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sábado, 7 de maio de 2016

SESSÃO NOSTALGIA - Coquetel de Misses

Daslan Melo Lima


          Dias depois daquela madrugada de 20 de junho de 1965, quando saiu do Maracanãzinho consagrada com o título de Miss Guanabara 1965, Maria Raquel Helena de Andrade recebeu valiosas orientações de três misses: Vera Ribeiro, Miss Distrito Federal, Miss Brasil e quinta colocada no Miss Universo 1959; Vera Lúcia Saba, Miss Guanabara, terceiro lugar no Miss Brasil e nossa representante no Miss Mundo 1962; e Vera Lúcia Couto Santos, Miss Guanabara, vice-Miss Brasil e terceira classificada no Miss Beleza Internacional 1964. O assunto foi destaque na revista Fatos & Fotos, ano V, número 231, de 03/07/1965, com texto de José Rodolpho Câmara e fotos de Gil Pinheiro

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Vera Lúcia Couto, Maria Raquel, Vera Ribeiro com a filhinha Cristiane e Vera Saba. 

Três Veras estarão, dia 3 de julho, no Maracanãzinho, torcendo pela vitória de uma Raquel, no concurso Miss Brasil 1965. E não só torcendo. Com sua experiência em concursos anteriores, ajudam e orientam a nova Miss Guanabara, indicando-lhe os segredos que as conduziram à conquista dos respectivos títulos. A fim de traçarem os planos de batalha, foram convidadas  para um coquetel, no qual imperaram a simpatia e a beleza. Local da reunião: residência de uma das Veras - Vera Ribeiro Secco, Miss Distrito Federal e Miss Brasil 1959. Na tarde agradável, cada qual relembrou passagens de seus concursos, assinalando fatores que poderiam ter influência na carreira  da miss de agora. A todas, Maria Raquel de Andrade escutava com a simplicidade que é uma das características de sua personalidade. E as três misses anteriores - Vera Ribeiro Secco, Vera Saba e Vera Lúcia Couto - não escondiam o otimismo de que estavam possuídas, acreditando nas possibilidades da reconquista do titulo de mas bela brasileira em 1965 para o Estado da Guanabara. (Fatos & Fotos, 03/07/1965).

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Que segredo e qual orientação Vera Lúcia Couto estará transmitindo para a sua substituta, a botafoguense Maria Raquel de Andrade?
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O coquetel oferecido por Vera Ribeiro Secco às três outras misses, além de motivo para congraçamento, foi um show de elegância do quarteto.
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        Os segredos e as orientações que Vera Lúcia Couto, Vera Ribeiro e Vera Lúcia Saba passaram para Maria Raquel Helena de Andrade foram positivos. A preferida do público para o  título de Miss Brasil 1965 era a morena Marilena de Oliveira Lima, Miss Mato Grosso, quarta colocada, mas foi a loura do Botafogo quem recebeu a faixa, a coroa e o cetro de Miss Brasil 1965, ficando depois entre as quinze semifinalistas do Miss Universo.

        Fui criança e adolescente nos mágicos anos sessenta, época da maior parte das minhas mais gratas recordações, guardiã de muitas coisas inesquecíveis, entre elas os concursos de misses, que faziam o País parar como se estivéssemos em clima de Copa do Mundo. 

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sábado, 21 de abril de 2012

SESSÃO NOSTALGIA – OS TRAJES EVOCATIVOS DA MODA CARIOCA NO CONCURSO MISS GUANABARA 1965


Daslan Melo Lima


      Maracanãzinho, Rio de Janeiro, junho de 1965. A tradicional passarela em forma de ferradura do famoso ginásio de esportes tinha sido substituída por outra que reproduzia o símbolo do IV Centenário da fundação do Rio de Janeiro. Antes dos desfiles de traje de gala e maiô, as 30 candidatas ao título de Miss Guanabara 1965 desfilaram em trajes evocativos da moda carioca. 

Vinte e cinco mil pessoas aplaudiram as misses que desfilaram numa feérica passarela reproduzindo o símbolo do IV Centenário. (Revista Manchete, 03/07/1965)


Por causa das comemorações do IV Centenário, o concurso do Maracanãzinho apresentou uma novidade este ano: o desfile das candidatas em trajes de época. Trinta luxosíssimos vestidos, reconstituindo eras de esplendor e beleza da História,  cruzaram a passarela. Havia de tudo: o traje Império da vencedora, o autêntico iaiá boneca da segunda colocada, Sônia Regine Schuller, e outros. (Revista Fatos & Fotos  03/07/1965). 

A história do Rio de Janeiro foi contada através da evolução da moda, em vestidos desenhados pelos costureiros Evandro Castro Lima e Carlos Gil. (Manchete, 03/07/1965) 


Abaixo, os  trajes publicados na revista Fatos & Fotos, de 03/07/1965, uma visão histórica e inesquecível da fase de ouro dos concursos de beleza no Brasil.  
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Maria Raquel Helena de Andrade, Miss Botafogo, eleita Miss Guanabara 1965, desfilou com traje Império, de 1805, confeccionado em gaze musseline lilás, capa em cetim.
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Sônia Regine Schuller, Miss Caça e Pesca, segunda colocada, modelo de 1780, Iaiá Boneca, de organza e tafetá.
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Maria de Fátima, Miss Círculo dos Oficiais da PM. Vestido de 1909, com cintura marcada.
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Vera Lúcia, Miss Sumaré CC, traje de 1829, de influência espanhola e decote em V, bordado com rosas brancas.
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Margareth Bulcão, Miss Bangu, vestido no estilo de “...E O Vento Levou.”
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Sheila Chaves, Miss Fluminense, traje de 1820, marca a tendência da cintura baixa.
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      Faz 47 anos que tudo isso aconteceu. As Misses continuam desfilando em seus trajes de época nas revistas que guardo com tanto carinho. Parece até que foi ontem.  Vou guardar minhas revistas e imaginar que faz apenas 47 dias. Quero esquecer que envelheço,  enquanto aquelas jovens lindas do IV Centenário do Rio de Janeiro  permanecem jovens nas revistas daquele 1965.

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