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sábado, 27 de julho de 2013

SESSÃO NOSTALGIA - Solange Gusmão Ribeiro da Costa, Vice-Miss Paraíba e Vice-Miss Pernambuco 1975

Daslan Melo Lima


         No ano de 1975, entre as concorrentes ao título de Miss Paraíba estavam duas fortes candidatas, Solange Gusmão Ribeiro da Costa, ou simplesmente Solange Gusmão, de Campina Grande, Miss Campinense Clube, e Elze Quinderé Camelo, de João Pessoa, representante do Esporte Clube Cabo Branco, local da realização do evento, e sobrinha de Assis Camelo, diretor social do referido clube. Solange Gusmão era a favorita do público e perdeu o título para Elze Quinderé. Dias depois, representando a cidade de Vitória de Santo Antão, participou do Miss Pernambuco e obteve a segunda colocação.
SOLANGE GUSMÃO, 
VICE-MISS PARAÍBA 1975
     A soberana decisão do corpo de jurados elegendo a senhorita Elze Quinderé Miss Paraíba-75, por grande maioria de pontos, provocou nas primeiras horas de ontem, no Ginásio do Esporte Clube Cabo Branco, local da grande festa, uma onda de protestos poucas vezes registrados em certames de beleza no Estado. Aos gritos de “Solange”, milhares de pessoas protestaram contra a decisão do júri, num clima de tensão, provocado pelo improvisado carnaval da vitória organizado pelos fãs de Elze Quinderé, sem que se tenha registrado qualquer incidente.  
        Logo nos primeiros momentos da festa, a maior realizada no Estado nos últimos tempos, era visível que a tendência de setenta por cento dos presentes torciam pela escolha da candidata do Campinense, a bela Solange Gusmão. Ao anunciar o seu nome, os aplausos se sucediam em escala crescente, chegando, por vezes, a envolver quase todas as dependências do grande ginásio. Os aplausos para a candidata do Cabo Branco, senhorita Elze Quinderé, só ganhavam maior intensidade graças à participação de grupos bem organizados à base de charangas e empunhadores de faixas e bandeiras em sua homenagem.  
      Excetuando-se o histerismo provocado por um costureiro, rapidamente contido em suas ações, o público se conduziu em alto nível, comprovando elevado espírito social. Os gritos e aplausos de protestos contra a decisão do júri, como a vibração carnavalesca dos cabobranquenses, se realizaram num clima quase ideal, cuja maior prova é o não registro de qualquer incidente. 
      Mesmo antes do anúncio da decisão do corpo de jurados, milhares de pessoas em fortes palmas e gritando em alta voz “Solange, Solange”, já estabeleciam um posicionamento da plateia: só Solange Gusmão, entre as oito concorrentes, poderia ser a escolhida para representar o nosso Estado, este ano, no concurso de Miss Brasil. Sua beleza, sua excepcional participação tanto no desfile com seu magnífico vestido preto, como a classe de sua “performance” em maiô, permitiram a formação de uma excelente imagem, aliada à sua altura e maneira de cumprimentar o público. A tendência  pró Solange era tão manifesta que mesmo se qualquer referência ao seu nome pelo locutor oficial,  a um simples aplauso de um grupo de mesas, as palmas aumentavam surpreendentemente, chegando ao ponto de medidas urgentes terem sido tomadas, do ponto de vista da segurança, para evitar conflitos caso a decisão do júri não coincidisse com a vontade do público. 
           Após a proclamação oficial do resultado, lida pelo Sr. Fernando Milanez, em nome do governador  Ivan Bichara, os gritos “Solange”, "Solange", abafaram por completo os  aplausos para a vencedora, culminando com a investida de perto de mil pessoas para o palco onde se encontravam as candidatas, exigindo que a candidata do Campinense Clube desfilasse como vencedora. A esta altura, a tensão era generalizada, prevendo-se a iminência de atritos entre os dois blocos, não tendo se registrado porém nada a lamentar. Seguida por dezenas de adeptos e com a faixa de Miss Paraíba (tinha sido segundos atrás retirada da mesa do júri, por um grupo de fãs de Solange), a segunda colocada voltou a desfilar, enquanto as outras candidatas, inclusive a eleita Miss Paraíba-75 seguiam para as dependências internas do clube, aguardando que chegassem a um fim as manifestações, o que ocorreu uns dez minutos após. 
       Demonstrando excepcionais qualidades, a cantora Eliana Pitman deu um show de mais de uma hora, sendo delirantemente aplaudida pela plateia. A cantora foi cumprimentada pelo governador Ivan Bichara e esposa, sra. Myrthes Bichara. Outras personalidades presentes ao acontecimento, junto com o Governador do Estado apresentaram cumprimentos às candidatas concorrentes, no palco especialmente armado próximo à passarela. 
        À margem da festa, nas  outras dependências, a sra. Gusmão Ribeiro da Costa,  mãe de Solange Gusmão, sendo atendida por um médico amigo desmaiava ao saber do resultado do júri, enquanto que Elze Quinderé , em prantos, era levada por familiares para o camarim, só saindo para o automóvel que a levaria para casa. 
---------- ("Nunca tão poucos votaram contra a decisão de tantos”, reportagem do jornal “O Norte”, João Pessoa, Paraíba.)
                                                                   

