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SEJA BEM-VINDO ! SEJA BEM-VINDA! VOCÊ ESTÁ NO BLOG PASSARELA CULTURAL, a sua revista on-line semanal, fundada em 02/07/2004. ***** Esta é a edição nº 733, referente ao período de 06 a 12 de outubro de 2019. ***** Editor: Daslan Melo Lima - Timbaúba, Pernambuco, Brasil. ***** Contatos : (81) 9-9612.0904 (Tim / WhatsApp). E-mail: daslan@terra.com.br

domingo, 6 de outubro de 2019

MINHA CANÇÃO DE OUTUBRO



Seja bem-vindo, amado mês de outubro,
entre perdas, ganhos, encantos e ilusões.
As circunstâncias me ajudaram a te amar,
em meio aos desencantos e desilusões.

Seja bem-vindo, amado mês de outubro.
Aprendemos lições com a caminhada,
atravessando tempestades e bonanças,
administrando cada emoção inacabada.

Seja bem-vindo, amado mês de outubro,
unindo na dose exata razão e coração.
E com a parceria de mil anjos invisíveis
vamos adiante, cantando esta canção.


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Daslan Melo Lima
Timbaúba, PE
Outubro/2019

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DE TIMBAÚBA PARA O MUNDO - Roberto Ozório, o homem da noite: “De Kriptônia desce teu olhar”


>>>>> O cantor e empresário, pessoa bem-humorada, propagava que “o segredo é ter fé em Deus. ”   


        Roberto da Silva Ozório nasceu em 21/03/1964, primogênito do casal José Rozivaldo Ozório da Silva e Maria Helena da Silva Ozório. Fez seus estudos básicos nos educandários Clóvis Salgado e Jornalista Jáder de Andrade. Casou em 30/12/1991, com Alzirene da Costa Brandão Ozório, mães das suas filhas Thayenne, Thays, Thayza, Thaynná e do filho Roberto.  Da sua discografia consta um compacto duplo e seis elepês.  Atuou como radialista e também empresário e produtor das bandas Psicose, Bicho do Mato e Cascável.

      Um pouco do perfil de Roberto Ozório foi traçado para TIMBAÚBA EM FOCO pela viúva Alzirene e a filha Thayenne. 
Clube esportivo: Santa Cruz Futebol Clube. 
Principal característica da personalidade: Vaidoso, gostava de se cuidar, de bem com a vida, brincalhão, bem-humorado. Era um pai muito presente. 
Paixão: Além da música, obviamente, Geografia e cálculos. Gostava muito da noite para criar e ouvir música.Sou um homem da noite”, lembrava. 
Filosofia de vida:   Adorava repetir a frase “O segredo é ter fé em Deus. ” Agradecia por tudo. 
Comida e bebida: Galinha de capoeira guisada e uísque. 
Programa de TV: Os jornalísticos
Religião: Católica, devoto de Nossa Senhora Aparecida.  
Cor: Verrnelha.

A música da sua vida, a que mais adorava cantar, era Kriptônia, de Zé Ramalho:  “Não admito que me fale assim / Eu sou o seu décimo-sexto pai / Sou primogênito do teu avô, primeiro curandeiro (...) / Esse é o cometa fulgurante que espatifou / Um asteroide pequeno que todos chamam de terra (...) / De Kryptônia desce teu olhar...”

    Roberto Ozório morreu no dia 10 de setembro, no Hospital Otávio de Freitas, vítima de choque hipovolêmico decorrente da ruptura de uma varize esofágica. Seu jeito de ser e seu legado musical continuarão nesse “asteróide pequeno que todos chamam de terra”.

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SESSÃO NOSTALGIA - Tania Verstak, a mais internacional das misses


Daslan Melo Lima

Tania Verstak, Miss Austrália 1961, eleita  Miss Beleza Internacional 1962, filha de russos nascida na China e criada na Austrália, a mais internacional das misses.
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      Notícia postada recentemente no  New York Daily News, causou muita repercussão. Donald Trump, presidente dos Estados Unidos, revelou a Volodymyr Zelensky, presidente da Ucrânia, que uma ucraniana já havia sido eleita Miss Universo. Ele se referiu a Justine Pasek, Miss Panamá 2003, Vice-Miss Universo 2003, filha de pais panamenhos descendentes de poloneses, nascida na Ucrânia. Justine PaseK assumiu a coroa quando a titular Oxana  Fedorova, Miss Rússia, foi destituída do título. Eis a notícia:  

