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sábado, 7 de julho de 2012

DE TIMBAÚBA PARA O MUNDO - Manoel Matias Barbosa e Carmelita Vasconcelos Barbosa, um orgulho timbaubense

          
          Ele e ela são de uma geração onde as pessoas levavam a sério o juramento feito no altar: fiel na alegria e na dor, na saúde e na doença, até que a morte nos separe. Lindos, felizes e  lúcidos, Manoel Matias Barbosa e Carmelita Vasconcelos Barbosa dão um exemplo incontestável de que o Amor entre duas pessoas pode superar a  rotina e o passar dos anos. 
              Ele completou 94 anos de idade no dia 21 do mês  passado, enquanto ela fez 91 em 12 de março. O casamento fez 66 anos no dia 28 de fevereiro. 

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           Conversar com o Sr. Manoel Matias Barbosa, na lucidez dos seus 94 anos de idade, completados em 21 de junho, é mergulhar no túnel do tempo timbaubense. Ele é casado com Carmelita Vasconcelos Barbosa, também lúcida, 91 anos feitos  no dia 12 de março, uma união feliz que dura desde 28/02/1946. Funcionário aposentado do IBGE, leva uma vida tranquila ao lado da sua amada numa bela casa perto da AABB. Sua vida, no entanto, nem sempre foi um mar de rosas.  Perdeu o pai aos 4 meses de idade e a mãe aos 9 anos. Foi educado por um tio e começou a trabalhar muito cedo. 

       
       O Sr. Manoel Matias Barbosa toca ao piston sua música inesquecível, Taí, composição de Joubert de Carvalho (1900-1977), o maior sucesso da carreira da cantora Carmen Miranda (1909-1955). 

Taí 
Eu fiz tudo pra você gostar de mim 
Ah meu bem não faz assim comigo, não 
Você tem, você tem
Que me dar seu coração.

Meu amor, não posso esquecer 
Se dá alegria, faz também sofrer 
A minha vida foi sempre assim 
Só chorando as mágoas que não tem fim
A minha vida foi sempre assim
Só chorando as mágoas que não tem fim.

Taí 
Eu fiz tudo pra você gostar de mim
Ah meu bem não faz assim comigo, não
Você tem, você tem
Que me dar seu coração.

Essa história de gostar de alguém
Já é mania que as pessoas têm 
Se me ajudasse Nosso Senhor 
Eu não pensaria mais no amor
Se me ajudasse Nosso Senhor
Eu não pensaria mais no amor. 

Taí
Eu fiz tudo pra você gostar de mim
Ah meu bem não faz assim comigo, não 
Você tem, você tem 
Que me dar seu coração.

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    Um pouco do Sr. Manoel Matias Barbosa no melhor estilo entrevista pingue-pongue

Um livro:  A Bíblia
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Uma personalidade timbaubense que a história guardou: 
Dr. João Ferreira Lima Filho.
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Uma música: Taí, de Joubert de Carvalho, gravada por Carmen Miranda.
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Um clube esportivo: Torço pela Seleção Brasileira.
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Uma festa: Os  finais de ano em Timbaúba
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Uma saudade: A do meu tempo de estudante no Colégio Timbaubense, onde fui aluno do Prof. José Mendes da Silva.
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Motivo de orgulho: Meus filhos Clóvis, Matilde, Cláudio, Marta, Mirtes, Carlos, Clodoaldo e Claudemir. Eles já me deram 14 netos e 7 bisnetos. Quando os meninos nasciam,  eu colocava os nomes com a letra C, em homenagem  a Carmelita. Quando as meninas nasciam, ela colocava os nomes com a letra M, em minha homenagem. Meus filhos são como as estrelas no céu que se multiplicam.
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Santo de devoção: Deus.
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A morte é... O fim da vida material, mas o espírito continua.
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O segredo de uma vida conjugal feliz:  Saber compreender, amar e não se esquecer de se voltar para Deus, sempre.
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Como era a Timbaúba de antigamente: Uma cidade muito tranquila. O Alto da Independência era um ponto de encontro familiar. As famílias subiam para lá aos domingos, a fim de apreciar a paisagem. Era uma beleza.
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Um lugar inesquecível: A praia de Pitimbu, onde tenho uma casa.
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O casal e seus oito filhos, em 1971, nas Bodas de Prata do seu casamento. Na frente, junto a D. Carmelita, Clodoaldo, e ao lado do pai, Claudemir. Atrás, da esquerda para a direita, Carlos Alberto, Cláudio, Clóvis, Matilde, Marta e Mirtes.
Em encontro recente, o casal e seus oito filhos. Na frente, ao lado de D. Carmelita, Marta, e ao lado do Sr. Manoel, Clodoaldo. Atrás, da esquerda para a direita, Claudemir, Carlos, Mirtes, Clóvis, Matilde e Cláudio.

