*****

SEJA BEM-VINDO ! SEJA BEM-VINDA! VOCÊ ESTÁ NO BLOG PASSARELA CULTURAL, cujas postagens, na maioria das vezes, são postadas aos sábados e domingos. Nossa trajetória começou em 02/07/2004, com o nome de Timbaconexão, como coluna sociocultural do extinto site de entretenimento Timbafest. Em 12/10/2007, Timbaconexão migrou para blog com o nome de PASSARELA CULTURAL, quando teve início a contagem de visitas. ***** Editor: DASLAN MELO LIMA - Timbaúba, Pernambuco, Brasil. ***** Contatos : (81) 9-9612.0904 (Tim / WhatsApp). E-mail: daslanlima@gmail.com

sábado, 11 de agosto de 2012

SESSÃO NOSTALGIA - UM PROGRAMA DE ELEIÇÃO DE MISS BRASIL EM MINHAS MÃOS


Daslan Melo Lima

     Em minhas mãos, na tarde deste segundo sábado de agosto de 2012, um pequeno e precioso documento da época de ouro do concurso Miss Brasil, adquirido recentemente durante um leilão pela Internet.  Trata-se do Programa de Eleição de Miss Brasil,  referente ao concurso Miss Brasil 1964, realizado no Maracanãzinho, Rio de Janeiro, em 04/07/1964, promovido pelo Diários Associados e patrocinado por Helena Rubinstein, “a maior autoridade mundial em assuntos de beleza.” 

     Na capa, as informações sobre o roteiro: apresentação e desfile em traje de baile; apresentação em traje típico, canção das misses; intervalo;despedidas de Miss Brasil-Miss Universo; apresentação e desfile de maiô; julgamento (escolha das finalistas – colocação final) e coroação de Miss Brasil. Também: informação do baile de coroação, dia 5, às 22 horas, no Santapaula Quitandinha Clube, e a letra da "Canção das Misses", composição de Lourival Faissal.

Os Estados brasileiros se apresentam
nesta festa de alegria e esplendor.
Jovens misses seus Estados representam
seus costumes, seus encantos, seu valor.

Em desfile, nossa terra, nossa gente,
pela glória do auriverde em céu de anil,
sempre unidos leste, oeste, norte, e sul,
na beleza das mulheres do Brasil.
..........

     Em seguida, a página dupla com os nomes das 24 candidatas ao título máximo da beleza brasileira. Embora o documento cite que as candidatas estão por ordem de estados, tal não acontece. Por exemplo, logo no início da lista, depois de Miss Acre e Amazonas vem Miss Pará. Outro detalhe, talvez lapso na   impressão, o nome de Neli, Miss RN, saiu como Heli. As medidas das misses e a cor dos seus cabelos e olhos são citadas e o critério para votação recomenda: "8 pontos para o 1º lugar; 7 pontos para o 2º; 6 pontos para o 3º; e assim sucessivamente." Os quesitos são quatro: "A-Beleza de Rosto; B-Harmonia de Linhas; C-Graça; D-Desembaraço". O ex-proprietário desse programa deve ter ficado confuso para seguir tais recomendações, pois o que se vê são campos vazios e notas que vão de 0 a 2.
..........


Na capa 2, a relação das novas cores da maquillage “Miss Brasil”: base coverfluid, pó facial silk, rouge compacto, silk fashion pó compacto, sombra stick e o baton em cinco cores “Miss Brasil”.
__________

      Em minhas mãos, na tarde deste segundo sábado de agosto de 2012, exemplares de revistas com reportagens da eleição da Miss Brasil 1964, dos quais extraí três imagens significativas.

A gaúcha Ieda Maria Vargas, Miss Brasil e Miss Universo 1963.
..........
O Top 5 do Miss Brasil 1964. Da esquerda para a direita, Neli Cavalcanti Padilha, Miss Rio Grande do Norte, 5º lugar; Vera Lúcia Couto Santos, Miss Guanabara, 2º; Ângela Teresa Pereira Reis Neto Vasconcelos, Miss Paraná, 1º lugar; Maria Isabel Avelar Elias, Miss Sergipe, 3º; e Ana Maria Costa Caldas, Miss Pernambuco, 4º lugar.
..........
Ângela Vasconcelos, Miss Brasil 1964, em foto da propaganda dos produtos de beleza de Helena Rubinstein.
 __________
      Em minhas mãos, na tarde deste segundo sábado de agosto de 2012, relíquias dos mágicos anos 60, que ora  compartilho com todos os saudosistas e missólogos deste imenso país-continente chamado Brasil, berço de dezenas de Misses maravilhosas que continuam rainhas em nossos corações.

