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SEJA BEM-VINDO ! SEJA BEM-VINDA! VOCÊ ESTÁ NO BLOG PASSARELA CULTURAL, cujas postagens, na maioria das vezes, são postadas aos sábados e domingos. Nossa trajetória começou em 02/07/2004, com o nome de Timbaconexão, como coluna sociocultural do extinto site de entretenimento Timbafest. Em 12/10/2007, Timbaconexão migrou para blog com o nome de PASSARELA CULTURAL, quando teve início a contagem de visitas. ***** Editor: DASLAN MELO LIMA - Timbaúba, Pernambuco, Brasil. ***** Contatos : (81) 9-9612.0904 (Tim / WhatsApp). E-mail: daslanlima@gmail.com

sábado, 24 de março de 2018

SESSÃO NOSTALGIA - Concurso Miss Pernambuco 2018

Daslan Melo Lima

Eslovênia Marques, Miss Caruaru, Miss Pernambuco 2018 
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          Elas eram em número de vinte e todas tinham um sonho: conquistar o cobiçado título de Miss Pernambuco 2018. O concurso foi realizado na última sexta-feira, 23, no Teatro do IMIP, Instituto de Medicina Integral Professor Fernando Figueira, um aconchegante espaço cultural com capacidade para 706 pessoas, localizado dentro do Hospital Pedro II. Eu estava lá e vou contar tudo (ou quase tudo) sobre o evento, começando por citar, por ordem das cidades que representavam, a relação das candidatas:

Miss Belo Jardim, Alessandra Costa, 23 anos, 1,68 de altura
Miss Brejo da Madre de Deus, Anna Paula Gomez, 19 anos, 1,77
Miss Carpina, Joyce Mendonça, 20 anos, 1,70
Miss Caruaru, Eslovênia Marques, 21 anos, 1,77
Miss Fernando de Noronha, Palloma Oliveira, 21 anos, 1,68
Miss Garanhuns, Jessielly Marques, 23 anos, 1,72
Miss Gravatá, Yara Ferreira, 19 anos, 1,78
Miss Nazaré da Mata, Brennda Victória, 21 anos, 1,80
Miss Olinda, Ianca Schlosser, 18 anos, 1,70
Miss Paranatama, Taline Leonel, 18 anos, 1,72
Miss Paudalho, Joyce Fagundes, 20 anos, 1,80
Miss Porto de Galinhas, Júlia Molinari, 20 anos, 1,75
Miss Petrolândia, Andreza Lima, 20 anos, 1,71
Miss Recife, Ariely Luna, 20 anos, 1,80
Miss Ribeirão, Carla Araújo, 24 anos, 1,75
Miss Santa Cruz da Baixa Verde, Déborah Castro, 19 anos, 1,69
Miss Santa Cruz do Capibaribe, Layssa Souza, 20 anos, 1,79
Miss Serra Talhada, Rafaela Lopes, 21 anos, 1,70
Miss Taquaritinga do Norte, Luzia Martins, 23 anos, 1,73
Miss Triunfo, Ellen Beatriz, 20 anos, 1,72

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MISSES POR TODOS OS LADOS


Martha Vasconcellos

        A comissão julgadora, composta por 15 personalidades, foi presidida por Martha Vasconcellos, Miss Bahia, Miss Brasil e Miss Universo 1968, a grande homenageada da noite pelo cinquentenário da conquista da coroa de Rainha da Beleza Universal. Também havia outras duas misses no juri: Michelle Costa, Miss Pernambuco 2008, e Tássia Almeida, Miss Sport Club do Recife, semifinalista (Top 8) no Miss Pernambuco 2007. 


       O evento, sob a coordenação geral de Miguel Braga,  foi apresentado por Marcos Salles e Wilma Gomes, Miss Pernambuco 2007, quarto lugar e Miss Simpatia do Miss Brasil 2007. O concurso foi gravado para ser exibido na noite seguinte pela Band-TV Tribuna. A decoração do palco teve a assinatura de Fred Castro, enquanto a coreografia coube a Romildo Lins. Previsto para ter inicio às 20 horas, o Miss PE 2018 começou com um atraso de mais de uma hora. Gerlane Lopes, a única atração musical, cantou e encantou antes de ser anunciado o resultado final. 
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Três famosos experts sentados na fila adiante da minha: Henrique Fontes, João Ricardo Camilo Dias e Roberto Macêdo.
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Antes de começar o concurso, Martha Vasconcellos fez uma dedicatória especial na sua biografia para Muciolo Ferreira. Ao fundo, um trio de jornalistas que sabem tudo sobre misses: Roberto Macêdo, Fernando Machado e Muciolo Ferreira
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         Na plateia, cinco mulheres que marcaram época nas passarelas: Matilde Souza Terto, Miss Serra Talhada, Miss Pernambuco 1976; Julia Katia, Miss Grupo Jovem de Boa Viagem, semifinalista no Miss Pernambuco 1976; Ana Cláudia Romão, Miss Pernambuco Mundo 1990, terceira colocada no Miss Brasil Mundo 1990; e Maria Fernanda Schneider Schiavo, Miss Rio Grande do Sul 2000, terceira colocada no Miss Brasil e representante brasileira no Miss Beleza Internacional 2000.
                                                                                                                                                                
