SEJA BEM-VINDO ! SEJA BEM-VINDA! VOCÊ ESTÁ EM PASSARELA CULTURAL, a sua revista on-line semanal, fundada em 02/07/2004. ***** Esta é a edição nº 493, referente à semana de 27 de julho a 02 de agosto de 2014. ***** Editor: Daslan Melo Lima ***** Timbaúba, Pernambuco, Brasil ***** Telefones: (81) 9612.0904 (Tim) e (81) 9277.3630 (Claro) / E-mail: daslan@terra.com.br

sábado, 26 de julho de 2014

ARIANO SUASSUNA NO GALOPE DO SONHO


      Conheci Ariano Suassuna no mesmo ano em que, adolescente, migrei da minha alagoana São José da Laje para o Recife, onde meus pais desembarcaram com o sonho de reverter uma vida severina. No meu primeiro ano de estudos no Ginásio Pernambucano, na Rua da Aurora, Ariano Suassuna esteve algumas vezes em minha sala de aula falando de sagas, reinos imaginários, vitórias, derrotas, esperança e sonho, muito sonho. 
      Do alto de sua sabedoria e simplicidade, o famoso escritor, poeta e dramaturgo dizia: "O sonho é que leva a gente para a frente. Se a gente for seguir a razão, fica aquietado, acomodado", e continuava: "Tenho duas armas para lutar contra o desespero, a tristeza e até a morte: o riso a cavalo e o galope do sonho. É com isso que enfrento essa dura e fascinante tarefa de viver." 
      Deus convocou Ariano Suassuna para falar de sonho em outra dimensão. Vai encantar outros garotos carentes e sonhadores como aquele que fui, para quem o sonho foi, e continua sendo, o melhor aliado da caminhada neste planeta. 
-------- Daslan Melo Lima.


REFLEXÕES
“É preciso aprender a esquecer. Sem isso, a existência se torna impossível." 
- Alice Parizeau (1930-1990), romancista canadense de origem polonesa.
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“A vida é feita de ilusões. Entre essas ilusões, algumas têm sucesso. São elas que constituem a realidade." 
– Jacques Audiberti (1899-1965), poeta , dramaturgo e romancista francês.
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“Os dois grandes segredos da felicidade: o prazer e o esquecimento.”
Alfred de Musset (1810-1857), poeta e dramaturgo francês, em “A Noite Veneziana.”.

AGENDA

27 de julho, domingo: Dia Nacional de Prevenção de Acidentes de Trabalho - Dia do Motociclista
28 de julho, segunda-feira: Dia do Agricultor
30 de julho, quarta-feira:  Dia Nacional do Cartaz
1º de agosto, sexta-feira: Dia Mundial da Amamentação - Dia do Selo Postal Brasileiro

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DE TIMBAÚBA PARA O MUNDO - Lulinha, o legado de um anjo timbaubense - De vento em Popa

LULINHA, 
O LEGADO DE UM ANJO TIMBAUBENSE

     
      No dia 09 de maio de 1944, para alegria de João Cabral da Silva e Adília Rodrigues Cabral, nascia Luiz Carlos Rodrigues Cabral. O casal, que já tinha duas filhas, Maria Dulce e Ana Águida (só depois ganharia outra, a Rosa Célia) ficou muito alegre, pois se tratava de um menino, uma almejada criatura do sexo masculino, que recebeu o apelido carinhoso de Lulinha. Logo a alegria deu lugar a momentos de preocupação, pois o garoto era portador da Síndrome de Down, um assunto que na época era envolvido em preconceito e desinformação.

    Lulinha foi cuidado como uma joia preciosa. Cresceu dotado de uma alegria contagiante, otimista, disciplinado. Algumas vezes tinha certa dificuldade de se expressar, mas todos entendiam o que ele queria dizer. 



  “Possuidor de uma força divina, ele era meu porto seguro. Quantas vezes eu chegava ao seu lado, angustiada, e só de ficar pertinho dele e de abraçá-lo, uma energia renovadora tomava conta de mim. Ninguém pode imaginar o amor que um ser como o meu tio é capaz de dar”, declara sua sobrinha Simone Cristina Cabral, 35 anos, profissional da área de recursos humanos. 

