SEJA BEM-VINDO ! SEJA BEM-VINDA! VOCÊ ESTÁ EM PASSARELA CULTURAL, a sua revista on-line semanal ***** Ano 9, Edição nº 480, semana de 20 a 26 de abril de 2014.***** Editor: Daslan Melo Lima ***** Timbaúba, Pernambuco, Brasil ***** Telefones: (81) 9612.0904 (Tim) e (81) 9277.3630 (Claro) / E-mail: daslan@terra.com.br

quarta-feira, 23 de abril de 2014

ADEUS, MARGARIDA LYRA. ADEUS, ETERNA MUSA DOS MEUS PRIMEIROS VERSOS


A chuva que caiu durante esta madrugada pernambucana antecipou o pranto dos meus olhos.  Às 05h20min, no Hospital Português do Recife, minha amiga Margarida Lyra perdeu a luta que há meses travava contra um câncer. Advogada, esposa de Joezil Barros, presidente do Diario de Pernambuco, tranquila, educada e  meiga, era  considerada uma das mulheres mais elegantes da sociedade pernambucana, uma diva. 
Eu e ela nascemos na mesma cidadezinha  alagoana, São José da Laje, às margens do  Rio Canhoto, e fizemos o curso ginasial no mesmo educandário . As pedras do rio e ela foram as musas ingênuas dos meus primeiros versos. “Margarida, menina gentil e aplicada, / assiste frequentemente as aulas / e é a tal da petizada.”
Nesta quinta-feira, às 11 horas, no cemitério Morada da Paz, em Paulista, PE, enquanto seu corpo descerá à terra para o repouso eterno,  tentarei vislumbrar nas nuvens um sinal de que sua essência, livre e leve, estará a caminho de uma nova missão em outra dimensão. Assim Seja ! **** Daslan Melo Lima

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sábado, 19 de abril de 2014

TEMOS MAIS QUE MIL VIDAS

A vida do escritor colombiano Gabriel Garcia Marquez se foi na terceira quinta-feira deste abril azul. Se foi em parte, já que sua essência partiu para uma nova missão em outra dimensão. 
Um dia ele disse: "Todos temos três vidas: a vida pública, a vida privada, e uma vida secreta." Concordo em parte, quiçá temos três vidas em algumas circunstâncias, dentro de um contexto. 
Na verdade, eu acredito que temos mais que mil vidas: as que se foram e as que virão. Talvez a vida secreta da qual ele falou seja a síntese das mil vidas que já vivemos. Assim seja, amado anjo Gabriel. – Daslan Melo Lima.

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PAUSAS NA PASSARELA

REFLEXÃO
"Muitas vezes é melhor uma falsa alegria do que uma tristeza cuja causa é verdadeira." 
René Descartes (1596-1650), filósofo, matemático e físico francês. 
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AGENDA
20 de abril, domingo: Páscoa do Senhor - Dia do Diplomata
21 de abril, segunda-feira: Dia de Tiradentes - Dia do Metalúrgico - Dia da Latinidade - Dia  do Policial Civil e Militar
22 de abril, terça-feira: Dia do Descobrimento do Brasil (514º ano) - Dia Internacional da Terra - Dia da Comunidade Luso-Brasileira - Dia da Aviação de Caça.
23 de abril, quarta-feira: Dia Mundial do Livro e do Direito Autoral - Dia Mundial do Escoteiro - Dia Nacional do Choro.
24 de abril, quinta-feira: Dia Internacional do Jovem Trabalhador - Dia do Operador de Triagem e Transbordo.
25 de abril, sexta-feria: Dia do Contabilista
26 de abril, sábado: Dia Nacional de Prevenção e Combate à Hipertensão
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HUMOR
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PASSARELA ANIMAL
Os animais de estimação preferidos dos brasileiros não se limitam aos cães e gatos. Coelhos e ratos ganham cada vez mais espaços na casa e no coração das famílias. ***** Clique neste link e confira : http://noticias.r7.com/domingo-espetacular/brasileiros-inovam-e-criam-ratos-e-coelhos-como-animais-de-estimacao-10112013
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DE TIMBAÚBA PARA O MUNDO - Fabiana e Rosemberg no voo da TP 11 - Memória timbaubense, no tempo das "sopas"

UM FATO EM FOCO


         
      Uma aeronave da companhia aérea TAP Portugal, que ia de Lisboa para o Recife, precisou fazer um pouso de emergência na ilha do Sal, em Cabo Verde, arquipélago na costa africana, no início da noite do domingo, 09 de abril. O voo TP 011 partiu da capital portuguesa às 16h38 (13h38 no horário de Brasília) e deveria chegar a Pernambuco às 21h15. O avião, no entanto, pousou no aeroporto da Ilha do Sal, em Cabo Verde, por volta das 20h05, no horário local (18h05 em Brasília), por causa de uma das turbinas que apresentava vazamento de óleo. 

