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domingo, 30 de abril de 2017

SESSÃO NOSTALGIA – Ana Maria do Rosário Lerner, Miss Alagoas 1972


Daslan Melo Lima

        No ano em que Maceió, a capital de Alagoas, Estado onde nasci, ganhou o seu primeiro telefone público, uma jovem de Penedo, às margens do rio São Francisco, era eleita Miss Alagoas. Na noite de 17 de junho, no Iate Clube Pajuçara, nove garotas desfilaram na passarela sonhando com o direito de representar Alagoas no concurso Miss Brasil.    

Ana Maria do Rosário Lerner

Top 3
Primeiro lugar – Ana Maria do Rosário Lerner, Miss Penedo
Segundo lugar – Maria Conceição Alves Malta, Miss Mata Grande
Terceiro lugar – Maria de Fátima Araújo Rocha, Miss CRB-Clube de Regatas Brasil
Semifinalistas
Nara Lúcia Amorim – Miss Capela
Laudicéia Gomes Poncell, Miss São Miguel dos Campos
Demais candidatas
Maria José Albuquerque Sampaio, Miss CSA – Centro Sportivo Alagoano
Joseilda Cassiano Tenório – Miss Major Isidoro
Arlete Ferreira de Araújo, Miss São Domingos
Olímpia Maria Quirino Costa, Miss Universitária     

Na passarela do Maracanãzinho, Rio de Janeiro, Miss Alagoas 1972 com seu singelo traje típico. Singelos eram todos os trajes típicos de um tempo que se foi. Abaixo, no desfile em traje de banho. "Catalina, o maiô da Miss Universo. O maiô da Miss Brasil. O seu maiô."


          No dia 23 de junho, Ana Maria do Rosário Lerner era uma das vinte e seis concorrentes ao título máximo da beleza brasileira. Embora tenha sido muito aplaudida, não obteve um lugar entre as oito semifinalistas.  

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POR ONDE ANDA ANA MARIA 
A beleza de Ana Maria do Rosário Lerner, quarenta e cinco anos depois de ter sido eleita Miss Alagoas. Ela vive hoje em Salvador, BA, mas não esquece suas raízes alagoanas. 
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Sua posição sobre a situação brasileira: "No momento atual, só podemos fazer duas coisas: rezar e protestar! Não se furte a nenhuma das duas!"
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"Já que não dá pra sair vamos brincar na neve" ***** De bem com a vida durante sua última temporada nos Estados Unidos, onde reside uma neta. 

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Gazeta de Alagoas
Recorte extraído de site http://www.reportermaceio.com.br

       A simples citação do ano de 1972, leva muitos alagoanos a recordarem do primeiro telefone público de Maceió. Todavia, ao fazer menção àquele tempo, o que vem na lembrança de milhares de pessoas é a beleza, o charme e a simpatia de Ana Maria do Rosário Lerner, eterna Miss Alagoas 1972. Miss para sempre miss.

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Agradecimentos
Genaro Oliveira Pires (fotos em preto e branco da Miss AL 1972)
Roberto Macêdo (lista das candidatas ao Miss AL 1972)
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Fotos coloridas 
Facebook

sábado, 22 de abril de 2017

SESSÃO NOSTALGIA - Misses, retratos em branco e preto


Daslan Melo Lima

     Quase meia-noite em Timbaúba, Pernambuco. Pelo Facebook, recebo uma mensagem de Genaro Oliveira Pires, educador baiano. Ele diz que lembrou-se de mim ao encontrar em seu acervo uma foto de Maria Olívia Rebouças Cavalcanti, minha Miss Brasil inesquecível. De repente, sem querer, Genaro deu-me inspiração para produzir a penúltima Sessão Nostalgia de abril, pois revendo outras mensagens suas encontrei fotos de rainhas da beleza em nostálgico branco e preto. 