     

      “Ele era uma ser muito especial, um anjo, tinha uma forte percepção e quando me via triste costumava dizer chore não que tudo passa. A  um pai e a uma mãe que tem um filho diferente, recomendo que dê ao mesmo muito carinho e atenção. O resultado é surpreendente”, afirma Dulce Cabral, 74 anos, sua irmã, professora aposentada.


       Lulinha faleceu no dia 10 de junho deste ano, vítima de miocardiopatia, aos setenta anos e trinta e um dias de idade, uma vida longa, acima da média da expectativa de vida dos portadores da Síndrome de Down. Lulinha morreu sereno como um anjo, deixando o maior de todos os legados: o amor, o mais nobre dos sentimentos.      

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ENTENDENDO A SÍNDROME DE DOWN - Síndrome de Down ou Trissomia do cromossoma 21 é um distúrbio genético causado pela presença de um cromossomo 21 extra, total ou parcialmente. Recebe o nome em homenagem a John Langdon Down, médico britânico que descreveu a síndrome em 1862.  Pessoas com Síndrome de Down podem ter uma habilidade cognitiva abaixo da média, geralmente variando de retardo mental leve a moderado.  Estima-se que a incidência da Síndrome de Down seja de um em cada 660 nascimentos. Devido aos avanços da medicina,  expectativa de vida das pessoas com síndrome de Down vem aumentando incrivelmente nos últimos anos. Os pais devem estar atentos a tudo o que a criança comece a fazer sozinha, espontaneamente, e devem estimular os seus esforços. Quanto mais a criança aprender a cuidar de si mesma, melhores condições terá para enfrentar o futuro. Pessoas com síndrome de Down têm apresentado avanços impressionantes e rompido muitas barreiras. Em todo o mundo, há pessoas com síndrome de Down estudando, trabalhando, vivendo sozinhas, se casando e chegando à universidade. O termo mongol ou mongolismo, quando usado de forma pejorativa, ofensiva, poderá ser considerado como crime de preconceito. (Fonte: Wikipedia) 
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FÉ X COPA DO MUNDO

Bandeirinhas verdes e amarelas ao sabor do vento. Apenas duas cores 
testemunhando  muita fé,  em Deus e  na garra dos nossos  jogadores. 

Ganhamos e perdemos. Disso é testemunha Nossa Senhora das Dores,
apontando  para um norte diferente, onde reina outra escala de valores. 

Mistérios nos cercam. Perder, dúvidas e dores. Ganhar, luzes e  amores. 

Talvez seja o contrário: Perder, luzes e amores. Ganhar, dúvidas e  dores.

- Daslan Melo Lima

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DE VENTO EM POPA

Thaisa Campos e Nilton Filho, noivos, um romance de vento em popa com alianças de compromisso.
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Marileide Rosendo (Balazinha)  e Homerion Campos, noivos,  um romance de vento em popa, com alianças oficiais, no Clube Verde Campo, decorado com imagens de São João e Santo Antônio. 

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SESSÃO NOSTALGIA – O traje típico que Marcílio Campos criou para Staël Abelha, Miss Brasil 1961

Daslan Melo Lima

      Foram muitos os trajes típicos de baiana usados por representantes do Brasil no concurso  Miss Universo. Entre os que marcaram época, o criado por Marcílio Campos (1930-1991) para a mineira Staël  Maria da Rocha Abelha, Miss Brasil 1961. Na ocasião, O Cruzeiro, a revista de maior circulação no País, com tiragem de 500 mil exemplares, deu uma visibilidade sem precedentes ao assunto, com direito a capa e sete páginas.

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A fantasia da capa – Miss  Brasil foi fotografada por Indalécio Wanderley com a “baiana” que ela irá exibir em Miami. A fantasia foi confeccionada por Marcílio Campos, costureiro pernambucano, bicampeão do carnaval carioca. Ainda este ano, ele foi o autor de “Isabel, Rainha de Portugal”, com a qual Denise Zelaquett ganhou 1º prêmio no Municipal e no Quitandinha.  Ubiratan de Lemos, Jean Solari e Hélio Passos levaram Miss Brasil-61  a um passeio pelas ruas centrais do Rio, vestida com a “baiana” que apresentará em Miami. Foi uma pausa de beleza e graça num dia normal de trabalho dos cariocas.  Beleza, na verdade, vem do berço. E Staël Abelha, antes de ser Miss Brasil, já tinha tudo o que hoje mora ao lado.
---------- Crédito das imagens: O Cruzeiro, Ano XXXIII, Nº 40, 15/07/1961. Acervo DML/Passarela Cultural. 



