SANTINA PESSOA BEZERRA, A DONA SANTA, UM EXEMPLO TIMBAUBENSE DE VIDA

SANTINA PESSOA BEZERRA, A DONA SANTA,  UM EXEMPLO TIMBAUBENSE DE VIDA
Confira na secção de TIMBAÚBA PARA O MUNDO a missão de Dona Santa, fundadora e diretora da CRECHE MÃE RAINHA, responsável pelos cuidados de 90 crianças. ***** Foto: DML

sábado, 21 de novembro de 2009

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PASSARELA CULTURAL - EDIÇÃO Nº 257 - Semana de 22 a 28 de novembro de 2009
Editor: Daslan Melo Lima
Timbaúba - Pernambuco - Brasil

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Confira nesta edição:

- Eu Chorarei Amanhã
- Agenda & Memória, dezesseis anos da morte de Grande Otelo
- Fatos e fotos da cena cultural de Timbaúba e Recife
- De Alagoas para o Mundo, a morte do Dr. Neto
- Sessão Nostalgia, Esmeralda Barros, vice-Miss Renascença 1964
- E mais... muito mais...

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O blog PASSARELA CULTURAL é a coluna sociocultural do site de entretenimento TIMBAFEST, www.timbafest.com.br, criada em 02/07/2004, e do jornal pernambucano-paraibano CORREIO DE NOTÍCIAS.
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EU CHORAREI AMANHÃ

Daslan Melo Lima

O título desta crônica também é o nome em português do filme “I'll Cry Tomorrow”, de 1955, dirigido por Daniel Mann (1912-1991), com Susan Hayward (1917-1975) no papel principal.

O título desta crônica também é o nome de um samba de Raul Sampaio (81 anos completados no dia 06 de julho) e Ivo Santos (84 anos feitos em 12 de janeiro), sucesso do carnaval de 1958, gravado por Orlando Silva (1915-1978).

Mas não estou aqui para falar do filme, tampouco para falar do samba. Estou aqui para falar de um daqueles momentos que tomam conta de mim e de todo ser humano. Daquela vontade de abrir devagarzinho as gavetas que estão trancadas no fundo da minha alma e que, de vez em quando, pedem para ser abertas e analisadas.
Mas há um problema. Se eu abrir determinadas gavetas será impossível não chorar. E eu não quero chorar nesta ensolarada manhã de novembro. Minhas lágrimas não vão combinar com a claridade lá de fora.

O filme “Eu Chorarei Amanhã” mostra o drama de uma jovem estrela da Broadway que ao ficar viúva se torna alcoólatra. Sua vida se transforma um caos e ela tenta o suicídio. O quadro sombrio muda quando aparece um grande amor em sua vida, disposto a ajudá-la a reverter os infortúnios.

A letra do samba “Eu Chorarei Amanhã” é curta e objetiva. Diz apenas:

Eu chorarei amanhã
Hoje eu não posso chorar
Eu chorarei amanhã
Hoje eu não posso chorar

Um dia é pra gente sofrer
O outro é pra desabafar
Eu chorarei amanhã
Hoje o que eu quero é sambar.


Não desejo me estender em reflexões sobre o filme e tampouco em reflexões sobre o samba. O ideal seria abrir minhas gavetas interiores, mas optei não abrir nenhuma delas nesta ensolarada manhã de novembro. Prefiro que fiquem fechadas guardando segredos de amores, desamores, sonhos, pesadelos, ilusões e desilusões.

Não quero chorar nesta ensolarada manhã de novembro. Minhas lágrimas não vão combinar com a claridade lá de fora.

Eu chorarei amanhã.

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AGENDA X MEMÓRIA

AGENDA, NOVEMBRO 2009

21 · Dia da Homeopatia - Dia das Saudações
22 · Dia do Músico
25 · Dia Nacional do Doador de Sangue
27 . Dia do Técnico da Segurança do Trabalho
28 · Dia Mundial de Ação de Graças

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MEMÓRIA, 26 de novembro de 2009, dezesseis anos da morte de Grande Otelo.

GRANDE OTELO, ator, cantor e compositor, nome artístico de SEBASTIÃO BERNARDES DE SOUZA PRATA, nasceu em Uberlândia, Minas Gerais, em 18/10/1915. Quando seu pai morreu esfaqueado e a mãe, uma cozinheira que trabalhava com o copo de cachaça ao lado do fogão, casou outra vez, Grande Otelo aproveitou a visita de uma Companhia de teatro mambembe a Uberlândia para escapulir. A diretora do grupo, Abigail Parecis, o adotou "de papel passado" e o levou para São Paulo.

Em seu novo lar, tinha a tarefa de levar a filha de dona Abigail às aulas de piano. Mas Otelo fugiu de novo e, após várias entradas e saídas do Juizado de Menores, foi adotado, mais uma vez, pela família de Antonio de Queiroz, político influente da época. Dona Eugênia, mulher de Queiroz, tinha ido ao Juizado atrás de uma garota que a ajudasse na cozinha. O administrador do albergue sugeriu que levasse o negrinho fujão que sabia declamar, dançar e fazer graça. Os Queiroz o colocaram no Colégio Sagrado Coração de Jesus, de padres salesianos, onde estudou até a terceira série ginasial.

Nos anos 20, Grande Otelo integrava a Companhia Negra de Revistas, cujo maestro era Pixinguinha. Em 1932, entrou para a Companhia Jardel Jércolis (pai do ator Jardel Filho e um dos pioneiros do teatro de revista), quando ganhou o apelido que o consagrou. Os amigos o chamavam Pequeno Otelo, por razões óbvias, mas ele preferiu o pseudônimo de The Great Othelo, em inglês mesmo, que já era moda na época. Depois traduziu para o português.

Em 1942, participou de “It's all true”, filme realizado por Orson Welles no Brasil. Em “Fitzcarraldo” (1982), do alemão Werner Herzog, filmado na selva do Peru, quase enlouqueceu o ator Klaus Kinski que tinha o ego do tamanho da Amazônia. Otelo precisava fazer uma cena em inglês, mas resolveu falar espanhol, idioma que Kinski desconhecia. Irado, Kinski retirou-se do set. Quando o filme estreou na Alemanha, aquela foi a única cena aplaudida pelo público, contou depois o diretor Herzog.

Uma tragédia abalou a vida de Grande Otelo: sua mulher matou o filho do casal, de seis anos de idade e se suicidou. As filmagens de “Carnaval no Fogo” foram abaladaa. Otelo filmou a cena em que fazia o papel de Julieta e Oscarito o de Romeu, sem saber de nada. Abalado, afastou-se da filmagem e só assistiu a cena quase trinta anos depois.

Em 26/11/1993, um ataque do coração fulminou o pequeno Grande Otelo, a caminho de Paris, para uma homenagem que receberia no Festival de Nantes.

(Fonte: www.memoriaviva.com.br

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PAUSAS EM PASSARELA

REFLEXÃO

Com dinheiro podemos comprar muitas coisas, porém não o que há nelas de essencial para nós. Prorporciona-nos comida, porém não o apetite; remédios, porém não saúde; conhecidos, porém não amigos; criados, porém não servidores leais; dias alegres, porém não felicidade e paz.
- H. Ibsen

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HUMOR

- Uma vez vi-me frente a frente com um tigre... e a única arma que portava era uma simples bengala !
- Santo Deus ! E o que fizeste?
- Provoquei a fera; toquei-he de leve na cabeça e afastei-me calmamente.
- Mas onde foi isso?
- No jardim zoológico.


(Almanaque Capivarol 1962)

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ESTILO E ELEGÂNCIA

Para elas e eles: A boa e velha combinação Jeans + Camiseta regata é unânime, mas cuidado. Se você tem aquela gordurinha não fica tão legal. Troque a regata por uma camiseta com mangas.

Para elas: Mesmo no visual básico, você pode dar um charme na boa e velha Camiseta regata. Aposte nos acessórios, bijus, lenços... Personalize seu look, com a sua cara. Para dar uma alongada na silhueta, use um colar comprido. Se preferir dar um toque mais casual, use lenço no pescoço. Para deixar o visual mais sofisticado, aposte em acessórios mais caprichados: um bom salto, uma bolsa, um cinto mais elaborado, bijus finas... Todos dão um charme especial a qualquer visual básico.

(Fonte: TQT)

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ETIQUETA

No Táxi: - As senhoras sentam ao lado esquerdo e o homem à direita. Sabemos de antemão que é o cavalheiro quem abre a porta para as senhoras entrarem e saírem.

Na Escada
: - Sempre o homem sobe à frente ou a senhora ao seu lado na descida, o contrário é o exigido. Para uma senhora idosa o homem deve procurar ajudar, mas sem melindrá-la. Há pessoas idosas que detestam ser ajudadas.

(Maria Cândida Gonzaga Chedid)

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PORTUGUÊS

Tampouco ou tão pouco?

Tampouco é advérbio de negação equivalente a "também não", "muito menos".
É incorreto usar-se a conjunção "nem" antes de tampouco. "Nem" tem o mesmo significado de "e não". Desse modo, a expressão "nem tampouco" torna-se pleonástica, eqüivalendo a "e não, também não", repetindo-se a idéia de negação duas vezes com palavras diferentes.

Também não se deve confundir "tampouco" com a expressão "tão pouco", cujo sentido é o de "pequena quantidade", "diminuto", "escasso".


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FUTEBOL

TAPETE VERDE

Djalma Junior
djalmajunior9@hotmailcom
www.timbacult.com

Náutico venceu o freguês, mas não adiantou

O Náutico foi a São Paulo enfrentar o poupado e desmotivado Timão. O Corinthians, que nos últimos dois anos têm levado a pior contra os clubes pernambucanos, mesmo jogando em casa, teve que encarar um dos seus conhecidos carrascos, Carlinhos Bala, que marcou o gol do empate em 2 x 2.
Depois Aílton foi puxado fora da área e caiu dentro da mesma cavando o penalty a favor do alvirrubro. O mesmo Aílton cobrou com extrema frieza e tranqüilidade, com paradinha e tudo, decretando a vitória do timbu.
A vitória não adiantou muito por que os outros resultados não favoreceram o clube que ainda sonha para sair da degola.

