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sábado, 13 de abril de 2019

SESSÃO NOSTALGIA - A Violeta dos olhos azuis

Daslan Melo Lima




          Buscando inspiração para a Sessão Nostalgia desta semana, encontrei uma pasta no meu acervo com uma crônica do jornalista alagoano-pernambucano José de Sousa Alencar, o Alex (1926-2015), publicada no Jornal do Commercio, Recife, em 10 de novembro de 1991. O texto do também Bacharel em Direito, escritor e imortal da Academia Pernambucana de Letras é dedicado a Violeta Botelho, terceira colocada no Miss Pernambuco 1957, representando o Clube Português do Recife,  e  Miss Clube Internacional do Recife no concurso Miss Elegante Bangu de Pernambuco 1957, onde conquistou o segundo lugar. 

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A Violeta dos olhos azuis

          Gostaria de dedicar esta crônica de hoje a Violeta Botelho Maia, que durante vários anos atuou ao meu lado, no final da tarde dos domingos, apresentando o programa "Hora do Coquetel", no Canal 2. A foto ilustra bem o que era o programa, a ambientação, particularmente a elegância de Violeta, que usava um modelo longo, com cauda, uma criação exclusiva de Marcílio Campos. Vejam o porte e a beleza desta mulher admirável, que deixou o Recife para viver em Natal, ao lado do marido, Moacir Maia. 
          Violeta Maia, com seus imensos olhos azuis, lembrando Marta Rocha, teve uma intensa atuação no Recife. Foi candidata ao título de Miss Pernambuco, representando o Português. A vitoriosa foi Zaíra Pimentel, mas Violeta não se abalou. Logo depois, conquistava o titulo de Elegante Bangu do Internacional. Durante alguns anos, atuou como recepcionista da Cruzeiro, no Aeroporto dos Guararapes. Até que foi atuar como co-apresentadora do programa "Hora do Coquetel". Uma das vitórias mais expressivas de Violeta Botelho, foi quando uma fantasia de Rainha da Áustria, toda bordada em veludo, uma criação de Marcílio, foi ao Rio e conquistou o primeiro lugar no Baile do Teatro Municipal, que era o mais famoso; também no Quitandinha, no Copacabana Palace e, finalmente, no Monte Líbano. Depois desta criação de Marcílio apresentada diante do público no Rio, por uma figura como Violeta, as fantasias não seriam mais como outrora. No ano seguinte, foi uma avalanche de reis e rainhas, com bordados de todo o tipo. Mas o mérito pertenceu a dois pernambucanos.
          Depois de casada, Violeta permaneceu a figura elegante de sempre, participando da vida social de Natal, onde vive. Animada, educada, demonstrou que mantem a majestade desde os tempos de passarela, porque eu não cheguei a citar que, além de Elegante Bangu, ela foi apontada como a grande desfilante de Marcílio, juntamente com Germana Siqueira, Teresinha Frazão, Dorinha Magalhães, Sônia Malta, para citar apenas estas.  


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Violeta Botelho, 
um ícone pernambucano e potiguar

Violeta Botelho Maia, uma das presenças mais fascinantes do Bal de Tête - Suplemento Social do Jornal do Commercio, Recife, 06/02/1977. Acervo: DML/Passarela Cultural. ***** Abaixo, a mesma imagem em melhor resolução, copiada do blog do Fernando Machado. 
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Violeta Botelho, o maquiador e carnavalesco Múcio Catão e os jornalistas Fernando Machado e Dalci José. ***** Foto: Fernando Gusmão - Jornal do Commercio, Recife, 27/02/1977. ***** Acervo: DML/Passarela Cultural.
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Moacir Maia e Violeta Botelho. ***** Diario de Pernambuco, 15/05/1979 ***** Acervo: DML/Passarela Cultural.
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Bianca Figueiroa, Miss Pernambuco Globo 1994, e Violeta Botelho.  Desfile beneficente promovido pela Campanha Pernambucana Pro-Infância. Mar Hotel, Boa Viagem, Recife, PE, 13/05/1996. Bianca usa a fantasia criada por Marcilio Campos (1930-1991), apresentada por Violeta nos famosos bailes do carnaval carioca de 1961. ***** Foto: Fernando Gusmão/Acervo de Fernando Machado.
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Violeta e Moacir Maia:
a Dama e o Diplomata

Revista Bzzz, Ano 1, Nº 4, outubro de 2013
Por Thiago Cavalcanti - Fotos: Giovanna Hackradt

