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SEJA BEM-VINDO ! SEJA BEM-VINDA! VOCÊ ESTÁ NO BLOG PASSARELA CULTURAL, cujas postagens, na maioria das vezes, são postadas aos sábados e domingos. Nossa trajetória começou em 02/07/2004, com o nome de Timbaconexão, como coluna sociocultural do extinto site de entretenimento Timbafest. Em 12/10/2007, Timbaconexão migrou para blog com o nome de PASSARELA CULTURAL, quando teve início a contagem de visitas. ***** Editor: DASLAN MELO LIMA - Timbaúba, Pernambuco, Brasil. ***** Contatos : (81) 9-9612.0904 (Tim / WhatsApp). E-mail: daslanlima@gmail.com

sábado, 6 de junho de 2015

CARPE DIEM, APROVEITE O DIA

        

            “Carpe diem, quam minimum crédula póstero” (Aproveite o dia e confie o mínimo no amanhã), escreveu o poeta latino Horácio
          Há três anos, o vento me convidava para parar em São Lourenço da Mata, diante da futura Arena Pernambuco, a fim de admirar a construção de um dos palcos dos jogos da Copa do Mundo de 2014. Os tubos de concreto, agora invisíveis aos olhos de quem passa, são parte eterna da Arena, assim como naquele momento eu era um simples passageiro da manhã ensolarada. 
         
          Fugazes são todos os momentos, quer sejam de tristezas e desamores ou de alegrias e amores. A sensação de estar presente, aqui e agora, e que o instante nada mais é do que um segundo da longa caminhada, ao contrário de ansiedade, deveria propiciar tranquilidade. 
            Os cenários e as pessoas mudam, mas o vento sábio continua convidando: “Carpe diem”. A depender dos valores de cada um, pode ser um convite para enxugar as lágrimas, exagerar numa mesa de bar ou se permitir se sentir um simples passageiro da manhã, nublada ou ensolarada. – Daslan Melo Lima.

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REFLEXÃO
"Uma vida bem contada é quase tão raro quanto uma vida bem vivida."
Thomas Carlyle (1795-1881), escritorhistoriadorensaísta e professor escocês.
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DE TIMBAÚBA PARA O MUNDO

PERSONALIDADE EM DESTAQUE 

Erik Everton, 
para quem quer e corre atrás, um dia o sonho se realiza   
           
       Com sua aparência de menino, embora esteja completando vinte anos de idade neste sábado, 06, Erik Everton da Silva Vieira, estudante de Medicina da Universidade de Pernambuco, tem um conselho para dar aos jovens carentes como ele que desejam entrar numa universidade:  “Nunca desistir e achar que sempre é possível. Houve um momento em que eu pensei em desistir. Eu já havia ultrapassado o nível de escolaridade em relação aos meus pais e isso já estaria bom. Mas depois de um tempo, eu senti que não era aquilo o que realmente queria. Senti que devia buscar meu sonho independente do rumo que minha vida fosse tomar. Para quem realmente quer e corre atrás, um dia o sonho se realiza.”
         Erik Everton, filho de Maria Cristina da Silva Vieira, prendas do lar, e do garçom José Edson Vieira (falecido precocemente em 2005), e irmão de Erika, professora, personagens reais de uma vida simples, pontuada de sacrifícios e sonhos, do bairro de Timbaubinha. Erik Everton estudou  o pré-escolar na Escola Municipal Dulce Rodrigues; o Fundamental completo na Escola Municipal Dr. Antonio Galvão Cavalcanti (Ginásio Municipal); ingressou na EREMT, Escola de Referência em Ensino Médio de Timbaúba, e fez um curso preparatório para o vestibular no educandário  Fernandinho e Cia, onde ganhou uma bolsa.
           

