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SEJA BEM-VINDO ! SEJA BEM-VINDA! VOCÊ ESTÁ NO BLOG PASSARELA CULTURAL, cujas postagens, na maioria das vezes, são postadas aos sábados e domingos. Nossa trajetória começou em 02/07/2004, com o nome de Timbaconexão, como coluna sociocultural do extinto site de entretenimento Timbafest. Em 12/10/2007, Timbaconexão migrou para blog com o nome de PASSARELA CULTURAL, quando teve início a contagem de visitas. ***** Editor: DASLAN MELO LIMA - Timbaúba, Pernambuco, Brasil. ***** Contatos : (81) 9-9612.0904 (Tim / WhatsApp). E-mail: daslanlima@gmail.com
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sábado, 9 de setembro de 2017

DE TIMBAÚBA PARA O MUNDO - Gente fina e Roteiro poético

Gente fina

Vera Borba em temporada na Suíça.
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Mercês Ferreira turistando na Polônia.
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TÚNEL DO TEMPO - Tânia Coutinho na sua inesquecível festa de debutante.
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Roteiro poético

O azul do céu se derrama sobre um sobrado da rua Zulmira de A. Borba, bairro de Timbaubinha.
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É sempre primavera no interior do Colégio Timbaubense.
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Silêncio em um dos corredores do Colégio Timbaubense. 


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Imagens
Pessoas, Arquivo Pessoal 
Lugares, DML/Passarela Cultural



sábado, 22 de julho de 2017

DE TIMBAÚBA PARA O MUNDO - O Bar do Bode vai ao delírio

Daslan Melo Lima
     


     “Será que hoje o Bar do Bode vai ao delírio?” perguntam amigos meus, independentemente de suas paixões pelo Clube Náutico Capibaribe, Santa Cruz Futebol Clube ou Sport Club do Recife, nos dias de jogo do Leão da Ilha do Retiro. “O Bar do Bode vai ao delírio” e “O Bar do Bode foi ao delírio” são jargões (ou bordões) criados por mim desde que comecei a expor publicamente a minh’alma rubro-negra.
          Se entendo de futebol? Não, mas esforço-me para distinguir o que são expressões como “pênalti”, “impedimento”, “tiro de meta”, etc. “Uma partida de futebol é sempre um jogo de surpresas e superação. Assim como também deve ser a vida”, disse o poeta Luis Felipe Loro.
          Paz no futebol. Não gosto de entrar no meu Facebook e no whatsapp e encontrar indiretas, comentários ofensivos e brincadeiras de mau gosto dirigidas a um torcedor cujo time perdeu. Perder e ganhar fazem parte dos esportes e da nossa rápida passagem pelo planeta Terra. Outra coisa: quando qualquer clube nordestino enfrenta um clube de outra região brasileira, a minha torcida é pelos valores do Nordeste, a fim de que haja mais visibilidade na mídia para a terra do sal e do sol. 
         Mas o motivo maior desta crônica foi reverenciar o “bode” do Bar do Bode, uma obra de arte do artesanato de barro de Tracunhaém que ruiu na tarde fria do primeiro domingo de julho. De tanto vê-la ter sido testemunha de momentos bons, a figura era quase um bode de verdade. Pena que os cacos viraram pó, o mesmo destino que terá o corpo físico de quem por ela passava, acompanhado ou só.
Natal Ferreira Lima, proprietário do Bar do Bode, ao lado da escultura que foi ao chão. Ele já providenciou outra que em breve ocupará o mesmo espaço.

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DELÍRIO NA QUEDA


          Campeonato Brasileiro, Série A, 02 de julho de 2017. Em seu primeiro compromisso no segundo semestre de 2017, o meu Sport Club do Recife venceu, na Ilha do Retiro, no Recife, o Atlético Paranaense, 1 x 0.
          No Bar do Bode, de repente, anjos invisiveis deram as mãos ao vento frio e também foram ao delírio. A vibração foi tanta que a escultura do Bar do Bode, uma obra de arte do artesanato de barro de Tracunhaém, foi ao chão. Delírio na minh'alma rubro-negra, delírio na queda do "bode". 

