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SEJA BEM-VINDO ! SEJA BEM-VINDA! VOCÊ ESTÁ EM PASSARELA CULTURAL, a sua revista on-line semanal, fundada em 02/07/2004. ***** Esta é a edição nº 681, referente ao período de 12 a 18 de agosto de 2018. ***** Editor: Daslan Melo Lima - Timbaúba, Pernambuco, Brasil. ***** Contatos : (81) 9-9612.0904 (Tim e Whatsapp). E-mail: daslan@terra.com.br

sábado, 11 de agosto de 2018

O destino de ser parceiro do mar

      



        Houve uma fase da minha vida em que me apaixonei por uma música gravada pelo Trio Irakitan, “Prisioneiro do Mar”. 


Sou prisioneiro das ondas do mar,
de um desejo infinito de amar e de te acariciar.
Vem, vem na praia, o amor vem buscar, 
quando a luz de uma estrela brilhar. 
Só você hei de amar. 

Vem, nesta noite de amor, 
que as ondas do mar vão teu rosto beijar. 
Vem, vem na praia, o amor vem buscar. 
Vem tirar-me a angústia de ser prisioneiro do mar.

       Enquanto observo o muro, que aceitaria ser vento para navegar no mar, imagino a canção com outro título, “Parceiro do Mar”, cujo último trecho diria “vem brindar comigo o destino de ser parceiro do mar”. 
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Daslan Melo Lima, diante de uma foto feita por minha amiga Josenira Degroot em Riacho Doce, imediações da Praia da Sereia, Maceió, Alagoas. 
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Para ouvir a música: https://www.youtube.com/watch?v=eWOMmBSMQWw


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PELO RESTO DA VIDA



          Em meio à celeuma em torno da descriminalização do aborto, uma declaração da cantora luso-brasileira Carmen Miranda (1909-1955), ecoa do passado para que se faça uma reflexão. 
           Disse ela numa entrevista há mais de 60 anos: "Eu nunca faria outro aborto. Arrependi-me o resto da vida por um que fiz. Acho que Deus me castigou depois, não me deixando completar a gravidez em 1948. Durante anos sonhei com o bebê não nascido e nunca mais pude ter outro filho”. 
          É preciso cautela diante de decisões envolvendo mistérios da vida e da morte, a fim de que, pelo resto da vida, o cinza não faça morada em nossos corações. 
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- Daslan Melo Lima

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DE OLHO NO PASSADO - Manchete, ano 15, nº 792, 24 de junho de 1967

ORIENTE MÉDIO, A GUERRA QUE DUROU CEM HORAS - O General Moshe Dayan , ministro da Defesa de Israel e criador da estratégia que levou à derrota, em menos de cem horas, as forças árabes. 
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PALMEIRAS, CAMPEÃO DO BRASIL - Esta equipe (Djalma Santos, Pérez, Baldochi, Minuca, Dudu Ferrari, em pé; Dario, Servílio, César, Ademir da Guia e Tupãzinho, agachados) foi uma das muitas versões do Palmeiras no "Robertão", o mais revolucionário de todos os campeonatos brasileiros de futebol. A grande figura do quadro e do certame foi Ademir da Guia, filho do legendário Domingos da Guia, um virtuose da pelota, como o pai. Coube também ao Palmeiras eleger o artilheiro-mor, o jovem César, vindo do Flamengo, que se consagrou como o nais novo homem-gol do futebol brasileiro. Na fase final do "Robertão", a remoçada e veloz equipe do Internacional de Porto Alegre ofereceu alguma resistência ao Palmeiras. Num certo instante da disputa, chegou-se a pensar numa decisão sensacional entre os dois quadros. Prevaleu, porém, a indiscutível categoria palmeirense, restando aos gaúchos o consolo do vice-campeonato. 
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Já no primeiro desfile, Sônia mostrou, com muita classe e uma particular suavidade, que era forte candidata ao titulo de Miss Renascença 1967. Após o resultado, a principal concorrente de Sônia, Ione Fernandes, abraça a vencedora. Miss Renascença do ano passado, Elisabete Santos, observa. ***** Reportagem de Carlos Marques. Fotos de Carlos Abrunhosa. ***** Detalhe: Sônia Maria Aguiar ficou em quarto lugar no Miss Guanabara.

