989 com outras amigas misses, a exemplo de Adriana Tavares (Miss Ceará Mundo 1987), Ceres Ribeiro (Miss Rio Grande do Sul 1989), Deise Nunes (Miss Brasil 1986), Jacqueline Meirelles (Miss Brasil 1987), Márcia Gabrielle (Miss Brasil 1985), Maria Carolina Portela Otto (Miss Brasil 1992)  e Suzana Araújo dos Santos (Miss Brasil 1978), além de  jornalistas, missólogos e os fãs que acompanharam a merecida vitória de uma baiana criada no Ceará e última Miss Brasil eleita no que convencionamos chamar "era Silvio Santos".

Que me perdoem as feministas "mas beleza é fundamental", já dizia o poeta Vinícius de Moraes. E quando esse atributo é apenas um complemento da inteligência, simpatia, bondade, humildade  e sinceridade,  torna qualquer ser humano mais bonito do que já é diante das pessoas.

Tudo isso traduz o que foi essa live com Flávia Cavalcante, eterna Miss Brasil Forever dos Anos 80, cuja beleza triunfou no Dia da Mentira, num sábado, 1° de abril.

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Primeira parte da live
, 
https://youtu.be/CjuqPrdawGc

Segunda parte da livehttps://youtu.be/d-_ffE7pYsE

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Nota do Editor

Esta página é parte da edição de 30.01.2021, do blog PASSARELA CULTURAL, www.passarelacultural.com . 

A SESSÃO NOSTALGIA rendeu um tributo à Flavia Cavalcante em 28 de janeiro de 2012, http://passarelacultural.blogspot.com/2012/01/sessao-nostalgia-seccao-em-construcao_28.html

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Daslan Melo Lima / E-mail: daslan@terra.com.br / Telefone/WhatsApp: (81) 9.9612-0904


sábado, 16 de janeiro de 2021

Basta confiar em Deus, Senhor do Universo.

 



Na manhã cinza da antevéspera de um novo ano,

faço uma caminhada atento a sinais 

que poderão ajudar a compor minha mensagem.

Dobro uma esquina e me renovo diante da paisagem.

 

As interrogações quanto a um novo ciclo 

não podem roubar nossa fé e nossa esperança.

Basta confiar em Deus, Senhor do Universo.

Na próxima esquina da vida,

Ele pode reverter o desencanto em encanto.

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Daslan Melo Lima

Timbaúba, PE

30.01.2020

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DE SÃO JOSÉ DA LAJE PARA O MUNDO - Com Deus, sempre com Deus

COM DEUS, SEMPRE COM DEUS




Quando a fúria do rio Canhoto amenizou,
o clima de destruição era desolador,
mas nem tudo a inundação levou.
O arco do batistério da Igreja Batista permaneceu de pé,
e nele se lia uma inscrição de fé:
"Sepultados com Ele na morte pelo batismo".
Decorridos tantos anos daquela madrugada traumática de 14.03.1969,
na minha alagoana São José da Laje,
esta imagem chegou há poucos dias em minhas mãos,
em meio a mil recordações.
Com Deus, sempre com Deus,
independente de religião,
encontramos as ferramentas necessárias para superar as adversidades da caminhada.
"Sepultados na morte, com Ele (Cristo) pelo batismo."

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Grato ao meu amigo João Ricardo Camilo Dias pela remessa deste documento que será reproduzido, ampliado e emoldurado para compor o acervo do Arquivo Público Municipal Lajense.
O João Ricardo, que é presbiteriano, estava visitando a página "Memória dos Batista", no Facebook, quando se deparou com esta imagem e viu que tinha tudo a ver comigo e com São José da Laje, minha terra natal amada, onde mora parte da minh'alma.
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Daslan Melo Lima
Timbaúba, PE
15.01.2021

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DE TIMBAÚBA PARA O MUNDO -

 Secção em construção

SESSÃO NOSTALGIA - Adriana Tavares, a Iracema loura do Ceará

Texto de Muciolo Ferreira

mucioloferreira@2013@gmail.com


Fazer amizade para toda a vida;  praticar o exercício diário  da gratidão;  manter o equilíbrio do corpo e da mente com uma alimentação saudável e a prática regular de exercícios. Esses são alguns conselhos  para quem deseja  manter a boa forma dados pela Miss Ceará Mundo 1987, a pedagoga Adriana TavaresCom relação ao Mandamento nº 1 "fazer amizade para toda a vida", este  é  o grande legado herdado  de sua participação nos tempos das passarelas e estúdios fotográficos. 


Adriana Tavares foi a primeira convidada de 2021 do Projeto "Lives  das Misses do Brasil Forever", promovido pelo diretor do Miss Beleza Regional de Pernambuco, 
Josenildo Batista. Quando se fala no Ceará , as primeiras imagens que surgem em nossas mentes são de praia e sol. E se  o assunto for beleza feminina é inevitável não comparar a bela  índia  Iracema, "A Virgem dos Lábios de Mel", do escritor e romancista José de Alencar. Todavia nem sempre esse padrão  de cabelos  e olhos  pretos  esteve representado nas passarelas nacionais. 

