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sábado, 29 de outubro de 2016

SESSAO NOSTALGIA – Emília Corrêa Lima, Miss Brasil 1955, aquele voo da jandaia azul


Daslan Melo Lima

Emília assomou à janela da cabine de comando do Convair, mal o aparelho aterrissou, e sorria para o povo, que a saudava: Emília! Emília! Emília!
No seu primeiro contato com a terra natal, depois que foi eleita Miss Brasil 1955, Emília Corrêa Lima recebeu, do povo cearense, uma das mais calorosas aclamações de que se tem notícia naquele Estado. Beleza e simpatia para a cidade inteira.

     A revista O Cruzeiro, de 23/07/1955, circulou em todo o País contando como foi a chegada em Fortaleza de Emília Corrêa Lima.  

     
Emília, pelo seu porte esbelto e esguio como o talhe da palmeira será, decerto, uma das mais fortes candidatas, frisava um trecho da matéria.



Brasil quer dizer Emília
Dos céus do Ceará voa a linda jandaia azul rumo a Long Beach. Vai levando beleza para concorrer com as outras belezas do mundo. A vitória é difícil. Boa sorte, Emília!


     Emília Barreto Corrêa Lima ficou entre as quinze semifinalistas do Miss Universo 1955, ano em que a vitoriosa foi a sueca Hillevi Ronbim (1933-1996). 
      Arrodeada de netos e das doces lembranças de um tempo que se foi, Emília deve se emocionar ao folhear aquela O Cruzeiro em que foi comparada a uma das mais lindas aves que ainda desfilam pelo céu nordestino.

sábado, 23 de março de 2013

SESSÃO NOSTALGIA – Carta a Emília, Miss Brasil


Por Daslan Melo Lima


           
          Nos últimos dias de julho de 1955, a famosa revista O Cruzeiro, a publicação mais lida do Brasil na época, chegava às bancas com uma tiragem de 630.000 exemplares, trazendo como uma das chamadas da capa o 36º Congresso Eucarístico Internacional, evento católico realizado no Rio de Janeiro, e como ilustração o conjunto infantil, também católico, Canarinhos de Petrópolis. Na secção da escritora Rachel de Queiroz (1910-2003), chamada “Última Página”, localizada exatamente na última página de O Cruzeiro, a sua crônica intitulada Carta a Emília, Miss Brasil, era dedicada à cearense Emília Barreto Corrêa Lima, Miss Brasil, representante brasileira no Miss Universo 1955, realizado em Long Beach, concurso vencido pela sueca Hillevi Rombin (1933-1996).

Emília Corrêa Lima, Miss Ceará, Miss Brasil, semifinalista no Miss Universo 1955.
           Eu tenho no meu acervo um exemplar daquela revista e quero compartilhar a relíquia com todos os meus leitores. Abaixo, a crônica de Rachel de Queiroz, transcrita exatamente como se encontra em O Cruzeiro,  de 30/07/1955, respeitando a ortografia em vigor nos anos cinquenta. O texto é um verdadeiro poema em prosa, lindo, terno, humano, místico, sábio, filosófico... Uma pérola que vale a pena conferir.

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CARTA A EMÍLIA, MISS BRASIL

Rachel De Queiroz

Minha flor:

          Quando esta carta sair impressa você talvez já esteja a caminho da América, para a disputa do grande título. É que eu ando por longe, metida no sertão da sua e minha terra, o que dificulta a rapidez das comunicações; mas palavras de amor nunca são demais nem tardias, e são justamente palavras de muito carinho que lhe posso dizer.
          Faz algum tempo que não a vejo. A última vez foi em sua casa; - você e Iaci, de saída para um cinema, creio, se entremostraram ràpidamente na porta da sala, para se fazerem apreciar pela “tia” que chegava de viagem. E reparei logo nessa sua esbelteza de galgo ou de garça, que é talvez o maior dos seus encantos. Nesta nossa terra de brevilíneas, você, longilínea perfeita, é uma maravilhosa exceção. Porém, em lugar da sua beleza e da beleza de sua irmã, igualmente tão linda, o que a família quis comentar foram os seus triunfos de estudiosa, tão de acôrdo com as tradições dos Barreto e dos Corrêa Lima; as famílias sofrem essa preocupação de subestimar a beleza das suas moças. Têm medo de que elas fiquem por demais vaidosas, que percam o amor da virtude e dos estudos, pelo amor da bonita cara e do bonito corpo.
          Felizmente, minha querida Emília, você não se deixou iludir pelas boas intenções dos de casa, e ao invés de tratar apenas de estudar, não se despreocupou de ser bonita. Teve a inteligência de dar valor a esse dom sobre todos os dons, que é a beleza. Sim, não acredite nunca quando lhe disserem que beleza é um acidente que não tem valor, que não dá felicidade, que mais vale inteligência, etc. Isso são chavões nascidos do desejo e da necessidade de consolar os feios. Uma bela mulher é uma perfeita obra de arte. Seja bonita com orgulho, com tranqüilidade, com segurança; cuide bem do seu rosto e do seu corpo, pois nada neste mundo vale mais do que a beleza. Quando eu tinha a sua idade, recebi um prêmio literário. (Recordo isso porque seu pai, então no Rio, no entusiasmo fraternal pela estreante, foi o meu melhor eleitor.) Pois, querida, não êsse modesto prêmio, destinado a estimular uma principiante, mas todos os prêmios literários deste mundo, até o Nobel, eu o daria de bom-gôsto para ser bonita como você o é.
          Eles dizem que não há mérito em ser bonita. Claro. Como não há mérito em ser inteligente, nem em ter bom caráter, nem em ser um gênio musical, nem um maravilhoso poeta. Manuel Bandeira, que foi um dos seus juízes, já nasceu com o dom divino; e com êle nasceu o seu poeta predileto, Carlos Drummond de Andrade. Tudo são dons, dons gratuitos, que se recebem da fonte de todos os dons. Valerão eles menos por isso? E a beleza, entre os dons, é o mais alto de todos: o maior elogio que se pode fazer a uma realização, a uma paisagem, a um poema, é dizer que são belos. Por que a beleza é a coroa que os completa. Nem a virtude se concebe sem beleza, nem a divindade. Não só os deuses dos pagões eram belos: a própria Igreja, dentro da sua austeridade, pinta os santos formosos. Alguém poderia imaginar Nossa Senhora feia? E Cristo, se viesse ao mundo na figura de um homem malformado, não seria até uma profanação? Vi outro dia o retrato autêntico de Santa Teresinha no seu leito de morte: era uma mulher de feições severas, nariz forte, rosto descarnado e precocemente envelhecido. Mas a agiografia oficial jamais permitiu que a reproduzissem assim e, em todas as imagens do culto, Santa Teresinha nos é apresentada como uma jovem de angélica beleza. (E digo angélica, porque os anjos são também padrões de formosura). Por que isso? Não será por frivolidade que a Igreja assim se empenha em tornar seus santos; será antes porque, com o seu profundo conhecimento do coração humano, sabe que a beleza atrai o amor e a devoção. Porque a beleza é como um sêlo de Deus.
        Filha de uma mulher muito linda, sempre adorei a beleza de minha mãe. Contam os de casa que um dia – eu teria uns seis anos - ela me pôs de castigo por motivo que me pareceu imerecido. E ao jantar, horas depois, ainda zangada com a injustiça, eu disse, encarando-a: “Só fico morando aqui porque você é bonita. Se você fosse uma mãe feia, eu fugia de casa”. Ela era também muito inteligente mas, agora que a perdi, o que mais lembro da infância, da mocidade, de todos os tempos em que vivemos juntas, é aquêle rosto formoso, que enchia a nossa casa como uma luz. E ao escrever estas palavras, sinto uma saudade tão grande, parece que uma coisa rebenta dentro do meu peito, e talvez eu não a tivesse amado tanto se ela não fosse tão linda. Nós nos orgulhávamos daquela beleza como de um tesouro de família, e a condição de seus filhos nos parecia um privilégio. Para nós era uma rainha.
          Você foi escolhida a mulher mais bela do Brasil. É um grande título, não acredite em quem lhe deprecie o valor, nunca desdenhe o seu dom maravilhoso. Todos lhe queremos bem por isso, lhe somos gratos por ter nascido e se criado tão bonita, nos orgulhamos de você. Se na América não lhe derem o título máximo, é porque os cegos são êles. Não viu que no ano passado, em lugar da nossa radiante Martha Rocha, prefeririam aquela pequena escocesa de lábios finos?
          Aqui ficamos, numa ansiosa torcida. Mas, volte você ou não com a faixa atribuída a Miss Universo, de qualquer forma será a nossa Miss; a única que nos agrada e igualmente nos encanta, Emília Barreto Corrêa Lima, a Miss Maguari, a Miss Ceará, a Miss Brasil.

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          Sem prejuízo da essência do primoroso texto de Rachel de Queiroz, desejo fazer duas pequenas correções na crônica. Manuel Bandeira (1886-1968) foi jurado do Miss Brasil em 1954 e não em 1955, enquanto Martha Rocha perdeu o título para Miriam Stevenson, norte-americana e não escocesa.