Marta Rocha, Miss Bahia, Miss Brasil e vice-Miss Universo 1954. O País sentindo-se injustiçado por ela ter perdido o título universal da beleza devido às lendárias duas polegadas a mais nos quadris. 
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Teresinha Morango, Miss Amazonas, Miss Brasil e vice-Miss Universo 1957.
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Gina Macpherson, Miss Guanabara, Miss Brasil e semifinalista no Miss Universo 1960. Acenando para o público ao lado da Rainha da Festa da Uva, no Rio Grande do Sul.

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Maria Olívia Rebouças Cavalcanti, Miss Bahia, Miss Brasil e quinto lugar no Miss Universo 1962. Visitando o Banco da Bahia antes de viajar para Miami Beach.
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Vera Fischer, Miss Santa Catarina, Miss Brasil e semifinalista no Miss Universo 1969. Visitando uma indústria catarinense de abatimentos de bovinos 
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Ana Almeny, Miss Surubim, Miss Pernambuco 1970. Durante uma festa no interior pernambucano. 
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Lúcia Petterle, Miss Guanabara, vice-Miss Brasil e Miss Mundo 1971, em pose de modelo fotográfico.  
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Ana Maria do Rosário Lerner, Miss Alagoas 1972, e seu singelo traje típico. Singelos eram todos os trajes típicos daquele tempo.

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        Quase meia-noite em Timbaúba, Pernambuco. Antes do sono chegar, estou ouvindo "Retrato em branco e preto", uma canção de Tom Jobim (1927-1994) e Chico Buarque de Holanda, esperando sonhar com os antigos e inesquecíveis concursos de misses. 

Já conheço os passos dessa estrada

Sei que não vai dar em nada
Seus segredos sei de cór
Já conheço as pedras do caminho
E sei também que ali sozinho
Eu vou ficar, tanto pior
O que é que eu posso contra o encanto
Desse amor que eu nego tanto
Evito tanto
E que no entanto
Volta sempre a enfeitiçar
Com seus mesmos tristes velhos fatos
Que num álbum de retrato
Eu teimo em colecionar



Lá vou eu de novo como um tolo
Procurar o desconsolo
Que cansei de conhecer
Novos dias tristes, noites claras
Versos, cartas, minha cara
Ainda volto a lhe escrever
Pra lhe dizer que isso é pecado
Eu trago o peito tão marcado
De lembranças do passado
E você sabe a razão
Vou colecionar mais um soneto
Outro retrato em branco e preto
A maltratar meu coração

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Retrato em branco e preto

sábado, 28 de dezembro de 2013

SESSÃO NOSTALGIA - Adeus, Rejane Goulart, Miss Brasil 1972. Adeus, menina do bairro do Areal

Daslan Melo Lima

Rejane Vieira Costa (Rejane Goulart), Miss Brasil 1972 - Manchete, 15/07/1972.
    
     Na quinta-feira, 26, no Hospital Rio Mar, na Barra da Tijuca, Rio de Janeiro, morreu uma das minhas deusas, a gaúcha Rejane Vieira Costa (Rejane Goulart), Miss Brasil e vice-Miss Universo 1972, vítima de um AVC sofrido no dia 24.  A família só confirmou a morte de Rejane na manhã do sábado, 28/12. Embora o seu coração tenha deixado de bater na noite de sexta-feira, 27, os médicos tinham atestado sua morte cerebral desde o dia anterior. Rejane tomava remédios para hipertensão arterial e ainda se recuperava de um tombo que lhe causou em abril uma cirurgia e placas e pinos nas pernas. Rejane atuou no cinema e na televisão. 

      
      Rejane foi estrela do filme Negrinho do Pastoreio, dirigido por Antonio A.Fagundes, atuando ao lado de Grande Otelo e Brenno Melo, e trabalhou  em várias novelas, tais como  Felicidade, A Viagem e Era Uma Vez, na Rede Globo, e Ribeirão do Tempo, na TV Record. Ela tinha dois filhos: Rodrigo Goulart, fruto do seu  casamento com o engenheiro Rubens Andrade Goulart, e Júlia Granato, da sua união com  Ítalo Granato, diretor de produção da Rede Globo. 

