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SEJA BEM-VINDO ! SEJA BEM-VINDA! VOCÊ ESTÁ NO BLOG PASSARELA CULTURAL, cujas postagens, na maioria das vezes, são postadas aos sábados e domingos. Nossa trajetória começou em 02/07/2004, com o nome de Timbaconexão, como coluna sociocultural do extinto site de entretenimento Timbafest. Em 12/10/2007, Timbaconexão migrou para blog com o nome de PASSARELA CULTURAL, quando teve início a contagem de visitas. ***** Editor: DASLAN MELO LIMA - Timbaúba, Pernambuco, Brasil. ***** Contatos : (81) 9-9612.0904 (Tim / WhatsApp). E-mail: daslanlima@gmail.com
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sábado, 26 de setembro de 2020

DE OLHO NO PASSADO - Tiago Alberione, o padre que amava a comunicação

  

O Padre Tiago Alberione nasceu em São Lourenço di Fossano, na província de Cuneo, Itália, no dia 4 de abril de 1884. Morreu em Roma no dia 26 de novembro de 1971. 

Um pouco antes de explodir a primeira grande guerra mundial, Padre Alberione já via com clareza a obra que devia realizar: criar um instituto, cuja finalidade exclusiva fosse o que naquele tempo se chamava "boa imprensa" e que, com o passar dos anos, tornou-se o apostolado através dos meios de comunicação social. 
Editor e fundador da Família Paulista (Família Paulina no Brasil) que agrupa  várias publicações religiosas, Padre Tiago Alberione foi  beatificado em Roma, no dia 27 de abril de 2003, pelo Papa João Paulo II.
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As imagens e textos são reproduções de uma reportagem publicada na revista Família CristãAno 38, número 434, fevereiro de 1972. editada pela Pia Sociedade Filhas de São Paulo. 
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sábado, 19 de setembro de 2020

DE OLHO NO PASSADO - Isaura Bruno ("Mamãe Dolores"), a Estrela Negra

A ESTRELA NEGRA

Por Dema de Francisco
Editor da revista Ponto Jovem, autor roteirista, dramaturgo, jornalista e memorialista
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Isaura Bruno
(1926-1977)
Imagem: quiabodoido.com
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Ás 21h30min na distante noite daquela sexta feira, 13 de agosto de 1965, no Brasil que engatinhava no processo de industrialização com a migração dos trabalhadores do campo para a zona urbana, homens e mulheres, em vilas e cidades, arrastavam apressadamente por ruas descalças suas cadeiras, banquinhos, latões e tudo o que pudesse servir de apoio, postando-se frente às portas e janelas abertas da vizinhança onde disputavam espaço para assistir ao último capítulo de uma telenovela que havia conquistado um milhão e meio de telespectadores de norte a sul do país. A história de O Direito de Nascer, escrita pelo cubano Felix Caignet (1892-1976) e adaptada para a televisão por Thalma de Oliveira (1917-1976) e Teixeira Filho (1922-1984) já tinha sido sucesso estrondoso na forma de radionovela nos anos quarenta e o público, embora conhecedor do enredo , acompanhou com interesse incomum a saga dos personagens Albertinho Limonta e Mamãe Dolores, vividos por Amilton Fernandes (1919-1968) e Isaura Bruno (1926-1977), respectivamente. O sucesso foi tão impactante que nos dois dias seguintes àquela noite de sexta feira, o último capitulo foi reencenado "ao vivo” para um público de dez mil pessoas no Ginásio do Ibirapuera, em São Paulo, e depois para um público ainda maior no Maracanãzinho, Rio de Janeiro, havendo festa de encerramento também no Mineirão, Belo Horizonte.

