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sábado, 3 de outubro de 2020

SESSÃO NOSTALGIA - Adeus, Edilene Torreão, Miss Pernambuco 1960


Daslan Melo Lima


Foto: revista Manchete

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O dia da "Grande Viagem" chega para todos, inclusive para nossas deusas, divas e misses. 

Maria Edilene Vidal Torreão, ou simplesmente Edilene Torreão, faleceu no Recife, no último domingo do mês passado, 27 de setembro de 2020. 

Natural de São José do Egito, sertão de Pernambuco, distante 362 Km da capital, Recife, ela era (e continuará sendo) um dos maiores ícones da beleza pernambucana. 

Edilene Torreão, nascida em 21 de abril de 1942, foi Miss Clube Náutico Capibaribe 1959, Miss Santa Cruz Futebol Clube e Miss Pernambuco 1960, terceira colocada no Miss Brasil e Top 10 no Miss Mundo 1960. Deixou dois filhos, Roberto Phaelante da Câmara Filho e Vicente de Paula Phaelante da Câmara Neto, além de oito netos.    

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EDILENE TORREÃO, 

UM ÍCONE PERNAMBUCANO 

 
TOP 3 - MISS BRASIL 1960 

Capa da revista MANCHETE, Ano 8, número 427, 25.06.1960

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Da esquerda para a direita: Edilene Torreão, Miss Pernambuco, terceiro lugar, Top 10 no Miss Mundo; Gina Macpherson, Miss Guanabara, Miss Brasil, semifinalista (Top 15) no Miss Universo; Magda Pfrimer, Miss Brasília, segundo lugar, representante do Brasil no Miss Beleza Internacional. 

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Edilene Torreão
Foto: Facebook

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"A morte deveria ser assim:
um céu que pouco a pouco anoitecesse
e a gente nem soubesse que era o fim."

Mario Quintana (1906-1994)

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Nos links abaixo, mais sobre Edilene Torreão, através de três matérias postadas em PASSARELA CULTURAL.

SESSÃO NOSTALGIA - Miss Brasil 1960

http://passarelacultural.blogspot.com/2009/04/sessao-nostalgia-concurso-miss.html

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SESSÃO NOSTALGIA - Edilene Torreão, Miss Pernambuco 1960 

http://passarelacultural.blogspot.com/2010/02/sessao-nostalgia_27.html

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SESSÃO NOSTALGIA, Magda Primer e Edilene Torreão na moldura de Copacabana

https://passarelacultural.blogspot.com/2018/10/sessao-nostalgia_27.html


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sábado, 6 de julho de 2019

SESSÃO NOSTALGIA - Vanja Nobre Jacob, quarto lugar no Miss Distrito Federal 1959, sétimo no Miss Brasil 1960

Daslan Melo Lima


          Quem era aquela bela jovem que despertava atenção ao passar pela rua onde morava, a Barata Ribeiro, em Copacabana, Rio de Janeiro? Era Maria Angelina Nobre Jacob, conhecida pelo nome de Vanja Nobre Jacob. No ano de 1959, representando o Botafogo, ficou em quarto lugar no Miss Distrito Federal. No ano seguinte, convidada pelo  Atlético Barés Clube, de Manaus, foi aclamada Miss Amazonas e conseguiu o sétimo lugar no Miss Brasil 1960.


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Vanja Nobre Jacob por ela mesma


