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sábado, 10 de março de 2018

DE TIMBAÚBA PARA O MUNDO - Dona Lourdinha, 93 anos, alvirrubra e carnavalesca


>>>>> A matriarca da família Coutinho, a mais numerosa de Timbaúba, foi homenageada com um Carnaval especial


Maria de Lourdes Jacques Coutinho, Dona Lourdinha, viúva do renomado médico João Gomes Coutinho (Dr. João Coutinho, uma legenda da medicina em Timbaúba) nasceu em Olinda, PE, em 06/07/1925. Pianista quando jovem, com apresentações no Teatro de Santa Isabel, não seguiu carreira após o casamento, mas o amor pela música segue até hoje. O seu esposo também tinha gosto musical refinado. Os filhos Zarinha, Mirinha, Tânia, Cristina, Toinho, Zezinho, Paulo, Fátima, Tereza, Lourdinha, Maria Alice, João, Lúcia e Hermano cresceram ouvindo óperas, tangos e clássicos da música internacional e brasileira. Hermano comenta que: “Sem dúvida, a música foi um dos melhores legados que nos deixaram. Por isso, sempre que podemos, reunimos familiares a amigos para celebrarmos ocasiões, momentos especiais, com harmonia e muita alegria. ”

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Dona Lourdinha, apesar do título desta matéria, ainda não tem 93 anos. Irá completar essa idade no dia 06 de julho.
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          A família este ano fez um carnaval privê especial para Dona Lourdinha, torcedora apaixonada do Clube Náutico Capibaribe. Tudo aconteceu no salão de festas do Edifício Villa Cláudia, no Espinheiro, Recife, na tarde do dia 03.  Hermano confessa: “Certamente já festejamos tantos outros carnavais, mas essa foi a segunda edição como Carnaval de Dona Lourdinha. Ano passado foi bem mais intimista, com bem menos gente, no próprio apartamento. Mas sempre com música de qualidade. Percebemos que poderíamos fazer algo bem maior, mais colorido, atrações, homenagens e presença ampliada de público. Assim o fizemos. Entre familiares e amigos, tivemos mais de 60 pessoas, muito pouco, considerando o tamanho de nossa família, talvez a mais numerosa de Timbaúba. São 14 filhos, 43 netos; 90 bisnetos e 15 trinetos. ”

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      As atrações musicais da festa foram Getúlio Cavalcanti, Alessandra Cavalcanti e o Quinteto Matéria Prima. Ainda a presença do Porta Estandarte da Troça Carnavalesca Pitombeira dos Quatro Cantos, de Olinda, paixão de toda família; fantasias de luxo inéditas, que no carnaval vieram a desfilar na Pitombeira, e passistas do Balé Popular do Recife. A decoração foi presente de Ângela Fischer, diretora do Balé Popular do Recife, que juntamente com Márcia Speridião confeccionou o estandarte da festa. Outros parceiros: o presidente da Pitombeira, Júlio Silva e Dindo e Danilo Berenguer
         E todas as emoções, se Deus permitir, voltarão a ser vividas em 2019.
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Edição ampliada da página de Comportamento da revista TIMBAÚBA EM FOCO, fevereiro/2018, nº 82.  
                 
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SESSÃO NOSTALGIA - Karen Correia, Miss Pernambuco Beleza Internacional 2018


Daslan Melo Lima


O Miss Beleza Regional, concurso que já revelou fortes candidatas ao Miss Pernambuco, chegou à vigésima primeira edição. Sob a coordenação de Josenildo Batista, seu criador, o certame agora tem uma nova missão: escolher a representante de Pernambuco para o Miss Brasil Beleza Internacional.
     O evento, com o título de Miss Beleza Regional/Pernambuco Beleza Internacional, foi realizado na noite do dia 24 de fevereiro, no palco do Teatro Radio Difusora, na cidade de Caruaru. Eu fui convidado para compor o júri técnico e apresentar o evento. Testemunhei o esforço impressionante de Josenildo à frente de um certame realizado com muito carinho, mas ainda sem a estrutura que norteia os concursos da Be Emotion, que elege a brasileira para o Miss Universo.