      Fabiana Barbosa de Andrade Lima Vasconcelos e o seu esposo Rosemberg de Andrade Lima Vasconcelos estavam no voo, mas foi o seu filho Marcos Antonio de Vasconcelos Neto, 18 anos, estudante de Engenharia Civil da UFPE, que em depoimento exclusivo à revista TIMBAÚBA  EM FOCO relatou esse drama com final feliz.  

    

                Depois de um carnaval diferente, “turistando” por vários países europeus, meus pais voltam pra casa, contudo, com um porém... Bem, tudo começa numa ligação feita por painho no domingo à tarde (09/03). Ele havia dito que o avião no qual vinha precisou fazer um pouso de emergência na Ilha de Sal, Cabo Verde, África; disse que todos estavam assustados, porém calmos. OK, pedi que quando tivessem notícias, ele ligasse. Até então, não dei muita importância, logo passei o recado para os meus avós e meu irmão. De primeira minha avó não acreditou, pensava que eu estivesse brincando, mas logo confirmei. Foi nesse momento, olhando para a expressão do rosto dela pude ver que o assunto era mais sério.
            Minha avó, ainda nervosa ligou para painho para confirmar e saber mais informações e uma delas foi a de que tinha muita gente aperreada, chorando muito, e que até as aeromoças que costumam tranquilizar os passageiros, estavam apavoradas. Disse também que ele havia sentido um cheiro forte de combustível, mas que ninguém sabia ao certo o motivo do pouso. Pronto.  Tudo sob o controle. Todos foram muito bem assistidos pela companhia aérea (TAP). Apesar da situação normalizada, aqui em casa ninguém teve uma noite tranquila de sono.
                No outro dia, com o sol ainda nascendo, painho liga dizendo que o voo iria sair dentro de algumas horas e eu pedi que avisasse novamente na hora em que estivessem embarcando. Ansioso pela chegada, pego o celular, e por coincidência através de um aplicativo de tráfego aéreo vejo o avião, juntamente com o número do voo vindo em direção ao Brasil. Ufa! Já decolaram, pensei. Depois de mais ou menos meia hora, volto a acompanhar o voo no celular. Mas cadê o voo?? O avião havia desaparecido do mapa! Primeiramente, vem na cabeça o pior. Tento achá-lo, faço de tudo e nada. A tensão volta.
                Decido depois de muito tempo ver os horários de chegada dos aviões no site do Aeroporto dos Guararapes e pra nossa felicidade, lá estava o voo confirmado para chegar às 12:06. Fomos para o aeroporto aguardá-los. Mas como nós nordestinos dizemos: “Pra ser desmantelo, tem que ser bem desmantelado”, pois é querido, num foi que o célebre comandante guardava ainda uma surpresinha? Ele quis brincar de sobe e desce justo no final do voo, arremetendo o avião por causa de um forte vento que o impediu de pousar de primeira. Mas enfim, o avião pousa com segurança. Amém!
                E pra completar, papai e mamãe acharam pouco e deram “um chá de cadeira” por mais de uma hora em mim, vovô e vovó. Adivinha o que eles estavam fazendo? O que você acha que os matutos fazem quando chegam de viagem internacional? Isso mesmo meus amigos, é um tal de um negócio chamado Duty Free, onde você compra várias coisas por preços reduzidos, mas que na minha opinião, só tem whisky pra vender.
                Finalmente as portas se abrem e lá vêm eles!
          Brincadeiras à parte, o susto foi grande. Mas desde o momento daquela ligação até a hora em que os vi, elevei meus pensamentos a Ele, nosso pai do céu. Agradeço a Ele por ter feito aquele arquipélago justo naquele lugar; agradeço por Ele ter dado discernimento e competência aos comandantes do avião e principalmente por trazer meus pais de volta com segurança, pois foi só no momento em que os abracei é que pude ter a certeza de que nos meus braços, estavam guardados.
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ROTEIRO POÉTICO DE TIMBAÚBA
Assim está o céu de Timbaúba nesta Semana Santa. Abril timbaubense azul, de leste a oeste, de norte a sul. 
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MEMÓRIA TIMBAUBENSE
Houve um tempo em que  "sopa" era sinônimo de ônibus que transportava pessoas e mercadorias de Timbaúba para diversas localidades.  ***** Na foto acima, uma "sopa" que tinha o nome de "Boneca Cobiçada". ***** Você conheceu esse tempo? Quantas "sopas" existiam? Quem eram os seus proprietários?  ***** Deixe seu comentário ou envie mensagem para PASSARELA CULTURAL, e-mail daslan@terra.com.br. ***** Foto: Cortesia.
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Celma Lucia Vasconcelos - "Olá, Daslan. Feliz Páscoa para você! Aqui em Timbaúba havia dois empresários que exploravam o transporte coletivo na minha juventude. Eram eles: Joel Monteiro, carinhosamente chamado de Chupeta e Erasmo Carolino. Para chegarmos em Recife, com tempo bom, levávamos quatro horas e se chovesse, só Deus sabia. E as sopas estavam sempre lotadas. Saudades daqueles tempos que não voltam mais. É gostoso lembrar. Um abraço. Celma."
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Adelúcia Pereira de Melo”Fiquei muito feliz ao ver o artigo falando a respeito da época, digamos assim, das chamadas sopas em Timbaúba. O meu pai,  Adélio Cabral de Melo,  foi proprietário de uma. Fazia a linha na 2ª feira para Itambé; na 3ª,  Itabaiana; sábado,  São José do Livramento e os povoados vizinhos; no domingo, São Vicente Férrer e Macaparana. Os passageiros eram,  na sua maioria, pessoas que iam vender os seus produtos naquelas cidades, principalmente os fabricantes de rede de Mocós. Esse fim de semana estivemos juntos e eu falei para ele sobre o artigo, aproveitei para perguntar sobre o começo desse seu negócio. Muito amigo do Sr. Joel Monteiro, disse-me que quando o mesmo comprava um ônibus novo, passava o outro para ele e assim por diante. Hoje meu pai está com 89 anos de idade. Gosto de ouvir quando me conta histórias relacionadas à sua sopa."
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SESSÃO NOSTALGIA - MARIA EUNICE MERGULHÃO MACIEL, MISS PERNAMBUCO 1968