        A escolha da Miss Paraíba-75 foi uma das maiores festas de público já realizadas no Cabo Branco. A eleita foi Elza Quinderé, o que provocou inúmeros protestos, inclusive impossibilitando a jovem de desfilar com a faixa, “surrupiada” por um dos que aplaudiam Solange, o jovem Ivan Santiago. Enquanto os jurados saiam de mansinho do clube, escoltados pela polícia, Solange desfilava como se fosse a Miss Paraíba, com a faixa oficial. A bela Solange fora eleita, em 1973, Rainha dos Jogos Universitários Brasileiros.   
        Os sete jurados – todos homens – eram presidentes ou representantes das principais instituições jurídicas, artísticas, políticas, educacionais e culturais do Estado: Tribunal de Justiça, Ordem dos Advogados, Universidade Federal da Paraíba, Academia Paraibana de Letras, Instituto Histórico e Geográfico Paraibano, Conselho Regional de Medicina e Instituto dos Arquitetos do Brasil.
     O clima nas arquibancadas do ginásio era realmente de tumulto, desde o início da festa. De um lado, grande claque, gritando o nome de Elze, sob o comando do “agitador social” Anchieta Maia. Do outro, numerosos grupos de campinenses, liderados por Edvaldo do Ó. Criou-se um momento, mesmo antes da formação do corpo de jurados, tão preocupante, que o secretário de Segurança do Estado, Afrânio Melo, atendendo apelo do presidente Fernando Milanez, pediu reforço policial. O júri, contrariando a opinião da grande maioria dos presentes, escolheu Elze, provocando a maior confusão já registrada num concurso de beleza na Paraíba em todos os tempos. Proclamada a vitória de Elze, o ginásio “veio abaixo”, lembra Jader Franca, numa mesa anexa à da família da eleita, com boa parte dos presentes protestando.
    O governador Ivan Bichara, preocupado com a repercussão negativa do resultado, tentou anular o concurso, mas foi vencido pelo argumento do seu amigo e parente Augusto Maia (homem forte junto ao SNI), de que isso era impossível, já que o regulamento era claro ao especificar que não existia recurso da decisão do corpo de jurados, presidido pelo desembargador Anísio Maia, presidente do Tribunal de Justiça. No dia seguinte, domingo, Solange desfilou em carro aberto como se fosse a Miss Paraíba. Elegendo Elze, o Cabo Branco promoveu diversas ações: seu guarda-roupa foi todo montado pela boutique Chez Elle, da empresária Auristella Teixeira de Aguiar. O traje típico (Pesca da Baleia) “constava de calça cocota, com miniblusa em nuances de azul, rebordada com paetês gigantes, formando escamas. Constava, ainda, de botas de prata, sendo também prateado o arranjo de cabeça, tipo turbante”. 
      O concurso Miss Paraíba-75 ocorreu quando era muito grande a rivalidade entre João Pessoa e Campina Grande. Virgínius da Gama e Melo, como sempre bem humorado, retratou muito bem o clima do concurso de então e a “briga” das duas cidades, ao comentar: “Antigamente era difícil arranjar moça para se candidatar. Agora, não, o concurso de  Miss Paraíba está muito bem – de um lado a neta de Heitor Gusmão, do outro, a neta do General Quinderé, o concurso ganha alma. O Campinense lança Solange e a Capital Elza. É o começo de uma guerra”. 
---------- (Wills Leal, no livro “Elas só citavam O Pequeno Príncipe”, João Pessoa-PB, 2003. ---- As imagens desta matéria, exceto as que constam os créditos nas legendas,  foram reproduzidas desse livro).

SOLANGE COSTA, 
VICE-MISS PERNAMBUCO 1975 
            No dia 13 de junho de 1975, no Ginásio de Esportes Geraldo Magalhães Melo, o Geraldão,  no Recife, entre as 24 concorrentes ao título de Miss Pernambuco estava Solange Gusmão, ou seja Solange Costa, como seu nome era  divulgado em Pernambuco. Muito aplaudida, conquistou o segundo lugar, perdendo para  Maria de Fátima  Mourato de Souza, Miss Serra  Talhada. 

