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SEJA BEM-VINDO ! SEJA BEM-VINDA! VOCÊ ESTÁ NO BLOG PASSARELA CULTURAL, a sua revista on-line semanal, fundada em 02/07/2004. ***** Esta é a edição nº 702, referente ao período de 13 a 19 de janeiro de 2019. ***** Editor: Daslan Melo Lima - Timbaúba, Pernambuco, Brasil. ***** Contatos : (81) 9-9612.0904 (Tim / WhatsApp). E-mail: daslan@terra.com.br

terça-feira, 15 de janeiro de 2019

Reflections Of My Life

    


               No final dos anos 60, Reflections Of My Life encantou o mundo. A música foi composta por Dean Ford, nome artístico de Thomas McAleese, vocalista da banda escocesa Marmalade, e seu colega Junior Campbell

A mudança do sol para o luar
Reflexões da minha vida, oh, como elas enchem meus olhos
As saudações de pessoas com problemas
Reflexões da minha vida, oh, como elas enchem minha mente

Todas as minhas tristezas, tristes amanhãs
Levam-me de volta para minha casa
Todos os meus choros (todos os meus choros)
Sinto que estou morrendo, morrendo
Levam-me de volta para minha casa (oh, eu vou para casa)

Eu estou mudando, arranjando, eu estou mudando
Eu estou mudando, ah, tudo a minha volta
O mundo é um lugar mau, um lugar mau
Um terrível lugar para se viver, oh, mas eu não quero morrer

      Dean Ford (o primeiro na foto, em pé, da esquerda para a direita) fez a Grande Viagem. Ele partiu no apagar das luzes de 2018, aos 72 anos de idade, devido a complicações do Mal de Parkinson. 
       O mundo é um lugar totalmente mau? Não, todavia a Terra é um planeta conturbado, palco de provas e expiações, mas ninguém deseja morrer.
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 – Daslan Melo Lima, em Timbaúba, Pernambuco, enquanto chove lá fora, ouvindo https://www.youtube.com/watch?v=xTeI65yrhGw

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DE TIMBAÚBA PARA O MUNDO - Tulio Feliciano e o samba


>>>>> Filho do poeta João Feliciano e de Alga Marina, Tulio nasceu em Timbaúba em 28/02/1947, e tornou-se um dos profissionais mais requisitados pelos sambistas.


          Nascido em Timbaúba, passou a infância no Recife da década de 1950, e, no início dos anos 1970, circulou pela Europa. Na família de Tulio, todo mundo tinha que estudar música. Fazia parte da formação intelectual, como aprender português ou alguma língua estrangeira.  
         Em pleno verão carioca de 1978, arranjou um bico de fotógrafo, uma das tantas atividades que fazia para se manter. Após uma bem-sucedida temporada com Dominguinhos no Projeto Seis e Meia, Nara Leão resolveu estender a parceria, lançando um novo espetáculo. Logo, Tulio estava dirigindo o MPB 4 e o Quarteto em Cy no espetáculo Cobra de Vidro, mais um campeão de bilheteria. Artistas como Elizeth Cardoso, Marlene, Cauby Peixoto e Emílio Santiago foram ajudando a encorpar seu currículo. Mas o grande salto para transformá-lo em referência do samba veio com um show em homenagem a Silas de Oliveira, autor de “Os cinco bailes da história do Rio.” No palco, juntou Dona Ivone Lara e o recém-estourado Fundo de Quintal para contar "Os cinco bailes da história de Silas", o que o levou a figurar em todas as listas de melhores do ano.
          Mas, apesar de estar sempre cercado de nomes estrelados, Tulio nunca se deixou enfeitiçar pelo glamour. “Trabalhar com arte é muito bom, mas cansa, causa estresse.” Há cerca de dois anos, sofreu uma depressão profunda e foi aconselhado pelos médicos a tirar um período sabático. “Eu não estava gostando de nada do que fazia, não sentia entusiasmo”, revela. Foi quando seus irmãos sugeriram que voltasse para o Recife.
          Livre da depressão, Tulio segue sua vida dividido entre o Recife e o Rio de Janeiro. “Aqui, o dia dura muito, consigo fazer um monte de coisas. No Rio, eu acordo e já é de noite”, brinca. Claro que a ligação estreita com o samba, vez por outra, acaba provocando cobranças dos conterrâneos. “Não precisam nem se preocupar. O frevo, para mim, é uma coisa celestial. Está acima de tudo. Vassourinhas, Fogão, Madeira que cupim não rói, tudo isso faz parte do meu repertório sentimental”, avisa.
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Por Cleodon Coelho, jornalista e produtor da TV Globo. Matéria condensada da revista CONTINENTE, outubro/2017. Foto: Léo Caldas. Agradecimentos: Ana Carolina França, sobrinha de Tulio Feliciano.
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Destaque da página de História da revista TIMBAÚBA EM FOCO, dezembro/2018.
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SESSÃO NOSTALGIA - Vânia Beatriz Diniz Gotlib, Miss Minas Gerais 1959, uma tarde de sol para recordar