Sr. Manoel e D. Carmelita ao lado de alguns dos seus 14 netos e 7 bisnetos. 
        Quando jovem, Sr. Manoel adorava carnaval. Tocava piston nas memoráveis festas da Liga Lítero Atlética e acrescenta um detalhe curioso:  Cheguei a tocar no Cabaré Rosa de Ouro e por conta do preconceito das famílias tradicionais para com as “meninas da vida”, na hora do show dávamos as costas a elas.  
         Detalhe: O Sr. Manoel até há pouco tempo dirigia automóvel e D. Carmelita até hoje adora bordar e costurar. 

          
            Por suas histórias de pessoas íntegras e  equilibradas, exemplos de vida para toda a comunidade, o casal Manoel e Carmelita é um orgulho timbaubense.
                                  
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DE TIMBAÚBA PARA O MUNDO - Memória timbaubense - São João 2012 - Roteiro poético de Timbaúba

                                
MEMÓRIA TIMBAUBENSE 
APA
 ASSOCIAÇÃO PAROQUIAL DE ASSISTÊNCIA


Imóvel onde funcionou a APA-Associação Paroquial de Assistência, cuja construção foi iniciada em 1953, por iniciativa do Monsenhor José Marques da Fonseca (1900-1979), e inaugurada em 1º/05/1963. 

      A singela capela, dedicada a São José Operário, patrono da instituição, foi demolida nos anos 2000, com o propósito de se construir no mesmo espaço um templo maior. A capelinha foi destruída, mas a igreja nova não foi erguida. 
   Foi na APA que funcionou a Faculdade de Timbaúba, antes de a mesma se mudar para o prédio próprio, no bairro de Sapucaia. O imóvel da APA continua nas mãos da Igreja Católica. 
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Foto extraída do livro Timbaúba Ontem e Hoje, Volume l, Timbaúba. PE, 1992 - Lusivan Suna, Edição do Autor - Página 185.
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Cópia completa de matéria sobre a APA, extraída do livro Timbaúba Ontem e Hoje, Volume l, Timbaúba. PE, 1992 - Lusivan Suna, Edição do Autor - Página 185.
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"Almofada" original da porta principal da APA, em madeira de lei cedro. Material de demolição, peça pertencente ao acervo de Daslan Melo Lima, editor do blog PASSARELA CULTURAL. ***** Dimensões: 60 cm de comprimento por 34 de largura. Espessura: 4 cm.
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Aspecto da APA sem a capela de São José Operário. 
                    Foto: Facebook/Timbaúba em números, fatos e fotos.                          ---------------

Os arcos da Apa, Associação Paroquial de Assistência, no bairro de Três Cocos, são  as molduras preferidas do Vento, que passa invisível no final da tarde, indo e vindo para o Alto Santa Terezinha. - Texto poético e foto de Daslan Melo Lima.


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UM SÃO JOÃO PARA RECORDAR
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 Gilmara e Urias Rodrigues Nery
   Débora Giselly e Henrique Neto
Isabela Moura e Theo Henrique
 Cezário Jr e Milena Vieira
 Ivaldo Apolinário e Ester Lopes

Juca Queiroz e Mirele Vieira

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ROTEIRO POÉTICO DE TIMBAÚBA

OS COCOS DE TRÊS COCOS - Sob um céu infinitamente azul, o vento traz canções do mar para os coqueiros da Av. Almirante Barroso, no bairro de Três Cocos. Tranquilo, um senhor sobe para tirar cocos, talvez cantando em silêncio aquele frevo que diz "Eu quero me trepar num pé de coco. / Eu quero me trepar pra tirar coco. / Depois eu quero quebrar o coco, / pra saber se o coco é oco, / pra saber se o coco é oco."

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MEMÓRIA TIMBAUBENSE 


Manoel e Carmelita, um orgulho timbaubense

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