"Tenho 18 anos, estudei no Instituto de Educação do Amazonas, fui colega de Teresinha Morango. Saí de Manaus aos 14 anos para vir residir no Rio de Janeiro, e, chegando aqui, entrei para o Mallet Soares, onde fiz o primeiro ano clássico, deixando para me formar em secretária. Desde aí vivo sonhando em ser secretária de JK. Não tenho namorado, não gosto de ninguém atualmente, porque ainda não encontrei o homem que merecesse o meu amor."
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"Gosto de ler poesias do J.G. de Araújo Jorge, Jorge Amado, Françoise Sagan, Monteiro Lobato. Gosto de dançar um chá-chá-chá e um fox como 'As time goes by'.  Gosto de ouvir, à meia luz, um disco de Nat King Cole. Detesto intrigas, pessoas invejosas, beber bebida alcoólica  e jantar. Não janto há muitos anos, a não ser quando sou convidada por amigos."
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"Tenho um grande e único vício: fumar. Tenho um irmão muito forte que é um empecilho que encontro para namorar. Por isso, fico em casa ouvindo Nat King  Cole e Maísa, meus cantores preferidos."
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"Quero viajar pelo mundo inteiro, cumprimentar Eisenhower, conhecer Krutchev, pisar nos estúdios de numa companhia cinematográfica e voltar a ficar de bem com um certo alguém."
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"Nasci no Amazonas em 6 de janeiro de 1941 e sou carioca de coração. Acho o Rio a melhor cidade do mundo, quero apenas conhecer outros países, mas para morar somente o Rio."
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(O Cruzeiro, Ano XXXI, Número 30, 09/05/1959) 

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Vanja Nobre Jacob,
quarto lugar no Miss Distrito Federal 1959


Top 5 do Miss Distrito Federal (Rio de Janeiro) 1959 - Da esquerda para a direita: Vanja Nobre Jacob, Miss Botafogo (quarto lugar), Denise Rocha de Almeida, Miss Flamengo (segundo lugar) Vera Ribeiro, Miss Vila Isabel (primeiro lugar), Claudette Martins Morais, "A mais bela funcionária civil" (terceiro lugar) e Marcli Rosseti dos Guimarães, Miss Circulo Militar  (quinto lugar). ***** Detalhe: Vera Ribeiro foi eleita Miss Brasil e quinta colocada no Miss Universo 1959. Denise Rocha de Almeida foi eleita Miss Brasília e quarta colocada no Miss Brasil 1963. Vanja Nobre Jacob no ano seguinte foi aclamada Miss Amazonas e conquistou o sétimo lugar no Miss Brasil 1960.
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Vanja Nobre Jacob,
sétimo lugar no Miss Brasil 1960



VANJA NOBRE SERÁ ACLAMADA MISS AMAZONAS NO SÁBADO

   Na sede do Atlético Barés Clube, no próximo sábado, será proclamada Miss Amazonas a senhorinha Vanja Nobe Jacob, atual Miss Barés, a qual concorrerá como representante do nosso Estado na  disputa do cetro de Miss Brasil 1960.
    A beleza amazonense se encontra, em companhia dos dirigentes do clube que a elegeu, visitando entidades e autoridades, devendo hoje compor visitas ao prefeito municipal, Câmara de Vereadores, Tribunal de Justiça e Assembléia Legislativa.
    A senhorinha Vanja Nobre Jacob é uma moça de requintados dotes de beleza, e temos certeza será uma representante nossa à altura, capaz de nos oferecer excelente posição na referida maratona da beleza nacional. 
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A Gazeta, Manaus, AM, 1º/06/1960. 
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Vanja Nobre Jacob - Manaus Sorriso/Facebook - Manchete
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Vanja Nobre Jacob - 1,71 de altura, 59 Kg, 94 de quadris, 94 de busto, 60 de cintura, 57 de coxa, 22 de tornozelo, 19 anos de idade. ***** O Cruzeiro, Ano XXXII, Número 37, 25/06/1960.
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Top 8 do Miss Brasil 1960 - Maracanãzinho, Rio de Janeiro, 11 de junho de 1960. Diante de um público estimado em 28 mil pessoas, vestindo maiôs Catalina, as oito mulheres mais belas de 1960. Da esquerda para a direita:
Erica Bertha Lirkus, Miss São Paulo, 8º lugar;
Vanja Nobre Jacob, Miss Amazonas, 7º lugar;
Edda Logges, Miss Rio Grande do Sul, 5º lugar;
Maria Edilene Torreão, Miss Pernambuco, 3º lugar;
Gina MacPherson, Miss Guanabara, 1º lugar;
Magda Renate Pfrimer, Miss Brasília, 2º lugar;
Mercedes Elizabeth del Carmen Carrascosa Von Glehn, Miss Minas Gerais, 4º lugar;
Marzy Moreira, Miss Estado do Rio, 6º lugar.
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O Cruzeiro, Ano XXXII, Número 37, 25/06/1960.
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        Quem é  aquela bela senhora que desperta  atenção ao passar pela rua onde mora? Ela é dona Maria Angelina, conhecida pelo nome de dona Vanja
           Deixou de fumar há muitos anos, ficou de bem com aquele certo alguém e está curtindo uma velhice tranquila ao lado de sua família linda. Assim imagino, amada Miss Botafogo 1959, eterna Miss Amazonas 1960. 

