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SEJA BEM-VINDO ! SEJA BEM-VINDA! VOCÊ ESTÁ EM PASSARELA CULTURAL, a sua revista on-line semanal, fundada em 02/07/2004. ***** Esta é a edição nº 673, referente ao período de 17 a 23 de junho de 2018. ***** Editor: Daslan Melo Lima - Timbaúba, Pernambuco, Brasil. ***** Contatos : (81) 9-9612.0904 (Tim e Whatsapp). E-mail: daslan@terra.com.br

sábado, 16 de junho de 2018

Bandeirinhas de São João, maravilhas ao vento


         Sou fascinado por esta época do ano, quando as singelas bandeirinhas de São João decoram as ruas e praças. 
      Caminho lentamente recitando versos de um poeta piauiense, o Mário Faustino (1930-1962): "Maravilha do vento soprando sobre a maravilha / de estar vivo e capaz de sentir / maravilhas no vento." 
      Enquanto bebo um gole de emoções inacabadas, danço um forró imaginário, no ritmo cadenciado das bandeirinhas que dançam com o vento. 


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Daslan Melo Lima 
Praça Prof. José Mendes da Silva, Timbaúba, Pernambuco, 12/06/2018.


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DE OLHO NO PASSADO - O Cruzeiro, Ano XXXII, Nº35, 11/06/1960


Elizabeth Taylor.
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Catástrofe no Chile. Terremotos, maremotos e erupções vulcânicas. Cerca de cinco mil pessoas mortas ou desaparecidas.
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Cinco candidatas ao título de Miss Guanabara 1960. Da esquerda para a direita: Suely Magalhães (Leblon), Clarinda Olimpia Moreira (Orfeão Portugal), Elenita Teixeira Lôbo (Marã), Paula Chianca de Carvalho (Riachuelio), e Elaine Dalla Riva (Faculdade de Filosofia). 
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As garotas de Alceu Penna.
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O Amigo da Onça.
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Sabonete Cashmere Bouquet.


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DE TIMBAÚBA PARA O MUINDO - Quadrilha Junina Serrana Matuta X Santo Antônio em Cruz do Caboclo


Quadrilha Junina Serrana Matuta, de olho no resgate cultural timbaubense

 >>>>>>>   Com mais de 50 componentes, a junina irá participar do   concurso da Rede Globo Nordeste   

        Então, chegou o mês de junho e com ele a tradição de dançar quadrilha, comer delícias típicas, acender fogueiras e celebrar o nascimento de três importantes santos para a Igreja Católica: São João Batista, Santo Antônio e São Pedro. Quem é quadrilheiro espera essa data ansiosamente, é o que acontece com os mais de cinquenta componentes da Quadrilha Junina Serrana Matuta, nome indicado pelo professor e ator Leomir Lima, especialista em Cultura Pernambucana, como forma de homenagear a nossa cidade, a Princesa Serrana.






       A Quadrilha Junina Serrana Matuta foi fundada em 10/01/2017, durante reunião com os representantes das extintas quadrilhas Santa Tereza, Chuva de Estrelas e Chapéu na Roça, de Timbaúba, e a Mexe Brasil, de Caueiras. O objetivo inicial era participar do festival da Rede Globo, além de resgatar jovens e adultos para juntos enaltecerem essa demonstração cultural tão rica e característica de nossa região.
        No ano passado, o sonho foi realizado e a quadrilha participou do concurso da Rede Globo Nordeste com o tema “ A cor”, que contou a história da miscigenação do nosso País com índios, brancos e negros. Entre 56 concorrentes, nossa Junina foi classificada em 19º lugar, uma bela surpresa para todos.
      Atualmente, a quadrilha é dirigida por Nilvan Emanoel (Presidente), Antony Lino (Coreógrafo e Projetista), Poliana Lívia (Tesoureira), Mônica Ribeiro (Mídia) e Josiel Morais (Aderecista e Figurinista). Com o tema “A lenda que te traz de volta”, a quadrilha vai se apresentar no concurso da Rede Globo Nordeste 2018.  