         Questionado se  perdeu uma etapa da juventude por conta das horas de estudo, alega com tranquilidade: Acho que soube dividir bem o tempo de estudo e  diversão. Estudar não significa perder totalmente a juventude. Significa se preparar para um futuro bem próximo. Eu conseguia aprender muita coisa apenas com as aulas, o que não sacrificava tanto minhas horas livres tendo que ler livros.” Quanto ao segredo para se preparar  bem e passar no vestibular, orienta: “Confiança em si mesmo. Por mais que o cursinho e a EREMT tenham me preparado muito bem para enfrentar essa prova, se eu não tivesse confiança em mim, no meu sonho, eu não teria conseguido.
        Feliz com o curso de Medicina, revela: “Pretendo me especializar em neurocirurgia. Embora o curso seja bastante cansativo, estou sentindo isso na pele agora, é bastante gratificante utilizar todo o seu conhecimento em prol do bem de seus pacientes. Eles lhe confiam a vida, e quando você pode ajudá-los, é realmente muito gratificante."   Ao encerramos a entrevista, perguntei ao Eerik  qual a maior lição que as dificuldades lhe ensinaram e lhe ensinam.  Seguro de si, respondeu: Que eu posso tudo. Basta querer."

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MEMÓRIA TIMBAUBENSE

Mariano Joaquim, um timbaubense na lista dos desaparecidos na ditadura militar

        

          Mariano Joaquim da Silva nasceu no dia 8 de maio de 1930, em Timbaúba, filho de Antônio Joaquim da Silva e Maria Joana Conceição e era casado desde 1952 com Paulina Borges da Silva, com quem teve sete filhos. Ele foi dado como desaparecido no dia 31 de maio de 1971, no Rio de Janeiro. De acordo com o Inquérito Policial Militar (IPM), Mariano Joaquim pertencia à  VAR-Palmares, Vanguarda Armada Revolucionária Palmares, além de ter militado em partidos como o PCB e o PCdoB.
        A primeira prisão de Mariano aconteceu em 1952, em Timbaúba, no qual ele foi acusado de cometer atividades subversivas. Logo após o episódio Mariano se mudou com a família para o Recife, onde voltou a trabalhar como sapateiro e ganhou destaque no Sindicato dos Sapateiros do Recife, chegando ao cargo de delegado. Sua segunda prisão aconteceu em 05 de maio de 1956, no Recife, sobre a mesma acusação. Em 1959, ele foi novamente preso junto com a sua esposa passando três dias na prisão. Em 1961, desligou-se das atividades do sindicato e foi eleito secretário do Sindicato Rural de Timbaúba. Pouco depois, indicado como Secretário Nacional das Ligas Camponesas.
        Após o Golpe Militar, em 1964, Mariano sofreu uma intensa perseguição. Em 1967, ingressou na VAR-Palmares e atuou como diretor do movimento. Vivendo cladestinamente no Recife, no dia 1º de maio de 1971, o DOI-CODI-SP, segundo o livro “Brasil: Nunca Mais”, prendeu Mariano na rodoviária da capital pernambucana. Ele foi torturado e enviado para a chamada Casa da Morte, nome dado ao centro clandestino de torturas do Centro de Informações do Exército (CIE) no Rio de Janeiro. De acordo com relatos da ex-detenta Inês Etienne Romeu, Mariano foi torturado durante semanas. Inês também revelou que um dos torturadores, o Dr. Teixeira, afirmou que Mariano havia sido torturado até a morte no dia 31 de maio de 1971. Até hoje seu corpo não foi encontrado.
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Fonte: Acervo do Diario de Pernambuco

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EXPRESSÕES DA MATA NORTE - Agradeço a você, leitor, leitora, que telefonou ou enviou e-mail parabenizando-me pela inclusão do meu nome no livro Expressões da Mata Norteantologia literária organizada pelo professor José Olivá Apolinário, Mestre em Teoria da Literatura pela UFPE, Universidade Federal de Pernambuco. ***** Duas crônicas da minha autoria fazem parte do livro, "A moça que vem e a moça que vai" e "Pare. Olhe. Escute."  ***** Sou grato a DEUS pelas inspirações que Ele me concede. Sou um menino grande, discípulo do tempo, aprendendo a espalhar sentimentos ao vento. ***** Um abraço a você, leitor, leitora, e dias iluminados, poeticamente e espiritualmente iluminados. - Daslan Melo Lima.