     Aqui, uma ligeira observação: o nome de Rejane Goulart (nome artístico, manteve o Goulart depois do fim do seu casamento com Rubens) aparece às vezes na mídia como Rejane Vieira da Costa e não Rejane Vieira Costa, como consta nas revistas que fizeram a cobertura do Miss Brasil 1972, mas na revista Manchete sobre as reportagens do Miss Universo 1972, o seu nome foi escrito como Rejane Vieira Couto

Em abril, Rejane sofreu um tombo e teve de fazer uma cirurgia para colocação de placas e pinos nas pernas. No dia 7 daquele mês, ela postou estas imagens no seu Facebook com o seguinte comentário:  Ficarei com elas para sempre!!! Horrível não é mesmo??

       Nascida em 15/11/1954, em Cachoeira do Sul, e criada em Pelotas, Rejane era uma moça de família humilde que trabalhava de dia, como vendedora numa loja de calçados, e estudava de noite. Moradora de uma rua sem calçamento do bairro do Areal, a jovem viu a sua vida mudar totalmente quando foi convidada para participar do concurso de Miss da sua cidade. Em 06/06/2009, dediquei a ela a SESSÃO NOSTALGIA, "A Cinderela dos anos setenta",  http://passarelacultural.blogspot.com.br/2009/06/sessao-nostalgia.html

Rejane Vieira Costa, Miss Brasil 1972 ***** Manchete, 08/07/1972

Top 3 do Miss Brasil 1972 - Ângela Maria Favi, Miss São Paulo, segundo lugar; Rejane Vieira Costa, Miss Rio Grande do Sul, primeiro,  e Jane Macambira, Miss Guanabara, terceiro lugar. ***** Foto: Manchete, 08/07/1972. ***** Detalhe: Ângela Maria Favi faleceu no dia 28/06/2003, aos 49 anos de idade, em sua cidade natal, Araçatuba, SP, vítima de câncer nos pulmões. Era casada com o empresário Hélio Fogolin e deixou dois filhos,Hélio Fogolin JR e Karina Fogolin.

Uma foto histórica - Da esquerda para a direita, Maria da Glória Carvalho, Miss Guanabara/ terceira colocada no Miss Brasil/Miss Beleza Internacional 1968;  Rejane Vieira Costa, Miss Rio Grande do Sul/Miss Brasil/vice-Miss Universo 1972; e Lúcia Tavares Petterle, Miss Guanabara/vice-Miss Brasil/Miss Mundo 1971. ***** (Manchete, 08/07/1972).



Top 5 do Miss Universo 1972 - Da esquerda para a direita, Jennifer Mary McAdam, Miss Inglaterra, quinto lugar; Rejane Vieira Costa, Miss Brasil, segundo; Kerry Annes Wells, Miss Austrália, primeiro; Maria Antonieta Cámpoli Prisco, terceiro; e Ilana Goren, Miss Israel, quarto lugar. ***** Foto: O Cruzeiro.***** Confira neste link a chamada do Top 5 e as perguntas feitas às finalistas, http://www.youtube.com/watch?v=5XR4SHWmnO8

Rejane Vieira Costa e Kerry Anne Wells
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Como vendedora de calçados da empresa Casas Procópio, em Pelotas, RS, Rejane ganhava, em moeda da época, trezentos cruzeiros por mês. Ao posar com o noivo Rubens Andrade Goulart, estudante de engenharia,  para O Cruzeiro, de 18/07/1973, a revista informava aos leitores que "Beleza que só fez ser apurada nesse ano de reinado, Rejane Vieira Costa não é apenas o manequim requsitado pelos grandes acontecimentos do Sul. Moça dinâmica, ela é hoje diretora executiva da imobiliária Princesa do Lar, de Porto Alegre, recebendo do presidente da empresa, sr. Nelson Luís da Silveira, total apoio em todas as suas atividades, que lhe rendem um salário de cinco mil cruzeiros."  
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Sua atitivade de modelo rendeu várias capas de revistas, mostrando uma mulher segura de si, confiante, diferente da garota tímida que foi eleita Miss Brasil 1972. 

