SEJA BEM-VINDO ! SEJA BEM-VINDA! VOCÊ ESTÁ EM PASSARELA CULTURAL, a sua revista on-line semanal, fundada em 02/07/2004. ***** Esta é a edição nº 525, referente ao período de 29 de março a 04 de abril de 2015.***** Editor: Daslan Melo Lima ***** Timbaúba, Pernambuco, Brasil ***** Telefones: (81) 9612.0904 (Tim) e (81) 9277.3630 (Claro) / E-mail: daslan@terra.com.br

sábado, 28 de março de 2015

"A VERDADEIRA RIQUEZA NÃO ESTÁ NAS COISAS, MAS NO CORAÇÃO"


O tema da Campanha da Fraternidade 2015, promovida pela CNBB, Campanha Nacional dos Bispos do Brasil, tem como tema “Fraternidade: Igreja e Sociedade” e o lema “Eu vim para servir”.   ***** “O tema foi escolhido em memória dos 50 anos de conclusão do Concílio Vaticano II”, explica Dom Fernando Saburido, Arcebispo Metropolitano de Olinda e Recife.  ***** “A campanha indica que a igreja deve caminhar com os irmãos, como defende o Papa Francisco”, reforça o Arcebispo, lembrando que a instituição está propondo aos católicos que tenham mais sensibilidade social. “A instituição tem feito muito, mas sempre é pouco diante da demanda. Precisamos servir mais àqueles irmãos que estão na periferia”, reconhece Dom Fernando.  ***** Nada mais oportuno do que relembrar uma frase do Papa Francisco"A verdadeira riqueza não está nas coisas, mas no coração."  


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AGENDA
29 de abril, domingo: Dia Mundial da Juventude
1º de abril, quarta-feira: Dia do Trote
03 de abril, sexta-feira da paixão, feriado nacional
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REFLEXÃO - DEPOIMENTO DE UM MÉDICO SOBRE SUA PROFISSÃO - Médico é aquele cara que diz qual é a sua doença (mesmo que seja só uma virose), e te passa algum tratamento (mesmo que seja só dipirona). Médico é o rapaz da equipe de saúde que tem que assinar o atestado de óbito, e dizer pra uma mãe que o filho de 14 anos morreu.  Médico atesta o óbito de seu melhor amigo, do seu tio querido, do seu primo que cresceu com ele, dos seus avós e as vezes até de irmãos. E isso dói. Machuca muito.  Médico é  um cidadão que estudou na universidade 8.400 horas durante 6 anos, com uma média de 2 provas por semana (provas estas de nível bem acima das provas de residência), que trabalhou 2 anos de graça para o SUS como estagiário, onde nem direito a almoço teve, e que ficou evoluindo enfermaria no dia das mães, carnaval, Natal, e ano novo.   Médico é o profissional que entra em cirurgia de paciente soropositivo para  AIDS, morrendo de medo de se furar e ganha 98 reais por mês no adicional de insalubridade por este risco.  Médico é o ser humano que, por lei, tem direito a 1 hora de pausa para almoçar no meio do plantão, mas engole a comida em 15 minutos porque a fila de atendimento é gigante.   
         Médico é a parte dos 99% dos profissionais que recebe a má fama do 1% que age sem ética. O governo não investe em saúde, mas põe a culpa na falta de médicos. Digam-me: a culpa de escolas sem professores é dos professores? Médico muitas vezes é um cidadão que serve 1 ano obrigatório no Exercito (homens), e faz Residência de 3-6 anos, trabalhando 60-84 horas por semana recebendo salario de 2.900,00 reais. E que quando exige um pagamento compatível com essa formação, é chamando de egoísta, playboy e mercenário. Se você teve saco de ler até aqui, parabéns! porque nós médico aguentamos isso a carreira inteira de mais de  40 anos. E não digo isso para elevar a categoria ao status de semideus.
         Médico não é semideus. Médico é gente igual a você. Médico tem sono, fome, saudades, vontade de brincar com os filhos e ficar com a família. Médico morre de raiva de ver um paciente morrer porque o SUS não funciona. Médico faz consulta na feira, no mercado, na festa de aniversário, de casamento e até em velório. Por isso, da próxima vez que se perguntar por que os médicos estão indignados, leia o texto acima. Não trabalhamos para encher a carteira de dinheiro. Somos médico porque amamos nosso trabalho, amamos cuidar de outros seres humano, e não tem dinheiro no mundo que pague isso de volta. Amo ser médico e foi a melhor escolha que fiz pra minha vida. Portanto, parabéns a todos os médicos deste Brasil que tiram leite de pedra, e aguenta as difamações do governo contra a nossa classe.
Autor Desconhecido. Colaboração enviada por Tranquelino Monteiro.

