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SEJA BEM-VINDO ! SEJA BEM-VINDA! VOCÊ ESTÁ NO BLOG PASSARELA CULTURAL, cujas postagens, na maioria das vezes, são postadas aos sábados e domingos. Nossa trajetória começou em 02/07/2004, com o nome de Timbaconexão, como coluna sociocultural do extinto site de entretenimento Timbafest. Em 12/10/2007, Timbaconexão migrou para blog com o nome de PASSARELA CULTURAL, quando teve início a contagem de visitas. ***** Editor: DASLAN MELO LIMA - Timbaúba, Pernambuco, Brasil. ***** Contatos : (81) 9-9612.0904 (Tim / WhatsApp). E-mail: daslanlima@gmail.com

sábado, 3 de julho de 2021

DE TIMBAÚBA PARA O MUNDO - Em memória de Hermano Coutinho, Dedé Judeu, Luiz da Traíra, Rivaldo Guerra, Alex Apolinário e Pedrinho Matias

AO ENCONTRO DE OUTRA MISSÃO

Havia esperança que o quadro dramático fosse revertido, pois sempre há esperança enquanto persiste um sopro de vida.
No entanto, os mistérios insondáveis que nos cercam se vestiram de mais mistérios, e ele partiu para a Grande Viagem de madrugada, vítima de Covid 19.


Timbaúba sombria no feriado de São João, com a partida do
Hermano José Jacques Coutinho, cinquenta e nove anos a completar no dia 03 de agosto, filho do inesquecível Dr. João Gomes Guedes Coutinho (1916-1993), um ícone da medicina timbaubense.
Hermano estava sempre de bem com a vida.
E de bem continuará, com a graça de Deus, envolvido em LUZ, ao encontro de outra missão, num dos fantásticos mundos do Pai Eterno.
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Daslan Melo Lima
Timbaúba, PE
24.06.2021
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BEM-TE-VI

Acompanhei na manhã desta sexta-feira o cortejo fúnebre de José Pachêco Marinho,
o Dedé Judeu, 96 anos de idade,
uma personalidade que marcou época em Timbaúba.
Ele se foi de causas naturais,
pronunciando o nome de Nevinha,
a esposa amada que partiu há dez anos.


Vizinho ao jazigo da família, atenuando o cinza e dissipando o frio, no alto de uma palmeira imperial, uma das aves mais populares do Brasil cantava de alto e bom som: "Bem-te-vi! Bem-te-vi! Bem-te-vi!"
Abençoado Bem-te-vi,
que não vi, mas ouvi,
continue diluindo a melancolia desta sexta-feira em doses de fé,
esperança e poesia.
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Para conhecer um pouco da trajetória de Dedé Judeu, clique aqui,
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Daslan Melo Lima
Timbaúba, PE
18.06.2021
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MOMENTOS

Em um dia de junho de um tempo que se foi, minha amiga Nazaré Guerra deixou-se fotografar ao lado do seu amado Rivaldo, no embalo de uma festa junina.


Rivaldo fez ontem a Grande Viagem. Na manhã de hoje, Nazaré se despediu da sua presença física, sem bandeirinhas de São João, sem forró e sem milho assado na fogueira.

Estou triste, Nazaré Guerra, mas convicto que os bons momentos vividos ao lado do teu amado Rivaldo renovarão tua alma, mesmo que ao redor não encontres bandeirinhas de São João, forró e milho assado na fogueira.
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Daslan Melo Lima
Timbaúba, PE
15.06.2021
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ENVOLVIDO NA LUZ
Perdão, Senhor do Universo.
Sei que mistérios insondáveis rondam nossa passagem pela Terra,
mas outra vez estou desencantado com esse planeta conturbado.

Alex Apolinário, pessoa íntegra, perdeu a vida ontem à tarde, vítima de assalto, quando trabalhava dirigindo seu veículo numa vicinal da BR 408, entre as cidades de Aliança e Timbaúba.

Corro para um álbum de fotografias, encontro o Alex adolescente,
primeiro colocado no concurso "Gato Verão de Timbaúba",
um dos eventos que coordenei durante anos, e choro diante de mil perguntas sem respostas.
Segue envolvido na LUZ, Alex, ao encontro de outra missão, em um dos fantásticos mundos do Pai Eterno.
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Daslan Melo Lima
Timbaúba, PE
12.06.2021
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PEDRINHO MATIAS, O MENINO E O IMORTAL
O céu se vestiu de serenidade na primeira tarde de junho,
a fim de compor o cenário do sepultamento do corpo do professor Pedrinho Matias,
um ícone da educação timbaubense.