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Da esquerda para a direita, Júlia Granato e Rodrigo Goulart (filhos de Rejane), Rejane Goulart e sua irmã Janice Vieira Costa, em 31/05/2010. ***** Foto: Facebook. 

"Eu, meu irmão Rodrigo Goulart, minha tia Janice Vieira Costa, meu tio Jefferson Vieira Costa, minha avó Iracy Vieira e toda a família agradecemos o apoio, carinho e orações recebidas, que nos impulsionam a ainda ter forças para enfrentar este momento. Venho informar que a cremação da minha querida Mãe ocorrerá na data de hoje, às 15:00h, no Crematório do Caju. Não haverá velório, apenas uma curta cerimônia com duração aproximada de 1 hora. Obrigada, mais uma vez. Julia Granato " *****  (Mensagem de Julia Granato, Facebook, manhã de 28/12/2013).
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"Mesmo após a morte, Rejane vai continuar ajudando pessoas. É que a família optou pela doação de órgãos e agora aguarda a avaliação de que órgãos poderão ser doados." ***** Fonte: http://entretenimento.r7.com , 27/12/2013.

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      Perdoe-me Senhor, mas acho que ninguém deveria partir para a Grande Viagem nesta época do ano. Permita-me, Senhor, imaginar que uma faixa diferente, um manto especial, uma coroa singular e um cetro iluminado estão revestidos de eternidade para adornar nossa Miss Brasil 1972. Permita-me, Senhor, cantar o meu canto de nostalgia banhado de esperança, enquanto o ano de 2013 vai se despedindo da passarela das nossas vidas.

     Adeus, Rejane Goulart! Adeus, Rejane Vieira Costa, Miss Pelotas/Miss Rio Grande do Sul/Miss Brasil/vice-Miss Universo 1972! Adeus, menina do bairro do Areal.
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___Leia também 

SESSÃO NOSTALGIA - Rejane Vieira Costa (Rejane Goulart), a cinderela dos anos setenta


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sábado, 1 de junho de 2013

SESSÃO NOSTALGIA - AQUELAS CAPAS DA MANCHETE COM O TOP 3 DO MISS BRASIL

Daslan  Melo Lima

        Tarde chuvosa do primeiro domingo de junho de 2013, em Timbaúba, Pernambuco.  Navegando na Internet, encontrei uma imagem do resultado do concurso Miss Turquia 2013. Num único evento, aquele país elegeu as quatro jovens que irão disputar os mais importantes concursos de beleza do mundo: Miss Universo, Miss Beleza Internacional, Miss Mundo e Miss Terra.


Top 5 do Miss Turquia 2013. Da esquerda para a direita: Alin Agirbas, quinto lugar, Miss Turquia/Beleza Internacional; Berrin Keklikler, segundo lugar, Miss Turquia/Universo; Ruveyda Oksuz, primeiro lugar, Miss Turquia/Mundo, e Ezgi Avci, Miss Turquia/Terra.

      A foto das belas turcas levou-me para o túnel do tempo, para uma época onde existia em nosso país apenas o Miss Brasil, promovido pelos Diários e Emissoras Associados, certame que elegia as nossas representantes para o Miss Universo,  Miss Beleza Internacional e Miss Mundo. Tínhamos três Miss Brasil eleitas numa só noite, a Miss Brasil nº 1, primeira colocada, que ia para o Miss Universo; a Miss Brasil nº 2, segunda colocada; e a Miss Brasil  nº  3, terceira colocada, que viajam ao exterior para o Miss Beleza Internacional e o Miss Mundo.