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Trump não estava completamente errado ao dizer que a Ucrânia produziu uma Miss Universo, mas é improvável que ele tenha uma pista

Por BRIAN NIEMIETZ
NOTÍCIAS DIÁRIAS DE NOVA YORK |
27 DE SETEMBRO DE 2019 | 17:36

Miss Universo Justine Pasek posa para uma foto na Cidade do Panamá em 2003. (ARNULFO FRANCO / ASSOCIATED PRESS)

Não foi o maior escândalo na Ucrânia por Donald Trump nesta semana, mas o presidente pode não estar tecnicamente errado quando disse ao presidente ucraniano Volodymyr Zelensky que o concurso Miss Universo que sua empresa possuía de 1996 a 2015 uma vez coroou uma vencedora "da" Ucrânia.

Em uma entrevista coletiva na quarta-feira com Zelensky, Trump se gabou de "Tivemos uma vencedora da Ucrânia e realmente conhecemos o país de várias maneiras".

Embora tenha sido rapidamente apontado pelos meios de comunicação em todos os lugares que uma Miss Ucrânia nunca venceu um Miss Universo, a vice-campeã de 2002 Justine Pasek , também conhecida como Miss Panamá, nasceu na Ucrânia antes de se mudar para a América Central quando criança.

Pasek, de descendência panamiana e polonesa, recebeu a coroa em 2003, depois que a vencedora Oxana Federova, da Rússia, foi destronada após 119 dias do seu reinado por desentendimentos contratuais. Trump presenteou Pasek com o título em um evento de imprensa em Nova York quatro meses depois que ela terminou em segundo com Federova no concurso em Porto Rico. A língua nativa de Pasek é o espanhol, embora ela também seja fluente em inglês, de acordo com o Sydney Morning Herald .

Robert Macedo, que publica o site brasileiro de concursos Miss News , notou pela primeira vez o tecnicismo, que argumenta que o presidente não estava tecnicamente errado. Se Pasek foi uma “vencedora” e até que ponto ela é “da ​​Ucrânia” é discutível. Também não está claro por que Trump teria “conhecido bem o país de várias maneiras” com essa experiência.

Macedo conta ao Daily News que o pai de Pasek trabalhava como engenheiro hidráulico de esteiras e estava estacionado na Ucrânia quando a futura Miss Panamá nasceu. Sua estadia foi breve.

O presidente Trump se tornou o foco de uma investigação de impeachment no Congresso nesta semana, depois que um denunciante o acusou de pressionar o governo ucraniano a ajudar a desenterrar o candidato democrata Joe Biden. O ex-vice-presidente Biden é o principal candidato a desafiar Trump nas eleições presidenciais de 2020.
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Seria Justine Pasek a mais internacional das misses? 
Não!   
A mais internacional  das misses até o momento, continua sendo Tânia Verstak, a quem dediquei a Sessão Nostalgia de 10/06/2009, abaixo reeditada.
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quarta-feira, 10 de junho de 2009


SESSÃO NOSTALGIA - Tania Verstak, a mais internacional das misses

Daslan Melo Lima


Tania Verstak, Miss Austrália 1961
 Miss  Beleza Internacional 1962 
Foto: www.portrait.gov.au


Uma morena linda chamada Tania Verstak, de olhos grandes cor de avelã, Miss Austrália 1961, foi eleita Miss Beleza Internacional 1962, em Long Beach, Estados Unidos. No entanto, Tania não era australiana de nascimento. A jovem de 22 anos era filha de russos, nascida em Shangai (Xangai), China, cujos pais tinham ido morar na Austrália quando ela ainda era criança. Tania falava inglês e russo, trabalhava como secretária e fazia planos de um dia cuidar de refugiados oriundos do regime comunista.

          Foi descoberta para o concurso Miss Austrália quando fazia biscates vendendo um tipo de azeite espanhol nas imediações do Royal Show Sydney, a fim de ajudar no orçamento doméstico.
Tania levou a senhora que a descobriu até sua casa para escutar a opinião da mãe. Esta incentivou-a por entender que um concurso de beleza seria uma ótima experiência para a filha superar a timidez. O certame tinha uma proposta beneficente, com renda destinada a crianças portadoras de deficiências físicas, e isso foi fator decisivo para Tania se entusiasmar a disputar o Miss Austrália.
      Quando embarcou para Long Beach chegou a ouvir frases do tipo
"...não esperamos que você ganhe, mas faça o seu melhor",  conforme confessou em 2003 durante uma entrevista a George Negus.


