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domingo, 23 de setembro de 2018

SESSÃO NOSTALGIA - A mulher brasileira no panorama do mundo

 Daslan Melo Lima  



     
      Na terceira semana de setembro de 1965, a revista Querida, uma publicação quinzenal da Rio Gráfica e Editora Ltda, do Rio de Janeiro, circulava em todo o Brasil trazendo uma matéria sob o título "A Mulher Brasileira No Panorama do Mundo", assinada pelo Dr. Carlos Alberto de Sousa. Transcrita abaixo, a reportagem enaltece a beleza das candidatas ao Miss Brasil 1965, superiores, segundo o autor, às concorrentes ao título de Miss Internacional do IV Centenário do Rio de Janeiro.

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                 A MULHER BRASILEIRA NO PANORAMA DO MUNDO
                                     Dr. Carlos Alberto de Sousa
                                        Especial para QUERIDA


       Conheço grande parte do mundo. E espero em breve visitar a parte oriental do Universo, aproveitando o Congresso em Tóquio, ao qual fui convidado.  
      Já vi brancas, amarelas, pretas. E índias, mulatas, cafuzas, mestiças, eurasianas. Continuo, porém, achando o tipo brasileiro o "fino" em matéria de mulher. Um pouquinho avantajada, como a italiana e a maioria das latinas.
        Creio, mesmo, que 99 por cento das brasileiras não sabem tirar partido dos dotes que Deus lhes deu. Primeiro pela vida sedentária que herdamos da colonização, quando as sinhás-moças viviam embaladas na rede, abanadas pelas escravas, sobrecarregando o físico com toda a sorte de petiscos, docinhos e biscoitos quentinhos saídos do forno. 
      Era uma lei de perdição para a beleza e linhas estéticas. Acresce a circunstância que depois de casadas passavam automaticamente a pertencer à categoria das matronas, mães de muitos filhos, usando modas de senhoras respeitáveis, sem outros interesses que o lar e filhos. Tratava-se de praxe estabelecida a pirataria dos maridos com as escravas que, não raro, tinham do senhor tantos filhos quanto Sinhá Dona. 
      A alimentação substanciosa e farta, casas enormes, fazendas imensas, contribuíam sem dúvida para a moral adotada. Nada escandalizava ninguém. Muitos dos erros do Brasil Colonia ainda perduram hoje.  

                                      MAS A VIDA CONTINUOU...

     Graças às dificuldades da época atual, as mulheres tiveram de sair em campo para trabalhar. Da concorrência com o homem nasceu a necessidade do aspecto físico bem cuidado. Há pouco tivemos um confronto no Rio de Janeiro, no Concurso Internacional da Beleza, a única realização do IV Centenário que atingiu o povo da Guanabara. 

Sue Ann Downey, Miss Estados Unidos, Miss Internacional do IV Centenário do Rio de Janeiro, terceira colocada no Miss Universo 1965.
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As oito finalistas do Miss Brasil 1965. Da direita para a esquerda: Sandra Penno Rosa, Miss São Paulo, 2º lugar; Berenice Lunardi, Miss Minas Gerais, 3º lugar; Marilena de Oliveira Lima, Miss Mato Groso, 4º lugar; Maria Raquel Helena de Andrade, Miss Guanabara, 1º lugar; Rosemary Raduhy, Miss Paraná, 6º lugar; Solange Leão, Miss Espírito Santo, 8º lugar; Ilce Ione Hasselmann, Miss Estado do Rio, 5º lugar;Marilda Mascarenhas da Silva, Miss Bahia, 7º lugar.
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     Não é preciso ser juiz para concluir que o bouquet de mulheres que concorreu ao título de Miss Guanabara e Miss Brasil foi mil vezes superior às estrangeiras. A escolha de Miss Estados Unidos, contudo, foi justa. Suas belas formas e, principalmente, suas pernas influíram na seleção final.
      As americanas têm, em geral, seu ponto fraco no busto, em forma de pera e não globoso como deseja a perfeição e é encontrado comumente entre as brasileiras. A perda desta forma, quando constatada, leva as nossas mulheres aos tratamentos mais disparatados, indo por fim cair na mais sensata das escolhas: o tratamento `à base de hormônios ou o cirurgião plástico. Existe algo, porém, acima da beleza. 

                                               O ENCANTO 

      Miss Alemanha - mocinha magérrima - foi justamente aclamada pelo público e classificada pelo júri. Dona de um charme, de uma alegria e comunicabilidade  que deveria ser a tônica de um concurso de beleza, - que se disputa porque se deseja e onde o povo é o principal juiz - Miss Alemanha, repito, a todos conquistou. Isso as brasileiras deviam aprender. 