Rio viu primeiro a baiana Staël. - Texto de Ubiratan de Lemos. Fotos de Hélio Passos e Jean Solari.

Na baiana de luxo, nas ruas do Rio, o povo foi descobrindo aos poucos Miss Brasil n° 1.  
Detalhe: Miss Brasil nº 1, era assim como se referiam à primeira colocada no Miss Brasil. Na época, as misses que ficavam no segundo e terceiros lugares tinham a denominação de Miss Brasil nº 2 e Miss Brasil nº 3, respectivamente, e viajavam para o exterior como representantes brasileiras no Miss Beleza Internacional, realizado em Long Beach, e no Miss Mundo, que acontecia em Londres.  

      Carioca da Cinelândia viu e não acreditou: baiana muito dourada, muito verde, de penachos e balangandãs, mas de bamboleio mineiro, singrando, sozinha, pela Belacap. Stäel Maria da Rocha Abelha, que já se transformou em letra de samba no Rio e em São Paulo, caprichava no desembaraço. Sorria para os pontos cardeais, na passarela do asfalto. Falava com um e outro, sublinhando frases curtas de conteúdo gentil. Sempre alegre, conversando rosas, é incapaz de um “não” para o programa puxado que está cumprindo. Apenas concorda que precisa engordar os 3 quilos perdidos. E desmente a versão do noivo. Ainda não teve tempo de pensar nele E não sabe se ele deve despontar na sua glória confusa. O importante é que Staël continua a mineira de Caratinga, natural, sem rasuras. A coroa não lhe empoou a vaidade, mas lhe exagerou a simpatia.
      Ela está escrevendo letras miúdas em papel azul: suas memórias de Miss Brasil. Ou simplesmente um diário, o roteiro de suas emoções. O sonho fecundado de ser Miss Brasil. Desde já avançamos que a sua impressão maior, depois de Miss Brasil, é ser agora um espécimen raro. Todos lhe espiam o rosto como se ela tivesse desembarcado de um disco voador: curiosidade e análise. Levará para Miami dois presentes. Um pé de café num jarro e um naco de cristal de rocha. Mas não falará em inglês, porque não o domina suficientemente. E explica: “acho Camões tão importante quanto Shakespeare”.
      O autor da baiana, que é o luar destas páginas, chama-se Marcílio Campos, do Recife. É campeão de fantasias do carnaval. Marcílio trabalhou em tela cristalizada. Amarelo-ouro com babados plissados e, sobre estes, camada de babados de bico de seda branca, rebordados  com paillettes dourados. O matame tem contornos dourados; as sandálias com detalhes em verde-bandeira. E ainda um chalé em cetim verde, com turbante no mesmo cetim e adorno de plumas verdes e vermelhas. Completam a baiana bolas de ajoufo verdes, vermelhas e douradas, colares, pulseiras, no mesmo tom tricolor. Os brincos são argolas douradas. É a baiana mais arara, em bom estilo, dos anais do concurso de Miss Brasil.
      Miss B-61, a mineirinha Staël Maria, baixou de retiro silvestre, em São Paulo, de onde sairá para o voo superjato da Braniff, no “Eldorado”. E, então, será Miaimi Beach, desta vez com profunda intuição de vitória.

Todo mundo ficava surpreso em ver, de repente, uma “baiana” tão bonita, tão longe do Carnaval. E a surpresa crescia quando reconhecia nela a elegante Miss Brasil-61.
Staël, de baiana, mostrou a faceirice mineira da Cinelândia à Central do Brasil.

Com absoluta exclusividade e grande esforço, O Cruzeiro mostrou Staël aos cariocas com a linda baiana que usará em Miami. Aqui, na escadaria do Municipal, ela experimentou a sandália de 16 cm de salto, especial para as passarelas em que reinará com seu encanto.  