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Em Cruz do Caboclo

Tradição, religiosidade, misticismo e energia positiva marcaram a Festa de Santo Antônio em Cruz do Caboclo, zona rural. timbaubense. 
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Imagens enviadas por Ana Glória.

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SESSÃO NOSTALGIA - Marluci Manvailer, Miss Mundo Brasil 1966


Daslan Melo Lima


        Em 1966, o Estado do Mato Grosso, que seria dividido onze anos depois em Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, foi representado no Miss Brasil por Marluci Manvailer Rocha. Um ano antes, outra mato-grossense, Marilena de Oliveira Lima, a preferida da maioria do público presente ao Maracanãzinho, tinha conquistado o quarto lugar no Miss Brasil 1965. 
      O nome Marluci Manvailer aparecia escrito às vezes como Marluce, Marlucci e Marlucy, e o Manvailer com dois ll. Na transcrição dos textos da revista Manchete, optei digitar a grafia correta, Marluci Manvailer.  
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                          Marluci Manvailer, Vice-Miss Brasil 1966


TOP 8 – As oito finalistas do Miss Brasil 1966. Da esquerda para a direita: Francy Carneiro Nogueira, Miss Ceará, terceiro lugar; Marluci Manvailer Rocha, Miss Mato Grosso, segundo lugar; Virgínia Barbosa de Souza, Miss Minas Gerais, quarto lugar; Clara Eunice Grohmann, Miss Rio Grande do Sul; Ana Cristina Ridzi, Miss Guanabara, primeiro lugar; Gláucia Zimmermann, Miss Santa Catarina; Ana Maria Façanha Gaspar, Miss Rondônia; e Tânia Maria Zattar, Miss São Paulo.
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Manchete, Ano 14, Nº 742, 09/07/1966.
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A imagem da capa da Manchete após tratamento digital.
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TOP 3 Ana Cristina Ridzi, Miss Guanabara, eleita Miss Brasil 1966, ladeada por Marluci Manvailer Rocha, Miss Mato Grosso, segundo lugar, e Francy Carneiro Nogueira, Miss Ceará, terceiro lugar. 

         Ana Cristina Ridzi não se classificou entre as 15 semifinalistas do Miss Universo. Marluci Manvailer foi quarto lugar no Miss Mundo. Caberia à Francy Carneiro Nogueira representar o Brasil no Miss Beleza Internacional, mas em 1966 esse certame não foi realizado, o que só veio a acontecer em abril de 1967, quando a Miss Ceará já tinha renunciado ao título para casar. A coordenação do Miss Brasil convidou então a quarta colocada, Virgínia Barbosa de Souza, Miss Minas Gerais, para disputar o concurso, realizado em Long Beach, onde foi semifinalista (Top 15).
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Terminado o concurso, Marluci e Ana Cristina, de braços dados com Apasra Hongsakula, Miss Universo 1965, deixam o Maracanãzinho. Um grande sonho acaba de ser vivido e as duas belas brasileiras já começam a sonhar ainda mais alto. - Manchete.
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Marluci cresce e aparece


Antes de seguir viagem para Londres, Miss Brasil número 2 andou dourando a pele ao sol de Copacabana.

         Com um biquíni azul – sua cor predileta -, Miss Brasil número 2, Marluci Manvailer, tentará conquistar em Londres, na próxima semana, o título de Miss Mundo 66. Vivendo em Ponta Porã, onde faz o curso de normalista, Marluci ainda conserva as medidas que a colocaram entre as três primeiras, no Maracanãzinho, em junho. Com apenas uma diferença: cresceu um centímetro. Medindo atualmente 1,71m distribuídos por 57 quilos, confessa-se preocupada ante a possibilidade de espichar ainda mais – o que não é nada impossível para quem está com apenas 18 anos de idade.

Miss Brasil tentará conquistar em Londres o título de Miss Mundo 66.


