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terça-feira, 24 de novembro de 2020

DE TIMBAÚBA PARA O MUNDO - Banda 1º de Novembro, uma orquestra regida por Deus

UMA ORQUESTRA REGIDA POR DEUS




Novembro chegou de mansinho,
envolvido em cinza,
contrastando com o azul da Sociedade de Cultura e Musical Primeiro de Novembro,
a Banda Primeiro de Novembro,
a "Pé de Cará",
fundada em 1º.11.1922,
noventa e oito anos de uma nobre missão.



A singela celebração,
por força dos cuidados para com a pandemia do Coronavírus,
constou de um pequeno concerto,
hasteamento das bandeiras e confraternização entre os músicos e a nova diretoria,
da qual faço parte.



No ar,
lembranças de momentos gloriosos vividos pela banda,
e de eventos inesquecíveis que virão,
com a graça de Deus,
norteados pelo refrão do hino da instituição, patrimônio cultural pernambucano.
"Que este canto de doce ternura
Seja o hino de amor destes céus
E possua a harmonia e a doçura
Das orquestras regidas por Deus."
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Daslan Melo Lima
Timbaúba, PE
1º.11.2020
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A diretoria da Banda 1º de Novembro, eleita em 18 de outubro para o período de 1º.11.2020/31.10.2022, é composta das seguintes pessoas:

Otávio Luiz da Silva Neto, Presidente;  Fernando Andrade Ferreira, vice-Presidente; Fábio Paz da Silva, vice-Presidente Financeiro; Ivanildo Rodrigues de Oliveira, suplente; Jean José da Silva, vice-presidente para Assuntos Musicais; Jorge Luiz da Silva Gomes, suplente; Daslan Melo Lima, vice-presidente Social; Manoel Adelino Filho, suplente; Manoel Gonçalo de Brito Filho, vice-presidente de Patrimônio; Sílvio Trajano da Silva, suplente; Martinho Virgílio Aguiar, vice-presidente para Assuntos Jurídicos; Everaldo José da Silva, suplente; José da Silva Ramos, vice-presidente de Relações Públicas; Celma Lúcia de Vasconcelos, Suplente; Severino Francisco da Silva, Secretário Geral, e Jeová Barboza de Lira Cavalcanti, Secretário Adjunto.

O Conselho Fiscal é composto por Maurício Rodrigues Santos, Presidente; Reginaldo José da Silva e Flávio Ricardo Almeida Ferreira, membros efetivos; José Natal de Souza Neto, primeiro suplente; Eraldo Gregório da Rocha Filho, segundo suplente, e Carlos José da Silva Neto, terceiro suplente.

Fazem parte da Ala Feminina:  Luiza Maria de Sales Silva, Presidente; Carmen Gonçalves de Oliveira Melo, Diretora Secretária; Camilla Gonçalves de Oliveira Melo, Diretora Tesoureira; Letícia de Melo Fretas da Rocha, primeira suplente, e Gilvânia Maria de França Silva, segunda suplente. 

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Imagens: Melo Lima

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domingo, 26 de maio de 2019

DE TIMBAÚBA PARA O MUNDO - João Cunha, um nome para a história da música timbaubense


>>>>> Ele partiu no dia 28 de abril, deixando seu Piston, saudade e um legado precioso



