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terça-feira, 19 de novembro de 2019

SESSÃO NOSTALGIA - O Top 4 do concurso Miss Guanabara 1970

Daslan Melo Lima



As quatro finalistas do concurso Miss Guanabara 1970 - Da esquerda para a direita: 
Rejane de Rezende Simões, Miss Clube de Regatas Flamengo, quarto lugar; 
Sônia Silva, Miss Renascença Clube, terceiro; 
Eliane Fialho Thompson, Miss Floresta Country Clube, primeira colocada; 
Maria Helena Leal Lopes, Miss Telefônica Atlético Clube, segundo lugar. 
(Imagem: revista Fatos & Fotos, 2 de julho de 1970, Ano X, número 491).

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Rejane de Rezende Simões
Miss Clube de Regatas Flamengo
 quarto lugar


"A torcida preferia Rejane Simões, a candidata do Flamengo"
Imagem e comentário: Fatos & Fotos
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Sônia Silva
 Miss Renascença Clube
terceiro lugar



"Sem dúvida alguma, foi mais uma vez o Clube Renascença que ganhou a batalha das arquibancadas, cuja torcida não quis aceitar a decisão do júri, manifestando-se com vaias e assobios, quando o veredicto foi dado. No desfile de maiô, a mulata Sônia Silva, do Renascença, provocou um verdadeiro delírio do público, sobretudo quando rodopiou brejeiramente ao fazer o primeiro “pivot” na passarela."
 Imagem: Fatos & Fotos - Comentário: O Cruzeiro, 23/06/1970
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Maria Helena Leal Lopes
Miss Telefônica Atlético Clube
segundo lugar


·      Ela tinha alcançado grande notoriedade em todo o Brasil no ano anterior, quando foi capa das maiores revistas brasileiras da época, O Cruzeiro, Manchete e Fatos & Fotos. Era a favorita ao título de  Miss Guanabara 1969, mas o Juizado de Menores proibiu sua participação, por não ter 18 anos completos. 
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  "Miss Telefônica demonstrou vivo embaraço ao ser classificada em segundo lugar. Parecia muito nervosa ao final da festa."  
Imagem: Fatos & Fotos - Comentário: O Cruzeiro, 23/06/1970 
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Eliane Fialho Thompson
Miss Floresta Country Club
primeiro lugar



A escolha de Eliane não chegou a ser surpresa. Só mesmo ela pensava num segundo ou terceiro lugar, por um motivo que acabou não prevalecendo: o clube que ela representava não tem a força popular de um Renascença ou de um Flamengo, que acabaram em terceiro e quarto, respectivamente. Eliane estuda engenharia, fala três idiomas e pratica esporte. Detalhe: Miss Guanabara não é carioca. Nasceu em Barra do Piraí.
Imagem: Fatos & Fotos - Comentário: Manchete, 27/06/1970

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Eliane Fialho Thompson foi consagrada pelo público que compareceu ao Pavilhão de São Cristóvão. No momento em que seu nome foi pronunciado, todas as candidatas correram para abraçá-la, demonstrando a grande camaradagem entre as participantes do concurso. Depois veio a volta triunfal pela passarela, quando Eliane mereceu os aplausos de todos os presentes.
Comentário: O Cruzeiro, 23/06/1970
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          Na comissão julgadora, composta por doze pessoas, estavam cinco Misses: Patrícia Lacerda (Miss Distrito Federal 1954); Vera Lúcia Couto (Miss Guanabara, Vice-Miss Brasil, terceiro lugar no Miss Beleza Internacional 1964); Maria Raquel Helena de Andrade (Miss Guanabara, Miss Brasil, semifinalista/top 15 no Miss Universo 1965); Ana Cristina Ridzi (Miss Guanabara, Miss Brasil 1966); e Vera Lúcia Castro (Miss Guanabara, semifinalista/Top 8 no Miss Brasil 1967).  
           As outras personalidades foram: Carlos Rangel (chefe de redação de O Cruzeiro); Oscar Bloch (da direção de Manchete); Henrique Pongetti (jornalista); Billy Blanco (compositor); Venâncio Igrejas (Ministro); Otacílio Braga (diretor de turismo da Guanabara) e Elba Barbosa Nogueira (coreógrafa).
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      Naquele 1970, os concursos Miss Guanabara e Miss Brasil foram realizados no Pavilhão de São Cristóvão, Rio de Janeiro, pois o Maracanãzinho tinha sofrido um incêndio e estava em reformas. Eliane Fialho Thompson foi eleita Miss Brasil e ficou entre as quinze semifinalistas do Miss Universo 1970, realizado em Miami Beach. O Brasil conquistou no México o tricampeonato brasileiro de futebol. 