         - "Desejo ser manequim, é bem verdade" – esclarece. – "Sinto-me fascinada por essa profissão. Mas não creio que seja necessário crescer ainda mais. No Brasil, onde a maioria dos homens é de estatura média, a mulher alta se arrisca a não encontrar marido."
         Entretanto, logo em seguida, ela afirma que não faz questão do tipo físico do homem ao qual entregará, algum dia, o seu coração. Basta que seja advogado. (Atenção, pois, bacharéis!)  Outra condição é que more no Rio de Janeiro. Marluci adora Ponta Porã, que fica perto do Paraguai. É descendente de uma índia guarani, e por isso tem afinidade sanguínea com os paraguaios. Mas seu futuro, de modelo profissional, depende de um grande centro como o Rio de Janeiro, no qual tem a vantagem de ser conhecida entre as mais belas. Em Londres, caso venha a ganhar a coroa de Miss Mundo, Marluci terá direito a um ano de viagens e mais cinquenta e seis mil dólares. Dote respeitável mesmo para um advogado apaixonado. - Manchete, Ano 14, Nº 760, 12/11/1966. 
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Marluci Manvailer, quarto lugar no Miss Mundo


Das cinquenta e uma concorrentes ao título de Miss Mundo 1966, realizado em Londres, no dia 17/11/1966, coube a essas alcançarem o Top 5. Da esquerda para a direita, Marluci Manvailer, Miss Brasil, quarta colocada; Efi Fontini Ploumbi, Miss Grécia, terceira; Reita Faria, Miss Índia, primeira; Nikica Marinovic, Miss Iugoslávia, segunda; e Gigliola Carbonara, Miss Itália, quinta colocada.
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A nova passarela de Marluci


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           Nossa Miss em Londres, Marluci Manvailer, voltou ao Brasil com o nariz vermelho de frio e com bons planos para o futuro. O primeiro, “que não posso adiar”, é uma visita a Campo Grande, Mato Grosso, para receber uma homenagem do clube que a elegeu Miss. O segundo, ela não esconde: “Tomei muito gosto pela passarela e sinto que tenho jeito para desfilar. Vou ser manequim profissional no Rio, e os testes, como se vê, já começaram, com modelos da Sabrina Modas. ” - Manchete, Ano 14, Nº 765, 17/12/1966.
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A senhora Marluci Manvailer Esgaib, viúva de Gazi Mohamed Esgaib, auditor do TCE-Tribunal de Contas de Mato Grosso do Sul, falecido em 1º/07/2002, é uma personalidade de grande prestígio da sociedade de Campo Grande, capital de Mato Grosso do Sul.
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Mãe de Vanessa, Fernando Jorge, Patrícia e Marcos Eduardo, seu nome é um ícone da beleza dos Estados de Mato Grosso e Mato Grosso do Sul.   
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"A mulher para a qual o tempo não parece passar", diz o jornalista Fernando Soares, colunista social de Campo Grande, sobre a eterna Miss Mundo Brasil 1966.

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Aqui termina mais uma edição de PASSARELA CULTURAL. Rolando mais abaixo, você vai encontrar a seleção de todas as postagens. 
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sábado, 9 de junho de 2018

A vida é uma passagem. Proibido não sonhar.

        


A VIDA É UMA PASSAGEM

         "A vida é uma passagem e o mundo uma sala de espetáculos. A gente entra, olha e sai", disse Demócrito, filósofo grego. 
         Grato a Deus, diante do dia que se despede na frente da minha casa, embriago-me de crepúsculo vespertino. A ansiedade se dissipa. Basta sonhar que o espetáculo continua, mesmo que eu tenha de sair para outra sala. - 
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- Daslan Melo Lima. Timbaúba, Pernambuco, 06/06/2018.



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PROIBIDO NÃO SONHAR

       Sobre a cerca de um terreno, a vegetação silvestre cresce como se fosse um tapete natural, delicadamente tecido de verde e florzinhas amarelas. Imagino como seria belo um mundo onde os muros fossem assim, impondo limites de propriedade e privacidade sem altura, sem eletricidade e sem câmaras de proteção. 
       Na minha fantasia, troco a placa que recomenda não jogar lixo por outra: "Proibido não sonhar". 
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- Daslan Melo Lima. Timbaúba, Pernambuco, 02/06/2018.

