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SEJA BEM-VINDO ! SEJA BEM-VINDA! VOCÊ ESTÁ NO BLOG PASSARELA CULTURAL, cujas postagens, na maioria das vezes, são postadas aos sábados e domingos. Nossa trajetória começou em 02/07/2004, com o nome de Timbaconexão, como coluna sociocultural do extinto site de entretenimento Timbafest. Em 12/10/2007, Timbaconexão migrou para blog com o nome de PASSARELA CULTURAL, quando teve início a contagem de visitas. ***** Editor: DASLAN MELO LIMA - Timbaúba, Pernambuco, Brasil. ***** Contatos : (81) 9-9612.0904 (Tim / WhatsApp). E-mail: daslanlima@gmail.com

sábado, 7 de abril de 2018

O que o vento não levou


          Após uma reunião informal na subseccional da OAB-PE em Timbaúba, pausa para uma foto numa escada do imóvel onde funciona a instituição. 
        No belo casarão, localizado no centro da cidade, morou o poeta João Feliciano (1917-1982). 
          De repente, o vento que sopra suave me faz lembrar "O que o vento não levou", poema de Mário Quintana (1906-1994), poeta gaúcho. 


"No fim tu hás de ver que as coisas mais leves são as únicas
que o vento não conseguiu levar:
um estribilho antigo,
um carinho no momento preciso,
o folhear de um livro de poemas,
o cheiro que tinha um dia o próprio vento."

          Deixo o ambiente na certeza de que o vento jamais levará esse momento.


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- Daslan Melo Lima, Timbaúba, PE, 06/04/2018

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DE TIMBAÚBA PARA O MUNDO - Aldair Meneses, sensibilidade e pulso a serviço da educação


>>>>> Educadora imprime à EREM-JJA, Escola de Referência em Ensino Médio Jornalista Jader de Andrade, uma administração exitosa



       Filha de um agricultor que não sabia ler e escrever, mas que queria ver os oito filhos educados e capacitados para a vida, Aldair Gonçalves de Meneses Oliveira sonhava ser médica. Estudou em escolas públicas, a estadual Elizabeth Lyra e a municipal Antônio Galvão. Entrou para a Escola Santa Maria graças a uma bolsa de estudos que ganhou de um político. Como as primeiras mensalidades não foram honradas pelo doador, correu risco de sair do educandário, o que não aconteceu graças à bondade da Irmã Helmfried, freira alemã que dirigia a conceituada escola. “Irma, não me deixe ficar sem estudar aqui. Eu pago as mensalidades lavando os pratos, varrendo as salas e fazendo a faxina da escola”, disse Aldair para a religiosa. “Então, leve este livro de psicologia para casa e amanhã você vai dar uma aula sobre o que leu”, respondeu a religiosa. No dia seguinte, Aldair deu a aula para os colegas, foi aplaudida, ganhou elogios e o direito de terminar seus estudos na Santa Maria.
        Aldair formou-se em Magistério em 1979. Passou no vestibular de Medicina, mas a família não tinha recursos para que fosse estudar no Recife. Aluna laureada da turma de Magistério, ganhou um emprego de professora, lecionando de 1980 até 2006 na Santa Maria, quando se aposentou, tendo exercido, também, as funções de vice-diretora e coordenadora. Aprovada posteriormente em concurso público estadual como analista educacional e professora, assumiu a gestão da EREM-JJA em 2012, dando início a uma administração coroada de êxito. Fundada em 1974, a Jader tem atualmente 450 alunos em tempo integral e 50 à noite, no Projeto Travessia.
        Um momento que recorda emocionada do seu tempo de estudante é aquele em que, na condição de melhor aluna de Timbaúba, ganhou um prêmio para viajar à Brasília, em 1978, onde ao lado de outros colegas de Pernambuco e do Brasil integrou a “Caravana da Integração”, recebida por Ernesto Geisel, Presidente da República. Graduada em Ciências Biológicas pela Universidade de Pernambuco, também tem curso de especialização em Ciências Religiosas. Católica, Aldair é esposa do advogado João Manoel de Oliveira e tem um filho que se formou recentemente em Direito pela UNICAP, o João Emanuel.  
       Ao concluir nossa entrevista, Aldair Meneses fez a seguinte confissão:   “Sinto-me uma mulher realizada e feliz.  Fico emocionada quando encontro um ex-aluno ou ex-aluna fazendo sucesso nas carreiras que escolheram. Aqui, na EREM Jornalista Jader de Andrade, encontro motivação para o dia a dia através da Bíblia, que não sai da minha mesa. Quando um aluno ou aluna está enfrentando dificuldades, qualquer que seja, chamo eles e os pais e peço que abram a Bíblia aleatoriamente. Encontramos sempre as respostas no Livro Sagrado. ”        

