SEJA BEM-VINDO ! SEJA BEM-VINDA! VOCÊ ESTÁ EM PASSARELA CULTURAL, a sua revista on-line semanal ***** Ano 9, Edição nº 480, semana de 20 a 26 de abril de 2014.***** Editor: Daslan Melo Lima ***** Timbaúba, Pernambuco, Brasil ***** Telefones: (81) 9612.0904 (Tim) e (81) 9277.3630 (Claro) / E-mail: daslan@terra.com.br

sábado, 19 de abril de 2014

TEMOS MAIS QUE MIL VIDAS

A vida do escritor colombiano Gabriel Garcia Marquez se foi na terceira quinta-feira deste abril azul. Se foi em parte, já que sua essência partiu para uma nova missão em outra dimensão. 
Um dia ele disse: "Todos temos três vidas: a vida pública, a vida privada, e uma vida secreta." Concordo em parte, quiçá temos três vidas em algumas circunstâncias, dentro de um contexto. 
Na verdade, eu acaredito que temos mais que mil vidas: as que se foram e as que virão. Talvez a vida secreta da qual ele falou seja a síntese das mil vidas que já vivemos. Assim seja, amado anjo Gabriel. – Daslan Melo Lima.

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PAUSAS NA PASSARELA

REFLEXÃO
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AGENDA
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MEMÓRIA
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HUMOR
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PASSARELA ANIMAL
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DE TIMBAÚBA PARA O MUNDO

FATOS EM FOCO
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MEMÓRIA TIMBAUBENSE
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ROTEIRO POÉTICO DE TIMBAÚBA
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SESSÃO NOSTALGIA - MARIA EUNICE MERGULHÃO MACIEL, MISS PERNAMBUCO 1968

Daslan Melo Lima  
      

     
Imagem: Arquivo/Fernando Machado
     No dia 08 de junho de 1968, o Clube Português do Recife foi cenário do concurso Miss Pernambuco, evento beneficente promovido pelo  Diário de Pernambuco com renda revertida para a Campanha Pernambucana pró-Infância. Nove jovens disputaram o título da mais bela pernambucana daquele ano: Cátia Maria Arruda e Silva (Boa Viagem); Gisoneide Diniz (Arcoverde), segunda colocada; Ivanise Batista (Jaboatão dos Guararapes), Maria da Conceição Bandeira (Clube Náutico Capibaribe), Maria Eunice Mergulhão Maciel (Clube Intermunicipal de Caruaru),  primeiro lugar; Marluze Siqueira Cavalcanti (Bom Conselho), Miriam Cristina Queiroz (Vitória de Santo Antão), Naida Lins de Albuquerque (Sport Club do Recife) e Rosa Maria de Souza Basto (Clube Português do Recife). As duas últimas empataram em terceiro lugar. Naida Lins de Albuquerque, meses depois, conseguiu o título de Miss Objetiva de Pernambuco e foi eleita Miss Objetiva do Brasil e vice-Miss Objetiva Internacional 1968. A matéria abaixo, escrita pelo jornalista Fernando Machado, em julho de 1988, revela um pouco da personalidade de Maria Eunice Mergulhão Maciel, ou simplesmente Eunice Mergulhão. Detalhe: A reportagem cita o dia 14 de junho como data do concurso e o número de oito concorrentes.

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PERFIL – Maria Eunice Mergulhão Maciel - Vinte anos de beleza – Reportagem de Fernando Machado - Caderno Você, Jornal do Commercio, Recife, domingo, 3 de julho de 1988

