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sábado, 27 de fevereiro de 2010

SESSÃO NOSTALGIA - MARIA EDILENE TORREÃO, MISS PERNAMBUCO 1960

Daslan Melo Lima






      Maria Edilene Torreão, ou simplesmente Edilene Torreão, era uma das jovens mais belas de Pernambuco quando aceitou o convite para representar o Clube Náutico Capibaribe no concurso Miss Pernambuco 1959. Classificou-se em terceiro lugar, cabendo o segundo a Mariiluce Cavalcanti de Albuquerque, Miss Clube Português do Recife, e o primeiro lugar a Dione Brito de Oliveira, Miss Clube Intermunicipal de Caruaru. No ano seguinte, mais bela e experiente, voltou a disputar o título máximo da beleza pernambucana como representante do Santa Cruz Futebol Clube e foi eleita Miss Pernambuco 1960.




MARIA EDILENE TORREÃO, SUCESSO NO MARACANÃZINHO



Apontada como uma das favoritas ao Miss Brasil, Maria Edilene foi muito aplaudida por um público estimado em 28 mil pessoas, na noite de 11/06/1960, no Maracanãzinho, Rio de Janeiro. (Foto: Revista O Cruzeiro, 25/06/1960)


As misses mais aplaudidas pela multidão-júri foram as de Minas, Pernambuco, Guanabara e Estado do Rio. Na base do plebiscito leigo – se rumor de palmas significasse diploma de beleza – algumas delas seriam as primeiras colocadas. E Miss Minas, a mais ovacionada, seria Miss Brasil. Beleza de miss requer – dizem os que se dizem entendidos – harmonia de linhas, até a ponta dos dedos. Rosto, personalidade e saber andar contam muito. A moça que enche os olhos não é, em verdade, a miss, mas o bom gosto particular. Miss é outra coisa: talvez combinação de artmética com poesia e mais algo em código. (Revista O Cruzeiro, 25/06/1960)


As mais aplaudidas obtiveram as seguintes colocações: Mercedes Elizabeth del Carmen Carrascosa Von Glehn , Miss Minas Gerais, quarto lugar; Maria Edilene Torreão, Miss Pernambuco, terceiro lugar; Gina Macpherson, Miss Guanabara, primeiro lugar; Marzy Moreira, Miss Rio de Janeiro, sexto lugar;

Diga-se, ao vôo de andorinha, que o Júri não se deixou contagiar pelo público, votando dentro da melhor cartilha, como fazem os júris internacionais. O segundo lugar coube a Miss Brasília (vaia de 5 minutos de protesto) e o terceiro a Miss Pernambuco (com aprovação das arquibancadas). (O Cruzeiro, 25/06/1960)


O Top 3 do Miss Brasil 1960. Da esquerda para a direita: Magda Pfrimer, Miss Brasília, segundo lugar, representante do Brasil no Miss Beleza Internacional, em Long Beach, Estados Unidos; Gina  Macpherson, Miss Guanabara, primeiro lugar, representante da beleza brasileira no Miss Universo, em Miami, Estados Unidos; Maria Edilene Torreão, Miss Pernambuco, terceiro lugar, representante do Brasil no Miss Mundo, em Londres, Inglaterra. (Foto: O Cruzeiro, 25/06/1960)

Maria Edilene Torreão tinha 1,71 de altura; 56 quilos, 92 cm de busto, 58 cm de cintura, 92 de quadris, 58 de coxa e 19 cm de tornozelo. Foi classificada entre as semifinalistas do Miss Mundo.



MARIA EDILENE TORREÃO, A BELA DO NORTE


      Pela terceira vez consecutiva Pernambuco conseguiu ficar no Top 3 do Miss Brasil e com isso sentir o orgulho e a emoção de ver sua Miss representar o Brasil no Miss Mundo, em Londres. As outras duas foram Sônia Maria Campos, vice-Miss Brasil, semifinalista no Miss Mundo 1958, e Dione Brito de Oliveira, vice-Miss Brasil 1959.


José e Maria José, seus pais, ficaram radiantes com o sucesso de Edilene. Uma linda e despreocupada estudante de contabilidade. (Manchete, 02/07/1960)

Maria Edilene Torreão diz que é a garota mais feliz do mundo. Antes de mais nada, pelo terceiro lugar que obteve no concurso de Miss Brasil. Depois, porque vai conhecer a Europa: - “Se Gina ou Magda quisessem trocar a viagem comigo, não aceitaria...” Edilene fala sobre a família com aquele delicioso sotaque pernambucano: são dez irmãos! – “Mas não sou do Recife, não, nasci no interior do Estado, em São José do Egito. Fui para a Capital com três meses e ali moro há 18 anos.” Edilene foi eleita Miss Pernambuco pelo Santa Cruz, uma espécie de Flamengo de lá. Aviso aos navegantes: Maria Edilene era noiva, mas desmanchou o compromisso um pouco antes do concurso...("Edilene A Bela do Norte", Revista Manchete, 02/07/1960)