         José Firmino da Silva, timbaubense nascido no dia 12 de agosto de 1932, herdou o apelido “João Cunha”  de João Trajano Cunha, oficial da Polícia Militar, seu ex-mestre em música e na arte de sapateiro. Foi aluno do célebre regente Amaro Jorge, de 1943 a 1946. Era casado com Cremilda Francisca da Silva, mãe dos seus cinco filhos: Maria José (falecida), José Eraldo, Maria Cristina, José Efigênio e Cristiane Maria. João Cunha nunca fumou e nunca ingeriu nenhuma bebida alcoólica.  Chegou a morar vinte anos no Rio de Janeiro e tocou na Banda Comercial de Petrópolis.
     Em depoimento à TIMBAÚBA EM FOCO, sua filha Cristiane Maria, professora, disse:  “Meu pai era um homem vaidoso. Adorava samba e carnaval. Era um homem moderno, acompanhava a evolução do tempo. Tinha um espírito muito jovem. Curtia as músicas de Maurício Reis, Bezerra da Silva, Nelson Gonçalves e Ângela Maria. Amava tocar hinos esportivos e popularizou o hino da Escola Municipal Dr. Antônio Galvão Cavalcante (Ginásio Municipal).  Gostava muito de andar de bicicleta, só parando depois que passou a sofrer de labirintite. Vermelha era sua cor favorita. Torcia pelo Sport Club do Recife e Fluminense Futebol Clube. Jogou muito nas peladas dos bairros de Timbaúba. Acordava as quatro horas da manhã para jogar bola em Catucá e Limoeirinho. Morava na rua da Mangueira e viveu a maior parte da sua vida na Travessa do Índio. Humilde, não gostava de se envolver em política- partidária, mas fazia questão de exercer a cidadania. Perdeu a batalha para um câncer de próstata, doença diagnosticada em 29 de abril do ano passado.”
   Em sua página no Facebook, a Sociedade de Cultura e Musical 1º de Novembro, a popular Pé de Cará, onde o corpo foi velado, assim se manifestou: “ ... Ele sempre inspirou e inspira até hoje cada músico e aluno a chegar na idade que chegou servindo à 1° de novembro e à música. O Sr. Cunha falava a todos de seus feitos (...)  e alegrava cada companheiro de banda tocando as suas interpretações de Na Glória e Piston de Gafieira, que, de certa forma, ficarão sempre associadas em nossas memórias a ele. Um exemplo para nós como músico dedicado e motivador...  Deixou na Santa Cruzada um exemplo melhor de ideal e está na história! ”
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Agradecimento: professora Cristiane Maria.  ***** Referências para pesquisa no Google: 1) Sr. Cunha - trompete - Banda Pé de Cará, Timbaúba/PE *** 2) Hino da Escola Dr. Antônio G. Cavalcanti.
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Matéria publicada na página de História da revista TIMBAÚBA EM FOCO, Abril/2019, Edição 96.

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sábado, 14 de julho de 2018

DE TIMBAÚBA PARA O MUNDO - Festa Jubileu 80 anos da Escola Santa Maria - Banda 1º de Novembro, Patrimônio Vivo de Pernambuco

Jubileu 80 anos da Escola Santa Maria


Em minhas mãos, o convite das Irmãs Franciscanas de Maristella da Província de Santa Cruz para a Celebração Eucarística de 80 anos de Missão no Brasil. 
Data: Domingo, 22 de julho de 2018
Horário: 09h
Presidente: Dom Francisco de Assis Dantas de Lucena - Bispo de Nazaré - PE
Local: Ginásio de Esportes Santa Maria - Escola Santa Maria - Timbaúba - PE

PROGRAMAÇÃO
18 a 20 de julho, às 19h: 
Tríduo em preparação para o Jubileu de 80 anos de Missão no Brasil. Local: Capela Santa Maria
21 de julho
08h30min: Visitação à Escola  :
17h - Desfile Santa Maria 80 anos
22h - Baile de Confraternização - AABB
22 de julho 
08h - Alvorada Festiva 
09h - Missa Solene no Ginásio de Esportes Santa Maria  - Presidente:  Dom Francisco de Assis Dantas de Lucena
12h - Almoço Festivo
14h - Apresentações Culturais no Ginásio de Esportes Santa Maria

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Banda 1º de Novembro, a "Pé de Cará", 
Patrimônio Vivo de Pernambuco 


          A Banda 1º de Novembro, fundada em 1º/11/1922, poderá ser contemplada com o título de Patrimônio Vivo de Pernambuco. O Maestro Marcos FM, professor e regente do Conservatório Pernambucano de Música, enviou e-mail, trecho abaixo, narrando para Jeová Barboza de Lira Cavalcanti, membro da diretoria da 1º de Novembro,  como foi o evento realizado na segunda-feira, 09, na Assembleia Legislativa de Pernambuco, quando a "Pé de Cará" submeteu-se ao julgamento. O resultado deverá sair na próxima semana.  