    
Acervo DML/Passarela Cultural
      No dia 14 de junho fez vinte anos que ela foi coroada Miss Pernambuco, numa festa memorável realizada nos salões do Português. Disputaram o título oito bonitas jovens, mas no final uma comissão formada por César Cals, Iva Costa, José Carlos Poncell Neto, Léa Pabst Craveiro e Antônio Barros escolheu-a como a mais bela pernambucana de 1968.  “Foi uma emoção tão grande quando ouvi os apresentadores Albuquerque Pereira e Carmen Tovar anunciarem meu nome como a nova Miss Pernambuco. E como todas, cheguei às lágrimas. Foi um momento inesquecível”, confessa Maria Eunice  Mergulhão, atualmente vivendo ao lados dos filhos Pedro, Henrique, Gustavo e Patrícia, num bonito apartamento  em Boa Viagem, e cuidando dos seus negócios. Ela não soube definir como e por que entrou no concurso de Miss Pernambuco, mas não vacilou em dizer que se sua filha Patrícia quiser concorrer ao Miss Pernambuco será totalmente a favor. “Darei a maior força, como minha mãe o fez quando os amigos me inscreveram no concurso como Miss Clube Intermunicipal  de Caruaru.”
      Maria Eunice Mergulhão Maciel não nasceu em Caruaru, e sim em Belo Jardim, no dia 22 de junho. É desquitada e tem um grande sonho: “fazer uma volta ao mundo”. Tinha dezessete anos incompletos quando se tornou a rainha da beleza dos pernambucanos, “nunca pensei em ser Miss. Desfilava em Caruaru em festas beneficentes. Todavia, um dia, a Miss Pernambuco de 1967, Vera Maria Silva, foi a Caruaru e os amigos me apresentaram  a ela como a futura Miss Pernambuco. Fiquei meio sem jeito com o papo, mas depois aquele sonho tomou conta de mim, e três meses depois desfilava no Intermunicipal de Caruaru como sua representante no Miss Pernambuco.”
     Maria Eunice permanece bonita e seu descobridor, o jornalista Cervantes, vaidoso em ter conseguido a segunda vitória no concurso – a primeira foi a caruaruense Dione Oliveira, que conseguiu um segundo lugar no Miss Brasil – chega a confessar que “Nicinha nunca foi uma aproveitadora, participava das festas sem cobrar cachê, nem pedia vestido ou dinheiro. Ia porque gostava.”
     Então fizemos uma viagem ao passado exatamente no dia em que Maria Eunice, então com 16 anos, 11 meses e oito dias, se consagra Miss Pernambuco de 1968 e está posando com a segunda colocada, Gisoneide Diniz, de Arcoverde, e as terceiras classificadas (houve um empate, Rosa Maria Bastos, do Português, com Naida Lins de Albuquerque, do Sport). “Desfilei com um modelo vermelho, bem decotado, desenhado por Marcílio Campos e costurado por Nícia Barbalho. Era lindo meu vestido. Aliás usei-o novamente no Miss Brasil, lá no Maracanãzinho. E logo no início senti que a noite estava para mim.”

O Cruzeiro, 29/06/1968. Acervo: DML/Passarela Cultural

           Com 1,68 m de altura, 58 quilos, 79 cm de busto, 62 cm de cintura e 95 de quadris, ela fazia o tipo violão, bem à Marta Rocha, “e com um maiô Catalina, o maiô das misses” – brinca Nicinha, imitando os apresentadores do concurso – estampado recebeu a faixa, a coroa, mais de um milhão de cruzeiros e a responsabilidade de representar Pernambuco no Miss Brasil.  Sem namorado, pois tinha acabado o romance dias antes de ser Miss, renovando após o concurso, “ele tinha tanto ciúme de mim que decidimos terminar de uma vez por todas”. Maria Eunice brilhou ao retornar à sua terra, “desfilei pelas ruas da cidade, em carro aberto. Foi uma emoção tão grande, que ainda permanece viva em meu pensamento. Era muito jovem, cheia de sonhos e sem maldade. Via naquilo tudo uma fantasia, como no cinema. Era uma espécie de Alice no País das Maravilhas. Ate as cantadas eu pensava que eram galanteios, mas sempre fui firme nestes casos. Os amigos me alertaram logo: cuidado com os tarados e os aproveitadores, e por conta disso me tranquei numa redoma. As cantadas agressivas levava na brincadeira e as mais inteligentes as  descartava da mesma maneira.
     Tudo isso para Maria Eunice era um sonho. “Imagine uma jovem do interior que trabalhava na Cooperativa do Banco Popular de Caruaru, de repente ser cortejada e sair viajando pelo Brasil. Primeiro fui participar do Miss Bahia, cuja vitoriosa, Martha Vasconcellos, foi eleita Miss Brasil; depois do Miss Brasília; do Miss São Paulo e finalmente do Miss Brasil, tudo foi fascinante”, conversa. Mas nada disso fez com que Maria Eunice mudasse de rumo, “era muito bonito aquilo tudo, mas sabia que iria terminar e estava preparada para isso”.  Hoje, distante daquele dia que mudou sua vida, curte os momentos, as fotos, as reportagens que foram publicadas nas revistas e jornais. “Guardo tudo que sai comigo”, confessa. E, de fato, Nicinha, como é chamada carinhosamente, mostra álbuns e álbuns sobre o concurso e sobre seu momento atual.
      Vinte anos depois, Maria Eunice permanece a mesma, brincalhona, alegre, bonita, uns quilinhos a mais e com muitas lembranças daquele tempo. Tristezas do concurso não guarda, “conservo as horas felizes e se pudesse concorreria novamente ao Miss Pernambuco”, apesar de reconhecer que mudou muito. “As moças entram visando promoção e ganhar muito dinheiro como modelos. Eu não, entraria apenas pelo clima, pelas amizades que fazemos e pelas viagens. Antigamente, as jovens só pensavam em arranjar um marido rico e virar mulher de sociedade”, explica Maria Eunice.  Seus filhos adoram quando ela fala da época “e ainda hoje quando me preparo para ir a uma festa eles fazem coro dizendo que estou linda. São meus maiores fãs”. Nunca se afastou dos concursos de beleza, “este ano fui chaperone do Miss Pernambuco, tenho um bufê e atuo  no ramo imobiliário. Já tive confecções e boutique em Belo Jardim,  quando era casada”.
      E como toda jovem do interior, de antigamente, sabe cozinhar, costurar, bordar “e desenho modelos, quando tenho tempo, para mim. Desenhei muito quando tinha a confecção infantil, a Tita’s. Atualmente prefiro prestigiar os figurinistas da terra, é mais cômodo. Adorei ser Miss Pernambuco e tudo o que o concurso me proporcionou, até mesmo os fatos desagradáveis,  pois me ajudaram a crescer interiormente.