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sábado, 27 de outubro de 2018

SESSÃO NOSTALGIA - Magda Pfrimer e Edilene Torreão na moldura da Guanabara

Daslan Melo Lima


              No dia seguinte ao do concurso Miss Brasil 1960, Magda Pfrimer, Miss Brasília, e  Edilene Torreão, Miss Pernambuco, foram relaxar na praia de Copacabana.

Magda Renate Pfrimer, Miss Brasília, Vice-Miss Brasil 1960, representante brasileira no Miss Beleza Internacional 1960. 

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Maria Edilene Torreão, Miss Pernambuco, terceiro lugar no Miss Brasil 1960, semifinalista (Top 10) no Miss Mundo 1960.
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A legenda quase ilegível da matéria diz: "O sol do Rio e as praias cariocas são os únicos produtos de beleza que Magda (Miss Brasília) e Edilene (Miss Pernambuco) estão usando antes de seguir para o estrangeiro. Quando em Long Beach e Londres comentarem que elas têm um colorido especial, o mar da Guanabara saberá o segredo."
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        Apegadas às regiões onde nasceram, Magda Prfrimer é proprietária de uma pousada perto das Cachoeiras Almécegas, em Goiás; e  Edilene Torreão, aposentada, curte a tranquilidade de São José do Egito, sertão de Pernambuco. 
           Enquanto isto, na tarde quente pernambucana, minha fantasia entra no túnel do tempo através da revista Manchete (Ano 8, número 429, 09/07/1960), e lá estou, nas areias de Copacabana, ao lado das duas misses,  encantado com a brisa mansa.

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sábado, 17 de março de 2018

SESSÃO NOSTALGIA - Gina Macpherson, Miss Brasil 1960, nem tudo foi em vão

Daslan Melo Lima



          Buscando inspiração para a Sessão Nostalgia desta semana, encontrei num caderno de recortes uma matéria da revista Veja, de 28/02/1973, sob o título Sem poupar esforços. O assunto é curioso. O nome de Gina Macpherson, Miss Guanabara, Miss Brasil e semifinalista do Miss Universo 1960, é citado. Vamos conferir? 

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          Em 1961, o Itamaraty suspeitou que estivesse ocorrendo um vazamento de verbas no seu consulado em Miami, chefiado pelo diplomata Ruy de Mello Teixeira. Instalada uma comissão de inquérito, confirmou-se a malversação de 13.600 dólares e também outros equívocos, tais como estelionato, falsificação de documentos, peculato, corrupção e contrabando de peças de automóveis.
      Durante os últimos doze anos, o caso Mello Teixeira, em que ficaram envolvidos também o vice-cônsul Dalton Portella e o funcionário Dernier Augusto Ribeiro Maciel, peregrinou pela Justiça com poucos resultados. Apesar de terem sido desligados do Itamaraty, Teixeira e Maciel foram absolvidos. Portella, menos feliz, foi condenado a três anos e quatro meses de prisão. Na semana passada, com um argumento lógico, o advogado Alfredo Tranjan conseguiu absolver Maciel no tribunal Federal de Recursos. Disse Tranjan: "Se o cônsul, gerador do processo, foi absolvido porque alegou ter recebido ordens superiores, Dalton, seu substituto, não podia ser condenado."
       Que ordens teria recebido o cônsul, que hoje circula alegremente pela noite carioca? Segundo ele e os autos do processo, promover, "sem poupar esforços", a Miss Brasil 1960, Gina Macpherson (1m72cm, 57 Kg e 93 cm de busto e quadris). Mesmo sem se levar em conta a inutilidade dos esforços, pois Gina perdeu, caso esse argumento tenha sido um dos fatores da absolvição, é o caso de se pesquisar melhor o período em que o Itamaraty realizou uma ofensiva no foro multilateral dos concursos de beleza internacionais. 
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         Sob a foto da Miss Brasil 1960, a legenda diz "Gina Macpherson : tudo foi em vão". Eu teria escrito: "Gina Macpherson: nem tudo foi em vão". Sem entrar na questão do imbróglio, minha frase seria um carinho para a nossa bela Miss Brasil 1960. Gina foi a Miss Brasil do início de uma década mágica que mudou a face do planeta Terra. 
          Concluindo, posto abaixo imagens de Gina Macpherson reproduzidas de revistas da época (O Cruzeiro, Manchete e Mundo Ilustrado) e que passaram por um tratamento especial. São presentes de um admirador de Passarela Cultural que faz questão de ficar no anonimato.  A ele, o meu muito obrigado.