     A foto das belas turcas levou-me a buscar no meu acervo os exemplares da revista  Manchete que trouxeram nas capas inesquecíveis beldades em doses triplas. 


Manchete, 25 de junho de 1960 /// Jean "Gina" Macpherson, Miss Guanabara, eleita Miss Brasil 1960, semifinalista no Miss Universo, ladeada pela morena Maria Edilene Torreão (Miss Pernambuco, semifinalista no Miss Mundo) e a  loura  Magda Renate Pfrimer (segundo lugar, Miss Brasilia, representante do Brasil no Miss Beleza Internacional).
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MANCHETE, 06 de julho de 1963  /// Ieda Maria Vargas (Miss Rio Grande do Sul, com a coroa, faixa, manto e cetro de Miss Brasil 1963, eleita Miss Universo em Miami Bach, Estados Unidos); a loura Tânia Mara Franco de Souza (Miss Paraná, segundo lugar, semifinalista no  Miss Beleza Internacional) e  Vera Lúcia Ferreira Maia (Miss Guanabara, terceira colocada, semifinalista no Miss Mundo).

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MANCHETE, 09 de julho de 1966 /// Ana Cristina Ridzi, Miss Guanabara, Miss Brasil 1966, representante do país no Miss Universo, ladeada por Marluce Rocha Manvailler (Miss Mato Grosso, segunda colocada, quarto lugar no Miss Mundo) e Francy Carneiro Nogueira, Miss Ceará, nossa Miss Brasil no  Miss Beleza Internacional. /// Detalhe: Em 1966 não houve o Miss Beleza Internacional e Francy Carneiro renunciou ao título para casar. Foi substituída por Virgínia Barbosa de Souza, Miss Minas Gerais, quarta colocada no Miss Brasil. Virgínia Barbosa classificou-se entre as semifinalistas do Miss Beleza Internacional 1967, realizado em 29/04/1967, antes do concurso Miss Brasil 1967.
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MANCHETE, 08 de julho de 1972 /// Da esquerda para a direita: Ângela Maria Favi, Miss São Paulo, segundo  lugar, representante do Brasil no Miss Mundo;  Rejane Vieira da Costa, Miss Rio Grande do Sul, eleita Miss Brasil 1972, segundo lugar no Miss Universo; e Jane Vieira  Macambira, Miss Guanabara, terceira colocada, classificada em quarto lugar no Miss Beleza Internacional. /// Detalhe: Ângela Maria Favi faleceu no dia 28/06/2003, aos 49 anos de idade, em sua cidade natal, Araçatuba-SP, vítima de câncer nos pulmões. Era casada com o empresário Hélio Fogolin e deixou dois filhos, Hélio Fogolin JR e Karina Fogolin
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MANCHETE, 15 de junho de 1974 /// Sandra Guimarães de Oliveira, Miss São Paulo, eleita Miss Brasil 1974, nossa representante no Miss Universo; Janeta Eleomara Hoeveler, Miss Rio Grande do Sul, segundo lugar, representante brasileira no Miss Beleza Internacional; Mariza Sommer,  Miss Brasília, terceiro lugar, semifinalista no Miss Mundo.

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        Quase noite do primeiro domingo de junho de 2013, em Timbaúba,  Pernambuco. 
          Certas coisas que marcaram positivamente nossas vidas deveriam nunca ter se acabado, tais como: um evento único para eleger as nossas representantes aos grande concursos de belezas do mundo e revistas como a Manchete, trazendo na capa as rainhas da beleza brasileira.

