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SEJA BEM-VINDO ! SEJA BEM-VINDA! VOCÊ ESTÁ NO BLOG PASSARELA CULTURAL, a sua revista on-line semanal, fundada em 02/07/2004. ***** Esta é a edição nº 706, referente ao período de 17 a 23 de fevereiro de 2019. ***** Editor: Daslan Melo Lima - Timbaúba, Pernambuco, Brasil. ***** Contatos : (81) 9-9612.0904 (Tim / WhatsApp). E-mail: daslan@terra.com.br

domingo, 17 de fevereiro de 2019

Salve Deus. Salve. Salve

  
O automóvel em que me encontro precisa dos serviços de uma borracharia. Há várias no roteiro, inclusive uma com o nome singular de "Salve Deus", sob uma árvore frondosa, onde me sento para relaxar. 
       Na rua movimentada, imediações do Hospital das Clínicas, a denominação da borracharia passa uma mensagem subliminar: "Salve Deus". 
      Imagino a irradiação positiva do nome alcançando e beneficiando os que se dirigem ao hospital em busca de solução para seus males. Basta uma pausa para mentalizar e deixar que ele tome conta do corpo, da mente e da alma. Salve Deus. Salve. Salve. 
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Daslan Melo Lima. Cidade Universitária, Recife, Pernambuco.
17/02/2019
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Além do Sonho

Tenho sempre a impressão que, desde meu tempo de garoto na minha alagoana São José da Laje, até o momento, vivi mais tempo num mundo de sonhos do que no planeta Terra. 
      Levei o menino que um dia eu fui para "Além do Sonho", espaço gourmet de nome encantador para um sonhador. Eu e ele adoramos. Não poderia ser diferente. Já dizia William Shakespeare: "Somos do mesmo material do que se tecem os sonhos, nossa pequena vida está rodeada de sonhos." 
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Daslan Melo Lima, administrando sonhos em Carpina, Pernambuco.
14/02/2019
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Bibi Ferreira, ao Encontro com Deus


A grande dama do teatro brasileiro se foi, enquanto tentamos entender os mistérios de um ano que começou apenas há 44 dias. 
      Ficou seu perfume, através do depoimento profundo que deu um dia: "O que eu gosto muito num palco é que eu estou inatingível. Quando estou num palco ninguém me toca. É um momento só meu. Um momento em que não vou ser interrompida. Estou ali só para dar. O que eu puder dar, eu dou. É o momento da criação. Da comunhão. É muito bonita esta comunhão palco e plateia. É o momento em que, através de vocês, eu me encontro com Deus." 
     A verdadeira Luz estará conduzindo Bibi na Grande Viagem para cumprir outra missão, num dos fantásticos mundos do Pai. Amém. Assim Seja.
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Daslan Melo Lima, em Timbaúba, PE, enquanto chove lá fora.
13/02/2019
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Pela BR-408

Paro à margem de um trecho da rodovia, a fim de admirar as obras de barro dos artesãos de Tracunhaém. A figura de uma águia é a que me desperta mais atenção. 
      Aproximo-me em clima de oração e recito em silêncio um dos meus versículos bíblicos favoritos, aquele do Livro de Isaías, 40:31: "Os jovens se cansam e se fatigam e os moços de exaustos caem, mas os que confiam no Senhor renovam suas forças, voam com asas como águias, correm e não se cansam, caminham e não se fatigam." 
       Deixo o local de alma leve, e renovado prossigo minha viagem pela BR-408. 
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Daslan Melo Lima. Tracunhaém, Pernambuco.
12/02/2019

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DE TIMBAÚBA PARA O MUNDO -

secção em construção 

SESSÃO NOSTALGIA -

secção em construção

***** Passarela Cultural ***** Passarela Cultural *****

Aqui termina a edição nº 706, referente ao período de 17 a 23 de fevereiro de 2019. Navegando abaixo, você encontrará  a seleção das edições anteriores.  