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TIMBAÚBA, UM CANTAR DE VITÓRIA
Timbaúba chega neste domingo, 08 de abril, aos 139 anos de emancipação política





          Acredito que parte da identidade de uma cidade pode ser interpretada pela letra do seu hino. No caso de Timbaúba, timbó-ina, timbá-iba, timbé-uva,  timbó-iwa ou qualquer outra denominação de origem tupi dada à arvore de espuma da família das leguminosas, seu território estava destinado a ser motivo de versos esplêndidos.
        O hino composto pelo sempre lembrado José Pedro Damião Irmão exalta e provoca o entusiasmo pela caminhadaE nossos ouvidos se deleitam ao som de versos como 


Salve ó terra dos morros, querida Tu que brilhas, heril, soberana De teus filhos mostrando a grandeza, Aureolada de luz sobre-humana

Timbaúba altaneira
és formosa e varonil 
segue à frente, terra amada, 
para a glória do Brasil. 

                                    Tuas pontes, teu rio perene,
dos teus montes a doce verdura 
nos transfundem nas almas serenas 
todo o encanto e fulgor da Natura! 

         A Emancipação Política de Timbaúba deu-se através da Lei nº 1363, de 8 de abril de 1879, um marco importante na “Princesa Serrana", alcunha poética que contrasta com aquela que marcou época: “cidade dos calçados”. Mas como a fé e a esperança devem nortear nossa missão no planeta Terra, cantemos, pois, neste e em todos os dias 8 de abril que virão

Sob o pálio de Deus, protetor,
deslumbrando, com luzes e glória, 
és nas lides ideais da cultura, 
Timbaúba um cantar de vitória! 

Nobre gleba, onde o povo não teme Qualquer luta se apresente, De nobreza és escudo bem forte, Consagrando ao amor, permanente!

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Hino de Timbaúba

SESSÃO NOSTALGIA - Flávia Esteves, Garota do Fantástico 1988, a Brooke Shields pernambucana

Daslan Melo Lima


       Anteontem, procurando no meu acervo um recorte de jornal da década de 1990, encontrei uma página do jornal Diario de Pernambuco, do sábado, 30 de agosto de 1997, ilustrada por uma bela fotografia de Flávia Esteves, Garota do Fantástico 1998, feita por Rômulo Lins


Diario de Pernambuco, 30/08/1987. Coluna social de João Alberto.
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Acima, Flávia Esteves, a Brooke Shields pernambucana. Abaixo, a verdadeira Brooke Shields, atriz americana.
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          Por onde anda Flavia Esteves? Eis o que li no site popzonetv, numa matéria feita há três anos:  "pernambucana não seguiu carreira artística. Quando foi eleita tinha 17 aninhos. Bateu 350 candidatas! Ganhou uma viagem com acompanhante a Paris e muita, muita visibilidade. Recusou convites para ser modelo no eixo Rio/SP, não quis ser capa da Playboy, permaneceu morando em Recife e, ao que parece, está muito bem assim. Hoje é dona de uma loja multimarcas chamada Santa Constanzza, em homenagem a Constanza Pascolato, é mãe de um casal de filhos e, ocasionalmente, aparece em comerciais em Pernambuco. Continua muito bonita."


Flávia Esteves e sua beleza atemporal, eterna Garota do Fantástico 1988.  

        Vale a pena rever a Sessão Nostalgia dedicada a ela há oito anos, cujo texto integral reproduzo abaixo.