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sábado, 6 de junho de 2009

SESSÃO NOSTALGIA - Rejane Vieira Costa (Rejane Goulart), a cinderela dos anos setenta

A todos que estão acessando esta matéria, peço que, após a leitura da mesma, acessem este link:
http://passarelacultural.blogspot.com.br/2013/12/sessao-nostalgia_28.html
Nele, vocês irão encontrar meu tributo em memória da eterna Miss Brasil 1972.
Grato pela atenção.
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Daslan Melo Lima






"É um sonho, não pode ser verdade."
A frase de Rejane Vieira Costa, 18 anos, olhos verdes, cabelos castanhos, tímida e sensível, saiu do fundo do seu coração, assim que soube da vitória.
Nos concursos de beleza os sonhos frequentemente se tornam realidade, mas este ano a conquista do título de Miss Brasil revelou uma maravilhosa historia de Cinderela. 

Rejane nasceu em Cachoeira do Sul, e criou-se em Pelotas. 

Moça de família humilde, trabalhava de dia, como vendedora numa loja de calçados e estudava de noite. As portas da glória se abriram para ela quando teve a inspiração de aceitar o convite da Associação Atlética Casas Procópio, firma onde trabalhava, para participar do concurso que escolheria Miss Pelotas. Eram apenas seis candidatas. A história de fadas parecia terminar com sua primeira vitória, mas continuou alguns dias depois, quando, entre 36 moças de todo o estado, foi eleita Miss Rio Grande do Sul. Entusiasmada e feliz, Rejane veio para o Rio considerando que somente a viagem já era um grande prêmio. Ela só conhecia o Rio de fotografias e narrativas de amigas mais afortunadas. Então, o Maracanãzinho entrou em sua vida. Eleita Miss Brasil, ela não chorou. Pensou que fosse um sonho. Mas logo recebeu os aplausos da multidão como justa homenagem à sua beleza. 


De anônima vendedora das casas Procópio, Rejane Vieira Costa tornou-se, hoje, a personalidade mais famosa de Pelotas. A tranqüila rua do bairro do Areal, que não tem calçamento, onde mora com a família em casa alugada, passou a receber visitantes curiosos, que procuram vizinhos e parentes para saber detalhes da vida de Rejane. 

Nas duas lojas da firma em que trabalhava, pelo salário de trezentos cruzeiros mensais, está sendo procurada pelos clientes tradicionais, que a conheciam e ficaram felizes com sua eleição. 



Ela ainda não pediu demissão do emprego, está de férias, mas certamente seus compromissos como Miss Brasil a impedirão de voltar às Casas Procópio tão cedo.
No Colégio Nossa Senhora de Lurdes, onde cursava o segundo ano científico, no período noturno, as colegas ainda não se cansaram de falar sobre ela. 
Os pelotenses se orgulhavam de Rejane. Hoje todos conhecem detalhes sobre sua vida, mas isto não é importante, embora interesse. O fundamental é que a representante de Pelotas, eleita Miss Brasil, é uma jovem humilde e trabalhadora, simpática e afável, que venceu porque era a mais bela e assim obteve condições de melhorar o seu padrão de vida e o de sua família. 

Agora, o mundo inteiro se abre para ela. Emocionadíssima, no jantar da vitória no Rincão Gaúcho, deixou cair a sobremesa e manchou o vestido.

(Revista Manchete, 08/07/1972)

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Não fomos nós que inventamos: seria fácil demais. Mas, a história de Rejane Vieira da Costa, principia de fato como a de Cinderela, falando em sapatos. Só que a gauchinha, agora coroada Miss Brasil 72, não usava sapatinhos de cristal e não perdeu nenhum par nas escadarias do palácio do príncipe.

Os sapatos eram o seu instrumento de trabalho durante o tempo em que foi comerciária, na cidade de Pelotas, Rio Grande do Sul. Ao oferecer calçados às suas freguesas, ela acrescentava o seu lindo sorriso à nota, e assim foi ficando conhecida como “aquela mocinha maravilhosa, filha do sargento James”.