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SESSÃO NOSTALGIA - "A frieza tomou conta dos concursos de Misses", um desabafo de Edi Corrêa Leite

Daslan Melo Lima   


       O paulista Edi Corrêa Leite, ex-coordenador do concurso Miss Sorocaba, ao rever recentemente seu acervo de recortes de jornais e revistas, deteve-se numas matérias sobre o Miss São Paulo 1995, publicadas nos jornais Diario de Sorocaba e Cruzeiro do Sul do domingo, 26/03/1995. A nostalgia invadiu sua alma e ele enviou-me um e-mail que abaixo transcrevo como documento e reflexão.


         Em 1995, Sorocaba foi sede do concurso Miss São Paulo. A cidade recebeu as mais belas moças do estado e também as caravanas vindas de diversas localidades. Dia 24 de março, Ipanema Clube, 20 horas. Desde as 19 horas, caravanas e público presentes. O evento começou três horas depois do previsto. Mas assim que foi anunciado em alto som o início do concurso, quando as luzes se acenderam  no palco, a música tocou e as candidatas se apresentaram, o  público foi ao delírio esquecendo o atraso e o mau humor. Tudo isso porque o povo ainda amava os concursos de Misses e vibrava com entusiasmo pelas suas candidatas preferidas. A cidade de Rio Claro, representado pela bela Luíara Fiedler  Coelho, saiu-se  vencedora da noite. Era realmente a mais bela, dona de um porte elegante e de muita classe, semifinalista (top 10) no Miss Brasil 1995. Foi uma vitória fácil para a sucessora de Valéria Melo Péris,   Miss São Paulo 1994. Valéria tinha representado Campinas no ano anterior e além do título de Miss São Paulo conquistou também o de Miss Brasil 1994.
       
          Atualmente, observo que os concursos estão apáticos, sem vibração e interesse do público. Noto uma frieza muito grande. Não há empolgação nem mesmo de patrocinadores. Estão muito americanizados. É uma cópia dos americanos. Os concursos no Brasil nasceram e cresceram com a participação da grande massa popular. O povo amava muito suas misses e hoje as direções dos mesmos estão afastando o grande público que foi sua marca registrada. Parava o país. Concurso de Miss é como futebol. A grande massa popular tem que estar presente! Querem elitizar algo que é do povo. E isso vai afastando o público e os patrocinadores, pois esses deixam de ter interesse por algo que não tem retorno.
          
        As misses sempre mostraram a sua classe e elegância nas imensas passarelas dos ginásios. E o público ia ao delírio, jogando confetes e serpentinas. A imprensa escrita e falada marcava presença. Jornais e revistas estampavam fotos nas capas e dedicavam muitas páginas ao assunto.  Isso acabou. Pessoas que não sabem da importância do que era concurso de Miss estão afastando o interesse do povo e a audiência televisiva. Poucas pessoas se interessam em assistir ao evento pela televisão. As Misses são para desfilar em passarelas e não em palcos.
        
          A frieza tomou conta dos concursos de Misses. Até mesmo a despedida da Miss do ano anterior, que desfilava ao som da belíssima  “Valsa da Despedida”, mudou. Ela é chamada ao palco e  desfila sem faixa, como se fosse uma mulher comum, ao som de uma música com rítmo de rock. E nesse estilo, sem glamour, ela encerra o seu reinado. Lamentável.

          O interesse popular, da imprensa e dos patrocinadores voltarão se os concursos de misses voltarem a ter o formato do passado. A direção desses eventos deveria  fazer pesquisa, assistir aos vídeos antigos e conversar com pessoas que participaram da festa  nos áureos tempos para tirar conclusões. Se não voltar aos moldes antigos, com a participação da grande massa popular, estarão a cada ano perdendo mais interesse do público e patrocinadores em todos os aspectos. A audiência sempre será de um amargo traço.