*****

sábado, 4 de agosto de 2012

DE TIMBAÚBA PARA O MUNDO - Tenildo Coutinho: "Deus só usa os corações simples"



      Tenildo Coutinho nasceu no dia 09/02/1989, em Timbaúba-PE, filho do sapateiro José Venceslau de Souza e de Tereza Coutinho de Souza, prendas do lar. Tem quatro irmãos: Teones, Tenilson, Tiago e Tielson. Pela ordem de nascimento, Tenildo é o terceiro filho, nascido depois de Tenilson.  Criado num lar de católicos fervorosos, começou a frequentar a Igreja aos 4 anos de idade e aos 6  já cantava e tocava teclado nas Santas Missas. Cursa duas faculdades, Direito em Timbaúba e Teologia em Carpina. Além de pregar a palavra de DEUS, já gravou um dvd e cinco cds. Muitas pessoas dizem que foram curadas e alcançaram milagres durante os louvores dirigidos por ele. Discreto, Tenildo Coutinho não gosta de se aprofundar nesse assunto, sorri e afirma: “DEUS é quem cura. Ele é o Senhor da Vida.”


----------


          Os gostos e as preferências de Tenildo Coutinho no melhor estilo “entrevista pingue-pongue 

Comida: Macaxeira de forno e sushi
Bebida: Suco de goiaba.  
Santo de devoção: Nossa Senhora da Conceição.  
Animal de estimação: Betinha, uma cadela poodle de 4 anos.  
Sonho de consumo: Conhecer a Terra Santa
Uma personalidade timbaubense que a história guardou: O radialista José Carlos Araújo
Uma personalidade timbaubense que a história vai guardar: Luis Rodrigues, fundador da Faculdade de Timbaúba
Um ponto turístico de Timbaúba: A Praça do Centenário.  
Uma canção: “A Tempestade Vai Passar, letra de Padre Reginaldo Manzotti e música de Tenildo Coutinho.  
Um livro: Nunca Desista dos seus Sonhos, de Augusto Cury
Cantores: Roberto Carlos e Padre Zezinho.  
Cantoras: Claudia Leitte e Cassiane.  
Um momento para esquecer: A morte de Luiz Cordeiro, em agosto de 2011
Um momento para recordar: Quando ganhei o concurso musical “Estrelastros”, em Campina Grande-PB, em 2008, tendo sido julgado por celebridades como Elba Ramalho e Zé Ramalho.  
Um motivo de arrependimento: Não tenho. Eu teria se alguém tivesse passado na minha vida e eu tivesse me recusado a ajudar. 
Um programa de TV: Fantástico
O que mais admira em uma pessoa: A capacidade de amar
O que não suporta em uma pessoa: A mentira
Um ator: Reynaldo Gianechini
Uma atriz: Mariana Ximenes
Um motivo de orgulho: Eu não posso ter orgulho de nada, se não o Senhor não me ouve. Deus só usa os corações dos simples.
Viver é... Servir a Deus.  
Morrer é... Segundo São Paulo, morrer é lucro.


----------


    As verdades de Tenildo Coutinho: Atendo diariamente as pessoas na minha casa, de segunda a sábado. Moro em frente ao Lar Vicentino, no bairro Jardim Guarani, em Timbaúba-PE, e o meu celular é (81) 9.9121-5981. Escuto os problemas das pessoas, oramos juntos e dou orientação dentro dos princípios cristãos. Curso o 5º período de Direito na Faculdade de Timbaúba e o 6º de Teologia na Faculdade Nova Evangelização, em Carpina-PE. Acordo todos os dias às 2 horas da madrugada, fico conversando com DEUS e volto para a cama às 4 horas da manhã.  Dos 15 aos 18 anos de idade, sofri de depressão profunda. Deus me curou. Por ter sofrido muito, sei como lidar com as pessoas deprimidas.   
----------


     E assim conhecemos um pouco de Tenildo Coutinho, um timbaubense comprometido com a construção de um mundo melhor, fazendo sua parte através das orações, dos louvores e da sua fé inabalável em DEUS. Ao finalizar sua entrevista, ele comentou que não se incomoda com as críticas não construtivas.  Com sua voz tranquila e firme, afirmou; “Todas as arvores que dão frutos estão sujeitas a levar pedradas, principalmente se os frutos forem doces como a manga-rosa.”