O mestre faleceu na última tarde de maio de causas naturais,
serenamente dormindo.
Faria 98 anos de idade no dia 3 do próximo mês.

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Pedrinho Matias nunca perdeu de vista o menino que um dia foi,
o menino que guardava uma bolsa e um par de sapatos usados pela mãe que morreu quando ele tinha apenas seis anos de idade.


Entre as coroas de flores enviadas para o velório,
destaque para uma onde se lia uma citação de Paulo Freire,
"O educador se imortaliza em cada homem que educa."
Pedrinho Matias,
o menino e o imortal,
uma personalidade incomum que a memória timbaubense vai guardar.
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Confira matéria sobre Pedrinho Matias,
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Daslan Melo Lima
Timbaúba, PE
1º.06.2021

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quinta-feira, 3 de junho de 2021

SESSÃO NOSTALGIA - Márcia Menezes, uma Miss no único caminho

 Daslan Melo Lima

Terminei de ler o livro O único caminho, escrito por Márcia Menezes Marques, Miss Sergipe 1980,  com a sensação de ter lido o roteiro de um excelente filme motivacional. Li e reli os últimos parágrafos em clima de oração.

Menezes, Márcia - "O único caminho", Márcia Menezes, Aracaju, Infographics, 2020 - Autobiografia. História de vida. - 180 páginas. Ilustrado. 21cm. ISBN 978-65-5730-026-8

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A autora nasceu no Rio de Janeiro, no dia 03 de maio de 1965, no Hospital São Judas Tadeu, no bairro de Fátima. O pai era militar da Marinha e foi transferido para o Recife quando Márcia ainda era muito pequena. Morou no Recife durante cinco anos, até quando seu pai se aposentou e a família se mudou para a cidade de Propriá, Sergipe, na divisa com Alagoas.  Seus pais eram sergipanos e quiseram voltar às origens. No dia 02 de maio, na véspera de completar quinze anos de idade, disputou o título de Miss Propriá com mais cinco candidatas, sob a coordenação de Gladston Santos

Com 1,72m de altura, 57 quilos, 89cm de busto, 60cm de cintura, 90 cm de quadril e 22 cm de tornozelo, foi eleita Miss Sergipe 1980. No dia 07 de junho, no Ginásio Presidente Médici, em Brasília, disputou o Miss Brasil e foi classificada entre as dez finalistas. A última vez que uma representante do Sergipe tinha se classificado no Miss Brasil tinha sido em 1964, com Maria Isabel Avelar Elias, terceira colocada e quarta no Miss Mundo.

Em 1981, no dia 04 de junho, um mês depois de terminar o seu reinado de Miss Sergipe, Márcia Menezes casou com aquele com quem namorava desde os doze anos de idade, o pai de Brena Karollyne, sua única filha. O casamento durou pouco tempo. Em janeiro de 1983, Márcia deixou a filha sob os cuidados dos pais e foi morar no Rio de Janeiro com uma tia. Em 1989, de volta ao Nordeste, morando em Aracaju, conheceu Mozart Santos, Superintendente da TV Sergipe, afiliada da Rede Globo. Mozart tornou-se seu companheiro por sete anos e, como conta no livro, foi o grande responsável por lhe abrir “as portas do mundo”. Márcia trabalhou na área de turismo em hotéis de Aracaju, João Pessoa, Maceió e Petrolina. Casada com o português João José Marques Sousa, ela vive há dezesseis anos na Suíça e hoje enfrenta um câncer de mama metastático. 

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Márcia Menezes em noite de autógrafos

 TV Atalaia, Aracaju, SE 

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Vide reportagens nos links abaixo:

https://www.youtube.com/watch?v=jwgtH7zkxZk

https://www.youtube.com/watch?v=yL-xXucZDEE

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Márcia Menezes, Miss Brasil Forever

Link para a live produzida por Josenildo Batista em 15.05.2021:

 https://www.youtube.com/watch?v=FNGLc8eZw34

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Márcia Menezes, a Miss guerreira, mulher forte e otimista

Crônica de Muciolo Ferreira - 19.05.2021

Escrever sobre as misses dos Anos 60, 70 e 80 foi sempre prazeroso, estimulante e energizante para quem teve uma paixão pelos concursos de miss dos tempos da adolescência e das passarelas.  Reencontrar então uma deusa daqueles tempos é compensador. Até porque é entrar num túnel do tempo e trazer o passado para a atual linha do tempo. Foi isso que aconteceu sábado passado, quando no canto da minha sala, onde fica o meu computador, surgiu Márcia Menezes, a última Miss Sergipe eleita nos bons tempos do certame nacional de beleza, promovido pelos Diários & Emissoras Associados - TV Tupi.

