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SEJA BEM-VINDO ! SEJA BEM-VINDA! VOCÊ ESTÁ EM PASSARELA CULTURAL, a sua revista on-line semanal, fundada em 02/07/2004. ***** Esta é a edição nº 616, referente ao período de 23 a 29 de abril de 2017. ***** Editor: Daslan Melo Lima ***** Timbaúba, Pernambuco, Brasil ***** Telefones: (81) 99612.0904 (Tim) e (81) 99277.3630 (Claro) ***** WhatsApp: +55 81 99612.0904 ***** E-mail: daslan@terra.com.br

sábado, 22 de abril de 2017

Silêncio, voos e água doce

Recentemente, enquanto escutava o silêncio, o Facebook me fez relembrar um momento de reflexão que aconteceu há cinco anos. Peguei um voo para o passado e renovei boas impressões arquivadas em meu coração. Bom seria se todos os voos para o passado tivessem a magia de lavar nossas almas com água doce.
- Daslan Melo Lima
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         No cenário bucólico de um sítio no distrito de Pirauá, Macaparana, PE, diante de uma porteira, lembrei-me dos “não” e dos “sim” que o destino reservou para mim. 
      A porteira aparece como algo que cria obstáculos e ao mesmo tempo oportunidades que irão enriquecer a nossa caminhada. E daí, nasceu a inspiração para este poema. 

APRENDIZ DE PORTEIRAS 

Quando várias portas não estavam abertas, 
um mar inundava minha alma de melancolia,
até que os ventos apontaram oportunidades, 
quando janelas se abriram antes do meio dia.

Calei-me impotente diante de fechados portões,
por incompetência para administrar as emoções.
E hoje - parceiro de portas, janelas e portões - 
sou eterno aprendiz de porteiras, abertas ou não.

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DE TIMBAÚBA PRA O MUNDO

SESSÃO NOSTALGIA - Misses, retratos em branco e preto


Daslan Melo Lima

     Quase meia-noite em Timbaúba, Pernambuco. Pelo Facebook, recebo uma mensagem de Genaro Oliveira Pires, educador baiano. Ele diz que lembrou-se de mim ao encontrar em seu acervo uma foto de Maria Olívia Rebouças Cavalcanti, minha Miss Brasil inesquecível. De repente, sem querer, Genaro deu-me inspiração para produzir a penúltima Sessão Nostalgia de abril, pois revendo outras mensagens suas encontrei fotos de rainhas da beleza em nostálgico branco e preto. 


Marta Rocha, Miss Bahia, Miss Brasil e vice-Miss Universo 1954. O País sentindo-se injustiçado por ela ter perdido o título universal da beleza devido às lendárias duas polegadas a mais nos quadris. 
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Teresinha Morango, Miss Amazonas, Miss Brasil e vice-Miss Universo 1957.
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Gina Macpherson, Miss Guanabara, Miss Brasil e semifinalista no Miss Universo 1960. Acenando para o público ao lado da Rainha da Festa da Uva, no Rio Grande do Sul.

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Maria Olívia Rebouças Cavalcanti, Miss Bahia, Miss Brasil e quinto lugar no Miss Universo 1962. Visitando o Banco da Bahia antes de viajar para Miami Beach.
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Vera Fischer, Miss Santa Catarina, Miss Brasil e semifinalista no Miss Universo 1969. Visitando uma indústria catarinense de abatimentos de bovinos 
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Ana Almeny, Miss Surubim, Miss Pernambuco 1970. Durante uma festa no interior pernambucano. 
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Lúcia Petterle, Miss Guanabara, vice-Miss Brasil e Miss Mundo 1971, em pose de modelo fotográfico.  
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Ana Maria do Rosário Lerner, Miss Alagoas 1972, e seu singelo traje típico. Singelos eram todos os trajes típicos daquele tempo.

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        Quase meia-noite em Timbaúba, Pernambuco. Antes do sono chegar, estou ouvindo "Retrato em branco e preto", uma canção de Tom Jobim (1927-1994) e Chico Buarque de Holanda, esperando sonhar com os antigos e inesquecíveis concursos de misses. 

