SEJA BEM-VINDO ! SEJA BEM-VINDA! VOCÊ ESTÁ EM PASSARELA CULTURAL, a sua revista on-line semanal, fundada em 02/07/2004. ***** Esta é a edição nº 547, referente ao período de 30 de agosto a 05 de setembro de 2015.***** Editor: Daslan Melo Lima ***** Timbaúba, Pernambuco, Brasil ***** Telefones: (81) 99612.0904 (Tim) e (81) 99277.3630 (Claro) / E-mail: daslan@terra.com.br

sábado, 29 de agosto de 2015

É SETEMBRO OUTRA VEZ

VERTIGINOSAMENTE AZUL. AZUL. - Talvez fosse mais prático colocar um piso azul na minha calçada, mas prefiro cumprir anualmente o ritual de pintá-la de azul. Desta vez, não esperei chegar dezembro para pintar de céu e de mar a entrada do meu lar. Encontrei a forma de saudar a chegada do nono mês do ano ofertando azul à Vida e aos que na minha rua passam, pois adoro a musicalidade da palavra SE-TEM-BRO. Mas quando dezembro chegar repetirei o meu ritual azul, em sintonia com aqueles versos do poeta Carlos Pena Filho. “E perdidos de azul nos contemplamos / e vimos que entre nós nascia um sul / vertiginosamente azul. Azul.” - Daslan Melo Lima.

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REFLEXÃO
Lembre-se: As mãos que ajudam são mais sagradas do que os lábios que rezam.
Madre Teresa de Calcutá (1910-1997), religiosa católica de etnia albanesa, nascida no Império Otomano, capital da atual República da Macedônia, e naturalizada indiana.

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AGENDA

31 de agosto, segunda-feira, Dia do Nutricionista
03 de setembro, quinta-feira, dia do Biólogo
05 de setembro, sábado, Dia da Amazônia


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DE TIMBAÚBA PARA O MUNDO

PRIMAVERA NO CÉU


     Ela se foi docemente como viveu, no dia 15 deste agosto que rima com gosto e desgosto. Deus convocou Rosinete de Vasconcelos Carvalho, 55 anos, para uma nova missão em um dos fantásticos mundos do Pai. Na vida profissional e familiar, teve sabedoria suficiente para ser a figura indispensável na promoção da harmonia. Acima, bem acima dos detalhes que dividem as pessoas, sua voz ecoava para somar afinidades, muitiplicar sorrisos, dividir esperança...
      "Deus nos surpreende sempre, rompe os nossos esquemas, põe em crise os nosos projetos e nos diz: confia em Mim, não tenhas medo, deixa-te surpreender, sai de ti mesmo e segue-me", disse o Papa Francisco.
      Rosinete confiou na convocação de Deus, mas deixou conosco o seu perfume e, antecipadamente, foi promover a primavera no céu.  
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- Crônica de Daslan Melo Lima publicada na revista TIMBAÚBA EM FOCO, agosto/2015.
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Rosinete ao lado de familiares em alguns momentos marcantes da sua vida.
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Rosinete de Vasconcelos Carvalho, timbaubense nascida em 26/02/1960,  tinha Bacharelado em Administração de Empresas, era funcionária aposentada do Banco do Brasil e lutava contra um câncer. Estava radicada no Recife, mas sempre vinha matar as saudades de Timbaúba. Era casada com Edilson Carvalho, o Didi, também bacharel em Administração de Empresas, aposentado do Banco do Brasil, pai dos seus três filhos Elder (médico), Edine (médica) e Ellis (bacharela em Ciências da Computação).  
    
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Poesia, "causos" e bom humor vão dar as mãos através da performance de Marco di Aurélio, na AABB, no dia 19, às 20 horas. ***** Marco di Aurélio, timbaubense de coração, ex-funcionário da agência local do Banco do Brasil, é um dos nomes em evidência da cena cultural paraibana. 