Os atores da novela viviam dias de glória que pareciam não ter fim. A televisão no Brasil era ainda uma frágil adolescente de quinze anos, aprendendo a dar os primeiros passos na construção de sua história. Tudo era precário e artesanal, menos o talento, a garra, a determinação e a dedicação dos nossos pioneiros. Na trama original, a protagonista da história é a personagem Maria Helena de Juncal, que na versão brasileira para a TV, foi vivida pela grande estrela da época Nathalia Timberg, mas por esses mistérios e desígnios insondáveis do destino, o público acabou se encantando e se identificando com a personagem Mamãe Dolores, vivida de forma magistral por Isaura Bruno que se tornou ainda que involuntariamente a primeira protagonista negra de nossas telenovelas, fato que demorou décadas para ser devidamente registrado e creditado.

Ao apagar das luzes dos cenários e descartadas as folhas datilografadas do capitulo 160 que encerrava a novela, saiam de cena os personagens de ficção e cada um dos atores passou a viver os seus próprios dramas, e estes, ao contrário da trama, não apresentavam finais felizes. Mas aqui, concentro-me em Isaura Bruno, a nossa primeira Estrela Negra que nascida no interior paulista, órfã de pai aos três anos e de mãe aos onze, criada pela avó materna até a morte desta, migrou para a capital ainda jovem à procura de dias melhores. Dormiu em albergues, pensões, bancos de praça, hotéis baratos de frequências duvidosas e jamais desistiu de sonhar com uma vida mais digna. Empregou-se em várias casas como doméstica, até chegar pelas mãos do destino na residência do escritor Orígenes Lessa (1903-1986), autor de O Feijão e o Sonho, onde foi contratada como cozinheira. Novamente, pelo acaso ou pela mão do universo, fez sólida amizade com a empregada da casa vizinha e esta um dia comentou que seu patrão estava procurando uma negra para um pequeno papel em um filme que iria rodar. O patrão da amiga era um dos mais importantes pioneiros das nossas artes, Walter Forster (1917-1996). Ele ficou encantado por Isaura e deu-lhe o papel de Flausina, no filme Luar do Sertão (1949), uma empregada que guardava muitas semelhanças com a Mammy de Hattie McDaniel (1895-1952) no filme E o Vento Levou (1939). A partir de então, Isaura conciliava o trabalho de doméstica com todas as oportunidades que apareciam para exercer o seu oficio de atriz. Fez isso por longos anos até ser contratada, sem registro, sem nada, para viver mais uma empregada, desta vez, a Dolores Limonta na versão para televisão de O Direito de Nascer. Fez dessa oportunidade o seu pulo do gato. E brilhou como nunca.
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Amilton Fernandes e Isaura Bruno
Foto: r7.cartaodevisita.com.br
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Mas a vida é uma caixa de armadilhas e quando menos esperamos, somos surpreendidos por golpes impiedosos que nos afligem sem que saibamos como nos defender. O sucesso alcançado por O Direito de Nascer não foi suficiente para manter Isaura no topo ou pelo menos dar-lhe o conforto de ter contratos de longa duração ou trabalhos contínuos. Os convites rarearam e nos anos seguintes ela fez apenas mais três novelas, até sair de cena para sempre. Incansável que era, voltou à luta e tentou tudo o que pôde. Lançou livros de culinária, vendeu exemplares de porta em porta, foi trabalhar novamente como doméstica e como diarista e nem assim o destino lhe fez o carinho de oferecer-lhe novas oportunidades. Os amigos sumiram. O público agora se encantava por outros rostos e torciam por outros heróis e heroínas. A televisão entrava no frenético ritmo industrial e as pessoas perdiam a identidade tornando-se apenas produtos do veículo. Era a época do milagre brasileiro tão anunciado pelos governos militares. Não havia mais tempo a se “perder” com os dramas pessoais de cada um.

Isaura Bruno jamais perdeu a fibra que tinha, construída em anos de lutas solitárias. Soube digerir a vergonha íntima de após ter sido catapultada à estrela de primeira grandeza, ser lançada novamente com o rosto em terra junto aos mortais, lutando por um pedaço de pão. Tinha a dignidade de uma rainha e peregrinou vendendo doces na Praça da Sé em São Paulo, com a altivez de quem conhece os motivos pelos quais está lutando. Um dia, sem ter onde morar, aceitou o convite da filha adotiva Penha Marise e foi viver com ela em Campinas; onde continuou vendendo seus doces nas praças da cidade. Ninguém mais se lembrava dela. Transitava invisível e desconhecida entre os passantes que olhavam mais para os doces no tabuleiro do que para a conformada vendedora. Cumpria-se o vaticínio de uma das ultimas entrevistas que dera ao Jornal do Brasil, em 24.05.1972 onde dissera. “O negro na tevê nunca passa de papéis secundários. Todos sabem disso. O pior é que alguns colegas, poucos sensatos, disseram que depois de Mamãe Dolores já não haveria outro papel para mim”. Infelizmente, seus colegas tinham razão.