     
Imagem: Arquivo/Fernando Machado
      Maria Eunice Mergulhão é uma consumidora despojada de grifes, não se liga  em nomes, mas no seu click de mulher.
Tênis – Adoro, principalmente quando acompanho meus filhos nos esportes.
Roupa – Gosto da esportiva e da clássica e não me ligo em grifes. Ficou bem em mim, e pronto, me ganhou.
Personalidade – Minha mãe, Estela Mergulhão.
Homem mais bonito – Alain Delon.
Melhor presente – Flores, principalmente rosas vermelhas.
Medo – Rã.
Sonho de consumidora – Viajar pelo mundo para rever Paris e Genebra.
Meias – Christian Dior.
Comida – Pratos frios, adoro saladas.
Cidade mais bonita do mundo – Paris, Genebra e Rio.
Cidade preferida – Era o Rio, mas com a onda de violência que assola a cidade, prefiro agora o Recife.
Bebida – Coquetel de frutas.
Coca Cola ou Pepsi Cola - Coca, a outra é muito doce.
Perfume – Não tenho preferência por marcas, prefiro os suaves.
Óculos – Não tenho preferência por grifes. Gostei fiquei.
Uma Miss – Martha Vasconcellos.
Xampu – Qualquer um para cabelos oleosos.
Desodorante - Não tenho preferência.
Maquilagem – Como as misses de outrora, Helena Rubinstein.
Bijuterias ou joias – Ambas. Sou filha de cigana, dizem, pois adoro balangandãs.
Restaurante – Marruá.
Restaurante que não gosta de ir – Os agitados demais.
Filme inesquecível – A Noviça Rebelde.
Atores e Atrizes - Marlon Brando, Tarcísio Meira, Julie Andrews e Fernanda Montenegro.
Programa de televisão – Noticiários, Hebe e filmes, principalmente os da Sessão da Tarde.
Música –  “Deslize”, de Fagner.
Compositor – Chico.
Sabonete – Lux e Phebo.
Cantor (a) -  Roberto Carlos e Elba Ramalho.
Times – Sport e Central.
Escola de Samba – Mangueira.
Pasta de dente – Colgate ou Kolynos
Religião – Católica, mas de repente surgiu em mim meu lado de espírita kardecista
Santo de devoção – Nossa Senhora da Conceição
Jogador – Renato Gaúcho
Frase - “Compartilhar com amor é o segredo da verdadeira amizade”.
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Em 1971, dirigida pelo seu primo Cleto Mergulhão, a Miss PE 1968 foi protagonista do filme O Último Cangaceiro
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Em trajes típicos, da esquerda para a direita, Eunice Mergulhão, Miss Pernambuco; Maria de Fátima de Souza Acris, Miss Amazonas; e Cláudia Virgínia Lisboa, Miss Alagoas. 

     Tenho num dos meus álbuns de recortes, uma página autografada, acima, por Eunice Mergulhão, em 18/10/1991, ocasião onde tive oportunidade de testemunhar sua meiguice e ouvi-la falar do seu tempo de rainha da beleza. A última vez que a vi foi em Caruaru, na noite da realização do Miss PE 2001, vencido por Débora Daggy.