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Matilde Terto e Júlia Katia, quarenta e dois anos depois de terem participado do Miss Pernambuco. Um encontro emocionante. Elas não se viam desde 1976.
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Maria Fernanda Schiavo.
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Num dos intervalos, pausa de Martha Vasconcellos para uma conversa com Maria Fernanda Schiavo, diante do olhar de Valentine (filha de Maria Fernanda). De blusa branca, à direita, Rafael Duarte, Assessor de Imprensa do Miss Pernambuco, cuidando de detalhes ligados ao evento.


Maria Fernanda Schiavo, Martha Vasconcellos e Valentine.
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O jornalista Muciolo Ferreira e Ana Cláudia Romão.
     
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As Tops 


TOP 4 DO MISS PERNAMBUCO 2018 - Da esquerda para a direita: Ariely Luna, Miss Recife, segundo lugar; Eslovênia Marques, Miss Caruaru, primeira colocada; Layssa Souza, Miss Santa Cruz do Capibaribe, terceiro lugar; e Brenda Victória, Miss Nazaré da Mata, quarta colocada. ***** Prêmios para a vencedora: Dez mil reais em contratos, uma viagem a Fernando de Noronha e a preparação completa para disputar o Miss Brasil 2018.
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Fizeram parte do Top 12, por ordem de chamada, as misses Petrolândia (Miss Popularidade), Santa Cruz do Capibaribe, Recife, Serra Talhada, Belo Jardim, Paranatama, Caruaru, Santa Cruz da Baixa Verde, Fernando de Noronha, Olinda, Porto de Galinhas e Nazaré da Mata. Dessas, também por ordem de chamada, avançaram para o Top 8 as misses Paranatama, Caruaru, Olinda, Serra Talhada, Recife, Santa Cruz da Baixa Verde, Nazaré da Mata e Santa Cruz do Capibaribe. 
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MEU OLHAR SOBRE O TOP 4


Primeiro lugar - Meiga, pele clara, simpática, comunicativa, um sotaque delicioso. Acredito que o título está em boas mãos. Estudante de Física da Universidade Federal de Pernambuco, Eslôvenia Marques participou do Miss Pernambuco  em 2016, tendo sido a quinta colocada.
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Segundo lugar - Uma postura ímpar. Seria minha alternativa para ser coroada Miss Pernambuco 2018.
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Terceiro lugar - Desde o começo do desfile que estava entre as minhas favoritas para compor o Top 4.
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Quarto lugar - Uma pele morena encantadora. Seria minha opção para o terceiro lugar. 

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MISS SIMPATIA

Ellen Beatriz, Miss Triunfo, eleita Miss Simpatia. 
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Eu estava sentado perto de Matilde Terto e da mãe da Ellen Beatriz, Dona Carminha, que chorou muito ao ouvir o nome da filha como Miss Simpatia. "Eu sabia! Eu sabia!" gritava e chorava ao mesmo tempo. 
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BELEZA EM DOSE TRIPLA

Da esquerda para a direita: Iully Thaísa, Miss Pernambuco 2017, quarto lugar no Miss Brasil 2017, anunciada na noite como representante do Estado no Miss Mundo Brasil 2018; Eslovênia Marques, Miss Pernambuco 2018, que irá para o Miss Brasil Universo 2018; e Karen Correia, Miss Beleza Regional Internacional Pernambuco 2018, que irá para o Miss Brasil Beleza Internacional 2018.
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Iully Thaísa, duas emoções para uma noite: a despedida como Miss Pernambuco 2017 e o inicio do seu reinado como Miss Pernambuco Mundo 2018. 
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A RAINHA E EU

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      Naquela tarde de 1968, na praça Maciel Pinheiro, Recife, eu era apenas um adolescente que queria ver de perto Martha Vasconcellos, Miss Bahia, Miss Brasil e Miss Universo, chegando ao Hotel São Domingos. Acho que um anjo invisível deve ter dito: "Não tenha pressa, garoto sonhador, um dia vocês serão amigos". E o destino conspirou a favor muitos anos depois, tendo como parceiro o meu amigo jornalista Roberto Macêdo, autor da biografia da Martha, onde sou citado.  


