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SEJA BEM-VINDO ! SEJA BEM-VINDA! VOCÊ ESTÁ NO BLOG PASSARELA CULTURAL, cujas postagens, na maioria das vezes, são postadas aos sábados e domingos. Nossa trajetória começou em 02/07/2004, com o nome de Timbaconexão, como coluna sociocultural do extinto site de entretenimento Timbafest. Em 12/10/2007, Timbaconexão migrou para blog com o nome de PASSARELA CULTURAL, quando teve início a contagem de visitas. ***** Editor: DASLAN MELO LIMA - Timbaúba, Pernambuco, Brasil. ***** Contatos : (81) 9-9612.0904 (Tim / WhatsApp). E-mail: daslanlima@gmail.com
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sábado, 25 de agosto de 2018

DE OLHO NO PASSADO - Manchete, Ano 17, Nº 913, 18 de outubro de 1969

FESTIVAL DA CANÇÃO - Grande final do IV Festival Internacional da Canção, no Rio de Janeiro. A brasileira Evinha, vencedora com Cantiga Por Luciana, de Edmundo Souto e Paulinho Tapajós, abraçada por Malcolm Roberts, da Inglaterra, terceiro colocado com a música Love is All, de Les Reed e Barry Mason. ***** Foto de Gervásio Batista. 
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LOVE IS ALL -  O inglês Malcolm Roberts, 23 anos, cantando Love is All (O Amor É Tudo), de Les Reed e Barry Mason, conquistou o terceiro lugar no IV Festival da Canção. Malcolm Roberts recebeu uma das maiores ovações que o público do Rio de Janeiro dedicou a um artista.  ***** Vide: https://www.youtube.com/watch?v=optGcVya524
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MINHA VIDA COM PELÉ - Em quatro anos de casada, Rose esteve apenas quatro meses ao lado do rei. Mas, ainda assim, ela confessa que é uma mulher feliz. "Nestes quatro anos de casamento passamos uns quatro meses juntos. É, no máximo, uns trinta dias por ano. Nunca mais do que isso. Já aconteceu de ele ter apenas três dias em um mês para ficar comigo..." ***** Entrevista a Donatella Berlendis. Fotos de Heitor Hui.
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A VOLTA DE PAPILLON - Depois de passar vários anos na Ilha do Diabo, o ex-presidiário Papillon transformou-se da noite para o dia num dos nomes mais célebres de Paris. Sua autobiografia ocupa há 19 semanas o primeiro lugar na lista dos best sellers. As tardes de autógrafos a que comparece são muito concorridas pelas mulheres. ***** O ESCÂNDALO DE ELSA - A atriz Elsa Martinelli causou sensação em Capri ao comparecer a uma festa de caridade vestindo um ousado conjunto minissaia e miniblusa. Acompanhada pelo playboy internacional Bob Hornsterin e com a pele bronzeada pelo sol de verão, ela aproveitou a oportunidade para comprar caríssimos modelos dos costureiros Milla Schon, Carruti e Antonelli
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MISSES DE 1969 E  OS MAIÔS DA LINHA CAPRICE DE MANVAR - Elas posam por especial deferência de Helena Rubinstein. Da esquerda para a direita: Ana Cristina Rodrigues, Miss Rio Grande do Sul, terceiro lugar no Miss Brasil, nossa representante no Miss Mundo; Marice Vani Galvão, Miss Brasília, semifinalista (Top 8) no Miss Brasil; e  Maria Lúcia Alexandrino dos Santos, Miss São Paulo, Vice-Miss Brasil, semifinalista (Top 15) no Miss Beleza Internacional. 

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sábado, 7 de janeiro de 2017

SESSÃO NOSTALGIA – Castro, a cidade natal de Marly Simon, Miss Paraná 1969


Daslan Melo Lima

     Quantas cidades ganharam mais visibilidade na mídia graças à vitória de uma jovem num concurso de Miss? Dezenas. Uma delas é Castro, terra natal de Marly Sauerzapf Simon, Miss Paraná 1969, localizada às margens do Rio Iapó, fundada em 1778, município com quase 71 mil habitantes, distante 159 km da capital Curitiba.