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POR UM "BODE" 

        
        Os cacos de uma obra de arte do artesanato de barro de Tracunhaém estão num recanto da rua, aguardando o carro de lixo. Minha vontade é reunir os pedaços, colocar numa caixa e dar uma sepultura digna à escultura do animal que decorava o Bar do Bode.
       "Ora, deixe esse sentimentalismo de lado, era apenas uma peça de barro", diz a voz do anjo invisível ao meu lado. Só acho que, de tanto vê-la ter sido testemunha de momentos bons no Bar do Bode, a escultura era quase um bode de verdade.
         Pena que os cacos vão virar pó, o mesmo destino do corpo físico de quem por ela passava, acompanhado ou só. 

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sábado, 1 de julho de 2017

DE TIMBAÚBA PARA O MUNDO - Um São João para recordar





PLANETA - Timbaúba inteira numa imagem panorâmica remetendo a um planeta. (Imagem: Maurício Sobrinho, postada no Facebook e na sua página Recfilm). 
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DESEJO JUNINO - Na cidadezinha cenográfica há tudo que quero: uma igrejinha, uma mercearia e uma moça sonhadora a quem mostrarei minhas crônicas e poesias. 
Na cidadezinha de mentira, a vida corre mansa e a paz reina no dia a dia. Dormirei na praça e aprenderei tocar sanfona e violão. 
Deixarei que o silêncio seja meu melhor amigo, até que venha outro São João. 
– Daslan Melo Lima, na praça Professor José Mendes da Silva, junho em Timbaúba, Pernambuco, admirando as obras de Nem e Ronaldo.





Desejo Junino ***** Imagens: DML/Passarela Cultural
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COSMOPOLITA - No local onde as atrações musicais se apresentaram, a impressão era de que, de repente, a cidade tivesse ganho uma cara cosmopolita. *****  (Foto encontrada em várias páginas do Facebook sem atribuição de crédito). 


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sábado, 17 de junho de 2017

DE TIMBAÚBA PARA O MUNDO - São João da Chã, “roça de milho, roça meu filho”

>>>>> Faz 18 anos que uma rua de subúrbio promove um dos melhores São João da cidade.


      Foi no final de uma tarde fria de maio de 1999, que o radialista Aldo Cabral e sua amiga Patrícia Duarte Silva tiveram a ideia de fazer um arraial exclusivamente infantil.  Moradores da rua Dativo de Souza Reis, na área conhecida como “chã”, no bairro de Timbaubinha, eles viram a meninada brincando ao som de “Olhinhos de Fogueira”, na interpretação de Mastruz com Leite, quando o sonho nasceu. 

Explodiu meu coração
Feito bomba no São João
Quando deslizei as mãos
Pelas suas costas nuas. 
Vi estrela no salão 
Luar cheio de balão
Teus olhinhos de fogueira
Me queimando de paixão
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    Imediatamente começaram a traçar o formato de um arraial e de uma quadrilha com vinte pares. Não foi fácil conseguir patrocinadores, mas foram à luta e tiveram êxito.  

Aldo Cabral e Patrícia Duarte, os idealizadores do São João na Chã.

     Com a morte prematura de Aldo, em 2009, Patrícia Duarte se afastou e em seu lugar ficou a estudante Isavane Ferreira, contando também com o apoio de Josenilda Félix.  
       As tarefas são divididas. Extrovertida, Josenilda não tem problema algum em sair solicitando colaborações financeiras entre pessoas físicas e jurídicas. Tranquila, Isavane cuida da distribuição dos gastos e outras tarefas.  Mas ambas estão sempre em sintonia, tanto que na última semana de maio a rua já está decorada com as famosas e singelas bandeirinhas de São João. Para este ano, a contribuição de cada pessoa que desejar brincar no arraial é de apenas 20 reais, o que dá direito às comidas típicas, ficando as bebidas sob a responsabilidade dos participantes.
      A comida é farta, com tudo aquilo próprio da época junina: pamonha, milho cozido, mungunzá e canjica, além de paçoca, tapioca e cocada. A programação dos dois dias já está definida: na noite de 23 de junho, quadrilha saindo da praça do Centenário às 21 horas e show de Leo e Banda, às 23 horas. No dia 1º de julho, apresentação de Litinho e Banda, às 21 horas. “Os sucessos musicais não se restringem apenas ao forró. As atrações musicais tocam e cantam de tudo, rock, sofrência, brega...”, esclarece Josenilda.
          Entre as pessoas e instituições que não hesitam dar apoio cultural ao São João na Chã estão: Frei Damião Construções, Bar do Bode, CDL, Comercial Alvino, Luiza Magazine, Nelson Seguros, Neto Apolinário, Pedrita do Hospital e Tonhão Motos.
          Emocionada, Patrícia Duarte diz que é feliz com o rumo tomado pelo São João na Chã, que hoje atrai um público estimado em cem pessoas. “Lá do céu, o Aldo também está feliz”, afirma. E emocionada cantarola o refrão daquela música que tocava na rua  Dativo de Souza Reis há dezoito anos.  