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ANTIGOMOBILISMO
6ª Mostra de Antigomobilismo de Timbaúba, dia 20 de setembro, às 10 horas da manhã.
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SESSÃO NOSTALGIA - Akiko Kojima, Miss Universo 1959, olhos de amêndoas com toque de infância

Daslan Melo Lima




        A capa da revista O Cruzeiro, Ano XXXI, nº 44, de 15/08/1959, trazia na capa o rosto de uma japonesa natural de Kochi, nascida em 29/10/1936. Tratava-se de Akiko Kojima, eleita Miss Universo 1959 em 24/07/1959, em Long Beach, Califórnia, Estados Unidos. "Olhos de amêndoas com toque de infância brincam, felizes, com o sorriso, leve hai-kai que guarda segredos", assim dizia em tom poético uma das legendas da reportagem de quatro páginas "O rosto nº 1 do mundo", com texto de Ubiratan de Lemos e fotos de Indalécio Wanderley.  


Akiko Kojima ainda não se refez daquela noite (a mais bonita de todas para ela) quando a coroa desceu sobre a sua cabeça e recebeu, entre palmas, a faixa de Miss Universo. Ainda lhe soam aos ouvidos as melodias da noite de festa no Municipal Auditorium, com títulos e imagens suaves como "Eu podia dançar a noiite toda" ou "Com uma canção em meu coração". Tudo com cenários de jardim - que Akiko tanto adora - e vasos floridos. Mas, se tudo é agradável para a bonita moça de Tóquio, os entendidos no assunto de "misses" acham que o seu reinado será de todos, até agora, o mais dificil. Akiko só fala mesmo japonês. É uma sucessão de "hai-kais" que a tornam, em matéria de comunicação, distante de seus fãs. Mas se existe isso e mais o fato de terem sido contrariadas um pouco as indicações geométricas de Mr. Trotta, é verdade também que a japonesa tem graça e leveza. Essas prerrogativas do Sol Nascente a tornam muito longe de parecer uma modelo profissional, sua real profissão na capital do Japão. Depois ela deu uma lição de modéstia que a tornou muito simpática aos olhos ianques. As lágrimas, que lhe vieram ao rosto em noite coroada, foram transformadas, no dia seguinte, em sorrisos e gestos pequenos de mímica bonita. Fomos encontrá-la em cenário de piscina de hotel. Ficamos sabendo, então, que Akiko gosta do azul combinado com cor de rosa. Não tem compromissos com Cupido e seus diálogos são entretidos com os jardins de Tóquio entre cerejerias em flor. Seus passos já percorreram outras terras. Viu, de perto,  os cangurus australianos, ouviu as doces canções das Filipinas e conheceu a famosa terra de contrabandistas de novela, a célebre Hong Kong. 
Akiko em quatro sorrisos: leve surpresa, ballet de mãos e os espocar do riso número um de 1959. 
          
Não está, também, de namoro com Hollywood. Apenas uns dois filmes e nunca uma carreira. Prefere o remanso de um lar bem construído, sem amarguras de  Madame Butterfly. Um homem a quem possa amar e a quem prefere obedecer como na tradição do secular Japão. Seus quitutes não fogem ao tradicional em seu país: arroz com chá, eis uma combinação de que Akiko muito gosta. Tem a música como um ritual e faz os seus hai-kais. Ao deitar-se, todas as noites, entoa uma prece pela cartilha budista. Quando lhe pergutamos, com o auxílio de intérprete e alguma míimica, qual a sua paisagem favorita, respondeu: - Uma ilha.
          É a ilha pequenina onde a sua mãe trabalha desde que o sol desponta até que seja substituído pela lua asiática. Trata-se de um buquê verde no Pacífico japonês. Quanto às amizades, Akiko fala de algumas mais íntimas nesse roteiro de Long Beach onde triunfou. Miss Brasil, Burma, Coréia e Estados Unidos figuram nesse capítulo de ternura de Miss Unvierso. Algo de fatalismo - fruto da mentalidade oriental - existe nas opiniões de  Akiko Kojima. É assim que soubemos que ela aceitou a coroa como a vontade dos fados. A moça das cerejeiras foi indicada pelos deuses budistas. Para a pergunta final, escolhemos algo que dissesse um pouco do Brasil. 
          - Você conhece um país muito grande chamado Brasil? 
        Akiko pensou 10 segundos antes de responder. Depois disse: 
     - Brasil? Sim, São Paulo. Velhos amigos de minha família vivem lá. Eu gostaria de conhecer os paulistas. 