Daslan Melo Lima


             Naquela tarde ensolarada de março de 1960, a Granja das Margaridas,  nos arredores de Barbacena, a duas horas de Belo Horizonte, foi o cenário perfeito para José Nicolau fotografar Vânia Beatriz Diniz Gotlib, Miss Minas Gerais, quinta colocada no Miss Brasil 1959. As imagens foram publicadas na revista A Cigarra, edição de abril de 1960. 

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Vânia Beatriz Gotlib, natural de Pirapora, Minas Gerais, quinta colocada e Miss Simpatia do Miss Brasil 1959.
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Vânia Beatriz Gotlib (na extrema direita) e suas amigas Maria da Glória e Maria Lúcia.
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Vânia Beatriz Gotlib (à esquerda) e suas amigas sob as árvores frondosas da mansão que pertenceu a Virgílio Alvim de Melo Franco (1897-1948), político e jornalista. 
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Na Granja das Margaridas estava sendo construído o Country Club da Mantiqueira, próximo à BR-040, na época conhecida por BR-3. 
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         Por onde anda você, Vânia Beatriz Gotlib? A saudade de um tempo que se foi responde: em algum lugar deste imenso país tropical e também nas recordações de um poeta sonhador.

As finalistas do Miss Brasil 1959 - Da esquerda para a direita: Terezinha Rodrigues, Miss São Paulo, quarto lugar; Dione Brito de Oliveira, Miss Pernambuco, segundo; Vera Regina Ribeiro, Miss Distrito Federal, eleita Miss Brasil; Maria Euthymia Manso Dias, Miss Bahia, terceira colocada; e Vânia Beatriz Diniz Gotlib, Miss Minas Gerais, quinto lugar. ***** Imagem: revista Manchete.

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***** Passarela Cultural ***** Passarela Cultural *****

Aqui termina mais uma edição de PASSARELA CULTURAL. Navegando abaixo, você encontrará  uma seleção das postagens das edições anteriores do blog.  

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“Gosto que me leiam e saibam o que acho das coisas. É uma forma de existir. Trabalho é a melhor maneira de escapar da realidade. “ 
- Paulo Francis  (1930-1997) pseudônimo de Franz Paulo Trannin da Matta Heilborn,  jornalista carioca, escritor, articulista e crítico de teatro, literatura e arte.

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A trajetória de PASSARELA CULTURAL começou em 02/07/2004, com o nome de Timbaconexão, como coluna sociocultural do extinto site de entretenimento Timbafest,  editado por Walfredo Silva (Wal Boy). Em 12/10/2007, Timbaconexão migrou para blog com o nome de PASSARELA CULTURAL, com o apoio de Evandro Silva, editor do missesnapassarela.blogspot.com.br , que me ensinou os primeiros passos de como lidar com o blog. Detalhe: a contagem de visitas a este site só teve início em outubro de 2007.  ***** PASSARELA CULTURAL também tem uma visibilidade impressa através da revista mensal TIMBAÚBA EM FOCO.. ***** Dois carros-chefe do blog são os responsáveis principais por sua popularidade: as secções DE TIMBAÚBA PARA O MUNDO , sobre a cena sociocultural timbaubense, e SESSÃO NOSTALGIA, focalizando os antigos concursos de Misses, uma das minhas paixões. A propósito dessa última, externo  meu reconhecimento a duas personalidades, Dido Borges, que me incentivou a escrever sobre o assunto, e Roberto Macêdo, que transcrevia minhas crônicas para o Miss News.   *****  Grato a todos pela atenção. - Daslan Melo Lima