Roça de milho, roça meu filho
Roça assim teu corpo em mim 
Roça mulata, roça a batata
Roça assim teu corpo em mim
Roça de milho, roça meu filho
Roça assim teu corpo em mim
Roça mulata, roça a batata
Roça assim teu corpo em mim

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Por Daslan Melo Lima

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sábado, 27 de maio de 2017

DE TIMBAÚBA PARA O MUNDO - Um passeio pela cidade

Detalhe da fachada da casa onde morou D. Irene Galvão, mãe do ex-prefeito Galvãozinho. Centro da cidade, vizinha à Igreja Matriz de Nossa Senhora das Dores.

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Uma rua no bairro de Sapucaia

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Madeiras para uma fogueira de São João. Rua Zulmira Borba, bairro de Timbaubinha.  

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Fotos: DML/Passarela Cultural

sábado, 2 de julho de 2016

DE TIMBAÚBA PARA O MUNDO - Karla Freitas, "a música é a razão da minha vida"




A cantora fala da sua trajetória de vida e revela um lado pouco conhecido da sua personalidade.


         Extrovertida, sempre de alto astral, assim é Karleandra de Freitas Araújo, ou simplesmente Karla Freitas, uma das vozes mais admiradas da região. Nascida em Timbaúba no dia 05/08/1987, foi criada com muito amor por Edna Freitas, mãe biológica, e Ivan de Oliveira (Ivan Capoteiro), pai do coração. 
         Despertou para música no Caminho Neocatecumenal, onde aprendeu o básico, chegando depois a estudar teoria musical nas bandas Euterpína e 1° de Novembro, a popular Pé de Cará. Foi aluna do Colégio Cenecista e da Escola Jornalista Jader de Andrade. Almeja cursar uma faculdade de Marketing.  Seu primeiro show público aconteceu em 2009, em Paulista, PE, como freelancer da Banda Pele de Maçã. No ano seguinte, passou a ser parceira profissional de Sullivan Batista, o Gordinho Estourado, com quem teve um relacionamento amoroso. Já foi primeira atração em grandes shows do Forró Bacana, Cavalo de Pau e Rita de Cássia.  

        E agora, no melhor estilo pingue-pongue, um pouco de Karla Freitas.
Influências musicais: 
Sandy, na adolescência, e Simone, da dupla Simone e Simaria. Eu não imito Simone, apenas meu timbre de voz é similar ao dela. 
Um sonho de consumo: Possuir um microfone de alta qualidade e passar umas férias na Flórida. Também tenho outro sonho, o de ver Sullivan & Banda fazendo sucesso em todo o território nacional.  
Livro de cabeceira: O Pequeno Príncipe, de Antoine de Saint-Exupéry. 
Um filme:Um amor para recordar. 
Músicas preferidas: Se, de Djavan, e A flor do Mamulengo, um dos maiores sucessos de Mastruz com Leite. 
Bebida preferida: Martini com cereja. 
Santo de devoção: Nossa Senhora do Desterro. 
Viver é...  Semear o bem. 
Morrer é... Repousar no Senhor.

        Além de cantora, Karla Freitas tem muitos poemas escritos, assim como letras de músicas, aguardando a oportunidade de serem lançados. 
        Ao concluir nossa entrevista, ela disse emocionada: “Daslan, não esqueça de dizer que o canto começou pelos pássaros e depois pelos humanos."  Ao perguntar de quem era a frase, eu já sabia a resposta. A citação é dela, de Karla Freitas, uma mulher que não tem problemas de confessar o seguinte: "Tenho um temperamento forte, sou ciumenta, mas generosa."  