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sábado, 26 de junho de 2010

SESSÃO NOSTALGIA - Flávia Esteves, Garota do Fantástico 1988

Daslan Melo Lima

     Em março de 1984, a revista eletrônica da Rede Globo estreava um quadro que marcaria época: o “Garotas do Fantástico”. Durante cinco anos (divididos em duas fases), o programa exibiu mais de 70 gatas que enfeitaram a noite de domingo de muita gente. Algumas poucas estão na mídia até hoje; a maioria foi cuidar da vida e não deu mais notícia.
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 (Globo.com, http://especiais.fantastico.globo.com/revistafantastico/2008/02/29/garotas-do-fantastico/)
   

FLÁVIA ESTEVES, A GAROTA DO FANTÁSTICO 1988



Vídeo com as três finalistas do Garota do Fantástico 1988,

     Concorrendo com duas gaúchas, Flávia Esteves, pernambucana de apenas 17 anos, recebeu, no último domingo, o titulo de “Garota do Fantástico 88”. O concurso foi promovido pela Rede Globo de Televisão, que selecionou, entre 350 candidatas, apenas sete. Elas foram apresentadas através de clips, durante sete domingos, no Fantástico. Apenas três foram escolhidas para a final, de onde saiu a primeira Garota do Fantástico pernambucana.
      Flávia Esteves, 17 anos, era apenas uma estudante bonita do 2º Grau do Colégio Salesiano, quando foi convidada pelo fotógrafo Newton Costa para fazer umas fotos: ”Ele sempre insistiu para me fotografar e eu nunca aceitei. Só depois de muitos pedidos eu resolvi ceder”, afirma Flávia.
      Depois de feitas as fotos, Newton enviou-as à Rede Globo, no Rio de Janeiro, que gostou de Flávia, entrando em contato, logo em seguida, com a Rede Globo Nordeste, para que fosse feito um clip com ela. Flávia saiu-se muito bem e foi escolhida juntamente com mais seis meninas a concorrer ao título “Garota do Fantástico”. Foram apresentados sete clips, durante sete semanas. No domingo, 24 de julho, foram apresentadas três garotas que ficaram para a fase semifinal: Luciana Albrechi – 16 anos, Andréa Campos – 19 anos e Flávia. O clip de Flávia foi realizado aqui em Pernambuco, nas praias de Itamaracá, Olinda e no Mar Hotel, em Boa Viagem.
      Flávia recebeu, como prêmio, uma viagem à França, com acompanhante, mas afirmou que irá transferir a viagem para a época de férias, pois não quer se prejudicar nos estudos. Se Flávia não quiser fazer a viagem, a Rede Globo lhe dará o prêmio em dinheiro. Apesar de já ter tirado algumas fotos e participado de alguns desfiles de obras de caridade, Flávia nunca pensou em ser modelo. O que ela quer mesmo é ser comunicadora visual, profissão que pretende abraçar futuramente.
      Depois de conquistar esse título, Flávia deverá receber várias ofertas, mas o seu endereço e telefone não estão sendo divulgados pela Globo, porque todas as propostas para Flávia deverão ser encaminhadas através da Rede Globo, que já fez a sua à felizarda: participar, durante todo o ano de 88, dos clips musicais do programa Fantástico.
      Flávia é oriunda de uma família de classe média, filha do economista Márcio Esteves e de Sônia Esteves. Eles tiveram uma participação de grande importância no trajeto de Flávia até o título. “No começo, ela sentiu medo, mas eu incentivei muito para que ela chegasse ater o final”, disse Sônia. Outra pessoa que ofereceu grande incentivo a Flávia foi o seu namorado, Edvaldo Sérgio, de 21 anos, estudante de Administração no Esuda. “Ele sentiu ciúmes, no início, pensando até que ia me perder. Mas no final deu tudo certo e eu acabei até recebendo um bouquet de flores”, disse Flávia, sorridente.
---------  (Jornal do Commercio-Recife, 31/07/1988)


