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domingo, 31 de janeiro de 2021

ONDE EU NASCI PASSA UM RIO



Assim começa "Onde eu nasci passa um rio", música de Caetano Veloso:

“Onde eu nasci passa um rio,

que passa no igual sem fim.

Igual, sem fim, minha terra

passava dentro de mim. “

“Passava como se o tempo

nada pudesse mudar.

Passava como se o rio

não desaguasse no mar. ” 

Durante minha infância alagoana em São José da Laje, assistir ao rio Canhoto, caudaloso ou não, em sua eterna caminhada para o mar, foi a maior lição de perseverança que a vida me deu.

”O rio deságua no mar.

Já tanta coisa aprendi.

Mas o que é mais meu cantar

é isso que eu canto aqui."

"Hoje eu sei que o mundo é grande

e o mar de ondas se faz. 

Mas nasceu junto com o rio,

o canto que eu canto mais."

"O rio só chega no mar depois

de andar pelo chão.

O rio da minha terra deságua

em meu coração."

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Daslan Melo Lima

São José da Laje, AL

Janeiro de 2017

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Vide: www.youtube.com/watch?v=mfwsJ8PxJFw

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sábado, 10 de agosto de 2019

Azul é o céu! Azul é o mar!

Acordei cedo. 
A primeira postagem que li no Facebook foi de Josenira de Albuquerque Silva (Josenira Degroot), minha ex-professora de Português, eterna Miss São José da Laje. 
Em Maceió, diante da praia da Sereia, ela digitou:
"Tudo faz infinitamente barulho na madrugada. Principalmente os nossos sentimentos."
Sim, tudo faz infinitamente barulho na madrugada,

principalmente as nossas emoções inacabadas.
O azul desta manhã de sábado
leva minh'alma para os antigos pastoris
dos natais da minha terra natal.
Azul é o céu!
Azul é o mar!
Josenira é a rainha
que nós vamos coroar!
Grato a Deus pelo azul desta manhã de sábado.
Josenira tem um mar de almirante, 
ideal para navegar, 
e eu tenho um céu de brigadeiro,
ideal para voar.

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Daslan Melo Lima
Timbaúba, PE
10/08/2019
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sábado, 18 de maio de 2019

SESSÃO NOSTALGIA - Jezebel Alves do Nascimento, de São José da Laje, Alagoas, Rainha do Verão do Recife de 1953

Daslan Melo Lima


       
          A imagem pouco nítida de uma jovem em traje de banho numa praia do Recife, enviada pelo meu amigo José Maria de Mattos, de Maceió, AL, na quinta-feira, 17, fez festa em minh'alma.  Na coluna social do Correio Lagense, edição de dezembro de 1953, jornal que circulou nos anos cinquenta na cidadezinha alagoana de São José da Laje, onde nasci, a legenda sob a foto, obedecendo a ortografia da época, diz:

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São José da Lage nas Praias Pernambucanas

Aí está a Snrta. Jesabel Alves, filha desta terra, atualmente residindo  no Recife, onde conseguiu com a sua plástica admirável, se eleger Rainha das Praias daquela Capital. São José da Lage, denominada "Princesa das Fronteiras", também tem uma Rainha se impondo lá fora com a sua beleza. Publicando aqui a sua fotografia, estamos prestando a nossa homenagem a Rainha e agradecendo a divulgação do nome deste Município, tão cheio de rainhas e princezas.
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Jesabel Alves ou Jezebel Alves do Nascimento?
Rainha das Praias ou Rainha do Verão do Recife de 1953?

         Pesquisando na internet, cheguei ao blog do jornalista pernambucano Fernando MachadoEm 13 de setembro de 2018, na coluna "De Volta ao Passado", ele escreveu: "Há 65 anos, no Terminal de Boa Viagem, acontecia a escolha da Rainha do Verão do Recife de 1953. Venceu Jezebel Alves do Nascimento."
            José Maria de Mattos me contou o seguinte: "O Sr. Fernando Galvão de Pontes numa das inúmeras vezes que ia na casa dele para falarmos sobre a Laje Antiga, falou que o Correio Lagense muitas vezes era editado e impresso no início da noite e começo da madrugada, à luz de um lampião, daí acontecer erros."  Por esse motivo, optei digitar nesta Sessão Nostalgia os nomes desta forma: Jezebel Alves do Nascimento e Rainha do Verão do Recife de 1953.