Ela tem mais de 20 vestidos de gala, cerca de 30 pares de sapatos e é um dos brotos mais famosos da sociedade pernambucana. (Manchete, 02/07/1960)

MARIA EDILENE TORREÃO, A BELEZA PERMANECE NA ALEGRIA DE VIVER

      Depois de 1960, Pernambuco conseguiu por três vezes retornar ao Top 3 do Miss Brasil. Em 1982, com Simone Valença Duque, terceira colocada, representante do Brasil no concurso "Pérola do Pacífico", Equador, onde saiu vitoriosa; Em 1984, com Suzy Sheila Rêgo, vice-Miss Brasil, eleita "Reina Panamericana de la Caña", em Cali, Colombia; e em 2002, com Milena Ricarda de Lima Lira, terceira colocada e representante do Brasil no Miss Beleza Internacional. Depois de 1960, Pernambuco voltou a ver sua Miss representar pela quarta vez o Brasil no Miss Mundo, em 1987, com Simone Augusto Costa da Silva.

Poucas pessoas desavisadas ou menos informadas, ao se dirigirem à Fidem, não poderiam imaginar que ali trabalha uma senhora alta, secretária executiva, que um dia representou o Brasil, no Miss Mundo, em Londres (...) No entanto, os que na época acompanhavam os concursos de beleza não teriam dúvidas em reconhecer essa sertaneja bonita, elegante, representante do Santa Cruz Futebol Clube no Miss Pernambuco 1960. Refiro-me a Maria Edilene Torreão, 3ª lugar no Miss Brasil e como tal a nossa representante na Inglaterra.
Como as suas amigas, ela também lembra com carinho do seu tempo quando era admirada, imitada e presença obrigatória nas recepções. Hoje, suas três grandes paixões são os filhos, Roberto Phaelante, 18 anos, e Vicente Phaelante Neto, 15, e seu apartamento defronte ao Rio Capibaribe. Sempre que pode reúne toda família para conversas amenas. (Trecho da reportagem “Misses de outrora: a beleza permanece na alegria de viver”, de Fernando Machado e Muciolo Ferreira, Jornal do Commercio, Recife, 17/05/1986)


Maria Edilene Torreão, durante um chá realizado no Recife Palace Hotel, no dia 16/04/1986, evento que reuniu treze Misses Pernambuco. (Foto: Jornal do Commercio-Recife, 17/05/1986)

“...muitas dessas mulheres têm uma história para contar dos tempos de Miss. Uma coisa elas têm em comum: a beleza. Diferentes, só mesmo as almas, o imponderável da beleza.” (Trecho da reportagem “Misses de outrora: a beleza permanece na alegria de viver”, de Fernando Machado e Muciolo Ferreira, Jornal do Commercio, Recife, 17/05/1986)

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domingo, 14 de fevereiro de 2010

SESSÃO NOSTALGIA - Vera Maria Silva, Miss Pernambuco 1967



Daslan Melo Lima

PERNAMBUCO, 1967

     Em 1967, Recife era a terceira maior cidade do Brasil. A capital pernambucana e os municípios que a circundavam, o chamado Grande Recife, totalizavam 1.300.000 habitantes. A cidade tinha vivido momentos dramáticos com a enchente do ano anterior e a restauração da monumental Ponte da Boa Vista, uma jóia da arquitetura metálica, toda de ferro batido, inaugurada em 07/09/1876, era uma das prioridades do prefeito Augusto Lucena (1916-1995).


A Ponte da Boa Vista sobre o Rio Capibaribe, centro do Recife, junho de 1967, interditada para as obras de restauração. (Foto: Geraldo Viola, revista O Cruzeiro, 10/06/1967)

          Pernambuco tinha uma população superior a 4 milhões e 500 mil habitantes e o Governador Nilo Coelho (1920-1983) estava empenhado em integrar o Estado na coletividade do Brasil industrial.


CLUBE INTERNACIONAL DO RECIFE, 20/05/1967


Vera Maria Silva, Miss Circulo Militar do Recife 1967, e sua antecessora, Raiolanda Castelo Branco. ***** Foto: Arquivo/Fernando Machado



Vera Maria Silva
Vera Maria Silva, Miss Círculo Militar do Recife, Miss Pernambuco 1967, na passarela do Clube Internacional do Recife, vestindo um modelo desenhado por Marcílio Campos. (Foto: O Cruzeiro)

