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SEJA BEM-VINDO ! SEJA BEM-VINDA! VOCÊ ESTÁ EM PASSARELA CULTURAL, a sua revista on-line semanal, fundada em 02/07/2004. ***** Esta é a edição nº 665, referente ao período de 22 a 28 de abril de 2018. ***** Editor: Daslan Melo Lima - Timbaúba, Pernambuco, Brasil. ***** Contatos : (81) 9-9612.0904 (Tim e Whatsapp). E-mail: daslan@terra.com.br

domingo, 22 de abril de 2018

Para um domingo de chuva




 "Quem se atrapalha a lamentar o passado perde o presente e põe em risco o futuro." - Francisco de Quevedo (1580-1645), escritor espanhol. 
"A esperança é um empréstimo que se pede à felicidade." - Joseph Joubert (1754-1824), escritor francês. 
"No fim todos passam e tudo passa; o fim é um grande sossego e um imenso perdão." - Rubem Braga (1913-1900), escritor capixaba. 
     Enquanto chove lá fora, copiosamente chove, releio essas e outras sábias citações anotadas há anos num velho caderno. Mergulho em mim e encontro uma definição de libertação: amar um dia de chuva como se ama um dia de sol.
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- Daslan Melo Lima, no penúltimo domingo de abril de 2018, em Timbaúba, Pernambuco. 
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Dona Ivone Lara, mais uma estrela




“Sonho meu, sonho meu, 
vai buscar quem mora longe, sonho meu. 
Vai mostrar esta saudade, sonho meu,
com a sua liberdade, sonho meu. 
No meu céu a estrela guia se perdeu.
A madrugada fria só me traz melancolia, sonho meu.“ 

       Dona Ivone Lara, a autora de “Sonho Meu”, partiu para a Grande Viagem na noite de segunda-feira, 17, três dias após ter completado 97 anos de idade. A sua mais bela canção fala com simplicidade de sonho, sonho que todos já sonharam, de ir buscar em pensamento aquele amor possível ou impossível, permitido ou proibido. 
       Como seria insuportável a caminhada pelo planeta sem o sonho, a fantasia e as canções de amor. 

"Sinto o canto da noite na boca do vento
fazer a dança das flores no meu  pensamento. 
Traz a pureza de um samba,
sentido, marcado de mágoas de amor.
Um samba que mexe o corpo da gente
e o vento vadio embalando a flor, sonho meu." 

      Boa viagem, Dona Ivone Lara. No nosso céu ficará mais uma estrela a guiar nossos sonhos.

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- Daslan Melo Lima

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DE TIMBAÚBA PARA O MUNDO - Ações da Obreiros do Norte em seus 111 anos



>>>>>> Ações relevantes marcam aniversário de Loja Maçônica

        No dia 24 de fevereiro a Loja Maçônica Simbólica Obreiros do Norte nº 7, comemorou os 111 anos de trabalho na construção de uma sociedade justa e perfeita, e para comemorar tão importante data, realizou uma Sessão Pública onde contou com a presença de seus obreiros e familiares, diversas autoridades e a sociedade de um modo geral.
      Na ocasião, o Secretário José Arnaldo fez um breve resumo do que é a Maçonaria e os atuais projetos mantidos pela Loja, entre eles, o Prêmio Inês de Arruda Lira, que contempla os melhores alunos e escolas da Rede Estadual e Municipal.