Jezebel Alves do Nascimento, 
quase estrela de cinema

     Ao receber a imagem, o menino que um dia eu fui viajou no "túnel do tempo" para a década de 1960. Numa tarde fria, vi passar pelo centro da cidade uma mulher linda de longos cabelos negros, faceira,  chamando a atenção de todos, como se estivesse desfilando numa imaginária passarela. Ouvi uma pessoa afirmar que ela tinha sido Miss Pernambuco, mas logo alguém corrigiu: "Jezebel foi eleita Rainha das Praias de Pernambuco. Convidada logo depois para trabalhar num filme, não foi aprovada na entrevista por que chegou com os cabelos cortados. Ninguém tinha lhe dito que sua personagem teria  cabelos compridos." 
                                                 
Jezabel, novela de Cristiane Fridman e direção geral de Alexandre Avancini, que está sendo exibida na Record TV, conta a história da princesa Jezabel, vivida pela atriz Lidi Lisboa, foto acima. Na trama, após um acordo entre dois reinos, ela casa com o príncipe Acabe, interpretado pelo ator André Bankoff, e se torna uma ameaça para o povo de Israel.  Bela, sedutora e má, se aproveita da fraqueza e submissão do marido para comandar o reino com violência e manipular todos ao seu redor para adoração aos deuses pagãos. 
"Quando as pessoas falam de “espírito de Jezabel”, significa alguém que manipula para conseguir o que quer. "
Uma canção para Jezebel

Há uma canção chamada Jezebel, autoria do compositor americano Wayne Shanklin (1916-1970), lançada em 1951, na interpretação de Frankie Laine (1913-2007). Com letra em português de Caribé da Rocha, a música foi gravada por Jorge Goulart (1926-2012) e lançada em julho de 1952.


Jezebel... Jezebel...
A dor que trago em meu peito
A luz que brilha em minh'alma
Jezebel... Jezebel... És tu!
A mágoa é um prazer, Jezebel... Oh, Jezebel...
Amar é viver, morrer
Eu posso o mundo enfrentar
E ao inferno chegar
Assim é o amor que eu tenho por ti, Jezebel,
Só por ti, mais ninguém
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A dor que trago em meu peito
A luz que brilha em minh'alma
Jezebel... Jezebel... És tu
Melodia que me vem do céu
Me acalma o coração
E eu escuto assim com emoção, amor
A ternura que então me invade
Desperta-me a saudade e a recordação
Minha obsessão, teu nome, Jezebel... 
-
E louco de amor, vibrante de paixão
Eu sonho com a vida feliz que terei contigo
Se puder te encontrar
Na minha alucinação
Na noite, na amplidão, gritarei sem cessar:
Onde estás? Onde estás?
Jezebel! Jezebel!

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         Faz uns trinta anos que reconheci numa senhora que caminhava tranquila pela Avenida Guararapes, centro do Recife, a Jezebel Alves do Nascimento, Rainha do Verão do Recife de 1953. Senti vontade de me aproximar, dizer que era natural da mesma cidade onde ela nasceu e procurar saber detalhes do seu passado de rainha da beleza. Hesitei. A minha timidez na época não permitiu. 



       Ainda bem que, graças a Deus e ao recorte do jornal Correio Lagense, enviado pelo José Maria de Mattos, consegui resgatar uma pequena parte da trajetória de uma beldade famosa da minha amada São José da Laje. 

       Na cidadezinha onde nasci, localizada nas margens alagoanas do Rio Canhoto, jovens de 2019 também sonham morar em uma grande cidade e conquistar um título de beleza, tal como Jezebel Alves do Nascimento, Rainha do Verão do Recife de 1953.       

