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sábado, 9 de junho de 2018

SESSÃO NOSTALGIA - Um poema para Ana Glitz


Daslan Melo Lima

      Entre os leitores e admiradores desta secção, encontra-se o cabeleireiro cearense Leite Ferrer, fã incondicional de Ana Glitz, Miss Brasil Beleza Internacional 1984, de quem é amigo. Ele me pediu há muito tempo um poema dedicado à sua musa. A inspiração brotou recentemente, enquanto folheava um álbum de recortes, onde encontrei uma matéria sobre a eterna Miss Vasco da Gama, eleita Miss Futebol 1983.

          A trajetória de Ana Glitz nas passarelas começou em 1983, quando foi eleita Miss do Futebol Carioca, representando o Vasco da Gama, seu clube de coração. Em 1984, como Miss do clube que a lançou, foi a segunda colocada no Miss Rio de Janeiro; semifinalista do concurso Garota do Fantástico e representante do Brasil no Miss Beleza Internacional, realizado no Japão, onde se destacou entre as quinze semifinalistas. Em 1985, no carnaval, Ana Glitz recebeu o título de Miss Clube Sírio Libanês e em outubro disputou o Miss Mundo Brasil, onde voltou a brilhar, embora não tenha conseguido um lugar no Top 3.

Revista Placar, 09/12/1983
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Revista First Class, número 2, 1985
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Ana Glitz

Daslan Melo Lima 

De azul foi feito
O domingo que amanhece.
E dele preciso
Antes que minha ilusão grite:
Anoitece!

De sonhos são feitos os teus olhos
Que levaram mil fantasias
Para além dos abrolhos.
Por isso, na passarela da recordação
Guardo o teu nome.

E por um mundo leve e lindo,
Oferto a ti este poema
Que o vento vai construindo.    
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Leite Ferrer
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Ana Glitz, bela e jovial, trinta e quatro anos depois do título de Miss Brasil Beleza Internacional 1984.
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       Missão cumprida, Leite Ferrer.  O poema segue como presente    de aniversário para essa mulher linda que vai celebrar idade nova no dia 21 deste mês. Ana Glitz, um ícone da beleza brasileira, Miss para sempre Miss.


            
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terça-feira, 6 de outubro de 2009

SESSÃO NOSTALGIA - ANA GLITZ, UMA ALEGRIA PARA SEMPRE

Daslan Melo Lima

               Sou um cultivador nostálgico de fantasias e sonhos. Concordo com o poeta gaúcho Mário Quintana (1906-1994), quando ele diz no seu poema “Uma alegria para sempre“ : “As coisas que não conseguem ser olvidadas continuam acontecendo.”

               Parece que foi ontem. Parece que estou vendo pela televisão o rosto e os olhos lindos de Ana Glitz, Miss Brasil Beleza Internacional 1984. Ela passava beleza, charme, sensualidade e doçura. Adorava sol, praia, mar e as poesias do poeta gaúcho Mário Quintana.



               A trajetória de Ana Glitz nas passarelas começou em 1983, quando foi eleita Miss do Futebol Carioca, representando o Vasco da Gama, seu clube de coração. Em 1984, como Miss do clube que a lançou, foi a segunda colocada no Miss Rio de Janeiro; semifinalista do concurso Garota do Fantástico e representante do Brasil no Miss Beleza Internacional, realizado no Japão, onde se destacou entre as quinze semifinalistas. Em 1985, no carnaval, Ana Glitz recebeu o título de Miss Clube Sírio Libanês e em outubro disputou o Miss Mundo Brasil, onde voltou a brilhar, embora não tenha conseguido um lugar no Top 3.



               As fotos que ilustram esta matéria foram publicadas na extinta revista First Class, número 2, 1985. “Corpo de Mulher”, assim era o título do ensaio fotográfico de Ana Glitz, no esplendor dos seus 22 anos de idade. Entre uma foto e outra, a revista publicou alguns versos de Mário Quintana, selecionados pela própria Ana Glitz.





“Eu queria trazer-te uns versos muito lindos...
Trago-te estas mãos vazias
Que vão tomando a forma do teu seio”



"A menina dança sozinha por um momento
A menina dança sozinha com o vento,
com o ar, com o sonho de olhos imensos...
A forma grácil de suas pernas
ele é que as plasma,
o seu par de ar, de vento,
o seu par fantasma..."

"Menina de olhos imensos,
tu, agora, paras,
mas a mão ainda erguida
segura ainda no ar
o hastil invisível deste poema!"





“Minha vida é uma colcha de retalhos,
todos da mesma cor.”



               De vez em quando, abro um dos meus álbuns de recortes sobre concursos de misses e me transporto para os anos oitenta, dos quais Ana Glitz é um ícone. Fecho os olhos. Tendo o silêncio e o vento como companhia, recito diante de uma passarela imaginária "Uma alegria para sempre", de Mário Quintana.



               Sou um cultivador eterno de fantasias e sonhos, pois “as coisas que não conseguem ser olvidadas continuam acontecendo.”

UMA ALEGRIA PARA SEMPRE

Mário Quintana



As coisas que não conseguem ser olvidadas
continuam acontecendo.
Sentimo-las como da primeira vez,
sentimo-las fora do tempo,
nesse mundo do sempre
onde as datas não datam.
Só no mundo do nunca existem lápides...



Que importa se - depois de tudo - tenha "ela" partido
ou que quer que te haja feito, em suma?
Tiveste uma parte da sua vida que foi só tua e, esta,
ela jamais a poderá passar de ti para ninguém.



Há bens inalienáveis, há certos momentos que,
ao contrário do que pensas,
fazem parte de tua vida presente
e não do teu passado.
E abrem-se no teu sorriso mesmo quando,
deslembrado deles,
estiveres sorrindo a outras coisas.



Ah, nem queiras saber o quanto deves à ingrata
criatura...
A thing of beauty is a joy for ever
- disse, há cento e muitos anos,
um poeta inglês que não conseguiu morrer.

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