Em primeiro de maio de 1977, aproveitando o feriado do Dia do Trabalho, Isaura saiu para vender seus doces nas ruas e praças de Campinas. Estava na sua lida até que um ataque cardíaco a fez perder os sentidos. Levada a um hospital público, por não portar documentos, foi internada como indigente. No dia seguinte, já identificada, morreu aos sessenta anos de idade.

Nesta semana em que se comemorou os setenta anos da televisão no Brasil e quando tantos e tantos pioneiros simplesmente foram esquecidos ou já não são mais lembrados, escolhi Isaura Bruno para, através dela, homenagear todos aqueles que fizeram e ainda fazem a história da nossa televisão, construída na raça, com o suor, o sangue, o talento, o trabalho, a dedicação e o empenho de gente fantástica como Isaura Bruno, a nossa Estrela Negra de ontem e de hoje, que continua fazendo parte da imensa constelação de astros e estrelas que esse país já produziu.
Bravo!
Muito obrigado queridos pioneiros.
Bravo!
Muito obrigado Isaura Bruno, você ainda é uma estrela! .

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A NEGAÇAO DO BRASIL, trecho do filme de Joel Zito Araujo com as cenas de encerramento da novela,
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NOTA DO EDITOR
Texto originalmente postado no Facebook e editado para o blog com autorização do autor.
Daslan Melo Lima / daslan@terra.com.br / 
WhatSapp: (81) 9-9612.0904 
PASSARELA CULTURAL, edição número 752, semana de 20 a 26 de setembro de 2020 / Timbaúba, PE, Brasil.
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Link para visualizar o blog por completo:
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sábado, 29 de agosto de 2020

DE OLHO NO PASSADO - Pontal da Barra, Maceió, Alagoas

Um antigo cartão postal que comprei há cinco anos pela internet, trouxe do túnel do tempo uma época em que era comum as pessoas enviarem cartões postais como presentes e portadores de mensagens diversas.
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Era setembro de 1960, quando a senhorita Anna Regina Dias Pequeno recebeu um cartão com a imagem em preto e branco do Pontal da Barra, Maceió, Alagoas.
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Para colocar as flôres que colher na nova etapa de sua feliz vida, oferece-lhe, com sinceros votos de Felicidade sua professora Josephina Poyard. Rio, 17 de setembro de 1960.
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Se alguém conhecer Anna Regina Dias Pequeno ou algum descendente seu, basta fazer contato comigo que terei a satisfação de ofertar essa relíquia. Contatos: daslan@terra.com.br  
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sexta-feira, 20 de setembro de 2019

DE OLHO NO PASSADO - Uma Noite no Bem


Faz anos que encontrei numa loja de discos usados do Recife um LP que despertou minha atenção pelo nome, "Uma Noite No Bem"


O vinil é composto de doze músicas gravadas por Ivan e seu Conjunto. O "Bem" era um barzinho à beira-mar, em Mucuripe, Fortaleza, Ceará. Incentivado pela descrição romântica do local na contra-capa do disco, quando estive em Fortaleza há duas décadas, tentei descobrir onde ficava o "Bem".  Ninguém sabia informar, a não ser as ondas do mar  do Mucuripe, mas as ondas não falam. 