Tania Verstak 
Foto: www.elanecdotario.com

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Três títulos em Long Beach

          Tania Verstak acumulou três títulos em Long Beach: Miss Fotogenia, Melhor Vestido de Baile (uma criação de Zara Holt) e Miss Beleza Internacional.  Foi companheira de quarto de Julieta Strauss, Miss São Paulo, Vice-Miss Brasil 1962.
Numa época em que as misses competiam naquele importante concurso usando saiotes no lugar de maiôs, Tania Verstak teve uma atitude ousada: ...causou escândalo ao mostrar fotos suas, em trajes sumários, a outras candidatas. O assunto chegou aos jornais, mas não impediu a conquista do título, conforme escreveu Ubiratan de Lemos, na revista O Cruzeiro, de 1°/09/1962.


Tania Verstak fotografada por Indalécio Wanderley para a revista O Cruzeiro, de 1º/09/1962.
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       Ela não quis tentar carreira artística nos Estados Unidos. Preferiu voltar para a Austrália e utilizar o dinheiro que ganhou para ajudar o pai e para cursar uma universidade. Paralelo a isso, encontrava grande satisfação em percorrer o país e sentir que, embora fosse uma imigrante, uma nova australiana, tinha se tornado um dos maiores orgulhos da Austrália.
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Uma rosa para Tania

O seu nome foi dado a uma planta híbrida. As folhas são utilizadas para fazer chá e as lindas flores - a Rosa Tania Verstak - na decoração. (Foto: www.vierlaender-rosenhof.de)


Tania Verstak em julho de 1963. 
 Revista Manchete, 03/08/1963.
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Nina Young, a filha atriz de Tania

          Muitos anos depois de ter conquistado um dos mais importantes títulos de beleza do mundo, o nome de Tania Verstak voltou com força à mídia quando sua filha Nina Young, fruto do seu casamento com o empresário Peter Young, abraçou a carreira cinematográfica.  Os dados biográficos de Nina Young revelam o passado histórico da sua mãe, a primeira Miss Austrália a conquistar um título de beleza internacional.
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A atriz de cinema Nina Young, filha de Tania Verstak, em foto extraída do www.imdb.de.

          Nina Young, nascida em 1966, já atuou em vários filmes de destaque, como: 007, O Amanhã Nunca Morre (Tomorrow Never Dies), 1997; De Caso com o Acaso (Sliding Doors), 1998; Harry Porter e a Pedra Filosofal (Harry Potter and the Sorcerer's Stone), 2001; O Sabor da Magia (The Mistress of Spices), 2005, onde teve como companheira de elenco a indiana Aishwarya Raí, Miss Mundo 1994.
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Tania Verstak em foto de 2003, extraída do www.abc.net.au.


       Tania Verstak, pelas circunstâncias da sua vida, pode ser considerada a mais internacional das Misses. Assim como foi eleita Miss Austrália, poderia ter sido Miss Rússia ou Miss China, caso a realidade sociopolítica da época fosse outra. A linda morena filha dos russos Vladimir e Valentina Verstak, dissidentes do comunismo soviético, que poderia ter nascido na Rússia, mas veio ao mundo na China e encontrou a glória na Austrália, é uma Miss que honra a galeria da nossa Sessão Nostalgia.

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Vídeo sobre a trajetória da mais internacional das misses
https://www.youtube.com/watch?v=v8n3mKAzsYA
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Passarela cultural ***** Passarela Cultural ***** Passarela Cultural

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Aqui termina mais uma edição de PASSARELA CULTURAL
Navegando abaixo, você encontrará  a seleção das edições anteriores.  
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“Gosto que me leiam e saibam o que acho das coisas. É uma forma de existir. Trabalho é a melhor maneira de escapar da realidade. “ 
- Paulo Francis  (1930-1997) pseudônimo de Franz Paulo Trannin da Matta Heilborn,  jornalista carioca, escritor, articulista e crítico de teatro, literatura e arte.
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segunda-feira, 30 de setembro de 2019

Uma vida é muito pouco


                                    