           Rever os amigos da Pé de Cará é sempre uma felicidade. Reencontrar os amigos das antigas e conhecer novos talentos é muito bom. A banda continua viva, e isso é excelente e muito importante. Ela mantém a tradição, é um patrimônio e repassa saberes. Isso é tudo.
           Os músicos mostraram-se muito à vontade, pode até ser que estivessem nervosos, mas não deixaram transparecer. Mostraram uma maturidade extraordinária, a filarmônica estava muito afinada e entrosada. Cada pessoa ou grupo teve 10 minutos para apresentar seu trabalho.
      Com relação ao repertório, executaram inicialmente uma seleção de músicas de Luiz Gonzaga denominada "Relembrando o Gonzagão", cujo arranjo é de Manoel Ferreira. Assim que terminaram o número inicial uma pessoa que acompanhou a banda (integrante da equipe de produção) falou sobre a importância da banda, sua história e o trabalho que vem desempenhando atualmente. José da Silva estava se coçando para falar. Até achei que ele falaria.
            Após a fala, a banda atacou com o dobrado 1922 de minha autoria, e eu agradeço muito ao senhor por ter-me pedido que eu compusesse há um tempo atrás. Muito obrigado, Sr. Jeová. Eu filmei tudo, na hora do dobrado não consegui segurar as lágrimas em meu rosto. Procurei ser discreto. A banda tocou divinamente o dobrado; vale salientar que os músicos tocam essa música decorada pelas ruas da cidade. Até José da Silva cantarolou o dobrado do início ao fim. Aparece isso no vídeo que gravei. Assim que terminou a apresentação do dobrado, o Maestro Ademir, José Constantino (famoso compositor de frevo de Olinda, autor de "Prá você Fabinho", o que nutriu uma admiração muito forte e recíproca entre ele e nosso músico Fábio Paz, conhecido por Fabinho) elogiaram a atuação da nossa "Pé de Cará". A Assembleia em peso aplaudiu. As pessoas presentes ficaram deliciadas pelo som da nossa banda.
          Para finalizar a banda tocou o frevo "Vassourinhas", de Mathias da Rocha e Joana Batista. Ninguém se segurou, a alegria tomou conta de todos.
         A banda deu o recado, e bem dado. Agora é só esperar. A apresentação da banda 28 de junho de Condado estava agendada para o dia 09 de julho de 2018 também, mas, eles não compareceram. Falando desse fato para Adriano Araújo, que é advogado e filho de Ademir Araújo, pelo entendimento dele, a referida banda de Condado 'seria eliminada'.Mas, enfim...
          A banda mostrou a garra de sempre. Vida longa!
       Postei algumas fotos no facebook e postarei alguns vídeos no youtube. Inicialmente, compartilho aqui alguns links para que o senhor assista.

Maestros Ademir Araújo, Jean José e Marcos FM.
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sábado, 31 de março de 2018

DE TIMBAÚBA PARA O MUNDO - Banda 1º de Novembro, um grito de alerta


VAMOS FAZER A 1º DE NOVEMBRO VIVER HOJE, COMO SE FOSSEM OS SEUS PRIMEIROS DIAS DE EXISTÊNCIA


  
         Senhores Dirigentes. Associados, Músicos, Alunos e Simpatizantes, os dias atuais se afiguram como dos mais difíceis para nossa história, pois os poderes públicos, em especial a Prefeitura Municipal, têm ignorado o valor cultural e o papel social que nossa Banda de Música desempenha na sociedade. Mas vamos reviver os dias passados, onde o sofrimento e os momentos de glórias fizerem da 1º de Novembro o símbolo do denodo, da esperança e da persistência na busca de seus ideais.  Prestem bastante atenção para o que nos fala a história desta filarmônica que é o maior patrimônio sociocultural de nossa terra, hoje aos 95 anos de existência.
     “A princípio, vivia a bandinha do negro Amaro Jorge numa pobreza franciscana, mas progredia a cada ano que passava e era a única da cidade. As outras haviam desaparecido, até que em 1928 surge a Euterpina Comercial, hoje Associação Musical Euterpina de Timbaúba.
      A residência do mestre Amaro, no Alto da Aurora (hoje Rua 21 de fevereiro), servia de sede à 1º de Novembro. Lá à entrada da casa existia uma placa cujo slogan era: “UM POR TODOS E TODOS POR UM!”. Era aí que residia a fortaleza e a força dos que a fundaram e dos músicos que passaram a integrar a neo-filarmônica. Todos se davam as mãos num só objetivo que era fazer com que a banda viesse a crescer a tornar-se respeitada por todos.
      Nos ensaios naquele tempo usavam-se candeeiros a querosene e em muitas noites não tinham para quem apelar, pois estava faltando o tão precioso combustível para que as “luminárias” fossem acesas. Os músicos faziam cotas entre si para a compra do gás, a fim de que o conjunto musical não sofresse solução de continuidade e, desta forma, o ensaio se realizava.