Desânimo na Ilha do Retiro

O Botafogo venceu o São Paulo, o Santo André venceu o Havaí, e o Fluminense veio ao Recife apenas para conquistar mais uma vitória e Fred para manter sua média espetacular de 11 gos em 12 jogos.
O jogo na Ilha foi apenas mais uma reprise das outras derrotas rubro negras, o mesmo filme com o mesmo desfecho. No primeiro tempo, o Leão perdeu algumas oportunidades de gol e no segundo teve um jogador expulso. Zé Antonio marca um gol contra, num contra ataque rápido, Fred marcou o segundo e Conca, argentino de muita raça e habilidade, que em momento algum se entregou quando o Flu estava praticamente rebaixado, fechou a goleada quando o Leão já estava entregue dentro de campo, rezando para a partida terminar logo.
Há quem diga que o Sport abriu para que o Náutico fique cada vez mais certo da queda, e da maneira como os atletas andavam dentro de campo no segundo tempo, dá para desconfiar, mas acho que nem precisava abrir. O desânimo é tão grande na Ilha que a derrota foi normal, afinal o Sport se desmotiva até quando tem que jogar uma partida após ter conquistado um título, imaginem quando já está rebaixado.

Copa Pernambuco

Pela Copinha Pernambuco, Santa-cruz e Central empataram em 2 x 2 em disputa da primeira partida decisiva entre os dois. A patativa perdeu a grande chance de sair em vantagem nas decisões. No segundo jogo no Arruda, o Santa deve conquistar facilmente o título, afinal o Central é o cavalo paraguaio do futebol pernambucano.

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Mão de Deus, Mão de Imperador e Mão de Safado

Joaquim Lo Prete Porciúncula
www.jocafuteblog.blogspot.com

- Thierry Henry tem 32 anos. Já passou pelos principais clubes das principais ligas europeias. Jogou três Copas do Mundo. Experiência, tem para dar e vender. Mas, fazer o que ele fez, sem dúvida nenhuma é inaceitável.

Uma coisa é fazer, e assumir no momento. Maradona assumiu no final do jogo. Adriano, no intervalo. Henry? Dois dias depois.

Henry foi sacana. Tirou uma Seleção que merecidamente deveria ir à Copa.
Agora ele pode até dizer que a partida deve ser remarcada. Pois ele, de 13 anos de carreira, sabe que a partida não voltará a acontecer. Ele, de 13 anos de carreira, 32 de vida, deveria ter vergonha na cara. E que merece ser punido. E, ao meu ver, não deve ir à África do Sul.

Como disse Juca Kfouri "Existem muitos Simons espalhados pelo mundo"

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DE TIMBAÚBA PARA O MUNDO

SANTINA PESSOA BEZERRA, A DONA SANTA, UM EXEMPLO DE VIDA TIMBAUBENSE

Santina Pessoa Bezerra, 85 anos, criadora e diretora da Creche Mãe Rainha, merece o apelido que há muitos anos lhe deram: Dona Santa. Quarta filha de uma família de onze irmãos, sempre teve um sonho: ser freira, mas o pai proibiu que ela entrasse para um convento. Em compensação, não casou e dedicou sua vida às causas sociais.

Detentora da honraria "Troféu Madalena Arraes", como uma das mulheres destaques do ano de 2009, seu sonho é o de ver a sede da Creche Mãe Rainha ser construída no terreno de 1.780m2, existente nas imediações da Vara do Trabalho de Timbaúba. Com a fé que ela tem em São José, de quem é devota, ninguém duvida que vá conseguir realizar esse sonho.

Por enquanto, a Creche Mãe Rainha, responsável por 90 crianças, ocupa um belo casarão na Praça Jarder de Andrade, imóvel gentilmente cedido a Dona Santa por uma das figuras femininas mais queridas e generosas de Timbaúba, Milinha, como é carinhosamente chamada a esposa do Sr. Luismar Melo.

Além do apoio excepcional de D. Milinha, a Creche Mãe Rainha subsiste graças às colaborações e doações de pessoas da comunidade. A propósito, no dia 13 do próximo mês, a partir das 14 horas, no Hotel Chalé O Recanto, haverá um Festival de Tortas com renda destinada ao pagamento do 13º salário dos professores da Creche. A senha custa apenas 5(cinco) reais e a sua participação é muito importante.

Santina Pessoa Bezerra, 85 anos, criadora e diretora da Creche Mãe Rainha, merece o apelido que há muitos anos lhe deram: Dona Santa. Sua vida é um exemplo de como cada um de nós, dentro das condições da caminhada, pode contribuir para a construção de um mundo melhor.

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ADVOGADOS TIMBAUBENSES EM CAMPANHA, A CHAPA DE HENRIQUE MARIANO E CARLOS EDUARDO


Na quinta-feira, 26, em todo estado de Pernambuco, haverá eleições para as diretorias da OAB, Ordem dos Advogados do Brasil, secção de Pernambuco e devidas subsecções. Na foto, Henrique Mariano, candidato a Presidente da OAB-PE; Patrícia e Carlos Eduardo Velôso Coutinho, o Duduka, candidatos a vice e a presidente da subseccional da OAB em Timbaúba.

Na segunda-feira, 14. no Restaaurante Taiwan, aconteceu uma palestra seguida de um categorizado jantar, oportunidade onde Jayme Asfora, atual Presidente da OAB-PE, falou das suas convicções e do apoio dado ao advogado Henrique Mariano. Outras personalidades se manifestaram tais como Carlos Eduardo, o Duduka, Patrícia Costa e Henrique Mariano. Atuando na recepção, Aurinha Machado e Rafaela Jordão, acadêmicas do curso de direito da Faculdade de Timbaúba. Abaixo, uma seleção de imagens feitas durante o evento.






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ADVOGADOS TIMBAUBENSES EM CAMPANHA, A CHAPA DE JULIO OLIVEIRA E KLEBER

Julio Oliveira, candidato a Presidente da OAB-PE, chapa de oposição, está sendo aguardado em Timbaúba antes do dia da eleição. Enquanto isso, Kleber, candidato a Presidente da OAB-PE, subsecção de Timbaúba, em plena campanha, recebe o apoio da atual Presidente Josefa Fulgêncio, a conhecida Dra. Finha.
Abaixo, cartaz da campanha de Julio Oliveira e fotos do Dr. Kleber ao lado das advogadas Elvira e Finha.

DE ALAGOAS PARA O MUNDO

FALECEU HOJE JOSÉ PEREIRA NETO, DR. NETO

Por Antônio Neto, de São José da Laje, AL, em 20/11/2009,
www.antonionetoxxi.blogspot.com/

É com pesar que informo aos meus conterrâneos ausentes e presentes que faleceu nas primeiras horas de hoje, aos 57 anos de idade, o médico e pecuarista José Pereira Neto, mais conhecido entre nós como Drº Neto, filho do senhor "Juca de Moça".

Drº Neto, como era mais conhecido, nasceu em 25/12/1952. Foi um presente de natal para sua família. Viveu toda sua vida em São José da Laje, excetuando-se aí o período em que se dedicou aos estudos. Filho do "Seu Juca de Moça", pertencia a uma família de pecuaristas muito respeitada e conhecida por todos, desde o início do século passado. Seu pai, ainda vivo, assim como ele, representavam uma classe de pessoas conhecidas por sua firmeza de palavra e honra nos negócios em que eram partes.

Aqui, em São José da Laje, Drº Neto foi político, tendo assumido por três legislaturas a vaga de vereador no nosso parlamento municipal. Seu sonho era ser prefeito em nossa cidade e devido a isso aliou-se com as mais diversas correntes políticas lajenses. Recentemente, fora candidato a vice-prefeito em 2004 pelo PT, na chapa encabeçada por Márcio Lyra (Dudui), naquela eleição derrotado pelo ex-prefeito Paulo Roberto, o Neno da Laje.

Como retaliação, a portaria de nº 1, do Gabinete do Prefeito, em 01/01/2005: devolução do médico José Pereira Neto (Drº Neto) ao governo do Estado de Alagoas (onde era funcionário). Sinceramente, acredito que o Neno não tem muito o que se orgulhar deste ato, uma vez que se mostrou um mau ganhador, tanto quanto os maus perdedores que existem na política brasileira.
Devido a isso, o médico Drº Neto ultimamente desempenhava suas funções na vizinha cidade de Ibateguara, acredito também em sua casa, como é natural aos médicos aqui residentes quando procurados pelos lajenses.

Trabalhamos Juntos

Em 2000, o então aliado do prefeito Neno (gestão 1997-2000) Drº Neto substituiu a Drª Maria do Socorro Teotônio (Drª Maria) a frente da Secretaria Municipal de São José da Laje. Neste momento foram entregues equipamentos tais como balanças e mochilas além da apresentação do novo secretário.
Mais tarde, já durante a administração de Luiz Daniel (2001-2003) e Dudui (2003-2004), trabalhamos na Equipe de Saúde da Família do Centro 2, cuja sede é até hoje na Av. Arlinda Véras. Como médico da equipe de saúde já havíamos trabalhado antes durante alguns meses na Equipe de Saúde da Família do Juriti, mas a experiência foi maior desta última vez.


..........José Pereira Neto, Dr. Neto, *25/12/1952,+20/11/2009..........


Casos e Causos

Drº Neto era uma figura alegre mas ao mesmo tempo firme. Em alguns momentos, entre uma visita e outra, conversava bastante conosco (eu era então agente de saúde).
Lembro-me que em um dos seus causos e casos ele contava que estudava em Maceió, numa época em que os rapazes "estudados" eram muito cobiçados para trabalharem no comércio, as pessoas com bons estudos eram poucas na época. Seu pai o havia enviado para a capital tão somente para estudar e voltar de lá "Doutor". Drº Neto jovem, resolveu, mesmo com a ajuda que seu pai lhe mandava, arrumar um emprego. Disse-me ele que um dia foi surpreendido por "Seu Juca" no seu posto de trabalho. Furioso por encontrá-lo trabalhando, quando deveria estar dedicado exclusivamente aos estudos, segundo ele seu pai lhe disse: "Quer trabalhar? Vamos lá pra fazenda! Eu mandei você aqui para ser Doutor não foi pra trabalhar de empregado numa loja não!".

Seu Juca deve ter ficado muito feliz porque seu filho amado tornara-se realmente um Doutor... E é pra isso que os pais trabalham mesmo não é? Dar aos filhos a melhor educação possível!

Paixão pela Terra

Drº Neto era um homem de vida simples apesar de médico e pecuarista não largava mão de um bom cavalo e de trabalhar todos os dias junto dos seus empregados nas suas propriedades. Quando arrendatário da fazenda, hoje do Sr. Reginaldo Batista, na entrada da cidade, era possível vê-lo as 6 horas da manhã "na lida" diária da fazenda. Era um verdadeiro "Doutor Cowboy".

