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SEJA BEM-VINDO ! SEJA BEM-VINDA! VOCÊ ESTÁ NO BLOG PASSARELA CULTURAL, cujas postagens, na maioria das vezes, são postadas aos sábados e domingos. Nossa trajetória começou em 02/07/2004, com o nome de Timbaconexão, como coluna sociocultural do extinto site de entretenimento Timbafest. Em 12/10/2007, Timbaconexão migrou para blog com o nome de PASSARELA CULTURAL, quando teve início a contagem de visitas. ***** Editor: DASLAN MELO LIMA - Timbaúba, Pernambuco, Brasil. ***** Contatos : (81) 9-9612.0904 (Tim / WhatsApp). E-mail: daslanlima@gmail.com
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sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

DE ALAGOAS PARA O MUNDO

TIMBAÚBA E SÃO JOSÉ DA LAJE, IRMÃS EM VÁRIOS SENTIDOS

Chamada de capa no CORREIO DE NOTÍCIAS.A chegada do timbaubense Carlos Lyra em São José da Laje-AL, no final do Século XIX, instituiu um laço fraterno entre as duas cidades nordestinas. No 12º Encontro de Lajenses, realizado no dia 14 de janeiro, essa ligação foi enfatizada.




 
.....O jornal CORREIO DE NOTÍCIAS está circulando com uma reportagem sobre o 12º Encontro de Lajenses, evento realizado em São José da Laje no dia 14 de janeiro. Confira neste link:  http://www.jcnoticias.net/edicao/atual/13.jpg .
.....Peço aos meus conterrâneos que desejarem receber exemplares do jornal que façam contato comigo através do e-mail daslan@terra.com.br, fornecendo o endereço completo para correspondência. 
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.....Após o Carnaval, darei continuidade às postagens das imagens clicadas no Encontro.   
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sábado, 4 de fevereiro de 2012

DE ALAGOAS PARA O MUNDO

UM EVENTO PARA RECORDAR
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São José da Laje-AL, 14/01/2012, 12º Encontro de Lajenses - A cada edição  de PASSARELA CULTURAL, postarei as imagens clicadas com exclusividade para o blog. A maioria de nós, lajenses ausentes do torrão natal, passa o ano inteiro sonhando chegar janeiro. 

Rejane Lima (minha prima), Eu e Pedro Mendes da Rocha Filho (Pedrinho do Seu Doca), colega do curso ginasial.
 Alice Teixeira adorou o presente que lhe dei, um antigo ferro de engomar.
Eu e o casal Márcio e Antonieta Martins, colegas do tempo do Ginásio São José.
Eu, minha prima Rejane Lima e o seu filho Dagoberto Souza Caldas Junior.
Família é tudo.

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sábado, 28 de janeiro de 2012

DE ALAGOAS PARA O MUNDO

CHICÓ, A MORTE NUM DOMINGO, SEM BANHO NO TIJUCA

          Na manhã do domingo, 22 de janeiro, recebí pelo Facebook esta mensagem do meu conterrâneo-contemporâneo Ladorvane Cabral: "Sai de cena definitivamente, do teatro da vida, nesse plano, indo atender ao chamado de Deus, talvez em outros palcos, com refletores naturais, plateia mais dedicada, mais compreensível, o músico, cantor e  compositor que amava São José da Laje, Chicó. Nos deixa nessa manhã de domingo, dia 22".
       Chicó, apelido de  Antônio José da Silva, estava residindo em União dos Palmares, depois de ter vivido uma longa fase da sua vida em São José da Laje, onde marcou época como locutor, cantor e compositor.

Chicó, de blusa branca, com o conjunto Sarapós, no ano de 1977, em São José da Laje-AL
           Ao som de Banho do Tijuca, de Chicó, muitas meninas pegaram no sono ouvindo seus pais cantarem  "...eu quero morena ter o prazer / tomar banho no Tijuca com você." 
"C'ést la vie". Assim é a vida, dizem os franceses. Chicó, acima, em plena vitalidade. Abaixo, idoso, carente de cuidados. 
 
          Os domingos por si só são melancólicos, imagine quando anunciam morte. Ninguém deveria morrer nos domingos. O corpo de Chicó  foi sepultado em União dos Palmares, longe das margens do Rio Canhoto, longe do Tijuca, longe de São José da Laje, a Princesa das Fronteiras, terra de uma musa anônima que ele tornou imortal: "...eu quero morena ter o prazer / tomar banho no Tijuca com você." 