FLÁVIA ESTEVES, 
GAROTA DO FANTÁSTICO COM TODOS OS MÉRITOS

     Quando uma jovem sai daqui, através de vídeos e desbanca centenas de candidatas do Rio e São Paulo, é porque se trata de uma beleza que não sofreu a mínima contestação por parte daqueles que selecionam e produzem um concurso de âmbito nacional – A Garota do Fantástico – tão badalado pela poderosa Rede Globo de Televisão.
     A pernambucana Flávia Esteves soube muito bem representar a graça e o charme da mulher pernambucana, embora muito jovem ainda. E merece também os aplausos da editoria local da Revista da Tevê. Flavinha, se bem dirigida e aproveitada – com a força da Globo – poderá se transformar numa das estrelinhas do nosso vídeo. É só esperar. 
----------  (”Na Telinha”, Geraldo Silva. Jornal do Commercio-Recife, 14/08/1988)

FLÁVIA ESTEVES, UM ORGULHO PERNAMBUCANO

     Pernambuco vibrou com a vitória de Flávia Esteves naquele domingo 24 de julho de 1988. O Nordeste vibrou. 

      Flávia viajou ao Rio de Janeiro com os pais e a reportagem do Fantástico destacou esse detalhe, mostrando uma Flávia linda, ar tímido, posando para as câmaras da Rede Globo de Televisão diante do mar carioca.


     Flávia Esteves, Garota do Fantástico-88 (na Globo), mesmo com tanta beleza, foi simplesmente esquecida na telinhadiz a legenda da imagem(Foto: Vladimir Barbosa, Jornal do Commercio-Recife, 12/07/1989)

     A MODELO Flávia Esteves, tão linda quanto discreta, continua sendo uma das mulheres mais bonitas do Recife, mais de 15 anos depois de ser eleita Garota do Fantástico. (Coluna de João Alberto, Diario de Pernambuco, Recife, 1º/10/2002)

    
AS NOITES DE DOMINGO QUE NÃO VOLTARÃO JAMAIS



Flávia Esteves, Garota do Fantástico 1988. (Foto: Vladimir Barbosa, Jornal do Commercio-Recife, 14/08/1988)

     Vou encerrar esta SESSÃO NOSTALGIA transcrevendo a crônica Garota do Fantástico, de Léia Batista, publicado no Recanto das Letras, em 09/02/2009, código do texto: T1429825, www.recantodasletras.uol.com.br. Nostalgia pura. Vale a pena conferir.


     Ouvi zoando por aí uma conversa sobre o concurso da Garota do Fantástico. Imediatamente a minha mente viajou ao passado e trouxe de lá lembranças que marcaram fortemente uma época. Pra quem assistia ao veterano programa dos domingos, no final dos anos 90, a Garota do Fantástico era o aperitivo antes do jantar ou o licor no final de noite.

      Para quem não vivenciou este período saiba que, de 1984 a 1989, Cid Moreira anunciava todos os domingos belas garotas de biquínis que saltitavam pela tela em cenários paradisíacos – praias, jardins- embaladas por sucessos românticos da época. O público votava por telefone para eleger a mais bela. Os prêmios não eram propriamente vultosos: uma viagem com direito a acompanhante, uma campanha de cosméticos. Mas, em matéria de repercussão as vencedoras não tinham do que reclamar. Ser Garota do Fantástico abria muitas portas.

      Várias delas começaram a carreira ao mostrar suas formas nos clipes sensuais. Gisele Fraga, Luciana Vendramini, Paula Burlamarqui, Núbia de Oliveira, Mari Alexandre, Viviane Araujo e por aí vai. Como você deve ter constatado era um concurso de peso, ou melhor, de curvas, muitas curvas. Tudo envolto no estilo e no glamour que a rede Globo impõe aos seus programas. Mesmo que as primeiras aparições de topless acontecessem em algumas cenas, o lado artístico buscava ofuscar a ousadia explícita. E aos olhos do avô, do pai, do filho ou do neto o programa era o verdadeiro colírio dos domingos.