Um dos casais mais emblemáticos da sociedade natalense é fonte de histórias que se confundem com a da própria cidade.
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O diplomata. Era assim que os amigos chamavam o empresário Moacyr Maia.  ***** No carnaval de 1961, na "Veneza nordestina" (Recife), conheceu a linda moça dos olhos de esmeralda, a jovem Violeta Botelho. Não sabia ele que aquela era a manequim preferida de Marcílio Campos. Foi amor à primeira vista. Namoraram e casaram-se em 1968. ***** O casal nunca teve filhos, mas muitos tinham os dois como  padrinhos. *****  A chegada dos shoppings à capital potiguar levou à decadência dos cinemas que fecharam as portas e deram lugar a templos evangélicos. "O glamour acabou", resumiu Moacyr quando decretou falência das suas empresas. 
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Voltada para o mar, a mansão de Areia Preta foi um sonho não concretizado. ***** O empresário faleceu em 24 de agosto de 2005, aos 79 anos. A cidade perdeu um dos homens mais elegantes e de vasta cultura, uma raridade nos dias de hoje. 
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Desde pequena a beleza abriu as portas para Violeta Botelho, a caçula de cinco irmãos. Uma mulher de porte impecável que transitou pelo jet set Brasil afora. Logo cedo começou a trabalhar. Passou pela Aviação Cruzeiro do Sul, TV Jornal do Commercio e se destacou como a modelo preferida de Marcílio Campos. ***** Cortejada por poderosos como Jorginho Guinle e Horácio Carvalho (o primeiro marido de Lili Marinho), a jovem, discreta e decente, não dava trela. Criada em seio de família tradicional pernambucana, os pais católicos fervorosos, passaram os princípios e valores que até hoje segue. ***** Com firmeza, pode se dizer : uma mulher de fé e coragem, que viveu o glamour na sua essência, com uma beleza ímpar que perdura até hoje no auge dos seus 78 anos. Ao lado de Moacyr Maia, viveu a vida intensamente: viajou, bailou nos salões, cuidou de animais desamparados, solidarizou-se com os humildes. ***** Para Violeta, a fé em Jesus e muita esperança são as palavras de ordem para enfrentar os problemas e adversidades dos oito anos da viuvez que separou os olhos esmeraldas do Diplomata.    
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Violeta Botelho Maia celebrou idade nova no dia 11 de janeiro. ***** Foto: Acervo de Fernando Machado.

         Chego ao final desta matéria como se estivesse contribuindo para alguém um dia elaborar o roteiro de um filme ou série de televisão. Sugiro apenas a esse alguém que o título da obra não seja outro a não ser "A Violeta dos olhos azuis". 

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sábado, 7 de março de 2015

SESSÃO NOSTALGIA - Zayra Pimentel, Miss Pernambuco 1957, para os íntimos

 Daslan Melo Lima
      
        “Zayra Pimentel para os íntimos”,  esse seria o título da Sessão Nostalgia desta semana, simplesmente “Zayra Pimentel para os íntimos”. Todavia, um título de Miss é para sempre. Eu não poderia omitir o nome Miss do título. Miss para sempre Miss. Não existe ex-Miss, a não ser que ela tenha renunciado ou sido destronada por  descumprimento do regulamento do certame.  Eu tinha de construir o título desta forma, “Zayra Pimentel, Miss Pernambuco 1957, para os íntimos”. Antes de revelar algumas confissões e imagens de Zayra, pouco conhecidas do público,  vale a pena situá-la num breve contexto de um tempo que se foi. Todas as imagens desta matéria são reproduções que fiz do vasto acervo da Miss PE 1957.


Primeira página do Diario de Pernambuco, 11/05/1957. Já era madrugada do domingo, 12 de maio, no Clube Português do Recife, quando foi anunciado o resultado do concurso Miss Pernambuco 1957:  Zayra Moreira Pimentel, Miss Clube Náutico Capibaribe, primeiro lugar.  

 Zayra Pimentel, Miss Clube Náutico Capibaribe. 

TOP 3 - Miss PE 1957. ***** Sônia Maria Campos, Miss Circulo Militar do Recife, segundo lugar; Zayra Pimentel, Miss Clube Náutico Capibaribe, primeira colocada; e Violeta Botelho, Miss Clube Português do Recife, terceiro lugar. ***** Detalhe: Sônia Maria Campos voltou a concorrer no ano seguinte representando o Santa Cruz Futebol Clube. Conquistou o primeiro lugar, foi eleita vice-Miss Brasil 1958 e primeira representante brasileira no Miss Mundo. 

Sônia, Zayra, Nelbe Souza (Miss Pernambuco 1956) e Violeta Botelho.

      A filha de Jair Pimentel, clarinetista e sargento da Polícia Militar, representou Pernambuco no Miss Brasil 1957, ano em que a vencedora foi Teresinha Morango, Miss Amazonas.  Em 1961, ostentou a faixa de Rainha do Carnaval do Recife e  fixou residência  no Rio de Janeiro, e aceitou convite para representar a AABB-Associação Atlética Banco do Brasil no Miss Guanabara.  