Emília Corrêa Lima, Miss Brasil 1955, na capa da revista Manchete.

          Emília Barreto Corrêa Lima é um nome que orgulha a memória do concurso Miss Brasil. Reinou com classe, elegância, e após o reinado casou, teve filhos, netos,  e hoje é uma tranquila viúva que mora no Rio de Janeiro. 

           Neste outono de 2013 que teve início há poucos dias, gostaria que todas as aspirantes aos tronos dos cobiçados reinados da beleza brasileira e seus coordenadores mergulhassem nesta Carta a Emília e refletissem nas sábias palavras de Rachel de Queiroz, “porque a beleza é  como um selo de Deus.”

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quinta-feira, 25 de setembro de 2008

SESSÃO NOSTALGIA - Ingrid Schmidt, Miss Rio de Janeiro 1955, o perfume que ficou



          É de Ingrid Schmidt, acima, em foto pertencente ao acervo do Labhoi, Laboratório de História Oral e Imagem da Universidade Federal Fluminense, que falarei neste espaço especial. Ela morreu segunda-feira, 22 de setembro. Simpatia, beleza, classe, elegância, educação, inteligência e  desembaraço fizeram da eterna Miss Rio de Janeiro uma das favoritas ao título de Miss Brasil 1955.

           Primeiro do que tudo é preciso situar a figura de Ingrid Schmidt na madrugada de um sábado distante, 25 de junho de 1955. Eram 19 moças que sonhavam ser Miss Brasil e ocupar o trono da baiana Martha Rocha, famosa pelo segundo lugar conquistado no Miss Universo 1954. O grande salão do teatro mecanizado do Hotel Quitandinha estava lotado e o público aplaudiu delirantemente quando Paulo Porto e Lourdes Mayer anunciaram as cinco finalistas. Emília Barreto Corrêa Lima, Miss Ceará, oito pontos, primeiro luigar; Annete Stone, Miss Amazonas; Ingrid Schmidt, Miss Rio de Janeiro; e Ethel Chiaroni, Miss São Paulo, empatadas para o segundo lugar com dois pontos cada uma; e  Gilda Medeiros, Miss Pará,um ponto, terceiro lugar.


As cinco finalistas do Miss Brasil 1955, da esquerda para a direita: Miss Amazonas, Annete Stone; Emília Corrêa Lima, Miss Ceará; Ethel Chiaroni, Miss São Paulo;Ingrid Schmidt, Miss Rio de janeiro; e Gilda Medeiros, Miss Pará. (Foto O CRUZEIRO,09/07/1955).
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Ingrid Schmidit
Revista Manchete Esportiva, nº 2, 1955.

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          Ingrid Schmidt Grael, matriarca da família de maior sucesso do esporte olímpico brasileiro,  morreu na manhã de segunda-feira, 22 de setembro, vítima de câncer. Aos 70 anos, ela estava internada no Hospital Samaritano, no Rio de Janeiro, e há um ano convivia com problemas causados pela doença. O enterro foi na segunda, às 17 horas, no Cemitério Parque da Colina, no Alto de Pendotiba, em Niterói. A vida de Ingrid foi sempre ligada ao esporte. Ela foi campeã de tênis na juventude. Seu pai, Preben Schmidt, foi um dos pioneiros da vela no país e iniciou todos os seus filhos na modalidade. Os gêmeos Erik e Axel, irmãos de Ingrid, foram os primeiros brasileiros campeões mundiais da vela, em 1961, na classe Snipe.

          Em 2005, foi madrinha do Brasil 1, barco brasileiro que deu a volta ao mundo e terminou a Volvo Ocean Race na terceira posição. Por causa dos filhos, ela costumava brincar que era "A Maior Mãe do Esporte Olímpico Brasileiro".
          Ingrid teve três filhos: Axel (velejador ambientalista) e os campeões olímpicos Torben e Lars Grael. Torben Grael, 48 anos, é o maior medalhista olímpico do país e velejador com o maior número de medalhas do planeta: ele tem dois ouros (Atlanta-1996 e Atenas-2004), uma prata (Los Angeles-1984) e dois bronzes (Seul-1988 e Sydney-2000). Lars, 44 anos, conquistou duas medalhas de bronze olímpicas, em Seul-1988 e Atlanta-1996. Em 1998, sofreu um acidente e teve de amputar a perna direita. Foi secretário de Esportes em São Paulo e trabalhou no Ministério dos Esportes em Brasília. Voltou a velejar e foi vice-campeão mundial da classe Mini-Maxi, regra ORC, comandando uma tripulação de deficientes físicos.


