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sábado, 23 de janeiro de 2010

10º ENCONTRO DE LAJENSES, UM CANTO DE AMOR À PRINCESA DAS FRONTEIRAS

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Voltar a São José da Laje, a Princesa das Fronteiras, é reencontrar o menino que eu fui.
Imagine não apenas eu, menino de ontem, mas dezenas de conterrâneos-contemporâneos, garotos e garotas de um tempo que se foi, tomando um coquetel de emoções inacabadas no Encontro de Lajenses.
Nada supera a magia do momento.

Os sonhos de ontem, envolvidos em amores e desamores, dão as mãos.
Os objetivos de ontem, envolvidos em ilusões e desilusões, dão as mãos.
Pelas linhas dos rostos, marcas de percas e desencantos.
Pelo brilho dos olhos, sinais de ganhos e encantos.

Acho até que o vento e as pedras pedem para o Rio Canhoto cessar um pouco sua eterna caminhada para o mar.
Só para nossas lágrimas enxugar.
Só para nossa alegria escutar.



A ORIGEM DO ENCONTRO DE LAJENSES


..................Quitéria Martins, a idealizadora do Encontro de Lajenses..........

Domingo, 24 de dezembro de 1999, Joel Bernardo é convidado para passar a noite de Natal na residência de Quitéria Martins. As conversas logicamente entre outros temas não deixaria de ser os bons momentos vividos por todos na Laje nas décadas de 50, 60 e 70. No meio da conversa eis que surge uma indagação de Quitéria Martins dizendo que tinha muita vontade de juntar toda aquela gente do passado para uma confraternização bem festiva como nos velhos tempos e que fosse ali repetidos todos os gestos de amizade fraterna de lajenses quando se encontram. Logo Joel falou: “E porque a gente não faz isso?” Quitéria retrucou: “ Muita gente já pensou em fazer isso, mas nem começou por ser muito difícil e complicado.” Joel falou: “Mas a gente não tentou, e, conosco é diferente...”
(Fonte: www.encontrodelajenses.net)

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DE MACEIÓ A SÃO JOSÉ DA LAJE

Saí de Maceió às 07h30min do sábado, 09, no ônibus especial da Real Alagoas, como integrante do grupo organizado por Apolônio Cardoso, um dos membros da comissão organizadora do 10º Encontro de Lajenses.










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A MISSA

A Missa solene, celebrada às 09 horas, foi um momento de grande emoção. Não contive minhas lágrimas e chorei muito.






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HOMENAGENS

O amplo espaço do salão de eventos da Escola Estadual Cônego Teófanes de Barros foi o cenário da décima edição do Encontro de Lajenses. As atrações musicais tocaram todos os ritmos.










Entre os homenageados do encontro, da esquerda para a direita, estavam:

Antônio Aquilino Filho - Muitos choraram quando o filho do saudoso professor Antônio Aquilino, acompanhado da mãe, foi agraciado com uma medalha. Zeza, genitora de Aquilino Filho, estava grávida desse quando foi a União dos Palmares fazer um exame médico e lá pernoitou. Enquanto isso, seu esposo e as duas filhinhas do casal foram três das inúmeras vítimas fatais da enchente do Rio Canhoto de 1969. Zeza e seu filho vivem hoje em Niterói.

Dr. Manuel Ferreira, o Manu - Muita gente também chorou com o discurso de Manuel Ferreira, desde criança conhecido como "Manu", quando ele fez referência às suas origens, "filho bastardo de uma lavadeira da Rua Passagem de Maceió".

José Lopes de Farias - Ele salvou muitas vidas ao tocar sem interrupção o sino da estação na fatídica madrugada de 14/03/1969, quando uma enchente no Rio Canhoto destruiu parcialmente a cidade.

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ALEGRIA, REENCONTROS, ABRAÇOS, EMOÇÃO...

Uma grande parte dos presentes, meus conterrâneos-contemporâneos, veio de outras cidades. De vez em quando ouvia-se uma exclamação do tipo : "É você? Não acredito! Quantas saudades!"

Vale destacar o entusiasmo da nova geração, comentando que o Encontro de Lajenses é a maior festa de São José da Laje. Para Gilbertinho Fernandes, "o significado vai além da festa: é a concretização do amor ao próximo e a sua terra."
















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A VOLTA, DE SÃO JOSÉ DA LAJE PARA MACEIÓ

Saí de São José da Laje com o meu grupo quando o relógio marcava 19 horas. No coração de todos, a vontade de ficar. Para mim, em particular, a sensação de que o menino lajense que existe em mim viveu um dos melhores dias de sua vida.
Obrigado, Senhor !