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Jorge Goulart canta "Jezebel",

domingo, 21 de outubro de 2018

DE TIMBAÚBA PARA O MUNDO - Timbaúba X São José da Laje, uma afinidade mística e mágica

   
>>>>> Quase 300 Km separam uma cidade da outra, unidas por eternos laços socioculturais 




Timbaúba, Pernambuco
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São José da Laje, Alagoas
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Eu costumo sempre dizer que o timbaubense Carlos Benigno Pereira de Lyra, o Coronel Carlos Lyra  (1859-1924), foi o maior benfeitor de São José da Laje, a cidade alagoana onde nasci. Carlos Lyra implantou em 1894, a Usina Serra Grande, além de outras obras relevantes: a hidroelétrica, uma ponte sobre o Rio Canhoto, o imóvel da antiga Prefeitura e a Igreja Matriz.  



Coronel Carlos Lyra
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                                    Poeta João Pinheiro
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O corpo do coronel está sepultado em São José da Laje, assim como o do seu neto João Pinheiro de Andrade Lyra (1912-1951), poeta, também nascido em solo timbaubense, onde viveu até os oito anos de idade.


 No dia 22 de agosto, em São José da Laje, eu assumiu a cadeira número 16 do Instituto Histórico, Artístico e Cultural Lajense, além de ter sido condecorado com a Comenda José Vicente de Lima e São José. Na lista dos demais “imortais” estavam: Angélica Lyra (bisneta de Carlos Lyra), Antônio Lopes da Silva Neto, Claudionor de Brito, Eliane Aquino, Jacineide Maia, José Benigno Pino Lyra, Joselito Balbino da Silva, Juliano Matias de Brito, Luiz Tarcísio Gomes Martins, Quitério Matias da Silva, Marco Aurélio Montenegro Pino, Maria do Socorro Lyra Teixeira, Roberto Flávio de Andrade, Ronaldo de Andrade SilvaMaria do Carmo Gomes Martins (Lili), Maria do Socorro Lyra TeixeiraRegina Maria Pereira de Souza e Roger Fabiani Oliveira Cavalcante

Finalizando, insisto em confessar: "Meu coração está dividido entre duas princesas: São José da Laje, Alagoas, a Princesa das Fronteiras, minha terra natal, e Timbaúba, Pernambuco, a Princesa Serrana, minha terra adotiva, desde que aqui cheguei em 1985, para trabalhar no BNB-Banco do Nordeste do Brasil. Há uma afinidade mística e mágica entre Timbaúba, às margens do Rio Capibaribe-Mirim, e São José da Laje, às margens do Rio Canhoto, eternamente unidas por laços socioculturais. 
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Crédito das imagens antigas:  Acervos de José Maria Mattos e Angélica Lyra. Atual: Emerson Alves.

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sábado, 13 de outubro de 2018

Passamos rápidos pelo tempo

        Não é o tempo que passa rápido. Somos nós que passamos rápidos por ele. Nada há o que fazer, a não ser pedir sabedoria a Deus para administrar velhas emoções inacabadas. E nunca perder de vista a criança que um dia fomos. 
         Abro um álbum e encontro várias fotos do menino que um dia eu fui. Opto pela imagem de quando tinha catorze anos para ilustrar esta crônica. Fecho os olhos para sentir melhor o vento. Ele traz sons, luzes e cores da minha infância alagoana às margens do Rio Canhoto, em São José da Laje, a cidadezinha alagoana onde nasci. 
      Os dias pareciam correr lentos, muito lentos, semeando inquietações nas minhas meditações sobre os mistérios da vida e da morte. 
       Abro o álbum e a foto do menino que um dia eu fui parece querer ganhar vida, a fim de me abraçar e agradecer por nunca tê-lo perdido de vista. 
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- Daslan Melo Lima, Timbaúba, PE, 10/10/2018

sábado, 6 de outubro de 2018

É outubro outra vez

       