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DE TIMBAÚBA PARA O MUNDO

ISADORA CAVALCANTI, 
UMA VISÃO SOBRE ELEGÂNCIA, MODA E ESTILO
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Por Daslan Melo Lima -  Imagem: DML/Passarela Cultural - Matéria da página Comportamento/Fatos e Personagens do Cotidiano, revista TIMBAÚBA EM FOCO, edição março/2015, especial dos 136 anos do aniversário de Timbaúba. Exemplares à venda na banca de Julio Alfredo, centro da cidade.
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      “Quando crescer, eu quero ser desenhista”, dizia com muita personalidade a linda garotinha  nascida em João Pessoa, PB, no dia 11/10/1984, e criada em Itambé, PE, filha de Cláudio e Edeltrudes, mostrando aos adultos  os rabiscos das roupas que sua imaginação criava. A menina cresceu, cursou Marketing  no Inper  e Estilismo, no Senac; casou com o timbaubense Allas Barbosa Souza; tornou-se a senhora Isadora Cavalcanti de Melo Silva Souza; radicou-se em Timbaúba e espera o primeiro filho para agosto. Enquanto isso, com determinação, já visualiza que será em solo timbaubense, no próximo ano,  que a  sua grife Isadora Cavalcanti  vai se firmar no cenário regional.
      Isadora não apenas desenha roupas. Ela costura, pinta, borda, customiza. Num pin-pong exclusivo para TIMBAÚBA EM FOCO, revela um pouco de si e de um mundo norteado pelo glamour.
O que é Moda e o que é EstiloModa é a oferta. Estilo é a escolha que a gente faz  diante das ofertas. Não é complicado montar um look gastando pouco.
Mulheres que são referências de elegânciaMuita gente confunde elegância com o fato de estar bem vestido.  São coisas diferentes. Elegância é um conjunto de valores. Gosto da classe de Constanza Pascolato, do estilo clássico-romântico e ao mesmo tempo moderno de  Olívia Palermo e da simplicidade de  Kate  Middleton,  que não tem problema algum de se vestir com peças de lojas de departamentos.
Um nome da moda internacional que a história  guardou – Coco Chanel, sem dúvida alguma. Ela libertou a mulher do espartilho e inventou a bijouteria.
Um estilista brasileiro – Tem muita coisa boa acontecendo. Gosto da alagoana Martha Medeiros, que faz peças maravilhosas com renda artesanal; do paulista Alexandre Herchcovitch; e do pernambucano Melk Z-Da com suas criações inspiradas no nosso artesanato.
O que é a ditadura da moda? – A cada três meses o mercado lança novidades, mas não existe mais aquela coisa chamada ditadura da moda. As pessoas buscam conforto e procurarm adaptar seus estilos diante daquilo que a mídia divulga.
      Isadora Cavalcanti estava muito bem, à la Chanel, quando da nossa entrevista. Ao finalizarmos nossa conversa afirmou: “Hoje posso estar assim, sóbria, mas amanhã poderei  me apresentar descontraída, à la  Carmem Miranda, com algum turbante, gravata, boina... Eu me visto de acordo com o meu humor.”
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MEMÓRIA TIMBAUBENSE

TÚNEL DO TEMPO – Colégio Timbaubense, 1959, turma do Preliminar A, professora Petronila. Entre as crianças, Fátima ApolinárioMaria Ezir Lira DiasFátima Crescêncio de GoesJonicaLuciano  Carvalho,  Ademir Damião,  AdolphoJosé Marcos Vasconcelos CarvalhoWalter Gouveia,  SalomãoDécioVidinhoAntonio LuizAbdon Guerra,  Hélio DamiãoTeotonio MonteiroLuiz Eugênio Monteiro e Belarmino (Belo). *****  Enquanto os meninos e meninas posavam para a foto sem maiores preocupações com o amanhá, Sylvia Telles (1934-1966) cantava no rádio “Dindi”, de Tom Jobim (1927-1994) e Aloysio Oliveira (1914-1995).  ***** “Céu, tão grande é o céu / E bando de nuvens que passam ligeiras, / Pra onde elas vão, ah, eu não sei, não sei... / E o vento que toca nas folhas, / Contando as histórias que são de ninguém, / Mas que são minhas e de você também... “ ***** A foto foi clicada pelo senhor Aurélio (Foto Cearense) e pertence ao acervo de José Marcos Vasconcelos Carvalho.  
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Tributo a quem dedicou uma vida a serviço do bem
Dedicado a Milton Cândido, o médico amigo