Jefferson Leal - Cirurgião Dentista, Mestre e Doutor, Especialista em Cirurgia bucomaxilofacial (FOP/UPE); Professor da FACET; Presidente da FUNJADER, Fundação Jader de Andrade; Diretor do Museu de Timbaúba; Autor do livro Carnaval de Timbaúba – 102 anos de resgate jornalístico e Venerável Mestre da Loja Maçônica Obreiros do Norte nº 7.
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      O Venerável Mestre Jefferson Leal contou um pouco a história da Loja e também sobre a trajetória do Irmão Ismael Cabral, que mais vezes presidiu a Obreiros do Norte, e que estava sendo homenageado com a inauguração da pracinha com seu nome, ao lado do templo, cuja fita foi cortada pelo Venerável Jefferson, e pelos netos Tânia, Carlos Cabral e demais familiares do homenageado. No encerramento da festa cantou-se o tradicional “Parabéns pra você” e se partiu o bolo. 
        Outra ação foi a parceria com o capítulo DeMoley Obreiros do Norte 965, que em seu dia “D” ofereceu à população mais carente atendimento com profissionais médicos, cirurgião dentista, advogados, bombeiros, serviços de orientação, corte de cabelo masculino e embelezamento feminino.
       Ações assim aumentam a responsabilidade do Venerável Jefferson Leal, embasado na trilogia Liberdade, Igualdade e Fraternidade, e de continuar escrevendo a história da Loja Obreiros do Norte.

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SESSÃO NOSTALGIA – Adriana Alves de Oliveira e Adriana Lippolis Barcellos, as deusas gaúchas do concurso Miss Brasil 1981


Daslan Melo Lima


Adriana Alves de Oliveira, Miss Brasil 1981, e Adriana Lippolis Barcelos, Miss Amazonas, Vice-Miss Brasil 1981. 
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            O Miss Brasil 1981 foi o primeiro Miss Brasil do que se convencionou chamar de “era SS”, “era Sílvio Santos”.  Transmitido no dia 27 de junho de 1981, diretamente do Palácio das Convenções do Anhembi, o evento inaugurou a TVS em São Paulo. Devido a problemas burocráticos, a emissora central do SBT foi inaugurada quase dois meses depois, em 19 de agosto. O público em São Paulo assistiu pela TV Record, os cariocas pela TVS e os demais Estados do Brasil pelas emissoras que sobraram da extinta TV Tupi. A audiência gerou a marca significativa de 40 pontos no IBOPE.

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O top 5 do Miss Brasil 1981

           Das vinte e sete concorrentes ao título, as cinco do Top 12 com maior número de votos chegaram à etapa final. Com seus totais zerados, nova pontuação foi realizada e o resultado ficou assim:

                       Adriana Alves de Oliveira, Miss Rio de Janeiro, 
                                  primeiro lugar, com 110 pontos.
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                     Adriana Lippolis Barcellos da Silva, Miss Amazonas, 
                                         segundo lugar, 99 pontos.  
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Karin Keller Lins, Miss Distrito Federal, 
terceiro lugar, 93 pontos.
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                        Virgínia Helena Gomes da Silva, Miss Paraíba, 
                                        quarto lugar, 87 pontos. 
Terceira colocada no Miss PE, Virginia foi aclamada Miss Paraíba, no ano em que não houve o concurso no vizinho Estado paraibano.
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Rita de Cassia Spencer Pedrosa, Miss Pernambuco, 
quinto lugar, 76 pontos.

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A disputa acirrada das duas gaúchas 
chamadas Adriana

Adriana Alves de Oliveira e Adriana Lippolis Barcelos. 

       Nascidas no Rio Grande do Sul, mas morando em outros Estados, duas jovens dividiram a opinião pública. Ambas tinham 1,80 de altura. Lindas, simpáticas, carismáticas. Quem deveria ser coroada Miss Brasil 1981? Adriana Alves de Oliveira, Miss Rio de Janeiro, ou Adriana Lippolis Barcellos, Miss Amazonas? 


                                 Adriana Lippolis Barcellos, Miss Amazonas,
                                              Vice-Miss Brasil 1981

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Adriana Alves de Oliveira, Miss Rio de Janeiro, 
Miss Brasil 1981

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        Uma pena que, ao contrário dos concursos realizados pelos Diários e Emissoras Associados, que enviava o Top 3 para os mais importantes concursos de beleza do mundo (Miss Universo, Miss Mundo e Miss Beleza Internacional), apenas a primeira colocada foi enviada para o Miss Universo. 
           Adriana Lippolis Barcelos estava visivelmente muito acima do peso ideal. Perdeu para Adriana Alves de Oliveira, quarta colocada no Miss Universo 1981 e Top 7 no Miss Mundo 1984. 