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As doze candidatas

Foto em conjunto antes do desfile para o juri técnico.
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Aguardando o jantar no Caruaru Pallace Hotel, véspera do desfile final.
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Saindo do Caruaru Pallace Hotel para os ensaios no Teatro da Radio Difusora de Caruaru.
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Doze garotas disputaram o Miss Beleza Regional/Pernambuco Beleza Internacional 2018. Elas passaram por etapas seletivas desde o mês de outubro do ano passado, até chegarem à final:
Bárbara Argemiro, Beleza Altinho, 18 anos, estudante;
Letícia Pacheco, Beleza Caruaru, 18 anos, modelo;
Karen Correia, Beleza Garanhuns, 23 anos, graduada em Matemática, modelo e praticante de jiu-jitsu;
Lilene Luna, Beleza Gravatá, 26 anos, servidora pública;
Genitânia Medeiros, Beleza Itambé, 26 anos, gerente de loja;
Lisa Ketylen, Beleza Olinda, 17 anos, estudante;
Aline Silveira, Beleza Recife, 19 anos, estudante de Gastronomia e Medicina Veterinária;   
July Kely, Beleza Santa Cruz do Capibaribe, 19 anos, modelo;
Vitória Johly, Beleza São Caetano, 17 anos, estudante;
Yale Luz, Beleza São Lourenço da Mata, 21 anos, animadora de eventos;
Daniela Queiroz, Beleza Sertânia, 26 anos, agricultora e modelo;
Nathália Oliveira, Beleza Surubim, 18 anos, modelo.

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Top 7 – Júri Técnico – Comissão julgadora – Top 3 – Torcidas – Títulos Especiais
             

Thaís Andrade, Miss Beleza Regional 2017. A coroa remete às usadas pelas vencedoras do Miss Universo das décadas de 60 e 70.
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A comissão julgadora da noite final foi composta por Josenildo Batista, presidente do concurso; Thaís Andrade, Miss Beleza Regional 2017 e Miss Pernambuco do Miss Brasil Latina 2018; Vianailson de Oliveira, empresário; Sandra Mota, produtora de moda; Stella Cabral, Miss Beleza Regional 2013; Taline Leonel, Miss Paranatama, candidata ao Miss Pernambuco 2018; e Marcílio Ratis, executivo. Coube a essas pessoas apontarem a vencedora:  Karen Correia, Beleza Garanhuns; cabendo o segundo lugar a Nathália Oliveira, Beleza Surubim, e o terceiro a Lisa Ketylen, Beleza Olinda. Uma indagação única foi feita a cada garota do Top 7: explicar ao júri que estava preparada para ser eleita Miss Beleza Regional Pernambuco/Beleza Internacional 2018.   

Lisa Ketylen, Beleza Olinda, terceiro lugar.
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Nathalia Oliveira, Beleza Surubim, segundo lugar.
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Karen Correia, Beleza Garanhuns, primeiro lugar.
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As torcidas estavam animadíssimas, mas o conjunto da Beleza Garanhuns arrancou os maiores aplausos da noite, não apenas dos que foram torcer por ela, mas também das torcidas das outras beldades.
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Títulos especiais: Beleza Internet, Yale Luz/São Lourenço da Mata; Beleza Simpatia, July Kely/Santa Cruz do Capibaribe; Beleza Personalidade, Daniela Queiroz/Sertânia; Beleza Elegância, Aline Silveira/Recife; Beleza Revelação, Letícia Pacheco/Caruaru; Beleza Fotogenia, Vitória Johly/São Caetano, e Beleza Virtual, Lilene Luna/Gravatá. 
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Karen Correia e Taline Leonel, Miss Paranatama, que irá disputar o Miss Pernambuco 2018.
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Detalhes: Sandra Mota concedeu um prêmio especial de inclusão social para Genitânia Medeiros, Beleza Itambé. Genitânia será treinada para o mundo dos desfiles de moda.  ***** Karen Correia, Beleza Garanhuns, e Yale Luz, Beleza São Lourenço da Mata, participaram do Miss Pernambuco 2017. Karim obteve um lugar entre as semifinalistas, Top 12. 
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                                  Atração artística – Parceiros