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segunda-feira, 19 de agosto de 2019

DE OLHO NO PASSADO - Brasil em Manchete, julho de 1960

Revista Manchete
Número 429 - Ano 8 - Rio de Janeiro, 09/07/1960



Mulher e Manchete: programa da TV-Rio - Partindo do principio que o assunto é mulher e concluindo que um dos principais redutos de mulheres bonitas é MANCHETE, o programa mais famoso da TV carioca, "Noite de Gala", promoveu uma audição dedicada a esta revista. Entrevistador, Murilo Néri.  
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Edla premiada na Itália Edla Van Steen, prêmio de Melhor Atriz pelo filme "A Garganta do Diabo", exibido na "Resenha do Cinema Latino-Americano", realizada em Santa Margheritta.  
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A doce Rainha do Açúcar - Como parte dos festejos de inauguração da 1ª Exposição de Intercâmbio Cultural da Associação Atlética Brasil Açucareiro, a senhorita Iole Brizzola recebeu das mãos do Dr. Geraldo Pinto, presidente em exercício, a faixa de Rainha do Açúcar de 1960.
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Medalha para Medalha -  Representando o Estado do Rio, Luís Medalha Filho venceu o I concurso Nacional de Piano, patrocinado por O Globo, UMB e Real. Participará do próximo certame internacional.
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Os melhores em Brasília - Os troféus destinados aos "Melhores do Rádio e da TV de 1959", uma promoção da "Revista do Rádio", sempre foram entregues pelo Presidente da República. A mudança da capital obrigou, desta vez, uma revoada de estrelas à Brasília. Eis Lucienne Franco (revelação) feminina), Vera Lúcia (cantora de rádio), Hebe Camargo (rainha da TV) e Nancy Montez (vedeta).

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sábado, 27 de julho de 2019

DE OLHO NO PASSADO - Sebastião Vila Nova, "Passarinho, pé de alfinete e azul do céu"

Daslan Melo Lima

       Folheando alguns álbuns de recortes nos últimos dias chuvosos, encontrei uma bela crônica de Sebastião Vila Nova (1944-2018) publicada no Diario de Pernambuco, de 22/10/1986. O famoso sociólogo foi meu professor no curso de Ciências Jurídicas e Sociais da Universidade Católica de Pernambuco.  


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Passarinho, pé de alfinete e azul do céu

        Fiz meu amigo um passarinho que mora próximo à janela do meu quarto. Não sabe ele que é meu amigo. Mas, mesmo assim, o é. Pousa diariamente no pé de alfinete da janela e, ali, tira alguma coisa de que necessita. Outras vezes, pude observar mais tarde, pousa na planta só por pousar, e ali fica imóvel, em completa união com a natureza. Passarinho, céu azul e pé de alfinete me fazem feliz, me fazem lembrar da simplicidade natural para que Deus nos fez, me fazem esquecer as mil complicações que inventamos para deteriorar a nossa existência e a de outros seres à nossa volta - os passarinhos, inclusive. Me fazem lembrar vagamente de uma máxima evangélica que fala de lírios e de passarinhos. Me fazem lembrar de Deus.  
        Deixei de lado, por ora, os livros. A eles muito devo. Graças ao que neles aprendi é que sobrevivo e dou de comer, morar e vestir à família. Livros são amigos que a gente faz pela vida afora. Mas com eles acontece o mesmo que acontece com as amizades: não adianta forçá-las. Como as pessoas, os livros têm seu momento para aparecerem em nossa existência. Do mesmo modo que acontece com as pessoas, às vezes você convive anos e anos com um deles para, um belo dia, descobrir o quanto ele é importante para você, para a sua vida. Forçar não adianta. Os livros, como as pessoas, só entram na sua vida no momento certo: o que os fados quiserem.  
        Em vão, contudo, buscar nos livros o que somente a vida pode nos dar. Em vão procurar na palavra impressa a própria voz. Inútil buscar no alheio depoimento a nossa consciência. Inútil procurar no estilo dos outros a sintaxe dos nossos dias. Somos, cada um de nós, o nosso próprio livro. Somos, cada um de nós, o nosso mais importante personagem. Somente nós, condenados a solidão, sabemos das nossas dores, das nossas alegrias, dos nossos êxtases. Hoje, o que me interessa é ler o livro da minha existência, o que não é fácil. 
       Deixo de lado os livros que povoam a minha mente já tão intoxicada de prazeres cerebrais, para conviver com o passarinho da minha janela. O amigo mais simples que me deu a existência. Para ouvir o seu canto, mais um piado, de pássaro dos mais comuns, sem importância para os conhecedores. Por isto é que ele vive e voa livre. Ninguém o quer em nenhuma gaiola. Esta é outra lição que ele me dá: quanto menor a importância que nos concedam maior a nossa liberdade. Quanto menos importante sejamos, ou nos julgamos ser, menor a possibilidade de que nos prendam nas gaiolas do mundo.
        Todas as manhãs, espero pelo amigo passarinho, pelo seu piado de alegria. Nos fins da tarde, olho o pé de alfinete, certo da sua visita. A vida é triste e cinzenta, como os livros que nos distanciam da vida. Mas há um passarinho, um pé de alfinete e um céu de azul  profundo no por do sol. E isto é bom. E basta para me dar paz e acreditar que a vida vale a pena. 
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        Sebastião Vila Nova nasceu em Rio Largo, Alagoas, no dia 18/01/1944, oriundo de uma  família pobre que mudou-se para o Recife quando ele era criança. Chegou a vender cestas de Natal de porta em porta. Graduou-se pelo Instituto de Filosofia e Ciências Humanas da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), Recife, em 1971Exerceu diversas atividades como professor e diretor de departamento na UFPE e na Universidade Católica de Pernambuco. Foi professor visitante na Universidade Internacional de Lisboa, no mestrado de Ciências Políticas da Universidade Lusófona, também em Lisboa, e no Departamento de Sociologia, da Universidade de Chicago. É autor de diversos livros, entre os quais, Introdução à sociologia, sua obra mais conhecida. Em 2002, recebeu o título de Cidadão Pernambucano. Faleceu no dia 1º/01/2018. 
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Foto: Fundaj
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Saiba mais:
Fundação Joaquim Nabuco 