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          De repente, eis que estamos pertinho do mês de junho, quando o Miss Brasil 1981 completará trinta e sete anos da sua realização. Revejo no Youtube os momentos finais daquele concurso. Parece até que foi ontem que duas jovens chamadas Adriana fizeram o País sonhar com a conquista da coroa de Miss Universo, um título que não vem para o Brasil há cinquenta anos, desde que a baiana Martha Vasconcellos foi eleita Miss Universo 1968.  

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Momentos finais do Miss Brasil 1981            

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Aqui termina mais uma edição de PASSARELA CULTURAL. Rolando mais abaixo, você vai encontrar a seleção de todas as postagens. 
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sábado, 14 de abril de 2018

"O que se leva desta vida é a vida que se leva"





AOS PÉS DE UMA PRINCESA - Timbaúba, a "Princesa Serrana", minha pernambucana terra adotiva, celebrou 139 anos no domingo, dia 08. Subi o Alto da Independência, um dos morros da cidade, a fim de rezar e poetizar ao lado do vento. Absorvi a magia da paisagem e desci a serra renovado pelo momento. Não criei um poema e nem uma canção, mas o menino de São José da Laje, a "Princesa das Fronteiras", minha alagoana terra natal, renovou o estoque de sonhos do seu coração. Muito grato, Senhor do Universo.



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 - Daslan Melo Lima
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"O QUE SE LEVA DESTA VIDA É A VIDA QUE SE LEVA" - Relendo um velho caderno de anotações, enquanto a tarde morre na frente da minha casa, encontro uma citação de Apparício Torelly (1895-1971), o Marquês de Itararé, jornalista carioca: "O que se leva desta vida é a vida que se leva". Tudo a ver com o meu estado de espírito, por isso fecho o caderno e me permito admirar o sol que se põe aqui para nascer do outro lado do planeta Terra. 
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- Daslan Melo Lima, Timbaúba, PE, 12/04/2018   

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DE TIMBAÚBA PARA O MUNDO - Os 20 anos da subseção da OAB-PE

secção em construção 
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SESSÃO NOSTALGIA - Léa Pabst Craveiro, Miss Elegante Bangu de Pernambuco 1957, “emoldurada de eternidade e de olhos verdes”


Daslan Melo Lima


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“Deixas de envelhecer. Ninguém vai te ver envelhecida. Apenas serás antiga, emoldurada de eternidade e de olhos verdes.
Um ano depois, os que ficaram continuam com os olhos rasos d’água. E não entendem o enigma, mesmo porque enigmas não são para ser entendidos.
As coisas estão no mesmo lugar. Objetos, roupas, papéis. Talvez com um pouco mais de pó, pois a cada ano acrescentado aumentam os resíduos de poeira e de memórias. ”

      Guardo num caderno de recortes a crônica “Para Léa”, de Paulo Fernando Craveiro, escritor, jornalista, cronista e crítico de arte. Publicada em sua página do Diario de Pernambuco, edição de 1º de janeiro de 1989, o texto evoca a figura de sua esposa Léa Pabst Craveiro, falecida em 30/12/1987, vítima de câncer. Léa Pabst completaria 53 anos de idade no dia 02/01/1988.


“Insuportáveis, estas sim, são as fotografias. Clarões de perspectivas dos dias que jamais chegaram nem chegarão. E mais assombros. Assombrosos são os dias de ontem e os de amanhã. 
Como estás aqui, percebes que o sol continua entrando pela janela, e o rio segue o rumo da rotina, e o mar, ali em frente, é uma cambiante massa de verdes, azuis e cinzas. Como permaneces contemplando.
Os que ficaram estão descobrindo as asperezas da tua ausência física não domesticada, essa fera feita de silêncios e de vestidos que ainda estão dependurados no guarda-roupa que ninguém abriu.
Teus sapatos entretanto andam. E te levam e te trazem, como as ondas, nesse estranho movimento em que convivem os que se foram e os que resistem tecendo o sonho em que progressivamente te transformas. "
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Léa Pabst, Miss Elegante Bangu