Por Marcos Antonio Vasconcelos, advogado

     
Dr.  Milton Cândido e sua filha, vítimas fatais do acidente de trânsito ocorrido na sexta-feira, 20, na BR-408, próximo ao Engenho Cueiras, em Aliança, PE.   
        É companheiro, foi só uma passagem … 
Foi um golpe inesperado, traumático e extremamente duro pela forma como aconteceu. De repente, não mais que de repente para as pessoas que aqui ficaram, tudo mudou. Muitos, centenas – ou milhares – acompanharam sua última viagem aqui nesse mundo de expiações e provas e, companheiro, a cada passo, em cada rosto, em cada expressão se via um misto de dor, desespero e tristeza. Havia pessoas de todas as classes sociais, mas, a grande maioria, era de pessoas humildes, simples no trajar e no falar, mas em cujos rostos se via a marca da desesperança. Em cada rosto, um esgar de desespero como só se vê na face  dos que perderam um ente querido, do filho que perdeu um pai. Sim, era essa a expressão maior de cada um: todos se sentiam órfãos, pois, para cada um deles você se portava como um pai, curando, orientando, consolando, ajudando e, sobretudo, demonstrando um imenso amor fraternal para todos eles. Não importava se possuíam bens materiais, porque para você o maior bem que cada um deles possuía era o fato de serem criaturas à imagem e semelhança do Criador, irmãos na vida terrena e com os quais você cultivava uma relação de extremada união. 
Jamais uma palavra mais alta, um destempero vocal, uma expressão de desassossego ou de descortesia. 
      Todos, sem exceção, eram tratados com carinho e humanidade e o juramento de sua profissão foi cumprido à risca por você, quando, a cada passo de sua trajetória na vida terrena, realizava a sublime tarefa de, com a medicina, aliviar as dores do corpo enquanto que com a fé na vida espiritual, você transmitia com palavras simples e sinceras, um alento de esperança para aqueles que precisam ouvir e, mais do que ouvir, sentir as vibrações de paz e de serenidade que você transmitia a tantos quantos de você se aproximavam.
             Não, você não era e não foi um santo, mas teve uma vida santificada pelos exemplos que dava e pelo bem que praticou em todos os recantos por onde passava. Por isso, Milton, é que tantos lamentavam a sua partida precoce e os milhares de pessoas que o acompanharam na derradeira caminhada, choravam. Outros aplaudiam o momento em que seu corpo transitava pelas ruas, revelando um sentimento que se encontrava no limite do amor, da dor e da tristeza, mas que era uma forma de honrar o grande homem que você representara. Alguns deixavam que as lágrimas caíssem pelas faces, externando a dor que sentiam ante a separação; outros, mais enternecidos, deixavam que as lágrimas ao invés de rolar pelas faces, rolassem diretamente do coração, e estas, amigo e companheiro, doíam talvez mais do que aquelas outras, não porque eram mais sentidas, mas porque brotavam de um sentimento puro de carinho e amor fraterno como só você sabia interpretar. 
          Mas, companheiro, a vida continua em todos os sentidos, tanto na vivência das coisas terrenas quanto no esplendor das coisas espirituais que você, com certeza, pelo que fez, pelo que foi e pelo que praticou e pregou e demonstrou com exemplos , fez por merecer e é merecedor. Lembremo-nos nessa hora de dor e de separação visual, da oração de Santo Agostinho: “A morte não é nada. Eu somente passei para o outro lado do Caminho. Eu sou eu, vocês são vocês. O que eu era para vocês, eu continuarei sendo. Me dêem o nome que vocês sempre me deram, falem comigo como vocês sempre fizeram. Vocês continuam vivendo no mundo das criaturas, eu estou vivendo no mundo do Criador. Não utilizem um tom solene ou triste, continuem a rir daquilo que nos fazia rir juntos. Rezem, sorriam, pensem em mim. Rezem por mim. Que meu nome seja pronunciado como sempre foi, sem ênfase de nenhum tipo. Sem nenhum traço de sombra ou tristeza. A vida significa tudo o que ela sempre significou, o fio não foi cortado. Porque eu estaria fora de seus pensamentos, agora que estou apenas fora de suas vistas? Eu não estou longe, apenas estou do outro lado do Caminho... Você que aí ficou, siga em frente, a vida continua, linda e bela como sempre foi.”
           Saiba, Milton, que aqui na terra, sua obra não se extinguirá. Em honra a seu nome e ao que você foi e representou para a comunidade timbaubense e de toda a região, e, principalmente, para seus irmãos de fé e de crença seu trabalho continuará firme e forte em busca de cada vez mais aperfeiçoar o caminho para a verdadeira vida. 
          Que Deus o tenha !
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SESSÃO NOSTALGIA - Solange Medina (Solange Dutra Novelli), Rainha do IV Centenário do Rio de Janeiro, e Rafaella Lemes, Rainha Rio 450

Daslan Melo Lima        

     

      
      Naquele  13 de fevereiro de 1965, no Maracanãzinho, Solange Dutra Novelli, 18 anos a completar no mês de maio, foi eleita  Rainha do IV Centenário do Rio de Janeiro. Natural do bairro de Laranjeiras, Solange morava em Copacabana e representou a região administrativa de Botafogo, que incluía Flamengo e Catete. Cursava o 2º ano clássico no Colégio Andrews e falava corretamente inglês, francês e italiano. Gostava de rosas vermelhas, de praia, dos romances de Jorge Amado e dos poemas de Castro Alves.  
  Solange Dutra Novelli, em foto de Leo Martins, http://ela.oglobo.globo.com , hoje Solange Medina, cinquenta anos depois, arquiteta, esposa de Rubem Medina, três filhos. 