 *****

II ENCONTRO DAS TURMAS 1974/1975 DA ESCOLA SANTA MARIA

O bar e restaurante A Praça, na Praça Jader de Andrade, no domingo, 29 de julho, foi cenário do II Encontro das Turmas 1974/1975 da Escola Santa Maria. O evento contou com a presença de 20 garotas de ontem, 20 mulheres maravilhosas de hoje, que riram, encheram os olhos de lágrimas, trocaram lembranças e prometeram repetir o encontro enquanto DEUS permitir. 
Em nostálgico preto e branco, a imagem de 1971 mostra a turma da 4ª série do curso ginasial da Escola Santa Maria. A maioria dessas garotas, três anos depois, concluiu o curso de Magistério. Várias delas aparecem na foto colorida de cima. 
 *****

ROTEIRO POÉTICO DE TIMBAÚBA

Um ângulo do Alto da Independência se oferece para ser fotografado. Clico na câmara, confiro a imagem e posto a mesma neste espaço. E o que vejo agora lembra uma folha de cartolina onde uma criança pintou dezenas de casinhas coloridas, umas em cima das outras. - Daslan Melo Lima
*****

SESSÃO NOSTALGIA – MICHELLA MARCHI, MISS BRASIL 1998


Daslan Melo Lima
                                                     
Há treze anos, uma preciosa recordação vive no meu coração e no espaço azul das coisas que me são caras: a imagem de uma jovem linda e inteligente chamada Michella Dauzacker Marchi, ou simplesmente Michella Marchi
     Eu estava no Clube Internacional do Recife, na noite da eleição da Miss Pernambuco 1999, quando num dos intervalos chamaram à passarela aquela que um ano antes tinha sido eleita a mulher mais bela do país. Ela surgiu deslumbrante, simples e ao mesmo tempo sofisticada, humilde e ao mesmo tempo majestosa. Após o desfile, Michella Marchi pegou o microfone para falar das suas impressões como Miss Brasil. Segura de si, tranquila, voz pausada e agradável, Michella Marchi falou de sua experiência como rainha da beleza num mundo onde o interior das pessoas deveria ser priorizado e externou a importância de um título de beleza, dentro de um contexto onde o belo pode dar às mãos na construção de um mundo melhor e politicamente correto. Ao encerrar o seu discurso, a Miss Brasil 1998 foi aplaudidíssima. Muitos ficaram em pé para aplaudi-la, inclusive eu.  E é para você, Dra. Michella Marchi, eterna Miss Dourados, Miss Mato Grosso do Sul, Miss Brasil e semifinalista no Miss Universo 1998, a quem dedico a primeira Sessão Nostalgia deste agosto frio de 2012.
               O MISS BRASIL 1998 NA VISÃO DA ISTOÉ

Adriana Reis, Miss Rondônia, e Michella Marchi, Miss Mato Grosso do Sul. Minutos antes de saber que ficaria em segundo lugar, a Miss Rondônia não segurou as lágrimas. 

      VOLTA PARA O FUTURO – Concurso Miss Brasil tenta resgatar o glamour do passado e mostra novo perfil de candidatas - (Reportagem de Rita Moraes. Fotos de Luciana de Francisco.Revista ISTOÉ, nº 1488, 08/04/1998).
      Elas juram que não leram só O Pequeno Príncipe, nem querem apenas aparecer em coluna social ou arranjar um bom casamento. Sem medo de eventuais críticas feministas, 27 belas jovens disputaram o Miss Brasil 98, concurso que causava frisson nas décadas de 50 e 60 e fez mitos como Martha Rocha e Vera Fischer, mas nos úlltimos 20 anos perdeu o brilho, deixando até de ser televisionado. Dentro dos tradiconais maiôs Catalina ou em trajes de gala, as candidatas se esforçaram para apresentar um perfil intelectualizado. Conscientes das conquistas feitas pela mulher, elas rechearam suas poucas falas com alusões aos problemas sociais, fugindo ao esteriótipo de bibelô. “O Brasil precisa valorizar a educação”, discursou Michella Marchi, 20 anos, Miss Mato Grosso do Sul. Com 1,79m, 59 quilos, 89 cm de busto, 62 de cintura e 90 de quadril, a Miss Brasil 98 vislumbra os ganhos que o título pode lhe render. Estudante de Direito, Michella fala inglês, conhece a Europa e quer ser uma advogada bem sucedida.     
  Todas as candidatas estavam sincronizadas com a proposta dos organizadores que esperam resgatar a importância do concurso lançando o slogan “Beleza com propósito”. Na verdade, eles seguem uma tendência estabelecida desde a década de 80 em outros países, como a Venezuela, onde este tipo de evento é um grande empreendimento e vincula-se a causas sociais. “O Miss Universo é assistido por 800 milhões de telespectadores. Custa ao país sede cerca de US$ 4 milhões e é disputado por 90 países”, diz Boanegers Gaeta Júnior, da empresa Singa Brasil, orga- nizadora oficial do concurso. “Não dá para entender o desinteresse nacional.” Na quarta-feira 1º, a casa de show Tom Brasil em São Paulo ficou lotada, mas a maioria era artista, empresário e familiar convidado. Nos tempos áureos, a escolha de Miss Brasiil levava 20 mil pessoas ao Maracanãzinho, no Rio.