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ADEUS, JUNHO - Deus derramou mil toneladas de tinta azul para embelezar o céu timbaubense na despedida de junho, um céu de brigadeiro que energiza e apazigua. Embriago-me de azul, até que as horas acelerem o retorno de outras cores, outros sonhos, outros tons, outro azul. 
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Daslan Melo Lima, bebendo poesia no terraço da minha casa, no bairro de Timbaubinha, Timbauba, PE, 30/06/2106.
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Não perca o 1º Eco Pedal de Timbaúba. O Timbaúba of Bike está organizando o melhor Eco Pedal da região. O evento acontecerá no dia 18 de setembro. Inscrições limitadas no site: www.timbaubaofbike.com.br

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sábado, 23 de abril de 2016

DE TIMBAÚBA PARA O MUNDO

EM PAUTA 

BAILE DAS MÃES - Um dos eventos mais aguardados do ano. Sábado, 07 de maio, no Clube Verde Campo, às 21 horas. - Maiores informações (81) 9.9301-1722. 
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Dona Nina aos 100 anos de idade, 
“a vida estica, mas não tem finalidade”




        Eliza Barboza de Almeida, ou simplesmente Dona Nina, nasceu no dia 16 de fevereiro de um ano em que, conforme registros da Biblioteca Nacional, foi gravado o primeiro samba no Brasil, “Pelo telefone”, autoria de Ernesto Joaquim Maria dos Santos (Donga) e Mauro de Almeida, cuja letra oficial diz “O chefe da folia, pelo telefone manda avisar, / que com alegria não se questione para se brincar. /  Ai, ai, ai, deixa as mágoas para trás, oh rapaz. /Ai, ai, ai, fica triste se és capaz e verás ...” Era 1916. O mundo vivia as tensões da Primeira Guerra Mundial, iniciada em 1914 e terminada em 1918.
     Filha de Vicente Barboza de Almeida e Irineia Barboza, cinco irmãos, Dona Nina cresceu com uma visão prática de encarar a vida, católica, temperamento forte, fã das canções de Vicente Celestino. Casou com o agropecuarista Antônio Francisco da Silva (falecido há 27 anos) e criou três garotas: Irenize (filha biológica), Ivanise (adotada) e Carmen Lúcia (filha do coração).
     

       
       A celebração de um século de vida de Dona Nina foi realizada no domingo, 28 de fevereiro, com Missa de Ação de Graças na Capela de São Francisco, no bairro de Timbaubinha, e almoço na Tulipa Recepções. Vaidosa, tinha dito a Irenize que queria um vestido para a Missa e outro para o almoço, mas a filha explicou que seria desgastante para a mãe sair do templo, trocar de roupa e depois se dirigir à recepção.
       Qual o segredo de sua longevidade? Discreta, ela fala pouco de si, mas confessa: “Como de tudo, gosto de um vinho suave e diariamente tomo um comprimido de AAS infantil”.   Ao Custódio, amigo de Irenize, um dos convidados da festa, confessou bem humorada: “A  vida estica, mas não tem finalidade.”

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MEMÓRIA TIMBAUBENSE




TÚNEL DO TEMPO – Durante um evento da década de 1970, a juventude dourada timbaubense numa noitada divertida. Na foto aparecem o garçom Adelho, o fotógrafo Teonas, Iran, José Barbosa, Jonas, José Mario Guerra, Esdras Leonard, João Hélio e o casal Alfredo Campos e Zuleide. ***** Estava em evidência a dance music, o que deu à época o título de "década da discoteca".  O Brasil vibrou no primeiro ano com a conquista do tricampeonato mundial de futebol. Entre as celebridades em evidência, nomes como os de Sônia Braga, Chacrinha, John Travolta, Olivia Newton-John, Monique Evans e Bruce Lee. Entre os filmes? “Os embalos de sábado à noite”, obviamente.***** Imagem: acervo de João Hélio Beserra Guerra.