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AS MEMÓRIAS DE SOLANGE, 
                RAINHA DO IV CENTENÁRIO DO RIO DE JANEIRO                                
      
Conta um pouquinho sobre como foi feito o convite pra participar do concurso. - A história é que, naquela época, foi criado o concurso a partir das Regiões Administrativas do Rio, né? A minha era a 4ª Região Administrativa e eu concorri com outras candidatas… Cada bairro tinha uma candidata. Botafogo, Flamengo, no meu caso, Laranjeiras… E aí saía uma candidata dessas Regiões Administrativas, uma candidata ao concurso. Eu fui convidada pelo administrador regional da 4ª Região Administrativa, na época, Doutor Bagueira Leal.
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Você ficou um pouco receosa ao aceitar ou já era algo que você queria muito? - Eu nunca tinha pensado e me pegou de surpresa. A princípio eu não gostei da ideia, porque eu estava de férias, tinha meu grupo do Castelinho, de sair, de passear e tal. E com o concurso você tinha os compromissos que absorviam sua agenda. No dia em que eu me inscrevi, ainda perguntei: “E se eu desistir? Eu posso sair?” Aí eles disseram: “Pode”. E eu falei: “Então tá bom, nessa condição eu entro”
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O que passava pela sua cabeça no dia da cerimônia? - No dia da cerimônia, eu confesso pra você que eu já estava tão cansada daquela programação, tão exaurida, que eu já queria que chegasse a hora do concurso acontecer praquilo acabar e eu me livrar do concurso. Eu realmente não imaginava que eu fosse ser eleita! Eu só queria me ver livre daquilo. E acabou que fiquei mais amarrada.
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E como ficou sua vida depois do concurso? - Eu até tentei que ela continuasse normal, eu voltei pro colégio… Cheguei a estudar uns dois meses, talvez até um pouco mais. Mas havia os horários dos compromissos, que foram muito intensos, porque foi um calendário cheio de eventos o ano inteiro, e eu havia me comprometido a estar… Então, vai cortar o bolo do IV Centenário no Maracanãzinho com o Carlos Lacerda, como é que você diz que não pode ir? Tem o Festival do Filme e você tem que abrir junto com o governador. Aí eu comecei a faltar muito o colégio e vi que não ia dar certo, eu ia fazer as duas coisas mal, e acabei trancando a matrícula aquele ano, parei de estudar pra me dedicar aos compromissos e aí só no ano seguinte é que voltei a estudar.
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Seus pais ficaram chateados com o fato de você ter que abrir mão do estudo naquele ano? - Não, na verdade, eles foram os grandes incentivadores. Meu pai tinha um cliente no banco em que trabalhava que era o prefeitinho de Botafogo. Ele e a mulher disseram para minha mãe que o concurso de rainha do IV Centenário era diferente do concurso de miss porque seria para a vida toda, para os próximos 100 anos. Foi esse argumento que me fez seguir em frente.
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Quando você foi eleita, já falava francês, inglês e italiano. Como você vê a importância do conhecimento (seja de outras línguas ou cultural) para uma pessoa que vai representar a cidade do Rio de Janeiro? - Você tem contato com tanta gente, se apresenta em tantos lugares… Não pode ser só beleza. Tem que ter conteúdo também.
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Quais responsabilidades a mulher mais bonita da cidade tem? - É a agenda oficial, o calendário do Rio, das comemorações. Vamos supor: um simpósio de turismo, eu ia fazer a abertura do simpósio, tava presente durante a abertura. No Festival do Filme, eu recebia os artistas no aeroporto, os mais importantes. No Carnaval, a Rainha do IV Centenário estava presente. Ia ao Teatro Municipal, ao Copacabana Palace, Golden Room, enfim, aqueles bailes tradicionais que existiam na cidade. Tirava fotos com personalidades. Enfim, era uma figura tipo uma hostess, pra recepcionar as pessoas nos eventos oficiais da cidade.
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Houve algum fato engraçado ou inusitado durante o processo preparatório? - Que eu me lembre, durante não, mas o dia mesmo da eleição foi muito polêmico, repercutiu demais nas semanas seguintes, porque o júri se dividiu. Alguém disse que uma loira não poderia representar a cidade do Rio de Janeiro. E aí a Martha Rocha e a Terezinha Morango (ex-misses do Brasil), que também faziam parte do júri, se revoltaram com aquilo e disseram: “Ué, como não? Se nós representamos o Brasil, porque ela não pode representar o Rio?” Aí a coisa ficou polêmica, porque, ao invés de dar a nota, digamos assim, dentro de um critério que ia de um até dez, elas começaram a agir como “Ah, não! O meu é 10 e zero pras outras.”, pra fazer o esforço de prevalecer aquilo que elas queriam. E aí, quem não queria também dava 10 pra outra e zero pra mim. Isso aí depois saiu, na semana seguinte, no Cruzeiro, na Fatos e Fotos, na Manchete, com todo esse tititi, essa confusão. Mas aí eu acabei ganhando.
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E o que significa o Rio de Janeiro pra você, como representante atual da cidade? Afinal de contas o título ainda é seu! - É a cidade que eu amo. Eu já viajei bastante, já tive a oportunidade de ir pra Europa, Estados Unidos, Ásia, África, mas como o Rio não tem nada igual. De beleza natural… Tem cidades bonitas, mas como o Rio não tem nada igual. Eu acho que é uma cidade que tem problemas, como todas tem, mas que o lado positivo dela, o astral dela, a beleza dela, esse mar, esse céu, essas montanhas… tudo isso compensa os probleminhas que a gente vive aqui no dia a dia. Eu amo o Rio. Sou apaixonada pelo Rio. E cada vez que eu chego de viagem, que o avião vai chegando perto, é como se eu tivesse vendo pela primeira vez, admirando pela primeira vez.
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Que dica você deixaria pras candidatas no Rainha Rio 450? - Não existe nenhuma dica prática. Cada uma deve ser ela mesma, jogar o máximo de charme possível e ter sorte.
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Que recado você deixaria pras candidatas no concurso Rainha 450? - Eu acho que, apesar de não ter sido um sonho meu ser miss, Rainha do IV Centenário, eu acho que foi uma fase bonita da minha vida, foi um ano bonito, em que coisas aconteceram. Eu na época era muito jovem pra poder valorizar, mas à medida que o tempo foi passando, que eu olhei pra trás, eu reconheci o valor de cada uma dessas experiências. Então, que elas tentem enxergar e aproveitar o máximo possível.
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RAFAELLA LEMES, 
RAINHA DOS 450 ANOS DO RIO DE JANEIRO

