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sábado, 17 de junho de 2017

SESSÃO NOSTALGIA – Akiko Kojima, Miss Universo 1959, um exemplo de perseverança

Daslan Melo Lima

      Uma postagem de Claudio Belussi na página do Facebook do grupo Historic Miss Universe, no dia 11 de junho, levou-me a um assunto que eu desconhecia: a japonesa Akiko Kojima, antes de ter sido eleita Miss Universo 1959, foi a segunda colocada no Miss Japão 1953.

TOP 3 - MISS JAPÃO 1953 - Da esquerda para a direita, Akiko Kojima,  segundo lugar;  Kinuko Ito, primeiro; e Aki Wakikawa, terceiro lugar.

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      Abaixo, a edição das trocas de mensagens entre mim, Claudio Belussi e Roberto Macêdo, no Facebook, sobre a curiosidade. Fantástico é que, na ansiedade de chegar logo à verdade, o Roberto Macêdo buscou, e logo encontrou, na internet, um livro sobre a vida de Akiko Kojima.

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Daslan Melo Lima -  E Akiko Kojima voltou a disputar o Miss Japão seis anos depois? Eu não sabia. Valeu a perseverança da Miss Universo 1959.
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Claudio BellussiEncontrei essa foto ontem, e a legenda dava esses nomes. Procurei saber mais, mas não encontrei nada que confirmasse. Também nunca tinha ouvido falar que Akiko já tivesse disputado o Miss Japão. Publiquei justamente para ver se algum profundo conhecedor dos concursos, como você ou o Roberto Macêdo confirmava. Difícil dizer se na foto é ela ou não, mas pode bem ser. Em 1953, ela tinha 18 anos e em 1959, acredito 25.
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Daslan Melo Lima - Você encontrou a imagem na net ou em alguma publicação impressa?
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Claudio Bellussi - Na net, em japonês, tive que traduzir com o automático. Infelizmente não salvei o site. Dizia também que Kinuko Ito, que nas poucas fotos que vi nunca me impressionou positivamente, era de uma beleza excepcional, uma das mais belas misses japonesas.
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Roberto MacêdoOlá Claudio e Daslan, nunca soube disso. O que a revista O Cruzeiro traz numa das reportagens é que a Akiko seria candidata a Miss Japão 1958 mas não pode concorrer por conta de um acidente. Voltou no ano seguinte. Vamos pesquisar ou perguntar a algum missólogo japonês. Rsrsrs.
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Roberto Macêdo - Claudio e Daslan é verdade!


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Daslan Melo Lima - Roberto, que coisa! Mais um dado fantástico para o nosso acervo.
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Claudio Bellussi - Obrigado, Roberto. Pela foto me parecia que era ela mesmo. Sempre bom saber coisas novas.
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Roberto Macêdo - Pessoal, consegui comprar o livro na Amazon. Parece bastante interessante e conta toda a história de Akiko Kojima.


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Daslan Melo Lima - Que beleza! Mais adiante, no novo Miss News, temos certeza que você irá compartilhar as passagens mais importantes do livro.
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Roberto Macêdo - Certamente... Rsrsrs


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        Na história dos concursos de beleza, muitas foram as jovens que pisaram nas passarelas mais de uma vez em busca da vitória. Algumas conquistaram seus objetivos e outras não. 
         Akiko Kojima é um exemplo de perseverança. Em 1953, vice-Miss Japão. Em 1958, um acidente de automóvel impossibilitou que voltasse a disputar o título de Miss Japão. Em 1959, Miss Japão e Miss Universo. 