      A Miss PE 57 conquistou o coração de um rei, o da canção romântica, Francisco José (1924-1988), o maior cantor português de todos os tempos, pai de Adília, sua única filha. Compositor e intérprete da famosa canção "Teus Olhos Castanhos", Francisco José também foi o galã do filme homônimo. Zayra fez teatro, televisão e trabalhou nos filmes “O Último Cangaceiro”, de 1971, dirigido por Carlos Mergulhão; e “Café na Cama”, de 1973, de Alberto Pieralisi. Poderia ter prosseguido na carreira artística, mas ingressou no Serviço Público Federal e formou-se em Direito.
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       Por onde anda a diva? Aposentada, mora no bairro de Copacabana, Rio de Janeiro, na mesma rua onde residem sua filha Adília e a neta Dominic Carvalho.  Tive a satisfação de ser seu hóspede durante minha última estadia no Rio de Janeiro, e de ouvi-la falar demoradamente sobre sua vida.
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ZAYRA POR ZAYRA


1 - Morei num apartamento aqui no Rio, com doze pessoas. Os tempos eram muito difíceis. Televisão era um luxo e todas as noites, para distrair as crianças da casa, eu lia os capítulos do romance “As chaves do Reino”, de Cronin.  Tenho todos os livros de Cronin e a obra completa de Dostoiévski.
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2 - Terezinha Morango foi recepcionada por mim e pelo prefeito do Recife quando desembarcou no Aeroporto Internacional dos Guararapes, após ter sido a segunda colocada no Miss Universo 1957, realizado em Long Beach. Desfilamos em carro aberto até à rua da Aurora, no centro da cidade. Depois viajamos para João Pessoa, PB, onde desfilamos novamente e fomos alvo de muito carinho. Terezinha era linda, mas entre as minhas concorrentes ao Miss Brasil, eu gostava mais do tipo de Karin Japp, Miss Paraná, quinta colocada.
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3 - Fui a primeira mulher a andar de lambreta no Recife. Ganhei uma como pagamento de um comercial que fiz para a televisão.
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4 - Eu adorava meu pai. Ele tocava clarinete e gravou discos pela Mocambo, o selo da fábrica de discos Rozemblit. De vez em quando tinha crises de impaciência. Como sargento da Polícia Militar, ganhava pouco para sustentar a família numerosa. Fiquei com raiva quando pedi uma boneca que chorasse e ele me deu uma com cabeça de porcelana e corpo de pano. Neuza, minha mãe, era uma mulher linda e morreu de câncer três meses antes do concurso Miss Pernambuco.  
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5 - Eu era apontada como forte candidata ao título de Miss Guanabara 1961.  Saiu até uma reportagem no Diario de Notícias com este título “Se Zayra vencer haverá três pernambucanas na disputa do Miss Brasil".  As outras eram Maria Lúcia Santa Cruz, Miss Pernambuco, e Carmem Aurélia Rodrigues de Lima, Miss Rio Grande do Norte, que tinha ficado em segundo lugar no Miss Pernambuco. Isso deve ter me prejudicado. Levei uma bronca de Maria Augusta da Socila quando um membro da comissão julgadora fez um gesto positivo para mim, no final do meu desfile, e eu acenei para ele. Maria Augusta gritou : "Isso não pode!". Chateada, respondi que todo mundo já sabia que aquilo era um jogo de cartas marcadas.
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6 - Éramos quatro irmãos, Zanoni, Zoroastro, Zenaide e eu. Lembro-me da casa simples da Vila dos Remédios, rua Alcedo Marrocos, nº 81, na Estrada dos Remédios, no bairro de Afogados, Recife. Fomos morar depois em Olinda, na Manoel Borba, nº 458. Eu adorava meu irmão Zanoni, lindo, atlético, que chegou a me acompanhar em alguns compromissos como Miss Pernambuco. Ele morreu jovem, aos 37 anos de idade, assassinado com um golpe de facão na frente do filho, ao apaziguar uma briga em Brasília.   
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7 - Quando cheguei ao Rio para disputar o Miss Brasil, a colônia pernambucana ofereceu um coquetel em minha homenagem. Entre os convidados estavam Aderbal Jurema, deputado federal (segundo da esquerda para a direita);  Abelardo Jurema, ministro da Justiça (terceiro da esquerda para a direita);  e Barros Carvalho, senador, na extrema direita.

Quem também marcou presença no  coquetel foi Maria do Socorro Gurgel, Miss Rio Grande do Norte, e Beatriz Souza, na esquerda da foto acima, mãe de Nelbe Souza, Miss Pernambuco 1956.



No centro da foto, eu e Nelbe Souza, ladeadas pelos convidados.
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8 - Eu não pensei que ia fazer tanto sucesso no carnaval carioca de 1972. Meu traje era simples, mas o corpo estava em forma e acabei nas páginas das revistas O Cruzeiro, Manchete e Fatos & Fotos.


