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sábado, 16 de janeiro de 2021

DE SÃO JOSÉ DA LAJE PARA O MUNDO - Com Deus, sempre com Deus

COM DEUS, SEMPRE COM DEUS




Quando a fúria do rio Canhoto amenizou,
o clima de destruição era desolador,
mas nem tudo a inundação levou.
O arco do batistério da Igreja Batista permaneceu de pé,
e nele se lia uma inscrição de fé:
"Sepultados com Ele na morte pelo batismo".
Decorridos tantos anos daquela madrugada traumática de 14.03.1969,
na minha alagoana São José da Laje,
esta imagem chegou há poucos dias em minhas mãos,
em meio a mil recordações.
Com Deus, sempre com Deus,
independente de religião,
encontramos as ferramentas necessárias para superar as adversidades da caminhada.
"Sepultados na morte, com Ele (Cristo) pelo batismo."

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Grato ao meu amigo João Ricardo Camilo Dias pela remessa deste documento que será reproduzido, ampliado e emoldurado para compor o acervo do Arquivo Público Municipal Lajense.
O João Ricardo, que é presbiteriano, estava visitando a página "Memória dos Batista", no Facebook, quando se deparou com esta imagem e viu que tinha tudo a ver comigo e com São José da Laje, minha terra natal amada, onde mora parte da minh'alma.
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Daslan Melo Lima
Timbaúba, PE
15.01.2021

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domingo, 1 de setembro de 2019

"Vai, vai minha querida, leva a minha vida e o meu coração"


Meu pai, que era sapateiro, um dia pediu que eu fosse à casa do Sr. Enéas, no Sítio Limão, entregar um par de sapatos que tinha consertado. Após atravessar uma ponte, cheguei ao endereço combinado e deparei-me na varanda com uma cena digna das fotonovelas e dos filmes românticos da época. A bela e doce Vera Estela, filha do Sr. Enéas, minha colega no Ginásio São José, estava deitada numa rede e cantava “Vai”, um bolero gravado por Anísio Silva.

"Pelas noites que já passei,
noites tristes, 
noites sem fim,
pelas lágrimas que derramei,
por estares longe de mim.
Pelos dias de desencanto 
que ao teu lado tanto sofri,
pelas horas e pelos anos que 
eu passei pensando em ti."

  

     O tempo passou, nossas vidas tomaram outros rumos, mas a cena permaneceu em minha memória como uma das mais doces recordações da minha infância alagoana.
         Vera Estela de Oliveira Cavalcante fez a Grande Viagem na madrugada de quarta-feira, 28 de agosto. Não mais a verei da próxima vez que for à São Jose´da Laje, a fim de conversarmos sobre os mistérios da vida e da morte, mas encontrarei o seu perfume às margens do rio Canhoto. E ao lado de um coral de anjos invisíveis cantaremos o refrão daquela canção.

"Vai, 
leva esta tristeza,
leva esta saudade
e a desilusão.
Vai, 
vai minha querida,
leva a minha vida
e o meu coração."
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Daslan Melo Lima
Timbaúba, PE

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segunda-feira, 3 de setembro de 2018

MEMÓRIAS DE SÃO JOSÉ DA LAJE - Cotia Queimada, o caminho de volta

       


         Fecho os olhos, busco ouvir o silêncio e tento escutar vozes de um tempo que se foi. Dentro da casa, Gustavo Souza Melo (Seu Xeu) e Honorina de Araújo Lima (Vovó Lulu), meus avós maternos, conversam sobre as tarefas do dia a dia. No açude, Ana, minha mãe, toma banho ao lado dos irmãos Luiz, Lizete, José, Antônio, Argemiro, Agenor, Manoel e Soledade. Logo mais, Mamãe e os demais irão andar quase três quilômetros para chegar à escola no centro da cidade.
          O silêncio não colabora. Desisto e vou embora. Logo em seguida, tenho a impressão que minha mãe, meus tios e tias estão chamando meu nome. Penso em voltar, mas minhas lágrimas não permitem enxergar o caminho de volta. 
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- Daslan Melo Lima, no Sítio Cotia Queimada, São José da Laje, Alagoas, 22 de agosto de 2018.

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segunda-feira, 6 de agosto de 2018

MEMÓRIAS DE SÃO JOSÉ DA LAJE - Às margens do Rio Canhoto

      


       São José da Laje, "Princesa das Fronteiras", a cidadezinha alagoana onde nasci, celebrou aniversário de 132 anos de Emancipação Política no dia 28 de julho. 


            Para minha caminhada de fé e esperança se renovar, basta-me lembrar da Igreja de São José ao lado das águas correndo para o mar. 


        Longe da terra natal, envelheço, mas o menino que fui continua garoto, às margens do Rio Canhoto.
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 - Daslan Melo Lima

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Imagens:
Facebook de Ladorvane Cabral

sábado, 19 de maio de 2018

MEMÓRIAS DE SÃO JOSÉ DA LAJE - É maio outra vez

          


         O quinto mês do ano leva o menino que um dia eu fui para as noites marianas de uma época que se foi, as da minha alagoana São José da Laje. Como membro da Cruzada Eucarística Infantil, vestido de branco, ao lado de outras crianças, fiz parte uma noite de um coral em que cantamos o "Canto de Coroação de Maria". 