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“Gosto que me leiam e saibam o que acho das coisas. É uma forma de existir. Trabalho é a melhor maneira de escapar da realidade. “ 
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- Paulo Francis  (1930-1997) pseudônimo de Franz Paulo Trannin da Matta Heilborn,  jornalista carioca, escritor, articulista e crítico de teatro, literatura e arte.

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domingo, 10 de fevereiro de 2019

Adeus, meninos do Flamengo

                  

          Enquanto eles dormiam sonhando com vitórias e aplausos, a madrugada da sexta-feira emudeceu seus corpos físicos e suas essências partiram para outros planos. Nossas lágrimas caem, enquanto a gente mergulha nos mistérios insondáveis da vida e da morte. Nosso consolo é imaginar que uma seleção de futebol, incompreensível para nós, precisou deles para outros tipos de jogos, em alguns dos fantásticos mundos do Pai. 


          Adeus, Arthur Vinicius, Athila Paixão, Bernardo Pisetta, Christian Esmério, Gerson Santos, Jorge Eduardo, Pedro Henrique, Rykelmo Viana, Samuel Thomas e Vitor Isaías. Adeus, meninos do Flamengo.
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Daslan Melo Lima
09/02/2019
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O CORAÇÃO ME DIZ ISSO

Simone Darot (Miss França, Top 15 no Miss Universo 1961) e Andrea Giordana. Fotonovela "O Urso Azul". Revista Capricho, Ano XXI, número 332, agosto 1973.

           Colocando ordem em minha biblioteca, encontro uma revista antiga de fotonovela. Permito-me fazer uma pausa para mergulhar na ficção. A trama fala de uma jovem casada, bonita e imatura, cujo filho nasceu com uma lesão cerebral. Meses depois, descobre-se que o problema é reversível e ela amadurece com as lições da adversidade.
          Final feliz com a fala da personagem, ao lado do esposo e filho: "Eu sentia, eu sentia! O coração me dizia isso... Me dizia para esperar, que a felicidade acabaria vindo!" 
            Fecho a revista e lamento não haver mais fotonovelas. Piegas e melosas? Talvez, mas que semeavam sonhos numa geração que desconhecia o celular e lia mais, muito mais. 
          Antes de guardar a revista, detenho-me a olhar para o bebê. O que o destino reservou para ele? Um anjo invisível responde em silêncio: "Felicidade". Eu sinto, eu sinto! O coração me diz isso. 
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Daslan Melo Lima
07/02/2019
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A VINGANÇA DA BOLA



           - "Vamos jogar hoje?" Convida o professor da minha atividade física Treinamento Funcional. Respondo que não, com inveja dos que entendem de futebol e gostam de uma "pelada".
           Um corre, outro salta, um pula, outro cai. Imagino que estão num estádio, com aquele vai e vem, vem e vai... No intervalo, pergunto ao professor: "Quantos deles poderiam ser profissionais?" Ele disfarça o riso e responde: "Nenhum deles!" Imagino que a bola ouviu a resposta e se sente vingada dos chutes que recebeu.
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Daslan Melo Lima
Assistindo ao jogo do Futebol Society da AABB. 
Timbaúba, PE, 07/02/2019
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VOZES DO MAR

Dedico esta crônica à autora da foto, Anuska Prado, Miss Mundo Brasil, terceira colocada no Miss Mundo 1996.

          Diante do sal do mar da Bahia, um festival colorido de algodão-doce enche as bocas de doce e os olhos de poesia. O vendedor que para diante do oceano nem sabe que espalha beleza sob o sol escaldante. 
        O vento sopra os pedidos de crianças, adultos e orixás. Todos querem algodão-doce. O som das ondas é mais forte. O homem jura que as vozes vêm do mar..
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Daslan Melo Lima
03/02/2019



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DE TIMBAÚBA PARA O MUNDO - Banguê, a sempre lembrada tradição que morreu


>>> Condensamos da revista “Informador de Timbaúba”, de 1937, uma matéria de Ivo Leitão Filho sobre os velhos engenhos de cana-de-açúcar.