        Naquele 1970, as atenções de todo o país estavam de olho na Copa do Mundo e nas misses. Futebol, Carnaval e Misses (nem sempre nessa ordem)  ainda eram as três maiores paixões do povo brasileiro. 

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sábado, 3 de março de 2012

SESSÃO NOSTALGIA - MARIA HELENA, VICE-MISS GUANABARA 1970, A BELEZA PERMANECE NA ALEGRIA DE SORRIR

Daslan Melo Lima 

PRÓLOGO

 
          Maria Helena Leal Lopes, vice-Miss Guanabara 1970, já foi focalizada três vezes nesta secção:     Em 02/03/2008, “Maria Helena Leal Lopes, Vice-Miss GB 1970”, http://passarelacultural.blogspot.com/2008_03_01_archive.htmlEm 13/03/2010, “A História de Maria Helena Leal Lopes", http://passarelacultural.blogspot.com/2010_03_01_archive.html. ; e em  16/10/2010, “Concurso Miss Guanabara 1970”, http://passarelacultural.blogspot.com/2010_10_01_archive.html

  
        No dia 27 de janeiro deste ano, recebi um e-mail de Maria Helena agradecendo as matérias a ela dedicadas. Logo em seguida, ela telefonou para mim, outras ligações se sucederam e podemos dizer que ficamos amigos. Oportunamente, quando eu for ao Rio de Janeiro, iremos nos conhecer pessoalmente.  Esta primeira secção de março de 2012 é fruto de um encontro que houve entre a vice-Miss Guanabara 1970 e o meu amigo Muciolo Ferreira, jornalista e missólogo pernambucano, o maior fã da eterna Miss Telefônica Atlético Clube 1969/1970. A primeira vez que Maria Helena fez contato comigo, estabeleci a ponte virtual entre ela e Muciolo, que foi passar o carnaval no Rio e lá entrevistou esta deusa da época de ouro do Miss Brasil.  
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MARIA HELENA LEAL, A BELEZA PERMANECE NA ALEGRIA DE SORRIR (As impressões e as surpresas de um repórter diante de uma Miss de verdade)

Por Muciolo Ferreira, jornalista.

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       Conhecer pessoalmente uma das mulheres mais bonitas do país, que estampou as capas das principais revistas semanais brasileiras, como O Cruzeiro, Manchete e Fatos & Fotos, não estava previsto na minha Agenda 2012 de Carnaval no Rio de Janeiro. Todavia, duas semanas antes de embarcar para a folia carioca, recebi um telefonema de Daslan Melo Lima, editor do blog PASSARELA CULTURAL, informando ter recebido um e-mail de Maria Helena Leal, Miss Telefônica Atlético Clube 1969/70, e vice-Miss Guanabara 1970, dizendo ter ficado encantada e sensibilizada com as matérias dedicadas a ela e publicadas na Sessão Nostalgia, um espaço que o blog dedica semanalmente às misses do passado.

       Diante desse fato, pedi ao Daslan o endereço da Miss  da minha adolescência, porque não poderia deixar passar em branco uma oportunidade ímpar e, quem sabe, conseguir uma entrevista. Até porque foi ela que reforçou em mim o gosto de acompanhar os concursos da época de ouro do Miss Brasil. Surpreendentemente, no mesmo dia em que enviei meus contatos,  eis que recebo um telefonema da própria Maria Helena quando estava saindo  do chuveiro depois de um dia de verão escaldante na Capital do Frevo. Foi mais de uma hora de muita descontração, troca de gentilezas, mas nada de garantia de uma entrevista. Ela relutava em aparecer para o seu fã da adolescência 43 anos depois. Mas insisti, insisti tanto que os argumentos acabaram por convencê-la. Não sei se foi pelo cansaço. No dia e hora da entrevista mal conseguia segurar a ansiedade. Parecia até que eu era um foca na sua primeira entrevista como repórter-estagiário.

          O encontro ocorreu numa confeitaria situada na esquina da Rua Santa Clara com Nossa Senhora de Copacabana. Era um final de tarde bem carioca de uma sexta-feira após o Carnaval. A primeira impressão é a que fica. Encontrei uma mulher madura que o tempo não alterou os traços naturais. Nada de rosto plastificado ou com botox. Apenas uma leve maquiagem ao redor dos brilhantes olhos castanho-claros. O sorriso era o mesmo, franco, sonhador e com jeito de moleque. A calça jeans, a blusa estampada em tons florais e o sapato de salto alto destacavam a silhueta esguia e elegante de uma Miss de verdade, que não foi fabricada ou imposta.