Em 1966, por exemplo, uma cearense loura de olhos verdes ficou em terceiro lugar no Miss Brasil. Francy  Carneiro Nogueira, conseguiu a vaga para ser a brasileira no Miss Beleza Internacional, que acontecia em Long Beach, Califórnia. Como naquele ano não  houve esse evento, Francy  nem esperou para passar a faixa à sua sucessora: renunciou ao título para casar.  Isso também aconteceu com  Adriana Tavares que dois meses depois do Miss Brasil Mundo estava casando com o seu primeiro marido, segundo afirmou na live.

Fiz esse  preâmbulo porque ao invés  da morena do romance de José de Alencar que conquistou o coração do homem branco,  Martim Soares,  na telinha  do meu celular surgiu uma loura de olhos azuis que nem parece que há trinta e quatro conquistou o terceiro lugar no Miss Brasil Mundo. O tempo não passou para Adriana. O rosto e o corpo são os mesmos da miss e manequim de passarela, embora já tenha um casal de filhos adultos, como mostram as fotos enviadas pelo Josenildo.

Saindo um pouco do foco da live, vale salientar que, se nas décadas de 50 e 60 os concursos de miss foram inundados pelas jovens batizadas Vera  (Vera Ribeiro, Vera Brauner, Vera Saba, Vera Maia, Vera Couto, Vera Castro),  na década  80 foi a vez das adrianas marcarem  presenças permanente nos concursos de beleza. Só em 1987 a edição do Miss Brasil Mundo teve três adrianas: Adriana Collin, de São Paulo,  segunda colocada; a homenageada desta crônica Adriana Tavares, terceira classificada; além da Adriana Meira, do Espírito Santo,  semifinalista. Antes, em 1981, outras duas adrianas chegariam ao Top 1 e 2 do Miss Brasil Universo: Adriana Alves de Oliveira, do Rio de Janeiro,  e Adriana Barcellos, do Amazonas. Então, ser Adriana nessa década era terminar nas passarelas.  

Outra coincidência em 1987, o Miss Brasil Mundo foi o concurso das louras. Em sua totalidade, as candidatas tinham a pele clara e os cabelos louros. Em 2017, trinta anos após sua participação num concurso de miss, Adriana Tavares voltaria a ser notícia  e dessa vez no jornal Extra, do Rio de Janeiro, e no programa Domingo Espetacular da TV Record, quando se viu pela segunda vez na passarela do Miss Brasil Universo, através da filha  Alexia Duarte, Top 10. 


Adriana Tavares ladeada pelo filho Ygor Francisco Tavares Duarte (Ygor Ceará), um dos mais competentes jogadores de voleibol do Brasil, integrando atualmente a equipe do Montes Claros América Vôley, e a filha Alexia Duarte, Miss Ceará Universo 2017. 
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Beleza em dose dupla 
Adriana Tavares, Miss Ceará Mundo, terceira colocada no Miss Brasil Mundo 1987, ao lado da filha Alexia Tavares Duarte, Miss Fortaleza, Miss Ceará, Top 10 no Miss Brasil Universo 2017.

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Esbanjando naturalidade, jovialidade  e simpatia,  Adriana respondeu a todas as perguntas dos internautas e missólogos,  com exceção da enviada justamente por mim. Indagada sobre  qual a Miss Brasil Universo de sua preferência e que mais admira, a "Iracema Loura do Ceará " usou a diplomacia. Alegou ser uma pergunta de difícil resposta. Certíssima.  Não quis  se comprometer diante das muitas amizades feitas e conservadas até hoje. Até porque será a embaixadora e anfitriã do próximo  encontro do Grupo Misses do Brasil, que no ano passado foi cancelado devido à pandemia do Corona vírus. O litoral cearense de Jericoacoara  deve ser o destino das beldades para a  confraternização,  mantendo a amizade iniciada nos tempos dos concursos.

Perto de se  aposentar como professora de escola pública, a Miss Ceará Mundo de 1987 mostra-se conectada e antenada com tudo que acontece em sua volta. Torce para a ciência descobrir rapidamente a  cura  da Covid19. " Que o mundo volte a ser o mesmo de antes e as pessoas  possam se abraçar", finaliza.  

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Imagens: Acervo de Adriana Tavares

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Link para a live, 

https://www.youtube.com/watch?v=QYF3in743Ww&feature=youtu.be

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Esta secção SESSÃO NOSTALGIA é parte integrante da edição de 16.01.2021 do blog PASSARELA CULTURAL, www.passarelacultural.blogspot.com

Editor: Daslan Melo Lima