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DE OLHO NO PASSADO - Manchete, Ano 16, Nº 861, 19/10/1968

SABIÁ -  Os compositores Chico Buarque de Holanda e Tom Jobim e a dupla de cantoras Cinara e Cibele, autores e intérpretes da música "Sabiá", vencedoras do II Festival Internacional da Canção. "Vou voltar / Sei que ainda vou voltar / Para o meu lugar / Foi lá e é ainda lá / Que eu hei de ouvir cantar uma sabiá, / Cantar uma sabiá /// Vou voltar / Sei que ainda vou voltar / Vou deitar à sombra de uma palmeira que já não há / Colher a flor que já não dá / E algum amor talvez possa espantar / As noites que eu não queria / E anunciar o dia /// Vou voltar / Sei que ainda vou voltar / Não vai ser em vão / Que fiz tantos planos de me enganar / Como fiz enganos de me encontrar / Como fiz estradas de me perder / Fiz de tudo e nada de te esquecer." ***** Vide: https://www.youtube.com/watch?v=Zhxcu55PRHI&list=RDZhxcu55PRHI
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SARA KUBITSCHEK - Ao lado do marido Juscelino, D. Sara Kubitschek obteve o que mais esperava na adolescência: a felicidade. Hoje, ela sente que cumpriu o seu dever de primeira-dama do Brasil. 
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MAIÔS VALISERE - Propaganda dos maiôs Valisère com cinco misses de 1968. No alto: Anne Marie Braafheid, Miss Curaçao, segundo lugar; e Leena Marketta Brusin, Miss Finlândia, terceiro no Miss Universo. No meio: Dorothy Catherine Anstett, Miss Estados Unidos, quinto lugar; e Peggy Kopp Arenas, Miss Venezuela, quarto no Miss Universo. Embaixo: Ângela Stecca, Miss Minas Gerais, Vice-Miss Brasil, representante do Brasil no Miss Mundo.
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MODA - Coleção primavera-verão da Casa Vogue.
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MODELO - Depois de um ano na Europa, onde trabalhou para Pierre Cardin e Yves Saint-Laurent, a brasileira Luana assinou contrato com uma das principais agências de modelos do Canadá.  
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DE TIMBAÚBA PARA O MUNDO - Célia de Hybernon: “começaria tudo outra vez, se preciso fosse”



>>>>> O namorado viúvo tinha dez filhos, mas o amor falou mais alto e hoje ela conta o que a vida lhe ensinou.  

           A vida de Célia daria um musical no estilo de “A Noviça Rebelde”, filme inesquecível dos anos sessenta, com Julie Andrews no papel principal. Na tela, uma noviça deixa de lado a vida religiosa e casa com um milionário viúvo, pai de sete filhos. Com Maria Célia Cavalcanti de Araújo, a história foi parecida. Muito católica, devota de Mãe Rainha, Célia casou aos 21 anos com Severino Hybernon de Mello Cavalcanti, de São Vicente Férrer, trinta e seis anos mais velho do que ela, pai de dez filhos: Joaquim Francisco, Tereza de Jesus, Emília Lenita, Mariza, Romildo, Tamara, Maria Emília, Marcelo, Marília e Clélia. Embora cinco já fossem casados, outros cinco eram solteiros e a enteada Clélia era uma adolescente de dezesseis anos de idade. A convivência foi muito pacífica. “Meus enteados foram meus grandes amigos”, confessa emocionada. Da sua união com Severino Hybernon, falecido em 1980, nasceram Morgana Célia, Trícia Célia, Severino Hybernon e Juscelino Hybernon. Ainda teve Flávio, falecido antes de completar dois anos. Os frutos da sua união de catorze anos já lhe deram dez netos e dois bisnetos.
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Severino Hybernon de Mello Cavalcanti e Maria Célia Cavalcanti de Araújo
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         Nascida em Limoeiro, PE, em 06/06/1945, Célia veio morar em Timbaúba após o casamento. Quarta filha de uma prole de seis, foi criada com muita disciplina. Extrovertida, gostava de voleibol e estudou nos educandários Regina Coeli, Ginásio de Limoeiro e Escola Santa Maria. Formou-se em Licenciatura Plena em Letras pela Universidade de Pernambuco.
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         Pingue-pongue com Célia de Hybernon