Já conheço os passos dessa estrada

Sei que não vai dar em nada
Seus segredos sei de cór
Já conheço as pedras do caminho
E sei também que ali sozinho
Eu vou ficar, tanto pior
O que é que eu posso contra o encanto
Desse amor que eu nego tanto
Evito tanto
E que no entanto
Volta sempre a enfeitiçar
Com seus mesmos tristes velhos fatos
Que num álbum de retrato
Eu teimo em colecionar



Lá vou eu de novo como um tolo
Procurar o desconsolo
Que cansei de conhecer
Novos dias tristes, noites claras
Versos, cartas, minha cara
Ainda volto a lhe escrever
Pra lhe dizer que isso é pecado
Eu trago o peito tão marcado
De lembranças do passado
E você sabe a razão
Vou colecionar mais um soneto
Outro retrato em branco e preto
A maltratar meu coração

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Retrato em branco e preto

Pausa para reflexão

"Sinto-me nascido a cada momento / Para a eterna novidade do mundo."
- Alberto Caieiro, heterônimo de Fernando Pessoa (1888-1935), poeta português, no livro Fernando Pessoa - Uma Quase Autobiografia, de José Paulo Cavalcanti filho (Record).

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Aqui termina mais uma edição de PASSARELA CULTURAL. Rolando abaixo, você vai encontrar uma seleção de todas as postagens do blog.

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A trajetória de PASSARELA CULTURAL começou em 02/07/2004, com o nome de Timbaconexão, como coluna sociocultural do extinto site de entretenimento Timbafest,  editado por Walfredo Silva (Wal Boy). Em 12/10/2007, Timbaconexão migrou para blog com o nome de PASSARELA CULTURAL. Detalhe: a contagem de visitas a este site só teve início em outubro de 2007.  
        PASSARELA CULTURAL também tem uma visibilidade impressa através das colunas socioculturais que assino em dois veículos de comunicação da região: jornal CORREIO DE NOTÍCIAS e revista TIMBAÚBA EM FOCO
     Duas secções do blog são responsáveis por sua popularidade:  DE TIMBAÚBA PARA O MUNDO , sobre a cena sociocultural timbaubense, e SESSÃO NOSTALGIA, focalizando os antigos concursos de Misses, uma das minhas paixões. 
       Grato a todos pela atenção. - Daslan Melo Lima

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“Gosto que me leiam e saibam o que acho das coisas. É uma forma de existir. Trabalho é a melhor maneira de escapar da realidade. “ 
- Paulo Francis  (1930-1997) pseudônimo de Franz Paulo Trannin da Matta Heilborn,  jornalista carioca, escritor, articulista e crítico de teatro, literatura e arte.
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sábado, 1 de abril de 2017

Adeus, "Rock and Roll"


Foram mil sentimentos envolvidos nos sete anos em que convivemos. Ele fez muito bem a minh'alma, nas mil vezes em que me perdi e me encontrei tentando decifrar mistérios da vida e da morte. 
"Rock and Roll" partiu na vigésima quinta noite deste março de São José e das águas fechando o verão. 
Morreu enquanto passeava comigo, vítima de colapso cardíaco.
Deixou um vazio ao redor de "Miss Terra", nossa gata, e um pranto silencioso no meu coração. 
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- Daslan Melo Lima

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AGENDA
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DE TIMBAÚBA PARA O MUNDO - A "Princesa Serrana" chega aos 138 anos

Timbaúba, 08 de abril, 138 anos de Emancipação Política.
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 secção em construção
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sábado, 25 de março de 2017

Bom seria, pelo menos no outono da vida



Enquanto medito sobre os mistérios da vida e da morte, diante das pétalas da minha acácia amarela, caídas na madrugada, uma rã pula e se agarra ao muro. "Miss Terra", ao contrário do que faria quando tinha mais agilidade, não agride a rã. 
Clico a imagem emocionado com a atitude da minha gata.
Bom seria se os humanos respeitassem toda forma de vida, pelo menos quando nossa caminhada chega no outono da existência. 
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- Daslan Melo Lima, em Timbaúba, PE, março de São José e das águas de março fechando o verão.

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REFLEXÃO
"Perdoar o vencido é a gloria do vencedor."
- Lope de Vega (1562-1635), escritor espanhol. 
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AGENDA
27 de março, domingo, Dia do Circo
28 de março, segunda-feira, Dia do Diagramador - Dia do Revisor
30 de março, quarta-feira, Dia Mundial da Juventude
31 de março, quinta-feira, Dia da Integração Nacional - Dia da Saúde e Nutrição
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SESSÃO NOSTALGIA – Vera Lúcia Ferreira Maia, Miss Guanabara 1963, uma moça simples e com muitas ideias próprias

Daslan Melo Lima

        Década de 1960, ano de 1963. Durante apenas uma competição, que mobilizou a atenção do País inteiro, foram eleitas as representantes brasileiras para os três concursos internacionais mais famosos do mundo: Miss Universo, Miss Mundo e Miss Beleza Internacional.