Diario de Pernambuco

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sábado, 20 de julho de 2019

DE OLHO NO PASSADO - Almir, o Pernambuquinho


Jornal do Commercio
Recife, 28 de outubro de 1993
Por Antonio Falcão, escritor
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Dos cinco filhos de d. Adelaide Albuquerque, quatro encantaram os campos de pelada da Madalena e Estrada dos Remédios. Pela ordem de nascença e brilho no futebol, foram eles: Almir, Ayres, Arlindo (o mesmo nome do pai) e Adilson. Todos craques - sendo o primogênito um excepcional em todos os aspectos.
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sábado, 6 de julho de 2019

DE OLHO NO PASSADO - Os Pequenos Cantores da Guanabara

OS PEQUENOS CANTORES DA GUANABARA 
O Cruzeiro - Ano 32 - Número 37 - 25 de junho de 1960
Fotos: Rubens Américo
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Os Pequenos Cantores da Guanabara se reúnem no pátio do Colégio Salesiano após as aulas. O Padre Bedeschi está com eles. Os seus colegas retornam a casa, mas eles, presos à magia do canto, esquecem o pião e a bola de gude e treinam as suas vozes, hoje uníssonas e educadas. São o mais novo grupo de meninos cantores do Brasil. A exemplo dos Canarinhos de Petrópolis e dos Cantores de São Domingos (de Juiz de Fora), têm feito apresentações públicas com muito exito, como a da TV Tupi, recentemente. Agora, eles estão se preparando para apresentações em São Paulo, pretendendo também fazer algumas gravações em disco.