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UMA CANÇÃO PARA CASTRO

Nandão Overdose interpreta “Castro Paraná”,


Vou voltar, vou voltar pra lá
Vou voltar pra Castro, Paraná.
Vou voltar, vou voltar pra lá
Vou voltar pra Castro, Paraná.

Vou seguindo a minha vida, vou lembrando de você
Passa o tempo não tem jeito, impossível te esquecer
A distância que machuca só aumenta a gratidão
Fui feliz mais que ninguém lá no meu velho rincão.

Me agarro na lembrança, eu te vejo ainda
Tão bonita e tão distante em minha imaginação
Canto alto, canto forte que é pra todo mundo ouvir
O tamanho da saudade que ainda mora em mim.

Vou voltar, vou voltar pra lá
Vou voltar pra Castro, Paraná.
Vou voltar, vou voltar pra lá
Vou voltar pra Castro, Paraná.

Pequenina e tão bonita, feito joia de valor
No caminho do tropeiro, a sua história vingou
Viajante assustado, eu um dia aqui cheguei
Mas foi logo enfeitiçado, me apaixonei por você.

Me agarro na lembrança, eu te vejo ainda
Tão bonita e tão distante em minha imaginação
Canto alto, canto forte, que é pra todo mundo ouvir
O tamanho da saudade que ainda mora em mim.

Vou voltar, vou voltar pra lá
Vou voltar pra Castro, Paraná.
Vou voltar, vou voltar pra lá
Vou voltar pra Castro, Paraná.

Vou seguindo a minha vida, mas você vai junto a mim
Esses anos se passaram, mas eu nunca te esqueci
Nos momentos mais difíceis, quando eu chorava só,
Me confortava a lembrança do meu rio Iapó.
Nos momentos mais difíceis, quando eu chorava só,
Me confortava a lembrança do meu rio Iapó.

Vou voltar, vou voltar pra lá
Vou voltar pra Castro, Paraná.
Vou voltar, vou voltar pra lá
Vou voltar pra Castro, Paraná.
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MARLY SIMON, MISS PARANÁ 1969


Marly Simon, 18 anos, 1,78 de altura, Miss Castro, eleita Miss Paraná 1969, na madrugada de 06/06/1969, e Tita Bastos, sua  treinadora. Vinte e quatro candidatas participaram do concurso.   ***** Foto: misscastrouniverso.blogspot.com.br/
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Marly Simon ladeada por  Heloísa Helena Camargo, à esquerda, segundo lugar, e Elaine Maria Paiva, terceira colocada, representante de Cornélio Procópio. ***** O júri esteve composto por Max Rosmann, Rudolf Kretsch, Diva Maria Stresser, João Milanez, Bráulio Pedroso, Gracy de Oliveira, Neli Fuganti, Raul Giudecelli, Marina Patitussi e Luís Gustavo (famoso por sua personagem na novela Beto Rockefeller). ***** Foto: revista O Cruzeiro, reprodução do missesnapassarela.blogspot.com.br
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Acima, Marly Simon, em foto da revista Manchete, com o vestido que usou na passarela do Maracanãzinho, na noite do concurso Miss Brasil 1969, quando Vera Fischer, Miss Santa Catarina, saiu vitoriosa. ***** Abaixo, o link mostrando seu desfile triunfal pelas ruas de Castro, 

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Oi, Roberto, boa tarde.
Você não  imagina o quanto adorei assistir ao vídeo.
A música é tudo aquilo que eu gostaria de ter composto em homenagem à terra onde nasci, sem falar da emoção de  mergulhar no túnel do tempo e encontrar a Miss Paraná 1969.
Nostalgia pura.
Um abraço.
Daslan