A grande atração artística do Miss Brasil Beleza Regional/Pernambuco Beleza Internacional foi o Domaine Grupo de Dança, uma equipe multicultural com diversas linguagens, tendo como foco principal a arte. O grupo trabalha com apresentações artísticas e culturais e com aulões de dança em eventos e shows. Parceiros do concurso: Sandra Mota (produtora de moda e editora da revista G Modas); Caruaru Palace Hotel; Enquadro Filmes; Blog Passarela CulturalUnimeralli (sistema de tratamento de água) e Nutrimetcs e sua equipe (Larissa Limeira-Salão Cardins/Girlane-make up/Elâine Cintra-make up).
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Foi uma atividade prazerosa apresentar o Miss Beleza Regional/Pernambuco Beleza Internacional 2018.  


Eu e elas.
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Na tarde do concurso, no Teatro Radio Difusora de Caruaru, local do evento.
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Pausa para uma selfie ao lado de Yale Luz e Karen Correia. 
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Fiquei baixinho ao lado da Karen Correia.
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     A todo instante, eu lembrava do meu tempo de adolescente, quando brincava de apresentador do concurso Miss Brasil. A sala da casa do meu avô materno em São José da Laje, Alagoas, era o Maracanãzinho. Além de apresentador, eu fazia parte da comissão julgadora, era as atrações musicais e orientava as misses a desfilarem pelo corredor. Tudo terminava em paz e harmonia, assim como em paz e harmonia terminou minha missão como apresentador do Miss Beleza Regional/Pernambuco Beleza Internacional 2018. 

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Crédito das fotos: DML/Passarela Cultural
Todas as imagens desta secção foram geradas no meu smartphone

sábado, 3 de março de 2018

Quando maio vier


Os programas noticiosos de televisão anunciaram que na quarta-feira passada, 28 de fevereiro, seria o último dia para os aposentados do INSS fazerem prova de vida, a fim de não haver suspensão dos seus pagamentos. Gozando de ótima saúde, lá fui eu para a agência da Caixa Econômica Federal provar que estava vivo.
        Sensação boa e estranha dizer que você é você, "vivinho da silva". Depois de uma hora na fila, chegou minha vez de ser atendido. A estagiária pediu meu CPF, consultou o sistema, e disse: "Venha em maio provar que está vivo. Hoje é o último dia para quem não renovou o cadastro no ano passado." 
    Desgaste ter passado uma hora em vão esperando ser atendido. Contorneu a frustração mentalizando coisas positivas. Haverei de estar ótimo quando maio vier, e quando outros e outros maios vierem, se Deus permitir. 
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- Daslan Melo Lima

DE TIMBAÚBA PARA O MUNDO - Amigo a gente sente


>>>>> Confraternizações ilustram o significativo texto do escritor Machado de Assis (1839-1908)

Summer of 2018 - Ponta de Pedras
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Abençoados os que possuem amigos, os que os têm sem pedir.
Porque amigo não se pede, não se compra, nem se vende.
Amigo a gente sente!

Benditos os que sofrem por amigos, os que falam com o olhar.
Porque amigo não se cala, não questiona, nem se rende.
Amigo a gente entende!

Summer of 2018 - Ponta de Pedras
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Benditos os que guardam amigos, os que entregam o ombro pra chorar.
Porque amigo sofre e chora.
Amigo não tem hora pra consolar!

Treinamento Funcional by Theo Henrique - AABB
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Benditos sejam os amigos que acreditam na tua verdade ou te apontam a realidade.
Porque amigo é a direção.
Amigo é a base quando falta o chão!

Treinamento Funcional by Theo Henrique - AABB

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Benditos sejam todos os amigos de raízes, verdadeiros.
Porque amigos são herdeiros da real sagacidade.
Ter amigos é a melhor cumplicidade!
Há pessoas que choram por saber que as rosas têm espinho,
Há outras que sorriem por saber que os espinhos têm rosas!

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SESSÃO NOSTALGIA – Pérolas Negras. Mulheres de 400 talheres. Por onde andam as Misses do Clube Renascença, no Rio?