     Nada mais triste do que a ruína. E são a ruína e a tapera que imperam, hoje, onde outrora dominava o bueiro de muitos dos velhos engenhos de açúcar do Norte.
     Não há dúvida que a injustiça e a incompreensão dos homens passam no julgamento de nossa própria história.
     O banguê é mais merecedor da gratidão e de amparo do poder público. Com uma história que vem de muito longe, ele foi o mais forte esteio de nossa economia em épocas passadas. E enquanto este resto de vida e de luta perdura pelas bagaceiras, resta-nos cá fora, o conforto de que a justiça triunfará no julgamento dessa pequena indústria açucareira que desaparece.
      Olhando o banguê sob o aspecto econômico, escreveu, há pouco, o Sr. Costa Rêgo: “...o Instituto persegue e procura extinguir o engenho de açúcar banguê, atingindo em cheio um produto que é o alimento capital de paupérrimas populações sertanejas.”
      Por mais que fale o sr. Severino Mariz, escreva o sr. Costa Rêgo ou lamente o sr. Morais Filho, já não há lugar para o banguê. O açúcar das usinas é mais alvo, apesar da vida não continuar mais doce.
      Vão desaparecendo assim a beleza e a poesia dos pátios dos engenhos com suas marquesas estendidas nos alpendres para as noitadas de São João e as festas da botada. O banguê é um pedaço bonito da nossa história. Pelo Brasil ele empunhou as duas armas: a da guerra e a do trabalho. E ainda hoje é uma escola do melhor heroísmo.
      E já se faz ouvir invadindo os canaviais, o eco de uma sirene estrangeira, sem beleza e sem poesia, para suprir o gemido nostálgico dos carros-de-bois. 

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DE OLHO NO PASSADO - A história do Bode Cheiroso, "eleito" vereador de Jaboatão dos Guararapes

No final da década de 1950, na cidade de Jaboatão dos Guararapes, em especial no distrito de Cavaleiro, surgiu pelas ruas um bode que pelo forte odor foi apelidado de Bode Cheiroso.
Bode Cheiroso, fama nacional nas páginas da revista O Cruzeiro. ***** À esquerda, na segunda foto, de cima para baixo, o bode  aparece ao lado do professor Benedito da Cunha Melo (1911-1981), poeta reconhecido nacionalmente, autor do Hino de Jaboatão em parceria com a pianista Nina de Oliveira. Benedito da Cunha Melo também é autor do Hino do Padroeiro Santo Amaro, em parceria com o Padre Chromácio Leão (1886-1951).
       O odor do bode era sentido a alguns metros, seu tamanho não tinha igual, mas apesar de tudo o povo do município de Jaboatão tinha um carinho especial pelo animal. 
     Conta a história que a população da cidade de Jaboatão estava indignada com o perfil dos candidatos a vereadores e, em protesto, resolveram votar em massa no Bode Cheiroso. E não deu outra: o Bode Cheiroso foi "eleito" com mais de 500 votos. O bicho não pode assumir o cargo porque foi considerado candidato nulo pelo TRE, Tribunal Regional Eleitoral. Naquela época se votava em cédulas e o povo escreveu "Bode Cheiroso" no lugar que era para colocar o nome do candidato. 

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BODE CHEIROSO 

Música de Elias Soares e M. Fernandes 
Intérprete: Luiz Wanderley  
Gravação da Chantecler - 1960


Olhe como é que pode 
Me diga doutor 
O diabo do bode ser vereador

Foi na eleição de jabotão 
Que o bode cheiroso se candidatou 
Quando foi na hora da apuração 
A maior votação o bode levou 

Veio o promoto falar com cheiroso 
E o bode manhoso estendeu a mão 
Chorou de emoção posou pras revistas 
E deu entrevista na televisão
E deu entrevista na televisão 
E deu entrevista na televisão