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APOIO CULTURAL - Os patrocinadores do 10º Encontro de Lajenses foram: Adalberto Oliveira Santos - Antonio Ivo Souza Braga - Asfal(Associação do Fisco de Alagoas) - Caliente (Shirley e Carlinhos Timóteo da Silva) - Calmag Comércio e Representações - Cosme Fernando Júnior - Duance (José Evaristo Gomes Lopes Filho) - Evaristo Madeira (José Evaristo Gomes Lopes)- Galeto na Brsa DÉmery (Família Emery) - Grupo RBS (Reginaldo Batista da Silva) - José Correia Barreto - José Gomes - Marcos Antonio Gonçalves Pontes - Marmogran Mármores e Granitos - Patamar (Janivaldo Paes de Souza ) - Prefeitura Municipal de São José da Laje - Reserva Ecológica Osvaldo Timóteo - Rio Negro (Joel Bernardo da Silva) - SV Transporte (Sidney Vieira) - Solimões (Olímpio Lyra) - Toucher (Jacineide Silva) - Usga (Usina Serra Grande) - Usina Coruripe - Vidrolaje (Everaldo Santos Cavalcante).

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COMISSÃO ORGANIZADORA
Quitéria Martins, Maria do Carmo "Lili" Martins, Maria Angélica Lyra, Maria Diniz Lyra, Solange Teixeira, Carlinhos Lyra, Eugênio Lyra, Raul Teixeira e Apolônio Cardoso.

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ABRAÇO DE AMOR

O verdadeiro sentido do Encontro de Lajenses está na música feita especialmente para o evento.

Abraço de Amor

Angélica, Dydha e João Lyra

Eh! Saudade!
De um tempo que não volta mais
Me dê um sorriso, um abraço apertado amigo
Saudade está comigo e não aguento mais


É tão bom te encontrar aqui
Que bom te rever
Da nossa infância distante,
Um sonho azul na lembrança


E agora que estou ao teu lado
Relembro o passado feliz, que o tempo levou
Encontro de amigo e saudade
São José da Laje é um abraço de amor


Eh! Saudade!

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domingo, 17 de janeiro de 2010

SESSÃO NOSTALGIA - POR QUEM CHORAM EVELYNE MIOT E GERTHI DAVID

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Daslan Melo Lima



Havia uma Miss Haiti entre as semifinalistas do Miss Universo 1962.
Evelyne Miot era o seu nome.



Havia uma Miss Haiti entre as semifinalistas do Miss Universo 1975.
Gerthie David era o seu nome, segunda colocada.

Há centenas de negros e negras sob os escombros do terremoto do Haiti.

Por quem choram Evelyne Miot e Gerthie David?

Pela história sofrida do seu povo...
Pelos mistérios da vida e da morte...
Pelas lágrimas de um triste ano novo...
Por um país que só Deus mudará a sorte.

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segunda-feira, 11 de janeiro de 2010

SESSÃO NOSTALGIA - NOSSA TRADIÇÃO DE MISSES

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Daslan Melo Lima

Final de dezembro de 1959 em São José da Laje, Alagoas, a cidadezinha onde nasci, um universo lento em preto e branco, sem televisão, sem computador, sem internet, sem telefone... As paredes do Mercado Público, na esquina com o local conhecido como “corte”, por onde passavam os trens de ferro, amanheceram pichadas com letras bonitas e enormes onde se liam “Salve 1960!”

As crianças daquele tempo nem se davam conta de que iam ser testemunhas de uma década que produziria alguns dos mais importantes ícones da história: O filme “O Pagador de Promessas”; A corrida espacial; The Beatles; Rolling Stones; Jovem Guarda; Festivais da MPB; Twist; Mini-saia; Hippies; Brasília; Éder Jofre, campeão mundial de boxe; Seleção Brasileira, bicampeã mundial de Futebol; “Laços de Família”, de Clarice Lispector; O método de alfabetização em massa de Paulo Freire; O lançamento das revistas Realidade, Veja e do semanário O Pasquim; O humor de Sérgio Porto ”Stanislaw Ponte Preta”...