TOP 3 DO MISS BRASIL 1963 - Da esquerda para a direita: Vera Lúcia Ferreira Maia, Miss Guanabara, terceiro lugar, semifinalista em Londres no Miss Mundo; Ieda Maria Vargas, Miss Rio Grande do Sul, primeira colocada, eleita Miss Universo em Miami Beach; e Tânia Mara Franco, Miss Paraná, segundo lugar, semifinalista em Long Beach no Miss Beleza Internacional.

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           Da alta classe de Vera Lúcia à derrota de Denise – toda uma história de beleza e de mágoas, assim destacava um suplemento especial sobre Misses na revista Fatos & Fotos naquele inesquecível 1963.  Enquanto Denise Rocha de Almeida, Miss Brasília, não se conformava com o quarto lugar, Vera Lucia Ferreira Maia, filha da cantora Nora Ney (1922-2003), dava um depoimento inteligente.



Vera Lúcia Ferreira Maia, com apenas 19 anos, passou de instrumentadora de cirurgia plástica a representante do Brasil no concurso Miss Mundo, em Londres. A viagem será em novembro e até lá não resta outra alternativa senão preparar-se física e espiritualmente para a grande batalha da beleza. Mas Vera Lúcia Ferreira Mia, embora frequente o Castelinho e adore música popular, tem ideias próprias, e seu próprio “credo” às avessas.
·         - Não creio que o casamento deve ser o primeiro objetivo de uma jovem da minha idade.
·           - Não creio que a juventude brasileira seja irresponsável e vazia.
·        - Não creio que a felicidade deva ser um fim. Ser feliz é estar bem com tudo. E nem tudo sempre é bom.
·         - Não creio em Nelson Rodrigues. Suas tragédias são mais deles do que nossa. Ele é mais personagem que autor.
·      - Não creio que baste a beleza: há o caráter, a personalidade, o charme e a sorte.
·         - Nunca li Kafka nem Sagan, o que falta a esta acumulou-se demais naquele.   
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             As representantes brasileiras para os mais importantes concursos de beleza do planeta já não são mais eleitas em uma única disputa. Já não há mais revistas dando os destaques devidos às nossas rainhas da beleza como os dados por Fatos & Fotos, Manchete, Mundo Ilustrado e O Cruzeiro.  
            E neste panorama nostálgico, em sua residência na capital de São Paulo, uma mulher bonita, bem humorada, com a classe e a inteligência que Deus lhe deu, abre um precioso álbum de recordações, repleto de imagens de um tempo que se foi.

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          E neste panorama nostálgico, em sua residência na capital de São Paulo, uma mulher bonita, bem humorada, com a classe e a inteligência que Deus lhe deu, fecha um precioso álbum de recordações, repleto de imagens de um tempo que se foi, e exclama: “Tenho que lembrar sempre estes momentos. Foram minhas vitórias!” Ela é Vera Lúcia Ferreira Maia, eterna Miss Guanabara 1963, uma mulher simples e com muitas ideias próprias.

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Vale a pena recordar a SESSÃO NOSTALGIA de 16/08/2008, 
"Vera Lúcia Maia, a filha Miss de Nora Ney"



sábado, 18 de março de 2017

Poesia X Sport Club do Recife


Na Ilha do Retiro, o meu Sport Club do Recife classificou-se para as quartas de final da Copa do Brasil, ao vencer o Boa Vista por 1x 0, quarta-feira, 15.
         Dúvida cruel. Ficar absorvido na transmissão do jogo ou caminhar sob a chuva através de um quadro que decora a casa do meu amigo Fabio França?
          Enquanto meu corpo assistia à competição, minh'alma rubro-negra estava na pintura, ao lado de anjos invisíveis, encantada com o cenário.
       Apito final. Fim de jogo. Hora da alma voltar para o corpo. Hora da alma e do corpo continuarem administrando minha missão de poeta.
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- Daslan Melo Lima. Timbaúba, PE, março de São José e das águas fechando o verão.