Para isso, muitas das suas ex-companheiras de passarela e de convivência no confinamento do Miss Brasil 1980, a exemplo de Fernanda Bôscolo de Camargo (São Paulo);  Adriana Zselinsky (Rio Grande do Sul);  Ana Lúcia Caldas (Pernambuco );  Tânia Regina (Santa Catarina); Ana Lúcia Bahia Costa (Bahia); Alda Torres Tenório (Alagoas) e até Flávia Cavalcante, eleita Miss Ceará e Brasil  1989, bateram ponto durante a entrevista  adiando os compromissos habituais, como idas aos  shoppings, ao supermercado ou ao salão de beleza, nos sábados à tarde,  só para prestigiar Márcia Menezes  na Série Miss Brasil Forever. Esse projeto é uma ode às misses dos tempos das passarelas, criado e conduzido pelo mago das lives, Josenildo Batista. Digo tempos, porque atualmente a passarela foi substituída por palcos sombrios, gigantes e sem alma, em que o calor humano do público e a energia vinda das torcidas, em forma de confetes e serpentinas, deixaram de existir.

Foram momentos de pura emoção, cumplicidade, força, esperança, fraternidade, sabedoria e otimismo trocados entre a entrevistada e ex-companheiras de concurso. Nunca antes tantas beldades do passado tinham surgidas ao mesmo tempo na minha tela numa live que está marcada na vida de quem acompanhou ou interagiu com perguntas enviadas a oito mil quilômetros de distância que separam o Brasil da Suíça e com fuso de cinco horas.

Lembro bem do Miss Brasil 1980 e de toda a emoção da bela representante de  Sergipe ao ouvir seu nome anunciado pelo mestre de cerimónias, Paulo Max, como a última das 10 finalistas, pois só restava uma vaga. Emoção revelada por Márcia na live pelo fato do seu estado há quase duas décadas que não conseguia essa proeza.  Verdade. A última vez que seu estado  tinha sido finalista no Miss Brasil foi em 1964, com Maria Isabel Avelar Elias, terceira  colocada.

Quem participou diretamente ou assistiu ao vídeo da entrevista virou "fã de carteirinha”, como eu, diante de um furacão, uma fortaleza chamada Márcia Menezes. Falando diretamente "olho no olho", e sem nunca deixar de esboçar um sorriso sincero e convincente, em muitos momentos parecia que eu estava diante da apresentadora de televisão Ana Maria Braga, nos programas matinais do Mais Você. Isso a partir da forma de comportamento, de se comunicar e de enxergar o seu momento atual diante de um câncer que enfrenta há seis anos, com coragem e sem nenhuma revolta.

A escritora e autora do livro " O único caminho" disse tudo sobre o tratamento, os problemas com a mudança no corpo, mas na maior tranquilidade, sabedoria, bom humor e compreensão.  Deu um belo exemplo e testemunho, especialmente às pessoas que reclamam de tudo, de qualquer coisa, esquecendo que na vida o principal é ter saúde. O resto vem com o tempo.

Em conversa com o advogado, poeta e editor do blog PASSARELA CULTURAL, Daslan Melo Lima, e com o próprio Josenildo Batista, cheguei a dizer que não iria escrever uma crônica em homenagem a Márcia Menezes depois de ter visto a live, porque não saberia encontrar exatamente as palavras, o mote para escrever  diante de tudo que tinha ouvido:  sabedoria, inteligência e disposição para lidar com os problemas enfrentados. Pensei em falar apenas sobre o seu reinado da mais bela sergipana de 1980. Depois surgiu a ideia de iniciar destacando sua verve de escritora. Fiquei perdido sem encontrar o mote. Até porque foram muitos os exemplos de fé e coragem, especialmente ao se referir a Nossa Senhora de Fátima com tamanha devoção. Acredito como ela que, realmente, a fé remove montanhas. Foi isso que Márcia Menezes, uma Miss Brasileira Forever, demonstrou desde o início até o fim da live. 