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domingo, 6 de janeiro de 2019

"A alma de um jogador jamais sai de campo"

        


                Na Ilha do Retiro, no Recife, faço uma pausa para uma foto na frente da escultura de Ademir Menezes (1922-1996), artilheiro da Copa do Mundo de 1950. Ele nasceu na capital pernambucana e iniciou sua carreira no Sport Club do Recife. Jogou depois no Vasco da Gama e no Fluminense, mas fez questão de retornar ao Sport em 1957, a fim de encerrar sua carreira no clube do seu (e do meu) coração. 

Ademir Marques de Menezes, apelidado de "Queixada", na capa da revista Manchete Esportiva, nº 10, 21/01/1956.

          Certa vez, ao comentar no rádio um clássico entre Vasco e Flamengo, realizado no Maracanã, Ademir afirmou que era imparcial em seus comentários, mas que sua alma estava dentro de campo, com o uniforme do Vasco, “pois a alma de um jogador jamais sai de campo”. 
           Na Ilha do Retiro, tenho a impressão que, a qualquer momento, a alma de Ademir Menezes jogará a bola para mim.
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- Daslan Melo Lima

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DE TIMBAÚBA PARA O MUNDO - Jacques Ferreira Lima Filho (1956-2018), um nome que a história vai guardar


>>>>> O drama vivido pelo ex-vereador e família é lembrado nesta página por sua cunhada Gisa Gomes Ferreira Lima 


       Pessoa simples, de um coração sem tamanho, generoso, humilde, um homem de caráter, honesto, amigo e querido por todos. Desconheço quem não gostava dele, até mesmo os seus adversários políticos eram seus amigos. Era o tio mais querido pelos sobrinhos, aquele que entendia a todos com seu jeitinho simples e amigo. Ele era casado com minha irmã e eu com o irmão dele. Os filhos deles são nossos filhos e os nossos são dele. Moramos em uma mesma casa, uma casa cheia de amor, de alegria, de amigos, de zoada, de resenhas... Até que isso tudo mudou no dia 6 de agosto, quando recebemos a noticia mais triste de nossas vidas: o resultado do exame que Jacquinho estava com um tumor no pâncreas.
          Desde aquele dia que o nosso terraço, que era só alegria, passou a ser só de tristeza, medo, dúvidas e sofrimento. Foram 25 dias de angústia até chegar o dia da cirurgia, 31 de agosto. As orações e promessas foram muitas. Noites sem dormir, medo, aflição, mas tínhamos muita fé e esperança que ele ficaria curado.
         Começou então a luta. Viagens ao Recife, quimioterapia, soro, sonda para poder se alimentar, lavagem gástricas, entre outros, mas ele sempre muito paciente, calmo como sempre foi, sem reclamar de nada. Os dias iam se passando e não víamos melhora alguma, as irmãs todos os dias iam lá em casa trazendo alguma coisa para o animar e lhe agradar, traziam lanchinhos e comida,  mas ele não comia praticamente nada.
Cada dia mais fraco e perdendo peso foi então que a médica passou a sonda para ele se alimentar melhor. Tudo isso deixava todos muito tristes e apreensivos. Carol e Eduardo todos os dias ao acordar ligavam para mim para saber do tio-pai. 
Em outubro, Jacquinho começou a ficar com a pele amarelada e sentir dores, mas assim mesmo não reclamava de nada, sempre muito educado, como dizia Aline. Todos os dias Edite ia na nossa casa para fazer massagens em Jacquinho. A neta Fernanda e o filho Odilon também faziam. Era uma dedicação total de todos. Joca, sempre muito preocupado, querendo animá-lo, o chamava para dar uma volta de carro, mas ele já muito fraco se negava a ir. Carol já não aguentava ver o tio-pai e padrinho daquele jeito. Ligava para mim sempre chorando. Eduardo sempre pronto a ajudar, ficava com ele nas horas que Céres precisava sair. Ajudava no banho, trazia chá de tudo que era lugar, sempre muito preocupado. Tarcísio era o que mais sentia medo do que podia acontecer, seu semblante era de total preocupação. Lon, vendo o pai daquele jeito passou a ficar mais em casa, fazia muitas massagens nele, fazia sua barba com muito cuidado e carinho. Felipe também estava ali com a mãe toda hora e com ele.
  Os dias foram se passando e o sofrimento e o medo aumentando, a partir dai,  eu  só pedia a Deus que se fosse para continuar assim seria melhor que o levasse. Seria egoísmo nosso querer Jacquinho vivo daquela forma. Tentamos de tudo. Quando no dia 26 de novembro, o médico mandou ele voltar para casa,  entendemos que não tinha mais o que ser feito, só nos restava dar amor, carinho conforto e esperar o dia de Deus. Ele não merecia sofrer, pois era uma pessoa de fácil aceitação em tudo. Com certeza aceitou bem sua passagem e agora está aliviado. Conseguimos ficar quatro meses juntos com ele o tempo todo, o mantivermos em casa longe de um leito frio de um hospital. Ficamos todos unidos. Não faltaram visitas. Aqueles que não foram entendemos que não tinham coragem e queriam ter a lembrança dele vivo, alegre e brincalhão.
Agora eu falo para todos que ele com certeza está nos braços do Pai, junto com seus avós, pais e amigos e tenho certeza que um dia vamos todos nos encontrarmos. Agora só restam as lembranças e eternas saudades. 
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Texto publicado na página de Comportamento da revista TIMBAÚBA EM FOCO, edição 92, dezembro/2018. Exemplares poderão ser encontrados na Banca de Julio Alfredo, centro da cidade. 