          Clube Internacional do Recife, noite de 20 de maio de 1967, eleição da Miss Pernambuco 1967, um evento beneficente com renda destinada ao  Instituto Guararapes, entidade beneficente dirigida por  Nair Borba. *****  Candidatas: Vera Maria Silva (Circulo Militar do Recife), Lourdinha Nunes (Clube Intermunicipal de Caruaru), Ieda Arruda Alencar (Clube Internacional do Recife), Maria das Graças Pinheiro (Clube Náutico Capibaribe), Maria Amélia Almeida (Santa Cruz Futebol Clube), Lúcia Santa Rita (Sport Club do Recife) e Meire Ferreira Lima (Clube Português do Recife). ***** Comissão julgadora: Jaqueline de Hanazel , Carmen Tartaruga, Eneida di LemosZélia Peixoto, Abelardo Rodrigues, Edwal Carvalho e Hilton Mota. ***** Atrações musicais:  Claudionor Germano, Nadja Maria e a Orquestra de José Menezes. ***** Resultado do Miss PE 1967: Vera Maria Silva, Miss Circulo Militar do Recife,  primeiro lugar; Maria das Graças Pinheiro , Miss Clube Náutico Capibaribe, segundo; e  Lucia Santa Rita, Miss Sport Clube do Recife, terceiro lugar.

BONS VENTOS LEVARAM VERA

          A revista O Cruzeiro, de 10/06/1967, circulou em todo Brasil com um caderno especial dedicado ao desenvolvimento do nordeste. Em uma das páginas, na matéria “Bons Ventos Trazem Vera”, de maiô, sorridente, posando ao lado de uma jangada, estava Vera Maria Silva, a segunda Miss Círculo Militar do Recife a ser eleita Miss Pernambuco. A primeira tinha sido Raiolanda Castello Branco, no ano anterior, vaiada no Maracanãzinho, no desfile da eleição de Miss Brasil, por causa do sobrenome, idêntico ao do Marechal Humberto de Alencar Castelo Branco (1897-1967), o primeiro Presidente brasileiro do Golpe Militar de 1964.


A poética legenda da foto de Vera Maria Silva, publicada na revista O Cruzeiro, de 10/06/1967, insinuava que a Miss Pernambuco viajaria ao Rio de Janeiro de jangada e que talvez a embarcação retornasse só, pois Vera Maria poderia ser eleita Miss Brasil. BONS VENTOS TRAZEM VERA - Vera Maria Silva, gaúcha de Porto Alegre, é a nova Miss Pernambuco. Concorreu pelo Círculo Militar e foi eleita também Miss Simpatia. Agora, Maracanãzinho. Talvez a jangada volte só.

VERA MARIA SILVA, 
DETERMINAÇÃO E BOM HUMOR

    Filha de um oficial do Exército que servia no Recife, a gaúcha Vera Maria Silva, hoje senhora Francisco Antônio Pereira Dias – um coronel do Exército – recorda, bem humorada, a finalíssima do Miss Pernambuco em 1967, quando teve de enfrentar as ruidosas torcidas de Lúcia Santa Rita, Miss Sport, e Maria das Graças Pinheiro, candidata do Náutico. 

  - Eu havia me inscrito no concurso por insistência dos amigos do Círculo Militar, clube que representei, e jamais poderia imaginar que teria forças suficientes para manter o sorriso após ser anunciada a minha vitória e desfilar sob vaias de tudo que era lado das duas torcidas. Mesmo assim não me abalei, lembra Vera, recordando uma outra batalha que tinha pela frente: perder muitos quilos e corrigir suas medidas que estavam muito acima das exigidas pela produção do Miss Brasil.

(Trecho da reportagem “Misses de outrora: a beleza permanece na alegria de viver”, de Fernando Machado e Muciolo Ferreira, Jornal do Commercio, Recife, 17/05/1986)

BONS VENTOS TROUXERAM VERA


Em 15/07/1967, a imagem de Vera Maria Silva voltou a ilustrar as páginas da revista O Cruzeiro. No esplendor dos seus 18 anos de idade, Vera exibia as seguintes medidas: 1,68 cm de altura; 92 cm de busto; 62 cm de cintura; 92 cm de quadris; 57 cm de coxa e 58 quilos.

          Vera Maria Silva viajou com muito entusiasmo ao Rio de Janeiro para disputar o Miss Brasil, mas não figurou entre as semifinalistas. A vencedora foi Carmem Sílvia de Barros Ramasco, Miss São Paulo, embora a favorita do público tenha sido Anísia Gasparina da Fonseca, Miss Brasília, quarta colocada.Vera Maria Silva retornou ao Recife e teve destacada atuação na sociedade pernambucana, tudo de acordo com os valores de uma jovem de boa família, filha de militar e estudante do curso científico.