Léa Pabst, Miss Elegante Bangu de Pernambuco 1957
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TRÊS ÍCONES PERNAMBUCANOS - Da esquerda para a direita: Edilene Torreão (Miss Pernambuco 1960, terceira colocada no Miss Brasil, nossa representante no Miss Mundo 1960); Léa Pabst, Miss Elegante Bangu do Clube Náutico Capibaribe, Miss Elegante Bangu de Pernambuco 1957); e Sônia Maria Campos (Miss Pernambuco, Vice-Miss Brasil 1958 e primeira brasileira a disputar o título de Miss Mundo).
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       Representando o Clube Náutico Capibaribe, Léa Pabst foi a primeira colocada no Miss Elegante Bangu de Pernambuco 1957, durante evento realizado no Clube Internacional do Recife, em 16/11/1957. Em segundo lugar ficou Violeta Botelho, representando o Clube Internacional do Recife. Violeta  tinha sido a terceira colocada no Miss Pernambuco 1957, na condição de Miss Clube Português do Recife.


       Linda, delicada, elegante, educadíssima, Léa Pabst casou com Paulo Fernando Craveiro e teve um casal de filhos. Figura de grande prestígio na  sociedade pernambucana, jornalista e apresentadora de eventos socioculturais, ela também dava aulas de etiqueta às jovens que aspiravam desfilar nas passarelas como modelos e misses.

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"Léa foi única"

        Tenho um amigo e uma amiga que conheceram bem a eterna Miss Elegante Bangu de Pernambuco: Muciolo Ferreira e Julia Kátia
        Confessa Muciolo Ferreira, jornalista: "O concurso Miss Elegante Bangu só foi ultrapassado pelo Miss Brasil porque não era televisionado e as jovens não eram expostas numa passarela desfilando de maiô. Até porque o Miss Elegante Bangu era disputado pelo melhor que havia na sociedade brasileira. Em Pernambuco, a mais famosa miss dessa competição foi a saudosa jornalista Léa Pabst Craveiro, que foi casada com o também jornalista Paulo Fernando Craveiro. Daslan, pense numa mulher que era sinônimo de elegância e beleza na melhor acepção desse termo. Léa foi única. ” 
        Afirma Julia Katia, ex-modelo: “Guardo lembranças maravilhosas do meu tempo de manequim de alta-costura e de candidata ao título de Miss Pernambuco 1976. Entre elas, o aprendizado com a inesquecível jornalista Léa Pabst Craveiro. Quando eu ria alto e gargalhava, Léa me corrigia com aquela sua classe e elegância: - Katia, não sorria assim, ria mais baixo. ”

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         No bucólico bairro de Guabiraba, verdadeiro pulmão verde do Recife, há uma rua com o nome de Léa Pabst Craveiro, a Miss Elegante Bangu que deixou de envelhecer; a jornalista que ninguém viu envelhecendo; a mulher maravilhosa que apenas ficou antiga, “emoldurada de eternidade e de olhos verdes”.

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Crédito das fotos: 
Acervo de Fernando Machado  
                                                                                                                    

sábado, 7 de abril de 2018

O que o vento não levou


          Após uma reunião informal na subseccional da OAB-PE em Timbaúba, pausa para uma foto numa escada do imóvel onde funciona a instituição. 
        No belo casarão, localizado no centro da cidade, morou o poeta João Feliciano (1917-1982). 
          De repente, o vento que sopra suave me faz lembrar "O que o vento não levou", poema de Mário Quintana (1906-1994), poeta gaúcho. 


"No fim tu hás de ver que as coisas mais leves são as únicas
que o vento não conseguiu levar:
um estribilho antigo,
um carinho no momento preciso,
o folhear de um livro de poemas,
o cheiro que tinha um dia o próprio vento."

          Deixo o ambiente na certeza de que o vento jamais levará esse momento.