      Volto ao ponto em que soube que estavam abertas as inscrições para o concurso da Garota do Fantástico. Corri para me inteirar do assunto. O concurso iria acontecer mesmo, numa parceria da agência de modelos Mega com o Fantástico. Rodando o Brasil inteiro, durante quatro meses até ser, finalmente, escolhida a Garota Fantástica.
      “Interessante” foi o que pensei, mas uma ponta de frustração invadiu o meu saudosismo romântico. Garota Fantástica? Top Model? Como assim? As garotas daquela década (vou repetir) tinham curvas, lindas curvas. Eram garotas brasileiras desfilando e não modelos de passarela. Eram mulheres de carne e osso, mas com muito mais carne do que é permitido a uma Top Model ter. Murchei! Sim, vai ser legal. Boa sorte as meninas! Mas o passado permanece onde sempre esteve; intocável, inigualável, nas noites de domingo que não voltarão jamais.
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Comentários postados pelos leitores.
Vlad da Hora disse...
Tive breves contatos com Flávia Esteves. Bela, discreta, simpática. Depois fui na Caixa do Shopping Recife resolver algo e lá estava ela trabalhando como estagiária, talvez. Compenetrada e eficiente. Vi Flávia criança e depois mulher, uma revelação. Faz tempo não a vejo, mas algo me diz que ela continua quase estoicamente vivendo a vida normalmente, sem querer ser nenhum tipo de celebridade, apesar da beleza que tem. Saudações Flávia!
Anônimo disse...
Estudamos em 1986, na mesma sala, menina, muleca, bela, inesquecível até os dias de hoje, sempre na memória.
A reencontrei há  pouco tempo, 25 anos se passaram e é incrivel como o texto acima ainda é pura realidade. - 
Anõnimo, 29/01/2013
Anônimo disse...
Lembro dela no hall do prédio em que morava na Boa Vista, próximo ao Colégio Salesiano. Espero que ela esteja feliz. -  Ailton, Recife.
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sábado, 31 de março de 2018

Londres, tudo que a poesia e a fantasia podem proporcionar


           
       Na noite londrina, aventuro-me sem pressa para conhecer a cidade ao lado do frio delicioso. O vento que vem do rio Tâmisa traz o cheiro dos chás que jamais tomei com impossíveis amores. O escritor inglês Samuel Johnson (1709-1784) disse um dia que "quem está cansado de Londres, está cansado da vida; há em Londres tudo que a vida pode proporcionar." 
     Na noite pernambucana de Caruaru, deparo-me num shopping com um belo pôster do Big Ben. Minh'alma sonhadora se sente em Londres. Estendo meu celular para alguém que passa e peço que faça um registro do momento. O vento que sopra na terra de Vitalino traz o cheiro dos vinhos que ainda não tomei com possíveis amores.
     Não estou cansado do meu nordeste brasileiro e não estou cansado da vida. Tenho a poesia e tudo que a fantasia pode me proporcionar.
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 - Daslan Melo Lima, poetizando em Caruaru, Pernambuco.

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MEMÓRIAS DE SÃO JOSÉ DA LAJE - O verde, verde gramado de casa

         
       
       A música “Green Green Grass of Home” ficou famosa no Brasil com o título “Os verdes campos da minha terra”, na voz de Agnaldo Timóteo. No Youtube há um belo vídeo da canção interpretada por Elvis Presley, com legenda mostrando a tradução literal. 

A velha cidade natal parece a mesma quando eu desço do trem. 
E a ali a me esperar estão minha mãe e meu pai
Abaixo, na estrada, eu olho, e ali corre Mary, cabelos de ouro e lábios de cerejas.
Isso é bom de tocar; o verde, verde gramado de casa.
Sim, todos eles estão vindo para me encontrar de braços abertos, sorrindo docemente. 
Oh, isso é bom de tocar, o verde, verde gramado de casa.

A velha casa ainda está de pé, apesar da pintura estar rachada e seca, 
e lá está a velha árvore de carvalho onde costumava brincar.
E descendo a alameda eu vou andar com minha doce Mary, cabelos de ouro e lábios de cerejas.
Isso é bom de tocar, o verde, o verde gramado do lar. 
Sim, todos eles vêm para me encontrar, braços abertos, sorrindo docemente. 
Oh, isso é bom de tocar, o verde, verde gramado de casa. 