Imagens: revista O Cruzeiro

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     Possuo um exemplar do livro Noite Contra Noite, Editora Civilização Brasileira S.A. - Rio de Janeiro, 1965, de José Condé (1917-1971), pernambucano de Caruaru. Na minha fantasia, este volume é o mesmo que fez parte do traje típico de Eunice. Na minha fantasia, o livro está impregnado do eco das vozes da multidão que lotou o Maracanãzinho na noite da eleição da Miss Brasil 1968. Não me lembro mais os detalhes do romance, mas vou reler Noite Contra Noite neste feriado de 21 de abril, estimulado pelas lembranças que guardo de Maria Eunice Mergulhão Maciel, Miss Clube Intermunicipal de Caruaru, Miss Pernambuco 1968. 



        Ao finalizar esta Sessão Nostalgia, abri aleatoriamente o livro de José Condé e encontrei na página 37 um trecho que diz muito da condição humana: 
      Sete minutos depois, estava Urbano Tavares diante do espelho, penteando-se. Houve um instante, porém, em que interrompeu o gesto e ficou examinando com atenção a fisionomia que lhe era devolvida do outro lado: rugas, cabelos brancos, olhos, fundos e distantes, cansaço. 
      Qual seria a verdade do espelho? – pensou. A que se mostrava agora de maneira tão crua e impiedosa, ou a outra, a interior, que em vão tentava descobrir, através dos traços vincados pelos anos? Sorriu: “A outra está morta ou nunca existiu”. 
    Depois de viver toda uma vida, continuara sendo ele mesmo, desesperadamente

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VALE A PENA LER DE NOVO

Aqui termina mais uma edição de PASSARELA CULTURAL. 
As postagens que se seguem fazem parte da seleção das edições anteriores. 
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sábado, 12 de abril de 2014

LUA BRANCA E MANGA ROSA, MISTÉRIOS DOS CICLOS DA VIDA


MISTÉRIOS - E se a Lua fosse rosa como os frutos do meu pé de manga rosa? E se a manga rosa fosse como a Lua a espalhar prata nas ruas? Uma voz silenciosa grita baixinho: Talvez você não estivesse nesta noite tentando decifrar mistérios como no tempo de garoto. ***** E como a Lua vai ser sempre branca, e como minhas mangas serão sempre rosas, vou dormir conformado, enquanto o menino que fui vai permanecer acordado. 



CICLO DE VIDA – Como acontece diariamente nesta época do ano, encontro logo cedo no meu quintal os frutos que caíram do meu pé de manga rosa durante a madrugada. Faço deles a minha primeira refeição do dia em harmonia com o Cosmos. As mangas se despedem naturalmente do seu vínculo com a terra e se oferecem frescas e saborosas à orquestra da Vida. E enquanto sopra o Vento, mergulho nos mistérios da vida e da morte. 
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Daslan Melo Lima, Timbaúba, PE, abril de 2014.

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DE TIMBAÚBA PARA O MUNDO

CORREIO DE NOTÍCIAS



Já está circulando a nova edição do CORREIO DE NOTÍCIAS
Entre os assuntos envolvendo a cena social, cultural, política  e econômica timbaubense, destaque para o que se segue: 
Timbaúba completa 135 anos de história;
Ananda Gomes e Flávio Hybernon no ensaio fotográfico da Vitrine, com looks da Kara Nova;
Alga, Hilda, Lourdinha, Santina e Sofia, 5 mulheres e um destino;  
Colecionadores de Quadrinhos, a magia da nona arte.

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Clique no link a seguir e confira todo o conteúdo virtual da publicação, http://www.jcnoticias.net/


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UM FATO EM FOCO


Luciano Manoel Gomes, casado, três filhos, timbaubense, nascido em 08/05/1979, no Hospital Ferreira Lima,   mora em Curitiba, Paraná, e deseja  muito encontrar sua mãe biológica. Luciano foi entregue para adoção ao casal Albano e Sebastiana, na área conhecida como Serrinha, em Juripiranga, PB, quando tinha apenas um ano e seis meses de idade.  ***** Seus pais biológicos são Manoel Carreiro e Maria de Lourdes, naturais de Macaparana, PE. Sua mãe adotiva faleceu no ano passado e  hoje, mais do que nunca, tudo que Luciano deseja é encontrar sua mãe verdadeira. *****  Se alguém souber de qualquer informação, favor entrar em contato com o  blog Macaparana em foco, através do e-mail macaparanaemfoco@hotmail.com, ou  com o próprio Luciano Manoel,  através do Facebook, https://www.facebook.com/luciano.manoel1 .