        No primeiro dia do décimo mês do ano de 2018, localizo no meu acervo dois vinis de Angela Maria, a cantora que partiu para a Grande Viagem no penúltimo dia de setembro. 
          Os trechos românticos das canções que interpretava marcaram a alma da minha infância alagoana em São José da Laje. Do Sítio Limão à Rua Passagem de Maceió, a voz de Angela Maria semeava amor; desamor; desilusões e ilusões; através da Amplificadora Municipal, dirigida pelo locutor Manoel Alemão.
        "Você vive ao meu lado / e eu não tenho você..." /// "Deus sabe bem quem errou de nós dois, / e dará o castigo depois, / o castigo a quem merecer. /// "Inverno que vem, / inverno que vai. / Só sei que o amor do meu peito não sai.." 
         Entre perdas e ganhos, nuvens cinzas e claras, é outubro outra vez. Assim Seja! 
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- Daslan Melo Lima.

sábado, 25 de agosto de 2018

"Só se vê bem com o coração, o essencial é invisível aos olhos"


O essencial 


          Na praça que homenageia um ícone nordestino, Padre Cícero, uma Ceiba glaziovii, nome científico da "barriguda", dá um show de beleza e fotogenia nesta época do ano, quando suas flores bailam ao vento. 
      Parecida com um "baobá", a árvore personagem do livro "O Pequeno Príncipe", a "barriguda" da terra onde nasci me leva a mergulhar em uma citação famosa de Antoine de Saint-Exupèry: "Só se vê bem com o coração, o essencial é invisível aos olhos." 
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Daslan Melo Lima, em São José da Laje, Alagoas, 23/08/2018
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Minha vida de vaqueiro

          "Assim que seu tio descer e entrar na casa do seu avô, suba rápido no cavalo e vá ganhar o mundo como vaqueiro", soprou no meu ouvido de menino a voz de um anjo travesso invisível. Obedeci e logo me arrependi. Quando o animal deu o primeiro passo, tremi de medo e pedi socorro. O tio Luiz fez uma advertência e ali começava e terminava minha vida de vaqueiro. 


            Anteontem, a mesma voz ordenou que eu subisse num cavalo artificial. Obedeci na ilusão de que meu saudoso tio viria ao meu encontro. Depois que lhe pedisse perdão, envolvido em seu abraço, eu administraria mais uma emoção inacabada. 
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Daslan Melo Lima, em São José da Laje, Alagoas, 22/08/2018
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Terra da Passagem, só sentimento

          Como já não há mais trens indo e vindo de Maceió para o Recife, e do Recife para Maceió, permito-me sentar na estrada de ferro que passa na antiga Rua das Laranjeiras. 
          "Terra da Passagem", eis o que leio no muro, ao primeiro olhar, ignorando que duas letras dão outro sentido à pichação. Passagem, nome do bairro e da rua transversal onde morei, Rua Passagem de Maceió, gravado também em meu coração. 
         Enquanto isto, o vento espalha ao meu redor um texto da poetisa Adélia Prado. "Um trem de ferro é uma coisa mecânica, mas atravessa a noite, a madrugada, o dia, atravessou minha vida, virou só sentimento."
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Daslan Melo Lima, em São José da Laje, Alagoas, 23/08/2018

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MEMÓRIAS DE SÃO JOSÉ DA LAJE - A posse dos imortais do Instituto Histórico, Artístico e Cultural Lajense

22 de agosto de 2018, 
uma data que a história de São José da Laje vai guardar

Dezenove personalidades assumiram o compromisso de defesa do patrimônio histórico, artístico e cultural de São José da Laje. Desde sua criação, a instituição, que é a primeiro de sua natureza no interior alagoano,  realizou duas mostras de cultura. 
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Os dezenove imortais (patronos, sócios efetivos do Instituto Histórico, Artístico e Cultural Lajense) posaram com alguns componentes da mesa. 
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Instituto Lajense dá posse aos seus Patronos