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ECOS DO 12º ENCONTRO DE LAJENSES
          Novas imagens e comentários do 12º  Encontro de Lajenses serão postados durante os próximos dias. As fotos publicadas na última edição de PASSARELA CULTURAL continuam em evidência mais abaixo, depois da secção "Vale a Pena ler de Novo". Detalhe: Confira no site PRINCESA DAS FRONTEIRAS mais de 200 imagens do evento: 
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sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

DE ALAGOAS PARA O MUNDO

12º ENCONTRO DE LAJENSES


Daslan Melo Lima
          Estive em São José da Laje no dia 14, onde vivi momentos mágicos, revendo a terra onde nasci e celebrando a Vida no 12º Encontro de Lajenses. 

Vânia Buarque, radicada no Recife-PE, era só alegria, ladeada por Mabel e Rosamaria Cavalcante, residentes em Maceió-AL. Womel, abaixo, filho de Vânia, adorou conhecer  a geração lajense dos anos 60.
Vânia, Womel e as irmãs Rolim.
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 Secção em construção. 
Aguarde as postagens de outros comentários e fotos do 12º Encontro de Lajenses.
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Detalhe: Confira no site PRINCESA DAS FRONTEIRAS mais de 200 imagens do evento, 
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sábado, 26 de novembro de 2011

DE ALAGOAS PARA O MUNDO - Assis, um anjo do Ginásio São José

Daslan Melo Lima

          Meu telefone celular tocou na tarde cinza de quinta-feira, 24/11/2011. Era a voz do Apolônio Cardoso, conterrâneo-contemporâneo, para me dizer que Francisco de Assis Pereira, um dos referenciais da educação da nossa amada São José da Laje tinha sido convocado por DEUS para uma nova missão em outra dimensão. Apolônio Cardoso disse-me  “... eu já sabia que o mesmo estava doente, acamado, mas nós nunca estamos preparados para esse tipo de noticia. Principalmente de uma pessoa que marcou a nossa vida, a vida de nossa família. Sou muito e serei sempre grato a tudo que ele fez por mim e por toda a minha família. Lamento profundamente, apenas peço e rogo a Deus para que conforte a sua  esposa Dona Valda e seus maravilhosos filhos e netos.“

Francisco de Assis Pereira nasceu no dia 18/02/1935, na cidade de Ouricuri, PE, filho de Camilo José Pereira e Celina das Neves Pereira.  Faleceu em São José da Laje, AL, em 24/11/2011. Era casado com Valda de Oliveira Pereira e deixou cinco filhos: Fabíola de Oliveira Pereira, Fabian Klaus de Oliveira Pereira (Didiu), Francisco de Assis Pereira Júnior (Bolinha), Frances Maria de Oliveira Pereira e Flavyanne de Oliveira Pereira.

         De repente, um filme, em nostálgico preto e branco passou em minha cabeça. Eis-me em São José da Laje, aluno da 1ª série ginasial, final de ano. Assis foi meu primeiro professor de matemática, uma matéria que eu não gostava. Fui reprovado em matemática e fiquei para segunda época, ou seja, eu só passaria para o 2º ano do curso ginasial se me submetesse a um cursinho preparatório e depois a uma prova. O valor do tal cursinho custava 200 cruzeiros em moeda da época, um valor muito alto para a precária situação financeira do meu pai, o sapateiro Odilon Gomes da Silva. Deus sabe como foi complicado conseguir aquele dinheiro, que tanta falta iria fazer para comprar alimentos. Na hora que passei o valor para Assis, ele conferiu cédula por cédula, olhou fundo nos meus olhos, balançou a cabeça  e disse: “Eu não vou aceitar.Volte com esse dinheiro e devolva ao seu pai”. Que notícia boa! A feira da semana não ia mais deixar de ser feita.
      Na semana seguinte, dia da prova, não consegui responder nenhuma pergunta correta. As dificuldades econômicas do meu pai, os problemas que ele enfrentava por causa de bebida alcoólica e os conflitos entre ele e Ana Melo Lima da Silva, minha mãe, estavam prejudicando a minha capacidade de concentração no estudo. Fui reprovado e tive que repetir e primeiro ano ginasial. Felizmente, mais adiante, com fé em Deus, consegui contornar os problemas e cheguei a tirar algumas notas 10 em Matemática durante o restante do curso e, por extensão, consegui ser o primeiro aluno da classe por várias vezes.  
      Eu nunca esqueci aquele gesto humanitário de Assis.  O seu olhar e a maneira como ele pegou no dinheiro denotava carinho e compaixão para o menino pobre que eu era. A forma como ele me olhou quando recebi a notícia de que fui reprovado no exame de segunda época calou fundo na minh'alma. Foi como ele se dissesse “estude, estude, só assim um dia você  vai superar as dificuldades da vida.”  Assis e outros professores do meu tempo de infância foram anjos do Ginásio São José.
Da esquerda para a direita, Maninho (professor de Matemática), Antônio Aquilino (professor de História), Marcos Pino (professor de Português), Josenira Albuquerque (professora de Português), Amaury Vasconcelos de Andrade (professor de Geografia) e  Francisco de Assis Pereira (professor de Matemática). 
          Fui aluno de quatro deles:  Antônio Aquilino, um ex-seminarista que tinha desistido de seguir a carreira eclesiástica. Com ele, tive algumas das mais empolgantes aulas de História da minha vida; Josenira Albuquerque, a Nirinha, Miss São José da Laje 1965; Dr. Amaury, que sabia conciliar as atividades de dentista com as de professor, que elogiava a beleza das mulheres gregas e adorava poesia; e Assis, um anjo do Ginásio São José, meu inesquecível professor de Matemática,  que um dia, com um simples olhar, deu-me uma das mais preciosas lições da minha vida.