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      Após retornar de Miami Beach, onde não obteve classificação no Miss Universo, concurso no qual foi eleita Marlene Schmidt, Miss Alemanha,  Staël Abelha renunciou ao título apresentando sua carta-renúncia onde dizia que trocava seu reino por amor.  Vera Maria Brauner (1942-2012), Miss Rio Grande do Sul, sua vice, foi coroada oficialmente Miss Brasil 1961 em um programa de televisão. A trajetória de Staël foi motivo da Sessão Nostalgia de 30/04/2011, disponível neste link http://passarelacultural.blogspot.com.br/2011/04/de-alagoas-para-o-mundo_30.html

Marcílio Campos nasceu no Estado da Paraíba, em 25/01/1930, e morreu no Recife, cidade onde passou a maior parte da sua vida, vítima de colapso cardíaco, em 26/04/1991..***** Foto: Acervo/Fernando Machado.

     É bem diferente a  maioria dos trajes típicos apresentados  hoje pelas misses, distantes daquela baiana de Staël Abelha criada por Marcílio Campos, quando inexistia o termo estilista. Marcílio era chamado, com muita honra, de figurinista e costureiro. Ao mesmo tempo em que buscam,  através de suas alegorias, externar a riqueza e os valores culturais  de uma região, alguns estilistas se distanciam dos verdadeiros, singelos e poéticos trajes típicos do Brasil.
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AQUI TERMINA MAIS UMA EDIÇÃO DE PASSARELA CULTURAL...

... Mas vale a pena ler de novo. Depois desta secção, você encontra uma seleção de todas as edições de PASSARELA CULTURAL.
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domingo, 20 de julho de 2014

NETO, O BAIANO MARAVILHA

     
     
      Na noite fria da quarta-feira, 16, na Ilha do Retiro, numa jogada espetacular, Euvaldo José de Aguiar Neto, ou simplesmente Neto Baiano, natural de Ituaçu, BA, fez um gol destinado a ficar para sempre na memória do Sport Club do Recife. Quase no meio do campo, seu chute vigoroso aos 43 minutos do primeiro tempo, num lance individual antológico, decidiu a partida do rubro-negro contra o Botafogo, em partida válida pelo Campeonato Brasileiro-Série A.  
     A propósito da personalidade do Neto Baiano, algumas das suas brincadeiras e declarações já foram consideradas inconvenientes e provocaram polêmicas, mas acredito que nunca houve maldade de sua parte, apenas imaturidade.   
       Acho que o Jorge Bem Jor deveria repaginar aquela música famosa dedicada ao mineiro João Batista de Sales, o Fio Maravilha, que marcou época no Flamengo. 

E novamente ele chegou com inspiração,
com muito amor, com emoção, com explosão em gol
(...)
Foi um gol de classe onde ele mostrou sua malícia e sua raça.
Foi um gol de anjo um verdadeiro gol de placa,
que a galera agradecida assim cantava:
Neto Maravilha, nós gostamos de você!
Neto Maravilha, faz mais um pra gente ver!
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Daslan Melo Lima, após o jogo Sport x Botafogo
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Vale a pena relembrar

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sábado, 19 de julho de 2014

DE TIMBAÚBA PARA O MUNDO - Inauguração do Centro de Empreendedorismo

CENTRO DE EMPREENDENDORISMO DE TIMBAÚBA


      Na sexta-feira, 18, às 11 horas, a Secretaria de Assistência Social e Cidadania, em parceria com a Amface, AD Diper e Governo do Estado de Pernambuco, promoveu a inauguração do Centro de Empreendedorismo de Timbaúba, localizado na Rua Almirante Barroso, no bairro de Três Cocos, no mesmo imóvel onde durante muitos anos funcionou a Indústria de Calcados Criança.

     Trinta e três máquinas industriais de última geração fazem parte do espaço, sendo trinta e duas de costura e uma bordadeira.  Cursos de capacitação serão oferecidos e a expectativa é de que Timbaúba se torne uma referência da mata norte no setor. 




     Entras as personalidades presentes ao evento, prefeito João Rodrigues da Silva Júnior (Júnior Rodrigues),  Vânia Lúcia Barreto (secretária de assistência social e cidadania), Gabriel Maciel (AD Diper), Plácida Eulália Fialho Falcão (Amface), Paulo Lins (representante do secretário de Educação do Estado) e Roselane (Mafitil).
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MEMÓRIA TIMBAUBENSE
Página Social do Timbaúba Jornal, 16/05/1959, destaques para "O Retrato da Semana" , Senhorita Maria José de Brandão Galvão Cavalcantie a poesia "Carta de matuto", de Zé da Roça

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ROTEIRO POÉTICO DE TIMBAÚBA

O céu azul, as nuvens brancas, as casinhas do Alto do Cruzeiro. ***** Foto: DML/PASSARELA CULTURAL.