        Esse foi o teor do e-mail que enviei para o Roberto Macêdo, agradecendo o envio, no dia 04, do link para música do Nandão Overdose enaltecendo Castro. Resposta do biógrafo de Martha VasconcellosTive a mesma impressão. rsrsrs. Ao contribuir para a inspiração da minha primeira SESSÃO NOSTALGIA de 2017, Roberto não precisava dizer mais nada, pois sabemos que paixões são paixões, simplesmente paixões, não se explicam.
    Guardando as devidas proporções, Castro lembra São José da Laje, às margens do rio Canhoto, a cidadezinha alagoana onde nasci, por isso a letra e a melodia passaram a dose certa de nostalgia que me emocionou tanto. 
      Um abraço para você, leitor, leitora, e que Deus abençoe nossa caminhada durante todos os dias de 2017. 

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sexta-feira, 26 de junho de 2009

SESSÃO NOSTALGIA - Suely de Mello Veras, Miss Amazonas 1969

Daslan Melo Lima

       Entre as favoritas ao título de Miss Brasil 1969 estava Suely de Mello Veras, Miss Amazonas.
Suely, amazonense, esportiva e intelectual. Nunca o Amazonas concorreu com uma jovem tão típica, bonita e com medidas tão perfeitas. Suely de Mello Veras, Miss Amazonas, tem sangue de índio e espanhóis. Foi lançada pelo Nacional Futebol Clube, cursa o científico, pretende estudar medicina, pratica vôlei e adora ler poesias, em especial as de um poeta amazonense chamado Farias de Carvalho. (Revista Fatos & Fotos)


Na capa da revista Fatos & Fotos, de 10/07/1969, a loura Vera Fischer, Miss Santa Catarina, a morena Suely de Mello Veras, Miss Amazonas, e a loura Mara do Carvalho Ferro, Miss Guanabara. Detalhe: por lapso, a legenda na capa da revista fazia referência às Misses Guanabara, Espírito Santo e Amazonas.

          Vera Fischer, Miss Santa Catarina, a favorita do público, foi a grande vitoriosa do concurso Miss Brasil 1969. Maria Lúcia Alexandrino dos Santos, Miss São Paulo, classificou-se em segundo lugar. O terceiro ficou para Ana Cristina Rodrigues, Miss Rio Grande do Sul, e o quarto lugar para Mara Carvalho Ferro, Miss Guanabara. As candidatas que completaram o grupo das oito semifinalistas foram: Suely de Mello Veras, Miss Amazonas; Marice Vany Galvão, Miss Brasília; Vera Lúcia Camelo, Miss Ceará; e Ana Maria Fajardo Cortês, Miss Minas Gerais.

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                                  Suely lembrava Ira de Fustenberg

          Suely de Mello Veras despertou a simpatia do imenso público que lotava o Maracanãzinho. A maioria ficou insatisfeita quando o seu nome não foi anunciado entre as quatro primeiras colocadas. Para o público, ela foi a injustiçada do Miss Brasil 1969.


Suely de Mello Veras no desfile de maiô.(Revista Manchete)
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Ira de Fustenberg
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          Muitos achavam que o rosto de Suely lembrava o de Ira de Fustenberg, atriz italiana que brilhou nas telas sob a direção de grandes nomes do cinema mundial, como Alberto Lattuada, Robert Hossen, Luciano Emmer, Cesare Zavattini e Luciano Salce, entre outros. Nascida em 1940, em Roma, filha de uma família tradicional, Ira von Furstenberg, tinha 15 anos de idade quando casou com o príncipe espanhol Alfonso Von und zu Hohenlohe- Langenburg(1924-2003). Depois de cinco anos de casada, Ira conheceu o playboy e industrial milionário brasileiro Francisco Baby Pignatari (1916-1977) e com ele veio para o Brasil, onde permaneceu enquanto durou a união conjugal, de 1961 a 1964.


