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segunda-feira, 3 de fevereiro de 2020

SESSÃO NOSTALGIA - Vera Ribeiro naquele 1959, "quero apenas cinco coisas"

Daslan Melo Lima
      


          Uma imagem de Vera Ribeiro, Miss Distrito Federal, Miss Brasil, quinta colocada no concurso Miss Universo 1959, publicada na página Bela Lages por Julio Vasco, no Facebook, desfilando no atual Calçadão João Costa, em Lajes, Santa Catarina,  faz qualquer romântico, incorrigível como eu, viajar ao Túnel do Tempo
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Naquele 1959, Celly Campelo (1942-2003), fazia a juventude brasileira cantar e dançar ao som da música Estúpido Cupido.
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Naquele 1959, o filme Quanto Mais Quente Melhor, de Billy Wilder (1906-2002), levava muita gente ao cinema. No elenco estavam Marilyn Monroe (1926-1962), Tony Curtis (1925-2010) e Jack Lemmon (1925-2001). 
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Naquele 1959, o poeta Pablo Neruda (1904-1973) lançava mais um livro de sucesso,  Cem Sonetos de Amor
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        Imagino Pablo Neruda lendo O Cruzeiro e Manchete naquele 1959. Imagino e penso que foi Vera Ribeiro a musa inspiradora dos versos abaixo. 


Quero apenas cinco coisas...
Primeiro é o amor sem fim

A segunda é ver o outono

A terceira é o grave inverno
Em quarto lugar o verão
A quinta coisa são teus olhos
Não quero dormir sem teus olhos.
Não quero ser... sem que me olhes.
Abro mão da primavera para que continues me olhando.

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terça-feira, 15 de janeiro de 2019

SESSÃO NOSTALGIA - Vânia Beatriz Diniz Gotlib, Miss Minas Gerais 1959, uma tarde de sol para recordar

Daslan Melo Lima


             Naquela tarde ensolarada de março de 1960, a Granja das Margaridas,  nos arredores de Barbacena, a duas horas de Belo Horizonte, foi o cenário perfeito para José Nicolau fotografar Vânia Beatriz Diniz Gotlib, Miss Minas Gerais, quinta colocada no Miss Brasil 1959. As imagens foram publicadas na revista A Cigarra, edição de abril de 1960. 

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Vânia Beatriz Gotlib, natural de Pirapora, Minas Gerais, quinta colocada e Miss Simpatia do Miss Brasil 1959.
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Vânia Beatriz Gotlib (na extrema direita) e suas amigas Maria da Glória e Maria Lúcia.
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Vânia Beatriz Gotlib (à esquerda) e suas amigas sob as árvores frondosas da mansão que pertenceu a Virgílio Alvim de Melo Franco (1897-1948), político e jornalista. 
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Na Granja das Margaridas estava sendo construído o Country Club da Mantiqueira, próximo à BR-040, na época conhecida por BR-3. 
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         Por onde anda você, Vânia Beatriz Gotlib? A saudade de um tempo que se foi responde: em algum lugar deste imenso país tropical e também nas recordações de um poeta sonhador.

As finalistas do Miss Brasil 1959 - Da esquerda para a direita: Terezinha Rodrigues, Miss São Paulo, quarto lugar; Dione Brito de Oliveira, Miss Pernambuco, segundo; Vera Regina Ribeiro, Miss Distrito Federal, eleita Miss Brasil; Maria Euthymia Manso Dias, Miss Bahia, terceira colocada; e Vânia Beatriz Diniz Gotlib, Miss Minas Gerais, quinto lugar. ***** Imagem: revista Manchete.

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sexta-feira, 11 de maio de 2018

SESSÃO NOSTALGIA - Misses e Mães entre flores e reflexões


Daslan Melo Lima

          Esta secção rende um tributo a seis mães que um dia foram eleitas Miss Brasil. Entre flores e citações de personalidades famosas, elas "desfilam" com seus filhos e filhas, levando-nos a refletir sobre esta mágica e nobre palavra chamada MÃE.    
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Martha Rocha
Miss Bahia, Miss Brasil 
Vice-Miss Universo 1954



Martha Rocha com o esposo Álvaro Piano e os filhos Álvaro Luís  e Carlos Alberto. Martha ficou viúva e teve ainda a filha Claudia, fruto do seu segundo casamento com  Ronaldo Xavier de Lima.