AS MEDIDAS DO RENASCENÇA

      Entre as seis candidatas ao título de Miss Renascença, Sônia Maria brilhou desde o começo com muita classe e personalidade. Foi muito difícil, mas afinal o júri se decidiu entre a classe de Sônia Maria Aguiar e a exuberância de Ione Fernandes, escolhendo a Miss Renascença 1967. 
      Os fortes aplausos (havia, no Clube Monte Líbano, até torcidas organizadas) premiaram a beleza suave de uma jovem mulata de  19 anos, amante da pintura e tão sentimental que chorou abertamente ao saber do resultado. Quando Sônia Maria recebeu a faixa das mãos de Elisabete Santos, Miss Renascença do ano passado, os sorrisos de aprovação foram gerais, vindos também da mesa onde se encontravam o governador da Guanabara, Negrão de Lima, e autoridades do corpo diplomático. 
De vestido longo, Ione Fernandes.  Na foto em conjunto, da esquerda  para a direita: Jurema, Sônia, Ione, Vera, Tatiana e Eliane. Todas receberam com simpatia a vitória de Sônia Maria Aguiar, à direita. 

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SESSÃO NOSTALGIA - "Miss Universo 1963", uma música de Teixeirinha para Ieda Maria Vargas


Daslan Melo Lima

        São José da Laje, Alagoas, manhã de dezembro de um tempo que se foi. Da casa de um vizinho, através do som de um rádio, vinha a voz do cantor Teixeirinha cantando uma música que enaltecia Ieda Maria Vargas, Miss Rio Grande do Sul, Miss Brasil, Miss Universo 1963. Ao contrário de "Coração de Luto", uma triste canção de três anos atrás, inspirada na mãe do artista  que havia morrido carbonizada, a música que tocava na residência ao lado era totalmente diferente. A musa tinha sido eleita a moça mais bela do universo, trinta e três anos depois da também gaúcha Yolanda Pereira, Miss Universo 1930.

Vítor Mateus Teixeira (1927-1985), Teixeirinha, o "Rei do Disco", cantor, compositor e ator gaúcho. 
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Miss Universo 1963

Letra e música de Teixeirinha

O Brasil está orgulhoso com a gaúchinha faceira
Num concurso de beleza tornou-se miss brasileira
Ieda Maria Vargas fez vibrar a nação inteira
Depois deu um show de beleza lá pela terra estrangeira.

Ieda Maria Vargas no Brasil estourou a fita
Tem só dezoito anos a mais linda senhorita
Chegou lá no estrangeiro também saiu favorita
Venceu, é Miss Universo, moça mundial mais bonita.

São duas Miss Universo que o nosso Brasil tem
O mundo inteiro já sabe de onde a beleza vem
É do Rio Grande do Sul, não é desfazer ninguém
É que estou orgulhoso por ser gaúcho também.

Com seu traje de gaúcha tornou-se a mais linda flor
Honrando os trajes dos pampas de gaúcho peleador
Alguns gaúchos do asfalto que ao traje não dá valor
Mas viu que a gauchinha honra o traje, sim senhor

Eu sei, não foi só o traje que lhe tornou vencedora,
Com qualquer traje moderno ela era merecedora.
É que a nossa gauchinha na beleza é professora,
No ginásio das mais lindas promovida à diretora

Salve a Miss Universo Ieda Maria Vargas
Quando soube que vencestes, meu revólver deu descargas
Aos teus pais e teus irmãos Deus não dê horas amargas
Ieda honraste o Rio Grande do chapéu de abas largas

Vamos dar um viva para Ieda Maria Vargas, pessoal!