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          Edi Corrêa Leite coordenou por oito anos o concurso Miss Sorocaba.  O primeiro foi em 1992, no qual saiu vitoriosa Flávia Cristiane Machado, acima, ao seu lado, eleita Miss São Paulo e  4ª colocada no Miss Brasil 1992. 
        Em seguida vieram:   Miss Sorocaba 1993, Erika de Oliveira Albiero, Miss São Paulo-Mundo,  vice- Miss Mundo Brasil 1993; Miss Sorocaba 1996, Vivian Lara Waldemarin, semifinalista no Miss Paulo 1996; Miss Sorocaba 1997,  Juliana Corrêa, Miss Imprensa no Miss São Paulo 1997;  Miss Sorocaba 1998,  Daniela Franzine, semifinalista no Miss São Paulo 1998; Miss Sorocaba 1999,  Luana Penafiel, Miss São Paulo 1999;  Miss Sorocaba 2001,  Vanessa Cantor, semifinalista  no Miss São Paulo 2001;  e Miss Sorocaba 2003,  Bianca Landulpho, semifinalista  no Miss São Paulo 2003.


Bianca Landulpho, Miss Sorocaba 2003, e Edi Corrêa Leite. Foi o último concurso promovido por Edi.
          Suas memórias foram focalizadas na  Sessão Nostalgia de 20/08/2011. Vide http://passarelacultural.blogspot.com.br/2011/08/sessao-nostalgia_20.html .  
         Apesar das saudades que Edi Corrêa Leite sente dos concursos do passado, ele ainda se interessa pelo assunto. Paixões são paixões, simplesmente paixões, não se explicam. Sempre estou a repetir isso. 

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sábado, 30 de maio de 2015

SÓ ISSO, ISSO SÓ





Chegou junho, tempo de São João.
Pamonha, canjica, milho cozinhado, milho assado...
Dispenso balões e fogueiras com suas consequências negativas para o meio ambiente, mas não dispenso pamonha, canjica, milho cozinhado, milho assado. Dispenso até as bandas que dizem tocar forró. 
Basta uma sanfona, singelas bandeirinhas e o meu sentimento, só isso, isso só... 


- Daslan Melo Lima, na manhã pernambucana do último dia de maio de 2015, enquanto lá fora chove, copiosamente chove.

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DE TIMBAÚBA PARA O MUNDO - Expressões da Mata Norte


          O professor José Olivá Apolinário, Mestre em Teoria da Literatura pela UFPE, Universidade Federal de Pernambuco,  lançou na quarta-feira, na UPE, Campus Mata Norte, em Nazaré da Mata, PE, a antologia literária EXPRESSÕES DA MATA NORTE
          Duas crônicas da minha autoria fazem parte do livro. Outros autores timbaubenses também foram incluídos na obra, a exemplo de Carmen Gonçalves de Oliveira Melo, Cleydson MonteiroDaniel José de OliveiraJosé da Silva Ramos (professor Zé da Silva) e  Rosani de Andrade Albuquerque 

Um grupo comprometido com a cena cultural timbaubense marcou presença na noite de autógrafos. 
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O professor José Olivá autografando o meu exemplar  
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        Estou muito contente pelo reconhecimento do meu trabalho. As duas crônicas da minha autoria selecionadas para compor a antologia foram "A moça que vem e a moça que vai" e "Pare. Olhe. Escute.
          Sou grato a DEUS pelas inspirações que Ele me concede. Sou um menino grande, discípulo do tempo, aprendendo a espalhar sentimentos ao vento. 
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A MOÇA QUE VEM E A MOÇA QUE VAI