“No momento em que uma criança nasce, a mãe também nasce. Ela nunca existiu antes. A mulher existia, mas a mãe, nunca. Uma mãe é algo absolutamente novo. ”  – Osho (1931-1990), líder espiritual indiano 
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Emília Corrêa Lima
Miss Ceará, Miss Brasil
Semifinalista (Top 15) no Miss Universo 1955



Emília Corrêa Lima e o esposo Wilson de Santa Cruz Caldas (1921-2005) com o primogênito Nelson. A Miss Brasil 1955 teve mais duas filhas, Marília e Emília.




“Toda mãe deveria se chamar maravilha.” – José Marti (1853-1895), poeta cubano
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Teresinha Morango
Miss Amazonas, Miss Brasil
 Vice-Miss Universo 1957


Alberto Pittigliani (1918-2003) com Teresinha Morango e os filhos Alberto e Andréa.


“Não tem no mundo flor em terra alguma, nem no mar e em nenhuma baía pérola tal, como um bebê no regaço de sua mãe”.  - Oscar Wilde (1854-1900), escritor irlandês.
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Adalgisa Colombo
Miss Distrito Federal, Miss Brasil
 Vice-Miss Universo 1958


Jackson Flores, Adalgisa Colombo (1940-2013) e Jackson Flores Jr. Depois de casar com Flavio Teruskin, seu segundo esposo, Adalgisa adotou dois filhos. A Miss Brasil 1958 e o filho Jackson Flores Jr morreram no mesmo ano de 2013. Ela no dia 18 de janeiro, de causa não divulgada pela família,  e ele em 29 de junho, de parada cardíaca. Jackson Flores Jr era jornalista, um dos editores  da Revista Força Aérea e autor de livros sobre aviação. 


“Tudo é incerto neste mundo hediondo, mas não o amor de uma mãe.”  – James Joyce (1882-1941), escritor irlandês.
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Vera Ribeiro
Miss Distrito Federal, Miss Brasil
Quinto lugar no Miss Universo 1959



Vera Ribeiro e a filha única Cristiane, do seu primeiro casamento com Júlio Eduardo Secco


“O amor de mãe por seu filho é diferente de qualquer outra coisa no mundo. Ele não obedece lei ou piedade, ele ousa todas as coisas e extermina sem remorso tudo o que ficar em seu caminho.” – Agatha Christie (1890-1976), escritora inglesa.
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Martha Vasconcellos
Miss Bahia, Miss Brasil
Miss Universo 1968



Martha Vasconcellos e o primogênito Leonardo.  Abaixo, ladeada por Leonardo e Leilane, frutos do seu casamento com Reinaldo Loureiro




"Mãe, são três letras apenas as deste nome bendito / Também o céu tem três letras e nelas cabe o infinito." - Mário Quintana (1906-1994), poeta gaúcho 
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     Sobrou uma cesta de rosas vermelhas. Ela é sua, caro leitor, cara leitora. Feche os olhos, imagine o seu perfume e entregue para sua Mãe, independente dela estar ou não neste plano. Ou então, guarde as flores para outro momento. Todo dia é dia de agradecer a Deus pela Mãe que Ele nos deu.  
      
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sábado, 12 de novembro de 2016

SESSÃO NOSTALGIA - Marcli Rosseti dos Guimarães, a arma do Clube Militar para a guerra das misses de 1959

Daslan Melo Lima


           O rosto bonito e o corpo harmonioso de Marcli Rosseti dos Guimarães estampou a capa da revista Mundo Ilustrado, de 13/06/1959, em três ângulos, fotografados por Campanella Neto. Eleita Miss Clube Militar do Rio de Janeiro, ela tinha disputado o primeiro concurso de Miss Brasília, onde perdeu para Marta Garcia, sua vice no clube carioca. Era apontada como forte candidata ao Miss Distrito Federal, na época Rio de Janeiro, pois Brasília seria inaugurada no ano seguinte. No Maracanãzinho, obteve o quinto lugar, no ano em que a disputa mais forte ficou entre as candidatas de Vila Isabel, Vera Ribeiro, primeira colocada, e Denise Rocha de Almeida, do Flamengo, classificada em segundo lugar.