Na passarela, Ingrig Bethke, Miss Alemanha, terceira colocada no Miss Internacional do IV Centenário do Rio de Janeiro. Na comissão julgadora, da esquerda para a direita: Ângela Vasconcelos, Miss Brasil 1964; Teresinha Morango, Miss Brasil e vice-Miss Universo 1957; Vera Ribeiro, Miss Brasil e quinto lugar no Miss Universo 1959; Ieda Maria Vargas, Miss Brasil e Miss Universo 1963; Emília Corrêa Lima, Miss Brasil 1955, e Martha Rocha, Miss Brasil e vice-Miss Universo 1954. (Imagem: revista Fatos & Fotos)
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      Quanto às qualidades físicas, possuía o par de pernas mais feio que já vi. As coxas lembravam um amarrado de bagaço de cana, destituído já de todo o sumo. Não poderia ser classificada se se levasse em conta apenas a plástica. Eis a razão por que estou escrevendo este artigo. Para provar que o encanto não provem da beleza clássica. Nem mesmo dos vestidos, maquilagem ou penteados. 
      Encanto é sortilégio vindo do íntimo, de uma alegria interior. Da confiança em si própria, em seus méritos. Sem temor da concorrência.

Marilena de Oliveira Lima, Miss Mato Grosso, quarto lugar no Miss Brasil 1965.
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     Em matéria de andar, contudo, as nossas ganharam a palma. Dona Maria Augusta, da Socila, pouco conseguiu das misses internacionais, Pareciam soldados prussianos em marcha. As brasileiras, algumas, tinham a graça das garças, a deslizar, como Miss Mato Grosso. 

                                PROGRESSO EM RITMO DE BELEZA

      Cada vez se torna mais selecionado o espetáculo de beleza, eugenia e elegância entre a nossa juventude feminina. Feias não havia. Talvez algumas menos bela ou mais tímida. Todas mereciam apreciação e faziam jus ao desfile. 
      Fiz deste artigo um intervalo na série publicada sobre cuidados científicos de beleza. Meu livro, - "Todas Podem Ser belas"! - a ser lançado brevemente, será um estímulo para a mulher brasileira.
     Aprenda a cultivar beleza, atire fora as ideias retrógradas, o desprezo pelo físico. Dê maior valor à saúde. Por que não reviver o culto grego da beleza, da perfeição? Frinéia salvou-se da condenação à morte por sua plástica invejável. 
     Comece desde hoje - amanhã talvez seja tarde - a tratar de sua pele, do corpo, do conjunto em geral e terá a seus pés o homem amado, fiel, a adorá-la, principalmente se juntar ao físico a vontade e a agudez do espírito. Assim seja.
      Se algo não ficou bem claro, remeta  carta, com envelope selado para a resposta, solicitando informações à revista QUERIDA.  
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          Cinquenta e três anos depois, folheio a Querida e me recordo dos concursos de misses no Maracanãzinho. Saudade de O Cruzeiro, Mundo Ilustrado, Manchete e Fatos & Fotos dando grandes destaques em suas páginas. 
                O que fazer? Não permitir que a nostalgia seja mais forte do que eu. Já é Primavera. Assim Seja !

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sábado, 8 de julho de 2017

SESSÃO NOSTALGIA – As misses da comissão julgadora do Miss Paraíba 2017 e as do Miss Internacional do IV Centenário do Rio de Janeiro

Daslan Melo Lima

            Na terça-feira, 04, assisti ao concurso Miss Paraíba 2017 pelo meu celular. O evento foi realizado no Hotel Manaíra, em João Pessoa. Dez jovens disputaram o cobiçado título, que ficou com Larissa Aragão Holanda, representante da cidade de Bananeiras. Confesso que minha atenção maior não estava concentrada no desfile das candidatas, mas nas beldades da comissão julgadora.


As misses da comissão julgadora do Miss Paraíba 2017 - Da esquerda para a direita: Ariádne Maroja, Miss Mamanguape, Miss Paraíba, semifinalista (top 10) no Miss Brasil 2015; Natália Oliveira,  Miss Areia, Miss Paraíba 2010; Natália Taveira, Miss João Pessoa, Miss Paraíba, quinto lugar no Miss Brasil 2010; Isabela Marinho, Miss Guarabira, Miss Paraíba 2004. 
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Foto: Facebook.

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Um pouco da Miss Paraíba 2017


Larissa Aragão Holanda, representante da cidade de Bananeiras, onde reside alguns familiares seus, é a Miss Paraíba 2017. No ano passado, representando a cidade de Santa Cruz do Capibaribe, foi semifinalista (top 15) no Miss Pernambuco. O Miss Paraíba 2017 teve a coordenação geral de Miguel Braga, coordenador do Miss Pernambuco. ***** Formada em Letras, Larissa Aragão reside em Campina Grande, onde é professora de inglês. 