         

      Rafaella Lemes, de 22 anos, moradora da Rocinha, foi eleita, na noite do sábado, 17 de janeiro, a rainha dos 450 anos do Rio. A coroação foi realizada no Centro Cultural João Nogueira (Imperator), no Méier, e teve o cantor Toni Garrido como mestre de cerimônias. Rafaella era uma das 300 cariocas inscritas no concurso Rainha Rio450 e foi uma das 32 que chegaram à final. Cada uma delas representava uma região administrativa da cidade. A vencedora ganhou um carro zero quilômetro. “É um orgulho representar o Rio, quando a cidade completa seus 450 anos, e a Rocinha, onde nasci e me criei “, disse a jovem, que tem 1,75m. Para o presidente do Comitê Rio450, Marcelo Calero, Rafaella, com sua beleza, desenvoltura e espontaneidade, representa com propriedade a carioquice.  “Ela está preparada para o seu longo reinado de 50 anos” — disse Calero.

        O concurso, aberto com um espetáculo de balé conduzido por Carlinhos de Jesus, foi uma reedição comemorativa do Rainha do IV Centenário, realizado em 1965 quando Solange Dutra Novelli foi coroada. “Desde o primeiro momento que vi a Rafaella, foi a minha favorita. Além de bonita, ela tem um belo sorriso e muita simpatia. É realmente uma rainha”, disse Solange, que foi uma das juradas da edição do concurso de 2015.
  
     
Foto: Raphael Lima/ PMRJ
Às 6h da matina, quando abre os olhos, Rafaella Lemes desperta para a paisagem carioca. A Pedra da Gávea surge imensa ao seu lado e, lá embaixo, o mar se perde no horizonte. “Minha vontade é de subir na mesma hora para fazer ioga na laje”, diz a Rainha dos 450 anos do Rio, eleita em concurso promovido pela prefeitura, sobre uma de suas atividades preferidas.
      Nascida e criada na Rocinha, Rafaella, 22 anos, faz da imensa comunidade sua área de lazer, dos restaurantes aos equipamentos culturais. A musa considera as praias do Rio imbatíveis, mas também circula pelo verde de Santa Teresa, encantada com o casario histórico do bairro.  Longe de sua laje no topo do morro, os movimentos são outros, e a ioga abre espaço para o requebrado. Ela ama dançar e não sai da pista quando vai ao baile charme no Viaduto de Madureira, ou ao hip hop da Lapa.    
      “A música me seduz, e danço da maneira com que meu corpo se expressar na hora. A mulher do Rio tem suingue”, exalta. No Jardim Botânico e no calçadão da Praia de São Conrado, faixa de areia onde desfila volta e meia sua beleza, ela se sente em casa. E não dá trela para o calor. “Amo o verão. O Rio é isso, uma cidade onde até o inverno é cheio de sol.” Para refrescar, a mesa deve ser leve e requintada, e o restaurante japonês Via Japa, situado na Via Ápia, a rua principal da Rocinha, ganha a preferência.  
      A cultura também é citada na favela, onde a Biblioteca Parque conjuga bons livros e exibição de filmes. A quadra do Laboriaux, na comunidade, serviu a bailes da adolescência, mas hoje é palco de atividades esportivas. “É onde jogo vôlei com os amigos”, conta Rafaella.  Longe de São Conrado, mas também sobre o relevo das montanhas do Rio, um passeio em Santa Teresa relaxa e revela faces dos 450 anos que serão comemorados amanhã. “Tem bares ótimos e é também um lugar histórico, com os casarões antigos”, explica. E resume, no espírito do concurso onde foi eleita rainha: “A beleza carioca esculacha.”  Com  vista para o Morro Dois Irmãos e o mar, a laje de Rafaella é perfeita para a prática de ioga quando o dia amanhece. Quadra do Laboriaux. A região fica no alto da Rocinha, frequentada por moradores, e é lá que a Rainha joga vôlei com seus amigos.  ***** http://odia.ig.com.br/

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Rafaella x Solangerainhas cariocas da Cidade Maravilhosa. 