Queremos de Maria a fronte coroar.
Ó digna-te, Mãe Pia, tais flores aceitar. 
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(Refrão) 
Do nosso louvor, recebe hoje a flor.
Aceita-a, Virgem Pia, e dá que no céu, 
possamos sem véu, te contemplar um dia. 
Cantar com alegria, o teu louvor, o teu amor, 
em celeste harmonia. 
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Do lírio te ofertamos o casto e puro alvor.
Em ti, porém, achamos mais divinal candor. 
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A flor da caridade, na linda e rubra cor, 
aceita-a, com bondade, ó Mãe do puro amor.

          Ficar hoje em silêncio, diante do altar de Maria, na Igreja Matriz de São José, é renovar minha fé. É deixar que minh'alma tome um banho perfumado de sublimes sentimentos. 
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 - Daslan Melo Lima

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sábado, 31 de março de 2018

MEMÓRIAS DE SÃO JOSÉ DA LAJE - O verde, verde gramado de casa

         
       
       A música “Green Green Grass of Home” ficou famosa no Brasil com o título “Os verdes campos da minha terra”, na voz de Agnaldo Timóteo. No Youtube há um belo vídeo da canção interpretada por Elvis Presley, com legenda mostrando a tradução literal. 

A velha cidade natal parece a mesma quando eu desço do trem. 
E a ali a me esperar estão minha mãe e meu pai
Abaixo, na estrada, eu olho, e ali corre Mary, cabelos de ouro e lábios de cerejas.
Isso é bom de tocar; o verde, verde gramado de casa.
Sim, todos eles estão vindo para me encontrar de braços abertos, sorrindo docemente. 
Oh, isso é bom de tocar, o verde, verde gramado de casa.

A velha casa ainda está de pé, apesar da pintura estar rachada e seca, 
e lá está a velha árvore de carvalho onde costumava brincar.
E descendo a alameda eu vou andar com minha doce Mary, cabelos de ouro e lábios de cerejas.
Isso é bom de tocar, o verde, o verde gramado do lar. 
Sim, todos eles vêm para me encontrar, braços abertos, sorrindo docemente. 
Oh, isso é bom de tocar, o verde, verde gramado de casa. 

Então eu acordo e olho à minha volta, 
quatro frias paredes cinzas me cercam 
e eu percebo que estava apenas sonhando, 
pois há um guarda e ali está aquele triste e velho padre.
De braços dados nós andaremos ao amanhecer e novamente poderei tocar o verde, verde gramado do lar. 
Sim, todos eles virão para me ver na sombra deste velho pé de carvalho 
e com eles me deito no verde, verde gramado de casa. 

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      O destino e as circunstâncias levam milhares de pessoas a deixarem as localidades onde nasceram para viverem em outras regiões. É para elas que dedico esta postagem, em nome de São José da Laje, a cidadezinha alagoana onde nasci. 
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Daslan Melo Lima


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sábado, 21 de outubro de 2017

Ninguém deveria aposentar velhos sonhos adormecidos




         Faz anos que coloquei um ramo de orquídeas entre os galhos do meu pé de manga-rosa. Elas murcharam semanas depois, deixando saudade. 
        O destino me surpreendeu há poucos dias com belas orquídeas sobre minha árvore. Acredito que sua essência estava apenas dormindo, sob a vigília de anjos invisíveis. Desabrocharam no tempo apropriado. 
       Ninguém deveria aposentar velhos sonhos adormecidos. O Senhor do Universo sabe a ocasião certa de despertarem e ganhar vida, seja em um dia cinza ou em um dia ensolarado, seja na primavera, verão, outono ou inverno.


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-  Daslan Melo Lima, primavera em Timbaúba, Pernambuco.

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sábado, 9 de setembro de 2017

MEMÓRIAS DE SÃO JOSÉ DA LAJE - "Magister adest et vocat te"

          


        Está na Bíblia, em João, Capítulo 1, versículos 25-28: “Disse-lhe Jesus: Eu sou a ressurreição e a vida; quem crê em mim, ainda que esteja morto, viverá; E todo aquele que vive, e crê em mim, nunca morrerá. Crês tu isto? Disse-lhe ela: Sim, Senhor, creio que tu és o Cristo, o Filho de Deus, que havia de vir ao mundo. E, dito isto, partiu, e chamou em segredo a Maria, sua irmã, dizendo: O Mestre está presente e chama-te.” 
          Eu era menino e não tinha dúvida alguma no que estava escrito em latim na nave da Igreja Matriz: "Magister Adest Et Vocat Te", cuja tradução em português quer dizer “O Mestre está presente e chama-te.” 
         O Mestre estava ali e me chamava para levar uma vida santificada. Fiquei homem e a Poesia, minha fiel amante, de vez em quando grita em silêncio os meus ouvidos: "Magister Adest Et Vocat Te." 

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Daslan Melo Lima - Memórias de São José da Laje, a cidadezinha alagoana onde nasci.

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