          O Instituto Histórico, Artístico e Cultural Lajense empossou oficialmente seus patronos. A solenidade, que reuniu uma média de duzentas pessoas,  no antigo Ginásio São José, aconteceu na noite do dia 22 e  contou com a presença do presidente do Instituto Histórico e Geográfico de Alagoas, professor Jayme Lustosa de Altavila.
          “O Instituto Lajense é um resgate e, ao mesmo tempo, um movimento em favor da memória, da cultura e da arte de São José da Laje”. - Ronaldo de Andrade, presidente da instituição, fundada em 22 de agosto de 2015. 
         Tudo começou às 20 horas com a apresentação de um vídeo sobre o Instituto. Depois tivemos a apresentação da cantora lírica Elvira Rabelo e do violoncelista Marx Carvalho, com músicas clássicas do cancioneiro alagoano. Fizeram parte da mesa: professor Ronaldo de Andrade Silva, Presidente do Instituto Histórico, Artístico e Cultural Lajense; professora Maria Angélica Lyra, Secretária Perpétua do  Instituto Lajense;  Doutor Jayme Lustosa de Altavilla, Presidente do Instituto Histórico e Geográfico de Alagoas – IHGAL; professor Dr. Álvaro Queiroz, segundo Secretário do Instituto Histórico e Geográfico de Alagoas-IHGAL; Dr. Jerciton Correia da Silva Freitas Júnior, Vice-Prefeito; Presidente da Câmara de Vereadores Marcos Andrade; e o Juiz de Direito José Alberto Ramos                                                                                                                                                                     

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Os dezenove imortais do Instituto Histórico, Artístico e Cultural Lajense
Capa e contracapa do impresso contendo as fotos e dados biográficos dos sócios efetivos. 
         Relação dos imortais, 
por ordem das cadeiras que assumiram: 

1-Ronaldo de Andrade Silva, ator e escritor. Mestre em Artes-Teatro pela Escola de Comunicação e Artes-ECA, da Universidade de São Paulo-USP; 
2-Eliane Albuquerque de Aquino, jornalista e bacharela em Direito, graduada pelo Centro de Estudos Superiores de Maceió-CESMAC. Editora geral da revista Painel Alagoas;
3-Jacineide Maia, graduada em Psicologia pelo Centro de Estudos Superiores de Maceió-CESMAC;.
4-Maria Angélica Lyra, licenciada em Pedagogia pela Universidade Federal de Alagoas - UFAL; 
5-Roberto Flávio de Andrade Silva, técnico em Agropecuária pela Escola Agro Técnica Federal Floriano Peixoto de Satuba, AL; 
6-Maria do Socorro Lyra Teixeira, graduada em Pedagogia com Especialização em Tecnologia Educacional pelo Centro de Estudos Superiores de Maceió-CESMAC
7-Quitério Matias da Silva, graduado em Ciências Contábeis pelo CESMAC
8-Maria do Carmo Gomes Martins (Lili), Formada em Pedagogia pela Universidade Federal de Alagoas-UFAL; 
9-Luiz Tarcísio Gomes Martins, graduado em Engenharia Civil pela Universidade Federal de Alagoas-UFAL
10-Juliano Matias de Brito, graduado em Pedagogia pela UFAL. 
11-Claudionor de Brito, Técnico Profissionalizado em Contabilidade pelo Ginásio São Jose (CENEC), de São José da Laje, AL; 
12-Joselito Balbino da Silva, graduado em Tecnologia em Gestão Financeira pela Faculdade de Tecnologia de Alagoas-FAT
13-José Benigno Pino Lyra, graduadio em Agronomia pela Universidade Federal de Viçosa - UFV-MG,
14-Marco Aurélio Montenegro Pino; Bacharel em Direito pelas Faculdades Integradas Barros Melo-AESO (Olinda,PE). Licenciado em Letras pelas Faculdades Associadas do Ipiranga-FAI (São Paulo-SP). 
15-Antônio Lopes da Silva Neto, graduado em Licenciatura Plena no curso de Geografia pela Universidade Estadual de Alagoas-UNEAL.
16-Daslan Melo Lima, Bacharel em Direito pela Universidade Católica de Pernambuco, funcionário aposentado do BNB-Bano do Nordeste do Brasil, poeta e escritor;
17-Roger Fabiani Oliveira Cavalcante, Bacharel em Agronomia pela Universidade Federal de Alagoas-UFAl
18-Regina Maria Pereira de Souza, bacharela em Psicologia com Especialização em Gestão de Saúde e Administração Hospitalar pelo CESMAC. Graduada em Administração pela Faculdade de Alagoas-FAL;
19-José Marivaldo Moura Coutinho, graduado em Engenharia Civil pela Universidade Federal de Alagoas-UFAL. Professor dos cursos de Engenharia e Economia da UFAL. 
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Detalhe - Todos os imortais nasceram em São José da Laje, exceto: Maria Angélica Lyra, natural de Maceió; Roger Fabiani, também nascido na  capital alagoana; e José Marivaldo, natural de Atalaia, AL. Os três, no entanto, estão radicados em solo lajense desde a mais tenra infância. 
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Eu e a grande noite do 
Instituto Histórico, Artístico e Cultural Lajense 
IMORTAL - Eu, Daslan Melo Lima, Patrono da Cadeira nº 16 do Instituto Histórico, Artístico e Cultural Lajense. Assinando o termo de posse diante do presidente Ronaldo de Andrade