Sou apenas um Daslan Melo Lima, mas se fosse mais de um teria feito mil coisas que não fiz, inclusive aprendido a tocar piano, clarinete, violino, piston, violão, guitarra, sanfona... Enquanto um Daslan estivesse focado numa tarefa, o outro estaria envolvido em algo diferente.
          O Facebook trouxe hoje um momento de recordação que faz seis anos. No intervalo da 3ª Conferência Estadual de Cultura de Pernambuco, no Portal de Gravatá Hotel Fazenda, o conjunto Suco de Caju, da cidade de Bom Conselho, executou um excelente repertório, no melhor estilo forró pé-de-serra.
        No final do concerto, pedi ao sanfoneiro que me emprestasse sua sanfona, a fim de tirar uma foto como se estivesse tocando. A sensação foi de plenitude e, num segundo, com sabor de eternidade, pareceu-me ouvir aplausos de mil anjos invisíveis
     Acredito em vidas passadas e futuras, pois uma vida é muito pouco, inclusive para aprender piano, clarinete, violino, piston, violão, guitarra, sanfona... Uma vida é muito pouco, inclusive para viver todos os amores permitidos e proibidos.
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Daslan Melo Lima.
Timbaúba, PE
26/09/2019
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DE TIMBAÚBA PARA O MUNDO - Severino Carlos de Vasconcelos Dutra, um nome que a história guardou



>>> “Seu Biu Carlos” deixou catorze filhos e um legado de elegância, bom humor, educação e simplicidade. 

          Severino Carlos de Vasconcelos Dutra nasceu em Vitória de Santo Antão, PE, em 1º/12/1889, filho de Carlos de Albuquerque Dutra e Elvira Vasconcelos Cavalcanti de Albuquerque. Não tinha curso superior, mas proporcionou condições aos filhos para que fizessem uma faculdade. No total, teve catorze filhos. Dez com Maria Guedes Dutra, sua primeira esposa:  José, Antônia, Carlos, Maria Sebastiana, Elói, Humberto, Edgar, Maria Emília, Maria José e Maria Vitória de Vasconcelos Dutra. Com Maria José de Oliveira, sua segunda esposa, foram quatro: Fernando, Maria Tereza, Paulo e Maria Marta de Oliveira Vasconcelos Dutra.
         O Sr. Severino Carlos morou na rua D. Alcebíades, 336, em Timbaúba. Tinha um amigo chamado Abel, pai de Alexandre da floricultura, com quem nas horas de lazer jogava dominó sem ser a dinheiro.  Era negociante de gado e cavalos e dono de várias propriedades, entre elas a fazenda São José do Brum, Manimbú, Volta, União e Maracujá. Era proprietário de todas as casas da rua Dr. João Veiga e da rua apelidada de “bomba”.  Muito bem-humorado e educado, tinha uma simplicidade inigualável. Gostava de andar bem arrumado, sempre usando roupas de linho.
       Edite Emília Ferreira Lima Coutinho, sua neta, guarda ótimas recordações do avô. "A casa dele era muito grande e farta. As pessoas o conheciam como Seu Biu Carlos. Diziam que ele escondia dinheiro dentro de um quarto debaixo de onde colocava carvão, por isso diziam que ele era pirangueiro, mas não era verdade. As comidas e a mesa eram postas com fartura. Quando eu pedia um trocado, ele me dava um cruzeiro, sempre. Nunca  aumentava o valor com o passar da minha idade (risos), mas aos cinco anos fui presenteada com uma sanfona. ”
        Severino Carlos faleceu no dia 04 de junho de 1968, no Hospital de Câncer do Recife e sepultado no dia seguinte no cemitério público de Santa Cruz, em Timbaúba. Agora, em 2019, no dia 05 de julho, foi fundada uma instituição que leva seu nome, o IACEE, Instituto de Agroecologia, Cultura, Educação e Esportes Severino Carlos de Vasconcelos Dutra, motivo de reportagem para breve na sua TIMBAÚBA EM FOCO.
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Fonte: Editoria da revista com informações de Rayane Xavier
Foto: Acervo da família

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sexta-feira, 20 de setembro de 2019

Um setembro para recordar


Entro no escritório de uma amiga e me surpreendo com a parede repleta de frases motivacionais. Leio quase todas, enquanto Marilyn Monroe continua sensualizando.

Há um coqueiro solitário no roteiro da minha caminhada diária. Acredito que ele gostaria de ter nascido perto do mar, mas se isso tivesse acontecido o vento não faria com que eu me sentisse todo dia perto do mar.