Ela fala japonês e o boy, inglês, mas os dois se entendem. Linguagem de miss tem faixa e boniteza para traduzir. E o menino ianque parou para poder conversar.
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          Por onde anda Akiko Kojima, com seus olhos de amêndoas com toque de infância, neste final de tarde de agosto de 2015? Imagino que, após uma refeição de arroz com chá, esteja fazendo uma caminhada num jardim japonês repleto de cerejeiras em flor, feliz, com uma canção em seu coração.

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PAUSAS NA PASSARELA


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Aqui termina mais uma edição de PASSARELA CULTURAL. As secções que se seguem fazem parte da seleção de matérias do blog



MEMÓRIA - A trajetória de PASSARELA CULTURAL começou em 02/07/2004, com o nome de Timbaconexão, como coluna sociocultural do site Timbafest. Posteriormente, em 12/10/2007, Timbaconexão migrou para blog com o nome de PASSARELA CULTURAL, e depois passou a ser, também, a coluna sociocultural de dois veículos impressos de comunicação: jornal CORREIO DE NOTÍCIAS e revista TIMBAÚBA EM FOCO. ***** DIREITOS AUTORAIS - Permitido a transcrição das matérias aqui expostas, no todo ou em parte, desde que citada a fonte. Os artigos assinados são de inteira responsabilidade dos seus autores e podem não corresponder à opinião do editor. O domínio PASSARELA CULTURAL está devidamente registrado. Coopyright by Daslan Melo Lima. ***** ATUALIZAÇÃO - Este blog é atualizado semanalmente, aos sábados. Eventualmente, algumas postagens poderão ser inseridas durante a semana. ***** CRÍTICAS X CONTATOS - Críticas construtivas, elogios, sugestões e colaborações são bem-vindos. E-mail: daslan@terra.com.br; telefones: (81) 99612.0904 (Tim) e (81) 99277.3630 (Claro); formulárioPRO, disponível em uma das secções do lado direito e comentário específico (conta no Google). Você também pode se manifestar através de cliques ao lado dos quadrados dos rodapés de cada postagem. ***** MODERAÇÃO - A legislação brasileira prevê a possibilidade de se responsabilizar o editor pelo conteúdo do blog, inclusive quanto a comentários; portanto, o editor deste blog reserva a si o direito de não publicar dizeres que firam a lei, a ética ou quaisquer outros princípios da boa convivência. Não serão aceitos textos que envolvam calúnia, ofensa, falsidade ideológica, multiplicidade de nomes para um mesmo IP ou invasão de privacidade pessoal/familiar a qualquer pessoa. Comentários sobre assuntos que não são tratados aqui também poderão ser suprimidos, bem como os que indicarem acessos a links. As opiniões dos leitores não representam a opinião do editor de PASSARELA CULTURAL, a responsabilidade é do autor da mensagem. Ninguém deve confundir liberdade de expressão com falta de educação e bom senso. 


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sábado, 22 de agosto de 2015

AINDA NOS RESTA UMA COTA DE ESPERANÇA


COTA DE ESPERANÇA - Uma planta silvestre se espalha sobre um muro singelo feito apenas de varas e arame farpado, ofertando o amarelo da esperança a quem passa. Se todos os muros assim fossem haveria menos cinza e mais poesia na paisagem. Eu queria uma cerca assim protegendo a minha residência. O único perigo seria alguém atacar meu patrimônio imaterial e roubar o resto da minha cota de esperança na construção de um mundo melhor. Sim, ainda nos resta uma cota de esperança.  – Daslan Melo Lima, durante minha caminhada matinal, na zona norte de Timbaúba, Pernambuco, agosto de 2015.