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Olhar para as candidatas ou para o formoso e famoso júri?

           O Miss Paraíba 2017 me fez viajar no túnel do tempo para uma certa noite de 1965, ano do IV Centenário do Rio de Janeiro, quando o Maracanãzinho foi palco do concurso que elegeu a Miss Internacional do IV Centenário. 
            O certame contou com a participação de vinte e uma concorrentes que vieram de várias partes do mundo para se apresentar no concurso Miss Brasil, antes de seguirem para Miami Beach, onde foi realizado o Miss Universo. 
          A grande noite da beleza aconteceu numa quarta-feira, 30 de junho, dias antes da eleição da Miss Brasil, realizada no sábado, 03 de julho, no mesmo Maracanãzinho.  A vencedora foi Sue Ann Downey, Miss Estados Unidos.


Comissão julgadora do Miss Internacional do IV Centenário - Da esquerda para a direita: Ângela Vasconcelos, Miss Paraná, Miss Brasil e semifinalista (top 15) no Miss Universo 1964; Teresinha Morango, Miss Amazonas, Miss Brasil, vice-Miss Universo 1957; Vera Ribeiro, Miss Distrito Federal, Miss Brasil, quinto lugar no Miss Universo 1959; Ieda Maria Vargas, Miss Rio Grande do Sul, Miss Brasil, Miss Universo 1963; Emília Corrêa Lima, Miss Ceará, Miss Brasil,  semifinalista (top 15) no Miss Universo 1955, e Martha Rocha, Miss Bahia, Miss Brasil, vice-Miss Universo 1954. 
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No momento da foto, desfilava Aliza Sadeh, Miss Israel, quinta colocada. (Imagem: revista Fatos & Fotos).
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Um pouco da Miss Internacional do IV Centenário

Sue Ann Downey nasceu em Ohio em 1945. A Miss Estados Unidos 1965 foi eleita Miss Internacional do IV Centenário do Rio de Janeiro e conquistou o terceiro lugar no Miss Universo 1965. 

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          Desejo que Larissa Aragão Holanda tenha um reinado digno e que possa um dia compor uma comissão julgadora tão bela como a que a elegeu Miss Paraíba 2017.  E que possa ser lembrada como Sue Ann Downey está sendo nesta Sessão Nostalgia, cinquenta e anos depois de ter sido eleita Miss Internacional do IV Centenário do Rio de Janeiro. 

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sábado, 29 de março de 2014

SESSÃO NOSTALGIA – Virpi Miettinen, Vice-Miss Universo 1965: "O melhor tempo é agora"

Daslan Melo Lima


     Entre as minhas namoradas impossíveis, inacessíveis, verdadeiras paixões platônicas da adolescência, consta o nome de uma loura finlandesa chamada Virpi Liisa Miettinen, cujo rosto descobri nas páginas das revistas O Cruzeiro, Manchete e Fatos & Fotos naquele distante 1965, ano em que  ela  foi Miss Finlândia, vice-Miss Europa,  segunda colocada no concurso Miss Internacional do IV Centenário do Rio de Janeiro e Vice-Miss Universo.  No ano seguinte, também disputou o título de Miss Escandinávia e ficou em terceiro lugar. Recentemente, pesquisando na Internet, descobri o rumo que o destino deu à sua vida.