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SESSÃO NOSTALGIA - O lado imoral dos concursos de beleza

Daslan Melo Lima

Esta secção é a reedição da Sessão Nostalgia “Há corrupção nos concursos  de misses?”, de  11 de dezembro de 2010.  Repaginei a matéria e postei as  páginas e fotos da revista que serviu de fonte, dando uma feição mais fiel de documentário.

PRÓLOGO

    
       Ano de 1958. A carioca Adalgisa Colombo (1940-2013), Miss Botafogo, tinha sido coroada Miss Distrito Federal embaixo de vaias e protestos, pois a preferida do público era sua vice, Ivone Richter, Miss Riachuelo. Logo em seguida, Adalgisa Colombo venceu o Miss Brasil e recebeu a faixa de sua antecessora Terezinha Morango (Miss Amazonas, Miss Brasil, vice-Miss Universo 1957), também sob vaias e protestos, já que a predileta do Maracanãzinho era Sônia Maria Campos, Miss Pernambuco, segunda colocada. 
    Pegando carona naquele cenário tumultuado, a revista MORAL, edição nº 4, especialista em focalizar assuntos polêmicos, circulou em todo o Brasil com uma capa onde a atriz Kim Novak aparecia em foto principal, mas na imagem menor estavam Adalgisa e Terezinha com a legenda "Corrupção nos Concursos de Misses !!"  Abaixo, na íntegra, a reportagem da Moral, com pequenos ajustes,  a fim de adequá-la à ortografia atual.

O LADO IMORAL DOS CONCURSOS DE BELEZA

   
TOP 5 DO MISS BRASIL 1958 - Da esquerda para a direita: Carmen Erhardt, Miss Santa Catarina, quarto lugar; Sônia Maria Campos, Miss Pernambuco, segunda colocada; Adalgisa Colombo, Miss Distrito Federal,  primeiro lugar; Denise Guimarães Prado, Miss Minas Gerais, terceira colocada; e Magdalena Faggoti,  Miss São Paulo, quinto lugar.  


      Entre pernas de fora e "marmeladas", há sempre o interesse mercantilista por trás das cortinas, quando a fita não fala a verdade, prevalece a opinião insuspeitável dos "íntegros juízes".


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      As competições de beleza plástica existiram em todos os tempos, mas em outros tempos idos, que se perdem e se esfumam num passado muito longínquo, havia um único propósito: a eugênia! Desde então, os cânones de beleza plástica foram estabelecidos, mas com o evoluir dos povos, com a intromissão da civilização no campo complexo da eugênia, que tinha por escopo primacial o aprimoramento das raças, outros métodos e princípios, objetivos e sistemas, foram adotados na seleção e respectiva eleição das mais belas mulheres existentes entre os homens.
     O povo norte-americano se habituou, rapidamente, a essa espécie de “bolsa de valores”, plásticos, bem entendido, sendo matéria corriqueira a escolha de uma “miss” qualquer, para representar até mesmo a melhor marca de manteiga ou de uísque, como se apenas às mulheres fossem outorgadas prerrogativas de possuírem um melhor físico ou mesmo uma melhor “fachada”.

     Em Long Beach, praia mundialmente conhecida das costas do Pacífico, cenário obrigatório de quantas “estrelas” e “astros” existam  no firmamento cinematográfico de Hollywood, realizam-se, todos os anos, esses prélios de beleza universal, no qual disputam mulheres, de todas as idades, até mesmo matronas respeitáveis, o cetro de Miss Universo.