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PASSARELA CULTURAL já focalizou Akiko Kojima duas vezes na secção SESSÃO NOSTALGIA

12/07/2008 - Akiko Kojima, Miss Universo 1959, o escândalo de um "líquido plástico" 
http://passarelacultural.blogspot.com.br/2008/07/sesso-nostalgia-uma-miss-universo-dos.html

29/08/2015 - Akiko Kojima, Miss Universo 1959, olhos de amêndoas com toque de infância
http://passarelacultural.blogspot.com.br/2015/08/sessao-nostalgia_29.html


sábado, 29 de agosto de 2015

SESSÃO NOSTALGIA - Akiko Kojima, Miss Universo 1959, olhos de amêndoas com toque de infância

Daslan Melo Lima




        A capa da revista O Cruzeiro, Ano XXXI, nº 44, de 15/08/1959, trazia na capa o rosto de uma japonesa natural de Kochi, nascida em 29/10/1936. Tratava-se de Akiko Kojima, eleita Miss Universo 1959 em 24/07/1959, em Long Beach, Califórnia, Estados Unidos. "Olhos de amêndoas com toque de infância brincam, felizes, com o sorriso, leve hai-kai que guarda segredos", assim dizia em tom poético uma das legendas da reportagem de quatro páginas "O rosto nº 1 do mundo", com texto de Ubiratan de Lemos e fotos de Indalécio Wanderley.  


Akiko Kojima ainda não se refez daquela noite (a mais bonita de todas para ela) quando a coroa desceu sobre a sua cabeça e recebeu, entre palmas, a faixa de Miss Universo. Ainda lhe soam aos ouvidos as melodias da noite de festa no Municipal Auditorium, com títulos e imagens suaves como "Eu podia dançar a noiite toda" ou "Com uma canção em meu coração". Tudo com cenários de jardim - que Akiko tanto adora - e vasos floridos. Mas, se tudo é agradável para a bonita moça de Tóquio, os entendidos no assunto de "misses" acham que o seu reinado será de todos, até agora, o mais dificil. Akiko só fala mesmo japonês. É uma sucessão de "hai-kais" que a tornam, em matéria de comunicação, distante de seus fãs. Mas se existe isso e mais o fato de terem sido contrariadas um pouco as indicações geométricas de Mr. Trotta, é verdade também que a japonesa tem graça e leveza. Essas prerrogativas do Sol Nascente a tornam muito longe de parecer uma modelo profissional, sua real profissão na capital do Japão. Depois ela deu uma lição de modéstia que a tornou muito simpática aos olhos ianques. As lágrimas, que lhe vieram ao rosto em noite coroada, foram transformadas, no dia seguinte, em sorrisos e gestos pequenos de mímica bonita. Fomos encontrá-la em cenário de piscina de hotel. Ficamos sabendo, então, que Akiko gosta do azul combinado com cor de rosa. Não tem compromissos com Cupido e seus diálogos são entretidos com os jardins de Tóquio entre cerejerias em flor. Seus passos já percorreram outras terras. Viu, de perto,  os cangurus australianos, ouviu as doces canções das Filipinas e conheceu a famosa terra de contrabandistas de novela, a célebre Hong Kong. 
Akiko em quatro sorrisos: leve surpresa, ballet de mãos e os espocar do riso número um de 1959. 
          
Não está, também, de namoro com Hollywood. Apenas uns dois filmes e nunca uma carreira. Prefere o remanso de um lar bem construído, sem amarguras de  Madame Butterfly. Um homem a quem possa amar e a quem prefere obedecer como na tradição do secular Japão. Seus quitutes não fogem ao tradicional em seu país: arroz com chá, eis uma combinação de que Akiko muito gosta. Tem a música como um ritual e faz os seus hai-kais. Ao deitar-se, todas as noites, entoa uma prece pela cartilha budista. Quando lhe pergutamos, com o auxílio de intérprete e alguma míimica, qual a sua paisagem favorita, respondeu: - Uma ilha.
          É a ilha pequenina onde a sua mãe trabalha desde que o sol desponta até que seja substituído pela lua asiática. Trata-se de um buquê verde no Pacífico japonês. Quanto às amizades, Akiko fala de algumas mais íntimas nesse roteiro de Long Beach onde triunfou. Miss Brasil, Burma, Coréia e Estados Unidos figuram nesse capítulo de ternura de Miss Unvierso. Algo de fatalismo - fruto da mentalidade oriental - existe nas opiniões de  Akiko Kojima. É assim que soubemos que ela aceitou a coroa como a vontade dos fados. A moça das cerejeiras foi indicada pelos deuses budistas. Para a pergunta final, escolhemos algo que dissesse um pouco do Brasil. 
          - Você conhece um país muito grande chamado Brasil? 
        Akiko pensou 10 segundos antes de responder. Depois disse: 
     - Brasil? Sim, São Paulo. Velhos amigos de minha família vivem lá. Eu gostaria de conhecer os paulistas. 