Uma mensagem aos seus familiares

Recebi a triste notícia de que estava doente do próprio Drº Neto. Sempre animado o vi chegar ao meu local de trabalho triste, seu semblante não era o de costume, então cumprimentei-o e me disse que estava numa grande batalha. Falou-me de sua luta não como cliente da instituição financeira onde trabalho, mas como o colega do posto de saúde. Fiquei triste mas não demonstrei, apertei-lhe a mão e disse que venceria.

Hoje, dia 20 de novembro, estava eu chegando à agência do Banco do Brasil, em Colônia de Leopoldina, por volta das 8 horas, quando o colega conterrâneo nosso "Betão" falou-me de sua partida aos braços do Senhor Deus. Senti que a nossa Laje perdeu um grande cidadão, sem demagogia alguma. Liguei para meu ex-chefe, já aposentado e comuniquei o fato, lamentou que por estar no Recife não poderia vir a seu velório. Eu fui, mas não tive coragem de entrar e vê-lo como eu estarei um dia, no sono profundo do descanso eterno, e como vi gente que eu amava, não consigo ver um amigo partir e não saber o que dizer para confortar seus familiares, sinto-me impotente. Já perdi um irmão e sei a dor que sentem neste momento. Mas as pessoas que amamos são imortais, podem viver para sempre em nossos corações. Nossas boas lembranças os farão viver para sempre.

A fé em Deus confortará a todos.
Fica aqui minha homenagem ao amigo que partiu aos braços do Senhor Deus Jeová!

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SESSÃO NOSTALGIA - ESMERALDA BARROS, VICE-MISS RENASCENÇA 1964, A MULATA PRECIOSA

Daslan Melo Lima

Túnel do tempo, 1964. Época da revolução. João Belchior Marques Goulart (1919-1976) foi deposto do cargo de Presidente do Brasil por um golpe militar e em seu lugar assumiu o Marechal Humberto de Alencar Castelo Branco (1897-1967). Época de tensões em todo o território nacional. Mesmo assim, centenas de jovens estavam de olho no título de Miss Brasil.

O Clube Renascença tinha lançado nos anos anteriores lindas mulatas ao título de Miss Guanabara, aplaudidíssimas na passarela do Maracanãzinho: Dirce Machado, em 1960, quarta colocada; Iara Santos, em 1961, quinto lugar; e Aizita Nascimento, em 1963, sexta colocada. Para muitos, todas elas tinham condições de ter sido eleitas e mereciam colocações melhores.

O Clube Renascença contava naquele 1964 com duas mulatas sensacionais, dispostas a repetir o sucesso de suas antecessoras e até de ultrapassá-las: Esmeralda Barros e Vera Lúcia Couto Santos. A primeira era a preferida do público para o título de Miss Renascença, mas venceu Vera Lúcia Couto Santos, que depois seria Miss Guanabara, vice-Miss Brasil e terceira colocada no Miss Beleza Internacional.


















Trinta clubes participarão do Miss Guanabara 1964, recorde de inscrição clubística. Nesta vitrina estão algumas das mais fortes candidatas, inclusive Miss Renascença, a super Vera Lucia Couto dos Santos, que aparece na foto, ao lado, junto a Esmeralda, que era a favorita da platéia.
(Texto e foto: revista O CRUZEIRO, 04/07/1964. À esquerda, Vera Lúcia Couto e à direita, Esmeralda Barros)

A minha principal competidora era a Esmeralda Barros, que tinha uma enorme presença, um corpo belíssimo e grande traquejo de palco porque já tinha trabalhado em shows, etc. Mas eu terminei ganhando. E acho que foi muito mais na passarela do que em termos de plástica, beleza e tudo mais, sabe? Porque a Esmeralda tinha uma plástica respeitável, acontece que ela entrou na base de “já ganhei”, “eu sou a boa mesmo...”, “não tem pra mais ninguém”, e o público notou isso, o júri também e eu acho que aí ela perdeu.
(Depoimento de Vera Lúcia Couto dos Santos a Haroldo Costa, no livro Fala, Crioulo, Editora Record, 1982)

ESMERALDA BARROS, UM CORPO NATURALMENTE PERFEITO

Ninguém falava na época em retirada de costelas, cirurgias plásticas e aplicações de silicone para as Misses ficarem perfeitas. Tudo em Esmeralda Barros era natural.


(Foto: Richard Sasso, revista MANCHETE, 03/08/1968)


(Foto: Nélson Di Rago, revista INTERVALO, 18/08/1968)

ESMERALDA, DE ILHÉUS PARA O MUNDO

Esmeralda de Barros, nome abreviado de Esmeralda Barros, nascida em 1942, era natural de Ilhéus, Bahia. Antes do Miss Renascença tinha atuado como “girl” , espécie de dançarina, nos shows de Carlos Machado (1908-1992), o “Rei da Noite”, produtor de espetáculos musicais no estilo teatro de revista.


Esmeralda Barros em foto da revista O CRUZEIRO

Depois do Miss Renascença, Esmeralda Barros ingressou com todo entusiasmo na carreira artística. Atuou em mais de duas dezenas de filmes brasileiros e italianos, tais como : “Histórias de um Crápula”(1965), "As Cariocas" (1966), "Cristo de Lama" (1966), "O Homem Nu" (1968), "W Django!" (1971), "Anche Per Django le Carogne Hanno un Prezzo" (1971) e "Presídio de Mulheres Violentadas" (1977).

Na televisão, trabalhou nas telenovelas "Eu Compro Esta Mulher" (TV Globo, 1966), "Os Miseráveis" (TV Bandeirantes, 1967) e "Uma Esperança no Ar" (SBT, 1985).

Em 1976, foi capa e motivo de ensaio fotográfico na revista "Homem", publicação nacional que depois se tornaria a Playboy brasileira.

Durante o período que morou na Itália, a cada volta de Esmeralda ao Brasil, a imprensa dava a ela um tratamento digno de celebridade.

A PRECIOSA ESMERALDA

Encanto do verão carioca, ex-rainha da praia, antiga girl de Machado e quase Miss Renascença, agora ela é atriz.

Índia apache, mestiça, selvagem, cigana – ela pode ser tudo isso, dependendo da ocasião e do argumento do filme. Esmeralda pode dizer, afinal, que é alguém em Cinecittà: um passeio pela Europa e alguns conhecimentos na Itália resultaram numa série de propostas que dificilmente permitirão a sua volta definitiva para o Brasil. A baiana Esmeralda já tem casa em Roma, automóvel esporte, belos casacos de pele – o conjunto, enfim, de apetrechos que identificam uma atriz peninsular. É por isso que veio ao Rio na semana passada, só a passeio, para matar algumas saudades pessoais, enquanto uma porção de atrizes morre de inveja do seu sucesso.

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A história da fulminante carreira de Esmeralda começou em setembro do ano passado, quando ela foi fazer propaganda do café brasileiro na feira de Frankfurt. Depois, ampliando a viagem, passou doze dias na Itália. Um amigo, que a tinha conhecido no Rio durante as filmagens de Operação Paraíso, precisava de uma mestiça em determinado filme. Acertada a sua ida em fevereiro, Esmeralda voltou ao Rio, depois foi para Roma e acabou ficando. O balanço destes cinco meses acusa quatro filmes e meia dúzia de ótimas propostas que estão em estudo.

- No começo tive uma decepção que quase me fez voltar – conta Esmeralda. Era a hora do almoço em Cinecittà. Dois grandes produtores se aproximaram perguntando se eu era italiana. Diante da minha resposta, foi-se tudo por água abaixo: há uma lei italiana que proíbe a presença de mais de dois atores estrangeiros num mesmo filme. Imagine, que ao lado de Omar Shariff e Glenn Ford!

Diz Esmeralda que chorou quinze dias seguidos. Exagero ou não, as lágrimas foram compensadas, uma a uma, pelos papéis que conquistou em filmes sobre a revolução mexicana, sobre Che Guevara e numa série, Era das Selvas, em que ela faz um tipo definido como Tarzan de saias. Se isso não bastasse para consolar, houve também a compensação financeira, hoje traduzida no seu Prosche e na casa da Vila Monserrato.

- Ganhei mais dinheiro no cinema italiano, em cinco meses, do que durante todo o tempo em que trabalhei no Brasil. Acho que não volto. Nestas condições, quem voltaria? Mas também não deixei de ser o que sou. Uma vez me convidaram para uma feijoada. Saí de casa com água na boca. Pois não é que, quando cheguei, já tinham comido tudo? Quando o tempo começa a esfriar na Europa, a vontade de vir para o Rio é tremenda. Que saudade da praia! Aliás, é o que pretendo fazer – vir todos os invernos de lá para o nosso verão daqui.
(Texto de Renato Sérgio e fotos de Richard Sasso, revista MANCHETE, 03/08/1968).

ESMERALDA SONHA COM IPANEMA

Desta vez, Esmeralda de Barros passou só doze dias no Rio. Mas é certo que o próximo carnaval carioca a tenha dançando por uma escola de samba. É assim que a mulata tipo exportação explica suas andanças:
- Assinei um contrato de três anos com Dino De Laurentis, mas briguei com ele mais de uma hora, para que fosse incluída no contrato a cláusula da saudade: uma que me permite vir ao Brasil pelo menos uma vez por ano.


Nos doze dias que passou no Rio, desta vez, Esmeralda acordava rezando para que fizesse sol. “Lá na Itália é fog o” – ela conta. “Quando me dá aquela fossa, aquela vontade de passear por Ipanema e ver os meus amigos, o jeito é pegar uma feijoada e comê-la olhando para um postal da Guanabara”.



Mas, um dia, ela teve uma alegria enorme: um grupo de amigos convidou-a para almoçar e, quando ela chegou, deu um grito de surpresa: era vatapá, no duro!
“O pessoal com que trabalho é muito bonzinho. Quando amanheço de cara triste, eles já sabem que é saudade e fazem tudo para que eu sorria” – diz Esmeralda. A sua participação no carnaval carioca é uma condição que ela não dispensa: “Eles lá já sabem que, quando o carnaval estiver chegando perto, é hora de arrumar as malas e me tocar para o Rio.”

(Texto de Fernando Martins e foto de Nélson Di Rago. Revista INTERVALO, 18/08/1968)

ESMERALDA, A VOLTA DA MULATA PRECIOSA

Esmeralda é uma mulata sem preconceitos. Diz sempre o que sente, sem olhar para quem fala. Chegou da Itália para ficar dois meses entre nós trazidas pela saudade de três coisas que ela acha fundamental: praia, feijão e carnaval.



Em Roma, Esmeralda confessa que não faz sucesso e que é “apenas uma atriz que começa.” Vai quase todas as noites aos teatros, para se familiarizar mais com o idioma e, indiretamente, aprender um pouco um pouco de arte dramática.