     O Brasil, como não poderia deixar de acontecer, também participa do desfile. Também envia sempre a sua representante, embora sem a esperança, que nunca morre, de vermos, um dia, o nosso “belo sexo” coroado com o ornamento consagrador, no alto da cabeça. Houve uma época, que se repetiu por muitos e muitos anos, que apenas as “beldades” ianques eram galardoadas com o cobiçado título, mas com o advento, cada vez mais forte do panamericanismo, a política entrou no meio, e os “ juízes” tiveram que modificar seus veredictos, em benefício de outros povos, e mesmo de outras raças!
      Assim é que vimos a América Central e do Sul fazendo força, impondo suas representantes aos olhos nem sempre abertos dos “experts”, dos “juízes”, da imprensa e finalmente da opinião pública, a quem tinham seus organizadores que dar satisfações.
     Lá, como aqui, sempre houve “marmeladas”, mas essas “marmeladas” eram trabalhadas secretamente, quase que via diplomática, sem que das mesmas participassem, direta ou indiretamente, as interessadas e seus acólitos.
     No momento, por exemplo, em que já elejemos nossa representante para o grande prélio de beleza, surgem os descontentamentos, os insultos, as intriguinhas, as maledicências, contra esta ou aquela candidata ao “passeio” e aos presentes, pelo fato de não serem suas acusadoras contempladas como esperavam.
     E a fita métrica entra em cena, depois, nas redações dos jornais, para comprovar a “marnelada”, a qual tanto pode ser “Colombo” ou “Pesqueira”. A marca não interessa para nós, mas sim a natureza de sua manipulação, de seu paladar, de sua “embalagem” em suma.



     Acreditamos, mas não endossamos a atoarda que se fez em torno da escolha de Miss Distrito Federal. A senhorita Adalgisa Colombo merecia o galardão que recebeu, mas se houve ou não “marmelada” na dita eleição, bem como na prova final, não temos provas para acusar, cabendo-nos apenas fazer eco do acontecimento mundano e registrá-lo devidamente em nossas colunas, com a respectiva crítica que o programa de MORAL nos autoriza.
     Aqui fica apenas uma pergunta aos srs. moralistas e falsos puritanos: Que se procura alcançar, hoje em dia, com esses concursos de beleza? Que objetivos visam seus promotores? Que resultados práticos poderão obter essas jovens que tão impensadamente se entregam a tais maratonas de nudez?
     Raríssimas são as exceções em certames de tal natureza em que as candidatas derrotadas saiam imunes da batalha, e essa batalha é travada nos vestiários, nos dancings, nos clubes, nas reuniões de gente bem, onde a  “ronda dos abutres” faz descer a sua sombra tétrica, à espera de carniça.
     Os departamentos de polícia dos Estados Unidos possuem em seus arquivos inúmeros casos que tiveram sua origem e motivo nos concursos de beleza. Há até uma organização de traficantes de “carne humana” que se mantem sempre vigilantes sobre as misses eliminadas, sendo essa “mercadoria" para eles de grande valor.
     Se uma candidata ao cetro de beleza não se faz acompanhar de uma pessoa da família, seu fim será triste, caso não tenha forças suficientes para vencer ou afugentar os “vampiros” que voejam a sua volta.
     Triste época, caricata época das grandes festas florais dedicadas à Deusa Vênus da velha Grécia de Apolo!

EPÍLOGO

     A expressão "marmelada" Colombo remete ao sobrenome de Adalgisa e à célebre Confeitaria Colombo, enquanto marmelada Pesqueira é uma alusão aos doces pernambucanos de uma marca que homenageava a cidade de Pesqueira.
     De vez em quando, surgem especulações de favorecimento, notícias envolvendo tramas e manipulações para que o resultado de um concurso de Miss seja de uma forma e não de outra.  
     Sei que é muito difícil um resultado agradar a todos. Um concurso de beleza não é apenas glamour, também é suor, tensão, determinação, disciplina, risos, lágrimas, etc.  Seja como for, um título de Miss perdura por toda a vida e ninguém tem o direito de brincar com o destino de lindas jovens sonhadoras. Um voto, um ponto, um cochilo, uma fofoca, podem mudar para sempre a rota da caminhada de uma garota.