Ingrid Schmidt, vice-Miss Brasil 1955 - Foto Manchete, 02/07/1955

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          Ingrid não se destacou na vela como seus irmãos ou como dois de seus três filhos. Mas sempre foi o espírito esportivo, o bom humor em pessoa, a contadora de histórias. Do drama de ter o marido, Coronel Dickson Grael, perseguido pela repressão que queria calá-lo sobre o episódio da bomba do Riocentro ao episódio da perda de uma das pernas de seu filho Lars, ela sempre conseguia tirar uma lição, uma história para contar sorrindo. Ela transmitia um carinho enorme pelos filhos, netos, noras e amigos. Era respeitada e amada por todos da vela, especialmente os contemporâneos de seus filhos. Em sua casa, as bandejas que serviam doces e salgados em festas, eram na verdade bandejas de premiações de campeonatos conquistados pelos filhos e até mesmo por seu pai. Usando a gente cuida mais, não fica com ferrugem e damos uma utilidade prática para elas, simplificava Ingrid, apontada por muitos como a mais bela Miss Rio de Janeiro de todos os tempos. 

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O texto abaixo, autoria de Lars Grael, foi publicado em seu blog, http://www.larsgrael.com.br


Ingrid Schmidt Grael - A Guerreira Viking

23/9/2008 - 14:07:48


Com muito pesar, comunico o falecimento da nossa mãe Ingrid Schmidt Grael aos 70 anos de idade no Rio de Janeiro.Filha do lendário engenheiro e velejador dinamarques Preben Schmidt, Ingrid foi irmã de Rolf, Margarete e dos Tri-Campeões Mundiais de Vela Axel & Erik Schmidt.Foi Miss Niterói; Miss Estado do Rio de Janeiro e segundo colocada no Miss Brasil. Na cerimônia de premiação no Palacio do Catete e na presença do Presidente Café Filho, conheceu o Coronel Dickson Melges Grael com quem contraiu matrimônio.

Mãe do velejador ambientalista Axel Grael, do maior medalhista do esporte Olímpico Brasileiro e da Vela Mundial Torben Grael e deste que escreve esta coluna. Avó de Trine, Marco, Martine, Nicholas e Sofia Grael, Ingrid sempre teve ainda como filho seu sobrinho Glenn Erik Haynes, filho de sua irmã precocemente falecida Margarete (Guida).

Sócia mais antiga do Rio Yacht Club (Niterói), Ingrid teve uma vida itinerante como esposa de militar. Viveu no Rio, São Paulo, Osasco, Belém, Brasília, Ingrid que tinha dupla nacionalidade Brasileira e Dinamarquesa, sempre teve suas raízes na cidade de Niterói/RJ, berço de sua família e aonde foi sepultada ontem.

Velejadora e grande incentivadora da carreira dos filhos na Vela, Ingrid era amante do Tênis, esporte que começou a praticar na fase adulta, mas que a levou a conquistar a Taça Itamaraty em Brasília nos anos 70. Ainda em Brasília, foi professora de inglês e posteriormente Diretora da Casa Thomas Jefferson. Ao retornar a Niterói, foi professora do Brasas e atuou no ramo empresarial de exportação e importação.

Torcedora ferrenha dos irmãos, filhos e netos na Vela, Ingrid foi madrinha de vários dos nossos barcos, e com destaque para o "Brasil 1" que dignificou a vela brasileira na última edição da Volvo Ocean Race; do veleiro clássico da classe 6 Metros Internacional "Marga" e do veleiro escola do Instituto Rumo Náutico (Projeto Grael) "Fuzzarca" uma de suas últimas aparições públicas.

Para nós, fica o vazio e a saudade daquele sorriso contagiante, daquela disciplina escandinava, daquele amor pela vida, daquele carinho materno...
Ingrid foi duas vezes Rainha dos Jogos da Primavera, título que se orgulhava da conquista, outrora extremamente relevante. Uma das vezes, o título foi eternizado em capa do Jornal dos Sports ao receber o troféu das mãos do Presidente Getulio Vargas no Estádio das Laranjeiras (Fluminense Football Club). 

Parece que Dª Ingrid escolheu a abertura da primavera para sua despedida...

Lars, Renata, Trine, Nicholas & Sofia Grael. 
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Ingrid Schmidt, Miss Rio de Janeiro 1955

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Ingrid Schmidt na passarela do Hotel Quitandinha. ( O Cruzeiro, 09/07/1955)

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            A primavera de 2008 começou oficialmente às 12h46min da segunda-feira, 22 de setembro. Ingrid Schmidt, Miss Rio de Janeiro, vice-Miss Brasil 1955, partiu para outra dimensão um pouco antes, às 10h30min, deixando o perfume de quem soube cumprir bem sua missão no planeta Terra.

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