Amaro Jorge
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      Às vezes era preciso ensaiar durante todos os dias da semana, para poder enfrentar as grandes bandas de Pernambuco e da Paraíba que abrilhantavam as várias festas levadas a efeito em Timbaúba.
      Em muitas ocasiões, o mestre Amaro era visto tocando o seu trombone ou bombardino com u’a mão e com a outra regendo a Banda ao mesmo tempo”.
      Era um guerreiro, um verdadeiro sinônimo de amor a uma causa que abraçou e a fez crescer com a colaboração, não apenas dos dirigentes e associados abnegados, mas principalmente, pelo apoio incondicional que os músicos lhe davam, vivenciando juntos essa trajetória, dotando Timbaúba com esse patrimônio que nos foi legado e que temos a obrigação de preservá-lo para os pósteros sempre bela e pujante. TUDO DEPENDE DE NÓS. VAMOS NOVAMENTE DAR-NOS AS MÃOS. A 1º de Novembro não é da Diretoria, não é dos associados, não é dos músicos, e muito menos de órgãos públicos... A 1º de Novembro é um patrimônio do povo de Timbaúba e a nós compete-nos mantê-lo vivo para que possamos legar às futuras gerações da forma como nos foi transmitido por nossos antepassados.


       Daí, estamos nesse momento conclamando os músicos (todos) para voltarem aos ensaios (5ª feiras e domingos, principalmente os próximos), pois teremos compromisso com certeza no dia 08 de abril, dia em que nossa cidade estará comemorando 139 anos de Emancipação Política. É UM CONCERTO DE RESPONSABILIDADE PARA TODOS NÓS DA BANDA 1º DE NOVEMBRO, visto que é uma forma de dizermos ao povo de nossa terra timbaubense que nossa Banda está viva e se mantém firme em seus objetivos, especialmente a nossos associados que reclamam a ausência da Banda do convívio social de nossa cidade. Esperamos que o SLOGAN do início da fundação desta Entidade ressurja com todo o vigor “UM POR TODOS E TODOS POR UM” SÓ OBJETIVO, OU SEJA:RESGATAR O QUE ESTÁ AMORTECIDO DENTRO DE NÓS QUE FAZEMOS A BANDA MUSICAL 1º DE NOVEMBRO, MAIS PRECISAMENTE ESSE AMOR FERVOROSO QUE PULSA NOS CORAÇÕES DE TODOS. SALVE A PÉ DE CARÁ!!! Este é nosso brado de Esperança em defesa deste Patrimônio que ora parece agonizar ante a insensibilidade dos nossos políticos! Somente Nós, em especial os músicos, podem salvá-lo. BASTA DAR-NOS AS MÃOS...AGORA!!!
                                   Saudações a todos.

                      Otávio Luiz da Silva Neto
                      Fernando Andrade Ferreira
                      Fábio Paz da Silva
                      Ivanildo Rodrigues de Oliveira
                      Jean José da Silva
                      Jorge Luiz da Silva Gomes
                      Daslan Melo Lima
                      Manoel Adelino Filho
                              Manoel Gonçalo de Brito Filho
                      Sílvio Trajano da Silva
                      Martinho Virgílio Aguiar
                      Everaldo José da Silva
                      Celma Lúcia de Vasconcelos
                      José da Silva Ramos
                      Severino Francisco da Silva
                      Jeová Barboza de Lira Cavalcanti