Luizeani Altenhofen, Miss Rio Grande do Sul, terceira colocada. 
     Algumas coisas, porém, não mudam. Como a cara de surpresa e as lágrimas das vencedoras, o sorriso amarelo  das não  finalistas, as sempre presentes mães de miss, o exagero de alguns estilistas e os faniquitos dos maquiadores. Minutos antes de saber que ficaria em segundo lugar, a Miss Rondônia, Adriana Reis, de mãos dadas com Michella Marchi, segurou as lágrimas. A emoção tem sentido. As três primeiras representarão o Brasil nos maiores concursos internacionais e poderão receber prêmios milionários. Michella, que já garantiu um Corsa 98, sete vestidos de noite, um celular, joias e mais R$ 3.500, estará em breve em Honolulu, no Havaí, para o Miss Universo, cuja premiação chega a US$  250 mil. Adriana concorrerá ao Miss Mundo nas Ilhas Seycheelles e a terceira colocada, a loura Luizeani Altenhofen, Miss Rio Grande do Sul, irá para o Japão concorrer ao Miss Beleza Internacional. Martha Rocha, que fez parte do júri, viveu essa emoção há 44 anos e reconhece que, se as cenas se assemelham, os critérios de avaliação hoje vão além das duas polegadas a mais no quadril, que a fizeram perder o Miss Universo. “Neste tempo, o homem já foi á Lua e a Marte. As moças têm que estar atualizadas.” Ela tem razão. As atuais candidatas podem se mirar no exemplo da venezuelana Irene Saez, Miss Universo 1981, que fez carreira política e é candidata favorita à Presidência da República.  
_____
Michella Marchi, Miss Brasil 1998,  na capa da revista Miss Brasil 99, editada por Gaeta Promoções & Eventos Ltda. Na foto menor, o Top 3 do Miss Brasil 1998. Da esquerda para a direita, Luizeani Altenhofen, Miss Rio Grande do Sul, terceira colocada; Michella Marchi, Miss Mato Grosso do Sul, primeira; e Adriana Reis, Miss Rondônia, segundo lugar. Luizeani Altenhofen, Miss Brasil Beleza Internacional, não partipou do Miss Beleza Internacional, realizado no Japão, porque teve problemas de saúde nas vésperas de embarcar para o exterior. Michella Marchi ficou entre as semifinalistas do Miss Universo, em Honolulu, Havaí. Adriana Reis, Miss Brasil Mundo, ficou entre as semifinalistas do Miss Mundo, em Londres. Tal como na época de ouro do Miss Brasil, o concurso de 1998 enviou as três primeiras colocadas para os três mais importantes  concursos de beleza do mundo.
                     O REINADO DE MICHELLA MARCHI
Honolulu, Havaí, maio de 1998. Eram 81 garotas de todas as partes do mundo atrás de um sonho: ser eleita Miss Universo. Entre elas, Michella Marchi, que conquistou um lugar entre as semifinalistas. O concurso foi vencido por Wendy  Fitzwilliam , Miss Trinidad Tobago.                                                             
 _____
Roberto Macêdo, jornalista baiano, entrevistando a Miss Brasil 1998 no intervalo de uma das programações do Miss Universo.                                                                     
 _____