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domingo, 13 de julho de 2014

PARABÉNS, ALEMANHA! TÍTULO JUSTO E INCONTESTÁVEL

    
 Mais uma vez quem venceu foi o futebol

      Em 2010, quando a Espanha levantou aquela Copa, eu dizia que o futebol venceu. Sim, por ser aquela uma Copa em que as equipes jogavam bastante retrancadas, e a Espanha mostrou um futebol ofensivo, de toque de bola e organização. Hoje, mais uma vez o futebol venceu, e desta vez com mais um exemplo de que quando se está no caminho certo, da verdade, da ética, da humildade e solidariedade, o universo conspira a favor. 
      A Alemanha foi profissional em tudo. Trabalhou, trabalhou e trabalhou muito para chegar onde chegou, enquanto que os nossos fizeram da concentração um verdadeiro Big Brother. Eles, assim como os argentinos, se concentraram de verdade na disputa e foram premiados com uma grande final.  
      Nesta final tivemos uma aula de como é feito o futebol. De um lado, uma equipe forte, habilidosa, solidária, organizada, séria e ao mesmo tempo feliz. Do outro, uma equipe briosa, orgulhosa, batalhadora e humilde, que mostrou que no futebol a queda só é digna quando se cai de pé. 
       Infelizmente, a euforia dos brasileiros por ter substituído sua seleção pelo seu algoz na final, pode agora apagar o vexame que passamos e o alerta pode ter sido só temporário. E tudo continuará como sempre foi. E a cada Copa que passa o futebol das outras seleções estão se tornando mais profissionais e, consequentemente, mais fortes, e o futebol brasileiro continua mais amador e, consequentemente, mais fraco.

           PARABÉNS, ALEMANHA, título justo e incontestável.

           PARABÉNS, ARGENTINA, pela honra e dignidade.

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Texto: Djalma Xavier de Almeida
Imagem: AP Photo/Fabrizio Bensch

sábado, 12 de julho de 2014

ESSE AMOR QUE ENTRE NÓS NÃO VIVEU

  Daslan Melo Lima    

      A moça encostada na parede da esquina daquela rua trocava beijos com o amado. Um menino introvertido observava e se inspirava para compor poemas que ninguém lia. Um dia, o menino viu a moça chorando e entendeu que o romance dela tinha acabado, pois horas antes ele tinha escutado a moça cantando uma música triste, o samba-canção "Conselho", de Dênis Brean e Oswaldo Guilherme.

Se você me encontrar pelas ruas, 
não precisa mudar de calçada. 
Pense logo que somos estranhos 
e que nunca entre nós houve nada. 

Não precisa baixar a cabeça
pra não ver os meus olhos nos seus. 
Passarei por você sem rancor 
sem pensar que entre nós houve adeus. 

 Nossos sonhos são tão diferentes,
que o remédio é mesmo deixar
que esse amor se desfaça com o tempo, 
sem que seja preciso chorar. 

Entre nós não há culpas nem mágoa. 
O destino assim escreveu. 
Poderemos achar noutros braços 
esse amor que entre nós não viveu.

      Na época ninguém falava em depressão, doença da alma, mas foi isso que o menino sensível sentiu, depressão, por não saber lidar com o vendaval de sentimentos dentro de si. Vontade de abraçar a moça e lhe dizer palavras de consolo, vontade de enxugar o seu pranto, vontade de  não crescer para não sofrer de amor e desamor, vontade de...
      Parte daquele menino que ainda vive em mim poderia hoje compor para a jovem daquela época um poema, mas tinha que ser na parede da esquina daquela rua de uma São José da Laje de um tempo que se foi. Pena que não há mais moça, nem esquina, nem aquela rua, apenas uma velha fotografia desbotada e as marcas desta emoção inacabada.
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Você pode ouvir o samba-canção “Conselho”, na voz de Morgana (1934-2000), clicando neste link:

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DE TIMBAÚBA PARA O MUNDO

FATOS EM FOCO


EDIFÍCIO TIMBAÚBA - Esta é a fachada de um prédio localizado no Recife. Chama-se Edificio Timbaúba. Você sabe disso? Você tem condições de identificar com detalhes onde ele fica? 
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PAVILHÃO DAS BANDEIRAS -  O autor dessa fotomontagem, Jorge Moura, tem uma  ideia que, segundo ele,  embelezaria a cidade e fortaleceria o civismo e o amor por nossa terra. Trata-se de um  Pavilhão de Bandeiras, que poderia ser construído na Praça do Centenário e inaugurado no dia 07 de setembro, ou no  08 de abril, data da Emancipação Politica de Timbaúba. O que você acha? 