               Da minha casa até ao centro da cidade, a distância é relativamente curta. Durante o trajeto, passo na frente de seis imóveis onde as pessoas mergulham nos mistérios da vida e da morte: Igreja Pentecostal União Com Cristo, Igreja Evangélica Verbo da Vida, Igreja Batista, Igreja Universal do Reino de Deus, Igreja Congregacional Carismática e a Matriz de N.S. das Dores (Igreja Católica Apostólica Romana).  
                  No final da tarde dominical, na calçada por onde caminho, lá vem aquela moça linda que freqüenta uma igreja evangélica, de cabelos compridos, sem maquiagem, Bíblia na mão e vestido abaixo dos joelhos. Na calçada do outro lado lá vai aquela moça linda que não perde uma missa aos domingos, de cabelos curtos, maquiada e  saia na altura dos joelhos.
               A moça que vem precisa tanto ir ao culto como eu preciso do vento que bate em meu rosto. A moça que vai precisa tanto ir à missa como eu preciso ouvir o silêncio. E enquanto passo meditando na minha caminhada até ao centro da cidade, peço a DEUS que conserve para sempre todas as igrejas da terra, que conserve para sempre o vento e o silêncio, a fim de suprir as necessidades espirituais dos poetas, da moça que vem e da moça que vai.
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 - Daslan Melo Lima, Timbaúba-PE, numa tarde dominical de abril de 2011.
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 PARE. OLHE. ESCUTE



              Na primavera da minha vida, uma estrada  de ferro cortava a cidadezinha alagoana  onde nasci. Trens de passageiros  passavam diariamente por São José da Laje, indo de Maceió para o Recife, vindo do Recife para Maceió. Das bandas do Sítio dos Cardoso até lá para as bandas de uma localidade chamada Cento e Dez, em pontos estratégicos, placas sinalizavam para que as pessoas tomassem cuidado ao atravessarem a linha do trem.  “Pare. Olhe. Escute”, diziam as placas. 
           No outono da minha vida, uma estrada de ferro corta a cidade pernambucana onde vivo. Eventualmente, trens de cargas passam por Timbaúba, indo da Paraíba para o Recife, vindo do Recife para Timbaúba. Das bandas dos sítios de Queimadas até lá para as bandas da Fazenda Santa Cândida, em pontos estratégicos, placas sinalizam para que as pessoas tomem cuidado ao atravessarem a linha do trem. “Pare. Olhe. Escute”, dizem as placas. 
               Na primavera da minha vida, quando o outono ainda estava muito distante, eu nem me dava conta que um dia estaria a meditar sobre os mistérios da vida e da morte, diante de uma dessas placas. A qualquer momento , poderei embarcar em um Trem com destino a uma das moradas construídas pelo Arquiteto do Universo. Quando? Jamais saberei.  Enquanto isso, vou caminhando, de mãos dadas com o vento, aprendendo com o silêncio, observando com cuidado as placas do meu destino que assinalam: “Pare. Olhe. Escute”.
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- Daslan Melo Lima, Timbaúba-PE, noite de junho de 2011, entre os bairros de Jardim Guarani e Timbaubinha, após uma caminhada à margem da estrada de ferro. 
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UM FATO EM FOCO
Neste domingo, 31, a Banda Musical 1º de Novembro, a nossa PÉ DE CARÁ, estará realizando o concerto de encerramento das Noites Marianas, a partir das 20h30min, em frente à Igreja Matriz de N. S. das Dores. Essa apresentação marca o retorno da filarmônica ao convívio com o público timbaubense, que há tempo ansiava por isso, visto que a última retreta ocorreu no Dia dos Pais, em agosto do ano passado, há exatos nove meses.
     O concerto servirá, também, para a apresentação dos dez novos músicos que passarão a integrar as fileiras da Banda, todos oriundos da Escola de Música Regente Amaro Jorge, mantida pela entidade. Trata-se de um trabalho árduo dos professores, sob a coordenação do maestro Jean, apesar das dificuldades enfrentadas, principalmente pela falta de recursos financeiros.   De acordo com e-mail enviado por Jeová Barboza Cavalcanti, secretário adjunto da Banda, há mais de um ano que a Prefeitura de Timbaúba não repassa os valores pactuados no convênio firmado entre a 1º de Novembro e Secretaria de Educação do Município.
Saiba mais sobre esse patrimônio cultural timbaubense, 93 anos de fundação a completar no dia 1º de novembro, clicando neste link: https://banda1denovembrotimbauba.wordpress.com