      Filha da Miss Dourados 1972, Sandra Dauzacker, Michella entrou no concurso municipal a pedidos dos coordenadores locais, pois estava se mudando para Santos-SP, onde começaria seus estudos de Direito. Por insistência de alguns, achou por bem prestar uma homenagem à cidade que estava deixando, convicta que não ganharia o título. Para sua surpresa, conquistou em duas semanas os concursos de Miss Dourados, Miss Mato Grosso do Sul e Miss Brasil 1998. Entre as personalidades que fizeram parte da comissão julgadora do Miss Brasil 1998 estavam três Misses Brasil:  Martha Rocha (1954), Celice Marques (1982) e Valéria Pèris (1994).  Michella viajou ao Miss Universo, realizado no Havaí, ficou entre as semifinalistas  e recebeu convites para participar de campanhas publicitárias com o objetivo de promover o turismo naquele país. De volta ao Brasil, trancou matricula na Faculdade de Direito e iniciou seus compromissos como Miss Brasil. Viajou por mais de 80 cidades em 17 Estados e ainda Argentina, Paraguai e Uruguai. Apresentou-se em vários programas  de TV, foi capa da revista Folha de São Paulo e motivo de reportagens em várias  publicações nacionais, como O Globo, Jornal do Brasil, O Estado de São Paulo e Caras. Foi convidada a integrar o elenco de Estrela de Fogo, novela da Rede Record, e a apresentar um programa mensal na Rede Bandeirantes chamado Rodeio. Optou pelo programa, pois antes de ser Miss tinha sido campeã de equitação na categoria três tambores, durante três anos consecutivos, no seu Estado natal e no Paraná. Participou como jurada convidada das gravações de Pecado Capital, novela da Rede Globo de Televisão, no concurso que elegeu a mais bela taxista do Rio. Também foi destaque da Escola de Samba Beija Flor e sua presença foi citada no Jornal Nacional como a figura que deu brilho à escola. (Fonte: Revista Miss Brasil 99, Gaeta Promoções e Eventos Ltda). 

           POR ONDE ANDA MICHELLA MARCHI
       A Miss Brasil 1998 é casada com o empresário Dilton Niquini e mora em Belo Horizonte–MG,  onde trabalha como advogada.  Ela foi  entrevistada recentemente pela Band no progama Miss Minas Gerais 2012, onde conta relatos interessantes sobre sua trajetória de rainha da beleza brasileira,. Vide o link:   http://missminasgerais.com.br/plus/modulos/multimidia/visualizar.php?cdmidia=22
----------
     Naquele 1999, eu estava no Clube Internacional do Recife na condição de coordenador de Gilvânia Aguiar, Miss Timbaúba, torcendo para que ela  conseguisse pelo menos um lugar entre as semifinalistas. Não conseguiu, embora tenha feito uma boa apresentação, no ano em que a bela Jadilza Bernardo, Miss Jataúba, foi eleita Miss Pernambuco. E entre as  boas recordações daquele 1999, ficou comigo para sempre a lembrança de Michella Marchi, Miss Brasil 1998, uma preciosa recordação que vive no meu coração e no espaço azul das coisas que me são caras.
 *****

sábado, 28 de julho de 2012

AVÓS EDUCAM DE UM JEITO DIFERENTE

(Timbaúba-PE) - O Dia dos Avós foi celebrado na quinta-feira, 26. *****  “Amor de avó. Amor de avô. Que gostoso que é. Dizem que são pais duas vezes. Avós brincam. Avós não precisam ser pais. Então sobra todo o tempo do mundo para serem "legais". Avós mimam. Avós divertem. Avós educam de um jeito diferente. Avós são livros falantes que nos mostram a vida com sabedoria”(Tânia Gorodniuk) ***** Na foto acima, um dos casais mais elegantes e queridos de Timbaúba, Édipo e Neidinha Monteiro, ao lado do neto Dimas, filho de Antígona Brandão Monteiro (1970-2008).  

*****

DE TIMBAÚBA PARA O MUNDO

FATOS EM FOCO

Marília Arraes em visita à Timbaúba, encontro no Clube Verde Campo com Fellipe Vasconcelos.
.....

 
Contagem regressiva para o tradicional encontro dos ex-alunos da Escola Santa Maria. A direção do educandário comunica a todos que, a pedido das ex-alunas que completam 50 anos de formatura, a programação do domingo permanece a tradicional: celebração da Santa Missa às 8 h30min, em seguida desfile, seguido de almoço na escola e uma tarde descontraida com apresentações dos ex-alunos e muito mais. Vendas antecipadas de mesas a R$ 60,00 e senhas individuais a R$ 12,00.
 