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- Daslan Melo Lima, Timbaúba, PE, 06/04/2018

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DE TIMBAÚBA PARA O MUNDO - Aldair Meneses, sensibilidade e pulso a serviço da educação


>>>>> Educadora imprime à EREM-JJA, Escola de Referência em Ensino Médio Jornalista Jader de Andrade, uma administração exitosa



       Filha de um agricultor que não sabia ler e escrever, mas que queria ver os oito filhos educados e capacitados para a vida, Aldair Gonçalves de Meneses Oliveira sonhava ser médica. Estudou em escolas públicas, a estadual Elizabeth Lyra e a municipal Antônio Galvão. Entrou para a Escola Santa Maria graças a uma bolsa de estudos que ganhou de um político. Como as primeiras mensalidades não foram honradas pelo doador, correu risco de sair do educandário, o que não aconteceu graças à bondade da Irmã Helmfried, freira alemã que dirigia a conceituada escola. “Irma, não me deixe ficar sem estudar aqui. Eu pago as mensalidades lavando os pratos, varrendo as salas e fazendo a faxina da escola”, disse Aldair para a religiosa. “Então, leve este livro de psicologia para casa e amanhã você vai dar uma aula sobre o que leu”, respondeu a religiosa. No dia seguinte, Aldair deu a aula para os colegas, foi aplaudida, ganhou elogios e o direito de terminar seus estudos na Santa Maria.
        Aldair formou-se em Magistério em 1979. Passou no vestibular de Medicina, mas a família não tinha recursos para que fosse estudar no Recife. Aluna laureada da turma de Magistério, ganhou um emprego de professora, lecionando de 1980 até 2006 na Santa Maria, quando se aposentou, tendo exercido, também, as funções de vice-diretora e coordenadora. Aprovada posteriormente em concurso público estadual como analista educacional e professora, assumiu a gestão da EREM-JJA em 2012, dando início a uma administração coroada de êxito. Fundada em 1974, a Jader tem atualmente 450 alunos em tempo integral e 50 à noite, no Projeto Travessia.
        Um momento que recorda emocionada do seu tempo de estudante é aquele em que, na condição de melhor aluna de Timbaúba, ganhou um prêmio para viajar à Brasília, em 1978, onde ao lado de outros colegas de Pernambuco e do Brasil integrou a “Caravana da Integração”, recebida por Ernesto Geisel, Presidente da República. Graduada em Ciências Biológicas pela Universidade de Pernambuco, também tem curso de especialização em Ciências Religiosas. Católica, Aldair é esposa do advogado João Manoel de Oliveira e tem um filho que se formou recentemente em Direito pela UNICAP, o João Emanuel.  
       Ao concluir nossa entrevista, Aldair Meneses fez a seguinte confissão:   “Sinto-me uma mulher realizada e feliz.  Fico emocionada quando encontro um ex-aluno ou ex-aluna fazendo sucesso nas carreiras que escolheram. Aqui, na EREM Jornalista Jader de Andrade, encontro motivação para o dia a dia através da Bíblia, que não sai da minha mesa. Quando um aluno ou aluna está enfrentando dificuldades, qualquer que seja, chamo eles e os pais e peço que abram a Bíblia aleatoriamente. Encontramos sempre as respostas no Livro Sagrado. ”        

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TIMBAÚBA, UM CANTAR DE VITÓRIA
Timbaúba chega neste domingo, 08 de abril, aos 139 anos de emancipação política





          Acredito que parte da identidade de uma cidade pode ser interpretada pela letra do seu hino. No caso de Timbaúba, timbó-ina, timbá-iba, timbé-uva,  timbó-iwa ou qualquer outra denominação de origem tupi dada à arvore de espuma da família das leguminosas, seu território estava destinado a ser motivo de versos esplêndidos.
        O hino composto pelo sempre lembrado José Pedro Damião Irmão exalta e provoca o entusiasmo pela caminhadaE nossos ouvidos se deleitam ao som de versos como 


Salve ó terra dos morros, querida Tu que brilhas, heril, soberana De teus filhos mostrando a grandeza, Aureolada de luz sobre-humana

Timbaúba altaneira
és formosa e varonil 
segue à frente, terra amada, 
para a glória do Brasil. 

                                    Tuas pontes, teu rio perene,
dos teus montes a doce verdura 
nos transfundem nas almas serenas 
todo o encanto e fulgor da Natura! 