Olhe como é que pode 
Me diga doutor 
O diabo do bode ser vereador

No dia da posse houve reboliço 
Fogos de artifícios e no céu estrondou 
O bode chegou nos braços do povo 
De sapato novo, vestido a rigor 
Alguém perguntou, mas como é que pode 
O diabo do bode assim tão manhoso 
Tornar-se famoso, cobrir-se de glória 
É essa a história do bode cheiroso
É essa a história do bode cheiroso 
É essa a história do bode cheiroso
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Para ouvir a música clique:
https://www.youtube.com/watch?v=7DYXoMbLK2A
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PASSARELA CULTURAL recomenda uma visita ao Jaboatão Antigo 

SESSÃO NOSTALGIA – As confissões de Fernando Bandeira Diniz, coordenador dos concursos Miss Pernambuco Latina e Miss Brasil Latina



Na quinta-feira, dia 07, em sua página do Facebook, Fernando Bandeira Diniz, coordenador dos concursos  Miss Pernambuco Latina e Miss Brasil Latina, postou um depoimento sobre sua paixão pelo mundo Miss. Ao ler o texto, vi que ali estava um material muito interessante para a SESSÃO NOSTALGIA. Imediatamente, fiz contato com ele pedindo autorização para transcrever seu texto, no que fui prontamente atendido e autorizado. Agradecido ao Fernando, aqui estão suas  confissões, ilustradas com imagens de algumas misses citadas na matéria.  - Daslan Melo Lima

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   Como se constrói um sonho numa realidade

Fernando Bandeira Diniz

Fernando Bandeira Diniz

         O ano era 1962 ou talvez 1963, não tenho muita certeza, mas eu tinha entre cinco ou seis anos de idade e morava num pequeno apartamento no bairro de Boa Viagem, no Recife, com minha mãe e minha irmã, pois meus pais já eram separados naquela época. No mesmo prédio, morava também a Miss Pernambuco 1958, Sônia Maria Campos, com a mãe dela, salvo engano, Dona Vitória. A Sônia era muito famosa porque havia ficado em segundo lugar  no Miss Brasil e tinha concorrido ao Miss Mundo. Ainda lembro de um troféu enorme que ficava na sala do apartamento dela. A minha irmã, Fernanda, acabou ficando muito amiga de Sônia e até foi madrinha do seu casamento.

Sônia Maria Campos, Miss Pernambuco, vice-Miss Miss Brasil, sétimo lugar no Miss Mundo 1958. ***** Imagens O Cruzeiro e Diario de Pernambuco.
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           Nesse tempo televisão era artigo raro e eu costumava ver desenhos e novelas "pendurado" na varanda de um vizinho. Lembro de sofrer bullying por isso. Os meninos da vizinhança costumavam formar grupinhos e quando eu passava eles gritavam em coro, repetidas vezes: TUA MÃE NÃO TEM TELEVISÃO! Claro que me sentia humilhado, mas sem traumas, rsrsrs.  A minha vingança de menino era quando a Sônia voltava do trabalho (ela trabalhava como recepcionista da Aerolíneas Argentinas, no aeroporto do Recife) pois muitas vezes ela abria os braços para me dar um abraço e chamava: FERNANDINHO! Era a verdadeira glória para mim, rsrsrs, minha vingança, já que todos os garotos idolatravam a Miss, mas ela só falava e abraçava a mim.

As irmãs gêmeas Maria Elizabeth Ridzi (vice-Miss Guanabara 1966) e Ana Cristina Ridzi (Miss Guanabara e Miss Brasil 1966). ***** Revista O Cruzeiro
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      Em 1966 (eu tinha 9 anos) lembro do alvoroço que foi as gêmeas cariocas Ana Cristina e Maria Elizabeth Ridzi no Miss Guanabara e posteriormente Ana Cristina no Miss Brasil. Acho que foi aí que me apaixonei pelos concursos de miss. Em 1967, morando no Rio, vi pela primeira vez o Miss Brasil ao vivo, no Maracanãzinho, aí me apaixonei.