Daslan Melo Lima    
                                                                      
          Meu celular tocou às 16h do dia 13 de dezembro do ano passado. Era o jornalista Renato Fernandes, paulista residente no Rio de Janeiro, repórter especial da revista Joyce Pascowitch. Ele ia escrever uma matéria sobre as misses do Clube Renascença que mais se destacaram e   queria ouvir o que eu sabia sobre o assunto. Foram quase duas horas ao telefone.  Na última edição da revista, a de fevereiro, com a atriz Taís Araújo na capa, a publicação circulou nas bancas de todo o País com seis páginas dedicadas às deusas do Renascença. Chamada de capa: “Perólas Negras - Por onde andam as misses do Clube Renascença, no Rio? “ Título da reportagem: “Mulheres de 400 talheres. ” Abaixo, reprodução integral da matéria. Boa leitura!
                                                            
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Mulheres de 400 talheres


Nos anos 1960, 0 Clube Renascença quebrou tabus, preconceitos e paradigmas na sociedade com seu concurso de miss. Alçadas ao estrelato, essas belas mulheres marcaram época e são lembradas até hoje.

Por Renato Fernandes
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Inaugurado em 1951, durante os anos dourados no Brasil, o Renascença surgiu para os negros da classe média do Rio de Janeiro como uma opção de esporte e lazer, já que eles eram proibidos de frequentar os tradicionais clubes da cidade. “Entre os fundadores estavam um grupo de médicos e de comerciantes negros, que não queriam sofrer discriminação em outros espaços”, conta o missólogo e historiador Daslan Melo Lima, um dos maiores estudiosos do tema hoje.
      O clube ficava no bairro de Andaraí, na zona norte, e as mulheres tiveram papel fundamental em seu desenvolvimento. Eram 19, dos 29 sócios que fundaram o lugar. Foi por essa breve presença feminina que surgiu o concurso de miss do Rena, nome usado na época, e a competição colocou suas participantes em total evidência. A olheira, que selecionava e que preparava as misses, era a cabeleireira Dinah Duarte, dona de um conceituado salão de beleza no Méier.
      Ao desfilarem suas curvas no maiô Catalina, no Maracanãzinho, para o Miss Guanabara, como se chamava o estado do Rio de Janeiro, as misses Renascença eram ovacionadas e consagradas. Só dava elas. Relembre aqui, três de suas maiores beldades.
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Vera Lúcia Couto - Mulata Bossa Nova


Vera Lúcia Couto dos Santos, Miss Renascença, na capa do disco Carnaval Rio (à esq.) e em ensaio para a revista Manchete.

     “Mulata Nossa Nova... Caiu no hully gully... E só dá ela. ” Ela quem? Vera Lúcia Couto dos Santos, musa da marchinha carnavalesca composta por João Roberto Kelly e que venceu o Miss Guanabara em 1964. Detalhe, até então, nunca uma negra tinha alcançado esse título. Vera Lúcia venceu e venceu bonito, mas nada por vontade própria, mas sim por insistência do Clube Rena que queria porque queria que ela concorresse. Ela recusou por dois anos os convites e o medo de sofrer preconceito era uma das razões. Só depois que teve o apoio do pai, aceitou. Não bastasse, Vera Lúcia foi a primeira negra a concorrer ao Miss Brasil. Não ganhou o concurso, mas ficou em segundo lugar e ainda representou o país no Miss Beleza Internacional, em Long Beach, nos Estados Unidos, ficando na terceira colocação.
      No dia do concurso do Miss Brasil 1964, enquanto desfilava, ouviu de uma senhora numa mesa: “Sai daí crioula, seu lugar é na cozinha! ”. Mas não perdeu a altivez e nem o olhar de ternura. No ano seguinte, durante as comemorações do quarto centenário do Rio, desfilou deslumbrante no carro aberto dando tchauzinho para qualquer tipo de preconceito.
      Não seguiu a carreira artística e não foi por falta de convite. Preferiu casar e ser mãe de três filhos. Tornou-se funcionária da Riotur e hoje mora em Niterói, mas continua virando o pescoço dos transeuntes quando passa.
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Esmeralda Barros – Estrela Internacional


Esmeralda Barros na revista Amiga.
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Esmeralda Barros posando para a revista O Cruzeiro, que a descrevia como:"Na tevê os seus rebolados dão coqueluche em gente grande". No detalhe, na revista Amiga, já como uma estrela internacional. 
Esmeralda Barros foi capa da revista O Cruzeiro, em fevereiro de 1966.