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sábado, 12 de novembro de 2016

DE TIMBAÚBA PARA O MUNDO - Banda 1º de Novembro, a gloriosa Pé de Cará chegou aos 94 anos de existência


          A Sociedade de Cultura e Musical 1º de Novembro, instituição à qual pertence a Banda 1º de Novembro, celebrou 94 anos de fundação antecipadamente, na manhã do último domingo de outubro, antevéspera da data oficial, ocasião onde foram inauguradas as salas Jeová Barboza e Luiz Vilar, espaços destinados às reuniões da presidência e biblioteca, respectivamente. 
       Essa ampliação do imóvel foi o maior marco da gestão do advogado Fernando Andrade, ex-presidente, o qual continuará compondo a nova diretoria, desta vez sob a presidência do empresário Otávio Luiz

Familiares do saudoso Luiz Vilar. 
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Uma senhora se protegeu do sol para acompanhar a cerimônia. 
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Dr. Fernando Andrade e Jeová Barboza Lira Cavalcanti. 
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Entre as personalidades presentes, Antônio José Paz de Menezes, Giorgio Bertino e Dr. Jefferson Leal.


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O exemplo melhor de um ideal



        Seis anos, apenas seis anos, é o tempo que resta para a Banda 1º de Novembro, a gloriosa “Pé de Cará”, completar um século de existência. A Sociedade de Cultura e Musical 1º de Novembro é um orgulho timbaubense e precisa de um olhar especial de todos, a fim de que o seu hino, música de Diógenes Soares e letra de Simplício Ferreira, continue ecoando em nossos corações. 


Companheiros na grande jornada

Desta vida de luta e de glória, 
Não devemos temer na cruzada, 
Para os louros colher da vitória. 
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(Refrão) 
Que este canto de doce ternura 
Seja o hino de amor destes céus 
E possua a harmonia e a doçura 
Das orquestras regidas por Deus. 
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Exaltemos nos mestres famosos
A beleza imortal e a magia
Dos poemas, dos sons gloriosos, 
Na conquista maior da harmonia.
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Companheiros se nesta jornada 
Sucumbirmos um dia afinal
Deixaremos na santa cruzada 
O exemplo melhor de um ideal.
 
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sábado, 30 de maio de 2015

DE TIMBAÚBA PARA O MUNDO - Expressões da Mata Norte


          O professor José Olivá Apolinário, Mestre em Teoria da Literatura pela UFPE, Universidade Federal de Pernambuco,  lançou na quarta-feira, na UPE, Campus Mata Norte, em Nazaré da Mata, PE, a antologia literária EXPRESSÕES DA MATA NORTE
          Duas crônicas da minha autoria fazem parte do livro. Outros autores timbaubenses também foram incluídos na obra, a exemplo de Carmen Gonçalves de Oliveira Melo, Cleydson MonteiroDaniel José de OliveiraJosé da Silva Ramos (professor Zé da Silva) e  Rosani de Andrade Albuquerque 

Um grupo comprometido com a cena cultural timbaubense marcou presença na noite de autógrafos. 
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O professor José Olivá autografando o meu exemplar  
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        Estou muito contente pelo reconhecimento do meu trabalho. As duas crônicas da minha autoria selecionadas para compor a antologia foram "A moça que vem e a moça que vai" e "Pare. Olhe. Escute.
          Sou grato a DEUS pelas inspirações que Ele me concede. Sou um menino grande, discípulo do tempo, aprendendo a espalhar sentimentos ao vento. 
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A MOÇA QUE VEM E A MOÇA QUE VAI

