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sábado, 19 de maio de 2018

SESSÃO NOSTALGIA - Maria Madalena Jácome da Costa Britto, Miss Pernambuco 1972


Daslan Melo Lima
        
Maria Madalena Jácome da Costa Britto
Miss Pernambuco 
Top 5 (quarto lugar) no Miss Brasil 1972



         Eu estava entre as 20 mil pessoas naquela noite de sexta-feira, 09 de junho de 1972, no Ginásio de Esportes Geraldo Magalhães Melo, o Geraldão, no Recife, assistindo ao concurso Miss Pernambuco 1972. Eram vinte e três jovens e um sonho: representar o Estado no Miss Brasil, agendado para o dia 23 do mesmo mês, no Maracanãzinho, Rio de Janeiro. 

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As candidatas ao Miss PE 1972


Imagem em conjunto das concorrentes ao Miss Pernambuco 1972. Eram vinte e três, faltou uma no momento da foto.
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Top 5 -  Da esquerda para a direita: Maria de Fátima AntunesPaula Maria Jucá,  Maria Adélia Silva, Maria Madalena Brito e Paula Maria Jucá.
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Fátima Antunes, Maria Madalena e  Maria de Lourdes, o Top 3 do Miss Pernambuco 1972.

Top 5

1º lugar: Maria Madalena Jácome da Costa Britto, Miss ESURP, Escola Superior de Relações Públicas de Pernambuco. Potiguar, Maria Madalena já tinha disputado o Miss Rio Grande do Norte quando residia em Natal, capital do seu Estado.    
2º lugar: Maria de Fátima Filgueiras Antunes, Miss Clube Abanadores Leão de Vitória de Santo Antão. Fátima Antunes tornou-se Miss Objetiva de Pernambuco, Miss Objetiva do Brasil e Vice-Miss Objetiva Internacional 1972.
3º lugar: Maria de Lourdes Gomes de Lima, Miss Esporte Clube Arcoverde.
4º lugar: Maria Adélia Silva, Miss Círculo Militar do Recife.         
5º lugar: Paula Maria Jucá de Alcântara Velho Barreto, Miss Clube Internacional do Recife.

Top 11  

Sueli Alves Machado – Cabo de Santo Agostinho
Eula Maria Mendonça  - Casa Amarela
Maria Goretti Farias - Pesqueira
Lucia Maria Correa de Oliveira – Santa Cruz Futebol Clube
Terezinha Carneiro Tavares -  Serra Talhada
Bete Araújo Marques - Sport Club do Recife

Demais candidatas

Edsônia Cordeiro Fonseca - Canhotinho
Lucia Maria Pires Ferreira -  Clube Português do Recife,
Maria Lucia Silva - Escada
Lucia Helena Ferreira da Silva - Faculdade de Medicina da UFPE
Edva Magalhães Lira - Garanhuns
Edna Teixeira de Barros - Gravatá, Miss Simpatia
Ladjane Bandeira Teobaldo - Limoeiro
Rivete Aldacir Costa - Moreno
Maria das Neves dos Santos - Olinda
Maria Goreth Damasceno Amorim - Petrolina
Jucileia Maria Feitosa - Salgueiro
Eleonora da Paz Souza Albuquerque - São Lourenço da Mata

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Detalhes

Comissão julgadora - Martinho Luna Alencar (presidente); Martha Vasconcellos (Miss Bahia, Miss Brasil e Miss Universo 1968); Perseu Lemos, (cirurgião plástico); Mércia Oiticia Thurton (executiva); Condessa Iola Lisboa e  Elza Marzullo (jornalista carioca). 
Apresentação e atrações musicais - Os apresentadores foram  Neide Aparecida (uma das mais famosas garotas-propaganda do início da televisão brasileira) e o jornalsita pernambucano Albuquerque Pereira.  Entre um intervalo e outro do desfile, Antônio Marcos (1945-1992) e Vanusa cantaram  e encantaram.
Empate - Houve onze e não dez semifinalistas, devido a um empate de pontos entre duas candidatas.
Convidada - A Miss Rio Grande do Norte 1972, Tazia Bezerra de Sá, desfilou como convidada especial.
O susto de Martha Vasconcellos - Na saída do Geraldão, presenciei Martha Vasconcellos sendo muito assediada pelos fãs. Em dado momento, um rapaz alto e forte avançou para a nossa Miss Universo 1968, tentando beijá-la. Martha soltou um grito protegendo o rosto com as mãos. Imediatamente, Reynaldo Loureiro, seu esposo na época, posicionou-se à sua frente, enquanto os policiais afastavam o exaltado admirador e criavam um circulo de proteção ao redor de Martha Vasconcellos.
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                                              Maria Madalena, 
                  um honroso quarto lugar no Miss Brasil 1972