Maracanãzinho, noite do Miss Guanabara, Gina desfilando como Miss Botafogo
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Maracanãzinho, noite do Miss Brasil, Gina desfilando como Miss Guanabara
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Gina visitando a redação da revista Mundo Ilustrado
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Gina em traje típico
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Gina sob o sol do Central Park, New York
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Gina em Miami Beach
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Em New York, beleza em dose tripla. Adalgisa Colombo (Miss Distrito Federal, Miss Brasil e Vice-Miss Universo 1958); Gina Macpherson (Miss Guanabara, Miss Brasil e semifinalista no Miss Universo 1960); e Teresinha Morango (Miss Amazonas, Miss Brasil e Vice-Miss Universo 1957). 

sábado, 29 de julho de 2017

SESSÃO NOSTALGIA – Miami, 1960. O show era Gina Macpherson, Miss Brasil

Daslan Melo Lima 


“Aquela, sim, foi uma noite completa! No famoso Hotel Fontainebleau, um dos melhores do mundo, um show em homenagem ao nosso país contou com Gina no último quadro. O auditório aplaudiu a bonita Miss Brasil, que num improviso em inglês arrancou assobios de entusiasmo. Os jornais de Miami encheram suas primeiras páginas com fotos de Gina, que é a favorita.”


        Assim começava a reportagem de dez páginas da revista Manchete, nº 430, ano 8, de 16/07/1960, falando do sucesso que Gina Macpherson, Miss Guanabara e Miss Brasil 1960, tinha feito em Miami Beach, apontada como  favorita para conquistar o título de Miss Universo 1960. O concurso tinha sido realizado no dia 09 de julho, no Miami Beach Auditorium.  
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Miami, que emoção! Suas praias com palmeiras que vergam ao vento. “Mas o Rio é muito mais bonito, sem comparação!” Nesta época, a cidade é quente. E Gina repete a toda hora com seu bonito sorriso: “Puxa, o calor aqui é dez vezes pior que o nosso!” Ela passa os dias fazendo visitas oficiais e não perde ocasião de ver as partes históricas da cidade.
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Na escadaria do avião, de cima para baixo, Maria Stella Márquez Zawadzky, Miss Colômbia; Nancy Aguirre, Miss Bolívia; Mercedes Teresa Ruggia, Miss Paraguai; Maria Teresa Mota Cardoso, Miss Portugal; Íris Teresa Ubal Cabrera, Miss Uruguai, e María Teresa del Río, Miss Espanha.
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As bonitas representantes da Inglaterra (Joan Ellinor Boardman) Israel (Aliza Gur), França (Florence Anne Marie Normand Eyrie) e Bélgica (Huberte Box) a caminho do hotel num carro oficial. ***** Detalhe: As misses Israel e Inglaterra ficaram entre as semifinalistas (Top 15).