MISS EUROPA 1965 - Da esquerda para a direita, Alicia Borrás, Miss Espanha, quarto lugar; Virpi Miettinen, Miss Finlândia, segundo lugar; Juliana Herm, Miss Alemanha, primeiro lugar; Elly Koot, da Holanda, Miss Europa 1964; Ingrid Norman, Miss Suécia, terceira colocada; e Yvonne Hanne Ekman, Miss Dinamarca, quinto lugar. ***** Imagem: Pageantopolis.
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MISS INTERNACIONAL DO IV CENTENÁRIO DO RIO DE JANEIRO - Em 1965, ano do IV Centenário do Rio de Janeiro, o Maracanãzinho foi palco do concurso que elegeu a Miss Internacional do IV Centenário. O certame contou com a participação de 21 concorrentes que vieram de várias partes do mundo para o evento, antes de seguirem para Miami Beach, onde foi realizado o Miss Universo. 
A grande noite da beleza aconteceu numa quarta-feira, 30 de junho, dias antes da eleição de Miss Brasil, realizada no sábado, 03 de julho, no mesmo Maracanãzinho. 
Na foto acima, as cinco finalistas. Da esquerda para a direita: Miss Alemanha, Ingrid Bethke, terceiro lugar; Miss Estados Unidos, Sue Ann Downey, primeiro; Miss Finlândia, Virpi Miettinen, segundo; Miss Grécia, Aspa Theologitou, quarto; e Miss Israel, Aliza Sadeh, quinto lugar.  
***** Imagem: Fatos & Fotos.
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MISS UNIVERSO 1965 - Da esquerda para a direita, Virpi Mietntien, segundo lugar; Sue Ann Downey, Miss Estados Unidos, terceira colocada; Apassara Hongsakula, Miss Taillândia, primeiro lugar; Ingrid Norrman, Miss Suécia, quarta colocada; e Anja Christina Maria Schuit, Miss Holanda, terceiro lugar. ***** Foto: Manchete.
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MISS ESCANDINÁVIA 1966 - Norway  Elsa Brun, Miss Noruega, eleita Miss Europa 1966, ladeada pelas duas representantes da Finlândia, Eija Häkkinen (à esquerda), segundo lugar, e Virpi Miettinen, terceira colocada. ***** Imagem: Pageantopolis.
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Virpi na Seura, 13/09/1974, nove anos após ter sido eleita a segunda mulher mais bela do Universo. Uma das várias capas que a revista fez em sua homenagem.
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Virpi Miettinen, a beleza madura da Miss Finlândia 1965  ao lado de uma das suas obras - Foto: Juha Peramaki.

     
     Virpi Miettinen, nasceu em 10/04/1946, em Porvoo, terra natal do poeta Johan Ludvig Runeberg (1804-1877), autor de um poema que se tornou o hino nacional da Finlândia, Nossa Terra (Maamme), que diz:


Nossa terra, Finlândia, nossa pátria, 
ecoa alto, oh nome valoroso! 
Não há vale ou colina que chegue aos céus,
nem lago que chegue à costa lavada pelas ondas, 
que seja mais adorado
que nossa terra do Norte, 
amada terra de antepassados.  

Um dia tua flor vai amadurecer,
para então desabrochar. 
E tua esperança e teu gáudio
nosso amor levará às distâncias.
E um dia, terra-mãe, tua canção
será ainda mais enaltecida.

      Porvoo é a segunda cidade mais antiga da Finlândia, um belo lugar de quase 50 mil habitantes que atrai visitantes de todo o mundo, a 50 km de distância de Helsínque. 
          Virpi deu o primeiro passo para a fama em 1963, aos 16 anos de idade, quando uma vendedora de uma loja de roupas pediu para ela exibir um casaco num desfile promovido pela  Cruz Vermelha. Dois anos depois, sua mãe permitiu que ela aceitasse o convite de Sanelma Vuorre (1919-2009), diretora de uma escola de manequins, para participar do Miss Finlândia. Virpi tornou-se modelo internacional, casou, descasou, tornou-se dependente química devido ao uso prolongado de medicamentos para não engordar, passou por dificuldades financeiras  e superou um câncer de mama.
  
           Somos levados a crer, na maioria das vezes, que as mulheres lindas não sofrem e que um título de beleza só contribui para uma existência de glamour, fama e felicidade, um verdadeiro conto de fadas. Engano. A adversidade atinge a todos nós, passageiros da Terra, ainda um planeta de provas e expiações. Mas voltando para minha deusa, ela conseguiu, felizmente, reverter seus problemas, levando hoje uma vida tranquila,  dedicando-se à pintura e ao seu trabalho de evangelização como membro da Igreja Luterana. Disse ela no ano passado:  

“Eu tenho paz no meu coração. Eu me sinto competente para fazer o trabalho de Deus. Eu vi coisas  sobrenaturais acontecerem. Deus criou um homem que está vindo para mim, mas eu não o encontrei. Agora, quando eu fiz 67 anos, já não tem tanto significado também. Aprendi a viver comigo muito bem. O melhor tempo é agora.  Não me arrependo de nada na vida. Toda a triste fase da minha vida se transformou em vitória. Eu não olho para baixo. Além disso, a maior parte da minha vida foi boa. Meu sonho é um dia  alugar uma bela casa na Itália e pintar na Toscana.”

Virpi Miettinen, um ícone dos anos sessenta - Foto: Kari Laakso
      Esta Sessão Nostalgia chega ao fim e outras virão nas próximas semanas, se o Arquiteto do Universo permitir. Final de mais um sábado em Timbaúba, Pernambuco, nordeste do Brasil, quase meia-noite do antepenúltimo dia do mês de São José, um mês que logo mais será parte de um passado. Vejo as imagens antigas e atuais de Virpi Miettinen e faço uma pausa para agradecer a Deus  por Ele ter colocado a Vice-Miss Universo 1965 entre as deusas dos sonhos do adolescente que um dia eu fui.
     
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