AO ENCONTRO DE OUTRA MISSÃO
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AO ENCONTRO DE OUTRA MISSÃO
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Daslan Melo Lima
Terminei de ler o livro O único caminho, escrito por Márcia Menezes Marques, Miss Sergipe 1980, com a sensação de ter lido o roteiro de um excelente filme motivacional. Li e reli os últimos parágrafos em clima de oração.
Menezes, Márcia - "O único caminho", Márcia Menezes, Aracaju, Infographics, 2020 - Autobiografia. História de vida. - 180 páginas. Ilustrado. 21cm. ISBN 978-65-5730-026-8
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A autora nasceu no Rio de Janeiro, no dia 03 de maio de 1965, no Hospital São Judas Tadeu, no bairro de Fátima. O pai era militar da Marinha e foi transferido para o Recife quando Márcia ainda era muito pequena. Morou no Recife durante cinco anos, até quando seu pai se aposentou e a família se mudou para a cidade de Propriá, Sergipe, na divisa com Alagoas. Seus pais eram sergipanos e quiseram voltar às origens. No dia 02 de maio, na véspera de completar quinze anos de idade, disputou o título de Miss Propriá com mais cinco candidatas, sob a coordenação de Gladston Santos.
Com 1,72m de altura, 57 quilos, 89cm de busto, 60cm de cintura, 90 cm de quadril e 22 cm de tornozelo, foi eleita Miss Sergipe 1980. No dia 07 de junho, no Ginásio Presidente Médici, em Brasília, disputou o Miss Brasil e foi classificada entre as dez finalistas. A última vez que uma representante do Sergipe tinha se classificado no Miss Brasil tinha sido em 1964, com Maria Isabel Avelar Elias, terceira colocada e quarta no Miss Mundo.
Em 1981, no dia 04 de junho, um mês depois de terminar o seu reinado de Miss Sergipe, Márcia Menezes casou com aquele com quem namorava desde os doze anos de idade, o pai de Brena Karollyne, sua única filha. O casamento durou pouco tempo. Em janeiro de 1983, Márcia deixou a filha sob os cuidados dos pais e foi morar no Rio de Janeiro com uma tia. Em 1989, de volta ao Nordeste, morando em Aracaju, conheceu Mozart Santos, Superintendente da TV Sergipe, afiliada da Rede Globo. Mozart tornou-se seu companheiro por sete anos e, como conta no livro, foi o grande responsável por lhe abrir “as portas do mundo”. Márcia trabalhou na área de turismo em hotéis de Aracaju, João Pessoa, Maceió e Petrolina. Casada com o português João José Marques Sousa, ela vive há dezesseis anos na Suíça e hoje enfrenta um câncer de mama metastático.
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Márcia Menezes em noite de autógrafos
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Vide reportagens nos links abaixo:
https://www.youtube.com/watch?v=jwgtH7zkxZk
https://www.youtube.com/watch?v=yL-xXucZDEE
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Márcia Menezes, Miss Brasil Forever
Link para a live produzida por Josenildo Batista em 15.05.2021:
https://www.youtube.com/watch?v=FNGLc8eZw34
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Márcia Menezes, a Miss guerreira, mulher forte e otimista
Crônica de Muciolo Ferreira - 19.05.2021
Escrever sobre as misses dos Anos 60, 70 e 80 foi sempre prazeroso, estimulante e energizante para quem teve uma paixão pelos concursos de miss dos tempos da adolescência e das passarelas. Reencontrar então uma deusa daqueles tempos é compensador. Até porque é entrar num túnel do tempo e trazer o passado para a atual linha do tempo. Foi isso que aconteceu sábado passado, quando no canto da minha sala, onde fica o meu computador, surgiu Márcia Menezes, a última Miss Sergipe eleita nos bons tempos do certame nacional de beleza, promovido pelos Diários & Emissoras Associados - TV Tupi.
Para isso, muitas das suas ex-companheiras de passarela e de convivência no confinamento do Miss Brasil 1980, a exemplo de Fernanda Bôscolo de Camargo (São Paulo); Adriana Zselinsky (Rio Grande do Sul); Ana Lúcia Caldas (Pernambuco ); Tânia Regina (Santa Catarina); Ana Lúcia Bahia Costa (Bahia); Alda Torres Tenório (Alagoas) e até Flávia Cavalcante, eleita Miss Ceará e Brasil 1989, bateram ponto durante a entrevista adiando os compromissos habituais, como idas aos shoppings, ao supermercado ou ao salão de beleza, nos sábados à tarde, só para prestigiar Márcia Menezes na Série Miss Brasil Forever. Esse projeto é uma ode às misses dos tempos das passarelas, criado e conduzido pelo mago das lives, Josenildo Batista. Digo tempos, porque atualmente a passarela foi substituída por palcos sombrios, gigantes e sem alma, em que o calor humano do público e a energia vinda das torcidas, em forma de confetes e serpentinas, deixaram de existir.
