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quinta-feira, 29 de dezembro de 2011

SESSÃO NOSTALGIA - Jacqueline Meireles, Miss Brasil 1987, um dezembro para recordar. Débora Lyra, Miss Brasil 2010, um dezembro para esquecer

Daslan Melo Lima


               Timbaúba, Pernambuco, tarde cinza de dezembro de 1989. Final de ano. Pressa. Havia um certo desânimo dentro de mim. Passei na única banca de revistas da cidade para relaxar. De repente, reconheci na capa da revista Nova-Cosmopolitan, da Editora Abril, Jacqueline Meireles, que em 1987 tinha sido eleita Miss Brasil. Louco por Misses, comprei mais uma preciosidade para a  minha coleção. O cinza da tarde e o desânimo foram embora. Um dezembro para recordar.

Jacqueline Meireles, Miss Brasil 1987,  na capa da revista Nova-Cosmopolitan, em dezembro de 1989. Fotografada por José Antônio. Penteada por Sílvio Lage e maquiada por Marcelo Beauty com produtos Helena Rubinstein. Blusa Lou Borelli, calça Reinaldo Lourenço, anel Serpui Marie e brincos Bella Golzer.

               Timbaúba, Pernambuco, manhã ensolarada de dezembro de 2011. Final de ano. Tranquilidade. Uma leveza dentro de mim. Busquei nos meus arquivos  inspiração para escrever uma crônica, deparei-me com aquela revista que já tem 23 anos e resolvi transformá-la na matéria prima da última Sessão Nostalgia do ano de 2011. É um imenso prazer compartilhar esta preciosidade com quem é louco por Misses. 
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               Timbaúba, Pernambuco, manhã ensolarada de dezembro de 2011. Penso em Débora Lyra, Miss Brasil 2010, que era apenas um bebê naquele dezembro de 1989. Penso em Débora Lyra que neste momento está internada em um hospital de Vitória-ES, vítima de grave acidente sofrido na terça-feira, 27. 

 Débora Lyra, Miss Brasil 2010

            Tenho rezado muito para que esta menina se recupere e não fique com nenhuma sequela do pesadelo que está vivendo. Ninguém deveria morrer, ninguém deveria ficar desempregado, ninguém deveria sofrer no mês de dezembro, o mágico mês do Natal e da despedida de um ano. Estou rezando muito por você, Débora Lyra, e pedindo a DEUS que lá na frente, em um auspicioso dezembro de um ano que virá, este dezembro de 2011 seja apenas uma pálida lembrança em sua vida. Um dezembro para esquecer. 

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sábado, 27 de março de 2010

SESSÃO NOSTALGIA - Virgínia Barbosa de Souza, Miss Minas Gerais 1967

Daslan Melo Lima

PRÓLOGO 


Duas louras e duas morenas formaram um harmonioso Top 4 no Miss Brasil 1966. Da esquerda para a direita:
Vírgínia Barbosa de Souza, Miss Minas Gerais, quarto lugar;
Francy Carneiro Nogueira, Miss Ceará, terceiro lugar;
Ana Cristina Ridzi, Miss Guanabara, primeiro lugar;
Marluce Manvailler Rocha, Miss Mato Grosso, segundo lugar.
(Foto: Revista Manchete, 09/07/1966)

      Na época, as três primeiras classificadas recebiam as denominações de Miss Brasil nº 1 (primeira colocada), Miss Brasil nº 2 (segunda colocada) e Miss Brasil nº 3 (terceira colocada). Ana Cristina Ridzi representou o Brasil no Miss Universo. Apesar de ter sido uma forte candidata não conseguiu classificação entre as semifinalistas. Marluce Manvailler Rocha representou o Brasil no Miss Mundo e conquistou um honroso quarto lugar.
      Caberia à Francy Carneiro Nogueira representar o Brasil no Miss Beleza Internacional, mas houve um problema. Em 1966, não foi realizado o Miss Beleza Internacional, o que só veio a acontecer em abril de 1967, quando a Miss Ceará já tinha renunciado ao título para casar. Foi aí que a coordenação do Miss Brasil convidou nada mais nada menos do que a quarta colocada, Virgínia Barbosa de Souza, Miss Minas Gerais, para disputar o famoso concurso de Long Beach, onde foi semifinalista do concurso Miss Beleza Internacional, no qual saiu vencedora a argentina Mirta Teresita Massa.

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VIRGÍINIA BARBOSA DE SOUZA, NOSSA MISS EM LONG BEACH


Desconfiada, falando pouco, morena de olhos castanhos, muito simples de vestido azul, Virgínia Barbosa, Miss Minas Gerais 1966 e quarta colocada no concurso Miss Brasil, seguiu para Long Beach, onde disputará o título de Miss Beleza Internacional. Ela se tornou Miss Brasil número 3 a partir do dia da renúncia de Miss Ceará, Franci Nogueira, que preferiu o casamento a uma viagem pelos Estados Unidos.


Sempre ao lado do pai, mineiro de Montes Claros que não deixa a filha sair sozinha (nem para ser fotografada), Virgínia – com 1 metro e 72, 20 anos de idade – é fã dos Beatles e acha que não é bem uma moça moderna, embora não pertença à Tradicional Família Mineira. Paraibana de nascimento, traz o sotaque inconfundível de Montes Claros (um pouco de mineiro, muito de baiano). Como a quarta colocação não lhe garantia a viagem, ela acha que nenhuma Miss até hoje viveu um sonho tão dourado como o seu.


De uma cidade onde os vaqueiros são reis, Montes Claros, Norte de Minas, Virgínia Barbosa saiu para uma viagem de sonho: descobriu o Rio ao lado do pai, Humberto Barbosa, e treinou ao sol um estilo diferente de beleza para assombrar os jurados de Long Beach. Virgínia Barbosa é a nova Miss Brasil número 3, com muita justiça.
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(“Virgínia, Nossa Miss em Long Beach” – Fotos de Esko Murto – Revista Manchete, 29/04/1967)
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VIRGÍNIA BARBOSA DE SOUZA: 
“NÃO TENHO MEDO DE PASSAR FOME”


A revista Intervalo, um dos maiores sucessos editoriais dos anos sessenta, especializada em notícias de celebridades da televisão, publicou a foto acima de Virgínia com a seguinte legenda:

FOME NÃO PASSA - Confissão de Virgínia Barbosa, Miss Minas Gerais, durante um programa no Canal 4: “Não tenho medo de passar fome nos Estados Unidos. Sei pedir sanduíches e água, com um gesto. Virgínia representará o Brasil no próximo certame de beleza de Long Beach.
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(Revista Intervalo, secção Jornal da TV-Belo Horizonte, 12/03/1967)
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EPÍLOGO

      Há dois anos, em Belo Horizonte, onde reside, Virgina apareceu linda e elegante, na homenagem à empresa Cowan, da qual seu esposo Saulo Wanderley, pai dos seus seis filhos, é presidente.


Da esquerda para direita: a nora Érika Manducci, o filho Saulinho, Virgínia e o esposo Saulo Wanderley. (Foto: www.connect.com.br)

      Virgínia Barbosa de Souza, Miss Minas Gerais, Miss Brasil nº 3, semifinalista do Miss Beleza Internacional 1966, deve recordar com saudades daquele tempo mágico. A quarta colocação no Miss Brasil 1966 não lhe garantia nenhuma viagem e por isso ainda deve achar que nenhuma Miss até hoje viveu um sonho tão dourado como o seu.

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