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ARLEIDE GUERRA, TOP 100 DA EDUCAÇÃO 
Na quinta-feira, 11, no Golden Tulip Recife Palace, Arleide de Albuquerque Guerra, há cinco anos como secretária de educação de Timbaúba, recebeu o Certificado de Qualidade Total Brasil-Suiça, comenda destinada aos 100 vencedores das pesquisas de utilidade pública realizadas pela UBD, União Brasileira de Divulgações.  ***** A UBD busca dados nos ministérios, sites governamentais e depoimentos da população. Sua pesquisa leva em conta fatores relevantes como:   boa gestão, transparência na aplicação do dinheiro público, boas práticas administrativas nas áreas de educação, merenda escolar, transporte escolar, enfim, qualidade total nos serviços prestados. ***** Emocionada, Arleide Guerra declarou à PASSARELA CULTURAL que divide a honraria com toda sua equipe, salientando que o prêmio foi conseguido graças ao empenho do governo municipal,  professores e toda equipe da Secretaria de Educação de Timbaúba. ***** Na foto, Arleide e o prefeito Júnior Rodrigues. Foto: https://www.facebook.com/timbauba?fref=ts
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SESSÃO NOSTALGIA – A BIOGRAFIA DE MARTHA VASCONCELLOS ESCRITA POR ROBERTO MACÊDO, O LIVRO MAIS ESPERADO DO ANO

Daslan Melo Lima

     Talvez algum leitor esteja estranhando o título desta matéria, mas para mim e para centenas de pessoas do Brasil e do mundo, a biografia de Martha Vasconcellos, Miss Bahia, Miss Brasil e Miss Universo 1968, escrita pelo jornalista baiano Roberto Macêdo, é o livro mais esperado do ano. Com tantas rainhas da beleza que honraram a presença do Brasil em concursos internacionais, notadamente nos anos 50 e 60, nosso País tem uma dívida literária imensa para com a história do concurso Miss Brasil. O lançamento da biografia de Martha Vasconcellos ainda não está agendado, mas nesta edição estão algumas das preciosidades que o Roberto Macêdo postou em sua página no Facebook nos últimos meses, antecipando um pouco do muito que encontraremos na biografia de um ícone da beleza brasileira.

       Antes de formatar esta matéria, conversei com o Roberto e  perguntei :  “Amigo, esses recortes de jornais que você  tem postado no Facebook sobre Martha Vasconcellos dariam uma boa Sessão Nostalgia. Como não sei os que serão publicados no seu livro, o que me diz?”. Resposta do Roberto: “Daslan, pode publicar o que você quiser. Acredito que não haverá nenhum problema. Além do que, se eu publiquei na internet é porque não há qualquer inconveniente de se tornarem "públicos". Abraço.” 

  
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"Martha foi substituída nos três títulos por belezas diferentes: No Miss Bahia, a mulata Vera Guerreiro, Miss Clube dos Bancários, falecida precocemente em 2006. No Miss Brasil, a loura Vera Fischer. No Miss Universo, a filipina Gloria Diaz".
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"Era o maiô com cristais que ela encerrava os desfiles durante o Catalina Tour, por diversos estados americanos entre março e maio de 1969.  Durante os três meses do Catalina Tour, Martha usava esse maiô encerrando os desfiles. E foram muitos, por todo os EUA. Essa foto quem enviou para ela foi June, a acompanhante designada pela Catalina. Mas ela não especificou onde."
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"Hoje concluímos o trabalho de coleta de dados. Passei o dia com a nossa Miss Universo tirando todas as dúvidas, esclarecendo fatos, cuidando de detalhes. Só de gravação foram mais de três horas. Agora, o texto final. Obrigado Deus! Obrigado às mais de 50 pessoas que tiveram a boa vontade de reservar um espaço do seu tempo para contribuir com esse trabalho."

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"Algumas pessoas de fora da Bahia me perguntam sobre o painel com as personalidades baianas que está no plenário da Assembleia Legislativa. Aqui está uma visão. As sereias (ou Iemanjás) na parte de baixo do painel são Martha Vasconcellos, Martha Rocha, a modelo Luana de Noailles e Daniela Mercury.  Depois de pintar esse painel gigantesco, o artista Carlos Bastos fez uma réplica do detalhe de Martha Vasconcellos e a presenteou. Esse quadro ficou durante vários anos na sala da casa de Martha. Depois que ela foi para os Estados Unidos, o quadro seguiu para a casa da filha dela, Leilane, onde permanece até hoje." ***** Detalhe: "o painel original foi perdido num incêndio, em 1978. Na restauração, em 1993, Daniela foi incluída."
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Martha Vasconcellos, Miss Bahia 1968, ladeada por Adelina Martha Mansinho (loira, Instituto de Estudos Califórnia - 2º lugar) e Ionê Marques Jacobina (Clube dos Bancários - 3º lugar).
"Véspera de embarque para o Rio de Janeiro, para a disputa do Miss Brasil, Martha Vasconcellos foi homenageada com um coquetel no Palácio do Governo, em Ondina. Na foto, com o governador Luís Viana Filho, um neto dele, o prefeito Antônio Carlos Magalhães e a esposa do governador, dona Julieta (Juju) Viana. Naquele tempo as misses tinham prestígio..."
Roberto Macêdo com o poster gigante da publicidade da revista Manchete, edição da cobertura do Miss Universo.
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Roberto Macêdo com uma das mais lindas fotos de Martha, na cabine do piloto do avião da Cruzeiro do Sul, que a trouxe com a coroa da beleza universal.
Álbum da chegada de Martha Vasconcellos como Miss Universo. Na escada do avião estão Martha Rocha (Miss Bahia, Miss Brasil e vice-Miss Universo 1954)  e Maria da Glória Carvalho (Miss Guanabara, terceira colocada no Miss Brasil e Miss Beleza Internacional 1968). 
O álbum de casamento, feito pelo famoso fotógrafo Aszmann e vestida por Jérson Karl.