VERA MARIA SILVA, 
A BELEZA PERMANECE NA ALEGRIA DE VIVER


Na imagem acima, quatro rainhas da beleza pernambucana, reunidas durante um chá realizado no Recife Palace Hotel, no dia 16/04/1986. Da esquerda para a direita: Edilene Torreão, Miss Pernambuco 1960, terceira colocada no Miss Brasil e semifinalista no Miss Mundo 1960; Jerusa Farias, Miss Pernambuco 1969; Vera Maria Silva, Miss Pernambuco 1967; Raiolanda Castello Branco, Miss Pernambuco 1966. (Foto: Jornal do Commercio-Recife, 17/05/1986)

“...muitas dessas mulheres têm uma história para contar dos tempos de Miss. Uma coisa elas têm em comum: a beleza. Diferentes, só mesmo as almas, o imponderável da beleza.”
(Trecho da reportagem “Misses de outrora: a beleza permanece na alegria de viver”, de Fernando Machado e Muciolo Ferreira, Jornal do Commercio, Recife, 17/05/1986)

Quatro rainhas da beleza pernambucana durante evento beneficente, em 1995. Da esquerda para a direita: Simone Augusto, Miss PE 1985 e Miss Brasil Mundo 1987; Zilene de Sá Torres, Miss PE 1977; Vera Maria Silva, Miss PE 1967; e Raiolanda Castelo Branco, Miss PE 1966. **** Foto: Arquivo/Fernando Machado.

PERNAMBUCO, 2010 

          Recife tem 1.561.659 habitantes e é a nona maior cidade brasileira. O prefeito João Costa tem como uma de suas metas ver o centro da cidade e o bairro do Recife Antigo ocupados por escritórios e empreendimentos dos empresários ligados ao Porto de Suape e à Copa do Mundo de 2014. As águas do Rio Capibaribe não ameaçaram mais a estrutura da Ponte da Boa Vista e a poesia reina no centro do Recife, o que é normal, em qualquer época, de janeiro a janeiro, no Natal, no Carnaval...


A Ponte da Boa Vista sobre o Rio Capibaribe, centro do Recife, na manhã de 13/02/2010, quando do desfile do Galo da Madrugada, o maior bloco carnavalesco do mundo. (Foto: DML/Passarela Cultural)

          Pernambuco tem uma população de 8.810.256 habitantes e o Governador Eduardo Campos faz questão de afirmar que seu Governo busca o equilíbrio fiscal e o faz sem esquecer que o equilíbrio nas contas de nada serve se o Estado não for capaz de oferecer serviços públicos de qualidade à população.

          E quanto ao concurso Miss Pernambuco, quarenta e três anos depois de Vera Maria Silva ter sido eleita, lindas jovens, inclusive filhas de oficias do Exército, ainda sonham com o mágico título de Miss.

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sábado, 6 de fevereiro de 2010

SESSÃO NOSTALGIA - MISSES NO CARNAVAL

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Daslan Melo Lima

MARTA ROCHA E ADALGISA COLOMBO NO CARNAVAL PERNAMBUCANO DE 1979

          Era fevereiro de 1979. As presenças delas no Recife foram destaques nas colunas sociais. Muita gente compareceu ao tradicional Bal Masqué do Clube Internacional do Recife para ver os rostos de dois dos maiores ícones da beleza brasileira, Marta Rocha e Adalgisa Colombo, convidadas especiais para a comissão julgadora do concurso de fantasias.


Marta Rocha, Miss Bahia, Miss Brasil e vice-Miss Universo 1954. Foto: Diario de Pernambuco, 19/02/1979.


Adalgisa Colombo, Miss Distrito Federal, Miss Brasil e vice-Miss Universo 1958. Foto: Diario de Pernambuco, 19/02/1979.

          Festejadas e aplaudidas como se tivessem recentemente sido eleitas Miss Brasil, Marta e Adalgisa foram tratadas com o maior carinho.

          Era fevereiro de 1979 e parecia que o frevo pernambucano estava mais acelerado, animadíssimo com a presença no Recife de Marta e Adalgisa, duas misses dos mágicos anos cinquenta, um tempo que se foi, para sempre se foi.


DUAS DEUSAS, UM REI E TRÊS SORRISOS


Marta Jussara da Costa, Pelé e Marina Montini. Carnaval de 1980. (Foto: Revista Manchete)

          Vestindo um longo preto, ali estava Marta Jussara da Costa, Miss Rio Grande do Norte, Miss Brasil, quarta colocada no Miss Universo 1979.

          Vestido de branco e sorrindo, ali estava Édson Arantes do Nascimento, Pelé, o Rei do Futebol.

          Vestindo um modelo que valorizava o busto e tendo um leque como acessório, ali estava Maria da Conceição Silva(1948-2006), nome verdadeiro de Marina Montini, Rainha Mulata do IV Centenário do Rio de Janeiro (1965), Miss Grêmio Recreativo Cacique de Ramos, sétima colocada no Miss Guanabara 1966.

          Vestidos de alegria, no Carnaval de 1980, ali estavam duas deusas, um rei e três sorrisos. Três pessoas que deram muito orgulho ao Brasil.

sábado, 30 de janeiro de 2010

SESSÃO NOSTALGIA - Míriam Salgado Lima, Garota de Ipanema 1965

Por Daslan Melo Lima

PRÓLOGO

               Em setembro de 1965, a Superintendência do Quarto Centenário do Rio de Janeiro, com o apoio das revistas Manchete e Fatos & Fotos e da TV Excelsior, criou um concurso para eleger a Garota de Ipanema.