COMENDADOR - Eu, Daslan Melo Lima, recebendo o colar que ostenta a Comenda José Vicente de Lima e São José, a mais alta honraria de São José da Laje. ***** Atrás, Antonio Lopes da Silva Neto e Ronaldo de Andrade.


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COMENDA José Vicente de Lima (fundador da cidade)  e São José (padroeiro). 
DIPLOMA - Eu, Daslan Melo Lima, com o diploma de sócio efetivo do Instituto Histórico, Artístico e Cultural Lajense. Ao fundo, Claudionor de Brito e Roger Fabiani.
Entre as bandeiras de São José da Laje e Alagoas.
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Os imortais também choram


Meu corpo físico é mortal, mas minha alma é imortal.  A emoção tomou conta de mim durante as execuções dos Hinos do Brasil,  da Independência,  de Alagoas  (parte do trecho abaixo)  e de São José da Laje. 

Alagoas, Estrela radiosa,
 Que refulge ao sorrir das manhãs,
Da República és filha donosa,
Maga Estrela entre estrelas irmãs.
A alma pulcra de nossos avós,
 Como bênção de amor e de paz,
Hoje, paira, a fulgir, sobre nós, 
E maiores, mais fortes nos faz.

 Tu, liberdade formosa,
 Gloriosa hosana entoas:
 – Salve, ó terra vitoriosa,
 – Glória à terra de Alagoas!

   
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Eu e Lysette Lyra


A satisfação de conhecer uma das grandes damas da sociedade alagoana, Lysette Lyra, escritora, membro de três importantes instituições: Instituto Histórico e Geográfico de Alagoas, Academia Maceioense de Letras e Academia Alagoana de Letras. Ela veio de Maceió especialmente para prestigiar a solenidade de posse dos primeiros sócio efetivos do Instituto Histórico, Artístico e Cultural Lajense. 
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         Meu coração está dividido entre duas "princesas": São José da Laje, Alagoas, a "Princesa das Fronteiras", minha terra natal, e Timbaúba, Pernambuco, a "Princesa Serrana", minha terra adotiva.
         Grato a Deus, compartilho a emoção pela honraria recebida com meus amigos, amigas, familiares, antepassados e às pedras do Rio Canhoto, testemunhas silenciosas dos meus sonhos e fantasias de garoto. 
       Sou um menino grande, interagindo na estação planeta Terra, aprendiz do tempo, aprendendo a espalhar sentimentos ao vento.  
               E quanto ao choro, "maiores e mais fortes nos faz."

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Crédito das fotos 
Emerson Alves
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Vídeo produzido por Sérgio Roberto Gomes Martins
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Hino de Alagoas

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