               Da minha casa até ao centro da cidade, a distância é relativamente curta. Durante o trajeto, passo na frente de seis imóveis onde as pessoas mergulham nos mistérios da vida e da morte: Igreja Pentecostal União Com Cristo, Igreja Evangélica Verbo da Vida, Igreja Batista, Igreja Universal do Reino de Deus, Igreja Congregacional Carismática e a Matriz de N.S. das Dores (Igreja Católica Apostólica Romana).  
                  No final da tarde dominical, na calçada por onde caminho, lá vem aquela moça linda que freqüenta uma igreja evangélica, de cabelos compridos, sem maquiagem, Bíblia na mão e vestido abaixo dos joelhos. Na calçada do outro lado lá vai aquela moça linda que não perde uma missa aos domingos, de cabelos curtos, maquiada e  saia na altura dos joelhos.
               A moça que vem precisa tanto ir ao culto como eu preciso do vento que bate em meu rosto. A moça que vai precisa tanto ir à missa como eu preciso ouvir o silêncio. E enquanto passo meditando na minha caminhada até ao centro da cidade, peço a DEUS que conserve para sempre todas as igrejas da terra, que conserve para sempre o vento e o silêncio, a fim de suprir as necessidades espirituais dos poetas, da moça que vem e da moça que vai.
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 - Daslan Melo Lima, Timbaúba-PE, numa tarde dominical de abril de 2011.
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 PARE. OLHE. ESCUTE



              Na primavera da minha vida, uma estrada  de ferro cortava a cidadezinha alagoana  onde nasci. Trens de passageiros  passavam diariamente por São José da Laje, indo de Maceió para o Recife, vindo do Recife para Maceió. Das bandas do Sítio dos Cardoso até lá para as bandas de uma localidade chamada Cento e Dez, em pontos estratégicos, placas sinalizavam para que as pessoas tomassem cuidado ao atravessarem a linha do trem.  “Pare. Olhe. Escute”, diziam as placas. 
           No outono da minha vida, uma estrada de ferro corta a cidade pernambucana onde vivo. Eventualmente, trens de cargas passam por Timbaúba, indo da Paraíba para o Recife, vindo do Recife para Timbaúba. Das bandas dos sítios de Queimadas até lá para as bandas da Fazenda Santa Cândida, em pontos estratégicos, placas sinalizam para que as pessoas tomem cuidado ao atravessarem a linha do trem. “Pare. Olhe. Escute”, dizem as placas. 
               Na primavera da minha vida, quando o outono ainda estava muito distante, eu nem me dava conta que um dia estaria a meditar sobre os mistérios da vida e da morte, diante de uma dessas placas. A qualquer momento , poderei embarcar em um Trem com destino a uma das moradas construídas pelo Arquiteto do Universo. Quando? Jamais saberei.  Enquanto isso, vou caminhando, de mãos dadas com o vento, aprendendo com o silêncio, observando com cuidado as placas do meu destino que assinalam: “Pare. Olhe. Escute”.
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- Daslan Melo Lima, Timbaúba-PE, noite de junho de 2011, entre os bairros de Jardim Guarani e Timbaubinha, após uma caminhada à margem da estrada de ferro. 
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UM FATO EM FOCO
Neste domingo, 31, a Banda Musical 1º de Novembro, a nossa PÉ DE CARÁ, estará realizando o concerto de encerramento das Noites Marianas, a partir das 20h30min, em frente à Igreja Matriz de N. S. das Dores. Essa apresentação marca o retorno da filarmônica ao convívio com o público timbaubense, que há tempo ansiava por isso, visto que a última retreta ocorreu no Dia dos Pais, em agosto do ano passado, há exatos nove meses.
     O concerto servirá, também, para a apresentação dos dez novos músicos que passarão a integrar as fileiras da Banda, todos oriundos da Escola de Música Regente Amaro Jorge, mantida pela entidade. Trata-se de um trabalho árduo dos professores, sob a coordenação do maestro Jean, apesar das dificuldades enfrentadas, principalmente pela falta de recursos financeiros.   De acordo com e-mail enviado por Jeová Barboza Cavalcanti, secretário adjunto da Banda, há mais de um ano que a Prefeitura de Timbaúba não repassa os valores pactuados no convênio firmado entre a 1º de Novembro e Secretaria de Educação do Município.
Saiba mais sobre esse patrimônio cultural timbaubense, 93 anos de fundação a completar no dia 1º de novembro, clicando neste link: https://banda1denovembrotimbauba.wordpress.com