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FERREIROS EM EVIDÊNCIA
         As fotos do cortejo cultural do Movimento Mergulhão, captadas pelas lentes dos fotógrafos potiguares Rodrigo Sena e Vladimir Alexandre vão fazer parte da Exposição de Fotografias do Movimento Mergulhão. A abertura do evento será realizada na próxima segunda-feira, 1º/06, na Biblioteca Municipal Monsenhor José Marques da Fonseca, localizada na rua Imaculada Conceição, 27, na vizinha cidade de Ferreiros, PE.
      O Governo Federal, através do Ministério da Justiça, liberou recursos para a implantação do projeto Movimento Mergulhão em Ferreiros. O projeto realizado  pela Prefeitura de Ferreiros foi implantado com o intuito de revitalizar o cavalo-marinho na comunidade, que  se encontrava extinto e existia apenas na memória de alguns mestres e fazedores da cultura popular. O projeto contou com oficinas de dança, teatro, música, canto e figurino, relacionadas ao folguedo.  Para marcar o sucesso da iniciativa, foi realizado no dia 07 de dezembro de 2014, o cortejo cultural pelas ruas da cidade, onde as crianças e jovens apresentaram o seu  cavalo-marinho.

     O projeto encerrou o seu prazo, mas a Prefeitura de Ferreiros, através da Secretaria de Educação e Cultura, deu continuidade ao movimento com recursos próprios. Hoje o município oferece aos jovens e crianças oficinas de percussão, dança e rabeca. Dessa forma, a cidade resgata a sua identidade cultural e trabalha a inclusão social na comunidade.

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SESSÃO NOSTALGIA - Fernanda Sirena e Elaine Danella, depois daquele sábado de 1987

Daslan Melo Lima


           Ilha Porchat Club, São Vicente, litoral de São Paulo. Vinte e sete garotas lindas desfilaram naquele sábado de julho de 1987 focadas num sonho: a conquista do direito de representar o Brasil no tradicional concurso Miss Beleza Internacional.  
         A comissão julgadora, composta de trinta e quatro personalidades, foi presidida pelo jornalista José Rodolpho Câmara. Atuando como mestres de cerimônias estavam Odarcio Oliveira Ducci, presidente do clube, e Helô Pinheiro, a musa da canção Garota de Ipanema, de Vinicius de Moraes (1913-1980) e Tom Jobim (1927-1994).

         Duas daquelas vinte e sete garotas, desde que pisaram na passarela, despertaram logo a simpatia do público e as preferências dos jurados: Elaine Cristina Danella, paulista de São Carlos, representante do Estado do Pará, e a gaúcha Fernanda Campos Soares, Miss Rio Grande do Sul, que venceu por apenas um ponto de diferença. ***** Fernanda Campos Soares, nome de solteira, é conhecida hoje como Fernanda Sirena.
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Fernanda Sirena naquele sábado de 1987

Fernanda Campos Soares, 21 anos, eleita Miss Brasil Beleza Internacional 1987, era manequim e modelo profissional. No seu currículo constava os seguintes títulos: Rainha das Piscinas do Rio Grande do Sul; primeiro lugar no Miss Jererê, em Santa Catarina; e vice-Musa Verão.  Entre os prêmios que ganhou, um automóvel Chevette zero quilometro.

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Elaine Danella naquele sábado de 1987 

Elaine Cristina Danella, 18 anos, vice-Miss Brasil Beleza Internacional 1987, tinha no seu currículo vários títulos conquistados em São Carlos, SP,  e região: 
Rainha da Primavera, Rainha do Clima, Rainha do concurso regional “Garota Verão” e  terceiro lugar no  “Manequim de Manequim”. ***** Fotos: Manchete, 08/08/1987.