Acima, Maria Madalena em três momentos no Maracanãzinho, em traje típico, gala e maiô. Quase que ela seria Top 3. 

Top 3 do Miss Brasil 1972 - Capa da revista Manchete, 08/07/1972.  Da esquerda para a direita: Ângela Maria Favi (1953-2003), Miss São Paulo, segundo lugar, representante do Brasil no Miss Mundo; Rejane Vieira da Costa (1954-2013), Miss Rio Grande do Sul, eleita Miss Brasil 1972, segundo lugar no Miss Universo; e Jane Vieira Macambira, Miss Guanabara, terceira colocada, classificada em quarto lugar no Miss Beleza Internacional. 
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A senhora Maria Madalena Jácome Britto Lacerda Almeida, em visita ao Santuário de Fátima, Portugal, fotografada em frente  à árvore azinheira grande.  

      A Miss Pernambuco 1972 assina seu nome hoje como Maria Madalena Jácome Britto Lacerda Almeida. Está radicada em Natal, Rio Grande do Norte, onde casou, enviuvou, contraiu segundas núpcias e constituiu uma família linda, sendo uma personalidade de grande prestígio. Quarenta e seis anos depois, seu nome é lembrado como uma das mais belas misses Pernambuco de todos os tempos.  

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Imagens coloridas: Acervo de PASSARELA CULTURAL
Fotos em preto e branco: Acervo de Fernando Machado
Foto da Sra. Maria Madalena Jácome em Portugal: Facebook 
  


sábado, 28 de dezembro de 2013

SESSÃO NOSTALGIA - Adeus, Rejane Goulart, Miss Brasil 1972. Adeus, menina do bairro do Areal

Daslan Melo Lima

Rejane Vieira Costa (Rejane Goulart), Miss Brasil 1972 - Manchete, 15/07/1972.
    
     Na quinta-feira, 26, no Hospital Rio Mar, na Barra da Tijuca, Rio de Janeiro, morreu uma das minhas deusas, a gaúcha Rejane Vieira Costa (Rejane Goulart), Miss Brasil e vice-Miss Universo 1972, vítima de um AVC sofrido no dia 24.  A família só confirmou a morte de Rejane na manhã do sábado, 28/12. Embora o seu coração tenha deixado de bater na noite de sexta-feira, 27, os médicos tinham atestado sua morte cerebral desde o dia anterior. Rejane tomava remédios para hipertensão arterial e ainda se recuperava de um tombo que lhe causou em abril uma cirurgia e placas e pinos nas pernas. Rejane atuou no cinema e na televisão. 

      
      Rejane foi estrela do filme Negrinho do Pastoreio, dirigido por Antonio A.Fagundes, atuando ao lado de Grande Otelo e Brenno Melo, e trabalhou  em várias novelas, tais como  Felicidade, A Viagem e Era Uma Vez, na Rede Globo, e Ribeirão do Tempo, na TV Record. Ela tinha dois filhos: Rodrigo Goulart, fruto do seu  casamento com o engenheiro Rubens Andrade Goulart, e Júlia Granato, da sua união com  Ítalo Granato, diretor de produção da Rede Globo. 