São vozes unicamente infantis, sem nenhum,m acompanhamento de vozes de adultos, como acontece com outros grupos corais. Essa é, na verdade, uma destacada qualidade do conjunto. As vozes das crianças, sob a batuta do Padre Bedeschi, sobem límpidas e ternas, como um marulho de regato sobre pedras. E o público sempre os aplaude com entusiasmo. Fora dos ensaios e das apresentações, entretanto, brincam como qualquer criança. São assim os Pequenos Cantores da Guanabara, um conjunto novo com gente nova para um estado novo. 
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As vozes dos 
Pequenos Cantores da Guanabara


Algumas músicas gravadas pelo grupo Pequenos Cantores da Guanabara: 
1 - O Trovador
 https://www.youtube.com/watch?v=hVpPCj7MYck
2 - OK
https://www.youtube.com/watch?v=Vpcrh4l0NT8
3 - Rancho das Flores
https://www.youtube.com/watch?v=Wpo4tJAdbAU
4 -  Estão Voltando as Flores
https://www.youtube.com/watch?v=2bi98A1SguU
5 -  Músicas Natalinas
https://www.youtube.com/watch?v=DUBRBLQ0Gnw
6 - Olé em Londres
https://www.youtube.com/watch?v=IwuHWFzaaTI
7 - Alfaiate do Primeiro Ano
https://www.youtube.com/watch?v=nIyTB2bjaGg


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domingo, 10 de fevereiro de 2019

DE OLHO NO PASSADO - A história do Bode Cheiroso, "eleito" vereador de Jaboatão dos Guararapes

No final da década de 1950, na cidade de Jaboatão dos Guararapes, em especial no distrito de Cavaleiro, surgiu pelas ruas um bode que pelo forte odor foi apelidado de Bode Cheiroso.
Bode Cheiroso, fama nacional nas páginas da revista O Cruzeiro. ***** À esquerda, na segunda foto, de cima para baixo, o bode  aparece ao lado do professor Benedito da Cunha Melo (1911-1981), poeta reconhecido nacionalmente, autor do Hino de Jaboatão em parceria com a pianista Nina de Oliveira. Benedito da Cunha Melo também é autor do Hino do Padroeiro Santo Amaro, em parceria com o Padre Chromácio Leão (1886-1951).
       O odor do bode era sentido a alguns metros, seu tamanho não tinha igual, mas apesar de tudo o povo do município de Jaboatão tinha um carinho especial pelo animal. 
     Conta a história que a população da cidade de Jaboatão estava indignada com o perfil dos candidatos a vereadores e, em protesto, resolveram votar em massa no Bode Cheiroso. E não deu outra: o Bode Cheiroso foi "eleito" com mais de 500 votos. O bicho não pode assumir o cargo porque foi considerado candidato nulo pelo TRE, Tribunal Regional Eleitoral. Naquela época se votava em cédulas e o povo escreveu "Bode Cheiroso" no lugar que era para colocar o nome do candidato. 

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BODE CHEIROSO 

Música de Elias Soares e M. Fernandes 
Intérprete: Luiz Wanderley  
Gravação da Chantecler - 1960


Olhe como é que pode 
Me diga doutor 
O diabo do bode ser vereador

Foi na eleição de jabotão 
Que o bode cheiroso se candidatou 
Quando foi na hora da apuração 
A maior votação o bode levou 

Veio o promoto falar com cheiroso 
E o bode manhoso estendeu a mão 
Chorou de emoção posou pras revistas 
E deu entrevista na televisão
E deu entrevista na televisão 
E deu entrevista na televisão


Olhe como é que pode 
Me diga doutor 
O diabo do bode ser vereador

No dia da posse houve reboliço 
Fogos de artifícios e no céu estrondou 
O bode chegou nos braços do povo 
De sapato novo, vestido a rigor 
Alguém perguntou, mas como é que pode 
O diabo do bode assim tão manhoso 
Tornar-se famoso, cobrir-se de glória 
É essa a história do bode cheiroso
É essa a história do bode cheiroso 
É essa a história do bode cheiroso
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Para ouvir a música clique:
https://www.youtube.com/watch?v=7DYXoMbLK2A
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PASSARELA CULTURAL recomenda uma visita ao Jaboatão Antigo 

domingo, 6 de janeiro de 2019

DE OLHO NO PASSADO - Manchete, nº 563, Ano 10, 02 de fevereiro de 1963

Rhonda Fleming, estrela de Hollywood, veio ao Rio para rodar, ao lado de Rossano Brazzi, o filme "Pão de Açúcar".
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A imprensa francesa ficou alvoroçada quando Sacha Distel declarou que a desconhecida Maísa era uma cantora extraordinária. 
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A Editora do Autor, em comemoração ao seu segundo aniversário, apresentava estes cinco lançamentos. 
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O cearense Francisco Aragão de Melo, zelador de um edifício de apartamentos em Botafogo, Rio de Janeiro, evitou uma tragedia ao impedir que uma grande pilha de madeira compensada caísse sobre um grupo de treze crianças.  