      Duas rainhas, duas realidades distintas. Rafaella Lemes, Rainha do Rio 450, moradora da Rocinha, 1,75 de altura, ganhou um carro zero quilometro. Em 1965, ao ser eleita Rainha do IV Centenário, Solange Dutra Novelli, 1,65 de altura, morava em Copacabana e recebeu 3 milhões de cruzeiros, viagens pelo Brasil e Estados Unidos. Da quantia recebida como prêmio, doou 500 mil a uma instituição filantrópica. 
      Para recordar como foi o concurso de 1965, que elegeu Solange Rainha do IV Centenário do Rio de Janeiro, basta um clique neste linkhttp://passarelacultural.blogspot.co.uk/2008/10/sesso-nostalgia.html

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VALE A PENA LER DE NOVO

Depois desta secção, você encontra uma seleção de todas as edições do blog.
    

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sábado, 21 de março de 2015

TIMBAÚBA, AS DUAS FACES DE UM DIA CINZA

        
      
        Timbaúba amanheceu nublada e cinza no dia de ontem, sexta-feira, 20, deliciosamente cinza e nublada. Reza uma lenda nordestina que, se chover no dia de São José, o inverno será generoso. O dia dele foi anteontem, até meia-noite, teoricamente, pois o calendário de Deus é diferente e algumas horas a mais ou a menos são meros detalhes. Acordei e fiquei em estado de graça, pela chuva, pelo som dos pingos d’água, pelo cheiro de terra molhada e pela sensação d'alma lavada.  

      Horas depois, as mesmas nuvens cinzas passaram a combinar com a tristeza de uma cidade inteira: vítimas de acidente de carro entre Aliança e Vicência, morreram  Dr. Milton Cândido e sua filha Rosane Cândido Ferreira, que estava grávida de três meses, além da Dra. Érica Andrade Negromonte de Oliveira.

         O acidente envolveu três veículos na rodovia BR-408, próximo ao Engenho Cueiras, em Aliança.  O Renault Duster, placa PGQ-6179/Recife-PE, cor preto, que vinha para Timbaúba, conduzido por Érica (42 anos de idade), colidiu com um Astra, cor verde, placa MDI-4832/Timbaúba/PE, dirigido por Paulo Eduardo de Souza, que ia para o Recife. Paulo desviou, mas o veículo de Érica chocou-se de frente com o Celta cinza, placa PEM-3753/Timbaúba-PE, que vinha atrás de Paulo e era conduzido pelo Dr. Milton Cândido (63 anos), que faleceu na hora, assim como sua filha  Rosane (26 anos). Selma (59 anos), esposa de Dr. Milton, e uma neta de 10 anos, sofreram ferimentos e foram levadas para o Hospital Ermírio Coutinho, em Nazaré da Mata, enquanto Érica foi socorrida pelo SAMU e levada em estado grave para  a capital, onde morreu. O Dr. Milton Cândido, médico, humanista, participante ativo da FET-Fraternidade Espírita de Timbaúba, era uma personalidade estimadíssima na cidade. Érica, dentista, morava no Recife e atendia clientes duas vezes por semana no consultório do Dr. Jefferson Leal, no bairro de Três Cocos. 


"O melhor está na vida, na transformação, nas coisas do coração!" . Frase de Érica Negromonte postada há dois anos no seu Facebook. 
       Timbaúba está de luto. A  Princesa Serrana chora, copiosamente chora, enquanto o outono assumiu o lugar do verão para dar lições de que a vida continua, independente dos ciclos das estações.  
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Por Daslan Melo Lima
Crédito das imagens: Paisagem de Timbaúba (Carlos Carlão) - As demais: Facebook. 
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SESSÃO NOSTALGIA - MISSES NO "DOMINGO SHOW"

Daslan Melo Lima

      Um pouco de nostalgia banhou a programação dominical da televisão no dia 15, e respingou em todas as pessoas saudosistas, quando um quadro do programa “Domingo Show” , da TV Record,  homenageou algumas das eternas misses desse nosso imenso país-continente chamado Brasil. Para aumentar o clima sentimental, a música de destaque da trilha sonora foi "Canção das Misses", de Lourival Faissal, na voz de Ellen de Lima 
    
Os Estados brasileiros se apresentam / nesta festa de alegria e esplendor. / Jovens misses seus Estados representam / seus costumes, seus encantos, seu valor. /// Em desfile, nossa terra, nossa gente, / pela glória do auriverde em céu de anil. / Sempre unidos Leste, Oeste, Norte, Sul, / na beleza das mulheres do Brasil.   