      Sexta-feira, no Teatro do IMIP, na capital pernambucana, durante o concurso Miss Pernambuco 2018, Martha Vasconcellos, aplaudidíssima, muito assediada para selfies, foi homenageada pelo cinquentenário da conquista do título de Rainha da Beleza Universal. 

Roberto Macêdo, Martha Vasconcellos e eu.

        E lá estava eu para abraçar um ícone dos mágicos anos sessenta, a década que mudou o planeta Terra, assim como a vida da linda baiana de Salvador, e de um menino alagoano de São José da Laje. 
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O Teatro do IMIP foi ao delírio quando Martha Vasconcellos foi chamada para receber a homenagem pelos cinquenta anos da conquista do título de Miss Universo.
As freiras que faziam parte da torcida de Miss Triunfo fizeram questão de tirar fotos ao lado da eterna Miss Universo 1968. 
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          Para encerrar esta Sessão Nostalgia, deixo aqui uma mensagem para todas as jovens que participaram do Miss Pernambuco 2018. A citação é da escritora Clarice Lispector (1920-1977): 
"O que é a vida real? Os fatos? Não, a vida real só é atingida pelo que há de sonho na vida real." 

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Para assistir ao vídeo do concurso Miss Pernambuco 2018, basta um clique nesse link:
https://www.facebook.com/TvTribunaPE/videos/1545268638904749
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Crédito das imagens: 
DML/Passarela Cultural - Roberto Macêdo/Miss News - Fernando Machado - Divulgação

sábado, 17 de março de 2018

Onde o sonho caminha


Hora de arrumar o espaço do meu quintal, onde houve anteontem à noite uma Happy Hour com meus amigos da atividade física Treinamento Funcional. 
      Sobre a mesa, uma bandeira do meu Sport Club do Recife, que na quarta-feira  venceu o Santa Cruz por 3 X 0, na disputa pela permanência no Campeonato Pernambucano. 
     No ambiente onde havia rubro-negros, tricolores e alvirrubros, falou-se quase nada sobre futebol. Nosso foco era celebrar a vida e dar gargalhadas, esquecendo as atribulações deste planeta conturbado. 
    Sobre a mesa, um texto em espanhol na garrafa de vinho vazia soa emblemático. "El vino es um lugar donde el hombre encuentra la tierra y el pasado; donde el esfuerzo se hace magia, donde el sueño camina." ***** "O vinho é um lugar onde o homem encontra a terra e o passado; onde o esforço se torna mágico, onde o sonho anda." 
     Preciso aprender mais sobre vinhos e continuar caminhando ao lado dos sonhos. 
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- Daslan Melo Lima, março em Timbaúba, Pernambuco.

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DE TIMBAÚBA PARA O MUNDO - Nossa Senhora das Dores e a magia da praça da Bandeira



Por ela, mulher e santa

        Eis-me em direção ao teu altar, Nossa Senhora das Dores, onde tantas vezes me ajoelhei, rezei e chorei pelas perdas da caminhada.
        Eis-me em direção ao teu altar, Nossa Senhora das Dores, onde tantas vezes me ajoelhei, rezei e agradeci pelas graças alcançadas.         
       Perdão pela intimidade, mas prefiro te chamar de Nossa Senhora das Dores, dos Amores e Desamores, assim teu nome ecoa melhor em meu coração.
          No silêncio do teu templo, entro e saio calado, pois de nada mais preciso, a não ser do teu carinho que nos inunda de emoção.
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- Daslan Melo Lima

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PRAÇA DA BANDEIRA - Foto reproduzida de uma revista do IBGE. Facebook/Timbaúba em números fatos e fotos. Antiga praça Dr. Manoel Borba, construída na gestão do prefeito Álvaro Xavier de Morais Coutinho, em 1942. 
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TÚNEL DO TEMPO – Praça da Bandeira, anos 50.  Um leitor idoso me disse que foi tentar a sorte no Rio de Janeiro em 1951. Passou dez anos por lá. Contou-me que chorava muito, com saudade de Timbaúba, quando ouvia Dalva de Oliveira cantar “Sertão de Jequié”, de Klécius Caldas e Armando Cavalcanti

Deixei meu ranchinho pobre no sertão de Jequié.  
Vim pro Rio de Janeiro só pra ver como é que é.  
Ai meu Deus, quanta saudade do meu bom ''caboco'' 
que beijava a minha boca 
e me dava cafuné. 
Agora que eu já vi como é que é,
quero voltar bem depressa pro sertão de Jequié. 