Daslan Melo Lima  
      

     
Imagem: Arquivo/Fernando Machado
     No dia 08 de junho de 1968, o Clube Português do Recife foi cenário do concurso Miss Pernambuco, evento beneficente promovido pelo  Diário de Pernambuco com renda revertida para a Campanha Pernambucana pró-Infância. Nove jovens disputaram o título da mais bela pernambucana daquele ano: Cátia Maria Arruda e Silva (Boa Viagem); Gisoneide Diniz (Arcoverde), segunda colocada; Ivanise Batista (Jaboatão dos Guararapes), Maria da Conceição Bandeira (Clube Náutico Capibaribe), Maria Eunice Mergulhão Maciel (Clube Intermunicipal de Caruaru),  primeiro lugar; Marluze Siqueira Cavalcanti (Bom Conselho), Miriam Cristina Queiroz (Vitória de Santo Antão), Naida Lins de Albuquerque (Sport Club do Recife) e Rosa Maria de Souza Basto (Clube Português do Recife). As duas últimas empataram em terceiro lugar. Naida Lins de Albuquerque (1949-2012), meses depois, conseguiu o título de Miss Objetiva de Pernambuco e foi eleita Miss Objetiva do Brasil e vice-Miss Objetiva Internacional 1968. A matéria abaixo, escrita pelo jornalista Fernando Machado, em julho de 1988, revela um pouco da personalidade de Maria Eunice Mergulhão Maciel, ou simplesmente Eunice Mergulhão. Detalhe: A reportagem cita o dia 14 de junho como data do concurso e o número de oito concorrentes.

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PERFIL – Maria Eunice Mergulhão Maciel - Vinte anos de beleza – Reportagem de Fernando Machado - Caderno Você, Jornal do Commercio, Recife, domingo, 3 de julho de 1988