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ROTEIRO POÉTICO


A estrada de ferro divide ruas e bairros, mas fique tranquilo, pois o trem não vem, não vem, não vem... Basta ter cuidado com alguns carros e motos. De um lado, Timbaubinha, de outro, Jardim Guarani e a encosta do Alto Santa Terezinha. Um estrada de ferro pode dividir realidades, mas os sonhos continuam. - Daslan Melo Lima

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sábado, 27 de junho de 2015

DE TIMBAÚBA PARA O MUNDO - Joice Adélia de olho no Miss Pernambuco 2015

 
UM FATO EM FOCO - A jovem Joice Adélia, Miss Beleza Regional 2014, natural de Timbaúba, 20 anos a completar no dia 07 de novembro, é uma jovem cheia de determinação e sonhos  que mora no distrito de Caueiras, na vizinha cidade de Aliança.  Ao mesmo tempo em que é aluna da Unissau, onde cursa Enfermagem,  faz trabalhos como modelo e sonha com o título de Miss Pernambuco 2015, concurso agendado para 09 de julho, no Teatro IMIP, Recife.

      Tudo começou em 2012, quando ela venceu o Miss ETE-Escola Estadual Miguel Arraes de Alencar. Em seguida, recebeu o cobiçado título de Garota Verão de Timbaúba e foi eleita vice-Miss Pernambuco Global Teen 2012,  no Teatro Beberibe,  representando a praia de Candeias, Jaboatão dos Guararapes. No ano passado, durante coquetel realizado no bar e restaurante timbaubense A Praça, foi coroada Miss Beleza Regional 2014, título outorgado por Josenildo Batista, coordenador estadual do referido certame.
           As revelações de Joice Adélia: “Não acho que miss ainda sofra com o estereótipo de que mulheres bonitas não podem ser inteligentes. Estou sendo bem assessorada para participar do Miss Pernambuco. Tive que mudar algumas coisas nas refeições, a fim de manter bem a forma. Acho que vai ser um pouco difícil  enfrentar as câmeras de tv, mas tenho facilidade de me adaptar às circunstâncias. No meu  tempo livre, para poder me preparar melhor, tive de abdicar de boas leituras, bons filmes e viagens. Sou fã da natureza. Para me conquistar, um homem precisa ser decidido, simpático, sincero e verdadeiro.  Minha inspiração vem de duas pessoas muito especiais: Joilma Adélia, minha mãe, uma guerreira que me ensinou a ser persistente; e ao meu padrinho, André Ghabé, fotógrafo, que sempre acreditou em mim.
               
O traje típico que Joice Adélia vai usar no Miss Pernambuco chama-se “Mestra Coquista”, uma homenagem a Selma do Coco,  cantora e compositora, falecida no dia 09 de maio, aos 80 anos, cedido pelo Centro Cultural Selma do Coco. O material empregado no traje, costurado por Sonia Silva,  é composto de tecidos de cetim, uma criação das estilistas Raquel Marta, Adriana Andrade e Yorrana Thaynir, netas da inesquecível artista.

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TÚNEL DO TEMPO - Estudantes timbaubenses posam para a posteridade no mês de junho de um tempo que se foi, para sempre se foi. Na fila de trás, da esquerda para a direita: Chico Leal, Nilton Souza, Salvador e Zé Mario Ferreira. Na fila do meio, na mesma ordem: Vilarim, Nicodemos, Geraldo Praxedes, Virgilio Aguiar e Dagmar. As moças, também da esquerda para a direita, são: Natércia, Vitória, Neidinha, Branca (in memoriam, irmã do Sr. Dino), Aurivone e Lia. ***** 
E agora, uma pausa para mergulhar nestes versos de Vinicius de Moraes (1913-1980). 
“Tomara que a tristeza te convença / Que a saudade não compensa / ... / E a coisa mais divina / Que há no mundo / É viver cada segundo / Como nunca mais... *****  Foto: Cortesia.



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DOMINÓVento venha cá, basta um recanto e mãos dispostas para jogar. / Devemos ter concentração e respeitar o silêncio e o mistério do ar. / Ninguém vai gritar gol, mas escutaremos sena, camburão... / Também outros termos, carroça, carreta, carrilhão... / Vento venha cá, acho que os adultos complicam este jogo. / Melhor ver as pedras enfileiradas caindo, como no meu tempo de garoto. - Daslan Melo Lima, na Praça João Ferreira Lima (ex-Praça João Pessoa), centro de Timbaúba, Pernambuco.