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         Timbaúba, Pernambuco, tarde da última quarta-feira, 08 de dezembro de 2018. Do celular, através do som do WhatsApp, uma mensagem do meu amigo Roberto Macêdo dizia: "Você já viu isso?", acompanhada deste link


       A emoção tomou conta do menino que um dia eu fui quando cliquei no endereço e a música, na voz de Teixeirinha, graças ao milagre da tecnologia, inundou o ambiente: 
"O Brasil está orgulhoso com a gaúchinha faceira / Num concurso de beleza tornou-se miss brasileira / Ieda Maria Vargas fez vibrar a nação inteira / Depois deu um show de beleza lá pela terra estrangeira." 
       Ouvir a canção com imagens de Ieda Maria Vargas, nossa eterna Miss Brasil, Miss Universo 1963, lembrou um sonho de criança. 

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Fotos de Ieda Maria Vargas: reproduções da revista Manchete
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Aqui termina mais uma edição de PASSARELA CULTURAL. Rolando mais abaixo, você vai encontrar a seleção de todas as postagens. 
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segunda-feira, 6 de agosto de 2018

É agosto outra vez


     

     O mês rima com gosto, mas os supersticiosos se benzem à simples menção de agosto, que também rima com desgosto. 
   Não há o que temer. O destino coloca em nossa caminhada, independente do mês, situações amargas e doces, todas elas com um propósito para a nossa evolução espiritual.
     É agosto outra vez. Meu pé de manga-rosa garante que a próxima safra dos seus frutos será generosa. Entrego o oitavo mês do ano nas mãos de Deus e sonho com o doce das minhas mangas-rosa, quando setembro vier.
     É agosto outra vez. Assim Seja! 


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- Daslan Melo Lima

DE OLHO NO PASSADO - Manchete, ano 16, nº 879, 22 de fevereiro de 1969


BAILE DO IATE NAS ÁGUAS DO CARNAVAL - Alegria do carnaval carioca no Baile do Havaí, no Iate Clube. Foto de Antônio Rudge. 
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HELGA, UM ESTOURO DE BILHETERIA - A atriz alemã Ruth Gassmann, protagonista de dois filmes que bateram recordes de bilheteria em todo o  mundo - Helga e Helga e Michel - veio ao Rio de Janeiro fazer a terceira fita da série. Foto de Walter Firmo. 
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FEE, UMA FADA NO CARNAVAL  - Quando ela veio pela primeira vez ao Rio de Janeiro, em 1967, como Miss Alemanha, para desfilar no Maracanãzinho, só sabia uma palavra de português: Pelé. Agora, cheia de saudades do Rio, Free von Zitzewitz voltou para brincar no carnaval. 
      Prima da modelo Veruschka, Fee é filha de um alto oficial do exército alemão. Nascida perto do mar, no norte da Alemanha, e morando atualmente em Munique, ela é muito mais brasileira do que muita gente: usa uma figa da Bahia no pescoço e já comeu camarão à baiana. 
       Fee, que em alemão que dizer fada, não queria de maneira nenhuma ser miss. Quando dizia não, os amigos tentavam convencê-la dizendo que era só por diversão. Mas de diversão ela não viu nada como Miss Alemanha. Só agora de fato está gozando a vida, depois que passou o cetro para outra loura de olhos verdes.  
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IATE, A NOITE DAS HAVAIANAS - A Noite do Havaí deu o tom para o carnaval carioca de 1969: alegria máxima, beleza em esplendor e colorido deslumbrante. Em meio à bela decoração tropical, as mulheres pareciam mais lindas que nunca. Foi uma noite realmente inesquecível. Uma das mulheres mais lindas da festa era Maria da Glória Carvalho, Miss Guanabara, terceiro lugar no Miss Brasil e Miss Beleza Internacional 1968.
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NO TEATRO MUNICIPAL - Para desmentir a crença de que São Paulo não é de carnaval, a prefeitura paulistana gastou 300 mil cruzeiros novos em prêmios e decoração, mas o dinheiro foi bem aproveitado: quatro mil pessoas lotaram o Teatro Municipal num dos bailes mais animados de todos os tempos. Ângela Carmelia Stecca, Miss Minas Gerais, Vice-Miss Brasil e nossa representante no Miss Mundo 1968, era uma das oito misses convidadas para a festa.
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Propaganda das Camisas Torre, confeccioinadas com tecidos de algodão sanforizado e tergal do próprio Cotonifício da Torre S.A., uma empresa pernambucana do bairro da Torre, Recife, com a colaboração da Sudene, BNB e Carin. 
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DE TIMBAÚBA PARA O MUNDO - Irmãs Franciscanas de Maristella da Província de Santa Cruz e Escola Santa Maria, Jubileu dos 80 anos

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Secção ainda em construção
Outros textos e fotos continuam pendentes para postagens
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Santa Maria, Estrela do Mar, Presente! Presente!