    
Acervo DML/Passarela Cultural
      No dia 14 de junho fez vinte anos que ela foi coroada Miss Pernambuco, numa festa memorável realizada nos salões do Português. Disputaram o título oito bonitas jovens, mas no final uma comissão formada por César Cals, Iva Costa, José Carlos Poncell Neto, Léa Pabst Craveiro e Antônio Barros escolheu-a como a mais bela pernambucana de 1968.  “Foi uma emoção tão grande quando ouvi os apresentadores Albuquerque Pereira e Carmen Tovar anunciarem meu nome como a nova Miss Pernambuco. E como todas, cheguei às lágrimas. Foi um momento inesquecível”, confessa Maria Eunice  Mergulhão, atualmente vivendo ao lados dos filhos Pedro, Henrique, Gustavo e Patrícia, num bonito apartamento  em Boa Viagem, e cuidando dos seus negócios. Ela não soube definir como e por que entrou no concurso de Miss Pernambuco, mas não vacilou em dizer que se sua filha Patrícia quiser concorrer ao Miss Pernambuco será totalmente a favor. “Darei a maior força, como minha mãe o fez quando os amigos me inscreveram no concurso como Miss Clube Intermunicipal  de Caruaru.”
      Maria Eunice Mergulhão Maciel não nasceu em Caruaru, e sim em Belo Jardim, no dia 22 de junho. É desquitada e tem um grande sonho: “fazer uma volta ao mundo”. Tinha dezessete anos incompletos quando se tornou a rainha da beleza dos pernambucanos, “nunca pensei em ser Miss. Desfilava em Caruaru em festas beneficentes. Todavia, um dia, a Miss Pernambuco de 1967, Vera Maria Silva, foi a Caruaru e os amigos me apresentaram  a ela como a futura Miss Pernambuco. Fiquei meio sem jeito com o papo, mas depois aquele sonho tomou conta de mim, e três meses depois desfilava no Intermunicipal de Caruaru como sua representante no Miss Pernambuco.”
     Maria Eunice permanece bonita e seu descobridor, o jornalista Cervantes, vaidoso em ter conseguido a segunda vitória no concurso – a primeira foi a caruaruense Dione Oliveira, que conseguiu um segundo lugar no Miss Brasil – chega a confessar que “Nicinha nunca foi uma aproveitadora, participava das festas sem cobrar cachê, nem pedia vestido ou dinheiro. Ia porque gostava.”
     Então fizemos uma viagem ao passado exatamente no dia em que Maria Eunice, então com 16 anos, 11 meses e oito dias, se consagra Miss Pernambuco de 1968 e está posando com a segunda colocada, Gisoneide Diniz, de Arcoverde, e as terceiras classificadas (houve um empate, Rosa Maria Bastos, do Português, com Naida Lins de Albuquerque, do Sport). “Desfilei com um modelo vermelho, bem decotado, desenhado por Marcílio Campos e costurado por Nícia Barbalho. Era lindo meu vestido. Aliás usei-o novamente no Miss Brasil, lá no Maracanãzinho. E logo no início senti que a noite estava para mim.”

O Cruzeiro, 29/06/1968. Acervo: DML/Passarela Cultural

           Com 1,68 m de altura, 58 quilos, 79 cm de busto, 62 cm de cintura e 95 de quadris, ela fazia o tipo violão, bem à Marta Rocha, “e com um maiô Catalina, o maiô das misses” – brinca Nicinha, imitando os apresentadores do concurso – estampado recebeu a faixa, a coroa, mais de um milhão de cruzeiros e a responsabilidade de representar Pernambuco no Miss Brasil.  Sem namorado, pois tinha acabado o romance dias antes de ser Miss, renovando após o concurso, “ele tinha tanto ciúme de mim que decidimos terminar de uma vez por todas”. Maria Eunice brilhou ao retornar à sua terra, “desfilei pelas ruas da cidade, em carro aberto. Foi uma emoção tão grande, que ainda permanece viva em meu pensamento. Era muito jovem, cheia de sonhos e sem maldade. Via naquilo tudo uma fantasia, como no cinema. Era uma espécie de Alice no País das Maravilhas. Ate as cantadas eu pensava que eram galanteios, mas sempre fui firme nestes casos. Os amigos me alertaram logo: cuidado com os tarados e os aproveitadores, e por conta disso me tranquei numa redoma. As cantadas agressivas levava na brincadeira e as mais inteligentes as  descartava da mesma maneira.
     Tudo isso para Maria Eunice era um sonho. “Imagine uma jovem do interior que trabalhava na Cooperativa do Banco Popular de Caruaru, de repente ser cortejada e sair viajando pelo Brasil. Primeiro fui participar do Miss Bahia, cuja vitoriosa, Martha Vasconcellos, foi eleita Miss Brasil; depois do Miss Brasília; do Miss São Paulo e finalmente do Miss Brasil, tudo foi fascinante”, conversa. Mas nada disso fez com que Maria Eunice mudasse de rumo, “era muito bonito aquilo tudo, mas sabia que iria terminar e estava preparada para isso”.  Hoje, distante daquele dia que mudou sua vida, curte os momentos, as fotos, as reportagens que foram publicadas nas revistas e jornais. “Guardo tudo que sai comigo”, confessa. E, de fato, Nicinha, como é chamada carinhosamente, mostra álbuns e álbuns sobre o concurso e sobre seu momento atual.
      Vinte anos depois, Maria Eunice permanece a mesma, brincalhona, alegre, bonita, uns quilinhos a mais e com muitas lembranças daquele tempo. Tristezas do concurso não guarda, “conservo as horas felizes e se pudesse concorreria novamente ao Miss Pernambuco”, apesar de reconhecer que mudou muito. “As moças entram visando promoção e ganhar muito dinheiro como modelos. Eu não, entraria apenas pelo clima, pelas amizades que fazemos e pelas viagens. Antigamente, as jovens só pensavam em arranjar um marido rico e virar mulher de sociedade”, explica Maria Eunice.  Seus filhos adoram quando ela fala da época “e ainda hoje quando me preparo para ir a uma festa eles fazem coro dizendo que estou linda. São meus maiores fãs”. Nunca se afastou dos concursos de beleza, “este ano fui chaperone do Miss Pernambuco, tenho um bufê e atuo  no ramo imobiliário. Já tive confecções e boutique em Belo Jardim,  quando era casada”.
      E como toda jovem do interior, de antigamente, sabe cozinhar, costurar, bordar “e desenho modelos, quando tenho tempo, para mim. Desenhei muito quando tinha a confecção infantil, a Tita’s. Atualmente prefiro prestigiar os figurinistas da terra, é mais cômodo. Adorei ser Miss Pernambuco e tudo o que o concurso me proporcionou, até mesmo os fatos desagradáveis,  pois me ajudaram a crescer interiormente.