Então eu acordo e olho à minha volta, 
quatro frias paredes cinzas me cercam 
e eu percebo que estava apenas sonhando, 
pois há um guarda e ali está aquele triste e velho padre.
De braços dados nós andaremos ao amanhecer e novamente poderei tocar o verde, verde gramado do lar. 
Sim, todos eles virão para me ver na sombra deste velho pé de carvalho 
e com eles me deito no verde, verde gramado de casa. 

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      O destino e as circunstâncias levam milhares de pessoas a deixarem as localidades onde nasceram para viverem em outras regiões. É para elas que dedico esta postagem, em nome de São José da Laje, a cidadezinha alagoana onde nasci. 
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Daslan Melo Lima


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DE TIMBAÚBA PARA O MUNDO - Banda 1º de Novembro, um grito de alerta


VAMOS FAZER A 1º DE NOVEMBRO VIVER HOJE, COMO SE FOSSEM OS SEUS PRIMEIROS DIAS DE EXISTÊNCIA


  
         Senhores Dirigentes. Associados, Músicos, Alunos e Simpatizantes, os dias atuais se afiguram como dos mais difíceis para nossa história, pois os poderes públicos, em especial a Prefeitura Municipal, têm ignorado o valor cultural e o papel social que nossa Banda de Música desempenha na sociedade. Mas vamos reviver os dias passados, onde o sofrimento e os momentos de glórias fizerem da 1º de Novembro o símbolo do denodo, da esperança e da persistência na busca de seus ideais.  Prestem bastante atenção para o que nos fala a história desta filarmônica que é o maior patrimônio sociocultural de nossa terra, hoje aos 95 anos de existência.
     “A princípio, vivia a bandinha do negro Amaro Jorge numa pobreza franciscana, mas progredia a cada ano que passava e era a única da cidade. As outras haviam desaparecido, até que em 1928 surge a Euterpina Comercial, hoje Associação Musical Euterpina de Timbaúba.
      A residência do mestre Amaro, no Alto da Aurora (hoje Rua 21 de fevereiro), servia de sede à 1º de Novembro. Lá à entrada da casa existia uma placa cujo slogan era: “UM POR TODOS E TODOS POR UM!”. Era aí que residia a fortaleza e a força dos que a fundaram e dos músicos que passaram a integrar a neo-filarmônica. Todos se davam as mãos num só objetivo que era fazer com que a banda viesse a crescer a tornar-se respeitada por todos.
      Nos ensaios naquele tempo usavam-se candeeiros a querosene e em muitas noites não tinham para quem apelar, pois estava faltando o tão precioso combustível para que as “luminárias” fossem acesas. Os músicos faziam cotas entre si para a compra do gás, a fim de que o conjunto musical não sofresse solução de continuidade e, desta forma, o ensaio se realizava.

Amaro Jorge
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      Às vezes era preciso ensaiar durante todos os dias da semana, para poder enfrentar as grandes bandas de Pernambuco e da Paraíba que abrilhantavam as várias festas levadas a efeito em Timbaúba.
      Em muitas ocasiões, o mestre Amaro era visto tocando o seu trombone ou bombardino com u’a mão e com a outra regendo a Banda ao mesmo tempo”.
      Era um guerreiro, um verdadeiro sinônimo de amor a uma causa que abraçou e a fez crescer com a colaboração, não apenas dos dirigentes e associados abnegados, mas principalmente, pelo apoio incondicional que os músicos lhe davam, vivenciando juntos essa trajetória, dotando Timbaúba com esse patrimônio que nos foi legado e que temos a obrigação de preservá-lo para os pósteros sempre bela e pujante. TUDO DEPENDE DE NÓS. VAMOS NOVAMENTE DAR-NOS AS MÃOS. A 1º de Novembro não é da Diretoria, não é dos associados, não é dos músicos, e muito menos de órgãos públicos... A 1º de Novembro é um patrimônio do povo de Timbaúba e a nós compete-nos mantê-lo vivo para que possamos legar às futuras gerações da forma como nos foi transmitido por nossos antepassados.