Passeei pela cidade, vi morenas bem "bonita", 
vi cinema e muita fita.  
Fui no Corcovado, "inté", 
mas nada é mais bonito que as ''muié'' 
e a lua que ''alumia'' meu sertão de Jequié. 
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 - Daslan Melo Lima
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Pausa para reflexão

“Os tempos difíceis jamais perduram, as pessoas fortes sim.”


- Robert H. Schuller (1926-2015), evangelista norte-americano.    

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SESSÃO NOSTALGIA - Gina Macpherson, Miss Brasil 1960, nem tudo foi em vão

Daslan Melo Lima



          Buscando inspiração para a Sessão Nostalgia desta semana, encontrei num caderno de recortes uma matéria da revista Veja, de 28/02/1973, sob o título Sem poupar esforços. O assunto é curioso. O nome de Gina Macpherson, Miss Guanabara, Miss Brasil e semifinalista do Miss Universo 1960, é citado. Vamos conferir? 

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          Em 1961, o Itamaraty suspeitou que estivesse ocorrendo um vazamento de verbas no seu consulado em Miami, chefiado pelo diplomata Ruy de Mello Teixeira. Instalada uma comissão de inquérito, confirmou-se a malversação de 13.600 dólares e também outros equívocos, tais como estelionato, falsificação de documentos, peculato, corrupção e contrabando de peças de automóveis.
      Durante os últimos doze anos, o caso Mello Teixeira, em que ficaram envolvidos também o vice-cônsul Dalton Portella e o funcionário Dernier Augusto Ribeiro Maciel, peregrinou pela Justiça com poucos resultados. Apesar de terem sido desligados do Itamaraty, Teixeira e Maciel foram absolvidos. Portella, menos feliz, foi condenado a três anos e quatro meses de prisão. Na semana passada, com um argumento lógico, o advogado Alfredo Tranjan conseguiu absolver Maciel no tribunal Federal de Recursos. Disse Tranjan: "Se o cônsul, gerador do processo, foi absolvido porque alegou ter recebido ordens superiores, Dalton, seu substituto, não podia ser condenado."
       Que ordens teria recebido o cônsul, que hoje circula alegremente pela noite carioca? Segundo ele e os autos do processo, promover, "sem poupar esforços", a Miss Brasil 1960, Gina Macpherson (1m72cm, 57 Kg e 93 cm de busto e quadris). Mesmo sem se levar em conta a inutilidade dos esforços, pois Gina perdeu, caso esse argumento tenha sido um dos fatores da absolvição, é o caso de se pesquisar melhor o período em que o Itamaraty realizou uma ofensiva no foro multilateral dos concursos de beleza internacionais. 
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         Sob a foto da Miss Brasil 1960, a legenda diz "Gina Macpherson : tudo foi em vão". Eu teria escrito: "Gina Macpherson: nem tudo foi em vão". Sem entrar na questão do imbróglio, minha frase seria um carinho para a nossa bela Miss Brasil 1960. Gina foi a Miss Brasil do início de uma década mágica que mudou a face do planeta Terra. 
          Concluindo, posto abaixo imagens de Gina Macpherson reproduzidas de revistas da época (O Cruzeiro, Manchete e Mundo Ilustrado) e que passaram por um tratamento especial. São presentes de um admirador de Passarela Cultural que faz questão de ficar no anonimato.  A ele, o meu muito obrigado.

Maracanãzinho, noite do Miss Guanabara, Gina desfilando como Miss Botafogo
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Maracanãzinho, noite do Miss Brasil, Gina desfilando como Miss Guanabara
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Gina visitando a redação da revista Mundo Ilustrado
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Gina em traje típico
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Gina sob o sol do Central Park, New York
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Gina em Miami Beach
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Em New York, beleza em dose tripla. Adalgisa Colombo (Miss Distrito Federal, Miss Brasil e Vice-Miss Universo 1958); Gina Macpherson (Miss Guanabara, Miss Brasil e semifinalista no Miss Universo 1960); e Teresinha Morango (Miss Amazonas, Miss Brasil e Vice-Miss Universo 1957). 

sábado, 10 de março de 2018

Aqueles domingos em Bonanza

Pernell Roberts, Lorne Greene, Michael Landon e Dan Blocker
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Aqueles domingos dos anos 60 tinham gosto de doces fantasias através da televisão, um sonho de consumo inacessível para minha família. Eu e meu irmão saíamos de casa para assistir à serie em preto e branco na residência de um vizinho, espichando nossos pescoços por cima do muro, torcendo para que a janela não fosse fechada.  