"Amigos, estou muito feliz porque realizamos uma reunião com o nosso editor para definir datas. (...)  Fica aqui o meu grande agradecimento à biografada, pela sua generosidade de abrir o seu coração e disponibilizar-me todo o seu acervo, com toneladas de material fantástico! São jornais e revistas de todo o mundo, milhares de fotografias e documentos impensáveis. Muito obrigado, Martha, pela confiança e pelo desprendimento com total generosidade. Que eu e o Universo saibamos lhe retribuir. O Universo, com muita alegria a inundar o seu coração. E eu, com um texto à sua altura. Amém, que DEUS me ajude! "

Acima, primeira página do Diário de Notícias. Abaixo, destaque da Folha de São Paulo, de 28/07/1968.

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       Uma das últimas postagens do Roberto foi o recorte acima, assinado pelo jornalista Heron Domingues (1924-1974),  do Diario de Notícias, edição de 26/07/1968, falando de uma nota que João Alberto tinha divulgado no Diario de Pernambuco, dizendo que Martha Vasconcellos teria nascido em Caruaru, PE.  Eu me lembro quando o assunto explodiu como uma bomba na capa do Diario de Pernambuco. Quando Martha veio ao Recife para um desfile no Clube Português, meses depois de eleita Miss Universo, sua declaração foi uma aula de diplomacia. Tranquila e com o seu sorriso franco afirmou: "Se eu tivesse nascido em Pernambuco teria muito orgulho, tanto quanto tenho de ser baiana."




             E enquanto o mês de abril desfila na passarela do tempo, contemplo Martha ao lado da obra de Carlos Bastos (1925-2004), retratando-a como Sereia-Iemanjá, na revista Fatos & Fotos, de 16/07/1984, uma das preciosidades do meu acervo. 
           E enquanto o mês de abril desfila na passarela do tempo, aguardo ansioso a data do lançamento do livro.  Paixões são paixões, simplesmente paixões, não se explicam. Venho dizendo isso há muito tempo.

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quinta-feira, 10 de abril de 2014

SPORT CLUB DO RECIFE, UM ORGULHO NORDESTINO

FILIAL DA ILHA - Timbaúba, PE, Rua de São Pedro, noite da quarta-feira, 09, acabou se tornando uma espécie de filial da Ilha do Retiro. Centenas de torcedores acompanharam o jogo entre o Leão e o Ceará, na final da Copa Nordeste, através de um telão localizado na esquina do Bar do Ivaldo. Resultado: 1 x 1, placar que dei o título ao Sport Club do Recife. Quando a disputa terminou, o pessoal saiu em carreata pelas principais ruas da cidade. 


AO SABOR DA BRISA - Depois da meia-noite, a brisa mansa convidava para uma celebração tranquila. Os transportes de duas rodas foram conduzidos devagar, bem devagar, para satisfação do Vento que tem espírito esportivo e respeita todas as torcidas e todas as cores.  