>>>>> As Irmãs Franciscanas de Maristella da Província de Santa Cruz celebraram no domingo, 22 de julho, oitenta anos de Missão no Brasil.


        Impossível imaginar que um dos eventos socioculturais mais importantes dos últimos anos na região remeteu ao longínquo ano de 1258, em Augsburg, Alemanha, quando a senhora Canione e suas duas filhas fizeram da residência uma comunidade para servir aos necessitados, a Comunidade da Estrela. Doze anos depois, nascia um convento e cinquenta e sete anos após, a Comunidade da Estrela já era uma grande família franciscana.
      Falando assim, algum leitor ou leitora pode imaginar que toda esta trajetória transcorreu   serena, até aquele abençoado 02 de julho de 1938, quando chegou ao Brasil, mas precisamente ao solo de Timbaúba, o primeiro grupo de Irmãs Franciscanas de Maristella da Província de Santa Cruz, onde as religiosas fundaram o Colégio Santa Maria. A Comunidade da Estrela conheceu tempos difíceis: fome, desespero e o horror de duas guerras mundiais.
         Santa Maria, Santa Maria 
Sempre estarás
Em nosso coração
A nossa constante é te seguir
Maria, Estrela do mar.  

      No amplo espaço do pátio do educandário, ao som do hino da escola, as emoções tomaram conta das centenas de pessoas.  Eu acho até que, em silêncio, ao lerem a oração do mural, todos gritavam:  PRESENTE! “As estrelas brilham alegres, cada uma em seu lugar. Deus as chama e elas respondem: PRESENTE! ”   
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 - Daslan Melo Lima
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Pela 5ª Sinfonia de Beethoven



         Faltei à aula naquele inverno alagoano de São José da Laje. Por isso, deixei de ser fotografado no Grupo Escolar Carlos Lyra, com a farda do curso primário, ao lado de uma pilha de livros e de um globo terrestre. Parte dos meus colegas tinham, e eu não, uma recordação escolar inesquecível.
         No domingo, 22, na festa dos 80 anos da Escola Santa Maria, o menino que um dia eu fui ficou extasiado diante do cenário que evocava a foto escolar que nunca tive. De alma leve, feliz, deixei-me fotografar, certo de que o destino acabava de preencher uma lacuna da minha vida.


     Mas foi no mesmo domingo, diante de um piano, que administrei a frustração de nada saber tocar: flauta, pandeiro, violino, violão... "Sente e tente tocar a 5ª Sinfonia de Beethoven", insistiu uma voz interior.  Obedeci, certo de que não produziria nenhum som pelas minhas mãos, talvez uma crônica amenizando ilusões.
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 - Daslan Melo Lima
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TÚNEL DO TEMPO -  As irmãs Fernandinha e Gisa estudaram na Escola Santa Maria. Viram os filhos e os netos estudarem, e hoje testemunham os bisnetos beberem conhecimentos no mesmo educandário. Diante do velho piano, recordam as aulas dadas pelas professoras Neves, Madre Helmfrieda Loibl e Dulce Rodrigues
     Adriana Brandão Morais Cavalcanti, sobrinha-neta de ambas, confessa“Fiquei emocionada ao ver esse piano, um turbilhão de emoção veio a minha mente. Tinha aula de piano com nossa inesquecível Dona Dulce. Mulher inteligentíssima, sempre impecável, elegantérrima e superexigente. Aprendi muito com ela.” 
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MEMÓRIAS DE SÃO JOSÉ DA LAJE - Às margens do Rio Canhoto

      


       São José da Laje, "Princesa das Fronteiras", a cidadezinha alagoana onde nasci, celebrou aniversário de 132 anos de Emancipação Política no dia 28 de julho. 