Foram momentos de pura emoção, cumplicidade, força, esperança, fraternidade, sabedoria e otimismo trocados entre a entrevistada e ex-companheiras de concurso. Nunca antes tantas beldades do passado tinham surgidas ao mesmo tempo na minha tela numa live que está marcada na vida de quem acompanhou ou interagiu com perguntas enviadas a oito mil quilômetros de distância que separam o Brasil da Suíça e com fuso de cinco horas.
Lembro bem do Miss Brasil 1980 e de toda a emoção da bela representante de Sergipe ao ouvir seu nome anunciado pelo mestre de cerimónias, Paulo Max, como a última das 10 finalistas, pois só restava uma vaga. Emoção revelada por Márcia na live pelo fato do seu estado há quase duas décadas que não conseguia essa proeza. Verdade. A última vez que seu estado tinha sido finalista no Miss Brasil foi em 1964, com Maria Isabel Avelar Elias, terceira colocada.
Quem participou diretamente ou assistiu ao vídeo da entrevista virou "fã de carteirinha”, como eu, diante de um furacão, uma fortaleza chamada Márcia Menezes. Falando diretamente "olho no olho", e sem nunca deixar de esboçar um sorriso sincero e convincente, em muitos momentos parecia que eu estava diante da apresentadora de televisão Ana Maria Braga, nos programas matinais do Mais Você. Isso a partir da forma de comportamento, de se comunicar e de enxergar o seu momento atual diante de um câncer que enfrenta há seis anos, com coragem e sem nenhuma revolta.
A escritora e autora do livro " O único caminho" disse tudo sobre o tratamento, os problemas com a mudança no corpo, mas na maior tranquilidade, sabedoria, bom humor e compreensão. Deu um belo exemplo e testemunho, especialmente às pessoas que reclamam de tudo, de qualquer coisa, esquecendo que na vida o principal é ter saúde. O resto vem com o tempo.
Em conversa com o advogado, poeta e editor do blog PASSARELA CULTURAL, Daslan Melo Lima, e com o próprio Josenildo Batista, cheguei a dizer que não iria escrever uma crônica em homenagem a Márcia Menezes depois de ter visto a live, porque não saberia encontrar exatamente as palavras, o mote para escrever diante de tudo que tinha ouvido: sabedoria, inteligência e disposição para lidar com os problemas enfrentados. Pensei em falar apenas sobre o seu reinado da mais bela sergipana de 1980. Depois surgiu a ideia de iniciar destacando sua verve de escritora. Fiquei perdido sem encontrar o mote. Até porque foram muitos os exemplos de fé e coragem, especialmente ao se referir a Nossa Senhora de Fátima com tamanha devoção. Acredito como ela que, realmente, a fé remove montanhas. Foi isso que Márcia Menezes, uma Miss Brasileira Forever, demonstrou desde o início até o fim da live.
Felizes os que tiveram o privilégio de conviver com ela ou ainda convivem, porque a sensação que tive foi como se todos nós - missólogos, misses e amigos - estivéssemos gravitando como satélites em torno de uma estrela solar ou de um planeta habitável, recebendo todas as energias para que possamos sobreviver a qualquer mal. Até porque, como ela nos ensina, "pensar positivo e ter fé é a receita ideal para quem enfrenta uma doença como o câncer".
Sua live foi inspiradora, cheia de verdades; uma declaração de amor e coragem à vida; determinação em toda sua plenitude. Que muitos caranguejos e goles de cerveja a esperem para serem degustados à beira mar, no embalo das águas mornas e marrons da sua amada Atalaia.
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Grato, Márcia Menezes, eterna Miss Sergipe 1980, sua história cativou meu coração.
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PASSARELA CULTURAL - Edição de 03.06.2021 - Link para visualizar todas as edições selecionadas do blog: www.passarelacultural.blogspot.com
Daslan Melo Lima
Ele completou 54 anos de idade no dia 23 de março, produziu por muitos anos o concurso Miss Pernambuco e partiu às 21 horas de ontem, domingo, 23 de maio, vítima de complicações do Coronavírus.
Não consigo esquecer o grande amor que Miguel Braga, filho único, tinha por dona Almerinda Gomes Braga, 82 anos, sua mãe.
O focalizado deste domingo é o
promoter e coordenador do concurso de Miss Pernambuco, Miguel Braga. Nascido no
Recife enveredou pelos concursos de belezas quando sua amiga de infância Simone
Augusto foi eleita Miss Pernambuco de 1985. Nos anos seguintes colocou uma
candidata ao titulo e acompanhou durante um ano o reinado de Meg Brasileiro,
Miss Pernambuco de 1987.
Em 1989, como assistente de Romildo Alves apresentou a Miss Itamaracá que foi finalista no Miss Pernambuco. Em 1990, ao lado de Romildo Alves, coordenou o Miss Pernambuco e daí em diante se passaram 19 anos de dedicação ao concurso.
Qual a maior invenção do homem
– O telefone, esse pequeno invento que nos permite comunicar com o mundo e resolver nossos problemas de forma prática e objetiva.
Qual a pior invenção do homem
– As armas, pois por conta delas o homem mostra sua pior fase a da violência.
Uma Miss Pernambuco inesquecível
– E muito difícil escolher uma porque todas têm seu encanto e seus momentos inesquecíveis, mas vou arriscar aquela quer foi a minha inspiração para mergulhar neste maravilhoso mundo da beleza, Simone Augusto, Miss Pernambuco 1985.