No fim da década de 1960, uma “mulata para quatrocentos talheres”, como era conhecida, invade os estúdios da Cinecittà, em Roma. Seu nome? Esmeralda Barros, a moça que perdeu o título de Miss Renascença 1964 para Vera Lúcia Couto. Na época, houve grande burburinho: todos queriam saber o motivo pelo qual Esmeralda não tinha levado a coroa. E ele era um só: ela já era conhecida no showbiz brasileiro, porque havia atuado em shows de Carlos Machado, o que não era bem-vindo no concurso. “Isso é fato, garotas que sonhavam em ingressar no mundo artístico fugiam do perfil das que concorriam ao concurso de miss”, conta o missólogo Daslan Melo Lima. Esmeralda tinha tudo e mais um pouco, mas aura de virgem e donzela, isso ela não tinha.
      Não levou a faixa de Miss Renascença, mas ganhou um convite para atuar na Itália, depois de aparecer em Operação Paraíso, uma produção italiana rodada no Rio de Janeiro, em 1965, com o ator Raf Vallone. No filme, a estonteante Esmeralda aparecia em um comportado biquíni em plena avenida Atlântica. Fato que rendeu a ela uma capa estreladíssima na revista O Cruzeiro.
      Suas curvas atravessaram o mundo e, em 1968, ela já era o primeiro nome do elenco do longa King of Kong Island, dirigido por Robert Mauri. Anos depois, no início da década de 1979, era disputada para produções de western spaghetti e filmes de terror, também na Itália.
      Nos bastidores teve um tempestuoso romance com o robusto ator Maurízio Arena, a tal ponto de ganharem juntos a capa da revista de fofoca Oggi. Uma suposta tentativa de suicídio por excesso de barbitúricos, pelo gostosão, foi divulgada na época.
      Estrelou os filmes Um Homem Chamado Django, ao lado de Anthony Steffen, e La Colt Era Il Suo Dio, com Jeff Cameron. Atuou com Mark Damon e Rosalba Neri em O Castelo de Drácula e,  depois de consagrada, dividiu os créditos com as superstarlets Barbara Bouchet e Femi Benusse em Finalmente Le Mille e Uma Notte, de 1972. Alcançou assim o seleto rol das divas eróticas do cinema italiano. “Esmeralda é o oposto de suas personagens e foi uma grande estrela no cinema. Era cultuada em um tempo diferente de hoje, nos quais as estrelas são medidas por curtidas em mídias sociais”, diz o cineasta Daniel Camargo, expert em bangue-bangue do país europeu. Sua opinião relembra um pouco o que dizia o jornalista brasileiro Ubiratan de Lemos: “Seu corpo é um best-seller para um bom gosto internacional”.
     No dia a dia, Esmeralda era puro charme. Amava marcas como Gucci e Pucci e só usava bota de cano longo verniz. Gastava a sola na famosa...

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... Via Veneto, em Roma. Meio Barbarella, meio sambista, arrasava ao chegar no Brasil. Participava de coletivas, logo no aeroporto. E em seus contratos na Itália, tinha licença para passar o Carnaval por aqui. Única e absoluta.
      Em meados dos anos 1970, depois de outro tumultuado romance, agora com um mafioso, volta de vez a morar no Brasil. Linda e madura, é tragada pelas pornochanchadas como O Bem Dotado -  0 Homem de Itu, com o ator Nuno Leal Maia. Em 1976, é capa da revista Homem, futura Playboy. Participa de shows com Abelardo Figueiredo na boate O Beco.                                                     
      A carreira começa a desandar no início dos anos 1980, quando atua no filme de baixíssimo orçamento O Castelo das Taras produzido na Boca do Lixo em São Paulo, sob direção de Arlindo Barreto, o Bozo. No longa, no qual vem de diva, enxertaram cenas de sexo explícito. Ela aparece em nu frontal e careca. Outro exemplo é que, em 1985, atua na novela do SBT Uma Esperança no Ar, aparecendo apenas no final dos créditos do elenco, não sendo mais a grande estrela. Passa muitos anos de sua vida residindo numa mansão em Itaipava e outros no prédio dos artistas, no Morro do Vidigal. Muitos pensam que já faleceu, mas não: vive sob cuidados de um ex-namorado dos tempos do Renascença, o produtor Eugenio Fernandes. “Ela requer cuidados e já não tem mais as regalias da fama, muito menos os amigos de então, que sumiram”, entrega Camargo em conversa com a J.P.
        Hoje, de cabelos brancos, sentada, com movimentos limitados, Esmeralda se divide entre Ipanema ou Sepetiba, onde fica contemplando o mar. Um mar de glórias.