     
Imagem: Arquivo/Fernando Machado
      Maria Eunice Mergulhão é uma consumidora despojada de grifes, não se liga  em nomes, mas no seu click de mulher.
Tênis – Adoro, principalmente quando acompanho meus filhos nos esportes.
Roupa – Gosto da esportiva e da clássica e não me ligo em grifes. Ficou bem em mim, e pronto, me ganhou.
Personalidade – Minha mãe, Estela Mergulhão.
Homem mais bonito – Alain Delon.
Melhor presente – Flores, principalmente rosas vermelhas.
Medo – Rã.
Sonho de consumidora – Viajar pelo mundo para rever Paris e Genebra.
Meias – Christian Dior.
Comida – Pratos frios, adoro saladas.
Cidade mais bonita do mundo – Paris, Genebra e Rio.
Cidade preferida – Era o Rio, mas com a onda de violência que assola a cidade, prefiro agora o Recife.
Bebida – Coquetel de frutas.
Coca Cola ou Pepsi Cola - Coca, a outra é muito doce.
Perfume – Não tenho preferência por marcas, prefiro os suaves.
Óculos – Não tenho preferência por grifes. Gostei fiquei.
Uma Miss – Martha Vasconcellos.
Xampu – Qualquer um para cabelos oleosos.
Desodorante - Não tenho preferência.
Maquilagem – Como as misses de outrora, Helena Rubinstein.
Bijuterias ou joias – Ambas. Sou filha de cigana, dizem, pois adoro balangandãs.
Restaurante – Marruá.
Restaurante que não gosta de ir – Os agitados demais.
Filme inesquecível – A Noviça Rebelde.
Atores e Atrizes - Marlon Brando, Tarcísio Meira, Julie Andrews e Fernanda Montenegro.
Programa de televisão – Noticiários, Hebe e filmes, principalmente os da Sessão da Tarde.
Música –  “Deslize”, de Fagner.
Compositor – Chico.
Sabonete – Lux e Phebo.
Cantor (a) -  Roberto Carlos e Elba Ramalho.
Times – Sport e Central.
Escola de Samba – Mangueira.
Pasta de dente – Colgate ou Kolynos
Religião – Católica, mas de repente surgiu em mim meu lado de espírita kardecista
Santo de devoção – Nossa Senhora da Conceição
Jogador – Renato Gaúcho
Frase - “Compartilhar com amor é o segredo da verdadeira amizade”.
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Em 1971, dirigida pelo seu primo Cleto Mergulhão, a Miss PE 1968 foi protagonista do filme O Último Cangaceiro
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Em trajes típicos, da esquerda para a direita, Eunice Mergulhão, Miss Pernambuco; Maria de Fátima de Souza Acris, Miss Amazonas; e Cláudia Virgínia Lisboa, Miss Alagoas. 

     Tenho num dos meus álbuns de recortes, uma página autografada, acima, por Eunice Mergulhão, em 18/10/1991, ocasião onde tive oportunidade de testemunhar sua meiguice e ouvi-la falar do seu tempo de rainha da beleza. A última vez que a vi foi em Caruaru, na noite da realização do Miss PE 2001, vencido por Débora Daggy.