      Assessorando Geraldo Luís, o apresentador, estavam  Natália Guimarães, Miss Minas Gerais, Miss Brasil e vice-Miss Universo 2007; Débora Lyra, Miss Minas Gerais, Miss Brasil 2010; e Melissa Gurgel, Miss Ceará, Miss Brasil e semifinalista no Miss Universo 2014. As homenageadas, por ordem de apresentação, foram: Deise Nunes, Miss Rio Grande do Sul, Miss Brasil, semifinalista no Miss Universo 1986; Marcia Gabrielle, Miss Mato Grosso do Sul, Miss Brasil e semifinalista no Miss Universo 1985; Eliane Fialho Thompson, Miss Guanabara, Miss Brasil e semifinalista no Miss Universo 1970; e Martha Vasconcellos, Miss Bahia, Miss Brasil e Miss Universo 1968.

Débora Lyra (Miss Brasil 2010), Melissa Gurgel (Miss Brasil 2014)  e Natália Guimarães (Miss Brasil 2007).
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DEISE NUNES 
MISS BRASIL 1986
"Quebrei um tabu. Fui a primeira negra eleita Miss Brasil... Eu tinha uma missão a cumprir... Eu me acho mais bonita por dentro... A gente tem que se cuidar .... Vou fazer 47 anos.... Nenhuma de nós se descuidou de uma coisa que é essencial, a alma."  
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MARCIA GABRIELLE 
MISS BRASIL 1985
"A gente está aqui para ser feliz... Eu comemoro desaniversário. Não vamos falar de idade..." 
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ELIANE FIALHO THOMPSON 
MISS BRASIL 1970
"Eu não gostava daqueles penteados, preferia desfilar de cabelos soltos e cara lavada. Sou pintora, tenho uma exposição marcada para Paris. Tenho vários livros infantis para serem publicados. Sou formada em Jornalismo Internacional e faço traduções." 
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MARTHA VASCONCELLOS 
MISS BRASIL E MISS UNIVERSO 1968
"Eu tinha 20 anos... Meu pai não queria de jeito nenhum esse negócio de Miss... Eu pensava que era uma festa... Eu não sabia que o concurso era um trabalho... Foi divertido, mas também muito duro."

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MISSES PARA SEMPRE MISSES 

Martha, Eliane, Márcia, Deise, Débora, Melissa e Natália.
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Melissa Gurgel, Miss Brasil 2014: "Elas continuam lindas não apenas de corpo, mas de alma."
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Débora Lyra, Miss Brasil 2012: "...O quanto elas continuam belas. Um exemplo para nós. Seremos como elas amanhã."
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Natália Guimarães, Miss Brasil 2007: "Temos muito orgulho de carregar este título."
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Geraldo Luís, apresentador : "O tempo passa para todos, para quem é Miss e para quem não é... Naquela época não havia botox e cirurgias plásticas...O pessoal telefona, pede para mostrar as misses. Temos que saber como elas estão. O povo pediu." 
             
         Desejo que as misses mais recentes do Brasil possam um dia ser cultuadas como ainda hoje são Martha Vasconcellos, Eliane Fialho Thompson, Márcia Gabrielle e Deise Nunes. 

         Para quem assistiu ao programa, vale a pena ver de novo. Para quem não assistiu, vale a pena conferir. Basta um clique neste link


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sábado, 14 de março de 2015

SÃO JOSÉ DA LAJE, MEMÓRIAS DE UMA TRISTE MADRUGADA ALAGOANA


FAZ 46 ANOS - Na madrugada do dia 14/03/1969, São José da Laje, a cidadezinha alagoana onde nasci, dormia tranquila quando uma tromba d’água transformou o rio Canhoto num oceano furioso, provocando um desastre natural de grandes proporções. 
       Nesta madrugada deste sábado, 14 de março de 2015, cumpri um ritual silencioso diante de duas testemunhas mudas que escaparam daquele pesadelo: um quadro e um banco. 
        O quadro, um vitral onde se lê “Jesus Cristo reina n’esta casa”, pertenceu a minha tia Lizete Macedo de Melo. O banco fez parte do mobiliário da Loja São José, a casa comercial de José Francisco da Silva (Galego) e da sua esposa Soledade Lima (tia Dade). Diante destas relíquias, não rezei pelas almas dos que se foram, pois na dimensão onde se encontram suas dores já se diluíram em louvores. Agradeci a DEUS pelo consolo dado aos que escaparam e pela força que até aqui ELE nos concedeu para administrar os traumas que ficaram. ***** Daslan Melo Lima, refletindo sobre as águas de março que fecham o verão, em Timbaúba, Pernambuco.
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"Mais de 200 mortos e mil desaparecidos", primeira página do Diario de Pernambuco. Á esquerda, a devastação no centro da cidade, foto da revista O Cruzeiro. Abaixo, três imagens da tragédia. Esta matéria ficará nos arquivos permanentes de PASSARELA CULTURAL e oportunamente outros textos e fotos serão inseridos.
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Um dos maiores desastres naturais do planeta Terra  


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DE TIMBAÚBA PARA O MUNDO - Mazo, um orgulho timbaubense


         Ele tinha apenas sete anos de idade quando despertou para o futebol e aos quinze já despontava como uma das maiores promessas pernambucanas de 1985, quando contribuiu para que o Santa Cruz Futebol Clube conquistasse o campeonato pernambucano juvenil. Estamos falando de Josemar Araújo Santos, o Mazo, timbaubense, nascido em 24/04/1970, um dos cinco filhos do comerciante José Francisco dos Santos e Maria das Dores Araújo Santos, ex-zeladora da escola Jáder de Andrade.
        Recentemente, ocupou a função de técnico do Vera Cruz, em Vitória de Santo Antão, PE, depois de morar vários anos em Portugal. Mazo esteve há poucas semanas em Timbaúba e em seguida resolveu voltar para Portugal.  