Uma Miss Brasil inesquecível
– Martha Rocha, Miss Brasil 1954, sem dúvida uma mulher incrível que tive a oportunidade de conviver em vários momentos de sua vida.
Uma Miss Pernambuco que a história guardou
– Como já falei é muito difícil citar apenas uma. Então vou citar por décadas: Sonia Maria Campos (1958), Maria Eunice Mergulhão Maciel (1968), Ângela Agra Galvão (1978), Simone Augusto da Silva (1985), Andresa Maria de Paiva (1994) e Débora Daggy (2001).
Uma Miss Brasil que a história guardou
– Sem medo de errar Ieda Maria Vargas, eleita em 22 de junho Miss Brasil 1963 e em 20 de julho Miss Universo 1963.
Uma Miss Pernambuco que a história vai guardar
– Wilma Gomes, Miss Pernambuco 2007, pelo seu carisma, determinação e dedicação ao certame.
Uma Miss Brasil que a história vai guardar
– Nayla Micherif, Miss Brasil 1997, pelo seu brilhante trabalho à frente da Gaeta na reestruturação do Miss Brasil.
Quem gostaria que pintasse seu retrato
– Silvia Pontual
Com quem gostaria de se esbarrar num concurso de Miss Pernambuco
–Vera Lúcia Fischer, Miss Brasil 1969
Um momento de saudade
– Da época quando podíamos andar pelas ruas sem nos preocupar com a violência urbana que vivemos hoje
A grande dama das artes do Recife
– Geninha da Rosa Borges
Perfume
– Malbec, O Boticário
Jeans
– O que veste bem
Tênis
– Puma
Desodorante
– Rexona / Ebony
Xampu
– Shower Gel Cabelo e Corpo – O Boticário
Um destino turístico
– Fernando de Noronha
Um homem bonito
– Mister Mundo 2003, Gustavo Gianetti
Uma mulher bonita
– Minha Mãe, Almerinda Gomes Braga
Um filme inesquecível
– Sociedade dos Poetas Mortos
Um ator
– Lima Duarte
Uma atriz
– Bibi Ferreira
Hino musical
– Outra Vez (Isolda) de Roberto Carlos
Um cantor
– Roberto Carlos
Uma cantora
– Maria Bethania
Sonho de consumo
– Conhecer o mundo viajando na companhia dos meus melhores amigos
Quem gostaria de levar para uma ilha deserta
– Minha família em uma grande festa
Quem deixaria por lá para sempre
– As pessoas que não respeitam a felicidade dos outros
A palavra mais bonita num concurso de Miss
– Companheirismo
E a mais feia
– Inveja
Restaurante que gosta de ir
– Jardins Bar e Restaurante
Comida preferida
– Galinha de Cabidela feita por minha mãe
Comida que detesta
– Comida muito exótica
O que não pode faltar na sua geladeira
– Sucos e água
Livro de cabeceira
– O Evangelho Segundo o Espiritismo de Allan Kardec
Quem gostaria que escrevesse sua biografia
– O jornalista Fernando Machado
A cidade dos seus sonhos
– Rio de Janeiro
Um (a) poeta
– Carlos Drummond de Andrade
O destino turístico de sua cidade que recomendaria a um turista
– O conjunto arquitetônico do Bairro do Recife Antigo.
Ao longo do dia, amigos e fãs do músico foram às redes sociais prestar condolências e escrever mensagens de luto pela morte do artista.
O sobrinho de Agnaldo, Timotinho, disse ao portal R7 que a cerimônia não estará aberta ao público, mas restrita para alguns familiares. "Infelizmente, devido à situação pandêmica de nosso país, não haverá velório nem sepultamento aberto ao público e a seus fãs. O breve velório e o sepultamento serão restritos apenas a um pequeno número de familiares!”.
O sepultamento acontecerá às 14h15. Em comunicado enviado à imprensa, “a família agradece todo o apoio e profissionalismo da Rede Hospital Casa São Bernardo nessa batalha e a todos que estiveram juntos em orações". Os familiares também pedem apoio e otimismo em prol do fim da pandemia e pelos que ainda estão internados. O cantor mineiro, que já havia recebido duas doses da vacina contra a COVID-19, deu entrada no hospital no último dia 17, quando seu quadro começou a se agravar. Os médicos acreditam que Agnaldo Timóteo tenha contraído a COVID-19 entre a primeira e a segunda dose da vacina, já que o artista havia tomado o reforço na segunda-feira, 15.
Nascido em Caratinga, em 16 de outubro de 1936, ainda garoto Agnaldo se exibia na rádio da cidade natal. Aos 16 anos, ele se mudou para Governador Valadares, foi torneiro mecânico e trabalhou em retíficas em Belo Horizonte. Nos anos 1960, trocou Minas pelo Rio de Janeiro e se tornou motorista de Ângela Maria. Fã da estrela, o rapaz não se cansava de ouvir “Adeus, querido”, sucesso da diva. A conselho dela, instalou-se na Cidade Maravilhosa.
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Betty Lago