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domingo, 17 de fevereiro de 2019

SESSÃO NOSTALGIA - Albanise Maria Braga Coelho, Miss Sport Club do Recife 1974


Daslan Melo Lima

          Noite de 24 de maio de 1974. Geraldão, Ginásio de Esportes Geraldo Magalhães Melo, bairro da Imbiribeira, Recife. Vinte e nove jovens e um sonho: ser eleita Miss Pernambuco 1974, diante de um público estimado em vinte mil pessoas.  Eu estava lá.
          Depois de anunciadas as semifinalistas (top 10), que se apresentaram mais uma vez para a comissão julgadora, o resultado oficial foi anunciado: quinto lugar, empatadas, Rita de Cássia Dutra Monteiro, Miss Grupo Jovem de Boa Viagem, e   Albanise Maria Braga Coelho, Miss Sport Club do Recife; quarto lugarRosângela Dourado Lins, Miss Vitória de Santo Antão; terceiro lugarIsolda Lira Cabral, Miss Caruaru; segundo lugar, Angélica Moura Lins, Miss Gravatá; e primeiro lugar, Cilene Aubry Bezerra da Costa, Miss Serra Talhada.
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Albanise Coelho, aos 15 anos de idade, antes de ser Miss, com 1,70 de altura e 54 quilos.
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Albanise Coelho, Miss Sport Club do Recife 1974.
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Albanise Coelho, Miss Sport Club do Recife 1974, e sua antecessora Cleusa Adelaide Durant (Alessandra Durant), Miss Sport Club do Recife, Vice-Miss Pernambuco 1973.
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Albanise Coelho na passarela do Geraldão.
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Albanise Coelho (primeira à esquerda) e outras duas concorrentes ao título de Miss Pernambuco 1974.
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O jornalista Muciolo Ferreira, que assistiu ao concurso Miss Pernambuco 1974, deu um depoimento exclusivo para PASSARELA CULTURAL:
Albanise era minha vizinha no bairro de Casa Amarela, Recife. Estudávamos no Colégio Estadual Dom Vital. Eu cursava o último ano do curso científico e ela terminava o ginasial. Era uma jovem belíssima.  
Albanise era uma das favoritas do público e a minha preferida. Nosso amigo missólogo Paulo d’Arce também queria ela para Miss Pernambuco 1974. Paulo achava Albanise a cara de Martha Vasconcellos (Miss Bahia, Miss Brasil e Miss Universo 1968), enquanto eu achava que ela lembrava Rejane Vieira da Costa (a Rejane Goulart, Miss Rio Grande do Sul, Miss Brasil e Vice-Miss Universo 1972). Tinha o mesmo biótipo físico e facial da gaúcha, incluindo a altura e as medidas.
Abanise ficou em quinto lugar, empatada com Rita de Cássia Dutra Monteiro, Miss Grupo Jovem de Boa Viagem, pois não houve tempo para desempatar. A transmissão era ao vivo pela televisão e o horário tinha de ser cumprido rigorosamente. Eu estava no Geraldão com o bailarino Fred Salim, que era da minha turma e muito amigo de Albanise. Fred, inclusive, deu uma ajuda a ela nos camarins. 
A última vez que encontrei Albanise foi na década de 1990, na agência do Bandepe, Banco do Estado de Pernambuco, da Rua da Imperatriz, esquina com a  Sete de Setembro. Ela trabalhava na carteira de novos clientes, no térreo do banco. Continuava linda, esbelta, nem parecia mãe de duas jovens adolescentes, e casada com um delegado da Polícia Civil, moradora de Piedade, Jaboatão dos Guararapes. Anos depois a reencontrei num domingo de Carnaval, nas ladeiras de Olinda, mas não consegui me aproximar devido à multidão. 
Até hoje não entendo o quinto lugar conferido para Albanise no Miss Pernambuco 1974. Coisas da vida. 
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"Quem é esta senhora bonita, elegante, educada e jovial, posando na varanda do seu apartamento?" Responde o mar: "Albanise Coelho, Miss Sport Club do Recife 1974".
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"Quem é esta senhora bonita, elegante, educada e jovial, que em visita a uma filha que mora na Itália posa nos canais de Veneza e na Fontana Di Trevi? " Responde minhas recordações e a voz de um tempo que se foi: "Albanise Coelho, aquela que poderia ter sido Miss Pernambuco 1974."
     