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terça-feira, 6 de novembro de 2018

DE OLHO NO PASSADO - João XXIII deixa para o mundo uma nova doutrina de união e paz. A morte de um Santo

Manchete, Ano 11, número 582, 15 de junho de 1963
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Sua Santidade, Papa João XXIII. O Sumo Pontífice deixou para o mundo uma nova doutrina de união e paz. 
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Neste número, o leitor encontrara´ampla reportagem sobre os dramáticos momentos finais do Papa da Bondade. 
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Na Sexta-feira Santa, dia 12 de abril, o Papa oficiava, assistido por Monsenhor Enrico Dante. Sua Santidade, ouvindo a expressão "pérfidos judeus", que cancelara há quatro anos, fez parar a cerimônia e repetir a prece, sem o adjetivo por ele definitivamente condenado.  ***** Faleceu o Papa! O Papa da Bondade Expirou" - assim foi transmitida à imprensa, no Vaticano, a lutuosa notícia, que, embora já esperada, encheu de viva emoção o mundo católico. ***** Texto de R. Magalhães Júnior - Inquérito em Roma de Vito Diniz Neto. 
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Enquanto as multidões oravam, o Dr. Antonio Gasparrini, médico do Papa, deixava o Vaticano em lágrimas, ao convencer-se de que nada mais poderia fazer. 
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O alegre e robusto camponês foi devastado em poucos meses pela doença implacável.
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Os horrores sem fim de duas grandes guerras fizeram de João XXIII um defensor constante da paz entre os povos.
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No verão de 1962, nos jardins de Castel Gandolfo, João XXIII meditou solitariamente nos destino da Igreja Católica e do mundo em crise.
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Durante a prolongada agonia, a luz acesa nos aposentos do Papa representava uma esperança para o mundo cristão. 

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sábado, 27 de outubro de 2018

DE OLHO NO PASSADO - Manchete, número 485, Ano 9 , 05 /08/1961

BELEZAS EM LONG BEACH - Tahia Piehi (Miss Taiti), Diana Valentibe (Miss Índia) e Carmen Cervera (Miss Espanha), concorrentes ao título de Miss Beleza Internacional 1961. ***** Foto de Gervásio Batista.
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Vera Maria Brauner Menezes Miss Rio Grande do Sul, Vice-Miss Brasil 1961, o Brasil em Long Beach.  ***** Detalhe: Vera Brauner (1942-2012) conquistou o segundo lugar no Miss Beleza Internacional 1961 e foi oficialmente coroada Miss Brasil 1961, quando retornou ao Brasil, devido a renúncia da mineira Stäel Rocha Abelha.   
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Elas disputam uma coroa de ouro cravejada com pedras preciosas e mais de mil pérolas orientais.
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Além da escolha de Miss Beleza Internacional, há outros títulos em jogo: o de Miss Simpatia e o de Miss Fotogênica. 
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ANNE VIVEU MAIS UM MILAGRE EM LONDRES - Milhares de peregrinos ajoelharam-se e começaram a orar com lágrimas nos olhos quando Anne Emília Spaiani, de 24 anos, levantou-se em frente à imagem de N.S.de Lourdes e começou a andar sem qualquer amparo. Em junho do ano passado ela ia para Mônaco na garupa da motocicleta de seu namorado. A máquina desgovernou-se e mergulhou num abismo. Anne fraturou a coluna vertebral e perdeu a articulação dos joelhos. Só podia andar com muletas, até que aconteceu em Lourdes, na semana passada, o milagre que a Medicina não pode fazer.
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Propaganda do sabonete Solis. "Haverá algo de novo em você!''

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