Os oficiais da Brigada Militar, lotados no interior, ganham salários modestos, e Rejane valorizava muito a sua remuneração de Cr$ 300,00 mensais, que lhe dava a oportunidade de ajudar no orçamento da família. Sua existência de moça simples e laboriosa nada tinha de emocionante e ela parecia destinada a repetir a vida rotineira e digna de sua mãe - e agora, sua acompanhante deslumbrada - D.Iraci.
O elemento mágico que mudou toda a biografia de Rejane foi a beleza.

(Revista O Cruzeiro)


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      Rejane Vieira foi a segunda colocada no concurso Miss Universo 1972, perdendo o titulo para a australiana Kerry Anne Wells, modelo profissional de 21 anos de idade.  Em 1973, Rejane Vieira foi estrela do filme Negrinho do Pastoreio, dirigido por Antonio A.Fagundes, atuando ao lado de Grande Otelo e Brenno MeloDepois, como Rejane Goulart, sobrenome do primeiro esposo, a Miss Brasil 1972 trabalhou nas novelas Felicidade, A Viagem e Era Uma Vez, da Rede Globo.
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      O texto abaixo, publicado na Manchete de 08/07/1972, de onde reproduzi as fotos que ilustram esta matéria, é emblemático.

Ser Miss Brasil é uma glória? 
A gaúcha Rejane Vieira Costa começa agora a sentir o doce sabor do sucesso e, como as outras, no futuro também terá uma história para contar. 

Será eleita Miss Universo, como sua conterrânea Ieda Maria Vargas ou a baiana Marta Vasconcelos? 

Renunciará ao trono da beleza, como a mineira Stael Maria Abelha? 
Terá a carreira e o renome internacional de modelo como a belíssima Adalgisa Colombo Flores? 
Vai casar-se com um milionário e entrar para a alta sociedade como Teresinha Morango Pittigliani e Martha Rocha de Lima? 
Tudo isso poderá acontecer, mas nem sempre os caminhos de uma rainha de beleza são fáceis.




      Rejane Vieira Costa, ou Rejane Goulart, também tem sua história para contar. Quase foi eleita Miss Universo, cumpriu com dignidade seu reinado até o fim, não teve uma carreira de modelo internacional e não entrou para o que se convencionou chamar de alta sociedade.

      Rejane Vieira Costa, ou Rejane Goulart, também tem sua história para contar, uma das mais belas histórias brasileiras: A da Cinderela da descalça rua do bairro do Areal, em Pelotas, que um dia foi eleita a mais bela mulher do Brasil e a segunda mulher mais bela do universo.

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quinta-feira, 16 de outubro de 2008

SESSÃO NOSTALGIA - Jane Macambira, o feitiço da vila

Daslan Melo Lima



Quem nasce lá na Vila
Nem sequer vacila
Ao abraçar o samba
Que faz dançar os galhos darvoredo 
e faz a lua nascer mais cedo.

Lá, em Vila Isabel, 
Quem é bacharel
Não tem medo de bamba.
São Paulo dá café, Minas dá leite,
E a Vila Isabel dá samba.

A vila tem um feitiço sem farofa;
Sem vela e sem vintém
Que nos faz bem
Tendo nome de princesa transformou o samba
Num feitiço decente que prende a gente.

O sol da Vila é triste
Samba não assiste
Porque a gente implora:
Sol, pelo amor de Deus, não vem agora 
que as morenas vão logo embora.

Eu sei tudo o que faço
sei por onde passo
paixão não me aniquila
Mas, tenho que dizer, 
modéstia à parte, meus senhores,
Eu sou da Vila!



               Os versos do famoso samba Feitiço da Vila, de Noel Rosa (1910-1937) e Osvaldo Gogliano, o Vadico (1910-1962), inspiraram os repórteres Tarlis Batista, Maria Cláudia e Mounir Safatli a dar o seguinte título à reportagem do concurso Miss Guanabara 1972, da revista Manchete, de 1º/07/1972: MISS GB 72 - JANE MACAMBIRA - O FEITIÇO DA VILA.