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Crédito das imagens: Acervo Pessoal de Albanise Coelho.

sábado, 24 de agosto de 2013

SESSÃO NOSTALGIA – Laurineide Coutinho Ferreira, Miss Timbaúba 1974

Daslan Melo Lima

        


       No ano de 1974, uma jovem timbaubense chamada Laurineide Coutinho Ferreira recebeu os aplausos de um público estimado em 25 mil pessoas que estavam no Ginásio de Esportes Geraldo Magalhães Melo, o Geraldão, no Recife. Foi na noite de 24 de maio, quando da eleição da Miss Pernambuco, título conquistado por Cilene Aubry Bezerra da Costa, Miss Serra Talhada. Entre as 29 concorrentes ao título máximo da beleza pernambucana, Laurineide Coutinho Ferreira conquistou um lugar entre as 10 semifinalistas. Sua volta à Timbaúba foi uma apoteose, tendo sido recebida como uma verdadeira celebridade e alvo de inúmeras homenagens.
        Filha de Bianor Ferreira e Laura Coutinho, Laurineide passou a infância e adolescência na Av. Belarmino  de Souza Rodrigues, 231,  perto  da Praça Jáder de Andrade, centro de Timbaúba. Estudou na Escola Santa Maria, tradicional educandário timbaubense, e formou-se em Secretariado, na Esurp,  Escola Superior de Relações  Públicas, no Recife  A Miss Timbaúba 1974  está radicada há muito tempo no Recife, mas não esquece suas origens e delas tem muito orgulho.  Aposentada, continua na ativa como secretária executiva da empresa Grande Recife Consórcio de Transporte. Divorciada, tem dois filhos, Izabel e Dimas, frutos do seu casamento com José de Arimatéia de Albuquerque Maranhão.   É integrante do Coral Canto no Ponto, sob a regência do maestro Jackson Oliveira, que “canta frevo, xote, ciranda, xaxado e baião, levando cultura em forma de canção.”


LAURINEIDE, 
VALEU A PENA TER SIDO MISS


          Calma, com um olhar brilhante e um sorriso doce, de bem com a vida, ela concordou mergulhar no túnel do tempo ao lado de PASSARELA CULTURAL.  
"A indicação do meu nome para representar Timbaúba no Miss Pernambuco começou como uma brincadeira do meu amigo  Toinho Monteiro. A Prefeitura patrocinou todas as despesas e tive como acompanhante D. Emília Ferreira Lim"a, primeira-dama. Adorei a experiência. Meu pai e minha mãe me incentivaram, principalmente o meu pai, que ficou muito orgulhoso por ter mais uma Miss na família. A irmã dele,  minha tia Beatriz Ferreira, no ano de 1922, foi candidata a Miss Timbaúba.  Fiz novas amizades e aprendi mais como me comportar em sociedade. Achei merecida a vitória de Cilene Aubry, Miss Serra Talhada, assim como o segundo lugar conquistado por Angélica  Moura Lins, Miss Gravatá, e o terceiro dado a Isolda Lira Cabral, Miss Caruaru.  Cilene Aubry era mesmo muito bonita. Um detalhe precisa ser lembrado:  houve uma festa de apresentação das candidatas no Cube Internacional do Recife e naquela ocasião sentimos que a candidata que venceria estava sendo escolhida, restando apenas “bater o martelo”. Realmente, Cilene estava linda. O título de Miss melhorou a minha autoestima e abriu muitas portas. Eu não hesitaria em momento algum dar apoio a uma jovem da minha família que desejasse participar de um concurso de Miss.  Jamais esquecerei o carinho da organização, as festas, o calor da torcida no Geraldão. Fui tratada como uma  rainha. Valeu a pena ter sido Miss e de ter sido considerada umas das 10 mulheres mais belas de Pernambuco de 1974. "

  PING-PONG COM LAURINEIDE

A beleza permanece na alegria de viver.
       