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DE TIMBAÚBA PARA O MUNDO

De repente, como os nossos pais



          Parece que foi ontem que eles eram cuidados pelos pais. O tempo passou rápido e hoje, quatro jovens pais timbaubenses cuidam dos seus filhos.  Nesta página, a vida segue como na canção de Belchor, que o digam Jorge Melo, ao lado do filho Pedro, e Wagner Mendes, com o filho José Wagner

Jorge Melo e Pedro
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Wagner Mendes e José Wagner
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“ Viver é melhor que sonhar / E eu sei que o amor é uma coisa boa / Mas também sei  / Que qualquer canto é menor do que a vida / De qualquer pessoa...”

        Os filhos de ontem repensam.  

“Há perigo na esquina  / ... / Já faz tempo eu vi você na rua /  Cabelo ao vento, gente jovem reunida / Na parede da memória esta lembrança  / É o quadro que dói mais...”
João Victor e Eduarda
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Theo Henrique e Arthur
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Walfredo Silva e Pedro Henrique

         Os homens de hoje abraçam seus filhos, entregam o futuro a Deus e  reinventam a canção no mesmo tom de um tempo que se foi, que o digam João Victor e a filha EduardaTheo Henrique e o filho Arthur; Walfredo Silva e o o fiho Pedro Henrique.

 “Minha dor é perceber / Que apesar de termos feito tudo o que fizemos /Ainda somos os mesmos e vivemos / Ainda somos os mesmos e vivemos / Como os nossos pais.”

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TÚNEL DO TEMPO – O Padre José de Melo Castro Filho, ou simplesmente Padre Castro, pernambucano do Recife, envolveu-se com a paróquia de Nossa Senhora das Dores de 1963 a 1975, de forma irrepreensível. Anos depois, deixou a vida sacerdotal e enveredou pela vida pública, chegando a ocupar a gerência da Secretaria de Trabalho e Ação Social da Prefeitura do Recife. Na velha foto de 1969, marcada pelo tempo, José de Castro continua jovem e padre dando a comunhão a Rosário Dutra Morais (Professora Zarinha) , enquanto Carminha Arruda aguarda a sua vez.  ***** Foto: Cortesia.

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 “Fugi, Guabirus, do esperto mocó! Às suas buscas não escapa um só!”



            O Dicionário Chorográphico, de Sebastião Galvão, escrito entre 1908 e 1927, nomina diversas serras e lugares do interior de Pernambuco que possuem o nome de  “mocós”, sem explicitar o significado da palavra.  Pereira da Costa nos Anais Pernambucanos assinala duas coisas importantes. Primeiro, uma citação antiga nos “Diálogos das Grandezas do Brasil”, que dizia serem esses pequenos roedores “feitos domésticos para combater os grandes ratos, por serem [os mocós] perseguidores deles [os ratos]”. Segundo, que foi esta a inspiração para nomear um jornal redigido pelos praieiros que circulou no Recife na década de 1840, com o título “O Mocó”. Este jornal tinha por epígrafe “Fugi, Guabirus, do esperto mocó! Às suas buscas não escapa um só!”. Os praieiros defendiam entre outras coisas, a nacionalização do comércio com a expulsão dos portugueses que monopolizavam esta atividade e chamavam de "‘guabirus" aos conservadores e partidários dos portugueses, contra quem se rebelaram entre 1847 e 1850. Mocó era, portanto, um pequeno animal, que unido aos seus iguais, não temia enfrentar os guabirus. Epígrafe melhor não poderia haver.
          Em 1847 foi exatamente isso que os habitantes de Mocozinhos, núcleo original da cidade de Timbaúba, fizeram, em um levante contra o fazendeiro português que monopolizava o comércio e a compra do algodão produzido na região, radicado naquelas terras desde meados da década de 1820. Os pequenos proprietários da região encontraram, depois de muito tempo e opressão política, uma fissura no mando que o Guimarães de Timbaúba exercia, levando-os à reação. Esta ocorreu em meio aos protestos que os praieiros conduziram na capital contra o monopólio dos portugueses sobre o comércio. Guimarães foi morto por um tiro, em meio a uma turba, em sua loja de fazendas no final de 1847. Os mocozinhos puseram fim ao que julgavam ser um gigantesco guabiru a roubar-lhes e ameaçar-lhes o cotidiano.
          Pensar no termo 'Mocós' como um nome que remete a uma rebelião popular que põe fim ao mando político de um oligarca e ao controle econômico deste sobre os proprietários e pobres do lugar é algo, sem dúvida, memorável.
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Por Claudio Roberto de Souza, Mestre em História
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QUANDO OUTUBRO VIER
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SESSÃO NOSTALGIA - Em memória de Sylvia Louise Hitchcock, Miss Universo 1967