     Aqui, uma ligeira observação: o nome de Rejane Goulart (nome artístico, manteve o Goulart depois do fim do seu casamento com Rubens) aparece às vezes na mídia como Rejane Vieira da Costa e não Rejane Vieira Costa, como consta nas revistas que fizeram a cobertura do Miss Brasil 1972, mas na revista Manchete sobre as reportagens do Miss Universo 1972, o seu nome foi escrito como Rejane Vieira Couto

Em abril, Rejane sofreu um tombo e teve de fazer uma cirurgia para colocação de placas e pinos nas pernas. No dia 7 daquele mês, ela postou estas imagens no seu Facebook com o seguinte comentário:  Ficarei com elas para sempre!!! Horrível não é mesmo??

       Nascida em 15/11/1954, em Cachoeira do Sul, e criada em Pelotas, Rejane era uma moça de família humilde que trabalhava de dia, como vendedora numa loja de calçados, e estudava de noite. Moradora de uma rua sem calçamento do bairro do Areal, a jovem viu a sua vida mudar totalmente quando foi convidada para participar do concurso de Miss da sua cidade. Em 06/06/2009, dediquei a ela a SESSÃO NOSTALGIA, "A Cinderela dos anos setenta",  http://passarelacultural.blogspot.com.br/2009/06/sessao-nostalgia.html

Rejane Vieira Costa, Miss Brasil 1972 ***** Manchete, 08/07/1972

Top 3 do Miss Brasil 1972 - Ângela Maria Favi, Miss São Paulo, segundo lugar; Rejane Vieira Costa, Miss Rio Grande do Sul, primeiro,  e Jane Macambira, Miss Guanabara, terceiro lugar. ***** Foto: Manchete, 08/07/1972. ***** Detalhe: Ângela Maria Favi faleceu no dia 28/06/2003, aos 49 anos de idade, em sua cidade natal, Araçatuba, SP, vítima de câncer nos pulmões. Era casada com o empresário Hélio Fogolin e deixou dois filhos,Hélio Fogolin JR e Karina Fogolin.

Uma foto histórica - Da esquerda para a direita, Maria da Glória Carvalho, Miss Guanabara/ terceira colocada no Miss Brasil/Miss Beleza Internacional 1968;  Rejane Vieira Costa, Miss Rio Grande do Sul/Miss Brasil/vice-Miss Universo 1972; e Lúcia Tavares Petterle, Miss Guanabara/vice-Miss Brasil/Miss Mundo 1971. ***** (Manchete, 08/07/1972).



Top 5 do Miss Universo 1972 - Da esquerda para a direita, Jennifer Mary McAdam, Miss Inglaterra, quinto lugar; Rejane Vieira Costa, Miss Brasil, segundo; Kerry Annes Wells, Miss Austrália, primeiro; Maria Antonieta Cámpoli Prisco, terceiro; e Ilana Goren, Miss Israel, quarto lugar. ***** Foto: O Cruzeiro.***** Confira neste link a chamada do Top 5 e as perguntas feitas às finalistas, http://www.youtube.com/watch?v=5XR4SHWmnO8

Rejane Vieira Costa e Kerry Anne Wells
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Como vendedora de calçados da empresa Casas Procópio, em Pelotas, RS, Rejane ganhava, em moeda da época, trezentos cruzeiros por mês. Ao posar com o noivo Rubens Andrade Goulart, estudante de engenharia,  para O Cruzeiro, de 18/07/1973, a revista informava aos leitores que "Beleza que só fez ser apurada nesse ano de reinado, Rejane Vieira Costa não é apenas o manequim requsitado pelos grandes acontecimentos do Sul. Moça dinâmica, ela é hoje diretora executiva da imobiliária Princesa do Lar, de Porto Alegre, recebendo do presidente da empresa, sr. Nelson Luís da Silveira, total apoio em todas as suas atividades, que lhe rendem um salário de cinco mil cruzeiros."  
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Sua atitivade de modelo rendeu várias capas de revistas, mostrando uma mulher segura de si, confiante, diferente da garota tímida que foi eleita Miss Brasil 1972. 

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Da esquerda para a direita, Júlia Granato e Rodrigo Goulart (filhos de Rejane), Rejane Goulart e sua irmã Janice Vieira Costa, em 31/05/2010. ***** Foto: Facebook. 