A Garota de Ipanema receberá, como prêmio, uma viagem aos Estados Unidos (com direito à acompanhante), estada paga e ajuda de custo no valor de um milhão de cruzeiros.
As candidatas devem ser brasileiras, maiores de 16 anos e com 21 anos incompletos até a data do encerramento das inscrições, solteiras, freqüentadoras da Praia de Ipanema. E mais: altura mínima de 1,60m, instrução de grau médio, não exercer qualquer atividade artística (inclusive manequim) profissional. Não tem importância que a candidata não seja carioca da gema. Mas é preciso provar que mora no Rio.
As concorrentes se apresentarão na manhã do dia 24 de outubro numa passarela com o formato da calçada de Ipanema, num anfiteatro a ser construído no Castelinho. Os desfiles serão em traje esportivo – calça Lee e blusão colorido – e em maiô, com modelo criado especialmente para o concurso. Um júri constituído de onze peritos selecionará cinco finalistas e, em seguida, a Garota de Ipanema. 
(Manchete, 04/09/1965)


A CANÇÃO E A MUSA INSPIRADORA

               O concurso pegou carona no extraordinário sucesso da música Garota de Ipanema, de Tom Jobim (1927-1994) e Vinícius de Moraes (1913-1980), cujos versos originais diziam:

Vinha cansado de tudo
De tantos caminhos
Tão sem poesia
Tão sem passarinhos
Com medo da vida
Com medo de amar

Quando na tarde vazia
Tão linda no espaço
Eu vi a menina
Que vinha num passo
Cheio de balanço
Caminho do mar

Heloísa Eneida, a musa da canção Garota de Ipanema. (Imagem: www.todamusica.blogspot.com)

               “Menina que passa”, era como se chamava a música, depois alterada para “Garota de Ipanema”, quando ganhou novos versos inspirados na jovem Heloísa Eneida Menezes Paes Pinto, conhecida hoje como Helô Pinheiro.

Olha que coisa mais linda,
Mais cheia de graça
É ela menina
Que vem e que passa
Num doce balanço, a caminho do mar

Moça do corpo dourado
Do sol de Ipanema
O seu balançado é mais que um poema
É a coisa mais linda que eu já vi passar

Ah, porque estou tão sozinho
Ah, porque tudo é tão triste
Ah, a beleza que existe
A beleza que não é só minha
E também passa sozinha

Ah, se ela soubesse
Que quando ela passa
O mundo inteirinho se enche de graça
E fica mais lindo
Por causa do amor

MÍRIAM SALGADO LIMA, GAROTA DE IPANEMA 1965

               No dia 27/11/1965, na piscina do Clube de Regatas Flamengo, um júri selecionou as dez finalistas: Luísa Maria (Sírio e Libanês), Maria Aparecida (Monte Líbano), Míriam Salgado Lima (Vasco da Gama), Ruth Caminha (Flamengo), Taís do Amaral (Radar), Maria do Socorro (Olímpico), Sônia Ferraz (Canaveral), Sônia Machado (Clube Carioca), Maria Lucia (Jequiá), e Maria Esteves (Servidores da Sursan).

Míriam Salgado Lima, Garota de Ipanema 1965. (Foto: Antônio Rudge, capa da revista Manchete, 11/12/1965).

Ela merece uma nova canção, exclusiva, de Tom e Vinícius. Chama-se Míriam Salgado Lima e foi eleita, esta semana, Garota de Ipanema, num concurso que, durante meses, agitou a praia do Castelinho. (Justino Martins, Manchete, 11/12/1965)

Loura, cabelos escorridos sobre os ombros, sorriso luminoso, olhos azuis e corpo mais que perfeito, Míriam Salgado Lima (que mora no Leblon) é a nossa primeira Garota de Ipanema. Ou seja: representa o broto carioca ideal, tal e qual Tom Jobim e Vinícius de Morais imaginaram na sua internacionalmente famosa canção. Míriam foi eleita no último sábado, numa grande festa nos salões do Clube Monte Líbano, e recebeu alegre homenagem no dia seguinte, em frente ao trecho de praia mais famoso do Rio: o Castelinho. Seus prêmios incluem uma viagem, com direito a acompanhante, pela Varig, para os Estados Unidos, quinze dias de estada, um milhão de cruzeiros, a coleção de trajes “de manhã à noite” da América fabril, uma coleção de sapatos Teresa Carlos e um contrato artístico com o Canal Dois, da Guanabara. Importante: tão logo regresse, Miriam ficará noiva, circunstância que Tom e Vinícius não previam na sua música.