Martha Vasconcellos, Miss Bahia, Miss Brasil e Miss Universo 1968. ***** Revista Fatos & Fotos.
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      Lembro de ter fugido de casa para ir ver a chegada de Martha Vasconcellos no aeroporto do Recife. Deus, era muita gente. Como eu era pequeno (11 anos) me infiltrei por baixo das pessoas e consegui vê-la bem de pertinho. Acho que foi a minha primeira decepção no mundo miss. Sim, ela era bonita, mas talvez pelo ângulo que eu a estava vendo, e pelo penteado que ela estava, os meus olhos só conseguiam focar no seu pescoço, que achei enorme, rsrsrs. Claro que não é essa a visão que tenho dela hoje, pois acho-a lindíssima.

Vera Fischer, Miss Santa Catarina, Miss Brasil, Top 15 no Miss Universo 1969. ***** Revista Manchete.
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      Então veio o ano de 1969. Vera Fischer é eleita Miss Brasil. Claro, também fui esperá-la no Aeroporto do Recife após o Miss Universo e foi quando tomei um susto enorme ao vê-la. Meu Deus! Como podia existir uma mulher tão bonita e perfeita? Eu fiquei apaixonado, encantado com tanta beleza. Não precisa dizer que a partir daí acompanhei ano a ano os concursos de miss e tive várias alegrias assistindo-os. Até cheguei a desenhar e brincar centenas de vezes com as minhas mais de três mil misses desenhadas em meus concursos imaginários "misses de papel ".

       Em 1974, quando estava com 17 anos e era presidente do Grupo Jovem da Igreja de Boa Viagem, acabei convencendo o querido Padre Osvaldo a lançar uma Miss Grupo Jovem de Boa Viagem ao Miss Pernambuco 1974. O "argumento" era dar mais visibilidade ao grupo e dessa forma chamar mais jovens para o grupo. E para escolher a Miss me juntei a alguns jovens do grupo e percorremos por vários dias toda a orla da praia à procura da "Miss Perfeita". Acho que passamos mais de um mês procurando até encontrarmos: uma carioca perdida nas praias pernambucanas, rsrsrs. Pronto! Através de Rita de Cássia Dutra Monteiro (nossa miss) adentrei de verdade no mundo das misses; ia para os jantares, coquetéis, etc. do Miss Pernambuco 1974. Acho que foi aí que o amor pelas misses virou fanatismo (como eu vejo hoje em muitos jovens missólogos). A minha Miss que eu considerava a mais bonita ficou em quinto lugar no Miss Pernambuco daquele ano. Claro, como todo fanático, fiz um escândalo atrás da mesa dos jurados do concurso, rsrsrs. Isso num Ginásio com quase 20 mil pessoas. Fui retirado pelos seguranças do concurso.
       Ainda coloquei representantes de Boa Viagem nos anos de 1975, 1976, 1979 e 1981 no Miss Pernambuco e "minhas misses" sempre finalistas. A partir de 1982, deixei os concursos e acompanhei só pela televisão. 

Natália Araújo, Beleza Pernambuco, vice-Beleza Brasil 2004.
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         Só voltei em 2004, quando abrindo a coluna do João Alberto, do Diário de Pernambuco, vi uma foto enorme de uma candidata ao Miss Pernambuco 2004. Mais uma vez fiquei encantado. Ela era Natália Araújo, representante do município de Paulista. Algo me dizia que ela não ia ganhar o concurso, o que acabou acontecendo. Fiquei indignado. Naquela época fiquei sabendo, através do querido amigo Daniel Zimmermann, de um concurso que estava crescendo mais que todos os demais, era o Beleza Brasilque escolhia as representantes do Brasil para vários concursos internacionais, dos quais o principal era o Miss Terra, nas Filipinas, que também estava em plena ascensão. 