A cidade é só alegria e festas. Misses Espanha, Uruguai, Paraguai, Portugal e outras desceram no aeroporto em meio aos acordes de várias bandas. O povo de Miami não sabe o que fazer para mimosear as visitantes com a mais amável das hospitalidades. Mas o assunto é Gina.
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Oriente e Ocidente medem suas forças na passarela. Portugal (María Teresa Mota Cardoso) entra pela primeira vez no concurso com uma bonita candidata. A Espanha (María Teresa del Río) também está presente pela primeira vez na parada da beleza mundial. ***** Detalhe: Miss Espanha foi a quinta colocada. 
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E Miss Colômbia? Repetirá a vitória retumbante de Luz Marina Zuluaga? A Coréia esqueceu por instantes seus problemas internos e veio para ganhar. Para ser completo este concurso só falta mesmo a URSS. Pela primeira vez, Salazar e Franco concordaram com a participação de seus países. A Coréia (Sohn Mi-hee-ja) veio com uma candidata decidida a manter o título na área asiática. É difícil, mas Gina tem muita chance. ***** Detalhe:  Maria Stella Márquez Zawadzky, Miss Colômbia, ficou entre as semifinalistas (Top 15). No dia 12/08/1960, no Long Beach Municipal Auditorium, em Long Beach, ela venceu o primeiro concurso Miss Beleza Internacional.  Miss Coréia foi semifinalista (Top 15) no Miss Universo.
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As rivais de Gina são uns amores – Misses Hong Kong (Vivien Cheung Wai-Wan) e Peru (Medadit Gallino) dois tipos exóticos na lista das mais bonitas. A Escandinávia mandou este ano duas belezas de virar a cabeça dos juízes. Miss França (Florence Anne Marie Normand Eyrie) fez ruído no dia da sua chegada com um cãozinho a tiracolo.
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Enquanto espera o dia do grande desfile, Gina descansa sob as frondosas palmeiras de Miami. Vai ganhar? Ela sorri quando alguém diz que sim. Está no Hotel Shelbourne, conta com a assistência do cônsul Ruy Melo Teixeira e tem bom apoio na imprensa americana. Só há motivos para confiar no seu sucesso.

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       Gina Macpherson ficou entre as quinze semifinalistas do Miss Universo 1960, ano em que a vencedora foi Linda Jeanne Bement, Miss Estados Unidos. Abaixo, os links das matérias que a focalizaram em SESSÃO NOSTALGIA, desde sua eleição como Miss Guanabara até seu desabafo sobre a única mágoa que guarda do tempo de Miss. 
          Para você, Gina Macpherson, primeira Miss Brasil da década mágica de 1960, o meu abraço, esperando que o clima de Niterói, onde mora, esteja tão agradável como este de Timbaúba, Pernambuco, onde resido. O clima aqui está frio, deliciosamente frio, combinando com as recordações de um tempo que se foi, para sempre se foi.
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Miss Guanabara 1960
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Miss Brasil 1960
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O único rancor de Gina Macpherson

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sábado, 3 de junho de 2017

SESSÃO NOSTALGIA - Mercedes Elizabeth del Carmen Carrascosa Von Glehn, Miss Minas Gerais 1960


Daslan Melo Lima

       A jovem de nome extenso, carinhosamente apelidada de Liba, continua sendo um ícone da cidade mineira de Lavras (cem mil habitantes, distante 237 km de Belo Horizonte) como atesta o início de uma matéria do jornaldelavras.com.br , edição de  09/08/2010.

Se recordar é viver, você terá a oportunidade de fazer isso em setembro: lembrar da Liba, da ZYI-6, do disco voador de Lavras e dos bailes do D.A. Em setembro, o Clube de Lavras vai promover um baile para marcar época, garante sua diretoria. Será o Baile Anos Dourados, com a banda Big Band Show, a melhor banda lavrense do gênero. Serão músicas de sucesso da década de 60. A Big Band vai levar um repertório musical que vai mexer com as lembranças daqueles que, na década de 60, frequentavam a praça Augusto Silva, no tradicional "rela e redondo". Época em que o coração tremia quando a nossa eterna miss Minas Gerais, Mercedes Elizabeth del Carmen Carrascosa Von Glehn, a Liba, passava.