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Jane Macambira
 Senhorita, Miss e Rainha

               Jane Vieira Macambira era morena, tinha cabelos e olhos castanhos, 19 anos de idade, estudante de um curso pré-vestibular para Psicologia, 1,69 de altura, 54 quilos, 91 cm de busto, 60 de cintura, 91 de quadris, 54 de coxa e 21 cm de tornozelo. Era natural de Santos, São Paulo, morava no bairro de Santa Tereza, Rio de Janeiro, torcia pelo Vasco da Gama, tinha conquistado o título de Senhorita Rio 1970, e representou a Associação Atlética Vila Isabel no concurso Miss Guanabara 1972.  A preferida do público era a loura Fátima Nascimento, Miss Clube dos Advogados, que ficou em segundo lugar. Venceu Jane Macambira, que já tinha muita experiência de passarela, pois além do Senhorita Rio, também venceu o Rainha das Praias Brasileiras 1971.

E para os que acham Jane Macambira uma gracinha, lá vai um aviso: a moça não tem namorado, e nem quer saber de compromisso mais sério, porque o negócio dela é o pré-vestibular - está trocando qualquer príncipe encantado por um livro. É o seu atual amor. Aliás, Jane é o tipo da menina que não deixa para amanhã o que pode dizer hoje:
- Por que vou fazer um rapaz perder tempo comigo, se ainda pretendo estudar, tornar-me independente, para só depois pensar em casamento, em filhos? Sou contra o gênero de mulher que depende de homem para tudo. Ela tem que ser companheira e não empregada doméstica.
Jane Macambira tem lá suas certezas. E jura que nunca ouviu falar nesse tal de Women´s Lib.
(Manchete)


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TOP 3 - MISS BRASIL 1972 - Da esquerda para a direita: Ângela Maria Favi (1954-2003), Miss São Paulo, segundo lugar, representante brasileira no Miss Mundo; Rejane Vieira da Costa, Miss Rio Grande do Sul, primeira colocada, segundo lugar no Miss Universo; Jane Macambira, Miss Guanabara, terceira colocada, quarto lugar no Miss Beleza Internacional, sendo eleita depois em Oranjestad, Aruba, Miss Intercontinental 1972. 

Jane Macambira vem sendo comparada a um belo carro de Fórmula-1: modelo aerodinâmico, chassis último tipo, máquina incrementada. Sem cessar, ela acumula títulos. Primeiro, foi Rainha das Piscinas de Santa Catarina, depois Senhorita Rio e em seguida Miss Guanabara. Colocando-se em terceiro lugar no concurso para Miss Brasil, ela ficou automaticamente classificada para ser a representante brasileira no concurso Miss Internacional que se realiza, anualmente, em Tóquio. E, agora, o resultado mostra que Jane Macambira continua em plena forma: ela ganhou um honroso 4º lugar, numa competição duríssima, onde havia candidatas de grande beleza. A inglesinha Linda Hooks sagrou-se Miss Internacional, seguida de perto pela segunda colocada, a australiana Nola Christine Clark. Escassas polegadas separavam esta da morena classificada em 3º lugar, Iolanda Dominguez, das Filipinas. E só por uma questão de milímetros – talvez devido a uma derrapagem do júri, desacostumado a curvas brasileiras - Iolanda venceu Jane Macambira. (As Curvas Cariocas no Oriente-Manchete)

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        Jane Macambira deve ter casado e tido filhos, mas só depois de ter se formado em Psicologia e de virar uma mulher independente, como sempre foi o seu desejo.
       Imagino um neto seu ou uma neta sua navegando na Internet, descobrindo esta Sessão Nostalgia e falando emocionadoo:
       - Minha mãe continua tão linda como no tempo em que foi o Feitiço da Vila!

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