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Fernanda Sirena, depois daquele sábado de  1987

Dody e Fernanda Sirena ***** Foto: deuochic.com
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Dody, Fernanda e Roberto Carlos

       No dia 13/09/1987, em Tóquio, entre quarenta e sete concorrentes, Fernanda conquistou um lugar entre as semifinalistas do Miss Beleza Internacional, no ano em que o Top 3 foi composto por Laurie Tamara Simpson Rivera, Miss Porto Rico, primeira colocada; Muriel Jane Georges Rens, Miss Bélgica, segunda; e  Rosa Isela Fuentes Chávez, Miss México, terceira colocada. 
         Fernanda Campos Soares, nome de solteira, hoje Fernanda Sirena, empresária, esposa de Dody Sirena, empresário do cantor Roberto Carlos, continua despertando a atenção de todos pela beleza, elegância e carisma. 

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Elaine Dannella, depois daquele sábado de 1987


          Elaine Danella fez comerciais para grandes empresas,  como Caloi, Itaú e Bunnys, e foi capa de revistas. Faleceu no dia 27/07/1990, aos 21 anos de idade, ao ser atropelada por um ônibus na avenida 09 de Julho, na capital paulista. 
Praça Elaine Cristina Danella - São Carlos, SP

          No dia 09/08/2014, São Carlos, sua cidade natal, rendeu-lhe  uma grande homenagem inaugurando uma praça com seu nome na rua Haiti, com as ruas Panamá e Venezuela, no bairro Nova Estância. A denominação da praça foi criada através da Lei nº 12.655, de 04/10/2000, assinada pelo então presidente da Câmara de Vereadores de São Carlos, Antonio Carlos Catharino.



          Marco Antonio Amaral, o Marquinho, vereador e presidente da Câmara, disse emocionado em seu discurso: Quero falar em nome da Câmara, neste momento de emoção e que é dado o nome da são-carlense e belíssima modelo que foi a Elaine e que por uma fatalidade tão cedo nos deixou. Meus mais sinceros sentimentos à família. Tenho certeza que a Elaine está conosco neste momento, nesta praça tão bonita.
          O prefeito Paulo Altomani, acompanhado da primeira-dama e presidente do Fundo Social de Solidariedade “Amai-vos”, Alice Altomani, e diversos secretários municipais participaram da solenidade e homenagearam os familiares da Elaine Danella,  Oswaldo José Danella (pai),  Maria Marta Pagni Danella (mãe), Oswaldo José Danella Junior, Paschoal Danella Neto e Sandra Helena Danella Cione (irmãos). “Estamos muito felizes em ter mais essa lembrança da nossa querida Eliane, portanto só temos a agradecer. A praça está linda e realmente é a cara da minha filha", declarou Maria Marta. ----- saocarlos.sp.gov.br  ///  marquinhoamaral.com.br/

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         Os ventos da  Ilha Porchat não beijam mais as candidatas ao Miss Brasil Beleza Internacional, já que esse concurso há muitos anos deixou de ser promovido pelo Ilha Porchat Club, mas não esquecem de Fernanda Campos Soares, hoje Fernanda Sirena, e Elaine Cristina Danella, a Miss e a vice-Miss Brasil Beleza Internacional 1987.
       
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sábado, 23 de maio de 2015

NO CONTEXTO DAS CIRCUNSTÂNCIAS


NUDEZ - Quando chove e a tarde timbaubense morre, o ritmo da minha canção muda de rotação. No compasso da paixão, discuto com o vento o mistério das horas mortas. E ele me devolve o perfume do silêncio não escutado. E a nudez dos meus sonhos não revelados.Daslan Melo Lima, em Timbaúba, Pernambuco, maio de 2015.


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CIRCUNSTÂNCIA - "Eu me amo / Eu me amo / Não posso mais viver sem mim.A citação na minha blusa, refrão de uma música da banda Ultraje a Rigor, é emblemática no contexto das circunstâncias: traduz um momento de autoestima, enquanto o vento e os anjos invisíveis exclamam em silêncio: Amém ! Assim seja! – Daslan Melo Lima, no Alto da Independência, Timbaúba, Pernambuco.