Uma Miss Timbaúba
Eu não posso esquecer de mim mesma (risos). 
Uma Miss Pernambuco: Suzy Rêgo, Miss Pernambuco 1984
Uma Miss Brasil: Martha Rocha, Miss Bahia e vice-Miss Universo 1954.
Uma Miss Universo: A gaúcha  Ieda Maria Vargas, Miss Brasil 1963
Um motivo de arrependimento: Nenhum
Um motivo de orgulho: Ter sido escolhida pra representar a minha terra no Miss Pernambuco 1974


Laurineide mostra seu traje de gala de 1974.

O maior diferencial dos concursos de Misses do passado para os atuais: Naquele tempo, as garotas possuíam uma beleza mais natural.  Não gosto de candidatas com "cara de boneca fabricada em série", com intervenções plásticas em excesso.  Gosto de individualidades. Cada uma com a sua beleza particular.
Comida preferida: Massas
Bebida: Caipifruta de morango.
Sobremesa: Sorvete.  
Cor: Vermelha.  
Clube esportivo: Sport Club do Recife
Um jogador de futebol do passado e um do presente
Garrincha e  Fred
Religião: Espiritualista
Santos de devoção: Jesus Cristo.
Superstição: Não tenho.
Viver é... Aproveitar cada momento.  
Envelhecer é... Aceitar suas próprias limitações.  
Morrer é... Voltar para casa do Pai
Um filme: Dr. Jivago.  
Um programa de TV: Globo Rural. 
Um livro: Operação Cavalo de Tróia, de J. J. Benitez
Uma canção: Con Te Partiro.   
Um frevo: Último Regresso, frevo de bloco de Getúlio Cavalcanti.  
Um cantor: Andrea Bocelli
Uma cantora: Elis Regina.  
Um ator: Al Pacino.  
Uma atriz: Laura Cardoso.  
Uma saudade: Minha mãe.  
Um ponto turístico de Timbaúba: Praça Jáder de Andrade
Um ponto turístico de Pernambuco:  Marco Zero.   
Dia ou noite? Dia
Samba ou Frevo?  Frevo.  
A cidade dos seus sonhos: Roma
Sonho de consumo: Viajar.  
O maior sonho da sua vida: Ver meus filhos estabilizados
Um traço característico de sua personalidade: Acreditar nas pessoas.  
O que mais admira em um ser humano: Sua capacidade de amar.  
O que não suporta em um ser humano: Traição
Se o mundo fosse acabar amanhã... Viveria o dia de hoje
Se fosse Presidente da República... Tentaria mudar as leis deste país.
     LAURINEIDE NO CORDÃO DA SAIDEIRA


          
          Alunas do primeiro ano pedagógico da Escola Santa Maria, em Timbaúba. Laurineide é a sexta garota na fila da frente, sentada, da esquerda para a direita. A foto leva a Miss Timbaúba 1974  a cantarolar uma música de Edu Lobo, “No Cordão da Saideira”: 


Hoje não tem dança, 
não tem mais menina de trança, 
nem cheiro de lança no ar.
Hoje não tem frevo, 
tem gente que passa com medo
 e na praça ninguém pra cantar. 
Me lembro tanto
e é tão grande a saudade
que até parece verdade
que o tempo inda pode voltar... 
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Edu Lobo canta "No Cordão da Saideira"
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Eu e Laurineide  Coutinho Ferreira. Crédito desta imagem: PASSARELA CULTURAL. Demais fotos, Arquivo Pessoal-LCF.