Imagens: revista O Cruzeiro

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     Possuo um exemplar do livro Noite Contra Noite, Editora Civilização Brasileira S.A. - Rio de Janeiro, 1965, de José Condé (1917-1971), pernambucano de Caruaru. Na minha fantasia, este volume é o mesmo que fez parte do traje típico de Eunice. Na minha fantasia, o livro está impregnado do eco das vozes da multidão que lotou o Maracanãzinho na noite da eleição da Miss Brasil 1968. Não me lembro mais os detalhes do romance, mas vou reler Noite Contra Noite neste feriado de 21 de abril, estimulado pelas lembranças que guardo de Maria Eunice Mergulhão Maciel, Miss Clube Intermunicipal de Caruaru, Miss Pernambuco 1968. 



        Ao finalizar esta Sessão Nostalgia, abri aleatoriamente o livro de José Condé e encontrei na página 37 um trecho que diz muito da condição humana: 
      Sete minutos depois, estava Urbano Tavares diante do espelho, penteando-se. Houve um instante, porém, em que interrompeu o gesto e ficou examinando com atenção a fisionomia que lhe era devolvida do outro lado: rugas, cabelos brancos, olhos, fundos e distantes, cansaço. 
      Qual seria a verdade do espelho? – pensou. A que se mostrava agora de maneira tão crua e impiedosa, ou a outra, a interior, que em vão tentava descobrir, através dos traços vincados pelos anos? Sorriu: “A outra está morta ou nunca existiu”. 
    Depois de viver toda uma vida, continuara sendo ele mesmo, desesperadamente

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VALE A PENA LER DE NOVO

Aqui termina mais uma edição de PASSARELA CULTURAL. 
As postagens que se seguem fazem parte da seleção das edições anteriores. 
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sábado, 12 de abril de 2014

LUA BRANCA E MANGA ROSA, MISTÉRIOS DOS CICLOS DA VIDA


MISTÉRIOS - E se a Lua fosse rosa como os frutos do meu pé de manga rosa? E se a manga rosa fosse como a Lua a espalhar prata nas ruas? Uma voz silenciosa grita baixinho: Talvez você não estivesse nesta noite tentando decifrar mistérios como no tempo de garoto. ***** E como a Lua vai ser sempre branca, e como minhas mangas serão sempre rosas, vou dormir conformado, enquanto o menino que fui vai permanecer acordado. 



CICLO DE VIDA – Como acontece diariamente nesta época do ano, encontro logo cedo no meu quintal os frutos que caíram do meu pé de manga rosa durante a madrugada. Faço deles a minha primeira refeição do dia em harmonia com o Cosmos. As mangas se despedem naturalmente do seu vínculo com a terra e se oferecem frescas e saborosas à orquestra da Vida. E enquanto sopra o Vento, mergulho nos mistérios da vida e da morte. 
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Daslan Melo Lima, Timbaúba, PE, abril de 2014.

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DE TIMBAÚBA PARA O MUNDO

CORREIO DE NOTÍCIAS



Já está circulando a nova edição do CORREIO DE NOTÍCIAS
Entre os assuntos envolvendo a cena social, cultural, política  e econômica timbaubense, destaque para o que se segue: 
Timbaúba completa 135 anos de história;
Ananda Gomes e Flávio Hybernon no ensaio fotográfico da Vitrine, com looks da Kara Nova;
Alga, Hilda, Lourdinha, Santina e Sofia, 5 mulheres e um destino;  
Colecionadores de Quadrinhos, a magia da nona arte.

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Clique no link a seguir e confira todo o conteúdo virtual da publicação, http://www.jcnoticias.net/


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UM FATO EM FOCO


Luciano Manoel Gomes, casado, três filhos, timbaubense, nascido em 08/05/1979, no Hospital Ferreira Lima,   mora em Curitiba, Paraná, e deseja  muito encontrar sua mãe biológica. Luciano foi entregue para adoção ao casal Albano e Sebastiana, na área conhecida como Serrinha, em Juripiranga, PB, quando tinha apenas um ano e seis meses de idade.  ***** Seus pais biológicos são Manoel Carreiro e Maria de Lourdes, naturais de Macaparana, PE. Sua mãe adotiva faleceu no ano passado e  hoje, mais do que nunca, tudo que Luciano deseja é encontrar sua mãe verdadeira. *****  Se alguém souber de qualquer informação, favor entrar em contato com o  blog Macaparana em foco, através do e-mail macaparanaemfoco@hotmail.com, ou  com o próprio Luciano Manoel,  através do Facebook, https://www.facebook.com/luciano.manoel1 .