Felizes os que tiveram o privilégio de conviver com ela ou ainda convivem, porque a sensação que tive foi como se todos nós - missólogos, misses e amigos - estivéssemos gravitando como satélites em torno de uma estrela solar ou de um planeta habitável, recebendo todas as energias para que possamos sobreviver a qualquer mal. Até porque, como ela nos ensina, "pensar positivo e ter fé é a receita ideal para quem enfrenta uma doença como o câncer".

Sua live foi inspiradora, cheia de verdades; uma declaração de amor e coragem à vida; determinação em toda sua plenitude. Que muitos caranguejos e goles de cerveja a esperem para serem degustados à beira mar, no embalo das águas mornas e marrons da sua amada Atalaia.

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Márcia Menezes, Miss Sergipe 1980.
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Márcia Menezes e o esposo João José Marques Sousa.
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Márcia Menezes, Miss para sempre Miss, entendo que o seu livro O único caminho é um legado de força, fé, esperança e resiliência de uma pessoa iluminada.

  
Na dedicatória do seu livro, enviado para mim por Roberto Macêdo, Márcia escreveu: "Daslan, desejo que a minha história cative o seu coração." 

Grato, Márcia Menezes, eterna Miss Sergipe 1980, sua história cativou meu coração. 

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PASSARELA CULTURAL  - Edição de 03.06.2021 - Link para visualizar todas as edições selecionadas do blog: www.passarelacultural.blogspot.comloja

segunda-feira, 24 de maio de 2021

A MISS DO CORAÇÃO DE MIGUEL BRAGA

Daslan Melo Lima


Ele completou 54 anos de idade no dia 23 de março, produziu por muitos anos o concurso Miss Pernambuco e partiu às 21 horas de ontem, domingo, 23 de maio, vítima de complicações do Coronavírus.

Não consigo esquecer o grande amor que Miguel Braga, filho único, tinha por dona Almerinda Gomes Braga, 82 anos, sua mãe.

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Que a Luz o conduza ao encontro de outra missão,
e que Deus proteja Almerinda,
a Miss eterna do seu coração.

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PERFIL DO CONSUMIDOR DE MIGUEL BRAGA
Matéria extraída do blog de Fernando Machado,  
publicada em 03 de maio de 2009

O promoter Miguel Braga (Foto: Fernando Machado)

O focalizado deste domingo é o promoter e coordenador do concurso de Miss Pernambuco, Miguel Braga. Nascido no Recife enveredou pelos concursos de belezas quando sua amiga de infância Simone Augusto foi eleita Miss Pernambuco de 1985. Nos anos seguintes colocou uma candidata ao titulo e acompanhou durante um ano o reinado de Meg Brasileiro, Miss Pernambuco de 1987.


Em 1989, como assistente de Romildo Alves apresentou a Miss Itamaracá que foi finalista no Miss Pernambuco. Em 1990, ao lado de Romildo Alves, coordenou o Miss Pernambuco e daí em diante se passaram 19 anos de dedicação ao concurso.

Qual a maior invenção do homem

O telefone, esse pequeno invento que nos permite comunicar com o mundo e resolver nossos problemas de forma prática e objetiva.

Qual a pior invenção do homem 

– As armas, pois por conta delas o homem mostra sua pior fase a da violência.

Uma Miss Pernambuco inesquecível 

E muito difícil escolher uma porque todas têm seu encanto e seus momentos inesquecíveis, mas vou arriscar aquela quer foi a minha inspiração para mergulhar neste maravilhoso mundo da beleza, Simone Augusto, Miss Pernambuco 1985.

Uma Miss Brasil inesquecível 

– Martha Rocha, Miss Brasil 1954, sem dúvida uma mulher incrível que tive a oportunidade de conviver em vários momentos de sua vida.

Uma Miss Pernambuco que a história guardou 

Como já falei é muito difícil citar apenas uma. Então vou citar por décadas: Sonia Maria Campos (1958), Maria Eunice Mergulhão Maciel (1968), Ângela Agra Galvão (1978), Simone Augusto da Silva (1985), Andresa Maria de Paiva (1994) e Débora Daggy (2001).

Uma Miss Brasil que a história guardou 

Sem medo de errar Ieda Maria Vargas, eleita em 22 de junho Miss Brasil 1963 e em 20 de julho Miss Universo 1963.