Priscilla Meirelles, Beleza Amazonas, Beleza Brasil e Miss Terra 2004.
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      O Beleza Brasil era brilhantemente administrado pela querida Vanea Rabelo, sem dúvida, a melhor coordenadora de concursos que conheci até hoje. Acabei me tornando coordenador do concurso Beleza Brasil em Pernambuco. Por que? O objetivo era exclusivamente indicar a Natália Araújo como Beleza Pernambuco. Fiz o convite. Ela não aceitou. E agora? Eu já havia assumido o compromisso e o jeito foi organizar o primeiro concurso Beleza Pernambuco no Recife. Abri as inscrições gratuitas, pois se cobrasse alguma coisa nenhuma garota iria se inscrever e, claro, contei com a ajuda de algumas pessoas do meio, como o estilista Ricardo de Castro, que me indicou algumas candidatas. Também contei com a ajuda do jornalista e colunista João Alberto do Diário de Pernambuco e que divulgou o concurso em sua coluna. E claro, o apoio irrestrito de Luiz Welter de Souza. O interessante foi que, quando já estávamos com umas seis candidatas, a Natália Araújo acabou se inscrevendo no concurso, rsrsrs. O juri, composto de ex-misses e missólogos, escolheu exatamente ela como Beleza Pernambuco 2004. No Beleza Brasil 2004, ela conquistou o vice em Belo Horizonte, perdendo para a linda Priscilla Meirelles-Estrada, eleita Miss Terra 2004 nas Filipinas.

Williana Siqueira, Miss Brasil Latina, terceira colocada no Miss América Latina del Mundo 2009.
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       Ainda participei do Beleza Brasil até 2008 quando a Vanea passou o concurso para José Alonso e ele o transformou em Miss Terra Brasil. Eu acabei sendo presenteado pela Vanea com a franquia do Miss América Latina del Mundo, e em 2009 enviamos a nossa primeira candidata, a linda Williana Siqueira, que conquistou o terceiro lugar para o nosso Brasil.

Júlia Guerra, Miss Rio Grande do Sul Latina, Miss Brasil Latina, Miss América Latina del Mundo 2013.
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          De lá pra cá, dez anos de concurso, sempre colocando o nosso Brasil entre as finalistas, e com um título de Miss América Latina del Mundo 2013, a lindíssima Júlia Guerra. O engraçado é que muitos amigos me perguntam por qual motivo ainda faço o concurso, mesmo sem patrocínio, pagando carnê quase o ano inteiro para comprar a passagem da vencedora para o internacional, recebendo muitas vezes críticas e até muitas ingratidões? Acho que se você conseguiu ler esse texto enorme até o fim, com certeza sabe a resposta. Porque não existe nada que valha mais a pena do que a realização de um sonho. Abraço à todos!

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domingo, 3 de fevereiro de 2019

"Um bom vinho é poesia engarrafada"

         

      Vesti uma blusa do bloco Galo da Madrugada, edição 2014, cuja estampa remete à obra de Ariano Suassuna, e fui tomar um vinho na residência de um casal de amigos. Fui beber poesia, em sintonia com o que escreveu o poeta britânico Robert Louis Stevenson: "Um bom vinho é poesia engarrafada".
       Na noite calorenta, embriago-me levemente de poesia e vinho imaginando a presença de Mário Quintana declamando:  "Por mais raro que seja, ou mais antigo, / Só um vinho é deveras excelente: / Aquele que tu bebes calmamente / Com o teu mais velho e silencioso amigo". 
      Encerrando a penúltima noite calorenta de janeiro de 2019, compactuo com Ariano Suassuna: “Tenho duas armas para lutar contra o desespero, a tristeza e até a morte: o riso a cavalo e o galope do sonho. É com isso que enfrento essa dura e fascinante tarefa de viver.” 
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Daslan Melo Lima
Timbaúba, Pernambuco, 30/01/2019


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SIMPLES ASSIM - 

Faz semanas que não coloco ração para os meus gatos no prato de cada um. Gosto de vê-los juntos, saboreando a comida em coletividade, unidos, apesar das diferenças de aparência, idade e comportamento. Relaxo diante da cena e peço a Deus que um dia os humanos possam se comportar deste jeito. Simples assim. 
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Daslan Melo Lima
Timbaúba, PE, 30/01/2019