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FERREIROS EM EVIDÊNCIA
         As fotos do cortejo cultural do Movimento Mergulhão, captadas pelas lentes dos fotógrafos potiguares Rodrigo Sena e Vladimir Alexandre vão fazer parte da Exposição de Fotografias do Movimento Mergulhão. A abertura do evento será realizada na próxima segunda-feira, 1º/06, na Biblioteca Municipal Monsenhor José Marques da Fonseca, localizada na rua Imaculada Conceição, 27, na vizinha cidade de Ferreiros, PE.
      O Governo Federal, através do Ministério da Justiça, liberou recursos para a implantação do projeto Movimento Mergulhão em Ferreiros. O projeto realizado  pela Prefeitura de Ferreiros foi implantado com o intuito de revitalizar o cavalo-marinho na comunidade, que  se encontrava extinto e existia apenas na memória de alguns mestres e fazedores da cultura popular. O projeto contou com oficinas de dança, teatro, música, canto e figurino, relacionadas ao folguedo.  Para marcar o sucesso da iniciativa, foi realizado no dia 07 de dezembro de 2014, o cortejo cultural pelas ruas da cidade, onde as crianças e jovens apresentaram o seu  cavalo-marinho.

     O projeto encerrou o seu prazo, mas a Prefeitura de Ferreiros, através da Secretaria de Educação e Cultura, deu continuidade ao movimento com recursos próprios. Hoje o município oferece aos jovens e crianças oficinas de percussão, dança e rabeca. Dessa forma, a cidade resgata a sua identidade cultural e trabalha a inclusão social na comunidade.

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sábado, 3 de novembro de 2012

DE TIMBAÚBA PARA O MUNDO

BANDA 1º DE NOVEMBRO, 90 ANOS, O EXEMPLO MELHOR DE UM IDEAL

      Um trecho do hino da banda, composição de Diógenes Soares e Simplício Ferreira, diz: "Companheiros se nesta jornada / Sucumbirmos um dia afinal / Deixaremos na santa cruzada / O exemplo melhor de um ideal". 
      A dedicação dos que fazem a 1º de Novembro é um exemplo emocionante de amor à cultura. 
"Que este canto de doce ternura / Seja o hino de amor destes céus / E possua a harmonia e a doçura / Das orquestras regidas por Deus." 
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           A Sociedade de Cultura e Musical 1º de Novembro, a  Pé de Cará, celebrou no último dia 1º os 90 anos de sua fundação. A data foi comemorada com uma alvorada pelas ruas da cidade e com um coquetel e um concerto à noite, na sede da instituição, na Rua Regente Amaro Jorge, 86, no bairro de Timbaubinha.  Na ocasião tomou posse a nova diretoria, cujas funções principais serão ocupadas por Fernando Andrade e Manoel Alves Soares (presidente e vice); Otávio Luiz da Silva Neto e Ivanildo Rodrigues de Oliveira (diretoria financeira); Jean José da Silva e Jorge Luiz da Silva Gomes (assuntos musicais); Daslan Melo Lima e Gilmar Gomes da Silva (diretoria social); Manoel Gonçalo de Brito Filho e Fábio Paz da Silva (patrimônio); Martinho Virgílio e Everaldo José da Silva (jurídico); Celma Lucia Vasconcelos e José da Silva Ramos (relações públicas); e Severino Francisco da Silva e Jeová Barbosa de Lira (secretário geral e vice).
        A Banda 1º de novembro, fundada em 1º/11/1922, teve suas origens nos músicos remanescentes da Banda 7 de Setembro ou “Música Velha”, criada em 07/09/1858. Em 1922, com a paralisação das atividades da “Música Velha”, surgiu um movimento de continuidade ao culto da arte musical. O Prof. Zé da Silva é um dos defensores de que a Banda 1º de Novembro deveria estar celebrando 154 anos e não 90. “A 1º de Novembro é uma continuação da 7 de Setembro. Ao surgir com um novo nome, os cabeças, os músicos, o maestro e  os  instrumentos  eram todos da 7 de Setembro”,  afirma com muita segurança, baseado no livro “Tradicionais Bandas de Música”, de José Pedro Damião Irmão (1934-1973).
     Muitos foram os prêmios e as dificuldades enfrentadas pela Banda 1º de Novembro durante a sua trajetória, mas o grupo tem se mantido unido, dentro do espírito que encerra o seu hino, uma poética lição de altruísmo e amor à música.
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HINO DA BANDA MUSICAL 1º DE NOVEMBRO, música de Diógenes Soares e letra de Simplício Ferreira.
Companheiros na grande jornada / Desta vida de luta e de glória, / Não devemos temer na cruzada, / Para os louros  colher da vitória. /// (Refrão): Que este canto de doce ternura / Seja o hino de amor destes céus / E possua a harmonia e a doçura / Das orquestras regidas por Deus. /// Exaltemos nos mestres famosos / A beleza imortal e a magia / Dos poemas, dos sons gloriosos, / Na conquista maior da harmonia /// Companheiros se nesta jornada / Sucumbirmos um dia afinal / deixaremos na santa cruzada / O exemplo melhor de um ideal.
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MAESTRO JEAN JOSÉ, UM ORGULHO TIMBAUBENSE