       Eu estava no Geraldão naquela noite do  concurso Miss Pernambuco 1974. Guardo mágicas recordações, de garotas lindas e das atrações musicais,  MPB-4Ronnie Von e Rosemary. Jamais imaginaria que um dia o destino me levaria para morar numa cidade da mata norte pernambucana,  na terra natal de uma daquelas 29 belas garotas, pois só chegaria em Timbaúba no dia 25/11/1985, para trabalhar na agência local do BNB, Banco do Nordeste do Brasil. 
       Um resumo desta matéria foi postado na edição deste mês, agosto/2013, na revista Timbaúba em  Foco, onde assino uma coluna sociocultural.  Anteontem, quinta-feira, 22, fui ao Recife e passei na empresa Grande Recife Consórcio de Veículos para entregar a Laurineide exemplares da publicação. 
     Um titulo de beleza é para toda vida. Trinta e nove anos depois, Laurineide  Coutinho Ferreira ainda é Miss Timbaúba 1974. Será sempre, que o diga a brisa saudosa que desfila dia e noite nas ruas e ladeiras timbaubenses.
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sábado, 20 de março de 2010

SESSÃO NOSTALGIA - ANGÉLICA MOURA LINS, VICE - MISS PERNAMBUCO E MISS FERNANDO DE NORONHA 1974

Daslan Melo Lima

          Em época de mais um concurso Miss Pernambuco, cuja final será realizada no próximo dia 27 de março, no Hotel Vila Hípica, em Gravatá, vamos entrar no “Túnel do Tempo” para rever e homenagear uma das mais belas e inteligentes garotas da história do tradicional certame: Angélica Moura Lins, Miss Gravatá, segunda colocada no Miss Pernambuco e representante de Fernando de Noronha no Miss Brasil 1974.

ANGÉLICA MOURA LINS, VICE-MISS PERNAMBUCO 1974

          Mais de 15 mil pessoas superlotaram o Ginásio de Esportes Geraldo de Magalhães Melo, o Geraldão, no Recife, na grande promoção dos Diários Associados para eleição da Miss Pernambuco 1974. Foi um grande acontecimento social, com expressivas figuras da alta sociedade pernambucana ocupando as cadeiras de pista e tendo como atrações musicais Ronnie Von, Rosemary e o conjunto MPB-4.


Da esquerda para a direita, as três finalistas do Miss Pernambuco 1974:
Isolda Lira Cabral, Miss Caruaru, terceiro lugar.
Cilene Aubry Bezerra da Costa, Miss Serra Talhada, primeiro lugar;
Angélica Moura Lins, Miss Gravatá, segundo lugar;
(Foto: Diario de Pernambuco)

ANGÉLIA MOURA LINS, MISS FERNANDO DE NORONHA 1974

          Devido ao seu excelente desempenho na passarela do Mis Pernambuco, Angélica Moura Lins foi convidada para disputar o Miss Brasil representando o Arquipélago de Fernando de Noronha.

Uma jovem bonita sempre faz presença, não que se tenha algo contra as feias, afinal de contas a beleza nem sempre é fundamental no mundo atual. Mas quando a beleza e a inteligência se unem numa só pessoa, então tudo bem. É o caso da jovem Angélica Moura Lins, que nasceu na cidade de Gravatá, representou sua terra no Miss Pernambuco, chegou a um segundo lugar no Geraldão e defendeu as cores do Território de Fernando de Noronha no Miss Brasil 1974.
Hoje, fazendo quatro anos que tudo passou, Angélica continua linda, mesmo sem maquiagem Angélica é fenomenal. Formada em Odontologia e já clinicando, ela é um exemplo de garra. Sendo uma menina de família pobre não se deixou vencer pela caminhada árdua da vida. Lutou e venceu. Este sorriso vitorioso vai muito além. Ela sabe realmente que ser Miss foi apenas uma etapa que o tempo deixou para trás.
Angélica Moura Lins é torcedora do Santa Cruz, possui os dentes lindos, um olhar meigo e cuja simplicidade a tornam uma garota sensacional e acima de tudo elegante. Quando Angélica lembra seu tempo de Miss, o corre-corre, o disse-me-disse, as provas de vestidos ( seu figurinista foi Paulo Carvalho), ela então se dá conta que não foi um sonho, e sim uma realidade, ou melhor, um momento que jamais será esquecido.
Atualmente, se fosse chamada para outro concurso de beleza, não aceitaria, pois a época para esse tipo de passatempo já não existe mais. Se tivesse que escolher entre um título de Miss e a sua profissão ficaria evidentemente com a segunda.
“Muitas vezes é tão bom a gente ser um anônimo na multidão. Ninguém para prejudicar. Ninguém tentando nos derrubar. Mas, enfim, temos que ser conhecido. Cada um dentro do seu papel, mas a verdade é que ninguém deixará de ser artista nesta vida. Ninguém”, disse Angélica.