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As medidas perfeitas cercam as esperanças de Marcli na batalha com a fita métrica e fazem defesa cerrada.
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     Esporte e vida ao ar livre ajudam a manter corpo e mente sadios.
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    Marcli Rosseti dos Guimarães só tinha medo de Miss Flamengo na disputa do cetro da beleza carioca.  Lia os livros da escritora francesa  Françoise Sagan (1935-2004) no original e estudava inglês.  Preferia a música popular brasileira e achava Recado uma das coisas boas de se ouvir. 
     Seu nome na Mundo Ilustrado estava escrito Marcli Rosete, mas preferi escrevê-lo aqui tal como apareceu na revista O Cruzeiro que fez a cobertura do Miss Distro Federal 1959.
      Fui no Google e descobri que naquele ano Recado, samba de Luiz Antônio e  Djalma Ferreira, tinha sido gavado pela cantora luso-brasileira Vera Lúcia
  
Você errou
Quando olhou pra mim
Uma esperança fez nascer em mim
Depois levou pra tão longe de nós
Seu olhar no meu
A sua voz

Você deixou
Sem querer deixar
Uma saudade enorme em seu lugar
Depois nós dois cada qual
A mercê do seu destino
Você sem mim
Eu sem você

Saudade meu moleque de recado
Não diga que eu me encontro nesse estado

            Clico no Youtube, fecho os olhos e viajo ao som da musica e da voz linda e suave de Vera Lúcia para um tempo que se foi, para sempre se foi.

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Vera Lúcia cantando Recado,  
https://www.youtube.com/watch?v=lNkFIOJeqZ0
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Sessão Nostalgia dedicada ao Miss Distrito Federal 1959, 
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Como foi o primeiro concurso Miss Brasília,
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Por onde anda a primeira Miss Brasília,

sábado, 7 de maio de 2016

SESSÃO NOSTALGIA - Coquetel de Misses

Daslan Melo Lima


          Dias depois daquela madrugada de 20 de junho de 1965, quando saiu do Maracanãzinho consagrada com o título de Miss Guanabara 1965, Maria Raquel Helena de Andrade recebeu valiosas orientações de três misses: Vera Ribeiro, Miss Distrito Federal, Miss Brasil e quinta colocada no Miss Universo 1959; Vera Lúcia Saba, Miss Guanabara, terceiro lugar no Miss Brasil e nossa representante no Miss Mundo 1962; e Vera Lúcia Couto Santos, Miss Guanabara, vice-Miss Brasil e terceira classificada no Miss Beleza Internacional 1964. O assunto foi destaque na revista Fatos & Fotos, ano V, número 231, de 03/07/1965, com texto de José Rodolpho Câmara e fotos de Gil Pinheiro

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Vera Lúcia Couto, Maria Raquel, Vera Ribeiro com a filhinha Cristiane e Vera Saba. 

Três Veras estarão, dia 3 de julho, no Maracanãzinho, torcendo pela vitória de uma Raquel, no concurso Miss Brasil 1965. E não só torcendo. Com sua experiência em concursos anteriores, ajudam e orientam a nova Miss Guanabara, indicando-lhe os segredos que as conduziram à conquista dos respectivos títulos. A fim de traçarem os planos de batalha, foram convidadas  para um coquetel, no qual imperaram a simpatia e a beleza. Local da reunião: residência de uma das Veras - Vera Ribeiro Secco, Miss Distrito Federal e Miss Brasil 1959. Na tarde agradável, cada qual relembrou passagens de seus concursos, assinalando fatores que poderiam ter influência na carreira  da miss de agora. A todas, Maria Raquel de Andrade escutava com a simplicidade que é uma das características de sua personalidade. E as três misses anteriores - Vera Ribeiro Secco, Vera Saba e Vera Lúcia Couto - não escondiam o otimismo de que estavam possuídas, acreditando nas possibilidades da reconquista do titulo de mas bela brasileira em 1965 para o Estado da Guanabara. (Fatos & Fotos, 03/07/1965).

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Que segredo e qual orientação Vera Lúcia Couto estará transmitindo para a sua substituta, a botafoguense Maria Raquel de Andrade?
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O coquetel oferecido por Vera Ribeiro Secco às três outras misses, além de motivo para congraçamento, foi um show de elegância do quarteto.
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        Os segredos e as orientações que Vera Lúcia Couto, Vera Ribeiro e Vera Lúcia Saba passaram para Maria Raquel Helena de Andrade foram positivos. A preferida do público para o  título de Miss Brasil 1965 era a morena Marilena de Oliveira Lima, Miss Mato Grosso, quarta colocada, mas foi a loura do Botafogo quem recebeu a faixa, a coroa e o cetro de Miss Brasil 1965, ficando depois entre as quinze semifinalistas do Miss Universo.