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ARLEIDE GUERRA, TOP 100 DA EDUCAÇÃO 
Na quinta-feira, 11, no Golden Tulip Recife Palace, Arleide de Albuquerque Guerra, há cinco anos como secretária de educação de Timbaúba, recebeu o Certificado de Qualidade Total Brasil-Suiça, comenda destinada aos 100 vencedores das pesquisas de utilidade pública realizadas pela UBD, União Brasileira de Divulgações.  ***** A UBD busca dados nos ministérios, sites governamentais e depoimentos da população. Sua pesquisa leva em conta fatores relevantes como:   boa gestão, transparência na aplicação do dinheiro público, boas práticas administrativas nas áreas de educação, merenda escolar, transporte escolar, enfim, qualidade total nos serviços prestados. ***** Emocionada, Arleide Guerra declarou à PASSARELA CULTURAL que divide a honraria com toda sua equipe, salientando que o prêmio foi conseguido graças ao empenho do governo municipal,  professores e toda equipe da Secretaria de Educação de Timbaúba. ***** Na foto, Arleide e o prefeito Júnior Rodrigues. Foto: https://www.facebook.com/timbauba?fref=ts
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SESSÃO NOSTALGIA – A BIOGRAFIA DE MARTHA VASCONCELLOS ESCRITA POR ROBERTO MACÊDO, O LIVRO MAIS ESPERADO DO ANO

Daslan Melo Lima

     Talvez algum leitor esteja estranhando o título desta matéria, mas para mim e para centenas de pessoas do Brasil e do mundo, a biografia de Martha Vasconcellos, Miss Bahia, Miss Brasil e Miss Universo 1968, escrita pelo jornalista baiano Roberto Macêdo, é o livro mais esperado do ano. Com tantas rainhas da beleza que honraram a presença do Brasil em concursos internacionais, notadamente nos anos 50 e 60, nosso País tem uma dívida literária imensa para com a história do concurso Miss Brasil. O lançamento da biografia de Martha Vasconcellos ainda não está agendado, mas nesta edição estão algumas das preciosidades que o Roberto Macêdo postou em sua página no Facebook nos últimos meses, antecipando um pouco do muito que encontraremos na biografia de um ícone da beleza brasileira.

       Antes de formatar esta matéria, conversei com o Roberto e  perguntei :  “Amigo, esses recortes de jornais que você  tem postado no Facebook sobre Martha Vasconcellos dariam uma boa Sessão Nostalgia. Como não sei os que serão publicados no seu livro, o que me diz?”. Resposta do Roberto: “Daslan, pode publicar o que você quiser. Acredito que não haverá nenhum problema. Além do que, se eu publiquei na internet é porque não há qualquer inconveniente de se tornarem "públicos". Abraço.” 

  
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"Martha foi substituída nos três títulos por belezas diferentes: No Miss Bahia, a mulata Vera Guerreiro, Miss Clube dos Bancários, falecida precocemente em 2006. No Miss Brasil, a loura Vera Fischer. No Miss Universo, a filipina Gloria Diaz".
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"Era o maiô com cristais que ela encerrava os desfiles durante o Catalina Tour, por diversos estados americanos entre março e maio de 1969.  Durante os três meses do Catalina Tour, Martha usava esse maiô encerrando os desfiles. E foram muitos, por todo os EUA. Essa foto quem enviou para ela foi June, a acompanhante designada pela Catalina. Mas ela não especificou onde."
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"Hoje concluímos o trabalho de coleta de dados. Passei o dia com a nossa Miss Universo tirando todas as dúvidas, esclarecendo fatos, cuidando de detalhes. Só de gravação foram mais de três horas. Agora, o texto final. Obrigado Deus! Obrigado às mais de 50 pessoas que tiveram a boa vontade de reservar um espaço do seu tempo para contribuir com esse trabalho."