       Daí, estamos nesse momento conclamando os músicos (todos) para voltarem aos ensaios (5ª feiras e domingos, principalmente os próximos), pois teremos compromisso com certeza no dia 08 de abril, dia em que nossa cidade estará comemorando 139 anos de Emancipação Política. É UM CONCERTO DE RESPONSABILIDADE PARA TODOS NÓS DA BANDA 1º DE NOVEMBRO, visto que é uma forma de dizermos ao povo de nossa terra timbaubense que nossa Banda está viva e se mantém firme em seus objetivos, especialmente a nossos associados que reclamam a ausência da Banda do convívio social de nossa cidade. Esperamos que o SLOGAN do início da fundação desta Entidade ressurja com todo o vigor “UM POR TODOS E TODOS POR UM” SÓ OBJETIVO, OU SEJA:RESGATAR O QUE ESTÁ AMORTECIDO DENTRO DE NÓS QUE FAZEMOS A BANDA MUSICAL 1º DE NOVEMBRO, MAIS PRECISAMENTE ESSE AMOR FERVOROSO QUE PULSA NOS CORAÇÕES DE TODOS. SALVE A PÉ DE CARÁ!!! Este é nosso brado de Esperança em defesa deste Patrimônio que ora parece agonizar ante a insensibilidade dos nossos políticos! Somente Nós, em especial os músicos, podem salvá-lo. BASTA DAR-NOS AS MÃOS...AGORA!!!
                                   Saudações a todos.

                      Otávio Luiz da Silva Neto
                      Fernando Andrade Ferreira
                      Fábio Paz da Silva
                      Ivanildo Rodrigues de Oliveira
                      Jean José da Silva
                      Jorge Luiz da Silva Gomes
                      Daslan Melo Lima
                      Manoel Adelino Filho
                              Manoel Gonçalo de Brito Filho
                      Sílvio Trajano da Silva
                      Martinho Virgílio Aguiar
                      Everaldo José da Silva
                      Celma Lúcia de Vasconcelos
                      José da Silva Ramos
                      Severino Francisco da Silva
                      Jeová Barboza de Lira Cavalcanti

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SESSÃO NOSTALGIA - Matilde Terto e Julia Kátia, quarenta e dois anos depois do Miss Pernambuco 1976


Daslan Melo Lima         




Matilde Terto, Miss Serra Talhada, Miss Pernambuco 1976, e Julia Katia, Miss Grupo Jovem e Artístico de Boa Viagem, semifinalista (Top 10) do Miss Pernambuco 1976. Elas não se viam há quarenta e dois anos.
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          Eu estava naquele 04 de junho de 1976, no setor de arquibancadas do Geraldão, Ginásio de Esportes Geraldo Magalhães Melo, na noite da eleição da Miss Pernambuco 1976. Um evento marcante, público estimado em 22 mil pessoas que viram Matilde de Souza Terto ser eleita Miss Pernambuco. Pelo terceiro ano consecutivo, uma jovem de Serra Talhada conquistava o cobiçado título. Eram vinte e cinco candidatas, entre elas Júlia Katia de Araújo, Miss Grupo Jovem e Artístico de Boa Viagem, uma das semifinalistas (top 10). Faz quinze anos que me tornei amigo de Julia Katia, desde que fui apresentado a ela por Fernando Bandeira Diniz, coordenador do Miss Brasil Latina. No dia 23 do mês passado, no Teatro do IMIP, Recife, testemunhei um momento mágico: o reencontro de Matilde Terto e Julia Katia. Desde aquela noite de junho de 1976 que elas não se viam.   
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Matilde Terto - 1976


        
         Estudante da Escola Normal, nascida em 14 de março de 1959, a serratalhadense Matilde Terto tinha apenas dezessete anos de idade quando foi convidada para disputar o título de Miss Serra Talhada. Eleita Miss Pernambuco 1976, disputou o Miss Brasil no Ginásio Presidente Médici, em Brasília, no ano em que a vencedora foi a paulista Kátia Celestina Moretto (1958-2013). 