        Fui criança e adolescente nos mágicos anos sessenta, época da maior parte das minhas mais gratas recordações, guardiã de muitas coisas inesquecíveis, entre elas os concursos de misses, que faziam o País parar como se estivéssemos em clima de Copa do Mundo. 

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sábado, 7 de setembro de 2013

SESSÃO NOSTALGIA - Quando as Misses voavam pela Varig

Daslan Melo Lima

          Houve um tempo em que viajar de avião não era uma coisa comum. Subir ou descer a escada de uma aeronave e acenar para as pessoas presentes ao embarque ou desembarque era uma das coisas mais chiques do mundo.  A sempre lembrada empresa Varig foi parceira de vários concursos de Miss Brasil. 
      Através de imagens que pesquisei na Internet, vamos para o  túnel do tempo, viajar com as misses ou entrar com elas no escritório da Varig em New York.

 
Martha Rocha, Miss Bahia, Miss Brasil e vice-Miss Universo 1954.
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Teresinha Morango, Miss Amazonas, Miss Brasil, vice-Miss universo 1957.
Teresinha Morango, a atriz Ilka Soares e o apresentador Jota Silvestre (1922-2000) num programa de televisão.
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Adalgisa Colombo, Miss Distrito Federal, Miss Brasil, vice-Miss Universo 1958.
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Luz Marina Zuluaga, Miss Colômbia, Miss Universo 1958
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Vera Ribeiro, Miss Distrito Federal, Miss Brasil, quinta colocada no Miss Universo 1959.
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Gina Macpherson, Miss Guanabara, Miss Brasil 1960.
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Ieda Maria Vargas, Miss Rio Grande do Sul, Miss Brasil, Miss Universo 1963, ao lado de Carmem Teresinha Lucca, vice-Miss Rio Grande do Sul, Miss Objetiva do Brasil, Miss Objetiva Internacional 1963.
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Telegrama da gerência da Varig em Aracaju, SE, colocando à disposição de Jerusa Farias, Miss Pernambuco 1969, passagens aéreas com direito à acompanhante para uma festa a ser realizada no Iate Clube de Aracaju. ***** Imagem: Acervo de Jerusa Farias/Miss PE 1969.
Túnel do tempo 1969 - Maria do Socorro Costa, Miss Paraíba; Maria Carmen Gentil Barreto, Miss Sergipe; Yara Lúcia Bezerra, Miss Rio Grande do Norte, e Maria Jerusa Freitas  Farias, Miss Pernambuco, depois da festa realizada no Iate Club Aracaju. Momento em que a anfitriã Miss Sergipe acompanhava suas colegas ao aeroporto onde as mesmas retornariam para os seus Estados de origem via Varig. ***** Foto: Acervo de Jerusa Farias/Miss PE 1969.
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        Quando vejo as instalações modernas do Aeroporto Internacional dos Guararapes Gilberto Freyre, no Recife, fico admirado com tudo aquilo, mas acho o ambiente “frio”. Sinto saudade daquele tempo onde víamos as pessoas subindo ou descendo as escadas dos aviões. Havia mais romantismo e poesia.  


     Dedico esta crônica a minha amiga Adelucia Pereira de Melo, acima, ex-funcionária da Varig, que se emociona muito quando escuta “Esperando Aviões”, de Vander Lee. Detalhe:  Adelucia teve um namorado que nutria uma grande paixão platônica por uma das misses focalizadas nesta Sessão Nostalgia. O nome da Miss? Não direi. Melhor conservar o mistério, a fim de combinar com um tempo que se foi, para sempre se foi.

Esperando aviões

Meus olhos te viram triste  olhando pro infinito 
 Tentando ouvir o som do próprio grito. 
E o louco que ainda me resta   quis te levar pra festa. 
Você me amou de um jeito tão aflito,
que eu queria poder te dizer sem palavras.
Eu queria poder te cantar sem canções.
Eu queria viver morrendo em sua teia,
 seu sangue correndo em minha veia, 
seu cheiro morando em meus pulmões. 

Cada dia que passo sem sua presença,
sou um presidiário cumprindo sentença, 
sou um velho diário perdido na areia,
esperando que você me leia.
Sou pista vazia esperando aviões.
Sou o lamento no canto da sereia, 
esperando o naufrágio das embarcações. 
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Letra e música de Vander Lee

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