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Lembrança da Missa de Sétimo Dia celebrada na Igreja Matriz de Nossa Senhora das Dores. Timbaúba, PE, 05/12/2018.
 
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SIGA FELIZ N0 SEU CAMINHO  

Faz dois anos que ouvi um conselho de um homem político, filho de tradicional família timbaubense, Jacques Ferreira Lima Filho: "Não queira entrar na política-partidária. É uma missão espinhosa. Continue sendo a pessoa que é. Siga feliz no seu caminho." 
Sua imagem, alegre e serena, colocando bebida em meu copo durante uma festa, é a lembrança que guardarei do homem bom e sábio que partiu para a Grande Viagem antes do Natal chegar. 
Jacques, siga feliz no seu caminho, eis tudo o que lhe desejo. 
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- Daslan Melo Lima

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DE OLHO NO PASSADO - Manchete, nº 563, Ano 10, 02 de fevereiro de 1963

Rhonda Fleming, estrela de Hollywood, veio ao Rio para rodar, ao lado de Rossano Brazzi, o filme "Pão de Açúcar".
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A imprensa francesa ficou alvoroçada quando Sacha Distel declarou que a desconhecida Maísa era uma cantora extraordinária. 
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A Editora do Autor, em comemoração ao seu segundo aniversário, apresentava estes cinco lançamentos. 
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O cearense Francisco Aragão de Melo, zelador de um edifício de apartamentos em Botafogo, Rio de Janeiro, evitou uma tragedia ao impedir que uma grande pilha de madeira compensada caísse sobre um grupo de treze crianças.  

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SESSÃO NOSTALGIA - O alegre roteiro de Ângela Vasconcelos, Miss Brasil 1964

Daslan Melo Lima


         A chegada de Ângela Vasconcelos, Miss Paraná, em Curitiba, apos ter sido eleita Miss Brasil 1964, foi um acontecimento marcante. Em quatro páginas, a revista Manchete (nº 640, Ano 12, 25/07/1964) contou como foi, através de reportagem de José Rodolpho Câmara e Clóvis Scarpino, com fotos de Nelson Santos.   