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LUTO - Faleceu na tarde deste sábado, 27, vítima de problemas renais, Severino Alfredo da Silva, um dos mais antigos motoristas profissionais, conhecido como Sibiu, estimadíssimo na cidade, pai de Walfredo Silva, o Wal Boy, fundador do Timbafest, site que marcou epóca na região. Nascido em 27/07/1942, Sibiu ia completar 73 anos de idade, mas nos seus documentos a data de nascimento constava como 27/07/1946. À família enlutada, da qual me sinto membro de coração, as condolências de PASSARELA CULTURAL. ***** Nossos sentimentos também para Josafá de Freitas, radicado em São Paulo, e família, pela morte do seu filho Marco Aurélio.
 

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sábado, 16 de maio de 2015

DE TIMBAÚBA PARA O MUNDO - Dom Frei Severino Batista de França, uma tarde em Cruz do Caboclo

 Daslan Melo Lima


         Apesar do tempo nublado, o Sol fez questão de marcar presença na visita pastoral que Dom Frei Severino Batista de França, bispo diocesano de  Nazaré da Mata, fez à comunidade de Cruz do Caboclo na tarde da quinta-feira, 14. 


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Dom Frei Severino Batista de França, “fiat voluntas tua

        Dom Frei Severino Batista de França, da OFMC, Ordem dos Frades Menores Capuchinhos, é pernambucano de Bezerros, PE, onde nasceu em 29/01/1945. Ingressou no Seminário dos Capuchinhos aos 12 anos de idade, em 15/10/1957. Emitiu os primeiros votos na Ordem em 08/12/1964, e os votos perpétuos em 12/12/1967. Cursou Filosofia em Guaramiranga, CE, e Teologia em Salvador, BA. Ordenou-se Sacerdote em 08/12/1972, em Bezerros, por Dom José Lamartine Soares, Bispo Auxiliar de Olinda e Recife.
       

         Entre as missões da sua trajetória religiosa, consta as de vigário nas paróquias de Santa Rita de Cássia (Maceió, AL), Sagrada Família (Bom Conselho, PE);  Nossa Senhora do Rosário e Nossa Senhora da Penha (ambas no Recife); e  Nossa Senhora dos Remédios (Catolé do Rocha, PB).  Foi também coordenador da Pastoral da Juventude na Arquidiocese de Maceió e vigário episcopal para os religiosos na mesma; fez parte do Colégio dos Consultores e Conselho Presbiterial da Diocese de Cajazeiras, Conselho Presbiterial da Arquidiocese de Natal e da Arquidiocese de Maceió, onde coordenou  a  Pastoral Familiar.

          Foi eleito Bispo Auxiliar da Diocese de Santarém por sua Santidade o Papa João Paulo II, tomando posse em 31/10/2004. Dom Frei Severino foi nomeado Bispo Titular da Diocese de Nazaré em  07/03/2007, por sua Santidade o Papa Bento XVI. Seu lema episcopal: “fiat voluntas tua”, faça-se a tua vontade.
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Atento aos detalhes, Dom Frei Severino fez referências positivas à organização da Capela de Santo Antônio, fundada em 02/01/1936. Em uma das paredes, as listas dos dizimistas e noiteiros marianos. "Tragam suas Bíblias quando vierem para a igreja", recomendou aos presentes.  
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Após o descerramento da placa comemorativa da sua visita, Dom Frei Severino posou ao lado do José Ramos e Ana Marinho, donos da propriedade Cruz do Caboclo, e de José Ramos Filho, o caçula do casal.
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"Em todos os locais onde chego, as pessoas me recebem com lanches. Desse jeito, vou sair de Timbaúba mais gordo, com dez quilos a mais" , afirmou Dom Frei Severino, dando uma lição de simplicidade, carisma e bom humor. 

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 Cruz do Caboclo, uma tarde para recordar 



No interior do nicho, restaurado em 23/10/1974, Dom Frei Severino escutou com atenção as explicações de Ana Marinho sobre o significado do nome Cruz do Caboclo. 