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Santa Cruz Futebol Clube - 1990. Mazo, segundo da esquerda para a direita, agachado.
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Poster da revista Placar - Mazo, terceiro da esquerda para a direita, agachado.
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Santa Cruz futebol Clube - Mazo na extrema direita, fila da frente.
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         Recordando sua trajetória, confessa: “Fui revelação do campeonato pernambucano de 1990 e campeão pelo Santa Cruz em 1993. Atuei no ABC de Natal, Central de Caruaru e  agremiações  portuguesas. Joguei no Maracanã contra o Flamengo e o Fluminense e conheci grandes craques, Rinaldo, Orlando, Sócrates... Cheguei a ser cedido a um clube da China por seis meses.  Sou muito grato aos que acreditaram em meu potencial, a exemplo de Hiram Freire, Waldyr Calábria, o treinador Rinaldo, o olheiro José Custódio, o treinador Rubem Alves...  Pendurei as chuteiras em Portugal, sou casado com Ana Catarina Alves e ainda tenho residência em terras lusas.”      
Mazo tem um sonho: ver funcionando em Timbaúba uma instituição beneficente voltada para meninos humildes, onde eles possam receber todas as orientações básicas para se tornarem um dia profissionais do futebol. “Seria uma forma de elevar a autoestima de muitas crianças, livrando-as de um futuro sem horizontes. Ainda não encontrei o apoio necessário para fundar uma entidade desse nível na minha terra, mas estou disposto a ser parceiro de quem desejar levar essa bandeira adiante”, finalizou emocionado.
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MEMÓRIA TIMBAUBENSE
TÚNEL DO TEMPO – Na Escola Santa Maria, crianças fazem uma pausa para uma foto ao lado das professoras Penha e Raimundinha. Entre elas estão Cassia Patriota, Demétrio Araújo, Etyenne Andrade, Gerluce Maciel, Gildo Filho, Gustavo Ferraz, Gustavo Henrique Borba, Jane Barbosa, Karina Rodrigues, Maíra Morais, Marcylene Macêdo, Milena Costa, Patrícia Maciel, Rodrigo Chaves, Sandra Dias e Vania Barreto.   
Era 1976 e o Brasil cantava “Como Nossos Pais”, de Belchior.  Tantos anos depois, a canção tem tudo a ver com o sentimento daquelas crianças de um tempo que se foi. Já faz tempo, / eu vi você na rua, / cabelo ao vento. / Gente jovem reunida. / Na parede da memória, essa lembrança é o quadro que dói mais.../ Minha dor é perceber que apesar de termos feito tudo o que fizemos, / ainda somos os mesmos e  vivemos como os nosso pais.”  - ***** Foto: Cortesia.
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EU TAMBÉM SOU CARIOCA - “O que é ser carioca? É ter nascido no Rio de Janeiro. Sim, é claro, e também não. Não porque ser carioca é antes de tudo um estado de espírito."  ***** Sou nordestino, alagoano de berço e pernambucano de coração, mas a julgar pelo que disse o poeta Vinicius de Morais (1913-1980), eu também sou carioca. - Daslan Melo Lima
Sob o sol intenso da Cinelândia, em frente ao banner com as imagens das majestades do carnaval carioca, Clara Paixão, a rainha; e Wilson Dias da Costa Neto, o rei momo; faço pausa para uma foto. Saudosista, estou fisicamente aqui, mas com a alma longe. No meu pensamento só dá ela, Vera Lúcia Couto Santos, a deusa do ébano que inspirou João Roberto Kelly a compor “Mulata Bossa Nova”. ***** 
O vento sabe que eu gostaria de encontrar a Miss Guanabara, vice-Miss Brasil e terceira colocada no Miss Beleza Internacional 1964, por isso está cantando em silêncio: 
Mulata bossa nova / Caiu no Hully Gully / E só dá ela / Ei! Ei! Ei! Ei! Ei! Ei! Ei! Ei! / Na passarela /// A boneca está / cheia de fiufiu / Espantando as loiras / E as morenas do Brasil. /// Mulata bossa nova / Caiu no Hully Gully / E só dá ela / Ei! Ei! Ei! Ei! Ei! Ei! Ei! Ei! / Na passarela   ***** http://globotv.globo.com/rede-globo/fantastico/v/clipe-com-a-marchinha-mulata-bossa-nova/2338123/
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