Depois de sete filmes, ela já pode afirmar (com um certo sotaque): - Sabe... para me sentir realmente feliz e realizada, eu preciso é ter um filho. Isso sim vai ser mais importante e essa será certamente a coisa mais linda da minha vida. Só que ainda não escolhi o pai da criança: no ponto em que estou de minha carreira, um marido poderá atrapalhar todos os meus planos.

(Texto de Carlos Marques e Fotos de Claus Meier, MANCHETE, 15/11/1969)

Túnel do tempo, novembro 2009. Por onde anda Esmeralda Barros?
Pelo amor que ela tinha às coisas que achava fundamental - sol, praia, feijão, feijoada, vatapá, carnaval e praia - acredito que esteja morando num lugar pertinho do mar, no Rio de Janeiro ou na Bahia.
Pelo ideal que ela fazia de felicidade, acredito que seja mãe e avó. E que hoje, mais sábia, ao mostrar seus álbuns de recortes e recordações para os seus descendentes afirma:
- “Naquele tempo, diziam em todo o Brasil que eu era uma mulata preciosa, mas hoje estou feliz em ser apenas uma avó preciosa.”

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NÚMEROS E ARQUIVOS EM PASSARELA

SELEÇÃO DAS EDIÇÕES ANTERIORES x SESSÃO NOSTALGIA

A partir da secção abaixo, os textos fazem parte das edições anteriores de PASSARELA CULTURAL.

Ao clicar no final desta página, onde se lê POSTAGENS MAIS ANTIGAS, você terá acesso a outros arquivos selecionados, inclusive às secções SESSÃO NOSTALGIA, que abordam as grandes misses do passado.

Os quadros a seguir mostram as estatísticas dos acessos a este blog.

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ELES JAMAIS VÃO ESQUECER O VERÃO DE 2009

ELES JAMAIS VÃO ESQUECER O VERÃO DE 2009


Abelardo Neto e Bárbara Nakagaki, o Gato e a Garota Verão de Timbaúba 2009

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QUEM É BÁRBARA NAKAGAKI, GAROTA VERÃO DE TIMBAÚBA 2009




Bárbara Tyeme Nakagaki Barbosa
nasceu em Timbaúba, Pernambuco, no dia 10 de março de 1991. Divide seu tempo entre João Pessoa, Paraíba, onde cursa o 1º período de Enfermagem na Faculdade Santa Emília de Rodart, e Timbaúba, onde moram seus pais Domingos Barbosa da Silva Filho e Eliane Ione Nakagaki Barbosa, empresários. Tem dois irmãos, Domingos Barbosa da Silva Neto e Sarah Ayumi Nakagaki Barbosa. Bárbara foi aluna do tradicional educandário timbaubense Escola Santa Maria. Seus leves traços orientais e o sobrenome diferente são herança de sua mãe, descendente de japoneses.



....................Um pouco de Bárbara Nakagaki....................

Comida: Gosto muito da comida mineira, chinesa e italiana
Bebida: Água de coco
Sobremesa: Delicia de morango
Cor: Azul turquesa
Clube esportivo: Sport Club do Recife
Um jogador: Kaká
Religião: Evangélica (Igreja Congregacional)

Viver é... Cantar, dançar, acreditar na sabedoria. É algo que me anima, possui ritmo e melodia. É experimentar prazeres e descobertas
Envelhecer é... Um espetáculo imperdível. É aceitar o que o tempo lhe oferecer. É realizar e acreditar em você mesmo
Morrer é... Não é o fim. É início de uma vida eterna, repleta de mistérios

As palavras mais belas da língua portuguesa: Amor, sinceridade e lealdade
As palavras mais feias da língua portuguesa: Ódio, egoísmo e inveja

Um filme: Amor Além da Vida
Um programa de TV: Jô Soares
Um livro: Crepúsculo
Um escritor: Augusto Cury
Um poeta: Vinícius de Moraes
Uma canção: You’re still the one
Um cantor e uma cantora: Zac Efron e Marina Elali
Um ator e uma atriz: Daniel Radcliffe e Paola Oliveira
Uma Miss: Grazzi Massafera, Miss Paraná, terceira colocada no Miss Brasil 2004
Uma mulher bonita: Natália Guimarães, Miss Brasil e vice-Miss Universo 2007
Um homem bonito: Robert Pattinson

Uma saudade: Minha turma do 1º ano. Foi inesquecível
Um arrependimento: Das varias oportunidades que tive e não aproveitei
Um motivo de orgulho: Meus pais
Um ponto turístico de Pernambuco: Fernando de Noronha

Dia ou Noite? A Noite tem a sua magia. É o momento mais eficaz para ir ao encontro do silêncio, da meditação, da reflexão... Ela é reveladora
A cidade dos seus sonhos: Paris
Animal de estimação: Gatos
A ultima vez que chorou foi... Recentemente, de felicidade
Sonho de consumo: Fazer um tour pela Europa
O maior sonho da sua vida: Alcançar todos meus objetivos e desejos
Seu maior defeito: Sinceridade
O que mais admira em um ser humano: Caráter e dignidade
O que não suporta em um ser humano: Preconceito

Se o mundo fosse acabar amanhã...
Eu reuniria todas as pessoas que amo, amigos e familiares, para com eles compartilhar o último momento de nossas vidas

Se fosse Presidente da República... A primeira atitude que eu tomaria, caso fosse Presidente, seria tentar acabar com a corrupção que tanto domina o nosso país e incentivaria a população a pensar um pouco mais antes de votar. Daria uma maior importância à educação do país, promovendo e incentivando a criação de projetos para a população carente, para que todos fosse alfabetizados e conseguissem mais informação. Com isso, as pessoas pensariam melhor nos seus atos e conseqüentemente melhorariam a qualidade de suas vidas, aprenderiam a crescer e a escolher os políticos corretos

Um pensamento: “Sem sonhos as perdas se tornam insuportáveis, as pedras do caminho se tornam montanhas, os fracassos se transformam em golpes fatais. Mas se você tiver grandes sonhos, seus erros produzirão oportunidades, seus medos produzirão coragem.” (Augusto Cury)

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QUEM É ABELARDO NETO, GATO VERÃO DE TIMBAÚBA 2009




Abelardo Campina da Silva Neto
, timbaubense, nasceu em 20 de janeiro de 1992. É filho de José Ferreira da Silva, funcionário público federal do Ministério de Trabalho, e de Maria Betânia de Lima Silva Ferreira, professora da Escola Santa Maria. Abelardo estudou até o ano passado na Escola Santa Maria, mas este ano se transferiu para a Escola Professor José Mendes da Silva, a fim de poder estudar à noite e dedicar-se durante o dia aos treinos no Timbaúba Futebol Clube, onde assinou contrato. Abelardo é concluinte do segundo grau e está se preparando para o vestibular de Educação Física.



....................Um pouco de Abelardo Neto...................

Comida: Lasanha
Bebida: Refrigerante
Sobremesa: Frutas
Cor: Azul
Clube esportivo: Santa Cruz Futebol Clube
Um jogador: Kaká
Religião: Católica

Viver é... Correr atrás dos sonhos com fé em Deus
Envelhecer é... Uma dádiva de Deus
Morrer é... Fechar uma página e iniciar outra

As palavras mais belas da língua portuguesa: Amor, paz e sinceridade
As palavras mais feias da língua portuguesa: Ódio, violência e egoísmo

Um filme: Os de ação e aventura
Um programa de TV: Globo Esporte
Um livro: A Bíblia
Um escritor: Os poetas de cordel
Um poeta: Os cordelistas nordestinos
Uma canção: Duas Vidas e Um Só Ideal
Um cantor e uma cantora: Adoro o conjunto Exalta Samba
Um ator e uma atriz: Lima Duarte e Camila Pitanga
Uma Miss: Natália Guimarães, Miss Minas Gerais, Miss Brasil e vice-Miss Universo 2007
Uma mulher bonita: Wden Drielly, minha namorada
Um homem bonito: Meu pai

Uma saudade: Minha turma da Escola Santa Maria
Um arrependimento: Não lembro
Um motivo de orgulho: Meus pais
Um ponto turístico de Pernambuco: Recife antigo

Dia ou Noite? Dia
A cidade dos seus sonhos: Timbaúba
Animal de estimação: O meu cachorro "Negão"
A ultima vez que chorou foi... Faz tempo
Sonho de consumo: Um apartamento de frente para o mar
O maior sonho da sua vida: Ser um grande jogador profissonal de futebol e cursar Educação Física
Seu maior defeito: Sempre querer estar certo
O que mais admira em um ser humano: Sinceridade
O que não suporta em um ser humano: Falsidade

Se o mundo fosse acabar amanhã...
Eu ficaria em casa com toda família reunida

Se fosse Presidente da República... Investeria tudo que fosse possível em educação

Um pensamento: Sonhe alto, tenha fé em Deus e corra atrás dos seus sonhos.

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A NOITE DO GATO-GAROTA VERÃO DE TIMBAÚBA 2009

O concurso Gato e Garota Verão de Timbaúba foi criado em 1991 e há três anos que os títulos são outorgados. Uma comissão analisa sutilmente, durante meses, vários garotos e garotas com base nos seguintes quesitos: beleza, simpatia, atitude, comportamento e educação. Em setembro, contatos são feitos com os pais dos jovens selecionados, ocasião onde as providências são finalizadas.

A promoção Gato-Garota Verão de Timbaúba tem o objetivo de promover a juventude de Timbaúba e a missão de contribuir com a cena sociocultural timbaubense.

A outorga dos títulos de 2009 foi realizada durante um singelo coquetel privê, na sexta-feira, 30 de outubro, apenas com a presença da imprensa local, dos familiares do Gato e da Garota e de figuras que ostentam em seu currículo títulos de beleza.

A responsabilidade final de conceder a Abelardo Neto e Bárbara Nakagaki os títulos de Gato e Garota Verão de Timbaúba 2009 foi de PASSARELA CULTURAL, com o apoio cultural das seguintes entidades: site de entretenimento TIMBAFEST, empresa ÓTICA BRASILEIRA e jornal CORREIO DE NOTÍCIAS.

Bárbara Nakagaki recebeu medalha, faixa e diploma das mãos de Wden Drielly, Rainha dos Estudantes de Timbaúba 2006, uma vez que Thayenne Ozório, a Garota Verão do ano passado, teve que viajar com a família para passar o feriadão em outro estado.
Abelardo Neto recebeu medalha, faixa e diploma das mãos de Eliwerton Vicente, o Gato Verão do ano passado.
Os novos soberanos da beleza timbaubense receberam brindes da Ótica Brasileira, entregues por Giselly Gleicy, Miss Timbaúba 2002, gerente da filial da ótica em Timbaúba.