O júri que elegeu Míriam foi formado pela esposa do governador da Guanabara, Sra. Mitsi Almeida Magalhães, Sra. Célia Cravo Peixoto (esposa do secretário de Turismo que patrocinou o certame), Luís Rossier (criador do traje esporte das candidatas), Ricardo Cravo Alvim, Oscar Bloch Sigelmann (diretor-superintendente de MANCHETE) e Fatos & Fotos, co-patrocinadores), Madame Campos (que também maquilou as candidatas), Maria Cláudia, Deputado Everardo Magalhães Castro, Mateus Fernandes, Heloísa Eneida (real inspiradora de Vinícius de Morais e Tom) e Francisco de Castro (TV Excelsior, co-patrocinador). (Manchete, 11/12/1965)

Heloísa Eneida, a musa inspiradora da canção Garota de Ipanema posa para os fotógrafos segurando a faixa de "Garota de Ipanema" conquistada por Míriam Salgado Lima. (Manchete, 11/12/1965)

Quando voltar dos Estados Unidos, a bela Míriam vai prestar exame para a Escola de Belas Artes.
As candidatas a misses do Rio possuem fabuloso espírito esportivo. Elas cumprimentaram Míriam no Monte Líbano e no Castelinho.
Antes mesmo da prova final, todas as concorrentes apontavam Míriam Salgado Lima como a grande vencedora. E vestindo trajes esportivos foram, juntamente com Heloísa, participar da festa popular na Praia de Ipanema, que incluiu um desfile da Escola de Samba da Portela.
(Manchete, 11/12/1965)

EPÍLOGO

               Depois daquele 1965, outros concursos Garota de Ipanema foram realizados e várias lindas jovens fizeram dele um trampolim para o ingresso na vida artística e a conquista de outros títulos de beleza. Josete Armênia Rodrigues, a Josi Campos, Garota de Ipanema 1987, trabalhou em filmes e programas de televisão e foi capa das revistas “Ele & Ela” e “Playboy”. Kenny Neoob de Carvalho Castro, Garota de Ipanema 1982, foi Miss Rio de Janeiro e semifinalista do Miss Brasil 1983. Detalhe: Kiki Pinheiro, filha de Helô, também foi eleita Garota de Ipanema nos anos oitenta, precisamente em 1986. Em 1989, a mulata Valéria Valenssa chamou a atenção de todos. Não venceu o concurso, mas ganhou a simpatia de Hans Donner, designer gráfico da TV Globo, um dos jurados, com quem casaria anos depois. Valéria se transformou num dos maiores símbolos sexuais brasileiros como Garota Globeleza, estrela das vinhetas carnavalescas da TV Globo.

Miriam Salgado Lima e o cantor Pery Ribeiro (1937-2012) na capa da TV Revista do Rádio, nº 870, 1966
Míriam Salgado Lima, capa da revista Fatos & Fotos, 28/01/1967.

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               Míriam Salgado Lima continua - e continuará - na minha lista das mulheres mais belas de todos os tempos.

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sábado, 23 de janeiro de 2010

SESSÃO NOSTALGIA - APELONICE LIMA, MISS PASSO FUNDO 1977

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Daslan Melo Lima

PRÓLOGO

               O ano era 1977. A revista MANCHETE, um dos maiores sucessos editoriais da época, circulou em todo o país no dia 11 de junho com uma matéria instigante: “Rio Grande do Sul - Uma negra pode ser Miss?”


RIO GRANDE DO SUL – UMA NEGRA PODE SER MISS?



Apelonice perdeu o título para Rosângela: tudo nela era perfeito, menos a cor.

Apelonice Lima, 21 anos, universitária, foi eleita, à semana passada, Miss Passo Fundo, cidade gaúcha localizada a trezentos quilômetros de Porto Alegre. A jovem, de medidas esculturais (1,73m de altura, 90cm de busto, 90cm de quadris, 61 cm de cintura e 55cm de coxa), não teve , entretanto, seu nome homologado pelo presidente do júri, o jornalista César Romero, por um motivo insólito: sua cor negra. “Como nossa cidade seria visto no concurso de Miss Rio Grande do Sul tendo como candidata uma pessoa de cor?”, perguntou Romero.

Na tentativa de ter a cidade bem representada, o júri, integrado por figuras da sociedade local, fez três votações, prevalecendo a ultima, em que foi eleita Rosângela Esmeralda dos Anjos – uma jovem branca que ficara em segundo lugar. O público, tão logo foi anunciado o resultado definitivo, vaiou a escolha.

A repercussão não se circunscreveu, no entanto, ao local do concurso. Ao se reabrirem os trabalhos legislativos, alguns vereadores pediram a instalação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito para apurar o caso em todos os detalhes, acenando com a possibilidade de aplicação da Lei Afonso Arinos a César Romero.

Apelonice Lima nega-se a comentar as punições que seriam aplicadas ao presidente do júri, limitando-se a dizer: ”Fiquei muito perturbada com tudo isso. Foi como se tivessem dado uma bofetada no meu rosto. Até agora nunca tinha sofrido qualquer problema ligado à minha cor.”