Uma Miss Pernambuco que a história vai guardar 

– Wilma Gomes, Miss Pernambuco 2007, pelo seu carisma, determinação e dedicação ao certame.

Uma Miss Brasil que a história vai guardar 

– Nayla Micherif, Miss Brasil 1997, pelo seu brilhante trabalho à frente da Gaeta na reestruturação do Miss Brasil.

Quem gostaria que pintasse seu retrato 

– Silvia Pontual

Com quem gostaria de se esbarrar num concurso de Miss Pernambuco 

Vera Lúcia Fischer, Miss Brasil 1969

Um momento de saudade 

– Da época quando podíamos andar pelas ruas sem nos preocupar com a violência urbana que vivemos hoje

A grande dama das artes do Recife 

– Geninha da Rosa Borges

Perfume 

– Malbec, O Boticário

Jeans 

O que veste bem

Tênis 

– Puma

Desodorante 

Rexona / Ebony

Xampu 

Shower Gel Cabelo e Corpo – O Boticário

Um destino turístico 

Fernando de Noronha

Um homem bonito 

Mister Mundo 2003, Gustavo Gianetti

Uma mulher bonita 

Minha Mãe, Almerinda Gomes Braga

Um filme inesquecível 

Sociedade dos Poetas Mortos

Um ator 

– Lima Duarte

Uma atriz 

– Bibi Ferreira

Hino musical 

– Outra Vez (Isolda) de Roberto Carlos

Um cantor 

– Roberto Carlos

Uma cantora 

– Maria Bethania

Sonho de consumo 

– Conhecer o mundo viajando na companhia dos meus melhores amigos 

Quem gostaria de levar para uma ilha deserta 

Minha família em uma grande festa

Quem deixaria por lá para sempre 

As pessoas que não respeitam a felicidade dos outros

A palavra mais bonita num concurso de Miss 

– Companheirismo

E a mais feia 

Inveja

Restaurante que gosta de ir 

Jardins Bar e Restaurante

Comida preferida 

Galinha de Cabidela feita por minha mãe

Comida que detesta 

Comida muito exótica

O que não pode faltar na sua geladeira 

Sucos e água

Livro de cabeceira 

O Evangelho Segundo o Espiritismo de Allan Kardec

Quem gostaria que escrevesse sua biografia 

O jornalista Fernando Machado

A cidade dos seus sonhos 

Rio de Janeiro

Um (a) poeta 

– Carlos Drummond de Andrade

O destino turístico de sua cidade que recomendaria a um turista 

O conjunto arquitetônico do Bairro do Recife Antigo.

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PASSARELA CULTURAL
Edição de 24.05.2021
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domingo, 4 de abril de 2021

AGNALDO TIMÓTEO, AINDA MAIS FORTE


Segue na Luz, Agnaldo Timóteo, ao encontro de outra missão, em um dos fantásticos mundos do Pai Eterno.
Mil vezes encontrei minha saudosa mãe chorando e cantarolando trechos de famosas canções gravadas por você, seu cantor preferido, a exemplo de:
"Ai que vontade de gritar / seu nome bem alto no infinito, / dizer que meu amor é grande, / bem maior do que o meu próprio grito."
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"Tão longe, de mim distante, / onde irá, onde irá o teu pensamento? / Quisera saber agora se esqueceste o juramento."
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"Se algum dia a minha terra eu voltar, / quero encontrar as mesmas coisas que deixei. / Quando o trem parar na estação, / eu sentirei no coração a alegria de chegar."
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"Deus, meu Deus, traga pra junto de mim esse alguém que me faz chorar, / que me faz sofrer tanto assim."

Imagino que na esquina de outra dimensão, a sua voz esteja cantando e encantando, ainda mais forte, mil almas românticas e sonhadoras.
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Daslan Melo Lima
Timbaúba, PE
04.04.2021
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Foto: Murilo Alvesso/Divulgação


O corpo do cantor Agnaldo Timóteo será sepultado neste domingo (4/4) no crematório e cemitério Jardim da Saudade, na Zona Oeste do Rio de Janeiro. O artista morreu neste sábado (4/3) em decorrência das complicações da Covid-19, aos 84 anos.

Ao longo do dia, amigos e fãs do músico foram às redes sociais prestar condolências e escrever mensagens de luto pela morte do artista. 