Sou uma pessoa romântica e sentimental, mas não ingênua ao ponto de achar que todas as coisas lá do passado eram maravilhosas. Nos anos 60, a Guerra do Vietnam fez milhares de vítimas e uma tromba d'água no Rio Canhoto destruiu parcialmente a cidade onde nasci. Todavia, confesso que sinto uma saudade imensa de um tempo mais lento, menos competitivo. Saudade de um tempo onde o futuro ainda estava distante de mim, distante, muito distante.

Para quem foi criança nos mágicos anos 60, assusta – e muito – saber que a qualidade de vida no planeta terra está irremediavelmente comprometida pelo excesso de veículos, desmatamento da Amazônia, avanço do mar, buraco na camada de ozônio, derretimento das calotas polares... Ninguém falava dessas coisas na minha infância.



Vou fechar os olhos e imaginar que é final de dezembro de 1959 em São José da Laje, Alagoas. Vou pedir na Farmácia do Povo, ou na Drogaria Modelo, um dos mais cobiçados brindes natalinos da época: um Almanaque Capivarol, Biotônico Fontoura ou Goulart, como aquele que minha mãe ganhou e que guardo com muito carinho, com Elizabeth Taylor na capa, linda, mais linda do que nunca.



Naquele Almanaque Goulart de 1960 há uma matéria com o seguinte título "Nossa Tradição de Misses", ilustrada com três imagens mostrando quatro misses: Zezé Leone, Miss Brasil 1922; Marta Rocha e Emília Corrêa Lima, Miss Brasil 1954 e 1955, respectivamente; e Vera Ribeiro, Miss Brasil 1959.

As crianças daquele tempo nem se davam conta de que iam ser testemunhas de uma década que produziria alguns dos mais importantes ícones da beleza brasileira de todos os tempos, garotas maravilhosas que foram Top 5 nos mais prestigiados concursos de beleza do mundo:

Vera Maria Brauner, vice-Miss Beleza Internacional 1961;
Maria Olívia Rebouças Cavalcanti, quinta colocada no Miss Universo 1962;
Ieda Maria Vargas, eleita Miss Universo 1963;
Vera Lúcia Couto Santos, terceira colocada no Miss Beleza Internacional 1964;
Maria Isabel Avelar Elias, quarta colocada no Miss Mundo 1964;
Sandra Penno Rosa, quinta colocada no Miss Beleza Internacional 1965;
Marluce Rocha Manvailler, quarta colocada no Miss Mundo 1966;
Martha Vasconcellos, eleita Miss Universo 1968;
Maria da Glória Carvalho, eleita Miss Beleza Internacional 1968.

Vou fechar os olhos e imaginar que é final de dezembro de 1959 em São José da Laje, Alagoas, e sonhar com o futuro distante de mim, distante, muito distante, envolvido em maravilhosos sonhos coloridos.

A todos vocês, meus amados leitores, minhas amadas leitoras, uma feliz década de 1960! Perdão! Eu quero dizer, uma feliz década de 2010!

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sábado, 2 de janeiro de 2010

SESSÃO NOSTALGIA - GINA MACPHERSON, VALE A PENA SER MISS

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Daslan Melo Lima

No primeiro ano dos mágicos anos sessenta, uma década mil vezes cantada em verso e prosa, quando o Rio de Janeiro deixou de ser a capital do Brasil, surgiu o Estado da Guanabara. O Estado, que existiu até 1975, começou com o pé direito. Gina Macpherson, Miss Botafogo, Miss Guanabara, foi eleita Miss Brasil 1960, semifinalista no Miss Universo, e foi a primeira de outras misses Guanabara a conquistar o título máximo da beleza brasileira. As outras foram: Maria Raquel Helena de Andrade (1965), Ana Cristina Ridzi (1966) e Eliane Fialho Thompson (1970).


Gina Macpherson, Miss Botafogo. Miss Guanabara, Miss Brasil 1960. (Foto: Indalécio Wanderley, revista O CRUZEIRO, 18/06/1960)

Gina Macpherson, 20 anos de idade, filha de pai escocês e mãe norte-americana, educada em colégio de freiras, nascida em Niterói, estava atrás do balcão da agência de uma companhia de aviação, a BOAC, onde trabalhava como recepcionista, quando Marcílio Nunes, um dos diretores do Botafogo, convidou a bela morena de olhos verdes para disputar o título de Miss Guanabara.


VALE A PENA SER MISS?


Em 1966, Gina Macpherson morava no nordeste, precisamente em Natal, capital do Rio Grande do Norte, quando a revista MANCHETE fez a entrevista com ela para a série de reportagens "Vale a pena ser Miss?"