            Para minha caminhada de fé e esperança se renovar, basta-me lembrar da Igreja de São José ao lado das águas correndo para o mar. 


        Longe da terra natal, envelheço, mas o menino que fui continua garoto, às margens do Rio Canhoto.
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 - Daslan Melo Lima

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Imagens:
Facebook de Ladorvane Cabral

SESSÃO NOSTALGIA - Maria Olívia Rebouças, Miss Brasil 1962: "Não busquei o sonho; o sonho veio me buscar"

Daslan Melo Lima


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          Minha paixão pelos concursos de misses começou com ela: Maria Olívia Rebouças Cavalcanti, Miss Bahia e Miss Brasil 1962. Recentemente, encontrei na Internet uma matéria sobre Maria Olívia, abaixo reproduzida. Trata-se de uma entrevista postada na revista Kappa Magazine, Ano 1, Edição 14, Nº 14, de 28/02/2011, editada pela Abelhaneda Editora e Serviços de Comunicação Ltda, de Araraquara, São Paulo. 

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PERSONAGEM DA KAPPA
Maria Olívia Cavalcanti Pereira de Cordis

Por Patrícia Piacentini
Fotos Henrique Santos



            Pouca gente sabe, mas a Miss Brasil 1962 mora desde o final da década de 60 em Araraquara. Maria Olívia Cavalcanti Pereira de Cordis, 66 anos, é bastante discreta, por isso, não revela sua história para as pessoas, gosta de ser anônima, preservando o período de glamour apenas em sua rica memória. Apesar do nome de solteira ser Maria Olívia Rebouças Cavalcanti, a Miss Brasil ficou conhecida como Maria Olívia Rebouças. Com um porte de modelo que mantém até hoje, ela conta com carinho como foi que a menina tímida da cidade de Itabuna, sul da Bahia, transformou-se em Miss.
          Segundo ela, tudo aconteceu muito de repente, depois que foi estudar em Salvador. "O professor falou para eu representar a escola em um concurso de estudantes. Era tímida, não sabia andar na passarela, mas ganhei", conta. Na época, Evandro da Costa Lima, que cuidava de fantasias de carnaval, já previa o futuro de Maria Olívia; um dia, apostava ele, ela seria a Miss Brasil.
          Em seguida, Maria Olívia ganhou o Miss Bahia e o concurso Miss Brasil tornou-se uma realidade: "Tinha medo de ir  para o Rio de Janeiro, mas eu assumi que ia entrar e encarei o mundo", conta ela.