As cinco finalistas do Miss Pernambuco 1975. Da esquerda para a direita: Solange Costa, Miss Vitoria de Santo Antão, segundo lugar; Martha Valeska Vasconcelos,  Miss Grupo Jovem de Boa Viagem, quinta colocada;  Maria de Fátima Mourato de Souza, Miss Serra Talhada, primeiro lugar;  Inês Régis de Melo; Miss Clube Internacional do Recife, terceira colocada; e  Edileide Maria Vital Constantino, Miss Moreno, quarto lugar. (Foto: Diario de Pernambuco)
 
Solange Costa e Inês Régis de Melo. (Foto: Diario de Pernambuco)***** Detalhe: Em outubro de 1975, Fátima Mourato  renunciou ao título de Miss Pernambuco para casar com José Ferreira dos Anjos, Major da Polícia Militar de Pernambuco. Caberia a Solange Costa assumir o reinado, mas a informação surgida na época era a de que estava prestes a casar. Coube então a Inês Regis de Melo, terceira colocada, a responsabilidade de ser oficialmente a Miss Pernambuco 1975. Soube há 10 anos que Solange Gusmão trabalhava como comissária de bordo em uma empresa de aviação sediada na Europa.
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           Ao encontrar nos meus álbuns de recortes fotos das candidatas ao Miss Brasil 1975, fico pensando nos mistérios do destino. Por pouco, Solange Gusmão não conseguiu ser Miss Paraíba ou Miss Pernambuco.


  Fátima Mourato, Miss Pernambuco 1975. Imagem: revista Fatos & Fotos.
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Elze Quinderé, Miss Paraíba 1975. ***** Diz a legenda "Elze Quindere, da Paraíba, inspiração para os poetas." ***** Imagem: revista Fatos & Fotos

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Solange Gusmão Ribeiro da Costa, vice-Miss Paraíba e vice-Miss Pernambuco 1975.
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      Eu estava  no Geraldão naquela noite de 13 de junho de 1975, assistindo ao Miss Pernambuco, e guardo entre as mais gratas recordações da minha vida a  imagem de Solange Gusmão Ribeiro da Costa, ou Solange Costa, vice-Miss Pernambuco 1975, a mesma Solange Gusmão, vice-Miss Paraíba 1975.
       
       Estive há uma hora escutando a música "A Lua e Eu", um dos maiores sucessos daquele 1975, do cantor e compositor Cassiano, paraibano de Campina Grande. 
       Vou ouvi-la novamente antes de dormir, enquanto lá fora a chuva cai na noite fria  pernambucana, a última deste julho de 2013 que logo mais também fará parte de um tempo que se foi. 

Mais um ano se passou 
e nem sequer ouvi falar seu nome,  
 a lua e eu. 
 Caminhando pela estrada,
  eu olho em volta e só vejo pegadas,  
  mas não são as suas, eu sei, eu sei, eu sei.

 O vento faz eu lembrar você. 
  As folhas caem mortas como eu. 
  Quando olho no espelho,
 estou ficando velho e acabado. 
  Procuro encontrar não sei onde está você,
 você , você.

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sábado, 19 de julho de 2008

SESSÃO NOSTALGIA – Cilene Aubry, Maria de Fátima Mourato e Matilde Terto, as misses da terra de Lampião

Por Daslan Melo Lima  


          Durante três anos consecutivos, 1974, 1975 e 1976, o município de Serra Talhada, terra natal de Virgulino Ferreira da Silva, o Lampião, teve a satisfação de ver três garotas da sua cidade conquistar o cobiçado título de Miss Pernambuco:  Cilene Aubry Bezerra da Costa, Maria de Fátima Mourato de Souza e Matilde de Souza Terto.


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CILENE AUBRY  BEZERRA DA COSTA, MISS PERNAMBUCO 1974

Da esquerda para a direita, Isolda Lira Cabral, Miss Caruaru, terceiro lugar; Cilene Aubry Bezerra da Costa, Miss Serra Talhada, primeiro; e Angélica Moura Lins, Miss Gravatá, segundo lugar. ***** Foto: Diario de Pernambuco.


Cilene Aubry Bezerra da Costa, Miss Pernambuco 1974 
          Mais de 15 mil pessoas compareceram ao Ginásio de Esportes Geraldo de Magalhães Melo, o Geraldão, na grande promoção dos Diários e Emissoras Associados. Foi um grande acontecimento social, com expressivas figuras da alta sociedade pernambucana ocupando as cadeiras de pista. As atrações artísticas foram Ronnie Von, Rosemary e o conjunto MPB-4.
          Três garotas maravilhosas foram finalistas: Isolda Lira Cabral, de Caruaru, terceiro lugar; Angélica Moura Lins, de Gravatá, segundo lugar; e Cilene Aubry Bezerra da Costa, Miss Serra Talhada, primeiro lugar.


          Cilene Aubry e sua vice Angélica Moura Lins voltaram a se encontrar na disputa pelo título de Miss Brasil 1974, vencido pela paulista Sandra Guimarães, ocasião onde Angélica concorreu como Miss Fernando de Noronha. Ambas não se classificaram entre as semifinalistas do Miss Brasil 1974.