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CRÔNICAS EM PASSARELA

JURAMENTO DE PLAYBOY

Daslan Melo Lima

Na semana passada, durante um dos intervalos musicais do meu programa sociocultural, na Rádio Comunitária FM de Timbaúba 87.9, coloquei para tocar "Juramento de Playboy", de Pepe Ávila, um dos maiores sucessos musicais de Carlos Gonzaga.

Eu jurei fazer de tudo pelo nosso amor
Eu jurei deixar a minha vida de playboy
Eu jurei trocar meu pé de bode por um volks
E as calças justas por um terno de Senhor


Eu jurei deixar a Rua Augusta por você
Minha cabeleira vitoriana vou cortar
Meu sapato branco por um preto vou mudar
E o blusão vermelho nunca mais eu vou usar


Esse juramento de playboy que eu lhe fiz
Falta pouco tempo para o prazo terminar
Neste fim de ano doutor me formar
Logo depois com você vou me casar


Deixe aproveitar o que me resta por favor
Não posso deixar a turma agora meu amor
Falta pouco tempo para deles me afastar
Logo depois com você vou me casar


Antes da música terminar, o telefone tocou. Era uma voz masculina, embargada pela emoção. A pessoa disse que a música era sua cara. Contou que em 1966, quando "Juramento de Playboy" tocava em todo o Brasil, fazia faculdade, era noivo, tinha muitas namoradas e adorava um barzinho até altas horas. Contou que se formou, casou, teve filhos e durante alguns anos foi muito feliz. Depois, o casamento se desgastou e terminou em divórcio litigioso. Depois de desabafar, a voz perguntou:

- "Daslan, você que é poeta, você acha que eu teria sido mais feliz se tivesse continuado com minha vida de playboy?"

Eis a minha resposta:

O playboy que eu poderia ter sido e que não fui jamais teria casado, pois acho complicado aquele juramento que diz "...prometo ser fiel na alegria e na dor, na saúde e na doença...até que a morte nos separe..."
Por outro lado, o poeta que sempre fui talvez tivesse casado, pois teria mais inspirações para transformar em poemas a maior da solidão: a de estar com alguém e se sentir só, completamente só... De alguma forma, playboys e poetas possuem muita coisa em comum.


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NA DIREÇÃO DO PARAÍSO

Daslan Melo Lima

Eu levava em uma pasta um tesouro que não tinha preço: um lapís, uma borracha, um caderno e a cartilha “Vamos Estudar?”, de Theobaldo Miranda Santos.
Eu ia para o Grupo Escolar Carlos Lyra para o meu primeiro dia de aula e estava feliz, como se estivesse indo na direção do paraíso.
Com antecedência, eu tinha aprendido com minha mãe a 1ª Lição:
a, e, i, o, u



Maria Luísa, minha primeira professora, tinha um ar melancólico.
Luiz, meu primeiro amigo, era o mais adiantado da classe e já sabia a 27ª lição:
ho, he, hi, ho, hu

Maria Luisa morreu cedo e deixou dois filhos: Beta e Dodó. Maria Luísa pertencia a uma família conhecida pelo apelido de Vigário. Hilda Vigário, sua irmã, fazia parte da congregação "Filhas de Maria" e ia à Igreja Matriz de São José com a saia do vestido parecendo um balão, aliás, eram várias saias, umas sobre as outras, que chamavam atenção.
Os pais de Luiz viajaram um dia em um “Pau de Arara” para São Paulo, levando Luiz e as irmãs. Nunca mais voltaram.
A família do Luiz foi uma das milhares a abandonar o nordeste rumo ao sul do Brasil, em busca de um futuro melhor. A um velho caminhão, com sua carroceria coberta de lona, davam o nome de "Pau de Arara", poderia ter um outro nome, "Carruagem dos Sonhos".

a, e, i, o, u.
ha, he, hi, ho, hu

Carrego comigo uma pasta invisível e dentro dela um tesouro que não tem preço: as recordações da minha infância em São José da Laje, Alagoas.

Nesta manhã ensolarada pernambucana de Timbaúba, o menino que um dia eu fui está comigo, no quadro da parede e na minha alma.
Eu e ele choramos pelas lembranças de um tempo que se foi, mas estamos felizes, como se o silêncio e o vento fossem nos conduzir na direção do paraíso, pois estou na escola da vida e sou um eterno aprendiz.



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PELAS RUGAS DE BRIGITTE BARDOT

Daslan Melo Lima


Brigitte Bardot foi um dos maiores símbolos sexuais da minha geração. Seus amores e desamores marcaram época.
Seus filmes, escandalosos para a moral dos anos 60, são hoje inofensivos contos de fadas, em comparação com as cenas sensuais que vemos na televisão a todo instante.

Brigitte Bardot não se preocupou com a ação do tempo em seu corpo, não fez nenhuma cirurgia plástica e assumiu todas as suas rugas, assim como no passado assumiu seus amores e desamores.

Brigitte Bardot, setenta e cinco anos de idade completados em 28 de setembro, vive hoje dedicada às causas ambientais e à defesa dos animais.



Pelo sorriso verdadeiro no seu rosto envelhecido, eu acho que ela nunca foi tão feliz como está sendo agora.

Eu quero cantar para BB, Brigitte Bardot, um canto de amor às suas rugas.

Em cada ruga, um amor.

Em cada ruga, um desamor.

Abençoado exemplo de envelhecer com dignidade, dedicando os anos finais da caminhada na construção de um mundo melhor.

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A MINHA CANÇÃO DE OUTUBRO

Daslan Melo Lima


Nem sempre gostei de ver chegar o mês de outubro. Foi a maturidade que me ensinou a amar o décimo mês do ano, principalmente o dia dezessete, data do meu aniversário. E por ser outubro, compartilho com vocês a minha canção de outubro.


A MINHA CANÇÃO DE OUTUBRO

Daslan Melo Lima


Seja bem-vindo, meu amado mês de outubro.
Pode contar meus desamores e desilusões.
Com o silêncio e o vento, aprendi a lhe amar,
mesmo com a ausência de amores e ilusões.


Seja bem-vindo, meu amado mês de outubro.
Foi com você que vim cumprir uma jornada.
Atravessei tempestades, sonhos e pesadelos,
até amadurecer com as lições da caminhada.


Seja bem-vindo, meu amado mês de outubro.
Há poesia em minhas mãos de esperança.
Ajuda-me a espalhar sabedoria ao redor,
para que a luz seja minha maior herança.


Seja bem-vindo, meu amado mês de outubro.
Para ninguém ouvir as mágoas do meu coração,
Deus espalhou um largo sorriso no meu rosto
e vestiu-me de amor para cantar esta canção.


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PÃO SOVADO COM CALDO DE CANA


Daslan Melo Lima

Sábado de feira-livre em Timbaúba. Manhã ensolarada de outubro. Na Praça Jose Lins do Rego, popularmente conhecida como Praça de Timbaubinha, uma criança passa por mim saboreando "algodão doce".

De repente, o menino que um dia eu fui se apodera de mim. Será que vou encontrar na feira pão sovado com caldo de cana, tal como eu encontrava na feira livre da minha São José da Laje alagoana?

O algodão doce da criança evoca outros sabores e cores da minha infância: cocadas, quebra-queixo, alfinins, roletes de cana-caiana.

Mesmo sabendo que não encontrarei, desço para a feira livre na esperança de encontrar pão sovado com caldo de cana.

Olho para a criança que passa e peço a DEUS que lá na frente, quando ela tiver a minha idade, ainda haja algodão-doce, para que não sofra a melancolia que sinto hoje.

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SERRA DA BOA ESPERANÇA

Daslan Melo Lima



Final de tarde pernambucana em Timbaúba. Do terraço da minha casa, assisto a tarde morrer em uma das serras timbaubenses, ao som de Sílvio Caldas (1908-1998) cantando uma das minhas canções favoritas, “Serra da Boa Esperança”, de Lamartine Babo (1904-1963).


Serra da Boa Esperança, esperança que encerra
no coração do Brasil um punhado de terra,
no coração de quem vai, no coração de quem vem.
Serra da Boa Esperança, meu último bem.

Parto levando saudades, saudades deixando,
murchas caídas na serra lá perto de Deus.
Oh, minha serra, eis a hora do adeus vou me embora.
Deixo a luz do olhar no teu luar. Adeus.

Levo na minha cantiga a imagem da serra.
Sei que Jesus não castiga o poeta que erra.
Nós, os poetas, erramos porque rimamos também
os nossos olhos nos olhos de alguém que não vem.

Serra da Boa Esperança não tenhas receio.
Hei de guardar tua imagem com a graça de Deus.
Oh, minha serra, eis a hora do adeus vou me embora.
Deixo a luz do olhar no teu luar. Adeus.


O silêncio e o vento me dizem que em uma tarde de outubro de um ano que virá, inevitavelmente virá, este meu corpo físico não mais existirá. Não sinto nenhuma depressão ou angústia com o que o silêncio e o vento dizem e fecho os olhos para beber a magia do momento.



Sou um poeta que morre um pouco com as tardes de outubro que também morrem, mas isso não importa. Renascerei na manhã que virá, inevitavelmente virá. Nesta tarde, o que importa é ficar embriagado de serras, a que vejo e a que ao meu lado toca.

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COISAS DO CORAÇÃO

Daslan Melo Lima

O pai da minha amiga Kaká Cavalcanti decidiu recentemente vender sua bela e espaçosa casa de praia localizada em Pitimbu, a fim de adquirir outro imóvel em outra localidade. O anúncio foi postado em PASSARELA CULTURAL, mas ficou online apenas 24 horas. Motivo: seu proprietário, por razões sentimentais, desistiu de vender a casa.

Como entendo essas coisas do coração. Alguém já disse que somos nós que possuímos as coisas e que não devemos permitir que as coisas nos possuam. Tudo bem. Concordo. Mas não é fácil se desfazer de um bem que guarda histórias e emoções muito caras a quem o possuiu.

Se eu pudesse, compraria todas as casas que já morei. Adquiriria também a casa que pertenceu ao meu avô materno e a residência onde viveu minha avó paterna. E também os veículos que já possui.

Talvez, com todas essas coisas ao meu lado, impregnadas de histórias minhas, fosse mais fácil reencontrar e entender os daslans melo lima que já fui. E entre risos e lágrimas, a cada abraço que eu desse nessas coisas, entenderia melhor um pouco do menino e do homem que ficou naquelas casas, naquelas motos, naqueles carros...