Casada com Ademar Garcia, Oficial da Marinha, mãe de dois filhos, Carla e Norman, e figura da alta sociedade potiguar, Gina Macpherson fez as declarações abaixo ao jornalista Andre Kallas, da MANCHETE.

Vale a pena, sim. Desde, porém, que o título não suba à cabeça da eleita. É uma experiência única na vida de qualquer moça. Se fosse necessário, venceria novamente a minha timidez e voltaria à passarela do Maracanãzinho para repetir tudo de novo. Se minha filha Carla, de três anos, quando crescer, quiser ser candidata a algum título de beleza e o pai não fizer objeção, eu não a impedirei. Pelo contrario, procurarei até orientá-la, pois essa orientação – como a que tive de minha mãe e de minha irmã Dorothy – é de maior importância, decisiva mesmo. É verdade que tive alguns aborrecimentos com jornalistas – alguns chegaram ao cúmulo de dormir na porta da minha casa, com o intuito de me vigiar - , mas tudo isso é irrelevante, e dos aborrecimentos daquela época não guardo lembrança nem rancor. Valeu a pena ser Miss, sim. Fui Miss Brasil há seis anos, e já faz tempo que estou fora do noticiário dos jornais e revistas. Pois bem, até hoje, quando vou à feira, aqui em Natal, todos olham para mim, reconhecem-me e me presenteiam com o melhor dos seus sorrisos. E isso é coisa que não tem preço.


Gina Macpherson e os filhos Carla e Norman, na sua residência de Natal, Rio Grande do Norte. (Foto: Sebastião Barbosa, revista MANCHETE, 28/05/1966)

Eu jamais pensei em ser Miss Guanabara ou Miss Brasil. Nem mesmo Miss Botafogo. Mas, quando conquistei o primeiro título, senti que poderia ir adiante. E quem me incutiu essa certeza foram os fotógrafos. Comecei a notar a insistência com que eles me procuravam – a mim mais do que às outras. Era um bom sinal – e isso me animava. Aprendi também que, num concurso de beleza, o importante é encontrar sempre tempo para repousar. Porque não há beleza que resista a três ou quatro noites mal dormidas.

Sei que é um chavão o que vou dizer, mas toda verdade tem um pouco chavão. E ai vai o meu : tudo parecia um conto de fadas. Um conto de fadas que começou exatamente quando desfilei pela última vez, já de maiô, e ouvi milhares de pessoas gritando por mim: Já ganhou! Já ganhou!


GINA MACPHERSON E O MISS UNIVERSO

A propósito do concurso Miss Universo, Gina Macpherson declarou :
Acho que nos Estados Unidos os concursos de beleza, seja qual for o ano ou a época, nunca fogem da rotina. Os americanos são organizados demais e tudo é muito quadradinho. E, na minha opinião, existe muita política na escolha da Miss Universo. Ganhou a norte-americana Linda Bement, mas existiam várias moças mais bonitas que ela. Eu estava preparada para qualquer resultado: acabei ficando em sexto lugar.

GINA MACPHERSON, FELIZ COMO NOS CONTOS DE FADAS

Ao voltar de Miami Beach, Gina começou a percorrer o Brasil de ponta a ponta. Foi a Vitória, Fortaleza, Recife e dezenas de outras cidades. Em Goiânia, um admirador ofereceu-lhe um presente dos mais estranhos, cujo significado até hoje não compreendeu: duas balas de revólver. Mas ganhou também numerosos outros presentes, menos insólitos, inclusive valiosas jóias, além de um prêmio de viagem à Europa oferecido pela companhia em que trabalhava. Um detalhe: por exigência de seu pai, a não ser no dia da eleição, nunca mais desfilou em maiô nas festas a que comparecia.



Gina Macpherson e Ademar Garcia. (Foto: Revista MANCHETE)

Gina Macpherson não cumpriu totalmente o seu reinado como Miss Brasil. No dia 26 de janeiro de 1961, sete meses após ter sido eleita a mulher mais bela do país, casou com Ademar Garcia, com quem havia tido um desentendimento na época do Miss Guanabara, por ele não concordar com sua participação no concurso.

“Casaram-se e estão felizes como nos contos de fadas”, assim termina a reportagem "Vale a pena ser Miss?" na revista MANCHETE, de 28 de maio de 1966.

“Casaram-se e estão felizes como nos contos de fadas”, uma oração típica dos anos 60, um tempo mágico que se foi, para sempre se foi.

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