         A Emancipação Política de Timbaúba deu-se através da Lei nº 1363, de 8 de abril de 1879, um marco importante na “Princesa Serrana", alcunha poética que contrasta com aquela que marcou época: “cidade dos calçados”. Mas como a fé e a esperança devem nortear nossa missão no planeta Terra, cantemos, pois, neste e em todos os dias 8 de abril que virão

Sob o pálio de Deus, protetor,
deslumbrando, com luzes e glória, 
és nas lides ideais da cultura, 
Timbaúba um cantar de vitória! 

Nobre gleba, onde o povo não teme Qualquer luta se apresente, De nobreza és escudo bem forte, Consagrando ao amor, permanente!

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Hino de Timbaúba

SESSÃO NOSTALGIA - Flávia Esteves, Garota do Fantástico 1988, a Brooke Shields pernambucana

Daslan Melo Lima


       Anteontem, procurando no meu acervo um recorte de jornal da década de 1990, encontrei uma página do jornal Diario de Pernambuco, do sábado, 30 de agosto de 1997, ilustrada por uma bela fotografia de Flávia Esteves, Garota do Fantástico 1998, feita por Rômulo Lins


Diario de Pernambuco, 30/08/1987. Coluna social de João Alberto.
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Acima, Flávia Esteves, a Brooke Shields pernambucana. Abaixo, a verdadeira Brooke Shields, atriz americana.
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          Por onde anda Flavia Esteves? Eis o que li no site popzonetv, numa matéria feita há três anos:  "pernambucana não seguiu carreira artística. Quando foi eleita tinha 17 aninhos. Bateu 350 candidatas! Ganhou uma viagem com acompanhante a Paris e muita, muita visibilidade. Recusou convites para ser modelo no eixo Rio/SP, não quis ser capa da Playboy, permaneceu morando em Recife e, ao que parece, está muito bem assim. Hoje é dona de uma loja multimarcas chamada Santa Constanzza, em homenagem a Constanza Pascolato, é mãe de um casal de filhos e, ocasionalmente, aparece em comerciais em Pernambuco. Continua muito bonita."


Flávia Esteves e sua beleza atemporal, eterna Garota do Fantástico 1988.  

        Vale a pena rever a Sessão Nostalgia dedicada a ela há oito anos, cujo texto integral reproduzo abaixo.

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sábado, 26 de junho de 2010

SESSÃO NOSTALGIA - Flávia Esteves, Garota do Fantástico 1988

Daslan Melo Lima

     Em março de 1984, a revista eletrônica da Rede Globo estreava um quadro que marcaria época: o “Garotas do Fantástico”. Durante cinco anos (divididos em duas fases), o programa exibiu mais de 70 gatas que enfeitaram a noite de domingo de muita gente. Algumas poucas estão na mídia até hoje; a maioria foi cuidar da vida e não deu mais notícia.
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 (Globo.com, http://especiais.fantastico.globo.com/revistafantastico/2008/02/29/garotas-do-fantastico/)
   