Daslan Melo Lima

      Década de 1960. Eu estava na primavera da minha vida e o mundo era outro, os valores e os objetivos eram outros. Os anos sessenta mudaram a face do planeta Terra e eu nem me dava conta de que era parte de uma época mágica. Entre tantas coisas que marcaram aquele tempo estão as rainhas inesquecíveis da beleza como Sylvia Louise Hitchcock, Miss Universo 1967, falecida no domingo, 16,  em Lake Wales, Flórida, vítima de câncer, neste agosto que rima com gosto e desgosto.
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A ascenção de Sylvia Hitchcock ao trono da beleza universal e a voz de Kruchev cinco anos depois da queda são os temas internacionais desta semana. Entre o líder soviético derrubado e a maravilhosa garota do Alabama, há apenas uma lição: “Nossas conquistas só são válidas se conseguimos manter o que alcançamos.” Mas a frase não é dele -  é de Bernard Shaw, citado por Getúlio Vargas,  cuja biografia Carlos Heitor Cony continua romanceando neste número.  (Revista Manchete, Ano 15, nº 797, 29/07/1967).

Diante das câmaras de televisão, que transmitiam o resultado do concurso para os Estados Unidos, de costa a costa, Sylvia Louise Hitchcock disse, entre lágrimas: "Acredito na verdade de que ser bonita só traz vantagens." Um pouco tímida, já aos 21 anos a nova Miss Universo vive e trabalha intensamente. Além dos estudos, Sylvia pinta, é ótima escultora e faz parte do grupo de missionárias da Juventude Metodista do Alabama. Para ela, o maior homem do mundo é Pablo Picasso. Ainda não tem planos fixos sobre o casamento, e por ora seu esporte predileto "é jogar futebol com meus irmãos, nos fins de semana."