       A conversa foi bastante descontraída e rolou das 17h30min até as 22h40min, quando trocamos a confeitaria e o chá da tarde por uma pizzaria. Falamos sobre tudo: família, filhos, trabalho, dinheiro, sexo e  paixões. Confiram a entrevista.

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MUCIOLO FERREIRA: Quem é Maria Helena Leal da Costa Pinto?  
MARIA HELENA LEAL: Um ponto de interrogação. Descubra se você for capaz.  
.....
MF: Qual sua melhor passarela?  
MHL:  Em cima de uma maca sendo filmada a caminho da sala de cirurgia para ter Agnes, minha primeira e única filha. 
.....
MF: Qual a palavra mais bonita num concurso de Miss?  
MHL: Mulher. 
.....
MF: E a palavra mais feia?  
MHL: Inveja. 
..... 
MF: Um momento de saudade dos tempos do Miss Guanabara?  
MHL: Quando conheci uma pessoa, o filho de um Ministro.
..... 
MF: Defina 1969.  
MHL: Revistas, glamour.
..... 
MF: E 1970? 
MHL: Derrota.
.....  
MF: Valeu a pena ter sido Miss duas vezes?  
MHL: Sinceramente, não. Até porque em 1970 minha cabeça já era outra. Tinha passado aquele encantamento da primeira vez em 1969, quando ao passar por uma banca de jornal deparei com minha foto estampando a capa da revista Manchete. Em 1970, só participei do Miss Guanabara por gratidão aos diretores do Telefônica Atlético Clube que foram muito bacanas, gentis e tinham o maior respeito comigo. Tratavam-me como um membro da família. .....  
.....
MF: Um motivo de arrependimento?  
MHL: De não ter feito concessões. Meus valores eram maiores do que qualquer fazenda, avião particular, viagens internacionais, conta bancária, fortuna mesmo, rios de dinheiro e anéis de brilhantes prometidos. Eu nunca tive sangue para ser p... 
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.....
MF: Amores? 
MHL: Muitas paixões. E todas sem interesse material.
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MF: Terceira idade? 
MHL: Faço parte dela (risos). 
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MF: Plásticas nos concursos de Miss? 
MHL: Totalmente contra.
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MF: Uma Miss Guanabara inesquecível? 
MHL: Vera Lúcia Couto dos Santos, de 1964, representante do Clube Renascença. É tão lembrada que até no Carnaval a marchinha mais executada é “Mulata Bossa Nova” composta por João Roberto Kelly em sua homenagem. Não dá pra esquecê-la, não é? 
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MF: Uma Miss Brasil inesquecível?  
MHL: Martha Rocha.   
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MF: Uma Miss Universo inesquecível?  
MHL: Com certeza, a de 1963, Ieda Maria Vargas. Que mulher era aquela?  Nunca teve outra igual. Ela tinha tudo: beleza, classe, estilo... 
..... 
MF: Sonho realizado? 
MHL: Minha filha Agnes. 
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MF: Ocupação atual?  
MHL: Professora de Educação Física do Estado do Rio de Janeiro, onde dou aulas de natação e hidroginástica nas escolas do Ensino Fundamental e Médio. ..... 
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MF: Perfume?  
MHL: Eternit.
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MF: Prato preferido?  
MHL: Cozinha oriental. 
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MF: Lazer, hobby?  
MHL: Meu hobby é amar. Mas estou há 12 anos sem saber o que é isso (risos...)

          Entre uma conversa e outra, tiramos fotos. Fiz as perguntas que desejava ouvir e obtive respostas firmes, diretas e sem rodeios. O Relações Públicas do cerimonial da Prefeitura do Recife, Wilton Condé, testemunhou o nosso encontro e fez as fotos que ilustram essa matéria. Foi um encontro de amizade e respeito mútuo com sabor de quero mais. Eternizei. 
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EPÍLOGO
 
 Jairo da Costa Pinto Filho, Agnes e Maria Helena

            Maria Helena Leal Costa Pinto é viúva do médico otorrino Jairo da Costa Pinto Filho, uma personalidade humanitária que dirigiu um hospital carioca, falecido em 27/12/2001. Maria Helena mora no Rio,  é professora de Educação Física e mãe de Agnes, sua única filha, fruto do seu casamento com o Dr. Jairo Costa.
       A propósito do encontro com Muciolo, Maria Helena me confessou o seguinte: “Amei estar com os meninos. São alegres, simpáticos, gentis e de bem com a vida. Foi uma excelente energia e um "levantamento" de auto-estima. Amei! Parecíamos três crianças. Agora só falta você.” 
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..........As revistas com Maria Helena Leal na capa são algumas das preciosidades do meu acervo, memórias  de uma época em que o vento beijava seus longos cabelos e as ondas do mar iam morrer aos seus pés. Quarenta e três anos depois, sua beleza permanece na alegria de sorrir, diz Muciolo Ferreira. E eu, e o vento e as ondas do mar iremos espalhar essa verdade para todo o território deste imenso país-continente chamado Brasil.