Num recanto do nicho, dois pés de barro e um coração de madeira, sinais das muitas graças alcançadas pelas pessoas que fazem suas promessas no local. 

Ao passar sob o frondoso pé de cajá, Dom Frei Severino elogiou a beleza da árvore.  Em seguida, tomou um táxi rumo a outro compromisso em Timbaúba.  
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Dona Chiquinha e Dona Biuzinha, mãe e filha, moradoras antigas da casinha localizada na frente da capela, optaram por assistir ao movimento de longe, apesar de Ana Marinho ter insistido para que fossem à capela.
Enquanto isso, o gato de Dona Chiquinha parecia indiferente aos fogos de artíficios que soavam na tarde histórica de Cruz do Caboclo.   
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 Cruz do Caboclo, o resgate cultural de um local mágico

A paisagem de Cruz do Caboclo atualmente.
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A paisagem de Cruz do Caboclo antigamente. ***** "Cruz de Caboclo", óleo sobre tela, 40 x 31, de Teotônio Monteiro. A obra, datada de abril/2014, está tombada como a de nº 1.515. O artista tem quadros seus em coleções particulares dos cinco continentes. 
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         A área de Cruz do Caboclo está envolta em muitas lendas, mas  Teotônio Monteiro, artista plástico timbaubense radicado no Recife, concedeu à PASSARELA CULTURAL o depoimento abaixo baseado nas histórias que ouvia da avó Minervina Barbosa de Moura.
        A história de Cruz do Caboclo teve início com o viúvo José Barbosa, dono das terras, pai de nove filhos, que casou com a viúva conhecida como D. Bombom de Moura, de Aliança, PE, mãe de três meninos pequenos. Desse matrimônio nasceu um único filho, Júlio de Moura Barbosa, que viria a ser Monsenhor. Da citada união, também houve um casamento entre os filhos Minervina Barbosa e Tranquelino de Moura, os quais passaram a se chamar Minervina Barbosa de Moura e Tranquelino de Moura Barbosa, meus avós.  Esse  casal  ficou nas terras dos pais trabalhando muito. Ele e ela tornaram-se verdadeiros empreendedores, líderes na comercialização de couro nas cidades da região, Aliança, Timbaúba, Itabaiana, entre outras.
         Em meados do século XIX, quando um viajante caboclo morreu, foi erguida uma cruz pequena no local.  As pessoas que passavam na estrada deixavam agradecimentos, faziam promessas, pediam graças e acendiam velas. Vovô e vovó despertaram para esse sentimento religioso e mandaram construir uma cruz maior com os símbolos dos instrumentos utilizados na crucificação de Jesus Cristo, no mesmo local da cruz anterior. Quando Tranquelino e Minervina passaram a ser proprietários da localidade, deram às terras o  nome de Cruz do Caboclo, em homenagem ao caboclo viajante.
         Meu avô e minha avó formavam um casal muito feliz, bondoso para a comunidade e  sempre a serviço do próximo. A terra é fértil e nela impera fé, religiosidade, luz e curas. Vale lembrar que, durante muitos anos, era comum o costume de enterrar, durante a madrugada, as crianças que nasciam mortas, popularmente chamadas de anjinhos, atrás do nicho da Cruz do Caboclo.   
        A comunidade cresceu e uma capela, cujo Padroeiro é Santo Antônio, foi inaugurada. Houve tempo em que aconteciam muitas festas religiosas com celebrações de missas, sacramentos, mês mariano, festa do padroeiro Santo Antônio, Natal... Todos os sábados realizava-se a Feirinha do Capuchinho e à noite sempre uma atração cultural, Pastoril,  Cavalo Marinho,  teatro de bonecos e retretas. Era um oásis de misticismo e cultural. 
       Parabéns ao Sr. José Ramos e a senhora Ana Marinho, atuais donos da propriedade, pelo resgate cultural e religioso de Cruz do Caboclo.

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Antes de voltar para casa, puxei levemente a corda do sino da capela, só para ouvir aquele som místico saudando os anjos invisíveis que estavam ao redor da Cruz do Caboclo.   

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