"Eu, meu irmão Rodrigo Goulart, minha tia Janice Vieira Costa, meu tio Jefferson Vieira Costa, minha avó Iracy Vieira e toda a família agradecemos o apoio, carinho e orações recebidas, que nos impulsionam a ainda ter forças para enfrentar este momento. Venho informar que a cremação da minha querida Mãe ocorrerá na data de hoje, às 15:00h, no Crematório do Caju. Não haverá velório, apenas uma curta cerimônia com duração aproximada de 1 hora. Obrigada, mais uma vez. Julia Granato " *****  (Mensagem de Julia Granato, Facebook, manhã de 28/12/2013).
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"Mesmo após a morte, Rejane vai continuar ajudando pessoas. É que a família optou pela doação de órgãos e agora aguarda a avaliação de que órgãos poderão ser doados." ***** Fonte: http://entretenimento.r7.com , 27/12/2013.

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      Perdoe-me Senhor, mas acho que ninguém deveria partir para a Grande Viagem nesta época do ano. Permita-me, Senhor, imaginar que uma faixa diferente, um manto especial, uma coroa singular e um cetro iluminado estão revestidos de eternidade para adornar nossa Miss Brasil 1972. Permita-me, Senhor, cantar o meu canto de nostalgia banhado de esperança, enquanto o ano de 2013 vai se despedindo da passarela das nossas vidas.

     Adeus, Rejane Goulart! Adeus, Rejane Vieira Costa, Miss Pelotas/Miss Rio Grande do Sul/Miss Brasil/vice-Miss Universo 1972! Adeus, menina do bairro do Areal.
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___Leia também 

SESSÃO NOSTALGIA - Rejane Vieira Costa (Rejane Goulart), a cinderela dos anos setenta


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sábado, 6 de junho de 2009

SESSÃO NOSTALGIA - Rejane Vieira Costa (Rejane Goulart), a cinderela dos anos setenta

A todos que estão acessando esta matéria, peço que, após a leitura da mesma, acessem este link:
http://passarelacultural.blogspot.com.br/2013/12/sessao-nostalgia_28.html
Nele, vocês irão encontrar meu tributo em memória da eterna Miss Brasil 1972.
Grato pela atenção.
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Daslan Melo Lima






"É um sonho, não pode ser verdade."
A frase de Rejane Vieira Costa, 18 anos, olhos verdes, cabelos castanhos, tímida e sensível, saiu do fundo do seu coração, assim que soube da vitória.
Nos concursos de beleza os sonhos frequentemente se tornam realidade, mas este ano a conquista do título de Miss Brasil revelou uma maravilhosa historia de Cinderela. 

Rejane nasceu em Cachoeira do Sul, e criou-se em Pelotas. 

Moça de família humilde, trabalhava de dia, como vendedora numa loja de calçados e estudava de noite. As portas da glória se abriram para ela quando teve a inspiração de aceitar o convite da Associação Atlética Casas Procópio, firma onde trabalhava, para participar do concurso que escolheria Miss Pelotas. Eram apenas seis candidatas. A história de fadas parecia terminar com sua primeira vitória, mas continuou alguns dias depois, quando, entre 36 moças de todo o estado, foi eleita Miss Rio Grande do Sul. Entusiasmada e feliz, Rejane veio para o Rio considerando que somente a viagem já era um grande prêmio. Ela só conhecia o Rio de fotografias e narrativas de amigas mais afortunadas. Então, o Maracanãzinho entrou em sua vida. Eleita Miss Brasil, ela não chorou. Pensou que fosse um sonho. Mas logo recebeu os aplausos da multidão como justa homenagem à sua beleza. 


De anônima vendedora das casas Procópio, Rejane Vieira Costa tornou-se, hoje, a personalidade mais famosa de Pelotas. A tranqüila rua do bairro do Areal, que não tem calçamento, onde mora com a família em casa alugada, passou a receber visitantes curiosos, que procuram vizinhos e parentes para saber detalhes da vida de Rejane. 

Nas duas lojas da firma em que trabalhava, pelo salário de trezentos cruzeiros mensais, está sendo procurada pelos clientes tradicionais, que a conheciam e ficaram felizes com sua eleição. 