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quarta-feira, 11 de novembro de 2009

SESSÃO NOSTALGIA - ANNE ELIZABETH BRASILEIRO SILVA DO PRADO VALLADARES, UM ORGULHO DE PERNAMBUCO

Daslan Melo Lima

Assim escreveu o jornalista João Alberto, colunista social do Diário de Pernambuco, na reportagem que focalizava a despedida de Anne Elizabeth Brasileiro como Miss Pernambuco 1979:



No momento em que ela deixa o posto de Miss Pernambuco, tenho, por uma questão de justiça, destacar a extraordinária atuação que Anne Elizabeth Brasileiro teve.
Jovem, bonita e figura do maior destaque na nossa sociedade, ela soube honrar o título, com uma participação marcante nos nossos principais acontecimentos.
Aqui no Recife ou nas muitas festas que participou, em Pernambuco e outros Estados, teve conduta exemplar. Tenho certeza que Anne Elizabeth escreveu seu nome entre as grandes misses do nosso Estado.


Sim, Anne Elizabeth escreveu seu nome entre as grandes misses de Pernambuco. Trinta anos depois de ter representado tão bem o Leão do Norte no Miss Brasil 1979, onde foi semifinalista, seu nome é lembrado como uma das Misses que, com classe, inteligência e categoria, soube honrar o título máximo da beleza pernambucana.

ANNE ELIZABETH, UMA SOUZA LEÃO DE SIQUEIRA BRASILEIRO SILVA

Anne Elizabeth Brasileiro Silva do Prado Valladares, nascida Anne Elizabeth de Siqueira Brasileiro Silva, nasceu no Recife, em 31/05/1962. Filha de Nestor Theodomiro Silva e Aurora Souza Leão de Siqueira Brasileiro Silva. Foi aluna dos educandários Colégio de Aplicação (jardim da infância), Colégio Boa Viagem e Colégio Santa Maria, onde concluiu o ensino médio.

ANNE ELIZABETH, POR ONDE ANDA A MISS PERNAMBUCO 1979

Há cinco meses, Anne Elizabeth foi focalizada em PASSARELA CULTURAL, aqui, na secção SESSÃO NOSTALGIA, oportunidade em que ela se comunicou comigo, por e-mail, agradeceu e teceu algumas considerações sobre a matéria.

Faz 18 anos que a Miss Pernambuco 1979 não mora mais no Recife que tanto ama, mas visita sua cidade natal todos os anos, onde tem família e amigos. Anne Elizabeth tem muito orgulho de suas origens e guarda consigo o encantamento por suas raízes.

Anne Elizabeth Brasileiro Silva do Prado Valladares está radicada no Rio de Janeiro, depois de ter morado em Salvador, Washington e Portugal (seis anos em Cascais). É esposa do engenheiro civil Henrique Serrano do Prado Valladares e mãe de Rafael, João Vitor e Ana Beatriz. Trabalha com coordenação de eventos, fala francês, espanhol e um pouco de inglês e sua formação acadêmica inclui:
- Fotografia, no Curso Arco, em Portugal, com trabalhos apresentados em Lisboa e Barcelona;
- Bacharel em Turismo, pela Faculdade da Cidade do Rio De Janeiro;
- Pós Graduação em Arteterapia, Educação e Saúde, pela Faculdade Cândido Mendes, Rio de Janeiro;
- Formanda em Psicologia Clínica (este um resgate dos anos 80, onde houve uma interrupção do curso), a ser concluindo em breve, com formação em TCC- Terapias Cognitivas Comportamentais.

Os milhares de pernambucanos que indagam por onde anda Anne Elizabeth Brasileiro vão agora matar a curiosidade. Vão ficar satisfeitos por saber que ela continua linda, que o tempo só contribuiu para torná-la mais inteligente e mais bela interiormente - o que é facilmente captado pelas coisas que exprime - e que é uma mulher feliz.


Anne Elizabeth e os filhos durante uma temporada na região da Lugúria, Portofino, Itália. Da esquerda para direita: Anne, Rafael, João Vitor e Ana Beatriz. Rafael, 22 anos, cursa Administração de Empresas na PUC, Rio. João Vitor, 21 anos, faz Engenharia Civil, também na PUC, Rio. Em janeiro de 2010, ele irá morar e estudar engenharia em Valencia, Espanha, e depois irá para a Escola Politécnica de Engenharia, em Paris. Ana Beatriz, 16 anos, estuda na Escola Britânica, Rio. “Minha família é a razão de minha vida”, diz Anne Elizabeth. (Foto: Arquivo Pessoal-AEBPSV)

ANNE ELIZABETH, UM POUCO DA MISS PERNAMBUCO 1979

No melhor estilo “entrevista ping-pong”, aqui está um pouco da Miss Pernambuco 1979, em depoimento exclusivo à PASSARELA CULTURAL, distribuído em partes que revelam sua personalidade marcante.

- ATITUDE -

Comida preferida: Frutos do Mar
Fruta preferida: Cereja
Bebida preferida: Vinho, Cava, Champagne e Caipiroska
Sobremesa preferida: Fondant au Chocolat
Restaurante pernambucano que adora: Oficina do Sabor, em Olinda
Restaurante carioca que adora: Satyricon
Uma mulher bonita: Charlize Theron
Um homem bonito: George Clooney
Uma saudade: Nestor Theodomiro Silva, meu pai
Um motivo de orgulho: Meus Filhos


Seu animal de estimação é cão, mas adora cavalos, como o campeão Draktar, um árabe especial. (Foto: Arquivo Pessoal-AEBSPV)

Se soubesse que o mundo ia acabar amanhã... Reuniria minha família, meus melhores amigos e daria uma grande festa
Cor preferida: Azul
Clube esportivo: Clube Náutico Capibaribe, em Pernambuco, e Vasco da Gama, no Rio de Janeiro
Um jogador de futebol: Pelé, sempre

- SINCERIDADE -

Um motivo de arrependimento: Ter aberto minha casa para pessoas inadequadas em um momento de minha vida, mas aprendemos com os erros. A nossa casa reflete nossa alma, nosso gesto de carinho ao receber o outro. Abrir a casa é abrir algo intimo, pessoal e quem transgride o nosso espaço não merece nossa admiração
O que não suporta em um ser humano: Egocentrismo, ser blasé
Seu maior defeito: Ser exigente comigo
Sua maior virtude: Ser humana, doar-me em tudo que faço
Se fosse Presidente da República qual a medida urgente que adotaria? Investiria mais na educação, na geração de empregos e num policiamento eficiente
Você incentivaria sua filha a disputar um título de Miss? Não, nunca

- ESPIRITUALIDADE -

Religião: Católica
Santos de devoção: Nossa Senhora das Graças e Santo Antônio
Superstição: Nenhuma
Acredita em vidas passadas? Não sei ao certo. É um tema polêmico. Existe uma incerteza grande. Penso que é uma questão de crença mesmo
Viver é... Doar-se, amar, errar e aprender com os próprios erros
Envelhecer é... Um processo natural da vida
Morrer é... Uma certeza


Anne Elizabeth e os filhos no sul da França, diante de um campo de violetas, em Châteauneuf-du-Pape, região dos bons vinhos.(Foto: Arquivo Pessoal-AEBPSV)

As palavras mais belas da língua portuguesa: Saudade e Sensível
As palavras mais feias da língua portuguesa: Pobreza e avareza
O que mais admira em um ser humano: A coragem e a capacidade de romper barreiras sociais sem ferir ninguém. Ser humano, no sentido literal da palavra. A vida é única e devemos fazer o que gostamos e idealizamos, contribuindo para uma vida melhor para aqueles que necessitam, engajando-se em um processo social. Entretanto, sem esquecer a si próprio, realizando nossos sonhos, nossos desejos, ter metas definidas. Acredito que o ser humano se constrói socialmente, através do outro e com o outro.
Sonho de consumo: Ter uma velhice tranqüila com uma boa qualidade de vida
O maior sonho da sua vida: Ver meus filhos felizes, realizados e ser avó um dia


- CULTURA -


Um filme: Shakespeare in Love
Uma peça de teatro: Phantom of the Opera e Les Misérables
Um livro: Cem Anos de Solidão, de Gabriel Garcia Marquez
Escritores e poetas preferidos: Clarice Lispector, Fernando Pessoa, Gabriel Garcia Marquez, Manuel Bandeira e Pablo Neruda
Uma canção inesquecível: Unforgettable, de Irvin Gordon, na interpretação de Nat King Cole, e Smile, de Charles Chaplin
Um frevo: Voltei Recife, frevo-canção de Luís Bandeira

Voltei, Recife
Foi a saudade
Que me trouxe pelo braço
Quero ver novamente "Vassoura"
Na rua abafando
Tomar umas e outras
E cair no passo


Cadê "Toureiros"?
Cadê "Bola de Ouro"?
"As Pás", Os "lenhadores"
O "Bloco Batutas de São José"?


Quero sentir
A embriaguês do frevo
Que entra na cabeça
Depois toma o corpo
E acaba no pé


Cantores: Chico Buarque de Holanda e Michael Bubblé
Cantoras: Zélia Duncan, Maria Rita e Norah Jones
Atores e atrizes: José Wilker, Richard Gere, Fernanda Montenegro e Meryl Streep
Lugares inesquecíveis que conheceu: Dubrovnik, Bora Bora, Ilhas Gregas (com destaque para Santorini, Mykonos e Ios), Istambul, Saint Tropez, Amalfi, Zermatt , Pequim , Yalta (Mar Negro), Seul, Singapura, Hong Kong e as Ilhas da Tailândia, como Koh Lanta e Phuket.