(Reportagem de Marina Wodtke - Imagens: Foto Sousa - Revista MANCHETE, 11/06/1977)


A PRIMEIRA MISS UNIVERSO NEGRA



Janelle Commissiong, Miss Trinidad Tobago, Miss Universo 1977. (Foto: www.lempimissit.suntuubi.com)

               Fico pensando nas coisas que passaram nas cabeças das pessoas preconceituosas daquele distante 1977. A Miss Universo de 1977 foi Janelle Commissiong, de Trinidad Tobago, a primeira negra a conquistar o mais importante título de beleza do planeta Terra.


UMA NEGRA PODE SER MISS?


               Um negra pode ser Miss?
               - Sim.
               O planeta Terra, com sua diversidade extraordinária, é um celeiro de reflexões sobre os conceitos – e preconceitos – do que é normal e do que é belo.

               Uma negra pode ser Miss?
               Que respondam os milhares de admiradores das misses abaixo, apenas para relembrar uma dúzia de ícones do ébano das passarelas nacionais e internacionais dos concursos de beleza:


Agbani Darego, foto acima, Miss Nigéria, semifinalista no Miss Universo 2001, eleita Miss Mundo 2001 (imagem do www.jamati.com);
Aizita Nascimento, Miss Renascença, sexta colocada no Miss Guanabara 1963;
Ana Maria Guimarães, Miss Pernambuco, semifinalista do Miss Brasil 1988;
Deise Nunes, Miss Rio Grande do Sul, Miss Brasil, semifinalista do Miss Universo 1976;
Dirce Machado, Miss Renascença, quarto lugar no Miss Guanabara 1960;
Elizabete Santos, Miss Renascença, terceira colocada no Miss Guanabara 1966
Gina Swainson, Miss Bermudas, vice-Miss Universo 1979, eleita Miss Mundo 1979;
Janelle Commissiong, Miss Trinidad Tobago, Miss Universo 1977
Maria da Conceição Silva (Marina Montini), Miss Cacique de Ramos, sétima colocada no Miss Guanabara 1966;
Mpule Kwelagobe, Miss Botsuana, Miss Universo 1999;
Vera Lúcia Couto, Miss Renascença, Miss Guanabara, vice-Miss Brasil e terceira colocada no Miss Beleza Internacional 1964;
Wendy Fitzwilliam, Miss Trinidad Tobago, Miss Universo 1998;


EPÍLOGO


Apelonice Lima. (Imagem: Foto Sousa, revista MANCHETE, 11/06/1977)

               A cidadã Apelonice Salete Lima Fuchina de hoje - esposa, mãe e uma das figuras mais queridas da sociedade de Passo Fundo - é uma pessoa comprometida com as causas que visam à promoção social e cultural dos afrodescendentes.
               No III Congresso Internacional de Linguagens, realizado em Erechim, Rio Grande do Sul, ela estava lá, ministrando um curso sobre arte e dança na cultura africana, com a consciência tranqüila dos que dão a sua parcela de contribuição para a construção de um mundo melhor.

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10º ENCONTRO DE LAJENSES, UM CANTO DE AMOR À PRINCESA DAS FRONTEIRAS

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Voltar a São José da Laje, a Princesa das Fronteiras, é reencontrar o menino que eu fui.
Imagine não apenas eu, menino de ontem, mas dezenas de conterrâneos-contemporâneos, garotos e garotas de um tempo que se foi, tomando um coquetel de emoções inacabadas no Encontro de Lajenses.
Nada supera a magia do momento.

Os sonhos de ontem, envolvidos em amores e desamores, dão as mãos.
Os objetivos de ontem, envolvidos em ilusões e desilusões, dão as mãos.
Pelas linhas dos rostos, marcas de percas e desencantos.
Pelo brilho dos olhos, sinais de ganhos e encantos.

Acho até que o vento e as pedras pedem para o Rio Canhoto cessar um pouco sua eterna caminhada para o mar.
Só para nossas lágrimas enxugar.
Só para nossa alegria escutar.



A ORIGEM DO ENCONTRO DE LAJENSES


..................Quitéria Martins, a idealizadora do Encontro de Lajenses..........

Domingo, 24 de dezembro de 1999, Joel Bernardo é convidado para passar a noite de Natal na residência de Quitéria Martins. As conversas logicamente entre outros temas não deixaria de ser os bons momentos vividos por todos na Laje nas décadas de 50, 60 e 70. No meio da conversa eis que surge uma indagação de Quitéria Martins dizendo que tinha muita vontade de juntar toda aquela gente do passado para uma confraternização bem festiva como nos velhos tempos e que fosse ali repetidos todos os gestos de amizade fraterna de lajenses quando se encontram. Logo Joel falou: “E porque a gente não faz isso?” Quitéria retrucou: “ Muita gente já pensou em fazer isso, mas nem começou por ser muito difícil e complicado.” Joel falou: “Mas a gente não tentou, e, conosco é diferente...”
(Fonte: www.encontrodelajenses.net)

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DE MACEIÓ A SÃO JOSÉ DA LAJE

Saí de Maceió às 07h30min do sábado, 09, no ônibus especial da Real Alagoas, como integrante do grupo organizado por Apolônio Cardoso, um dos membros da comissão organizadora do 10º Encontro de Lajenses.