TODOS OS CORAÇÕES - O título da Copa Nordeste voltou a ser do Leão da Ilha, assim como em 1994, assim como em 2000. O Sport Club do Recife é um orgulho nordestino. Os demais clubes de futebol da região também são. No futebol, como em qualquer outra modalidade esportiva, a educação, o respeito e o bom senso deveriam nortear todas as ações, todas as torcidas, todas as cores, todos os corações...
Diario de Pernambuco, 10/04/2014
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Jornal do Commercio, Recife, 10/04/2014 
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Diario de Pernambuco, Recife, 11/04/2014
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sábado, 5 de abril de 2014

DE TIMBAÚBA PARA O MUNDO - Comenda Isnar Moura - O legado de Sofia - Niver de Júnior Rodigues - Josefa Fulgêncio, 70 anos

A NOITE DA COMENDA ISNAR CABRAL 
      A entrega da comenda Isnar Cabral de Moura foi realizada na quinta-feira, 03, às 19h30min, no Museu de Timbaúba, uma iniciativa da Funjader, Fundação Jáder de Andrade, em parceria com a Prefeitura Muncipal. As homenageadas com a honraria foram: 

1 - Alga Marina de Oliveira Feliciano, timbaubense, nascida em 05/11/1925, filha do poeta Balthazar de Oliveira e viúva do poeta João Feliciano
2 - Hilda Costa de Souza, timbaubense do engenho Jussara Grande, onde nasceu em 10/12/1924. Parteira que, segundo estimativas, ajudou mais de 2.000 crianças vir ao mundo.
3 - Maria de Lourdes Jacques Coutinho, natural de Olinda, PE, nascida em 06/07/1925, radicada em Timbaúba desde 04/02/1945, viúva do médico João Gomes Coutinho, ex-vereadora. Por problemas de saúde não compareceu à cerimônia, tendo sido representada por sua filha Zarinha Coutinho
4Santina Bezerra, nascida em 20/03/1924, gestora da Creche Mãe Rainha.
5Irmã Sofia Maria Salanga, religiosa da Congregação das Fransciscanas de Maria Stern de Augsburg, Alemanha, onde nasceu em 17/06/1944. Chegou ao Brasil em 11/01/1986 e um mês depois recebu a tarefa de administrar a OSSAM, Obra Social Santa Maria, função que exerceu até a semana passada. Irmã Sofia recebeu sua comenda no domingo passado, 30/03, durante uma reunião na Ossam, pois na noite da quinta-feira estava embarcando para a Alemanha. 

Jefferson Leal, presidente da Funjader, ladeado por Santina Bezerra e Alga Marina.

Hilda Souza e o sobrinho-neto Eder Costa.
Em pé, da esquerda para a direita: Rosani Albuquerque, Eder Costa, Jefferson  Leal e Djalma Junior. Sentadas, na mesma ordem: Santina, Hilda, Alga e Zarinha Coutinho (representando sua mãe Lourdinha Coutinho). Na ocasião houve uma hora de arte com textos declamados por Rosani Albuquerque e Luciana Matias, além de uma performance da atriz Joselma Carneiro de Melo e um show musical com o cantor Egemilson.  

Banner com os dados biográficos de Isnar Cabral de Mouraeducadora de méritos consagrados, jornalista, cronista social e escritora, um ícone cultural, de Timbaúba para o mundo. Isnar mora no Recife e vai completar 105 anos de idade no dia 05 de agosto. 
    
Acima, Luciana Matias e Santina Bezerra. Abaixo, a comendadora ladeada pela irmã e o cunhado Givaldo Braz de Macedo.
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Durante a cerimônia foi exibido um vídeo com imagens das comendadoras ausentes, Maria de Lourdes Jacques Coutinho, de vermelho, e Irmã Maria Sofia Salanga. 
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O LEGADO DE SOFIA 
          Na noite da entrega da Comenda Isnar Cabral de Moura, uma homenageada não estava presente porque naquele momento se encontrava no Aeroporto Internacional dos Guararapes Gilberto Freyre, embarcando de volta para o País onde nasceu, Alemanha, depois de 28 anos de trabalhos à frente da Ossam, Obra Social Santa Maria. O que dizer da comendadora Irmã Maria Sofia Salanga? Simples, discreta, seu olhar transmite docilidade associada a uma boa dose de determinação. Na reportagem  “Um pouco sobre uma missionária e a missão que tomou para si”, postada em 27/12/2013, no site www.ossam.org.br,  abaixo condensada, podemos conhecer um pouco de sua vida. Os textos estão intercalados por imagens feitas na tarde do domingo, 30/03, quando ela recebeu sua comenda na Ossam.