Dizem que ninguém desaprende a andar de bicicleta. Mentira. Pego a bike de um amigo, tento sair do lugar e não consigo. O medo de cair é grande, mas o sonho de reaprender a pedalar não me deixa.
Oito meses do ano já se foram e logo mais será Natal. Entre frases de ânimo, vento com cara de mar e vontade de voltar a andar de bicicleta, tudo ao redor combina com a poesia que brota de setembro, mês que adoro.
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Daslan Melo Lima
Timbaúba, PE
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PELO DIA QUE COMEÇA



A chuva fina e o céu nublado acentuam o frio tímido do dia que começa.
A luz que emana do amarelo da Igreja transmite a dose exata de otimismo para enfrentar o dia que começa.
O vento decora com as pétalas das árvores a calçada por onde irão desfilar os encantos e desencantos do dia que começa.

Do que mais preciso para renovar minha caminhada de esperança e fé no dia que começa?
De nada mais, a não ser recitar silenciosamente o Salmo 118:24, meu favorito: "Este é o dia que o Senhor fez; regozijemo-nos e alegremo-nos nele."
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Daslan Melo Lima
Timbaúba, PE, 19/09/2019
Foto: Jorge do Pitako
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A VIDA ACONTECE AGORA




No centro de Timbaúba, minha pernambucana terra adotiva, há um pontilhão idêntico ao que existiu em São José da Laje, minha alagoana terra natal.

Passar perto por onde outrora passava um trem é um vendaval de sentimentos que inunda a alma do menino que um dia eu fui.

São José da Laje, o passado no meu presente. Timbaúba, o presente no meu passado.

Diante do pontilhão, tento administrar minhas emoções em sintonia com uma citação do escritor alemão Eckhart Tolke"A vida acontece agora. Nunca houve uma altura em que a sua vida não fosse no agora, nem nunca haverá."
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Abaixo, imagem do pontilhão que existiu em São José da Laje, Alagoas.

Daslan Melo Lima - Timbaúba, PE, 14/09/2019
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ORDEM E PROGRESSO, 
DE NORTE A SUL, DE LESTE A OESTE


A manhã nublada e a chuva fina não impediram que os educandários timbaubenses marcassem presença na comemoração do Dia da Independência do Brasil.

Assisti ao desfile nas imediações da Igreja Matriz de Nossa Senhora das Dores, a quem chamo de "Nossa Senhora das Dores, dos Amores e Desamores".


"A educação transforma vidas", dizia um cartaz levado por alunos da Escola Santa Maria.

Por acreditar nisso, pedi a Deus que não demorasse a nos conceder a graça de vivermos num Brasil totalmente em harmonia, banhado de Ordem e Progresso, de norte a sul, de leste a oeste.
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Daslan Melo Lima
Timbaúba, PE, 07/09/2019

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DE OLHO NO PASSADO - Uma Noite no Bem


Faz anos que encontrei numa loja de discos usados do Recife um LP que despertou minha atenção pelo nome, "Uma Noite No Bem"


O vinil é composto de doze músicas gravadas por Ivan e seu Conjunto. O "Bem" era um barzinho à beira-mar, em Mucuripe, Fortaleza, Ceará. Incentivado pela descrição romântica do local na contra-capa do disco, quando estive em Fortaleza há duas décadas, tentei descobrir onde ficava o "Bem".  Ninguém sabia informar, a não ser as ondas do mar  do Mucuripe, mas as ondas não falam. 

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SESSÃO NOSTALGIA - Vera Lúcia Saba, Miss Brasil Mundo 1962: "Preciso me reinventar a cada dia."

Daslan Melo Lima



       É impossível não notar a mulher jovial e bonita que posa para uma foto no Centro Luiz Gonzaga de Tradições Nordestinas, também conhecido como Feira de São Cristóvão, no Rio de Janeiro. Ela já ilustrou as capas de famosas revistas brasileiras e foi eleita Miss Guanabara, terceira colocada no Miss Brasil e representante brasileira no Miss Mundo 1962.  Seu nome é Vera Lúcia Saba. 

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Vera Lúcia Saba foi eleita Miss Guanabara 1962 representado o Clube Monte Líbano. Tinha 18 anos de idade, 1,70 de altura,  92cm de busto, 57cm de cintura e 92cm de quadris. Venceu 21 candidatas, as quais lhe deram o título de Miss Simpatia. No concurso Miss Brasil, obteve o terceiro lugar e o direito de ir a Londres para disputar o Miss Mundo. 
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        Nesta segunda-feira, 23 de setembro, Dia dos Filhos, Vera Saba buscará conforto em suas orações para administrar a saudade de Kátia Virgínia Kour e Ricardo Michel Kour. Kátia Virgínia nasceu em 15/11/1963 e faleceu no dia 05/05/2009, vítima de acidente de trânsito. Ricardo Michel nasceu em 19/12/1966 e morreu em 29/05/1991. Hemofílico, contraiu o vírus HIV durante uma transfusão de sangue infectado. Kátia e Ricardo eram filhos do casamento de Vera Saba com o cabeleireiro Georges Michel Kour, de quem é divorciada. 