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sábado, 13 de agosto de 2011

DE ALAGOAS PARA O MUNDO

GABRIELE MARINHO, UM ORGULHO ALAGOANO
                A alagoana Gabriele Marinho venceu o concurso de beleza Miss Teen World 2012. A maceioense de 17 anos foi coroada a adolescente mais bela do mundo na noite de  05 de agosto, em Houston, Texas, Estados Unidos. O concurso contou com a participação de 24 candidatas de todos os continentes. A vencedora ganhou mais de US$ 70 mil em prêmios e contratos, incluindo uma bolsa de estudos por quatro anos na universidade americana Barclay College,   no valor de US$ 40.000. Segundo sua mãe, Luciene Santos, Gabriele sempre gostou de trabalhar como modelo e de participar de concursos de beleza. Sempre contando com o apoio da família, ela começou sua jornada rumo ao título de adolescente mais bonita do mundo em 2006, quando ganhou o Miss Infantil Alagoas. Depois, a jovem foi coroada com o título de Miss Teen Alagoas, em 2010, e venceu o Miss Teen Brasil 2011.
                 “Nem caiu a ficha, estou muito feliz. E venci o preconceito”, disse a nova miss ao G1. “As pessoas dizem: você é tão bonita, parece do Sul. Eu provei o contrário, que meu Estado está muito acima de qualquer preconceito.” Fã da modelo do Rio Grande do Sul Alessandra Ambrósio, Gabriele diz que muitas vezes foi questionada se era gaúcha, por ser loira de olhos verdes. “Você nasceu mesmo em Alagoas? perguntavam. Já no meu primeiro concurso, juvenil,  perguntaram se eu era mesmo de Maceió. Mas eu respondia: meu sotaque não nega.” Nos Estados Unidos, durante o Miss Teen World, Gabriele também chegou a ser confundida, mas, segundo ela, não houve preconceito. “Só perguntaram se eu era da Itália, mas eu respondi: Não, sou do Brasil! E me trataram muito, muito bem mesmo. Fui bem recebida, por todo mundo, com muita amizade”, conta a nova miss.  Sobre a bolsa de estudos que ganhou, Gabriele disse:  “Ganhei essa bolsa, mas cursar vai depender se eu der certo como modelo, atriz, apresentadora.” Questionada sobre qual dos três vai escolher, ela ainda hesita: “Eu quero entrar no ramo artístico, mas a princípio modelo mesmo. Acho que mais comercial”,  afirma, sobre o fato de ter 1,70 m de altura.  Já sobre o futuro dos estudos, a estudante diz achar  ainda  cedo para pensar em vestibular. No terceiro ano do colegial, restou pouco tempo para as aulas. “Eu perdi um monte de prova, mas o colégio está me apoiando. Na semana que vem eu começo. Estou pensando. Mas como eu ganhei agora, é meio complicado para estudar. Mas eu vou tentar. Nutrição ou Direito”, diz. 
 
As cinco adolescentes mais belas do mundo. Da esquerda para a direita, Carmen De Ramirez, Miss Teen Guatemala, quarto lugar;  Devin Gant, Miss Teen Estados Unidos, terceiro; Gabriele Marinho, Miss Teen Brasil, primeiro; Emily Shah, Miss Teen Índia, segundo; e Lauren Howe, Miss Canadá, quinto lugar.
                 Para vencer o concurso, Gabriele conta que fez seis meses de aulas de inglês e seguiu uma rotina de exercícios na academia e com um personal trainer. Além disso, começou a comer coisas mais naturais. “Eu gosto de Mc Donald’s, mas faz muito tempo que eu não como. Refrigerante faz dois anos, nem sinto falta. Como frutas, essas coisas assim.” Já sobre uma entrevista  que deu ao G1, afirmando que não colocaria silicone, ela diz não ter mudado de ideia e que também não pensa em fazer nenhum tipo de cirurgia plástica. “Eu gosto do meu corpo assim, me acho proporcional. Prefiro malhar. Quem sabe quando eu ficar mais velha, cair tudo”, brinca. A alagoana também diz não fumar nem beber. “Não acho bonito.” Além disso, afirma ser contra o aborto, com exceção apenas a casos de estupro ou morte do feto, e diz que ainda não votou depois de ter completado 16 anos. “Achei que não estava na hora, não estava acompanhando muito.” Ela ainda apoia a opção de muitos jovens que, hoje, pregam a virgindade antes do casamento. “Eu apoio, particularmente para mim, mas nos dias de hoje, vejo que é difícil isso acontecer.”
                Gabriele Marinho, Miss Teen World 2012, deixa uma mensagem às  adolescentes que agora ela deve representar por um ano, promovendo o concurso: “Tentar sim, ganhar talvez, desistir jamais. Nunca perca o foco naquilo  que você quer.”
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sábado, 6 de agosto de 2011