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sábado, 16 de outubro de 2010

SESSÃO NOSTALGIA - CONCURSO MISS GUANABARA 1970


Daslan Melo Lima 

PRÓLOGO

          O Rio estava em festa. Mas não por ser a noite da escolha da mais bela de todas as cariocas. Horas antes, o Brasil vencera o Peru e passara às semifinais da Copa do Mundo. Talvez por isso um público muito entusiasmado, mas pouco numeroso, foi até o Pavilhão de São Cristóvão (substituto eventual da passarela de beleza do Maracanãzinho, destruído por um incêndio). A não ser por isso, tudo foi como sempre. A mais loura foi a eleita, a mulata a mais aplaudida. O júri deve ter lá suas razões: Eliane Fialho Thompson, do Floresta Country Club, é a nova Miss Guanabara. (Revista Manchete, 27/06/1970)

Era tempo de Copa do Mundo. A Seleção Brasileira de Futebol brilhava no México, rumo ao tricampeonato mundial , mas quem estava na capa da importante revista O Cruzeiro era o Top 3 do Miss Guanabara 1970. Da esquerda para a direita: Maria Helena Leal Lopes (Miss Telefônica Atlético Clube, segundo lugar), Eliane Fialho Thompson (Miss Floresta Country Club, primeiro) e Sônia Silva (Miss Renascença Clube, terceiro lugar).

 
          O Pavilhão de São Cristóvão transformou-se em sede da beleza carioca, reunindo 24 candidatas que disputaram mais um título de Miss Guanabara. A festa promovida pelos Diários Associados contou com o patrocínio de Helena Rubinstein e dos maiôs Catalina, com a efetiva colaboração da Secretaria de Turismo.
          A nova Miss Guanabara tem 21 anos, longos cabelos louros e olhos verdes. Suas medidas: 1,71 de altura, 56 quilos, 90 cm de busto, 60 cm de cintura, 53 cm de coxa e 22 cm de tornozelo. Fala corretamente o francês e o inglês e entre suas diversões prediletas cita a dança como a principal. (Revista O Cruzeiro, 23/06/1970)

SÔNIA SILVA, MISS RENASCENÇA, A FAVORITA DO PÚBLICO

          Se dependesse dos aplausos da maioria do  público que estava naquela noite de junho no Pavilhão de São Cristóvão, a mulata Sônia Silva, Miss Renascença Clube, terceira colocada, teria sido eleita Miss Guanabara 1970, enquanto a loura Rejane de Rezende Simões, Miss Clube de Regatas Flamengo, quarta colocada, teria conquistado o segundo lugar.




         Miss Renascença, com um belo vestido de franjas, uma das mais aplaudidas da noite, contou com uma grande torcida, mas ficou em 3º lugar. Sem dúvida alguma, foi mais uma vez o Clube Renascença que ganhou a batalha das arquibancadas, cuja torcida não quis aceitar a decisão do júri, manifestando-se com vaias e assobios, quando o veredicto foi dado. Ao lado de Miss Renascença, Rejane de Rezende Simões, candidata do Flamengo, contou com a simpatia popular do seu clube, recebendo muitos aplausos
          Já quando desfilaram em longo, as favoritas do público se delineavam como possíveis finalistas. No desfile de maiô, a mulata Sônia Silva, do Renascença, provocou um verdadeiro delírio do público, sobretudo quando rodopiou brejeiramente ao fazer o primeiro “pivot” na passarela. 