Ira von Furstenberg e Prinz Alfonso von Hohenlohe-Langenburg(Foto: www.whosdatedwho.com)

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Suely e a lenda da Tamba-Tajá


Suely de Mello Veras posando com seu traje típico. (Revista Fatos & Fotos)

          Tamba Tajá, o traje típico que Suely de Mello Veras usou no Miss Brasil, foi um dos mais singelos da história do concurso e tornou-se inesquecível por contribuir para divulgar pelo Brasil uma das mais belas lendas do Amazonas.  Abaixo, a lenda da Tamba-Tajá, segundo o  curumim-anorkinda.blogspot.com



          Há milhares de anos, na tribo Macuxi, havia um guerreiro forte e corajoso que se apaixonou por uma linda jovem de sua aldeia. Ela lhe correspondeu tão nobre sentimento e passadas algumas luas uniram-se em matrimônio.
        Casal tão apaixonado nunca mais existiu. Passavam sussurrando juras de amor baixinho, um para o outro. Mas eis que um dia, um estranho mal se acometeu da indiazinha, tornando-a paralítica. O índio Macuxi, para não separar-se de sua amada, teceu uma tipóia e a carregava em suas costas. Apesar de tantos cuidados e carinhos, ela não resistiu à enfermidade e morreu.
        O guerreiro foi então à floresta e cavou um buraco à beira de um igarapé, enterrando-se junto com sua adorada esposa, pois sua vida não tinha mais sentido sem ela. Na Lua Cheia, da sepultura brotou uma delicada planta, uma espécie desconhecida para os mais entendidos índios Macuxis. Era a Tamba- Tajá, planta de folhas triangulares, de cor verde, trazendo em seu verso outra folha de tamanho reduzido, onde visualizava-se um bordado de um desenho que parecia-se com o desenho de um órgão sexual feminino.
        A união das duas folhas, representa o grande amor do casal que nem mesmo a morte conseguiu separá-los.

          A cantora Fafá de Belém gravou em 1976 um elepê com o título Tamba-Tajá. Uma das faixas trazia a composição abaixo, autoria de Waldemar Henrique, uma prece à famosa planta.

TAMBA-TAJÁ

Composição de Waldemar Henrique

Tamba-tajá me faz feliz
Que meu amor me queira bem
Que seu amor seja só meu de mais ninguém,
Que seja meu, todinho meu, de mais ninguém...

Tamba tajá me faz feliz...
Assim o índio carregou sua macuxi
Para o roçado, para a guerra, para a morte,
Assim carregue o nosso amor a boa sorte...

Tamba-tajá
Tamba-tajá

Tamba-tajá me faz feliz
Que meu amor me queira bem
Que seu amor seja só meu de mais ninguém,
Que seja meu, todinho meu, de mais ninguém...

Tamba-tajá me faz feliz...
Que mais ninguém possa beijar o que beijei,
Que mais ninguém escute aquilo que escutei,
Nem possa olhar dentro dos olhos que olhei.

Tamba-tajá
Tamba-tajá


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Suely de Mello Veras, amazonense, esportiva e intelectual. (Revista Fatos & Fotos)

          Para finalizar, deixo para os leitores um belo poema do poeta Carlos Farias Ouro de Carvalho (1930-1997), o Farias de Carvalho, a quem aprendi a admirar graças a uma das mais lindas e inteligentes jovens da história do Miss Brasil: Suely de Mello Veras, Miss Amazonas 1969.

A PRIMEIRA NAMORADA

Farias de Carvalho

Como pássaros brancos que voltassem
de uma estranha região de coisas mortas,
as tuas mãos, Teresa, em meus cabelos
vieram ninhar saudades esquecidas.

Deixa eu tê-las nas minhas. Vamos juntos
passear velhos domingos de outros tempos,
fazer a turma toda roer de inveja
quando eu passar contigo pela praça.

Repetiremos tudo novamente:
– eu, orgulhoso, comprarei sorvetes
com os dez mil-réis contados da semana;

ficaremos depois no velho banco
sem dizer nada, nossas sombras juntas
como duas saudades que se achassem!


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Fafá de Belém canta ''Tamba-Tajá''