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Aizita Nascimento – Atriz e Apresentadora


Acima, Aizita Nascimento estrelando a capa de O Pasquim como a mulher mais sexy do Brasil; abaixo, desfilando pela escola de samba Mangueira, em foto da revista Manchete.
Aizita na revista Manchete (à esq.) e em um especial da revista Fatos & Fotos sobre os filmes que participaram do Festival de Cannes.

      “Queremos a mulata! Queremos a mulata! Queremos a mulata! ” Era o que se ouvia no concurso Miss Rio de Janeiro 1963, num Maracanãzinho lotado, com mais de 25 mil pessoas. A torcida era para ela, mas a bela Aizita Nascimento, inacreditavelmente, ficou em sexto lugar. Para os jornalistas presentes aquele foi o concurso mais emocionante até então, como consta no site Passarela Cultural, de Daslan Melo Lima.
      O sorriso de Aizita era tão contagiante que o mesmo ganhou até crônica do jornalista e escritor Henrique Pongetti. Ela não venceu, mas ganhou muito mais fama do que Vera Lúcia Maia, filha da cantora Nora Ney, escolhida a miss da vez. No ano seguinte, em 1964, Aizita se lança como cantora e grava um disco compacto pela RCA. Em pouco tempo era requisitada para participar do concurso de beleza As Certinhas do Lalau, organizado pelo jornalista Stanislaw Ponte Preta, e fazer filmes e novelas na rede Globo. Pouco? Nada. Em maio de 1970, depois de um tour pelo Leste Europeu com o conjunto A Brasiliana, Aizita já declarava à revista Fatos & Fotos na qual era capa: “Eu sou gente, não quero ser estrela, longe de tudo e todos. ”
      No entanto, brilhou no mesmo ano ao lado de Sandra Bréa na peça de teatro de revista Aqui Ó, no Teatro Poeira, em Ipanema. Dizem até que houve ciumeira entre elas enquanto estavam rodeadas de plumas e paetês.
      Ao lado de Jardel Filho, ganhou capa de revistas quando atuaram na novela Assim na Terra como no Céu, mas nada marcou tanto sua carreira como quando participou da pornochanchada Como É Boa Nossa Empregada, de 1973, ao lado de Jorge Dória e Carlos Mossy. “Ela era supertalentosa e a primeira a chegar. Jamais deu trabalho à produção. Generosa e sempre alegre, item importante em uma atriz, fazia todos rirem nos bastidores”, relembra para a J.P. o galã Carlos Mossy.
      Em maio de 1974, Aizita é capa de O Pasquim, como sendo a primeira a ganhar o título da mulher mais sexy do Brasil. Anos depois, em 1979, participa, em São Paulo, da novela O Todo Poderoso, da Rede Bandeirantes, e, com ares intelectuais, apresenta o programa Olhar  Eletrônico, na TV Cultura. Seu cabelo black power, estilo da ativista Angela Davis, sempre foi uma das suas marcas.
      Formada em enfermagem pela escola Anna Nery – desde os tempos do Miss Renascença -, um dia Aizita sumiu, não quis mais saber de holofotes e se dedicou à profissão de enfermeira. Evita até hoje entrevistas e, como uma verdadeira musa, deixa o mistério “que fim levou a musa Aizita” no ar.

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     Vou guardar a revista Joyce Pascowitch de fevereiro/2018, com muito carinho, ao lado de outras publicações que falam sobre misses. Dentro do que for possível, estarei sempre ao dispor de missólogos, jornalistas, historiadores e pesquisadores para resgatarmos as histórias das nossas misses eternas.

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