Miami Beach, Flórida, U.S.A. - 15/07/1967 - Top 5 do Miss Universo 1967. Da esquerda para direita, Jennifer Lynn Lewis, Miss Inglaterra, terceiro lugar; Mariela Pérez Branger, Miss Venezuela, segundo; Sylvia Louise Hitchcock, Miss Estados Unidos, primeira colocada; Ritva Helena Lehto (Miss Finlândia, quarto lugar); e Batia Kabiri, Miss Israel, quinta colocada. ***** Detalhe: Ritva Helena Lehto, Miss Finlândia, que sofria de crises fortes de enxaqueca, cometeu suicídio no dia 09/08/1971, aos 25 anos de idade, nove dias após o seu casamento.
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     Os pais de Sylvia não pertencem à nobreza do Sul. São fazendeiros de galinhas e perus nos arredores de Miami.   Anote que fazendeiro americano tem prestígio social no mesmo níivel de engenheiro, advogado, etc. Quando Sylvia foi eleita Miss USA, dois Estados disputaram a sua posse: a Flórida e o Alabama. No primeiro ela reside, no segundo ela estuda Humanidades, mas Sylvia nasceu mesmo foi em Massachusetts.(Revista O Cruzeiro)
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    Sylvia Louise Hitchcock, que nasceu em Haverhill, Massachusetts, no dia 31/01/1946, era casada desde 1970 com William Carson e tinha dois filhos. Apesar do sobrenome, não era parente do famoso cineasta Alfred Hitchcock (1899-1980), o mestre de filmes de suspense. Neste link, um pouco de sua beleza e simpatia no Miss Universo 1967, https://www.youtube.com/watch?v=YLGjS_6KmjE
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      Outono da minha vida, 2015. O mundo é outro, os valores são outros, os objetivos são outros... A  face do planeta Terra é outra e hoje tenho consciência do quanto foi mágico ter sido parte dos anos sessenta. Entre tantas coisas que marcaram aquele tempo, guardarei para sempre a beleza e a simpatia de Sylvia Louise Hitchcock, eterna Miss Universo 1967, convocada por Deus para cumprir uma nova missão em outra dimensão. Enquanto isso, busco entender os mistérios da vida e da morte, neste agosto que rima com gosto e desgosto.

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sábado, 15 de agosto de 2015

A SOLUÇÃO É SONHAR MAIS

     
Muito já se falou sobre sonhos. E foi "sonhando" que busquei inspiração para a capa desta edição. Coloquei no Goggle a palavra sonho. Entre tantas coisas que surgiram, encontrei a ilustração à esquerda e as citações que se seguem. Como nada acontece em vão, acredito que as mensagens irão ao encontro de dezenas de leitores e leitoras. 
Não há nada como o sonho para criar o futuro. Utopia hoje, carne e osso amanhã. Victor Hugo
Se podemos sonhar, também podemos tornar nossos sonhos realidade. -  Walt Disney
Se sonhar um pouco é perigoso, a solução não é sonhar menos é sonhar mais. - Marcel Proust

       
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DE TIMBAÚBA PARA O MUNDO - Correio de Notícias, edição de agosto/2015

Já está circulando a nova edição do Correio de Notícias. Os exemplares estão à venda na banca de revistas de Júlio Alfredo, centro da cidade. Para ter acesso ao conteúdo geral da publicação, basta um clique neste link http://www.jcnoticias.net/. Caso deseje ir direto às matérias que se seguem, clique nos links correspondentes. 
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http://www.jcnoticias.net/edicao/atual/11.htm
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http://www.jcnoticias.net/edicao/atual/05.htm
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http://www.jcnoticias.net/edicao/atual/18.htm
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http://www.jcnoticias.net/edicao/atual/19.htm
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SESSÃO NOSTALGIA – Oito rainhas da beleza brasileira naquele September Fashion Show

Daslan Melo Lima

     Em setembro de 1966, o Brasil conheceu um evento que marcou época, o September Fashion Show, motivo de oito páginas da revista Manchete, edição nº 755, ano 14, de 08/10/1966.