Irrmã Sofia, comendadora,  e Jefferson Leal, presidente da Funjader, Fundação Jáder de Andrade. A comenda Isnar Cabral de  Moura é  uma iniciativa da Funjader com o apoio cultural da Prefeitura Municpal de Timbaúba.  Abaixo, eu, Celma Lucia Vasconcelos (secretária acadêmica da Facet, Faculdade de Ciências de Timbaúba), Irmã Sofia e Jefferson Leal.  
      Irmã Maria Sofia Salanga, nasceu na Alemanha em 17/06/1944, em plena 2ª guerra mundial.  Em 22/08/1969 , tornou-se religiosa da Congregação das Franciscanas de Maria Stern de Augsburg. Na Congregação fez o curso de pedagogia e trabalhou durante 12 anos como professora primária. Durante esse tempo o contato com as irmãs brasileiras, que por lá passavam, foi lhe despertando o desejo de servir no Brasil, como missionária.  Assim, depois de receber autorização da Congregação na Alemanha, estudou um pouco de português e partiu para o Brasil chegando em 11/01/1986. Um mês depois recebeu a tarefa de administrar a escola Estrela do Guaraní em Timbaúba, hoje Ossam, Obra Social Santa Maria. 
      Em todos esses anos a Ossam cresceu em sua estrutura física, tudo em função da necessidade de mais educação para crianças, jovens e adultos.  A educação infantil teve seu lugar de destaque. A complementação escolar surgiu como forma de apoio à escola regular. Depois veio a necessidade dos adolescentes terem cursos de prática profissionalizante. Adiante, ela percebeu que era a hora de trazer as mulheres para dentro da Ossam e dá a elas as  oportunidades  que perderam com o casamento ainda na adolescência. Foram oportunizados todos os cursos, todos os  espaços e feitos investimentos de tempo, material e professores para fazer com que as mulheres se descobrissem; percebessem que eram capazes de aprender, de crescer, de mudar com a família, de se amar. 
Na cozinha da Ossam, pausa para um delicioso lanche. Abaixo, em pose especial para PASSARELA CULTURAL, Irmã Sofia no veículo que dirigia para atender os compromissos da Ossam. Sofia e a kombi, uma cena que fazia parte da paisagem do dia a dia timbaubense.
      Irmã Sofia, com muita determinação, firmeza e carinho levou crianças, jovens, famílias e funcionários a acreditar que é possível vencer, ser feliz e bom cidadão.     Para a cidade de Timbaúba, Irmã Sofia fez, contribuiu, acrescentou, trouxe crescimento, através da formação do povo mais pobre.  Construiu casas em regime de mutirão, ouviu, orientou, apoiou. Mostrou para muitos que o mundo vai além das fronteiras de Timbaúba. Que todos podem e que a educação remove montanhas: a montanha do descaso, da desvalorização, da desumanidade, do desamor. A sua luta é por justiça. A sua causa é o amor! A sua bandeira são os ideais de São Francisco de Assis.

     Irmã Sofia e a educadora Tânia. Abaixo, eu e a comendadora.  

      No calor timbaubense daquela tarde de domingo, eu e a homenageada fizemos uma pausa para uma foto que acabou ficando emblemática, ao contastarmos que o Papa Francisco, através da imagem na parede, se fez presente ao encontro. Ao encerrar esta postagem, fico a refletir na passagem do tempo, pois 28 anos não são 28 dias. O legado da Comendadora Irmã Maria Sofia Salanga, ou simplesmente Irmã Sofia,  ecoará pela eternidade em cada espaço da Ossam, em cada coração das vidas que tiveram suas trajetórias direcionadas para um horizonte impregnado de azul e esperança.
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UMA TERÇA PARA RECORDAR
O prefeito João Rodrigues da Silva Júnior, ou simplesmente Júnior Rodrigues, completou 49 anos de idade na segunda-feira, 31 de março. No dia seguinte, terça-feira, 1º de abril, as personalidades que compõem o seu secretariado promoveram um jantar na Secretaria de Educação em torno da data especial. Presença de todos os secretários: Adriana Araújo (Cultural, Lazer, Esporte e Turismo), Alessandra Cavalcanti (Habitação), Alfredo Campos (Secretário de Governo), Arleide Guerra (Educação), Aryosvaldo Brandão (Obras e Serviços Urbanos), Carlos Menezes (Comércio, Agricultura e Pecuária), Irlene Lemos (Administração), Jorge Guedes (Planejamento Urbano), José Pedroza (Meio Ambiente e Desenvolvimento Econômico), Magda Gomes (Finanças), Rafaella Marinho (Saúde) e Vânia Lúcia Barreto (Assistência Social e Cidadania).  

Um dos momentos mais significativos da festa foi o da exibição de um pequeno documentário com imagens de sua vida. Na foto, Júnior Rodrigues no dia da primeira comunhão. 
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JOSEFA FULGÊNCIO, A CLASSE DE UM NIVER


Josefa Fulgêncio, a Dra. Finha, celebrou seus 70 anos de idade na casa de recepções Espaço Livre, no sábado, 29 de março. Animação, descontração, glamour, boas bebidas e um jantar delicioso foram os ingrediente de uma noitada de classe que terminou em frevo. O conjunto Emoções cantou e encantou.   





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