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Kátia Virgínia e Ricardo Michel,
alegria e determinação


Kátia Virgína e Vera Saba
Fatos & Fotos, novembro/1963
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Kátia Virgínia e Vera Saba ***** Manchete, 02/05/1964
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Vera Saba em 1977, ladeada por Kátia Virgínia e Ricardo Michel. ***** “Ricardo não queria sair na foto por isso o rostinho emburrado. Rsrsrs", diz Vera. ***** Imagem: revista Fatos & Fotos.  
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Kátia (Katinha) e Ricardo (Cacau) fantasiados para o Carnaval na Vila Isabel. *****  Ela desfilou alguns anos como porta-estandarte da Escola de Samba Estácio de Sá.


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Kátia e Vera


"Katinha, 10 anos de muita saudade. Depois que você foi ao encontro do Cacau, seu irmão, preciso me reinventar a cada dia. Não e fácil. Sua alegria e a determinação do Cacau direcionam a minha vida. Te amo...te amo...te amo!!!"


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Kátia, seu filho Raphael e Vera
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Raphael e o beijo carinhoso da eterna vovó Miss
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O que eu poderia deixar como reflexão para você, Vera Lúcia Saba? Deixo um texto de Gibran Khalil Gibran (1883-1931), escritor libanês. 

Vossos filhos não são vossos filhos.
São os filhos e as filhas da ânsia da vida por si mesma.
Vêm através de vós, mas não de vós.
E embora vivam convosco, não vos pertencem.
Podeis outorgar-lhes vosso amor, mas não vossos pensamentos,
Porque eles têm seus próprios pensamentos.
Podeis abrigar seus corpos, mas não suas almas;
Pois suas almas moram na mansão do amanhã,
Que vós não podeis visitar nem mesmo em sonho.
Podeis esforçar-vos por ser como eles, mas não procureis fazê-los como vós,
Porque a vida não anda para trás e não se demora com os dias passados.
Vós sois os arcos dos quais vossos filhos são arremessados como flechas vivas.
O arqueiro mira o alvo na senda do infinito e vos estica com toda a sua força
Para que suas flechas se projetem, rápidas e para longe.
Que vosso encurvamento na mão do arqueiro seja vossa alegria:
Pois assim como ele ama a flecha que voa,
Ama também o arco que permanece estável.

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domingo, 1 de setembro de 2019

"Vai, vai minha querida, leva a minha vida e o meu coração"


Meu pai, que era sapateiro, um dia pediu que eu fosse à casa do Sr. Enéas, no Sítio Limão, entregar um par de sapatos que tinha consertado. Após atravessar uma ponte, cheguei ao endereço combinado e deparei-me na varanda com uma cena digna das fotonovelas e dos filmes românticos da época. A bela e doce Vera Estela, filha do Sr. Enéas, minha colega no Ginásio São José, estava deitada numa rede e cantava “Vai”, um bolero gravado por Anísio Silva.

"Pelas noites que já passei,
noites tristes, 
noites sem fim,
pelas lágrimas que derramei,
por estares longe de mim.
Pelos dias de desencanto 
que ao teu lado tanto sofri,
pelas horas e pelos anos que 
eu passei pensando em ti."

  

     O tempo passou, nossas vidas tomaram outros rumos, mas a cena permaneceu em minha memória como uma das mais doces recordações da minha infância alagoana.
         Vera Estela de Oliveira Cavalcante fez a Grande Viagem na madrugada de quarta-feira, 28 de agosto. Não mais a verei da próxima vez que for à São Jose´da Laje, a fim de conversarmos sobre os mistérios da vida e da morte, mas encontrarei o seu perfume às margens do rio Canhoto. E ao lado de um coral de anjos invisíveis cantaremos o refrão daquela canção.

"Vai, 
leva esta tristeza,
leva esta saudade
e a desilusão.
Vai, 
vai minha querida,
leva a minha vida
e o meu coração."
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Daslan Melo Lima
Timbaúba, PE

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