     Em  cinco dias  consecutivos, o Rio de Janeiro viveu o maior festival de moda já realizado no Brasil. Os números são suficientes para descrever o que foi o September Fashion Show, primeiro espetáculo comercial realizado num hotel, ocupando o teatro, todos os salões e a piscina do Copacabana Palace: em 32 horas de desfiles, nos quais foram apresentadas as criações de 50 firmas expositoras, 90 moças bonitas mostraram 2.500 obras primas da costura brasileira, realizando um movimento de vendas de aproximadamente 10 bilhões de cruzeiros.
      Depois de firmar seu nome como responsável pelos sucessivos  êxitos da Fenit, o paulista Caio Alcântara Machado conseguiu superar-se a si mesmo, nessas grandiosas 32 horas que colocam o Brasil em primeiro plano mundial em promoções do gênero. Nunca, antes, tantas firmas e personalidades se mobilizaram para o sucesso de um único acontecimento.
    As rainhas da beleza brasileira também participaram do superespetáculo da última semana no Copacabana Palace. Em torno da famosa piscina do não menos famoso hotel, a festa da moda prosseguiu numa sucessão de maiôs, túnicas e lingeries. Entre os manequins profissionais, desfilaram também Ieda Vargas, Adalgisa Colombo, Ângela Vasconcelos, Maria Raquel de Andrade, Ana Cristina e Elizabeth Ridzi, Solange Dutra Novelli e Vera Lúcia Couto. Entre as misses, foi então sorteado um automóvel Gordini novinho em folha, que coube a Miss Universo, Ieda Vargas. Ela, aliás, aproveitou a ocasião para apresentar aos admiradores cariocas o jovem José Carlos, seu noivo. Foram os cinco dias mais intensos na história elegante do Rio de Janeiro, iniciando a tradição de uma festa digna da primavera que surge.


          Da esquerda para a direita, Ana Cristina Ridzi (1946-2015), Miss Guanabara, Miss Brasil 1966; Elizabeth Ridzi, irmã gêmea de Ana Cristina, vice-Miss Guanabara 1966; Vera Lúcia Couto dos Santos, Miss Guanabara, vice-Miss Brasil, terceira colocada no Miss Beleza Internacional 1964; Ângela Vasconcelos, Miss Paraná, Miss Brasil, semifinalista no Miss Universo 1964; Ieda Maria Vargas, Miss Rio Grande do Sul, Miss Brasil, Miss Universo 1963; Maria Raquel Helena de Andrade, Miss Guanabara, Miss Brasil, semifinalista no Miss Universo 1965; Adalgisa Colombo (1940-2013), Miss Distrito Federal, Miss Brasil, vice-Miss Universo 1958; e Solange Dutra Novelli, Rainha do IV Centenário do Rio de Janeiro.  
            As misses vestiram túnicas desenhadas por Alceu Penna (1915-1980). 

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Ana Cristina Ridzi, Miss Guanabara, Miss Brasil 1966
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Ieda Maria Vargas, Miss Rio Grande do Sul, Miss Brasil, Miss Universo 1963
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          Quem estava na capa da Manchete que dedicou oito páginas ao September Fashion Show era o cantor Roberto Carlos e a jovem Patrícia Brito e Cunha Engelke (1947-1996), eleita Glamour Girl 1966, concurso promovido pelo jornalista Ibrahim Sued (1924-1955). 

          Escolhida por um júri que tinha como presidentes de honra a senhora Iolanda Costa e Silva e o Governador Negrão de Lima, a senhorita Patrícia de Brito e Cunha Engelke recebeu o título de Glamour Girl de 1966, numa bonita festa realizada no Golden Room do Copacabana Palace, e que constituiu o encerramento de gala do September Fashion Show. Loura de olhos azuis, Patrícia, como prêmio pelo novo titulo, ganhou um automóvel Gordini e uma letra de câmbio da Copeg, que foi doada ao Patronato da Gávea. A festa da Glamour Girl do Rio de Janeiro foi idealizada, em 1944, pela saudosa senhora Lea Affonseca Duvivier, presidente de honra do Patronato da Gávea. 
          A Glamour Girl de 1966, senhorita Patrícia de Brito e Cunha Engelke, é fã de Aldous Huxley, Machado de Assis, Roberto Carlos e os Beatles. Está noiva.
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         Logo mais será setembro de 2015. E assim se passaram quarenta e nove anos. Tento em vão perguntar ao  vento frio pernambucano, que sopra insistente ao meu lado, o porquê desta sensação de que o tempo parece correr tão rápido. Fecho a revista para guardá-la novamente com muito cuidado e carinho. Oito rainhas da beleza brasileira  continuarão na Manchete sorrindo naquele setembro de 1966,  até que a impediosa ação do tempo destrua todas as páginas.

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