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CORREIO DE NOTÍCIAS - Já está circulando a nova edição do CORREIO DE NOTÍCIAS, agora em novo formato, estilo tabloide, uma tendência da imprensa mundial. Entre outros assuntos, destaque para as seguintes matérias:
- Case de Timbaúba tem nova coordenadora
- Passarela Cultural chega a um milhão de acessos
- Timbaubense fará caminhada de 150 dias
- Cícero Monteiro é o novo técnico do Timbaúba Futebol Clube
- Timbaúba tem 5 candidatos a Deputado Federal
- Nos sonhos de menino há sempre um apito de trem
CLIQUE neste link e confira todo o conteúdo do jornal: http://jcnoticias.net/
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UM SÃO JOÃO PARA RECORDAR - Clique neste link e confira o vídeo da REDEMÍDIA sobre os festejos juninos de Timbaúba: https://www.youtube.com/watch?v=4B7iBa_vhow
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DE OLHO NA COPA DO MUNDO 
A residência do jovem casal Julierme Barbosa e Moema Brandão, no bairro de Timbaubinha, zona norte, foi um dos pontos privês mais animados da  Copa do Mundo. Nem a derrota do Brasil para a Alemanha pelo placar de 7 x 1 apagou o espírito esportivo do pessoal. PASSARELA CULTURAL estava lá conferindo tudo.  

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SESSÃO NOSTALGIA – Margaret Gardiner, Miss Universo 1978

Daslan Melo Lima

     Era o final de uma quarta-feira fria e chuvosa, 26 de julho de 1978, no centro do Recife. Numa banca de revistas, o jornal paulista Noticias Populares estava  bem exposto, trazendo na capa a foto de Margaret Gardiner, Miss África do Sul, eleita Miss Universo dois dias antes, em Acapulco, México.  A chamada dizia:
Miss Universo é poetisa e tem livros publicados 
      Logo pensei: se depender de mim e dos seus admiradores, os livros da nova Miss Universo irão daqui a pouco para as listas dos mais vendidos do mundo. Segundo o Notícias Populares, as medidas de Margaret eram as seguintes: 1,76 de altura, 96 centímetros de busto, 71 de cintura, 96 de quadris e 61 quilos. 



     Margaret Gardiner, uma das minhas Misses Universo favoritas, nasceu na Cidade do Cabo, África do Sul, em 21 de agosto de 1959, filha de um gráfico e de uma dona de casa. Era modelo e, além das passarelas do seu País, já tinha desfilado nas de Paris, Argentina e Brasil, quando esteve em Foz do Iguaçu e Rio de Janeiro.


        Quando a revista Manchete saiu nas bancas falando da vitória de Margaret Gardiner, no que se refere à sua carreira literária, a informação dizia assim: Depois deste ano de Cinderela, ela pretende se dedicar à literatura, pois já tem um conto publicado na revista Darling, da África do Sul. Margaret Gardiner não se considera feminista: “Prefiro um homem que se encarregue do trabalho enquanto me torno escritora.” Antes ou depois do reinado, sem dúvida encontrará esse príncipe. Disse ainda a Manchete: Margaret tem o saudável físico de camponesa, embora tenha nascido na Cidade do Cabo.

           Em 1978, a África do Sul  vivia sob o regime do apartheid. Usando de diplomacia e inteligência, ao ser perguntada por um jornalista se seria capaz de casar com um negro, a Miss Universo 1978 respondeu: 
Casaria com qualquer homem que amasse.

          De hoje a 15 dias fará 36 anos que conservo as imagens acima num álbum de recortes. Margaret Gardiner atualmente é jornalista de televisão, radicada nos Estados Unidos,  esposa de Andre Nel, professor de Medicina na Universidade da Califórnia,  em Los Angeles. Conforme podemos constatar através das imagens abaixo, o tempo tem sido um ótimo aliado da sua beleza. As fotos são recentes e foram extraídas do Facebook.





  
      Neste final de sábado frio e chuvoso, enquanto encerro esta crônica, admiro a excelente forma física de Margaret Gardiner e fico meio chateado com o tempo. Acho que só eu estou envelhecendo. Por isso, em silêncio, declamo um trecho de Retrato, aquele poema famoso de Cecília Meireles (1901-1964). 

Eu não dei por esta mudança, 
Tão simples, tão certa, tão fácil: 
- Em que espelho ficou perdida  
A minha face? 

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