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CICLO - Em meio à vegetação nativa, os pés de milho parecem festejar a abençoada chuva que cai, pois logo mais será o mês de São João, quando suas espigas irão para as mesas humildes e abastadas da região. Em meio à água que do céu cai, a natureza compõe uma canção para descontar o tempo sem chuva, sem encanto e sem canto.Daslan Melo Lima, No sopé do Alto Santa Terezinha, Timbaúba, Pernambuco.


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DE TIMBAÚBA PARA O MUNDO

                                     UM FATO EM FOCO
Na vizinha cidade de Aliança, PE, o vereador Xisto Freitas estreia uma fase da sua vida pública. Vale a pena conferir sua carta à população.  
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                   MEMÓRIA TIMBAUBENSE
          As três fotos abaixo documentam o batismo de uma garotinha, filha de um casal que marcou época na sociedade timbaubense. Faz três semanas que PASSARELA CULTURAL perguntou aos leitores quem era ela, seu pais e os padrinhos. 

      Um total de 215 (duzentas e quinze) pessoas enviaram suas sugestões. A vencedora do desafio foi Ana Lygia  Cajá, de Timbaúba, que ganhou uma assinatura trimestral da revista TIMBAÚBA EM FOCO e outra do jornal CORREIO DE NOTÍCIAS

A resposta enviada por Ana Lygia Cajá - As fotos são do batizado de Ana Glória Ferreira de Araújo, filha de Joel Monteiro de Araújo  e Maria da Gloria Ferreira de Araújo. Padrinhos: José Mendes da Silva, Maria Ode Barbosa Mendes da Silva e Edna Maria Barbosa de Carvalho (com ela nos braços). Celebrante: Monsenhor José Marques da Fonseca. Local: Igreja Matriz de Nossa Senhora das Dores, Timbaúba.  A Pia Batismal ficava logo na entrada da Igreja, do lado esquerdo. Ana Glória foi batizada aos seis meses de vida, na manhã de 22 de maio de 1960,  dia dedicado à Santa Rita de Cassia, a Santa das Causas Impossíveis.
Depoimento de Ana Glória Ferreira de Araújo, nutricionista timbaubense, radicada no Recife, PE - Eu nasci em 28 de novembro de 1959. Meus pais: Joel Monteiro de Araújo e Maria da Gloria Ferreira de Araújo. Cheguei ao mundo num lindo dia de sol, às 11h45min de 28/11/1959, na Maternidade Darcy Vargas, em Timbaúba, PE. Foi uma grande festa! Meus irmãos Antonio, Joel, Tranquelino e Teotônio, além da minha avó materna Minervina Barbosa, ficaram muito felizes com minha chegada. A equipe da maternidade foi composta de duas parteiras, D.Nenem, de Nazaré da Mata,  D. Primitiva, de Timbaúba,  e o médico Roberto Viana Batista. Segundo o relato do Dr. Roberto Viana, recebi muitas visitas. Meus padrinhos de batismo, realizado no dia 22/05/1960, foram o professor José Mendes, Ode Barbosa e Edna Barbosa. Minha madrinha de Crisma foi Antonia Araújo, a D. Nenem, esposa de Albertino Araújo.
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A PRINCESA SOFIA


      Tranquelino Monteiro, o criador do grupo Matutos de Timbaúba dos Mocós, e Fátima, sua esposa, continuam rindo com o tempo. Sofia, sua primeira neta, filha de Eloy, nasceu em 02 de maio, o mesmo dia onde o casal ganhou há trinta e um anos o seu primogênito.

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TALENTO TIMBAUBENSE
     Miguel Falcão continua recebendo muitos parabéns pelo seu talento. Sua criação Kakito foi a grande vitoriosa do concurso que elegeu o mascote dos Jogos Escolares de Pernambuco
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