Cantor: Roberto Carlos.
Programa de TV: Sílvio Santos.
Comida: Culinária nordestina
Bebida: Uma caninha. 
Motivo de orgulho: Minhas duas filhas e meus dois filhos
Passatempo: Jogar carteado e dominó com meus familiares e amigos.
Uma música: “Mãe, um pedaço do céu”, na voz de Leonardo Sullivan, e “Sonda-me”. 
Estilo: Roupa preta
Cidade dos seus sonhos: Gramado
Uma paixão: Carnaval.  
Um frevo: “Último Regresso”, de Getúlio Cavalcanti
Viver é... Uma dádiva de Deus
O que a vida lhe ensinou: A amar, perdoar e conviver. Deus é o centro de tudo.

       Célia, que produz com muita habilidade trabalhos em crochê e bordados, ao encerrar nossa entrevista, concluiu: ”Daslan, eu começaria tudo outra vez, se preciso fosse.” A tarde caía às margens do Rio Capibaribe-Mirim. Tive a impressão de ouvir Gonzaguinha ajudando nossa entrevistada a cantar, como na sua canção: “A chama em meu peito / Ainda queima, saiba / Nada foi em vão. ”

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Por Daslan Melo Lima
Página de COMPORTAMENTO da revista TIMBAÚBA EM FOCO, maio/2018, Edição 84
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SESSÃO NOSTALGIA - Um poema para Ana Glitz


Daslan Melo Lima

      Entre os leitores e admiradores desta secção, encontra-se o cabeleireiro cearense Leite Ferrer, fã incondicional de Ana Glitz, Miss Brasil Beleza Internacional 1984, de quem é amigo. Ele me pediu há muito tempo um poema dedicado à sua musa. A inspiração brotou recentemente, enquanto folheava um álbum de recortes, onde encontrei uma matéria sobre a eterna Miss Vasco da Gama, eleita Miss Futebol 1983.

          A trajetória de Ana Glitz nas passarelas começou em 1983, quando foi eleita Miss do Futebol Carioca, representando o Vasco da Gama, seu clube de coração. Em 1984, como Miss do clube que a lançou, foi a segunda colocada no Miss Rio de Janeiro; semifinalista do concurso Garota do Fantástico e representante do Brasil no Miss Beleza Internacional, realizado no Japão, onde se destacou entre as quinze semifinalistas. Em 1985, no carnaval, Ana Glitz recebeu o título de Miss Clube Sírio Libanês e em outubro disputou o Miss Mundo Brasil, onde voltou a brilhar, embora não tenha conseguido um lugar no Top 3.

Revista Placar, 09/12/1983
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Revista First Class, número 2, 1985
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Ana Glitz

Daslan Melo Lima 

De azul foi feito
O domingo que amanhece.
E dele preciso
Antes que minha ilusão grite:
Anoitece!

De sonhos são feitos os teus olhos
Que levaram mil fantasias
Para além dos abrolhos.
Por isso, na passarela da recordação
Guardo o teu nome.

E por um mundo leve e lindo,
Oferto a ti este poema
Que o vento vai construindo.    
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Leite Ferrer
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Ana Glitz, bela e jovial, trinta e quatro anos depois do título de Miss Brasil Beleza Internacional 1984.
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       Missão cumprida, Leite Ferrer.  O poema segue como presente    de aniversário para essa mulher linda que vai celebrar idade nova no dia 21 deste mês. Ana Glitz, um ícone da beleza brasileira, Miss para sempre Miss.


            
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domingo, 3 de junho de 2018

Por apenas dois reais


         Sob o sol escaldante de Santa Cruz, Rio Grande do Norte, um homem ganha a vida na escadaria do Santuário de Santa Rita de Cássia, personificando um cangaceiro. 
          "Coloque sua oferta que a estátua mover-se-á", diz um cartaz aos seus pés. Entrego-lhe uma nota de dois reais. Sua alegria é tanta que me abraça e diz que posso tirar mil fotos. 
          O menino que um dia eu fui faz a selfie em estado de graça, de alma leve, por apenas dois reais.


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 - Daslan Melo Lima
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