FLÁVIA ESTEVES, A GAROTA DO FANTÁSTICO 1988



Vídeo com as três finalistas do Garota do Fantástico 1988,

     Concorrendo com duas gaúchas, Flávia Esteves, pernambucana de apenas 17 anos, recebeu, no último domingo, o titulo de “Garota do Fantástico 88”. O concurso foi promovido pela Rede Globo de Televisão, que selecionou, entre 350 candidatas, apenas sete. Elas foram apresentadas através de clips, durante sete domingos, no Fantástico. Apenas três foram escolhidas para a final, de onde saiu a primeira Garota do Fantástico pernambucana.
      Flávia Esteves, 17 anos, era apenas uma estudante bonita do 2º Grau do Colégio Salesiano, quando foi convidada pelo fotógrafo Newton Costa para fazer umas fotos: ”Ele sempre insistiu para me fotografar e eu nunca aceitei. Só depois de muitos pedidos eu resolvi ceder”, afirma Flávia.
      Depois de feitas as fotos, Newton enviou-as à Rede Globo, no Rio de Janeiro, que gostou de Flávia, entrando em contato, logo em seguida, com a Rede Globo Nordeste, para que fosse feito um clip com ela. Flávia saiu-se muito bem e foi escolhida juntamente com mais seis meninas a concorrer ao título “Garota do Fantástico”. Foram apresentados sete clips, durante sete semanas. No domingo, 24 de julho, foram apresentadas três garotas que ficaram para a fase semifinal: Luciana Albrechi – 16 anos, Andréa Campos – 19 anos e Flávia. O clip de Flávia foi realizado aqui em Pernambuco, nas praias de Itamaracá, Olinda e no Mar Hotel, em Boa Viagem.
      Flávia recebeu, como prêmio, uma viagem à França, com acompanhante, mas afirmou que irá transferir a viagem para a época de férias, pois não quer se prejudicar nos estudos. Se Flávia não quiser fazer a viagem, a Rede Globo lhe dará o prêmio em dinheiro. Apesar de já ter tirado algumas fotos e participado de alguns desfiles de obras de caridade, Flávia nunca pensou em ser modelo. O que ela quer mesmo é ser comunicadora visual, profissão que pretende abraçar futuramente.
      Depois de conquistar esse título, Flávia deverá receber várias ofertas, mas o seu endereço e telefone não estão sendo divulgados pela Globo, porque todas as propostas para Flávia deverão ser encaminhadas através da Rede Globo, que já fez a sua à felizarda: participar, durante todo o ano de 88, dos clips musicais do programa Fantástico.
      Flávia é oriunda de uma família de classe média, filha do economista Márcio Esteves e de Sônia Esteves. Eles tiveram uma participação de grande importância no trajeto de Flávia até o título. “No começo, ela sentiu medo, mas eu incentivei muito para que ela chegasse ater o final”, disse Sônia. Outra pessoa que ofereceu grande incentivo a Flávia foi o seu namorado, Edvaldo Sérgio, de 21 anos, estudante de Administração no Esuda. “Ele sentiu ciúmes, no início, pensando até que ia me perder. Mas no final deu tudo certo e eu acabei até recebendo um bouquet de flores”, disse Flávia, sorridente.
---------  (Jornal do Commercio-Recife, 31/07/1988)


FLÁVIA ESTEVES, 
GAROTA DO FANTÁSTICO COM TODOS OS MÉRITOS

     Quando uma jovem sai daqui, através de vídeos e desbanca centenas de candidatas do Rio e São Paulo, é porque se trata de uma beleza que não sofreu a mínima contestação por parte daqueles que selecionam e produzem um concurso de âmbito nacional – A Garota do Fantástico – tão badalado pela poderosa Rede Globo de Televisão.
     A pernambucana Flávia Esteves soube muito bem representar a graça e o charme da mulher pernambucana, embora muito jovem ainda. E merece também os aplausos da editoria local da Revista da Tevê. Flavinha, se bem dirigida e aproveitada – com a força da Globo – poderá se transformar numa das estrelinhas do nosso vídeo. É só esperar. 
----------  (”Na Telinha”, Geraldo Silva. Jornal do Commercio-Recife, 14/08/1988)

FLÁVIA ESTEVES, UM ORGULHO PERNAMBUCANO

     Pernambuco vibrou com a vitória de Flávia Esteves naquele domingo 24 de julho de 1988. O Nordeste vibrou. 

      Flávia viajou ao Rio de Janeiro com os pais e a reportagem do Fantástico destacou esse detalhe, mostrando uma Flávia linda, ar tímido, posando para as câmaras da Rede Globo de Televisão diante do mar carioca.