O sobrinho de Agnaldo, Timotinho, disse ao portal R7 que a cerimônia não estará aberta ao público, mas restrita para alguns familiares. "Infelizmente, devido à situação pandêmica de nosso país, não haverá velório nem sepultamento aberto ao público e a seus fãs. O breve velório e o sepultamento serão restritos apenas a um pequeno número de familiares!”.

O sepultamento acontecerá às 14h15. Em comunicado enviado à imprensa, “a família agradece todo o apoio e profissionalismo da Rede Hospital Casa São Bernardo nessa batalha e a todos que estiveram juntos em orações". Os familiares também pedem apoio e otimismo em prol do fim da pandemia e pelos que ainda estão internados. O cantor mineiro, que já havia recebido duas doses da vacina contra a COVID-19, deu entrada no hospital no último dia 17, quando seu quadro começou a se agravar. Os médicos acreditam que Agnaldo Timóteo tenha contraído a COVID-19 entre a primeira e a segunda dose da vacina, já que o artista havia tomado o reforço na segunda-feira, 15.

Nascido em Caratinga, em 16 de outubro de 1936, ainda garoto Agnaldo se exibia na rádio da cidade natal. Aos 16 anos, ele se mudou para Governador Valadares, foi torneiro mecânico e trabalhou em retíficas em Belo Horizonte. Nos anos 1960, trocou Minas pelo Rio de Janeiro e se tornou motorista de Ângela Maria. Fã da estrela, o rapaz não se cansava de ouvir “Adeus, querido”, sucesso da diva. A conselho dela, instalou-se na Cidade Maravilhosa.

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sábado, 3 de abril de 2021

SESSÃO NOSTALGIA - Leila Schuster, a Adalgisa Colombo dos anos 90

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NOTA DO EDITOR

A Sessão Nostalgia, mais uma vez, cede espaço para uma crônica do Muciolo Ferreira, mucioloferreira2013@gmailjornalista graduado pela Universidade Católica de Pernambuco, um dos coordenadores do Miss Pernambuco Universo em 1988 e 1989, do concurso Rei e Rainha dos Estudantes de Pernambuco nos anos 90 e do Rainha do Baile Municipal do Recife, de 1985 a 2000.

A produção desse tributo à Leila Schuster, Miss Brasil 1993, estava pendente para postagem há mais de um mês, aguardando a solução de um problema de configuração do blog.

Esse texto é parte da edição de 03/04/2021, do blog PASSARELA CULTURAL, http://passarelacultural.blogspot.com/
Um abraço para todos os leitores e leitoras.

Daslan Melo Lima
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Leila Schuster, a Adalgisa Colombo dos anos 90


Inspirado nos vídeos do Miss Universo 1993 e nas entrevistas e aparições da atual jornalista, empresária de moda, apresentadora de televisão Leila Schuster Gandini, Miss Brasil, semifinalista, top 10 no Miss Universo 1993, inicio essa crônica em sua homenagem. Seu nome é uma grife na Missologia como uma das mulheres mais elegantes e requintadas que pisaram nas passarelas. Graças ao projeto do Josenildo Batista, "Live das Misses Brasil Forever", tivemos o privilégio de reencontrar essa diva 28 anos depois do seu reinado de miss (https://www.youtube.com/watch?v=0-F8IWnDBeI).

Pisar numa passarela igual à Miss Brasil 1993, Leila Schuster, só conheci duas pessoas: Adalgisa Colombo (1940-2013), Miss Brasil e Vice-Miss Universo 1958, e a manequim internacional Betty Lago (1955-2015), a preferida do costureiro italiano Valentino.