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A MISSA

A Missa solene, celebrada às 09 horas, foi um momento de grande emoção. Não contive minhas lágrimas e chorei muito.






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HOMENAGENS

O amplo espaço do salão de eventos da Escola Estadual Cônego Teófanes de Barros foi o cenário da décima edição do Encontro de Lajenses. As atrações musicais tocaram todos os ritmos.










Entre os homenageados do encontro, da esquerda para a direita, estavam:

Antônio Aquilino Filho - Muitos choraram quando o filho do saudoso professor Antônio Aquilino, acompanhado da mãe, foi agraciado com uma medalha. Zeza, genitora de Aquilino Filho, estava grávida desse quando foi a União dos Palmares fazer um exame médico e lá pernoitou. Enquanto isso, seu esposo e as duas filhinhas do casal foram três das inúmeras vítimas fatais da enchente do Rio Canhoto de 1969. Zeza e seu filho vivem hoje em Niterói.

Dr. Manuel Ferreira, o Manu - Muita gente também chorou com o discurso de Manuel Ferreira, desde criança conhecido como "Manu", quando ele fez referência às suas origens, "filho bastardo de uma lavadeira da Rua Passagem de Maceió".

José Lopes de Farias - Ele salvou muitas vidas ao tocar sem interrupção o sino da estação na fatídica madrugada de 14/03/1969, quando uma enchente no Rio Canhoto destruiu parcialmente a cidade.

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ALEGRIA, REENCONTROS, ABRAÇOS, EMOÇÃO...

Uma grande parte dos presentes, meus conterrâneos-contemporâneos, veio de outras cidades. De vez em quando ouvia-se uma exclamação do tipo : "É você? Não acredito! Quantas saudades!"

Vale destacar o entusiasmo da nova geração, comentando que o Encontro de Lajenses é a maior festa de São José da Laje. Para Gilbertinho Fernandes, "o significado vai além da festa: é a concretização do amor ao próximo e a sua terra."
















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A VOLTA, DE SÃO JOSÉ DA LAJE PARA MACEIÓ

Saí de São José da Laje com o meu grupo quando o relógio marcava 19 horas. No coração de todos, a vontade de ficar. Para mim, em particular, a sensação de que o menino lajense que existe em mim viveu um dos melhores dias de sua vida.
Obrigado, Senhor !











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APOIO CULTURAL - Os patrocinadores do 10º Encontro de Lajenses foram: Adalberto Oliveira Santos - Antonio Ivo Souza Braga - Asfal(Associação do Fisco de Alagoas) - Caliente (Shirley e Carlinhos Timóteo da Silva) - Calmag Comércio e Representações - Cosme Fernando Júnior - Duance (José Evaristo Gomes Lopes Filho) - Evaristo Madeira (José Evaristo Gomes Lopes)- Galeto na Brsa DÉmery (Família Emery) - Grupo RBS (Reginaldo Batista da Silva) - José Correia Barreto - José Gomes - Marcos Antonio Gonçalves Pontes - Marmogran Mármores e Granitos - Patamar (Janivaldo Paes de Souza ) - Prefeitura Municipal de São José da Laje - Reserva Ecológica Osvaldo Timóteo - Rio Negro (Joel Bernardo da Silva) - SV Transporte (Sidney Vieira) - Solimões (Olímpio Lyra) - Toucher (Jacineide Silva) - Usga (Usina Serra Grande) - Usina Coruripe - Vidrolaje (Everaldo Santos Cavalcante).

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COMISSÃO ORGANIZADORA
Quitéria Martins, Maria do Carmo "Lili" Martins, Maria Angélica Lyra, Maria Diniz Lyra, Solange Teixeira, Carlinhos Lyra, Eugênio Lyra, Raul Teixeira e Apolônio Cardoso.

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ABRAÇO DE AMOR

O verdadeiro sentido do Encontro de Lajenses está na música feita especialmente para o evento.

Abraço de Amor

Angélica, Dydha e João Lyra

Eh! Saudade!
De um tempo que não volta mais
Me dê um sorriso, um abraço apertado amigo
Saudade está comigo e não aguento mais


É tão bom te encontrar aqui
Que bom te rever
Da nossa infância distante,
Um sonho azul na lembrança


E agora que estou ao teu lado
Relembro o passado feliz, que o tempo levou
Encontro de amigo e saudade
São José da Laje é um abraço de amor


Eh! Saudade!

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