Jamais se ouviu no mundo um coro tão afinado e monumental: milhares de pessoas postadas ao longo de um percurso de dezesseis quilômetros (do aeroporto à cidade de Curitiba), repetiam: "O bi é nosso!" O bi é nosso!" Foi com esta otimista previsão que a população da capital paranaense aclamou, dias atrás, sua miss vitoriosa. Recebida por seus colegas de escola, que lhe entregaram imenso buquê de flores, Ângela cumpriu a primeira parte do seu roteiro num carro conversível. Mas, ao chegar ao centro de Curitiba, subiu num carro do Corpo de Bombeiros, onde agradeceu aos aplausos de compacta multidão. Após três horas de ruidoso desfile, Miss Brasil conseguiu chegar à sede do Circulo Militar, clube que a elegera Miss Paraná. 
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Detalhe: "O bi é nosso!" O bi é nosso!" Ieda Maria Vargas, Miss Rio Grande do Sul, Miss Brasil do ano anterior, tinha conquistado o título de Miss Universo 1963. Os paranaenses sonhavam com a possibilidade de Ângela Vasconcelos repetir em Miami Beach o mesmo sucesso da gaúcha.  
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Na janela do Círculo Militar, Miss Brasil assinou autógrafos sobre a capa do último número de Manchete.

Quando Ângela partiu do Rio, declarou que ia ao Paraná para repousar, "antes de enfrentar a maratona de Miami". Mas, em Curitiba, Miss Brasil não teve um minuto de descanso. No dia da sua chegada, após o desfile da vitória, recebeu cumprimentos dos admiradores no Círculo Militar e ficou com a mão doendo de tanto assinar autógrafos. Em seguida, concedeu entrevista na televisão. Sábado à tarde, atendeu aos amigos  que compareceram à sua casa e, à noite, Ângela foi homenageada com um baile de gala, no Círculo. O governador Nei Braga vai oferecer-lhe esta semana um banquete e um presente (guardado em segredo).  
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À chegada, no aeroporto, Miss Brasil estava com um elegante chapéu. Mas, logo, a multidão começou a reclamar a coroa, com a qual ela desfilou pelas ruas da cidade. Ângela pretendia descansar em casa, mas a imprensa curitibana  ainda não a deixou em paz. 

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         Ângela Teresa Pereira Reis Neto Vasconcelos representou muito bem o Brasil no concurso Miss Universo 1964, realizado em 1º/08/1964, no Miami Beach Auditorium, Miami Beach, Flórida, Estados Unidos. Entre sessenta candidatas, Ângela obteve classificação entre as semifinalistas (Top 15). 
       Culta, educadíssima e elegante, fez um reinado inesquecível, embora depois tenha confessado que não tinha valido a pena ser Miss Brasil. Entre as alegações: ter de dar entrevistas e participar de eventos, quando o que queria era ficar em casa e ler um bom livro.   

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sábado, 29 de dezembro de 2018

FELIZ ANO NOVO COM UMA VELHA BENÇÃO IRLANDESA

            

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               UMA VELHA BENÇÃO IRLANDESA 

          Que a benção da luz seja contigo, a luz exterior e a luz interior. A santa luz do Sol brilhe sobre ti e aqueça teu coração até que ele resplandeça como um grande fogo de turfa, e assim o forasteiro possa vir e nele se aquecer, como também o amigo. A luz brilhe de dentro de teus olhos, como a candeia colocada na janela de uma casa, oferecendo ao peregrino um refúgio à tormenta. 
          E a benção da chuva, a chuva suave e boa, seja contigo. Que ela tombe sobre tua alma para que as pequenas flores todas possam surgir e derramar suavidade na brisa. A benção das grandes chuvas seja contigo, caindo em tua alma para lavá-la bem lavada, e nela deixando muitas poças reluzentes, onde o azul do céu possa brilhar, e às vezes uma estrela. 
          E a benção da terra, a grande terra redonda, seja contigo; sempre tenhas uma saudação amiga aos que passam por ti ao longo dos caminhos. A terra seja macia debaixo de ti quando nela repousares, cansado ao fim do dia, e leve ela descanse sobre ti, quando no fim te deitares debaixo dela. Tão leve ela descanse sobre ti, que a tua alma cedo se liberte de seu peso, livre e leve, no caminho de Deus.
      E agora o Senhor te abençoe, com toda a bondade te abençoe.