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Matilde Terto - 2018


           Matilde Terto reside na pequena e turística cidade de Triunfo, próximo à Serra Talhada, distante 355 km do Recife. Um motivo de orgulho: suas filhas Reginelle Terto (médica) e Danielle Terto (fonoaudióloga) e seu neto Guilherme. Em entrevista ao site faroldenoticias.com.brde 15/02/2016, declarou: "Se fosse possível começaria tudo novamente. Adorei o concurso. Tive destacada atuação durante o meu reinado de beleza. Eu tenho saudade de tudo que marcou a minha vida, e só se sente saudade do que realmente valeu à pena. Para as que almejam o título, que saibam aproveitar a chance com amadurecimento, lembrando que a beleza não está apenas ligada ao físico. Exige muito de dentro de cada uma. Humildade acima de qualquer coisa, que sejam elegantes no comportamento, trazendo leveza, harmonia, desenvoltura, graciosidade… reunindo um padrão de beleza que sirva de referências para as futuras gerações. Que brilhem na passarela e aproveitem cada momento de glamour. Sou mãe, avó, amiga… um ser humano normal, tenho qualidades e defeitos. Muito fiel a lei do retorno. Amo minha família e amigos, eles são minha razão de viver, porque tornam a minha vida bem mais feliz."
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Julia Katia - 1976



             Julia Katia era uma das mais famosas modelos pernambucanas quando aceitou o convite para disputar o Miss Pernambuco 1976, representando o Grupo Jovem e Artístico de Boa Viagem.  Essa agremiação  era dirigida por Fernando Bandeira Diniz e fazia um belo trabalho cristão, dando suporte às ações do Padre Osvaldo, pároco da Igreja Católica de Boa Viagem. Nascida em 24 de dezembro de 1956, vinte anos incompletos, a recifense Julia Katia era sensação nas passarelas dos desfiles de moda dos estilistas Marcílio Campos (1930-1991) e Paulo Carvalho. Notícia em todas as colunas sociais pernambucanas e até em revistas de circulação nacional; MancheteFatos & Fotos e Ele & Ela

                            Julia Katia na coluna de João Alberto, Diario de Pernambuco, 22/03/1978

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Julia Katia - 2018


             Julia Katia é viúva de Mario de Melo Lopes, cirurgião buco-maxilo-facial do Hospital da Restauração e professor da Universidade Federal de Pernambuco, falecido em 07/06/1998, vítima da doença de Alzheimer. Ao lado do seu grande amor, Julia Katia viajou pelo mundo inteiro. Por opção, não teve filhos, mas é muito ligada à família. Faz questão de ressaltar a figura maravilhosa da mãe e da ótima convivência com os irmãos Ricardo, Fernando, Bianca e Fabíola e o apego à Thais, sobrinha-neta.
          Para Julia Katia, valeu a pena ser Miss: "São muitas as boas recordações. A convivência com o inesquecível Marcílio Campos foi a maior de todas. Guardo lembranças maravilhosas, entre elas, do aprendizado com a inesquecível jornalista Léa Pabst Craveiro. Quando eu ria alto e gargalhava, Léa me corrigia com aquela sua classe e elegância e dizia: - Katia, não sorria assim, ria mais baixo."
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          Coisas do destino. Eu estava lá, no Geraldão, naquele distante junho de 1976, assistindo ao Miss Pernambuco. Eu também estava no Teatro do IMIP, no dia 23 do mês passado, assistindo ao Miss Pernambuco 2018, quando registrei as  imagens do encontro de Matilde Terto e Julia KatiaEstávamos sentados numa mesma fileira de cadeiras, Matilde, eu, Julia Katia e o jornalista  Muciolo Ferreira, próximos, porém um pouco distanciados. Quando Muciolo perguntou a Julia se ela tinha visto Matilde Terto, a resposta foi "não". E aí Julia pediu ao Muciolo que a levasse até Matilde.  
          Aquele jovem que um dia eu fui em 1976, registrou o encontro das duas famosas misses. Até parece que vivi um sonho.

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Crédito das imagens:
Foto atual de Matilde Terto:  Fernando Machado
Foto atual de Julia Katia: Facebook 
Fotos do encontro de Matilde e Julia: DML/Passarela Cultural
Fotos em preto e branco: Arquivos Pessoais