Ela ainda não pediu demissão do emprego, está de férias, mas certamente seus compromissos como Miss Brasil a impedirão de voltar às Casas Procópio tão cedo.
No Colégio Nossa Senhora de Lurdes, onde cursava o segundo ano científico, no período noturno, as colegas ainda não se cansaram de falar sobre ela. 
Os pelotenses se orgulhavam de Rejane. Hoje todos conhecem detalhes sobre sua vida, mas isto não é importante, embora interesse. O fundamental é que a representante de Pelotas, eleita Miss Brasil, é uma jovem humilde e trabalhadora, simpática e afável, que venceu porque era a mais bela e assim obteve condições de melhorar o seu padrão de vida e o de sua família. 

Agora, o mundo inteiro se abre para ela. Emocionadíssima, no jantar da vitória no Rincão Gaúcho, deixou cair a sobremesa e manchou o vestido.

(Revista Manchete, 08/07/1972)

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Não fomos nós que inventamos: seria fácil demais. Mas, a história de Rejane Vieira da Costa, principia de fato como a de Cinderela, falando em sapatos. Só que a gauchinha, agora coroada Miss Brasil 72, não usava sapatinhos de cristal e não perdeu nenhum par nas escadarias do palácio do príncipe.

Os sapatos eram o seu instrumento de trabalho durante o tempo em que foi comerciária, na cidade de Pelotas, Rio Grande do Sul. Ao oferecer calçados às suas freguesas, ela acrescentava o seu lindo sorriso à nota, e assim foi ficando conhecida como “aquela mocinha maravilhosa, filha do sargento James”.


Os oficiais da Brigada Militar, lotados no interior, ganham salários modestos, e Rejane valorizava muito a sua remuneração de Cr$ 300,00 mensais, que lhe dava a oportunidade de ajudar no orçamento da família. Sua existência de moça simples e laboriosa nada tinha de emocionante e ela parecia destinada a repetir a vida rotineira e digna de sua mãe - e agora, sua acompanhante deslumbrada - D.Iraci.
O elemento mágico que mudou toda a biografia de Rejane foi a beleza.

(Revista O Cruzeiro)


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      Rejane Vieira foi a segunda colocada no concurso Miss Universo 1972, perdendo o titulo para a australiana Kerry Anne Wells, modelo profissional de 21 anos de idade.  Em 1973, Rejane Vieira foi estrela do filme Negrinho do Pastoreio, dirigido por Antonio A.Fagundes, atuando ao lado de Grande Otelo e Brenno MeloDepois, como Rejane Goulart, sobrenome do primeiro esposo, a Miss Brasil 1972 trabalhou nas novelas Felicidade, A Viagem e Era Uma Vez, da Rede Globo.
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      O texto abaixo, publicado na Manchete de 08/07/1972, de onde reproduzi as fotos que ilustram esta matéria, é emblemático.

Ser Miss Brasil é uma glória? 
A gaúcha Rejane Vieira Costa começa agora a sentir o doce sabor do sucesso e, como as outras, no futuro também terá uma história para contar. 

Será eleita Miss Universo, como sua conterrânea Ieda Maria Vargas ou a baiana Marta Vasconcelos? 

Renunciará ao trono da beleza, como a mineira Stael Maria Abelha? 
Terá a carreira e o renome internacional de modelo como a belíssima Adalgisa Colombo Flores? 
Vai casar-se com um milionário e entrar para a alta sociedade como Teresinha Morango Pittigliani e Martha Rocha de Lima? 
Tudo isso poderá acontecer, mas nem sempre os caminhos de uma rainha de beleza são fáceis.




      Rejane Vieira Costa, ou Rejane Goulart, também tem sua história para contar. Quase foi eleita Miss Universo, cumpriu com dignidade seu reinado até o fim, não teve uma carreira de modelo internacional e não entrou para o que se convencionou chamar de alta sociedade.

      Rejane Vieira Costa, ou Rejane Goulart, também tem sua história para contar, uma das mais belas histórias brasileiras: A da Cinderela da descalça rua do bairro do Areal, em Pelotas, que um dia foi eleita a mais bela mulher do Brasil e a segunda mulher mais bela do universo.

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