          Com tranqüilidade e competência, desde 1990 que Jean José da Silva, um timbaubense de 44 anos de idade, vem colocando o seu talento a serviço da Banda 1º de Novembro, na função de Regente. Nascido em 28/10/1968,  segundo dos sete filhos do casal José Porfírio da Silva e Alzerina Maria da Silva, Jean José é casado com Gilvânia Maria de França Silva, mãe dos seus filhos  Jáfia Lorraine, Jamerson José e Jean José de França Silva. Eletricista de profissão e músico por vocação, Jean José já inscreveu seu nome na história dos grandes regentes pernambucanos, tanto que sua foto está decorando o salão principal da nonagenária banda,  lado a lado com o famoso Amaro Jorge (1899-1946).
         AS VERDADES DE UM REGENTE :  Sou funcionário da empresa C & C, desde 1996, onde exerço a função de eletricista. Adoro o que faço, mas se as circunstâncias fossem outras, eu dedicaria todo o meu tempo à música. Não existe um instrumento mais complexo do que outro para se  tocar, depende da aptidão e dedicação do aluno. Sou espírita convicto, mas não frequento  nenhum centro, prefiro estudar a doutrina e meditar no Evangelho em minha casa. O segredo de uma boa regência requer duas coisas: disciplina e respeito. Aprendi a tocar saxtenor, mas não há necessidade de saber lidar  com todos os instrumentos musicais para reger bem uma banda, basta ter  noção básica do conjunto e apurado senso de harmonia. Fui aluno da Escola Municipal Dr. Antônio  Galvão Cavalcanti e me formei em Contabilidade no Colégio Timbaubense.  Minha vocação para a música aflorou aos 14 anos de idade. Não sei o que é ser discípulo do Conservatório de Música de Pernambuco. Tudo que sei aprendi em Timbaúba e esforçando-me como autodidata. Tenho orgulho de fazer parte da Banda 1º de Novembro, a gloriosa “Pé de Cará”, e o maior sonho da minha vida é ver a música no Brasil ter o devido reconhecimento como um bem imprescindível para a formação cultural do nosso povo.
          PING-PONG COM JEAN JOSÉA música da sua vida: Cuando Calienta el Sol.  ***** Samba ou frevo? Frevo. ***** Um frevo: “Relembrando o Norte”, de Severino Araújo. ***** Um músico timbaubense que a história guardou: Maestro Amaro Jorge. ***** Um músico timbaubense que a história vai guardar: Marcos FM. ***** Cantores preferidos: Roberto Carlos, Alcione, Lionel Richie e Diana Ross. ***** O maior regente de todos os tempos: Zumbi Metha e Issac Karabtchevsky. ***** Um filme musical: Dio Come Te Amo.  ***** Sonho de consumo: Conhecer a França, mas antes conhecer o Brasil de ponta a ponta. ***** Uma Orquestra: Tabajara. ***** Viver é... Respeitar a individualidade do próximo. ***** Morrer é... A morte não existe, pois a vida continua. ***** Se o mundo fosse acabar amanhã... Procuraria amar mais ainda aquilo que faço.
          E assim conhecemos um pouco de Jean José da Silva. Por sua personalidade e amor à cultura,  ele é, sem dúvida alguma, um orgulho timbaubense.

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