Anne Elizabeth e a família, em julho de 2009, em Arles, sul da França. Da esquerda para a direita: Rafael, Ana Beatriz, João Vitor, Anne Elizabeth e Henrique. (Foto: Arquivo Pessoal-AEBPSV)

Um ponto turístico de Pernambuco: Olinda, cidade alta, sempre
Um ponto turístico do Rio de Janeiro: Pão de Açúcar e o “meu lugar” Cruzeiro do Leblon
Um ponto turístico internacional: A Grande Muralha da China
A cidade dos seus sonhos: Roma e Florença
Personalidade histórica do passado que gostaria de ter sido: Cora Coralina ou Anna Freud


Anne Elizabeth adora cavalos. Quando criança e adolescente, praticava equitação no engenho do seu tio Nilton Brasileiro, no da avó Ruth Souza Leão de Siqueira Brasileiro e na propriedade da família do empresário Antonio Menezes, para quem seu pai trabalhava. Atualmente, pratica equitação no seu rancho Ipê Branco, em Itaipava, Petrópolis; no Haras Lorien; na Hípica do Rio de Janeiro e no Pégasus, onde fez aulas por três anos. Detalhe: sua filha Ana Beatriz também pratica o mesmo esporte e foi vice-campeã carioca. Na foto acima, Anne Elizabeth ao lado de uma das suas paixões, no Haras Lorien. (Foto: Arquivo Pessoal-AEBPSV)

- VAIDADE -

Considera-se vaidosa? Sim
Preocupa-se em manter a forma? Um pouco. Mas prefiro montar a cavalo e andar de bicicleta do que passar horas na academia de ginástica, embora veja como necessidade os exercícios físicos para ter uma boa qualidade de vida


Anne Elizabeth em uma de suas viajens internacionais, Saint-Tropez, julho de 2009. (Foto: Arquivo Pessoal-AEBPSV)

Como gosta de se vestir? As pessoas falam em tendência da moda. Eu acredito que um pouco de sensibilidade na hora de se vestir é fundamental. Usar os sentidos na hora que vai escolher o que vai vestir é importante. Estar na moda não significa você acompanhar a última tendência, nem muito menos sair usando o que a top model do momento “usa”. O que fica bem em uma pessoa, necessariamente, não fica bem em outra, tem a ver com o estilo pessoal, é algo muito particular. Prefiro me vestir de acordo com a ocasião e com muito conforto.
Perfume preferido: Coco Mademoiselle Chanel Eau de Parfum


ANNE ELIZABETH, SEU REINADO E SUAS MISSES PREFERIDAS


Você sentiu algum preconceito no concurso Miss Brasil por ser representante de um estado nordestino? Sim. Naquela época havia uma “reverência” às garotas do sudeste

Valeu a pena ter sido Miss Pernambuco? Sim. O concurso foi uma experiência gratificante e positiva, mas eu era uma adolescente, não estava preparada para aquele momento e não o valorizei tanto. Era ano de vestibular e não sabia - como a maioria das garotas nessa mesma idade - que carreira seguir, e isto era um ponto fundamental naquele momento.
Eu tinha 17 anos e precisei de autorização familiar para participar do concurso. A minha mãe não apoiou, talvez por zelo, preconceito, ou por ser uma Souza Leão Brasileiro. A autorização foi dada por meu pai, presidente do Aeroclube de Pernambuco, entidade que representei no concurso Miss Pernambuco.
A beleza é algo que não precisa de esforço, quando esta é nossa aliada, entretanto, construir o lado cognitivo, cultural, intelectual era o meu objetivo em 1979 e ainda hoje.
Guardo bons momentos daqueles dias em Brasília, das viagens que fiz dentro de Pernambuco, pelo Brasil e também da viagem feita no mesmo ano a Paris, construindo amigos e representando Pernambuco.


Uma Miss Pernambuco: Ângela Agra Galvão, Miss Clube Português do Recife, Miss Pernambuco e quinta colocada no Miss Brasil 1978
Uma Miss Brasil: Marta Rocha, Miss Bahia, Miss Brasil e vice-Miss Universo 1954
Uma Miss Universo: Martha Vasconcellos, Miss Bahia, Miss Brasil e Miss Universo 1968

ANNE ELIZABETH E AS AMIZADES INESQUECÍVEIS

Quando o assunto gira em torno das amizades da época do Miss Pernambuco 1979, Anne Elizabeth afirma:

"Tenho boas recordações das amizades construídas, do apoio do jornalista João Alberto, colunista social do Diário de Pernambuco, do Sr. Fred Dubeux, do meu amigo Antônio José Monteiro. O Antônio incentivou muito para que eu participasse do concurso. Ele gostava de dizer: “Beth, não chore. Você é tão linda, parece uma miss e esse choro só vai deixar você com olhos tristes, esses olhos tão expressivos que revelam tanta alegria como amor.” Na noite do concurso, ele estava no Geraldão com um grupo de amigos torcendo pela minha vitória."

"Entre tantas pessoas importantes que conheci e que se tornaram grandes amigas: Márcia Leite (amiga que se tornou comadre), Ana Tereza Carneiro Leão (hoje Ana Tereza Dueire), Ana Lúcia Caldas de Souza (Miss Pernambuco 1980) e Rogério Monteiro. Para além dos que já eram amigos, entre outros nomes também importantes: Socorro Valgueiro, Juciara Zagury (que vive no Rio, mas que na ocasião morava no Recife) e Luiz Fernando Machado."

"Cada pessoa que conheci, antes, durante e após o concurso, a maioria se mantém em minha vida de uma maneira especial. Mesmo que a distância e os contatos sejam pequenos, o carinho quando nos encontramos é intenso. A separação não existe, existe sim, a certeza de um grande afeto."


ANNE ELIZABETH, ONTEM, 1979

Naquele 1º de junho de 1979, Anne Elizabeth Brasileiro Silva, Miss Aeroclube de Pernambuco, desfilou na passarela do Ginásio de Esportes Geraldo de Magalhães Melo, o Geraldão, no estilo arquitetônico do Maracanãzinho, e recebeu os maiores aplausos da sua vida.


Anne Elizabeth em junho de 1979. (Foto: Diario de Pernambuco)

A TV Globo exibia na época Pai Herói, novela das vinte horas, escrita por Janete Clair (1925-1983). A atriz Elizabeth Savalla fazia o papel de Carina. O rosto de Anne Elizabeth lembrava o de Elizabeth Savalla e por isso, nos bastidores do Miss Pernambuco, todos chamavam-na de Carina.
Pernambuco, que no ano anterior tinha conquistado o quarto lugar no Miss Brasil com Ângela Agra Galvão, conseguiu com Anne Elizabeth um lugar entre as doze semifinalistas do Miss Brasil 1979. O concurso foi realizado no Ginásio de Esportes Presidente Médici, em Brasília, e a vitoriosa foi Marta Jussara da Costa, Miss Rio Grande do Norte, quarta colocada no Miss Universo. Anne Elizabeth foi a segunda Miss Aeroclube de Pernambuco a ser eleita Miss Pernambuco. A outra foi Alba de Souza Leão, em 1955.


ANNE ELIZABETH, HOJE, 2009


Anne Elizabeth em janeiro de 2009, de férias no Recife. (Foto: Arquivo pessoal-AEBSPV)

Anne Elizabeth Brasileiro Silva do Prado Valladares não é apenas uma Miss Pernambuco inesquecível, uma legenda, um ícone... Anne Elizabeth é um dos orgulhos de Pernambuco, o estado nordestino que a viu nascer, crescer e ser eleita a mais bela jovem de 1979.

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sábado, 7 de novembro de 2009

SESSÃO NOSTALGIA - MARIA AUGUSTA NIELSEN E A LENDA DE UMA BENGALA

Daslan Melo Lima

Morreu às seis horas da manhã do domingo, 02/11/2009, no Rio de Janeiro, Maria Augusta Thurmann Nielsen, 86 anos, a Maria Augusta da Socila, vítima de parada cardíaca. Esta Sessão Nostalgia foi construída com base em pesquisas que fiz nas seguintes fontes: Fernando Machado (www.fernandomachado.blog.br), Misses em Manchete (www.missesemmanchete.blogspot.com), Misses na Passarela Blogger (www.evandrosilvabr.blogspot.com), O Globo e revistas do meu acervo, Caras, Fatos & Fotos, Manchete, O Cruzeiro e Realidade.

MARIA AUGUSTA E A SOCILA

A carreira de Maria Augusta começou quando ela tinha 16 anos, no início da década de 30, numa casa chamada M.C.Modas. Seu pai morreu nessa época. Ela era a mais nova de seis filhos. Quando quis desfilar, as próprias irmãs achavam que aquilo não era para moças de família, mas sua mãe a apoiou e ela foi em frente. Estudou em Nova York, na “Lucky” e no “Powers School”, para aprender o que se passava nos mais famosos cursos de comportamento. Casou-se em 1948, com o ator Jardel Filho (1927-1983). Ficaram casados por cinco anos e depois de separados continuaram sendo grandes amigos. Maria Augusta casou-se novamente e separou-se. Não teve filhos.


Maria Augusta Nielsen, mestre de elegância e etiqueta, a grande criadora de Misses.
(Foto: Álbum de família de Maria Augusta, publicada há alguns anos na revista Caras)

Maria Augusta Nielsen fundou a SOCILA, Sociedade Civil de Intercâmbio Literário e Artístico, em 1953, e treinou as candidatas ao título de Miss Brasil, de 1958 até 1976. A SOCILA era uma escola para modelos, na época uma profissão malvista. Motivo: com o fechamento dos cassinos por Getúlio Vargas (1882-1954), os desfiles foram invadidos pelas coristas desempregadas. As moças bem nascidas, que até então faziam esse trabalho, se retiraram.

Maria Augusta dizia que teve muita sorte. Quando a primeira dama do país Sarah Kubitschek (1909-1996) a procurou para ensinar postura às suas filhas Márcia (1943-2000) e Maria Estela (Maristela), ganhou página inteira do jornal O Globo. A propósito, Maristela foi adotada aos quatro anos de idade e conta situações emocionantes de sua vida no livro Simples e Princesa (Editora Siciliano, 2006).


Maria Augusta e Juscelino Kubitschek (Foto: O Globo)

Graças às aulas que dava às filhas do Presidente Juscelino Kubitschek de Oliveira (1902-1976), a SOCILA virou uma coqueluche, mas legalmente não tinha ainda como enquadrar sua atividade. Isso só aconteceu em 1957, quando o Presidente criou uma lei regulamentando os cursos profissionalizantes. A proposta de Maria Augusta era a de criar modelos de classe e brasileiras. A primeira brasileira que Maria Augusta Nielsen preparou foi a cearense Florinda Bolkan, nome artístico de Florinda Bulcão, logo depois veio Ilka Soares.

A MAIS FAMOSA CINDERELA DE MARIA AUGUSTA



A mais famosa cinderela treinada por Maria Augusta foi Josepha, cujo nome verdadeiro era Josefa Domingos Soares, empregada doméstica, natural de Itabaiana, Paraíba. Josepha, que morreu na Itália em 31/07/2009, era uma negra belíssima. Foi modelo na Europa e desfilou para Pierre Balmain (1914-1982). Passou a se chamar Josepha Massimo quando casou com o nobre italiano Vittorio Emanuele Massimo (1911-1983), Principe di Roccasecca dei Volsci, tornando-se Princesa di Roccasecca dei Volsci. (Foto: Manchete)

MARIA AUGUSTA E A LENDA DE UMA BENGALA

Hoje, para muitos, soa estranho a história de uma senhora com uma bengala fazendo a marcação de um desfile de Misses em um ginásio de esportes chamado Maracanãzinho.
O interesse pelos concursos de Misses no Brasil atraía tanto a atenção como os jogos da Seleção Brasileira de Futebol na Copa do Mundo. Em 1964, por exemplo, o concurso Miss Brasil foi assistido ao vivo por 50 mil espectadores, conforme a revista Fatos & Fotos, de 16/07/1964.
Nada disso é invenção, inclusive a bengala de Maria Augusta.