*****
ROTEIRO POÉTICO DE TIMBAÚBA


A placa informa: "Centenário da Paróquia, 28/05/1873 - 28/05/1973". Imponente, a imagem de Nossa Senhora das Dores passa noite e dia, dia e noite, de olhos fitos no céu infinito. No cenário da Praça do Centenário, o tempo implacável corre dia e noite, noite e dia, indiferente aos calendários. - Daslan Melo Lima.  
*****
MEMÓRIA TIMBAUBENSE


Na quinta-feira, 02 de agosto, faz dois anos da morte do empresário  Albenes Marcelo de Albuquerque Lima, que se estivesse vivo teria completado 60 anos de idade no dia 20 de junho. A nova edição da revista TIMBAÚBA EM FOCO, editada por DJ Publicações Ltda,  está circulando com uma matéria focalizando um pouco da sua vida. A publicação está à venda na banca de Julio Alfredo, no centro da cidade. Assinaturas da revista poderão ser formalizadas através dos telefones (81) 3631.2460, (81) 9906.3777 e (81) 9443.9958. E-mail: djpublicidades@hotmail.com

*****

SESSÃO NOSTALGIA - Gervásio Batista e Indalécio Wanderley, oito anos aos pés das misses


Daslan Melo Lima




      Nas reportagens das famosas revistas O Cruzeiro e Manchete, que focalizavam em generosas reportagens os concursos de Misses, o nome do cearense Indalécio Wanderley (1928-2001) e do baiano Gervásio Batista sempre apareciam nos créditos das imagens. Indalécio Wanderley na O Cruzeiro e Gervásio Batista na Manchete. Não havia rivalidade entre os dois repórteres-fotográficos.Eles eram amigos e cada um se esforçava para que suas revistas aparecessem nas bancas da forma mais atraente possível.


      Na revista Manchete, de 25/07/1964, foi publicado um diálogo entre Gervásio  Batista e Indalécio Wanderley, dias antes de os mesmos embarcarem para Miami Beach, onde iriam fazer a cobertura do concurso Miss Universo. Transcrevo a referida matéria abaixo, na íntegra, conservando, inclusive,  a grafia da época, como forma de resgatar parte de um tempo que se foi. Na capa da citada Manchete, em foto de Gervásio Batista, as belas Ângela Teresa Vasconcelos, de blusa verde, Miss Paraná, Miss Brasil e semifinalista no Miss Universo 1964, e Vera Lúcia Couto Santos, Miss Guanabara, vice-Miss Brasil e terceira colocada no Miss Beleza Internacional 1964.  

                                 OITO ANOS AO PÉ DAS MISSES

Na foto, Ieda Maria Vargas (Miss Rio Grande do Sul, Miss Brasil e Miss Universo 1963), Indalécio  Wanderley e Gervásio Batista.