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REFLEXÃO
"Quem nunca caiu não tem uma ideia justa do esforço que precisa fazer para ficar de pé."
- Multatuli, pseudônimo de Eduard Douwes Dekker, escritor e maçon neerlandês que trabalhou como funcionário nas Índias Orientais Neerlandesas, atual Indonésia.
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DE TIMBAÚBA PARA O MUNDO - Carnaval de Timbaúba, 102 anos de resgate jornalístico

>>>>> O livro oferece uma breve história do carnaval da cidade, conhecida por se destacar com seus grandes blocos e agremiações



No dia 09 do mês passado, o auditório da sede da Sociedade Cultural e Musical 1º de novembro (Banda 1º de Novembro, a popular “Pé de Cará”), foi palco do lançamento do livro “Carnaval de Timbaúba – 102 anos de resgate jornalístico”, escrito por Jefferson Leal e sua mãe Socorro Cavalcanti, fruto de uma pesquisa que durou seis anos.  A obra foi produzida no parque gráfico da CEPE, Companhia Editora de Pernambuco.

Reginaldo Pessoa canta um frevo no palco da 1º de Novembro. Sentado, Jefferson Leal.
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Socorro Cavalcanti.
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     Jefferson Leal, timbaubense, é professor, cirurgião-dentista, Mestre em Perícias Forenses, Especialista em cirurgia buco-maxilo-facial, prestes a concluir o Doutorado. Também é presidente da Funjader, Fundação Jader de Andrade, e do Museu de Timbaúba. Socorro Cavalcanti, nascida em Macaparana, tendo residido em Timbaúba, é professora, advogada e Defensora Pública aposentada do Estado de Pernambuco.  

Os autores concedendo autógrafos.
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       Esse trabalho nos leva à primeira década do século passado trazendo-nos até nossos dias, mostrando como eram e como se portavam as pessoas da cidade de Timbaúba, com referência ao período momesco. São fragmentos carnavalescos adquiridos através de pesquisa realizada nos jornais A Serra, Timbaúba-Chic, Timbaúba Jornal e Jornal Jazz-Band. O período correspondente aos anos 70, 80 e 90 não foi registrado com a mesma qualidade como o que A Serra conseguiu durante seu apogeu, ressaltam os autores na apresentação do livro. E prosseguem:  Mesmo   assim, obtivemos dos anos 80 material relevante no jornal O Grilo, de um grupo de amigos respaldado pelo professor Lusivan Suna, com registros do carnaval bastante diferenciados. Fomos atrás de material de outras fontes, como exemplo no jornal da cidade de Goiana, A Província, de folhetos publicados perla Prefeitura Municipal e até de relatos pessoais para completar nosso resgate. Em 2003, Vital Bertino fundou o Jornal de Timbaúba, cobrindo este período recente, mas escasso de registros escritos, jornal que deixou de ser impresso após seu falecimento em 2012. Neste mesmo período outro entusiasta pela mídia, o Daniel Oliveira, criou o Correio de Mata Norte em 2007, que passou a ser publicado com o nome de Correio de Notícias em abril de 2009, por ter ocorrido a fusão da empresa responsável com outro grupo empresarial. Este mesmo grupo também é responsável pela revista Timbaúba em Foco, que serviu para nossa pesquisa, salientando que ambos veículos editoriais encontram-se em atividade.

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       Alga Marina, viúva do poeta João Feliciano, viajou no túnel do tempo ao revelar no prefácio que a corrente de lembranças a fez retornar ao tempo em que Luiz Marinho, pai do saudoso teatrólogo Luiz Marinho Falcão Filho, devidamente paramentado como rei Momo, abria os festejos no sábado de Zé Pereira.  “Os moradores saiam às calçadas para assistir a passagem, entre outros dos Bois de Carnaval, Caboclinhos, Caboclos de Lança, La Ursa e de blocos como Aconteceu no Oriente, sob o comando de João Castelar, Os Toureiros, As Ciganas Revoltosas, Arco-íris e As Virgens. ”
        Ilustrado com dezenas de fotos, algumas verdadeiras relíquias, o livro é, sem dúvida alguma, um rico documento da história timbaubense. Para quem não compareceu à noite de autógrafos e deseja adquirir um exemplar (quarenta reais), basta enviar um e-mail para    jeffleal@uol.com.br  .   

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