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9 - Eu não casei de papel passado com Francisco José, mas aquela reportagem da Revista do Rádio, em 1965, falando sobre nosso casamento, foi bom para ambos. Eu estava grávida e nossas famílias eram conservadoras.
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10 - Já estudei pintura. Minhas primeiras telas retratam o clarinete do meu pai e um casario de Olinda. Também fiz alguns autorretratos.




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11 - Meu parto foi complicado, por fórceps, mas minha filha Adília cresceu linda e inteligente. Deu-me uma neta maravilhosa, Dominic Carvalho, estudante de museologia.

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12 - Fui convidada para aparecer nos maiores programas da televisão pernambucana. Acima, no "Você faz o Show", de Fernando Castelão, na TV Jornal do Commercio, Canal 2, com Marluce Laranjeira, Miss Clube Internacional do Recife. Abaixo, no mesmo programa, ladeada por Nelbe Souza, Miss Pernambuco 1956, e sua vice, Lieselotte Cornils, que morreu no último mês de janeiro.





Aqui estou no programa de José de Souza Alencar, o Alex, falecido no último mês de janeiro, dia 24. Eu; Sônia Maria Campos; a jovem madrinha do Clube Português, cujo nome não recordo; Violeta Botelho e Alex.

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13 - Sou formada em Direito e tenho carteira da OAB. Meu padrinho de formatura foi  Teotônio Vilela (1917-1983), o Menestrel das Alagoas. Quando comprei um Alfa Romeo, ele me disse que não entraria no meu carro e acrescentou: "Não é só no seu carro.  Eu não entro em nenhum Mercedes Benz de nenhum amigo meu. Porque num país onde setenta por cento da população ganha salário mínimo e passa fome, eu considero uma agressão.“ Teotônio era uma pessoa muito humana e um exemplo de ética na política.
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14 - Fui candidata à função de vereadora de Olinda nos anos 90, apoiada por Germano Coelho. Ele conseguiu se eleger para prefeito, mas os votos que ganhei foram insuficientes para assumir uma vaga na Câmara Municipal de Vereadores.
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       Orgulhosa de suas raízes, Zayra adorou o chapéu com a bandeira de Pernambuco que lhe dei de presente e não cansou de elogiar a carne de charque que tambem levei para ela, iguaria que rendeu saborosos pratos feitos por Sebá, um pernambucano da cidade de Escada que zela por sua casa há muitos anos. 
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        Zayra mantem afixado numa das portas de entrada do seu apartamento a capa do jornal CORREIO DE NOTÍCIAS, edição de julho de 2013, mostrando uma manifestação popular. "Achei a foto linda, lembra uma pintura épica!" 
        O jornal é editado pela empresa DJ Publicações, de Timbaúba, PE. Nessa edição consta uma matéria de página inteira que escrevi sobre ela. A referida reportagem foi emoldurada e decora uma das paredes da sala principal.


          Levei a página do jornal para ela autografar. Eis o que Zayra escreveu: "Por todo o carinho, apoio e esperança que você me deu. Zayra M. Pimentel, Miss Pernambuco 1957."
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      A Zayra Pimentel de hoje não dá muita importância à vaidade. Solteira e afastada de badalações, seu livro de cabeceira é O Evangelho Segundo o Espiritismo, de Allan Kardec
      No entanto, basta colocar batom e pentear o cabelo para trás, num singelo rabo  de cavalo, que qualquer um percebe que está diante de uma diva, uma pessoa incomum, com aquele carisma que fez dela uma das mais famosas misses pernambucanas de todos os tempos.



        Determinada, raciocíno rápido, sensível, anfitriã generosa, Zayra Pimentel há quatro anos insistia para que eu fosse passar o carnaval no Rio de Janeiro. Além de ter me hospedado em seu apartamento, também hospedou o jornalista Muciolo Ferrreira (que me levou a vários pontos turísticos)  e o cerimonialista Wilton Condé, de 12 a 21 de fevereiro. 
          Na hora de retornarmos ao Recife, Zayra ficou muito emocionada. Quería que ficássemos mais tempo. Da calçada, olhei para o primeiro andar e acenei para ela com lágrimas nos olhos, enquanto agradecia em silêncio: 
Obrigado, meu DEUS! 
Obrigado, Zayra Pimentel! 
Obrigado, comissão julgadora do concurso Miss Pernambuco 1957! 
Obrigado, Muciolo Ferreira!

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Zayra Pimentel já foi homenageada duas vezes nesta secção:
24/07/2010, SESSÃO NOSTALGIA - Zayra Pimentel, Miss Pernambuco 1957 
31/07/2010, SESSÃO NOSTALGIA - Zayra Pimentel, a pernambucana que poderia ter sido Miss Guanabara 1961
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