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"Algumas pessoas de fora da Bahia me perguntam sobre o painel com as personalidades baianas que está no plenário da Assembleia Legislativa. Aqui está uma visão. As sereias (ou Iemanjás) na parte de baixo do painel são Martha Vasconcellos, Martha Rocha, a modelo Luana de Noailles e Daniela Mercury.  Depois de pintar esse painel gigantesco, o artista Carlos Bastos fez uma réplica do detalhe de Martha Vasconcellos e a presenteou. Esse quadro ficou durante vários anos na sala da casa de Martha. Depois que ela foi para os Estados Unidos, o quadro seguiu para a casa da filha dela, Leilane, onde permanece até hoje." ***** Detalhe: "o painel original foi perdido num incêndio, em 1978. Na restauração, em 1993, Daniela foi incluída."
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Martha Vasconcellos, Miss Bahia 1968, ladeada por Adelina Martha Mansinho (loira, Instituto de Estudos Califórnia - 2º lugar) e Ionê Marques Jacobina (Clube dos Bancários - 3º lugar).
"Véspera de embarque para o Rio de Janeiro, para a disputa do Miss Brasil, Martha Vasconcellos foi homenageada com um coquetel no Palácio do Governo, em Ondina. Na foto, com o governador Luís Viana Filho, um neto dele, o prefeito Antônio Carlos Magalhães e a esposa do governador, dona Julieta (Juju) Viana. Naquele tempo as misses tinham prestígio..."
Roberto Macêdo com o poster gigante da publicidade da revista Manchete, edição da cobertura do Miss Universo.
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Roberto Macêdo com uma das mais lindas fotos de Martha, na cabine do piloto do avião da Cruzeiro do Sul, que a trouxe com a coroa da beleza universal.
Álbum da chegada de Martha Vasconcellos como Miss Universo. Na escada do avião estão Martha Rocha (Miss Bahia, Miss Brasil e vice-Miss Universo 1954)  e Maria da Glória Carvalho (Miss Guanabara, terceira colocada no Miss Brasil e Miss Beleza Internacional 1968). 
O álbum de casamento, feito pelo famoso fotógrafo Aszmann e vestida por Jérson Karl.

"Amigos, estou muito feliz porque realizamos uma reunião com o nosso editor para definir datas. (...)  Fica aqui o meu grande agradecimento à biografada, pela sua generosidade de abrir o seu coração e disponibilizar-me todo o seu acervo, com toneladas de material fantástico! São jornais e revistas de todo o mundo, milhares de fotografias e documentos impensáveis. Muito obrigado, Martha, pela confiança e pelo desprendimento com total generosidade. Que eu e o Universo saibamos lhe retribuir. O Universo, com muita alegria a inundar o seu coração. E eu, com um texto à sua altura. Amém, que DEUS me ajude! "

Acima, primeira página do Diário de Notícias. Abaixo, destaque da Folha de São Paulo, de 28/07/1968.

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       Uma das últimas postagens do Roberto foi o recorte acima, assinado pelo jornalista Heron Domingues (1924-1974),  do Diario de Notícias, edição de 26/07/1968, falando de uma nota que João Alberto tinha divulgado no Diario de Pernambuco, dizendo que Martha Vasconcellos teria nascido em Caruaru, PE.  Eu me lembro quando o assunto explodiu como uma bomba na capa do Diario de Pernambuco. Quando Martha veio ao Recife para um desfile no Clube Português, meses depois de eleita Miss Universo, sua declaração foi uma aula de diplomacia. Tranquila e com o seu sorriso franco afirmou: "Se eu tivesse nascido em Pernambuco teria muito orgulho, tanto quanto tenho de ser baiana."




             E enquanto o mês de abril desfila na passarela do tempo, contemplo Martha ao lado da obra de Carlos Bastos (1925-2004), retratando-a como Sereia-Iemanjá, na revista Fatos & Fotos, de 16/07/1984, uma das preciosidades do meu acervo. 
           E enquanto o mês de abril desfila na passarela do tempo, aguardo ansioso a data do lançamento do livro.  Paixões são paixões, simplesmente paixões, não se explicam. Venho dizendo isso há muito tempo.

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quinta-feira, 10 de abril de 2014

SPORT CLUB DO RECIFE, UM ORGULHO NORDESTINO

FILIAL DA ILHA - Timbaúba, PE, Rua de São Pedro, noite da quarta-feira, 09, acabou se tornando uma espécie de filial da Ilha do Retiro. Centenas de torcedores acompanharam o jogo entre o Leão e o Ceará, na final da Copa Nordeste, através de um telão localizado na esquina do Bar do Ivaldo. Resultado: 1 x 1, placar que dei o título ao Sport Club do Recife. Quando a disputa terminou, o pessoal saiu em carreata pelas principais ruas da cidade. 


AO SABOR DA BRISA - Depois da meia-noite, a brisa mansa convidava para uma celebração tranquila. Os transportes de duas rodas foram conduzidos devagar, bem devagar, para satisfação do Vento que tem espírito esportivo e respeita todas as torcidas e todas as cores.  

TODOS OS CORAÇÕES - O título da Copa Nordeste voltou a ser do Leão da Ilha, assim como em 1994, assim como em 2000. O Sport Club do Recife é um orgulho nordestino. Os demais clubes de futebol da região também são. No futebol, como em qualquer outra modalidade esportiva, a educação, o respeito e o bom senso deveriam nortear todas as ações, todas as torcidas, todas as cores, todos os corações...
Diario de Pernambuco, 10/04/2014
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Jornal do Commercio, Recife, 10/04/2014 
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Diario de Pernambuco, Recife, 11/04/2014
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