Esta é a bengala que toda Miss obedecia. (Foto: revista Realidade, agosto 1966)

No início da década de 60, Maria Augusta recebeu uma vaia homérica por ter advertido uma Miss que ficou mandando beijinhos para a platéia, o que era proibido pelo certame. Em várias situações, teve que sair escoltada pela polícia, pois as pessoas achavam que ela era a culpada pela derrota das candidatas.


Maria Augusta em pé, atenta ao desfile de uma candidata ao título de Miss Guanabara 1961, enquanto outras Misses ansiosas, vestindo maiôs Catalina, aguardam a vez de enfrentar a passarela. (Foto: Manchete, 24/06/1961)

Em suas lembranças, a coisa que Maria Augusta achava mais engraçada era as mães das Misses, que em muitos casos mais atrapalhavam que ajudavam. Contava que um problema sério era o assédio masculino, à época chamados de gabirus. A virgindade era um tabu, e se suspeitassem que uma Miss tivesse uma aventura, ela era carta fora do baralho.


Nem todas as moças aprendiam a desfilar como Maria Augusta queria. Quem não aprendia desfilava errado. (Foto: revista Realidade, agosto 1966)

Bengala faz a marcação
Miss tem que saber desfilar, para não dar vexame. E vão para as mãos de dona Maria Augusta, que tem uma escola de modelos, e há nove anos acompanha o concurso de Miss Brasil, ensinando andar, parar e rodopiar. Comanda tudo com uma bengala, e umas batidas no chão:
- A marcação da bengala é a marcação internacional. As moças saem daqui já sabendo desfilar como nos outros países.
Na terça-feira depois da chegada, há o primeiro contato entre as mocinhas e Maria Augusta, para as medidas. Ela mesma, ou uma sua auxiliar, tira as medidas – busto, cintura, quadris, coxas, tornozelo, altura e peso – só na presença de senhoras, em lugar onde ninguém mais pode entrar. Nesse dia, as candidatas fazem seu desfilezinho inicial, para Maria Augusta ver qualidades e defeitos.
(Revista Realidade, agosto 1966)


Maria Augusta, à esquerda, de preto, no momento de começar o desfile em traje de gala das candidatas ao título de Miss Guanabara 1972 (Foto: Manchete)

AS MENINAS DA SOCILA

Ela ensinou ao Brasil a ser elegante. Entre os anos 50 e 70, a empresária Maria Augusta Nielsen ditava o que era de bom tom em sociedade. Fundadora da Socila, em 1954, ela aceitou o convite de dona Sarah Kubitschek para preparar as filhas, Maria Estela e Márcia, para o début em Versailles.

— Passei a dar aulas no Palácio das Laranjeiras para as meninas. Depois disso dona Sarah reuniu as amigas e as irmãs para que eu as orientasse também. Até o presidente ia para lá na hora do lanche. E perguntava: “Como é que eu estou, professora, estou bem?”. E aí ele desfilava e também dizia que precisava de aulas. Eu dizia, “o senhor não precisa disso, presidente”. E ele respondia: “Preciso sim, sou de Minas”. Ele era muito engraçado, ficamos muito amigos — lembra Maria Augusta.



Juscelino Kubitschek, a esposa Sarah e as filhas Márcia e Maristela. (Foto: www.almanaquebrasil.com.br)

Foi o próprio Juscelino que, em 1957, ajudou a legalizar a escola de aperfeiçoamento social, já que não havia registro da profissão no país. — Um dia tomei coragem e disse a JK: “Presidente, estou trabalhando na ilegalidade”. Então, ele reuniu uma banca examinadora com diplomatas do Itamaraty, um médico e professores para me argüir. Passei com louvor e recebi o registro — conta Gugu, como era carinhosamente chamada.
Depois da temporada no Palácio das Laranjeiras, freqüentar a Socila virou item obrigatório na agenda das moças bem-nascidas. — Dona Sarah abriu portas incríveis, é claro que nós fizemos um bom trabalho, mas também tivemos uma estrela fantástica. Depois da temporada no Palácio, foi um deus-nos-acuda, veio toda a sociedade procurar a Socila, foi uma maravilha.

Maria Augusta lançou muitas delas em passarelas, inclusive no exterior: de Lúcia Moreira Salles — segunda brasileira a desfilar para a maison Chanel — e Cookie Richard a Marina Colassanti e Florinda Bolkan.

Gugu ergueu um império da beleza com filiais em quase todo o país, onde oferecia de cursos de modelo e etiqueta a tratamentos estéticos. Foi a precursora dos spas com o Beauté Services Socila. — Na Europa era comum os serviços serem oferecidos em salões, mas para apenas uma necessidade. Eu trouxe aparelhos e técnicas da Europa e dos EUA e oferecia tratamentos completos para pele, flacidez, celulite, tudo num só lugar — conta a ex-empresária.

Ela abriu a primeira agência de modelos da América Latina nos anos 60 — as agências de propaganda já requisitavam as meninas da Socila para campanhas desde os anos 50. Fez fortuna e perdeu tudo. Sua vida renderia um filme ou uma novela.

A vida da Gugu se confunde com a história da moda no Brasil. Ela foi manequim, empresária, lançou as primeiras manecas e os estilistas Clodovil, Dener, Guilherme Guimarães, profissionalizou os desfiles de misses, viveu na Europa e foi amiga de todos os grandes costureiros.

(...) Recebe uma pequena aposentadoria do INSS, complementada pela ajuda dos muitos amigos no país e no exterior — algumas ex-modelos que lançou, como a manequim Josefa... (... ) Pragmática e bem-humoradíssima, Gugu freqüenta o Instituto Benjamin Constant, onde aprende computação: - Estou cega do olho esquerdo e tenho 10% de visão no direito. É irreversível. Falei com a minha terapeuta e ela me aconselhou: “Assuma, você vai se sentir melhor e as pessoas também”. Lá aprendo a ser cega — diz sem floreios.

Quando o assunto é elegância, Gugu mostra que há coisas imutáveis: — A evolução da moda é natural. Mas há coisas que não mudam, nas atitudes, por exemplo. Você pode impor suas opiniões de maneira elegante. O que falta no país é educação, em todos os sentidos. Conversar com as pessoas com a mão no bolso é um horror — decreta. — Todo mundo tem altos e baixos. Não me lembro de coisas desagradáveis e acho ótimo. Fiquei muito rica, depois houve um final melancólico. Estou pobre, essa é a verdade, mas estou feliz, as coisas materiais não me fazem falta. Não me sinto sozinha, recebo meus amigos, vivo de amor, por isso não fico velha.

(Roni Filgueiras, jornal O Globo, caderno Ela, 02/07/2005

MARIA AUGUSTA, UM NOME PARA A HISTÓRIA

Maria Augusta não gostou de como “JK”, a minissérie da Rede Globo, conduziu sua personagem. Achou que não tinha absolutamente nada a ver com sua personalidade. Disse que a personagem Maria Alice, vivida por Mila Moreira, que teria sido inspirada nela, tinha hábitos morais muito duvidosos, embora tivesse sido procurada pela produção da Rede Globo e dado muitas entrevistas sobre aquela época; sobre sua própria vida e de todas as mais importantes personalidades daquele tempo.


Além da coroa, do manto e do cetro, toda Miss tinha o sorriso de Maria Augusta. Carmem Sílvia de Barros Ramasco, Miss São Paulo e Miss Brasil 1967, também a teve ao seu lado na vitória. (Foto: Manchete)

Maria Augusta, depois de ter morado sozinha durante um período na Gávea, estava morando há um ano e meio na casa da amiga Maria Augusta Morgenroth, escritora, que está escrevendo sua biografia. Estava cega e parcialmente surda.
Anselmo Duarte Jr, seu afilhado, filho de Ilka Soares e Anselmo Duarte (1920-2009), tem planos de lançar o documentário A Batuta Mágica, numa referência à bengala que ela usava para treinar as misses.


Martha Vasconcellos, Miss Bahia, Miss Brasil e Miss Universo 1968, teve o apoio de Maria Augusta para o êxito do seu reinado.
(Foto: Manchete)


Maria Augusta ladeada por Vera Fischer, Miss Santa Catarina e Miss Brasil 1969, e Eliane Fialho Thompson, Miss Guanabara e Miss Brasil 1970. (Foto: Manchete)

Frases de Maria Augusta:

- Fui a fada madrinha de muitas Cinderelas.
- Eu gostaria de viver eternamente.
- Vi moças que mais tarde atrairiam admiração e inveja chegarem a mim desesperadas por não saberem como superar um par de pernas finas, uma pele ruim ou uma timidez doentia.
- Sei que maridos e filhos muitas vezes não sabem das lágrimas e da coragem com que estas mulheres os conquistaram.
- É inútil estabelecer regras para o sucesso.
- Altura, beleza, inteligência não influem, desde que haja força de vontade. O que cria um manequim é a descoberta de seu tipo.
- Cafonice é ir à praia com maquilagem e peruca, é usar solitário com calça Lee, é recusar conselhos e se achar capa da Vogue.
- A Beleza é magnetismo pessoal.
- Twiggy, por exemplo, influenciou as jovens do mundo inteiro e acabou reformulando os padrões.


MARIA AUGUSTA, QUEM É ESSA MULHER COM UMA BENGALA NA MÃO?

DEUS convocou Maria Augusta Nielsen para uma nova missão em outra dimensão. Seu nome ficou como ícone de uma época. Sua bengala ficou como lenda. Falo aqui de lenda não no sentido de narração deformada por minha imaginação poética, mas de lenda do latim legenda, “coisas que devem ser lidas”.
No silêncio desta madrugada de novembro de 2009, quando concluo esta matéria, fecho os olhos e me transporto para um Maracanãzinho escuro e vazio. Não há aplausos e nem vaias para as Misses. Apenas batidas no chão e uma mulher com uma bengala.

“- Quem é essa mulher?
- Quem?
- Aquela ali, em pé no palco com uma bengala na mão.
- Bengala, que bengala?”


No Maracanãzinho vazio e escuro, só eu vejo Maria Augusta Nielsen e sua bengala. E choro com saudades de um tempo que se foi, para sempre se foi.



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