       Eu achava fascinante os dramas protagonizados por um pai (Lorne Greene, o Ben Cartwright)  e seus três filhos, vividos por Pernell Roberts (Adam), Michael Landon (Little Joe) e Dan Blocker (Hoss). Unidos, honrados, simpáticos e corajosos, os personagens viviam em Ponderosa, um rancho localizado em Nevada, Estados Unidos. 


           Em Bonanza não havia apenas quatro protagonistas. Existia um quinto: o menino sonhador que um dia eu fui, e que hoje chora por seus ídolos que continuam vivos apenas em suas recordações e na tela do computador.   

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Para ouvir a música de abertura da série, 
https://www.youtube.com/watch?v=x-pxjS6CZH8
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Dedico esta crônica ao amigo Roberto Macêdo que enviou-me na manhã deste sábado, pelo Whatsapp, vídeos de abertura de algumas séries televisivas antológicas, entre as quais a de Bonanza. "Nostalgia pura. Sempre choro com a abertura de Bonanza", disse para ele.  "Verdade?", questionou Roberto. Respondi: "Verdade. Sou um sentimental incorrigível."

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DE TIMBAÚBA PARA O MUNDO - Dona Glorinha, um nome para a história


>>>>> Ela se foi em dezembro, deixando um legado de assistencialismo que marcou época em Timbaúba



        Maria da Glória Ferreira de Araújo, ou simplesmente dona Glorinha, nasceu na zona rural, Sítio Cruz do Caboclo, no dia 13 de outubro de 1925, filha de Tranquelino e Minervina Barbosa de Moura. Batizada na capela de Santo Antônio, teve uma infância muito feliz. Seu pai construiu uma escola para que fosse alfabetizada com as crianças da região. Mudou-se na adolescência para a cidade. Anos depois, em um domingo de carnaval, conheceu Joel Monteiro de Araújo (1926-1992), com que viria a se casar. Joel era descendente de portugueses da região do Ninho e seus ancestrais criaram a cidade pernambucana de Buenos Aires.


          O casal teve seis filhos: Antônio, Joel, Tranquelino, Teotônio, Ana Glória e Carlos Eduardo. Como ao lado de um grande homem sempre existe uma grande mulher, Glorinha contribuiu com o esposo para o desenvolvimento da cidade e região, fundando a empresa de transportes Rodoviária Monteiro. Hoje, o terminal rodoviário de Timbaúba tem o nome de Joel Monteiro de Araújo. Os veículos faziam viagens para Recife e cidades vizinhas. Juntas, Glorinha e Minervina davam assistência às pessoas necessitadas. Havia um talão de passagens para doação. Os colaboradores da empresa e seus familiares eram assistidos com alimentação e moradias. Estudantes eram encaminhados para suas profissões, entidades religiosas, etc. Apoiou e incentivou a criação do Clube do Motorista, entidade da qual se originou o Motor Clube de Timbaúba. 

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Registro das habilidades de dona Glorinha: estandarte do Clube dos Motoristas, certificados de cursos, caderno de receitas culinárias e trabalhos de crochê inspirados nas ilustrações do suplemento feminino do Diario de Pernambuco.
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      Nos anos sessenta, participou da formação de um grupo para aprender novas receitas culinárias sob a orientação de uma especialista em gastronomia. Realizava exposições e degustações a cada término dos módulos no clube social Liga Lítero Atlética, contribuindo para a evolução gastronômica de Timbaúba. Na década de setenta (dezembro de 1973), mudou-se para o Recife, onde participou de um grupo de timbaubense e vizinhas para confecção de trabalhos manuais e prática do lazer.

                                        
     
   Maria da Gloria, ou simplesmente Glorinha, foi filha, esposa, mãe de cinco filhos, avó de seis netos e bisavó de quatro bisnetos. Católica praticante, generosa, formadora de opinião, articuladora e amiga, dentro do mais puro sentimento de simplicidade herdado dos seus pais. Enfim, uma grande mulher que partiu no dia 03 de dezembro do ano passado, deixando um legado de assistencialismo que marcou época em Timbaúba.  

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Com base nos depoimentos dos filhos Teotônio e Ana Glória, guardiões das fotos e do material apresentado.
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A matéria acima é o destaque da página de História da revista TIMBAÚBA EM FOCO, edição 82, fevereiro/2018. Exemplares da referida publicação estão à venda na Banca de Revistas do centro da cidade. 



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