*****

SEJA BEM-VINDO ! SEJA BEM-VINDA! VOCÊ ESTÁ NO BLOG PASSARELA CULTURAL, cujas postagens, na maioria das vezes, são postadas aos sábados e domingos. Nossa trajetória começou em 02/07/2004, com o nome de Timbaconexão, como coluna sociocultural do extinto site de entretenimento Timbafest. Em 12/10/2007, Timbaconexão migrou para blog com o nome de PASSARELA CULTURAL, quando teve início a contagem de visitas. ***** Editor: DASLAN MELO LIMA - Timbaúba, Pernambuco, Brasil. ***** Contatos : (81) 9-9612.0904 (Tim / WhatsApp). E-mail: daslanlima@gmail.com
Mostrando postagens com marcador Dona Glorinha. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Dona Glorinha. Mostrar todas as postagens

sábado, 10 de março de 2018

DE TIMBAÚBA PARA O MUNDO - Dona Glorinha, um nome para a história


>>>>> Ela se foi em dezembro, deixando um legado de assistencialismo que marcou época em Timbaúba



        Maria da Glória Ferreira de Araújo, ou simplesmente dona Glorinha, nasceu na zona rural, Sítio Cruz do Caboclo, no dia 13 de outubro de 1925, filha de Tranquelino e Minervina Barbosa de Moura. Batizada na capela de Santo Antônio, teve uma infância muito feliz. Seu pai construiu uma escola para que fosse alfabetizada com as crianças da região. Mudou-se na adolescência para a cidade. Anos depois, em um domingo de carnaval, conheceu Joel Monteiro de Araújo (1926-1992), com que viria a se casar. Joel era descendente de portugueses da região do Ninho e seus ancestrais criaram a cidade pernambucana de Buenos Aires.


          O casal teve seis filhos: Antônio, Joel, Tranquelino, Teotônio, Ana Glória e Carlos Eduardo. Como ao lado de um grande homem sempre existe uma grande mulher, Glorinha contribuiu com o esposo para o desenvolvimento da cidade e região, fundando a empresa de transportes Rodoviária Monteiro. Hoje, o terminal rodoviário de Timbaúba tem o nome de Joel Monteiro de Araújo. Os veículos faziam viagens para Recife e cidades vizinhas. Juntas, Glorinha e Minervina davam assistência às pessoas necessitadas. Havia um talão de passagens para doação. Os colaboradores da empresa e seus familiares eram assistidos com alimentação e moradias. Estudantes eram encaminhados para suas profissões, entidades religiosas, etc. Apoiou e incentivou a criação do Clube do Motorista, entidade da qual se originou o Motor Clube de Timbaúba. 

---------


Registro das habilidades de dona Glorinha: estandarte do Clube dos Motoristas, certificados de cursos, caderno de receitas culinárias e trabalhos de crochê inspirados nas ilustrações do suplemento feminino do Diario de Pernambuco.
----------

      Nos anos sessenta, participou da formação de um grupo para aprender novas receitas culinárias sob a orientação de uma especialista em gastronomia. Realizava exposições e degustações a cada término dos módulos no clube social Liga Lítero Atlética, contribuindo para a evolução gastronômica de Timbaúba. Na década de setenta (dezembro de 1973), mudou-se para o Recife, onde participou de um grupo de timbaubense e vizinhas para confecção de trabalhos manuais e prática do lazer.

                                        
     
   Maria da Gloria, ou simplesmente Glorinha, foi filha, esposa, mãe de cinco filhos, avó de seis netos e bisavó de quatro bisnetos. Católica praticante, generosa, formadora de opinião, articuladora e amiga, dentro do mais puro sentimento de simplicidade herdado dos seus pais. Enfim, uma grande mulher que partiu no dia 03 de dezembro do ano passado, deixando um legado de assistencialismo que marcou época em Timbaúba.  

----------
------------ 
Com base nos depoimentos dos filhos Teotônio e Ana Glória, guardiões das fotos e do material apresentado.
-----------
A matéria acima é o destaque da página de História da revista TIMBAÚBA EM FOCO, edição 82, fevereiro/2018. Exemplares da referida publicação estão à venda na Banca de Revistas do centro da cidade. 