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- Tradução de Paulo Mendes Campos (1922-1991), poeta, escritor e jornalista brasileiro nascido em Belo Horizonte, Minas Gerais. Texto publicado na revista Seleções do Reader's Digest, janeiro/1968.

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- Foto: Eu e o meu pé de acácias amarelas, que nesta época do ano oferece ouro a mim e aos que passam na rua. 
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FELIZ 2019 a todos os leitores e leitoras de PASSARELA CULTURAL

                                 

domingo, 23 de dezembro de 2018

Meu Natal milionário


            Após ter comprado um presente de Natal para mim mesmo, a vendedora me disse: "Pode puxar um balão, estourar e descobrir o brinde que você vai ganhar." Feliz da vida, o menino que fui exclamou: "Vou receber um prêmio milionário!" 
       Ela se surpreendeu com o meu entusiasmo e logo depois me entregou o brinde, que nada mais era do que um singelo jarro branco. Adorei o objeto. 



      Quanto vale sentir o gosto de situações assim? Mais do que milhões: o sabor de vivenciar o espirito do Natal. 
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- Daslan Melo Lima, em Timbaúba, Pernambuco, 22/12/2018 

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NATAL TODO DIA 


Gosto desta sensação de que um ciclo está prestes a ser concluído. E de que outro logo mais será iniciado. 
Gosto dos relógios e calendários avisando que o tempo passa. E dos anjos invisíveis diluindo o cinza deste planeta conturbado. 
Gosto destes dias que antecedem o réveillon. E por isso a todo instante me pego cantando aquela música que diz: "Eu tenho certeza que a gente podia / fazer com que fosse Natal todo dia." 
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- Daslan Melo Lima, durante evento beneficente, em Timbaúba, Pernambuco, dezembro/2018.

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ANJO AVESSO

              Em pleno clima de Natal, a ilustração na parede de uma galeria leva minh'alma para um carnaval de anos atrás. Desfile do Galo da Madrugada. Alceu Valença cantando em cima de um trio elétrico.

"Safada era a cara do anjo
Que no quarto noturno pintou 
No meu ouvido falou 
Loucuras de amor
Pegou minha mão e saímos na troca de passos
Um beijo molhado, escandalizado
Que até minha gata se escandalizou
Com um penacho de índio ele me coroou"



             Em plena manhã ensolarada de dezembro, deixo-me fotografar na frente das asas de um anjo invisível e em seguida vou tomar uma cerveja bem gelada cantando o famoso frevo de Alceu Valença. 

"Sou anjo avesso, sou Tupã presente
Guerreiro sempre, galho da semente 
Do algodão, do pau-brasil 
Da serpentina que coloriu
Os olhos do cego, a voz do anão
a vida e o meu coração de leão." 
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 -  Daslan Melo Lima, em Timbaúba, Pernambuco, 21/12/2108 

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                                    A PURA ALEGRIA DE VIAJAR



          A iluminação ao redor leva minha fantasia para as decorações natalinas de New York, Paris, Londres, Gramado e outros destinos turísticos. Conheço todos na minha imaginação, pois desde criança "viajo" muito, principalmente quando é final de ano. 
      "Benditos, mil vezes benditos aqueles carrosséis que ensinaram aos meninos de meu tempo a pura alegria de viajar." 
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- Daslan Melo Lima, na praça do meu bairro, em Timbaúba, Pernambuco, 20/12/2018, declamando silenciosamente versos de Mário Quintana.
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ALEGRIA ÍNTIMA





             Como já faz anos que perdoei Papai Noel pelos presentes que ele nunca me deu, levei o menino que um dia eu fui para conferir a Caravana de Natal Coca-Cola. 

         Tudo estava belo e iluminado, mas me lembrei de uma citação do Papa Bento XVI, que vale a pena recordar e refletir: “Na sociedade consumista de hoje, esta época (de Natal) é, infelizmente, sujeita a um tipo de poluição comercial que ameaça alterar seu verdadeiro espírito, caracterizado pela meditação, pela sobriedade e por uma alegria que não é externa, mas íntima.” 
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- Daslan Melo Lima, a um passo do Natal, na praça principal do meu bairro, em Timbaúba, Pernambuco, 17/12/2018


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