Ela fala japonês e o boy, inglês, mas os dois se entendem. Linguagem de miss tem faixa e boniteza para traduzir. E o menino ianque parou para poder conversar.
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          Por onde anda Akiko Kojima, com seus olhos de amêndoas com toque de infância, neste final de tarde de agosto de 2015? Imagino que, após uma refeição de arroz com chá, esteja fazendo uma caminhada num jardim japonês repleto de cerejeiras em flor, feliz, com uma canção em seu coração.

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sábado, 12 de julho de 2008

SESSÃO NOSTALGIA - Akiko Kojima, Miss Universo 1959, o escândalo de um "líquido plástico"

Daslan Melo Lima


          Long Beach, Estados Unidos, julho de 1959, eleição da Miss Universo 1959. Uma modelo elegante e meiga torna-se a primeira asiática a conquistar a coroa de rainha da beleza universal. Seu nome: Akiko Kojima, vinte e dois anos de idade a completar no dia 26 de novembro, 1,67 de altura, 54 quilos, 94 cm de busto, 58,5 cm de cintura, 96,5 cm de quadris. 
           As imagens que ilustram esta matéria são reproduções das fotos feitas por Gervásio Batista, publicadas na revista Manchete, de 08/08/1959.



   























        Em agosto de 1959, o mundo foi sacudido por uma notícia escandalosa. O jornal francês France Soir, de Paris, publicou a noticia abaixo, em tradução veiculada na revista O Cruzeiro, de 05/09/1959.

ESCÂNDALO: MISS UNIVERSO 1959 aumentou o volume do seu busto, afirma um cirurgião japonês.



Hollywood – 14 de agosto (por via especial) – 
A cidade de Long Beach, onde se realizou, em 21 de julho, a eleição de Miss Universo, está agitada. Os seus habitantes solicitam que a feliz escolhida, Senhorita Akiko Kojima (Miss Japão) seja desqualificada.
A indignação desses respeitáveis cidadãos foi provocada por declarações do cirurgião nipônico Toshiro Matsui.
-Poucos antes do certame de beleza – afirmou o médico – Akiko Kojima entrou na minha clínica sob um nome falso. Como temia que as medidas de seu busto não fossem satisfatórias, pediu que lhe fosse injetado um "líquido plástico" para dar maior volume aos seus seios.

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          Quando o escândalo estourou, Akiko Kojima estava em Honolulu e declarou aos repórteres que tudo não passava de mentira e que estava disposta a submeter-se a um completo exame radiográfico. Os meses passaram, o assunto foi encerrado e Akiko Kojima continou reinando tranquilamente como Miss Universo. Naquela época, ninguém falava em silicone e muita gente achou a história fantasiosa.

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As cinco finalistas do concurso Miss Universo 1959. Da esquerda para a direita: Vera Regina Ribeiro, Miss Brasil, quinto lugar; Terry Lynn Huntingdon,Miss Estados Unidos, terceiro lugar; Akiko Kojima, Miss Japão, primeiro lugar; Jorunn Kristjansen, Miss Noruega, segundo lugar; e Pamela Anne Searle, Miss Inglaterra, quarto lugar.

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         Estou concluindo esta crônica na tarde fria pernambucana de Timbaúba, em 13 de julho de 2008. Hoje à noite, no Vietanm, oitenta  jovens vão disputar o mais cobiçado título de beleza do mundo. Abro as revistas de 1959, entro no "túnel do tempo" e fico admirando a beleza natural das cinco finalistas do Miss Universo 1959.
         Minha imaginação voa. Vejo Akiko Kojima  assistindo hoje pela televisão o Miss Universo 2008. Algumas candidatas deverão aparentar intervenções cirúrgicas e sinas de aplicações de botox e silicone. Vejo Akiko Kojima dando gargalhadas e dizendo : Não posso acreditar que por muito menos do que isso, bem menos, há 49 anos, quiseram tirar de mim o título de Miss Universo 1959.

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