      Gervásio Batista e Indalécio Vanderlei são dois veteranos repórteres da imprensa brasileira – o primeiro de MANCHETE, o segundo de O Cruzeiro. Juntos, já realizaram cêrca de quinze coberturas de concursos internacionais de beleza, nos Estados Unidos e Europa. De passaporte carimbado para Miami, eles travaram antes do embarque um diálogo amigo sôbre o que têm feito e visto, nesses anos. Outro repórter gravou a conversa sem que eles soubessem.
INDALÉCIO – Para mim as coisas começaram em 1956. Um ano antes, devido ao sucesso de Marta Rocha, O Cruzeiro enviou um repórter a Long Beach, acompanhando a cearense Emília Correia Lima. Minha vez chegou com Maria José Cardoso.
GERVÁSIO – Eu comecei mais tarde. Mas comecei bem. Foi em 57. Teresinha Morango acabou repetindo Marta e a viagem valeu a pena. Mas não foi fácil. Você que esteve lá sabe como é duro.
INDALÉCIO – O primeiro drama foi enfrentar o desprestígio da imprensa brasileira nos Estados Unidos. Ninguém sabia onde o Brasil ficava. Eu me lembro que na hora de fotografar as misses nós sempre éramos colocados nos últimos lugares.
GERVÁSIO – Eu sofri o mesmo drama. E há um outro que você não citou:  o da remessa de material para o Brasil. Naquele tempo a VARIG ainda não tinha linha para Los Angeles. O jeito era pedir, quase de joelhos, aos passageiros que iam para Nova Iorque, que levassem nossos filmes. Dali em diante a VARIG resolvia o problema.
INDALÉCIO – Hoje as coisas são outras. Mas houve uma vez em que tive de mandar os filmes de helicópteros – senão O Cruzeiro seria “furado” pela MANCHETE...
GERVÁSIO - Bom, você sabe como são essas coisas. Amigos, amigos, revistas à parte.
INDALÉCIO – Não tenta fazer romance, Gervásio.  Você sabe que muitas vezes lutamos juntos, um dando cobertura ao outro.  Você já se esqueceu das nossas corridas pelas estradas dos Estados Unidos, quando infringimos todas as leis locais de trânsito para chegar a tempo? O que ia no carro de trás ficava de ôlho na polícia para avisar ao da frente.
GERVÁSIO – Mas valeu a pena. E você sabe, Indalécio, estou hoje convencido de que a ampla cobertura que a imprensa norte-anericana dá, atualmente, ao Concurso Miss Universo, se deve ao trabalho dos jornais e revistas brasileiros. Você se lembra quando, há alguns anos, os jornalistas dos Estados Unidos se espantavam com o número de brasileiros, entre repórteres e fotógrafos?
INDALÉCIO – É exato. Como é exato, também, que os norte-americanos são perfeitos em matéria de organizar festas. Tanto em Long Beach como em Miami, tudo funciona dentro do relógio. É uma coisa surpreendente, sobretudo para nós,  brasileiros, que temos a mania de improvisar tudo.
GERVÁSIO – Só uma coisa me desagrada nesses concursos. É a frieza do público. Não há nos Estados Unidos aquêle calor humano do Maracanãzinho, com palmas e vais, torcidas organizadas e gente gritando pela sua candidata.
INDALÉCIO – Eu também notei isso. O pessoal é um pouco frio. O público reage como se estivesse numa exposição de gado ou de automóveis.
GERVÁSIO – A única explicação talvez seja a duração exagerada do concurso. São quatorze dias. E as solenidades e desfiles cansam um pouco. O pessoal aqui no Rio fica pensando que nós estamos de beleza, comprando “muambas”, entre gente bonita. Mas a história é outra. É uma correria para todos os lados, enfrentando dificuldades que vão desde o grande número de misses ao regulamento do concurso, que dificulta o trabalho dos fotógrafos.
INDALÉCIO – Mas você sabe, Gervásio, a verdade é que eu gosto da coisa. A gente luta, acaba fazendo um bom trabalho e fica satisfeito quando a revista roda e todo o país admira o nosso trabalho. Pode ser uma vaidade tola. Mas é bom.
GERVÁSIO – Que é bom, é. Se não fosse, duvido que me pegassem a segunda vez.
INDALÉCIO – Eu acho, Gervásio, que em todas essas viagens nós só discordamos numa coisa: o nome da que deveria ganhar. Para mim, a môça mais bonita de todos esses concursos, até hoje, foi Linda Bement, Miss Universo de alguns anos atrás.
GERVÁSIO – Mas em compensação ficamos de acôrdo que a mais feia de todas foi a Miss Tailândia 62, uma que parecia o Garrincha.
INDALÉCIO – Agora temos a Ângela. Ela, realmente, é muito bonita. Leva, porém, a desvantagem de ser um tipo muito comum nos Estados Unidos. Não vai ser fácil.
GERVÁSIO – Fácil não vai ser. Mas Vera Lúcia, a nossa mulata, estará em Long Beach. E com ela a solução é simples: se não tirar o primeiro, pelo menos dará muito o que falar.
INDALÉCIO – O jeito é ver esses concursos de perto. Eu sigo daqui a uns dias. Você vai?
GERVÁSIO – Espero chegar lá primeiro que você...