Muitas vezes Angélica passa pela Riachuelo e ficamos a contemplar sua presença linda, brejeira e que passa quase despercebida se não fosse sua maneira faceira e calma de pisar no chão. 
Angélica, uma garota que preferiu viver num mundo onde sua imagem fosse igual a todos, sem os exageros, sem procurar exibir seu talento como se fosse uma vitrine. 
Angélica preferiu esta rota, sem muita badalação, mas de muito respeito pelo seu semelhante.



(”Angélica, uma Vitoriosa na Vida” – Coluna “Gente Jovem”, Fernando Machado e Sílvio Nicéas , Jornal do Commercio, Recife, 27/08/1978)

DEPOIS DAQUELE 1974

          Cilene Aubry Bezerra da Costa, Miss Pernambuco, e sua vice Angélica Moura Lins, Miss Fernando de Noronha, não conseguiram obter classificações entre as semifinalistas do Miss Brasil 1974, vencido por Sandra Guimarães de Oliveira, Miss São Paulo.

          Em 1974, o Arquipélago de Fernando de Noronha era Território Federal. Foi a segunda vez que ele participou do Miss Brasil. A primeira tinha sido em 1969, com Adelle Zampieri. Voltou a apresentar candidatas ao Miss Brasil de 1982 a 1988, ano em que passou a ser Distrito Estadual de Pernambuco.

          Depois daquele 1974, a cidade de Serra Talhada, berço natal de Virgulino Ferreira da Silva (1898-1938), o Lampião, conquistou por mais dois anos consecutivos o título de Miss Pernambuco. Em 1975, com Maria de Fátima Mourato de Souza, e em 1976, com Matilde de Souza Terto. A cidade de Gravatá, a “Suiça Brasileira”, conquistou um título de Miss Pernambuco, com Ana Cristina de Medeiros, em 1989.


Dra. Angélica Lins, trinta e seis anos após ter representado Fernando de Noronha no Miss Brasil 1974 (Foto: www.blogdocastanha.com)


Angélica Lins Vieira. Dra. Angélica fez da profissão de odontóloga um sacerdócio. Centenas de famílias gravataenses a reverenciam, não só pela sua competência profissional, mas como pessoa, como mulher, mãe, amiga, pelo seu caráter irretocável como pela elegância com que trata as pessoas em seu consultório e nos encontros sociais. 
Formada pela Faculdade de Odontologia de Pernambuco (FOP), filha dos ex-vereadores de Gravatá, Luiz Andrade Lins e de Bezinha, nasceu e se criou em Gravatá e estudou na Escola Cleto Campelo até os 12 anos de idade, quando foi morar no Recife. 
Mulher bonita. Muito bonita. Já foi Miss Gravatá, segundo lugar no Miss Pernambuco e representou a Ilha de Fernando de Noronha no Miss Brasil de 1974. É casada com Eliase Vieira da Silva Filho, mãe de Angélica, de Camila e de Eliese Neto. Já é avó. 
(“Março das Mulheres – Bom Dia Mulher... Bom Dia Angélica Lins”- Carlos Castanha, www.blogdocastanha.com)


          Depois daquele 1974, na Riachuelo (Rua do Riachuelo, centro do Recife), garotas lindas e brejeiras ainda passam nos finais-de- tarde, mas nenhuma com aquele jeito único, faceiro e calmo de pisar o chão como Angélica Moura Lins, Miss Gravatá, vice-Miss Pernambuco e Miss Fernando de Noronha 1974.

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