          
          "Estava no hotel Copacabana Palace sendo produzida por cabeleireiros, com grandes costureiros por perto. Fazia frio e estava de maiô. Era noite e o Maracanãzinho  fervia", relembra com detalhes. 
          E continua: "Entrei e escutei um aplauso aqui, outro ali, era grandioso", diz, mostrando a capa da revista Cruzeiro da época, que exibe sua foto recebendo a coroa de Miss. Ela também mostrou a faixa de Miss Brasil, além de diversas fotos suas de fotógrafos renomados.
  CARREIRA INTERNACIONAL - Na época, Maria Olívia estava sempre acompanhada por Ruth Pacheco de Oliveira, que era como uma empresária e sabia todos os protocolos que a modelo deveria seguir. Logo em seguida, ela foi para Miami (EUA) representar o Brasil no Miss Universo, concurso em que ficou em 4º lugar, entre 80 moças do mundo inteiro. "Ganhei o prêmio de melhor fantasia", orgulha-se.
          A Miss teve a oportunidade de continuar a carreira nos Estados Unidos, mas seu pai a trouxe de volta. "Quando voltei, tive que acompanhar a vencedora do Miss Universo por todo o Brasil. Era tudo muito sério, tinha glamour, não era vulgar", enfatiza. "Vivia no avião, cada dia em um lugar", completa. Ela também  trabalhou na França, porque tinha um contrato  com a Willys-Renault e participava dos salões de automóvel. "Trabalhei ao lado do  Pelé", revela.
     "Fiquei nessa trajetória durante quatro anos e passei por situações agradáveis e desagradáveis. É muita gente oferecendo dinheiro, tive que me educar. Com o tempo, consegui preservar o meu espaço", destaca.
        CASAMENTO - Ouvindo a história da Miss Brasil, fica difícil entender por que ela veio para Araraquara, ainda mais por ter a família na Bahia. Quem a trouxe para a cidade foi seu marido, que tinha uma fazenda aqui. "Nos conhecemos no Rio de Janeiro. Namoramos seis meses e casamos na Bahia. Casei com quem eu queria", afirma ela. E casamento de Miss chama muita atenção. "Tinha umas mil e poucas pessoas. Meu vestido era deslumbrante", completa.
          Veio para cá, ficou na fazenda e hoje mora na mesma casa para qual se mudou em 1968. Criou sua família em Araraquara: quatro filhos e quatro netos. No começo, conta que estranhou, mas foi participando de grupos e conhecendo as pessoas. "Hoje gosto imensamente de Araraquara".
         Maria Olivia diz que, às vezes, as pessoas desconfiam que já a conhecem e ela se diverte com as situações. E muito hábitos do tempo de Miss ela mantem até hoje, como estar sempre com maquiagem  e cabelo arrumado.
    "Conheci o mundo sendo correta e as coisas para mim devem ser organizadas", destaca ela, que se questiona se hoje os concursos são tão sérios como na sua época. "Eu tive sorte e fui ousada. Não busquei o sonho; o sonho veio me buscar", finaliza.
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Detalhe: Maria Olivia é viúva do advogado e fazendeiro Olavo Almeida Pereira de Cordis. Ao contrario do que diz a reportagem, ela foi a quinta e não a quarta colocada no Miss Universo 1962. Chamava-se Evandro de Castro Lima (1920-1985), o figurinista e carnavalesco baiano que apostava no futuro de Maria Olívia como Miss Brasil. ***** Grato ao Edi Corrêa Leite, ex-coordenador do concurso Miss Sorocaba, que me deu a dica para localizar a matéria da Kappa Magazine na Internet. 
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          "Não busquei o sonho; o sonho veio me buscar", disse Maria Olívia Rebouças Cavalcanti. Não busquei a paixão pelas misses; a paixão veio ao meu encontro  em São José da Laje, a cidadezinha alagoana onde nasci, quando vi minha Tia Soledade absorvida com a leitura da revista O Cruzeiro e quis saber sobre o que lia. 
       O assunto principal era a moça da capa, Maria Olívia Rebouças Cavalcanti, Miss Brasil, posando na escadaria da Igreja do Santíssimo Sacramento do Passo e no Cais dos Saveiros, em Salvador, Bahia.


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Maria Olívia Rebouças Cavalcanti, minha Miss Brasil inesquecível


sábado, 28 de julho de 2018

Em nome das coisas simples


              Quem foi que disse que é necessário gastar muito para dar um presente a um amigo? Quem foi que deixou de vivenciar momentos maravilhosos onde a simplicidade superou o glamour? A disputa eterna entre o Ter e o Ser faz muitas vítimas: pessoas que valorizam as coisas matérias de maneira exacerbada.  
           Fiquei apaixonado por umas pulseiras verdes e amarelas que encontrei num banco de feira. Ideais para usar durante o período da Copa do Mundo.  Preço de cada uma? Apenas R$ 1,50 (um real e cinquenta centavos). Comprei duas para mim e algumas para presentear amigos. Jamais esquecerei o brilho nos olhos de alguns quando receberam o mimo, o olhar brilhando de contentamento e algumas lágrimas tentando cair.
         Vamos ouvir o que têm a dizer três celebridades da literatura sobre o assunto:  
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Khalil Gibran (1883-1931), poeta e filósofo libanês:
“A simplicidade é o último degrau da sabedoria”
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Manoel Bandeira (1886-1968), poeta brasileiro nascido no Recife, Pernambuco:
“Quero a delícia de poder sentir as coisas mais simples”
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Leon Tolstói (1828-1910), escritor russo
“Não há grandeza quando não há simplicidade. ”
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        Em nome da beleza das pequenas coisas, guardei minhas pulseiras numa caixa repleta de recordações. Quinquilharia, para uns, e ouro, para outros.  
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- Daslan Melo Lima

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