     Flávia Esteves, Garota do Fantástico-88 (na Globo), mesmo com tanta beleza, foi simplesmente esquecida na telinhadiz a legenda da imagem(Foto: Vladimir Barbosa, Jornal do Commercio-Recife, 12/07/1989)

     A MODELO Flávia Esteves, tão linda quanto discreta, continua sendo uma das mulheres mais bonitas do Recife, mais de 15 anos depois de ser eleita Garota do Fantástico. (Coluna de João Alberto, Diario de Pernambuco, Recife, 1º/10/2002)

    
AS NOITES DE DOMINGO QUE NÃO VOLTARÃO JAMAIS



Flávia Esteves, Garota do Fantástico 1988. (Foto: Vladimir Barbosa, Jornal do Commercio-Recife, 14/08/1988)

     Vou encerrar esta SESSÃO NOSTALGIA transcrevendo a crônica Garota do Fantástico, de Léia Batista, publicado no Recanto das Letras, em 09/02/2009, código do texto: T1429825, www.recantodasletras.uol.com.br. Nostalgia pura. Vale a pena conferir.


     Ouvi zoando por aí uma conversa sobre o concurso da Garota do Fantástico. Imediatamente a minha mente viajou ao passado e trouxe de lá lembranças que marcaram fortemente uma época. Pra quem assistia ao veterano programa dos domingos, no final dos anos 90, a Garota do Fantástico era o aperitivo antes do jantar ou o licor no final de noite.

      Para quem não vivenciou este período saiba que, de 1984 a 1989, Cid Moreira anunciava todos os domingos belas garotas de biquínis que saltitavam pela tela em cenários paradisíacos – praias, jardins- embaladas por sucessos românticos da época. O público votava por telefone para eleger a mais bela. Os prêmios não eram propriamente vultosos: uma viagem com direito a acompanhante, uma campanha de cosméticos. Mas, em matéria de repercussão as vencedoras não tinham do que reclamar. Ser Garota do Fantástico abria muitas portas.

      Várias delas começaram a carreira ao mostrar suas formas nos clipes sensuais. Gisele Fraga, Luciana Vendramini, Paula Burlamarqui, Núbia de Oliveira, Mari Alexandre, Viviane Araujo e por aí vai. Como você deve ter constatado era um concurso de peso, ou melhor, de curvas, muitas curvas. Tudo envolto no estilo e no glamour que a rede Globo impõe aos seus programas. Mesmo que as primeiras aparições de topless acontecessem em algumas cenas, o lado artístico buscava ofuscar a ousadia explícita. E aos olhos do avô, do pai, do filho ou do neto o programa era o verdadeiro colírio dos domingos.

      Volto ao ponto em que soube que estavam abertas as inscrições para o concurso da Garota do Fantástico. Corri para me inteirar do assunto. O concurso iria acontecer mesmo, numa parceria da agência de modelos Mega com o Fantástico. Rodando o Brasil inteiro, durante quatro meses até ser, finalmente, escolhida a Garota Fantástica.
      “Interessante” foi o que pensei, mas uma ponta de frustração invadiu o meu saudosismo romântico. Garota Fantástica? Top Model? Como assim? As garotas daquela década (vou repetir) tinham curvas, lindas curvas. Eram garotas brasileiras desfilando e não modelos de passarela. Eram mulheres de carne e osso, mas com muito mais carne do que é permitido a uma Top Model ter. Murchei! Sim, vai ser legal. Boa sorte as meninas! Mas o passado permanece onde sempre esteve; intocável, inigualável, nas noites de domingo que não voltarão jamais.
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Comentários postados pelos leitores.
Vlad da Hora disse...
Tive breves contatos com Flávia Esteves. Bela, discreta, simpática. Depois fui na Caixa do Shopping Recife resolver algo e lá estava ela trabalhando como estagiária, talvez. Compenetrada e eficiente. Vi Flávia criança e depois mulher, uma revelação. Faz tempo não a vejo, mas algo me diz que ela continua quase estoicamente vivendo a vida normalmente, sem querer ser nenhum tipo de celebridade, apesar da beleza que tem. Saudações Flávia!
Anônimo disse...
Estudamos em 1986, na mesma sala, menina, muleca, bela, inesquecível até os dias de hoje, sempre na memória.
A reencontrei há  pouco tempo, 25 anos se passaram e é incrivel como o texto acima ainda é pura realidade. - 
Anõnimo, 29/01/2013
Anônimo disse...
Lembro dela no hall do prédio em que morava na Boa Vista, próximo ao Colégio Salesiano. Espero que ela esteja feliz. -  Ailton, Recife.
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