        

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  Cilene Aubry dez anos depois, ao lado do inesquecível estilista Marcílio Campos ( Foto: coluna de Fátima Bahia-Jornal do Commercio-Recife,11/05/1986).

          
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MARIA DE FÁTIMA MOURATO DE SOUZA, MISS PERNAMBUCO 1975 


As cinco finalistas do Miss Pernambuco 1975. Da esquerda para a direita: Solange Costa, , Martha Valeska, Maria de Fátima Mourato, Inês Regis e Edileide Constantino. (Foto: Diario de Pernambuco)

          Pela ordem de classificação, as cinco finalistas do Miss Pernambuco 1975 foram: Maria de Fátima Mourato, Miss Serra Talhada; Solange Costa, Miss Vitória de Santo Antão; Inês Regis de Melo; Miss Clube Internacional do Recife; Edileide Maria Vital Constantino, Miss Moreno; e Martha Valeska Vasconcelos, Miss Grupo Jovem de Boa Viagem. Kátia Marques, Miss Clube Elefantes de Olinda, recebeu a faixa de Miss Simpatia.

          Para muitos, o título deveria ter ficado com Solange Costa, considerada a grande injustiçada do Miss Paraíba, onde tinha ficado em segundo lugar. Para outros, as cinco finalistas deveriam ter sido seis, uma vez que Edileide Maria Vital Constantino , Miss Moreno, era idêntica a Edinilza Constantino, Miss Jaboatão, sua irmã gêmea. Maria de Fátima Mourato não se classificou no Miss Brasil 1975,vencido pela catarinense Ingrid Budag. Em outubro, renunciou ao título para casar com José Ferreira dos Anjos, Major da Polícia Militar de Pernambuco. Solange Costa assumiu o título, mas renunciou pouco tempo depois, também para casar. Coube então a Inês Regis de Melo, terceira colocada, a responsabilidade de ser oficialmente a Miss Pernambuco 1975 até a eleição da Miss do ano seguinte.

         








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 Maria de Fátima Mourato. (Imagem: revista Fatos & Fotos). 


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MATILDE SOUZA TERTO, MISS PERNAMBUCO 1976

Matilde Terto - Foto: revista Manchete


          Vinte e dias mil pessoas no Geraldão, um recorde, comparado ao da pregação de Frei Damião, ocorrida semanas antes, assistiram 25 candidatas disputar o Miss Pernambuco 1976. 
          Maria Aparecida Druzziane Saraiva, Miss Caruaru, semifinalista, recebeu a faixa de Miss Simpatia. Júlia Kátia de Araújo, Miss Grupo Jovem de Boa Viagem, uma das mais famosas modelos e manequins da época, arrancou aplausos e também muitas vaias por causa do seu biótipo e estilo de desfilar. Ela fugia do padrão das Misses tradicionais e sua postura era similar às modelos da atualidade. Linda, magérrima e cheia de atitude, ficou entre as semifinalistas sem se importar quando alguém gritava: Tra-ves-ti ! Maria Betânia Magalhães Albertin, Miss Pesqueira, semifinalista, com muita classe, foi a primeira concorrente a tomar a iniciativa de parabenizar Matilde Souza Terto pela conquista do título, uma vez que outras se omitiram , descontentes com o resultado.


          Para alguns, o título teria ficado melhor nas mãos de Maria Pompéia Farias, Miss Náutico, irmã de Jerusa Farias, Miss Belo Jardim e Miss Pernambuco 1969. Matilde Terto ganhou um automóvel Chevette zero km,o mesmo prêmio que foi dado às suas duas antecessoras,oferta da empresa Caxangá Veículos. Em Brasília, Matilde Terto não obteve classificação no Miss Brasil,vencido pela paulista Kátia Celestino Moretto.







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          Á direita, Maria Betânia Albertin e Julia Kátia, em fotos do Diario de Pernambuco.

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          Mais de trinta anos depois, a conquista dos três consecutivos títulos de Miss Pernambuco pelas três garotas de Serra Talhada é quase uma lenda lá pras bandas do sertão pernambucano. Constatei isso faz uns oito anos, quando passei uma semana por lá. Em um restaurante à beira da estrada de um povoado,um senhor olhou para mim e disse : 
- O senhor sabia ? Pense na beleza da mulher sertaneja ! Serra Talhada já deu três Misses Pernambuco !
Respondi : 
- Eu sei senhor,eu estava no Geraldão nos anos de 1974,1975 e 1976 e fui testemunha da vitória de Cilene,Maria de Fátima e Matilde. Parece uma lenda como a de Lampião, guardando as devidas proporções. Uma lenda que se estenderá por várias gerações.

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