                                                DETALHES

       Houve alguns lapsos no texto publicado na Manchete. O nome correto da Miss Brasil 1955 é Emília Corrêa Lima (o Corrêa sem a letra i e com acento circunflexo na letra e), enquanto o do repórter da O Cruzeiro é Indalécio Wanderley (O Wanderley com w e y), já focalizado nesta secção por duas vezes. A primeira em 20/04/2008, SESSÃO NOSTALGIA - ELENICE BARRETO E INDALÉCIO WANDERLEY, A HISTÓRIA DE AMOR DA MISS CLUBE MILITAR 1955 COM O REPÓRTER DA REVISTA " O CRUZEIRO”, http://passarelacultural.blogspot.com.br/2008/04/sesso-nostalgia-elenice-barreto-e.html . A segunda vez em 27/04/2008, SESSÃO NOSTALGIA - MISSES, AS IMPRESSÕES DAS VIVÊNCIAS DE INDALÉCIO WANDERLEY,  http://passarelacultural.blogspot.com.br/2008/04/sesso-nostalgia-misses-as-impresses-das.html

      Gervásio Batista cita no texto a Miss Tailândia 1962, mas a observação que ele fez deve se referir à Miss de outro país, pois a Tailândia não mandou representante para o Miss Universo 1962. Gervásio Batista, citado como decano do fotojornalismo pela ABI, Associação Brasileira de Imprensa, e que hoje assina o nome como Gervásio Baptista, continua atuante, prestando serviços ao Supremo Tribunal Federal.

Os 67 anos de carreira do repórter fotográfico Gervásio Baptista foram comemorados no dia 27/04/2012 por admiradores e amigos de um dos profissionais da imagem mais respeitados e experiente em atividade na capital federal. Testemunha de fatos históricos relevantes do século 20, Gervásio recebeu homenagens em um coquetel e bate-bapo ocorrido na Galeria Olho de Águia, um dos espaços destinados à preservação da cultura brasileira e brasiliense que funciona em Taguatinga, cidade-satélite do Distrito Federal. (Foto de  Ivaldo Cavancante - Galeria Olho de Águia. Fonte: http://www.olhardireto.com.br, 02/05/2012).

Linda Bement, Miss Estados Unidos e Miss Universo 1960, a preferida de Indalécio Wanderley, fotografada por ele, na capa da revista O Cruzeiro, de 23/07/1960.

   No dia 11 deste mês, recebi este e-mail: "Boa tarde, Daslan! Estamos preparando um especial sobre fotojornalismo, que será publicado na segunda edição da Revista de Jornalismo ESPM, produzida pela Escola Superior de Propaganda e Marketing em parceria com a Columbia Journalism Review. Neste especial, produzido por Cacalo Kfouri, estamos citando o trabalho de Indalécio Wanderley. Vi em seu blog - Passarela Cultural - que tem uma série de matérias sobre esse grande profissional. Dessa forma, gostaria de solicitar uma foto dele (estamos publicando a foto de todos os fotógrafos citados na matéria) e outra de uma miss fotografada por ele para ilustrar essa reportagem. Anexo duas imagens que podem servir de referência. Obs. na sua resposta, por favor, mande seu endereço para que possamos enviar um exemplar da revista com essa reportagem especial. Estamos fechando a revista amanhã. Aguardo um retorno o mais breve possível. Um abraço, Anna Gabriela Araujo - Revista da ESPM."
          Eis a minha resposta imediata:  "Anna Gabriela, boa noite. É uma satisfação colaborar com esse seu trabalho tão significativo. Nos anexos, duas fotos. 
Uma mostra INDALÉCIO WANDERLEY em primeiro plano, tendo ao fundo pequenas imagens dele em sua atividade jornalística, postada na O CRUZEIRO, de 05/05/1956. 
A outra, feita pelo grande Indalécio, mostra ANA MARIA COSTA CALDAS, Miss Pernambuco 1964, em duas poses, publicada na O CRUZEIRO, de 08/08/1964. Espero que atendam o seu interesse. O material faz parte do meu acervo sobre Misses e assuntos dos anos 1950-1960-1970,  composto de dezenas de revistas O CRUZEIRO, MANCHETE , FATOS & FOTOS, MUNDO ILUSTRADO  e outras. Abaixo, meu endereço completo e telefones para contato. Um abraço. DASLAN MELO LIMA"
----------
       Quando estou revendo as matérias sobre misses em O CRUZEIRO e MANCHETE, fico imaginando como era difícil  o trabalho do pessoal, num tempo onde não havia câmaras fotográficas digitais, celulares, computadores, internet... Sei que nem tudo era glamour na vida dos jornalistas e fotógrafos, mas quem me dera entrar no túnel do tempo e ao lado de Gervásio Batista, digo, Gervásio Baptista,  e Indalécio Vanderley fotografar algumas das mais belas mulheres do mundo nas passarelas dos anos 1950 e 1960.  

*****