Minas deu Elizabeth Carrascosa, sobrenome injusto para tanta delicadeza feminina. ***** As misses mais aplaudidas pela multidão-júri foram as de Minas, Pernambuco, Guanabara e Estado do Rio. Na base de plebiscito leigo – se rumor de palmas significasse diploma de beleza – algumas delas seriam as primeiras colocadas. E Miss Minas, a mais ovacionada, seria Miss Brasil. ***** Vinte e oito mil pessoas se reuniram no Maracanãzinho para ver a eleição de Miss Brasil. (Revista O Cruzeiro, Ano XXXII, nº 37, 25 de junho de 1960).
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O Cruzeiro, Ano XXXII, nº 37, 25 de junho de 1960

Em maiôs Catalina, as oito finalistas do concurso Miss Brasil 1960. Da esquerda para a direita:
Miss São Paulo, Erica Bertha Lirkus, 8º lugar;
Miss Amazonas, Vanja Nobre Jacob, 7º lugar;
Miss Rio Grande do Sul, Edda Logges, 5º lugar;
Miss Pernambuco, Maria Edilene Torreão, 3º lugar;
Miss Guanabara, Gina MacPherson, 1º lugar;
Miss Brasília, Magda Renate Pfrimer, 2ºlugar;
Miss Minas Gerais, Mercedes Elizabeth del Carmen Carrascosa Von Glehn, 4º lugar;
Miss Estado do Rio, Marzy Moreira, 6º lugar.
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Quarto lugar no Miss Brasil 1960. Elizabeth Von Glehn, Miss Minas Gerais, 1,71m, 59Kg, busto 90cm e quadris 95cm. (Revista Manchete, Ano 8, nº 427, 25 de junho de 1960).

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         No dia 27 de janeiro de 1961, entre catorze candidatas, Elizabeth Carrascosa foi eleita em Manizales, Colômbia, Rainha Internacional do Café. Com o titulo, ela ganhou um automóvel da marca Volkswagen, o célebre  fusca, um dos maiores sonhos de consumo da época. 





          Por onde  anda aquela jovem que, se dependesse dos aplausos, poderia ter sido a Miss Brasil 1960? Soube recentemente que teria se tornado diplomata. 
      Comprovadamente sei apenas que Mercedes Elizabeth del Carmen Carrascosa Von Glehn a doce Libaque tão bem cantava e declamava, continua sendo um ícone da cidade mineira de Lavras, cinquenta e sete anos depois de ter sido a quarta colocada no concurso Miss Brasil. 
          Miss para sempre Miss. 

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domingo, 18 de dezembro de 2016

SESSÃO NOSTALGIA – Denise Rocha de Almeida e Vanja Nobre Jacob, belas na Quinta da Boa Vista

Daslan Melo Lima



      Maio de 1959.  A carioca Denise Rocha de Almeida, Miss Flamengo, e Vanja Nobre Jacob, Miss Botafogo. amazonense residente há quatro anos na rua Barata Ribeiro, em Copacabana,  foram fotografadas por Indalécio Wanderley (1928-2006) na Quinta da Boa Vista. Apontadas como fortes concorrentes ao título de Miss Distrito Federal (Rio de Janeiro), Denise conquistou o segundo lugar, perdendo para Vera Ribeiro, Miss Vila Isabel, enquanto Vanja obteve o quarto lugar.

Denise Rocha de Almeida
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Vanja Nobre Jacob
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       Elas fazem parte daquelas misses inesquecíveis que desejaram muito o título de Miss Brasil. Vanja voltou às passarelas no ano seguinte, concorrendo ao Miss Brasil na condição de Miss Amazonas, onde conquistou o quarto lugar. Denise retornou em 1963, disputando o Miss Brasil como representante de Brasília, obtendo a quarta colocação.

O Cruzeiro, Ano XXI, Nº 30, 09 de maio de 1959
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       A capa de O Cruzeiro daquele 09 de maio de 1959, que circulou com a matéria sobre o encontro das duas beldades na Quinta da Boa Vista, não poderia ser mais emblemática. Mostrava Denise Rocha de Almeida na capa com o braço direito apoiado numa imagem menor de Adalgisa Colombo (1940-2013), Miss Distrito Federal, Miss Brasil e vice-Miss Universo 1958. Isso passava a impressão que a revista, uma publicação pertencente aos Diarios e Emissoras Associados, cadeia nacional de órgãos de comunicação, promotora do concurso Miss Brasil, apostava em sua vitória.

       Imagino que, de vez em quando, em alguma tarde ensolarada de domingo, Denise e Vanja conduzem seus pensamentos para a Quinta da Boa Vista, onde reencontram os sonhos e as mais doces recordações de um tempo que se foi.

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