*****

sábado, 15 de outubro de 2016

DE TIMBAÚBA PARA O MUNDO - Chiquinho do Pagode, “às vezes a felicidade demora a chegar"



>>> Asmático na infância, o timbaubense fala da sua ascensão na música
 

            O menino timbaubense Esdras Francisco de Assis, nascido em 29/03/1980, filho de José Queiroz e Eneide de Assis, sofria de asma na infância, mesmo assim, com a obstinação que o caracterizava, ainda estudou dois anos de música na Banda Euterpina. Sentia-se mal ao exercitar seus dotes em instrumentos de sopro, mas tudo era compensado quando ao chegar em casa  recebia o afeto sem limites da família. “Minha mãe biológica, minha avó, minha bisavó e uma vizinha me cobriam de carinho. Posso dizer que tive quatro mães”, confessa emocionado.  Passou pelos educandários Colégio Timbaubense, Escola Jáder de Andrade e Escola Prof. José Mendes da Silva, concluiu o Ensino Médio e entrou no mercado de trabalho formal.   
       Seu mergulho no mundo da música ocorreu na época em que o famoso e extinto conjunto timbaubense Arretados do Pagode estava no auge. “Trabalhei na produção durante três anos. Aprendi muito com Marcone Gomes Peixoto, o Léo do Pagode, meu maior referencial na música, com quem aprendi muito. Dediquei-me ao pandeiro e a outros instrumentos de percussão. Toquei nas bandas Samba de Garagem, Bicho do Mato e Mania Brasileira, até fundar há seis anos o conjunto Roda de Samba. Pretendo aprender a tocar violão, a fim de diversificar meu repertório. Quero cantar músicas de ícones como Djavan, Jorge Vercílio e Maria Gadu nos intervalos de pagode”, confessa entusiasmado, usando um boné e rindo sempre, marcas registradas do seu visual.
       A agenda do Roda de Samba é movimentada, mas como os eventos são realizados sempre nos finas de semana, Chiquinho consegue conciliar a música com a função de auxiliar administrativo na empresa Extra Veículos. Além do Chiquinho, o Roda de Samba é constituído por Leozinho do Cavaco, Max do Surdo, Arnaldo do Reco, Quininho Rebolo e Biu Canário. Casado há cinco anos com Elaine Iraci da Silva Assis, estudante de Psicologia, o casal ainda não tem filhos. O incentivo da esposa é uma das razões do seu sucesso, já tendo gravado um dvd e três cds.

Pinque-pongue com Chiquinho do Pagode  
Música que o público mais pede para ser cantada: 
Atualmente, “Tentei ser incrível”, de Ferrugem. 
Maior sonho: 
Ser um cantor reconhecido nacionalmente. 
Um show que marcou época:  
“Samba Aliança” e “Feijoada do Pirauá”, ambos no ano passado. 
Cantores preferidos: 
Ferrugem, Nilsinho e Ana Clara. 
Uma mensagem para os leitores e leitoras de TIMBAÚBA EM FOCO: 
Um trecho da música “Tá Escrito”, de Xande De Pilares, Gilson Bernini e Carlinhos Madureira, gravada pelo Grupo Revelação.  “Quem cultiva a semente do amor/ Segue em frente não se apavora / Se na vida encontrar dissabor / Vai saber esperar sua hora. /// Às vezes a felicidade demora a chegar / Aí é que a gente não pode deixar de sonhar / Guerreiro não foge da luta e não pode correr / Ninguém vai poder atrasar quem nasceu pra vencer. “
 

*****

EM NOME DE GLORINHA

A timbaubense Maria da Glória Ferreira de Araújo, dona Glorinha, viúva de Joel Monteiro de Araújo, mãe de Antonio (in memorian), Joel, Tranquelino, Teotônio, Ana Glória e Carlos Eduardo, exterioriza no semblante as marcas de 91 anos de caminhada no Planeta Terra, completados na quinta-feira, 13.

Acima, a matriarca, uma criança nonagenária. Abaixo, Glorinha ao lado dos filhos Teotônio e Ana Glória.


*****