          A torcida do Renascença exibia uma faixa gigante com os dizeres: “SÕNIA, A SUPERMULATA”. Maria Augusta, diretora da Socila e orientadora do desfile, deu uma bronca em Miss Renascença ao fim de seu desfile, por causa do exagero com que fez o “pivot” na passarela. Foram suas palavras textuais: “Não faça isso, minha filha, que você se prejudica."
(O Cruzeiro, 23/06/1970)

AS FINALISTAS E A COMISSÃO JULGADORA

As quatro finalistas do Miss GB 1970. Da esquerda para a direita, Rejane de Rezende Simões (Miss Clube de Regatas Flamengo, quarto lugar); Sônia Silva (Miss Renascença Clube, terceiro); Eliane Fialho Thompson (Miss Floresta Country Clube, primeiro); e Maria Helena Leal Lopes (Miss Telefônica Atlético Clube, segundo lugar). Foto: O Cruzeiro, 23/06/1970.
          As oito finalistas do Miss Guanabara 1970 foram: Eliane Fialho Thompson (Miss Floresta Country Club, primeiro lugar); Maria Helena Leal Lopes (Miss Telefônica Atlético Clube, segundo); Sônia Silva (Miss Renascença Clube, terceiro); Rejane de Rezende Simões  (Miss Clube de Regatas Flamengo, quarto lugar); Maria de Lourdes Veiga (Miss Botafogo); Rosa Maria de Almeida Mattos (Miss Vila Isabel); Rosária de Lima (Miss Casa do Marinheiro); e Sandra Maria Santos de Souza (Miss Marã Tênis Clube). 

          Detalhe: Maria Helena Leal Lopes, Miss Telefônica Atlético Clube, tinha alcançado grande notoriedade em todo o Brasil no ano anterior, quando foi capa das maiores revistas brasileiras da época, O Cruzeiro, Manchete e Fatos & Fotos. Era a favorita ao título de  Miss Guanabara 1969, mas o Juizado de Menores proibiu sua participação, por ela não ter 18 anos completos. Para muitos, Maria Helena teria sido imbatível em 1970, caso tivesse a ótima forma física que tinha em 1969.

          Miss Telefônica demonstrou vivo embaraço ao ser classificada em segundo lugar. Parecia muito nervosa ao final da festa. Os maiores e vivos protestos, quando se soube o resultado final, partiu da torcida do Vila Isabel. (O Cruzeiro, 23/06/1970) 
 
Nostalgia pura. Uma foto no mais clássico preto e branco, publicada na revista Manchete, de 27/06/1970, mostrando em outro ângulo as quatro finalistas do Miss Guanabara 1970. Da esquerda para a direita, Maria Helena Leal Lopes (Miss Telefônica Atlético Clube, segundo lugar); Eliane Fialho Thompson (Miss Floresta Country Clube, primeiro); Sônia Silva (Miss Renascença Clube, terceiro); e Rejane de Rezende Simões (Miss Clube de Regatas Flamengo, quarto lugar).
          Na comissão julgadora, composta por doze pessoas, estavam cinco Misses: Patrícia Lacerda (Miss Distrito Federal 1954); Vera Lúcia Couto (Miss Guanabara e vice-Miss Brasil 1964); Maria Raquel de Andrade (Miss Guanabara e Miss Brasil 1965); Ana Cristina Ridzi (Miss Guanabara e Miss Brasil 1966); e Vera Lúcia Castro (Miss Guanabara 1967).  As outras personalidades foram: Carlos Rangel (chefe de redação de O Cruzeiro); Oscar Bloch (da direção de Manchete); Henrique Pongetti (jornalista); Billy Blanco (compositor); Venâncio Igrejas (Ministro); Otacílio Braga (diretor de turismo da Guanabara) e Elba Barbosa Nogueira (coreógrafa).

EPÍLOGO 

A escolha de Eliane não chegou a ser surpresa. Só mesmo ela pensava num segundo ou terceiro lugar, por um motivo que acabou não prevalecendo: o clube que ela representava não tem a força popular de um Renascença ou de um Flamengo, que acabaram em terceiro e quarto, respectivamente. Eliane estuda engenharia, fala três idiomas e pratica esporte. Detalhe: Miss Guanabara não é carioca. Nasceu em Barra do Piraí. (Manchete, 27/06/1970)
Eliane Fialho Thompson foi consagrada pelo público que compareceu ao Pavilhão de São Cristóvão. No momento em que seu nome foi pronunciado, todas as candidatas correram para abraçá-la, demonstrando a grande camaradagem entre as participantes do concurso. Depois veio a volta triunfal pela passarela, quando Eliane mereceu os aplausos de todos os presentes. (O Cruzeiro, 23/06/1970)
              
          Eliane Fialho Thompson tinha vocação para Miss. Foi eleita Miss Brasil e obteve classificação entre as quinze semifinalistas do Miss Universo. Com inteligência, simpatia, disciplina, classe e categoria, a hoje internacionalmente consagrada artista plástica Eliane Thompson-Kronig, soube dar o valor devido ao seu reinado de beleza, iniciado naquela noite de junho, quando o Pavilhão de São Cristóvão, foi cenário do concurso Miss Guanabara 1970.

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