Adalgisa Colombo
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Betty Lago 
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De diferente da Adalgisa Colombo faltou à Leila Schuster apenas passar óleo Johnson no corpo para dá um lustre, e da Betty Lago empinar o nariz ao desfilar. De resto eram iguais até no penteado que lhe deu mais sofisticação e categoria.
Leila foi soberana, poderosa e classuda na passarela daquele Miss Universo, realizado na Cidade do México, tanto nas preliminares como na noite final do concurso.
Arrasou! Não fosse a jurada Maria Conchita Alonso, com suas notas inferiores às demais dos outros jurados, ela teria sido, no mínimo, Top 3.
Acho que seu grande pecado foi ter sido preparada pelo Osmel Sousa, amicíssimo da Alonso. Imagine uma brasileira ter recebido as últimas orientações do preparador da Organização Miss Venezuela e ser eleita Miss Universo. O cubano seria expulso da Venezuela, rsrsrs...
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Leila Schuster, Miss Brasil 1993
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Naquele palco poderia ter saído a terceira gaúcha eleita a mulher mais bela do universo, depois de Iolanda Pereira (1910-2001), em 1930, e de Ieda Maria Vargas, em 1963, não fosse por um detalhe: a jurada Maria Conchita Alonso, cubana naturalizada venezuelana, impediu, dando nota 7,5 à brasileira, justamente em traje de banho, o quesito mais forte de Leila.
Vale lembrar que nossa representante tinha 1,78 de altura e estava com 54 kg muito bem distribuídos numa plástica perfeita, inquestionável. Sua apresentação diante dos jurados foi impecável. Na live, Leila revelou que sempre se inspirou na Miss Brasil 1986, Deise Nunes, outra brasileira injustiçada no Miss Universo.
Mas, na minha visão, quando Leila surgia, o seu desfile tinha a cara da Adalgisa Colombo no Maracanãzinho, depois em Long Beach, no Miss Universo, e nas passarelas internacionais como manequim.
Leila foi espetacular nos pivôs, no olhar e no posicionamento diante das câmeras. Os pivôs estavam milimetricamente sincronizados a uma circunferência de 360 graus. E quando ela dava uma pausa olhando para a plateia lembrava a famosa "paradinha do Pelé" na grande área, antes de chutar a bola e fazer o gol.
Acho que a jurada Conchita Alonso deve ter ficado incomodada com a performance, por não ter feito a mesma coisa quando representou a Venezuela no Miss Mundo 1975.
Com relação à live, se eu não tivesse o vídeo do Miss Universo 1993 não acreditaria que já se foram 28 anos. Quando a imagem atual de Leila Schuster apareceu na tela do meu computador, eu disse a mim mesmo: "Gente, que mulher é essa? Como pode? Para tudo!" Parecia uma mulher de 30 anos, uma beleza estonteante. Pragmática, sistemática, prática, uma pessoa que busca resolver soluções e não se deixar impressionar com os obstáculos, mas ultrapassá-los.
É essa a avaliação que faço da Leila Schuster que acabo de reencontrar, a partir das perguntas e respostas dadas aos internautas, às amigas do Grupo Misses do Brasil, aos fãs e aos seus seguidores que interagiram durante a entrevista concedida ao Mago das Lives das Misses Brasil Forever, Josenildo Batista.

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Voni Delfos, Miss Austrália 1993
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Eugenia Santana, Miss Espanha 1993
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Dayanara Torres, Miss Porto Rico, Miss Universo 1993
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Leila apontou Voni Delfos, Miss Austrália, semifinalista, top 6, como a que deveria ter vencido o Miss Universo. Eu confesso ter gostado mais de Eugenia Santana, Miss Espanha, semifinalista, top 10, Miss Fotogenia. O meu Top 3 teria sido Brasil, Espanha e Porto Rico (Dayanara Torres, eleita Miss Universo), por essa ordem. Quanto ao penteado na noite final, acho que Leila acertou. O cabelo preso dá muito mais categoria, elegância e sofisticação em qualquer situação ou ocasião. E fica mais fácil para colocar a coroa.
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Concordo literalmente com nossa Miss Brasil Forever 1993, ao afirmar que as futuras ou atuais misses não devem se preocupar apenas com a beleza estética. Elas têm que pensar no seu intelecto, ter conteúdo e uma postura de vida com retidão, pois é isso que ficará para a história como legado.
As respostas dadas por Leila Schuster na última etapa da live, o popular "pingue pongue", foram precisas e divertidas. Sobre essa parte, quero parabenizar ao Josenildo pela inovação, por tornar a entrevista mais dinâmica.

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Leila Schuster, vinte e oito anos depois de eleita Miss Brasil 1993
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Sobre a solidão, eis meu recado para Leila Schuster:
"Não tenha medo da solidão. Mesmo porque, enquanto existir um missólogo, fã ou admirador de uma diva das passarelas, você jamais estará só, por ser uma pessoa do bem e encontrar em nós mais um porto seguro, além da sua família. Sabemos que nunca colocou o sucesso à frente das amizades; sempre agiu com respeito às pessoas e instituições, além de ser amada pelos brasileiros."

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