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BRINCANDO COM OS ANJOS
Para compensar o calor sufocante e o sol escaldante, Deus mandou anjos invisíveis brincar com as nuvens. Equanto espalham beleza sob o céu, voo na minha imaginação para brincar com eles. 
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Daslan Melo Lima
Fotografando o céu de Timbaúba, PE, direto do meu quintal, 25/01/2019


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O DOCE DE UMA LEMBRANÇA DOCE


     
        Houve um tempo em que existiam menos revistas do que hoje, embora as pessoas lessem mais, muito mais. As de maior circulação eram O Cruzeiro e Manchete, preferidas pelos adultos. As crianças e adolescentes liam Historinhas Semanais e os gibis de Pato Donald, Mickey, Bolinha, Luluzinha, Tio Patinhas, Fantasma... A juventude romântica alimentava sonhos, paixões e ilusões com as fotonovelas de Capricho, Grande Hotel e outras. 
        Entro na banca de revistas e encontro dezenas especializadas em diversos assuntos. Quatro delas me interessam mensalmente: Seleções do Reader´s Digest, Joyce Pascowitch, Vida Simples e Timbaúba em Foco. 
        Depois de comprar as minhas preferidas, saio da banca com um chocolate para o menino que um dia eu fui. A beleza da peça antiga de vidro sobre o balcão compensa a saudade das revistas que não existem mais. Pelo menos ficou o doce de uma lembrança doce.
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Daslan Melo Lima
Na banca de revistas de Timbaúba, PE, 02/02/2019

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DE TIMBAÚBA PARA O MUNDO - Biliu, dos campos timbaubenses para a Alemanha


>>>>> O ex-jogador do Santa Cruz fala das suas origens, do apoio da família e das recordações do seu tempo de volante.

        A habilidade de Hercules Cavalcante Lima, timbaubense nascido em 1º/08/1977, filho de Agenor Alves de Lima e Maria José Cavalcante Lima, para com a bola era impressionante. Dos singelos campos dos subúrbios, quando era menino, até atingir visibilidade regional, despertando a atenção de experts, como Raminho Pintor (Lau Veículos) e Roberto Broa, que lhe abriram as portas para o profissionalismo, sua trajetória foi exitosa.
        Na condição de volante, brilhou em vários clubes, a exemplo do Clube Náutico Capibaribe, Estudantes Futebol Clube, Santa Cruz Futebol Clube, Atlético Paranaense, Coritiba, Remo e Matonense. Mas foi com o apelido de “Biliu do Santa Cruz” que conheceu a fama. Afastou-se cedo dos campos. “Dois empresários divergiram sobre valores e condições envolvendo minha carreira, quando eu jogava no Werd Bremen, da Alemanha. Optei voltar para o Brasil em 2003 e levar uma vida normal. ”  

     Pingue-pongue com Biliu
Cor: Preta 
Um motivo de orgulho: Meus filhos. Um deles, Hercules Filho, já jogou nas categorias de bases do Sport Club do Recife  
Um motivo de arrependimento: Nenhum 
Um programa de TV: Globo Repórter 
Uma Copa do Mundo inesquecível: Copa de 1998 
Uma música: “Quando um grande amor se faz” 
O que mais admira numa pessoa: Sinceridade 
O que não suporta em alguém: Falsidade
Clube do coração: São Paulo Futebol Clube 
Um ídolo do futebol: Luiz Carlos do Santa Cruz (período de 1995/1999)
Um técnico: Otacílio Gonçalves (Santa Cruz) 
Santo de devoção: N.S. Aparecida 
Cantor: Roberto Carlos 
Cantora: Paula Fernandes 
Viver é ... “Viver é tudo”
Morrer é... “Partir para outro plano”.

       Ao perguntarmos qual o conselho que daria a um garoto apaixonado por futebol, Biliu não hesitou em responder: “Primeiro do que tudo, o menino tem de ter o apoio dos pais. Isso é fundamental. Eu tive o incentivo da minha família. Depois, foco e determinação para conseguir o sonho de ser um profissional. ”

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Esta matéria é o destaque da página Comportamento da revista TIMBAÚBA EM FOCO, janeiro/2019, edição 93.
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