DE ALAGOAS PARA O MUNDO

 CÂNDIDA PALMEIRA, UM ORGULHO ALAGOANO

Daslan Melo Lima 

                 Neste sábado, 06/08/2011, Cândida Palmeira completaria 75 anos de idade. A colunista social do jornal Gazeta de Alagoas, morreu na manhã do dia 28/08/2008, vítima de um colapso cardíaco fulminante. Por ironia do destino, naquele fatídico 28 de agosto, o mês que, infelizmente, rima com desgosto, ela iria promover uma festa para celebrar seu aniversário. Seu corpo foi sepultado na tarde do mesmo dia, no Cemitério Parque das Flores, em Maceió.
               O nome de Cândida Palmeira está eternamente ligado às lembranças da minha infância alagoana em São José da Laje, quando eu lia na casa do meu avô materno Gustavo Souza Melo,  diariamente, a Gazeta de Alagoas, e meus olhos passeavam por um mundo mágico distante anos-luz da realidade que eu vivia na Rua Passagem de Maceió, o mundo dos eventos sociais que Cândida Palmeira retratava em sua coluna social.
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LEMBRAR O SORRISO DE CÂNDIDA (Texto do jornalista José de Sousa Alencar, o Alex, alagoano de Água Branca, radicado no Recife, publicado no Jornal do Commercio-Recife, de 30/08/2008.) -  Maria Cândida Palmeira tinha o rosto bem modelado, mas não era uma beleza, que ela substituía pela simpatia. Conheci Cândida desde menina porque era amigo da família Palmeira. Quando já estava mais conhecido como colunista social, fui a Maceió e Cândida não se distanciava de mim aos quinze anos. Eu sabia que ela estava fascinada comigo por ser um cronista. Então iniciei a tarefa de transformar Cândida numa cronista em Maceió. Ela adorou a idéia e começou a escrever o que é básico no colunismo social, notícias das figuras famosas da sociedade, as festas, etc. Em pouco tempo era um nome consagrado. Todos liam e gostavam de Cândida, muitos tentaram derrubá-la do alto do pódio, mas não conseguiram. Cândida era simples, alegre e educada, qualidades importantes para o setor. Sempre realizava grandes festas e gostava de dizer que fui responsável pelo seu sucesso, o que não é verdade. Cada um vence como cronista ou apenas colunista, ou em qualquer setor, porque tem algo a dizer e que toca as pessoas. Quinta-feira, quando sua irmã Maria José me telefonou para dizer que Cândida Palmeira havia falecido, vítima de um colapso fulminante, senti uma imensa tristeza e nostalgia. E logo comecei a perceber a falta do sorriso sincero de Cândida, dona de personalidade marcante, sem preconceito impondo sempre a sua presença.
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CÂNDIDA PALMEIRA, COM A MEMÓRIA SAQUEADA (Texto de Amélia Arruda, transcrito do site  JAPRESS, www.japress.blogspot.com, de 28/11/2008) -  A colunista Maria Cândida Palmeira, há mais de 40 anos em atividade no jornal Gazeta de Alagoas, era antes de tudo uma figura que provocava polêmica (não tanto pelo que ela dizia ou fazia, mas pelo que diziam que havia dito ou falado). Às vezes, irritava-se, o que lhe piorava a frágil saúde, mas sacudia a poeira, renascendo. Mesmo doente por todo esse tempo, enfrentava as pedradas dos "maus-caráter" (como dizia), e uma das últimas foi praticada pela Santa Casa de Misericórdia, que através de futricas do assessor de imprensa atual, que tão logo assumiu o cargo, a demitiu. Foi um 'baque' emocional e financeiro não superado.
               Vivendo reclusa, com raras visitas das pessoas que badalava ou parentes chegados (como atesta os porteiros do prédio que residia), faleceu de motivo inexplicado, às vésperas de seu aniverário. Dos seus bens e objetos de arte que enchiam seu apartamento, tão bem cuidado, pouco restou como lembrança, foi realizado um "leilão" até das cortinas e panos de cama. Os objetos de valor, como as jóias, a família levou como lembrança. Da memória mesmo, quem sabe falar são os catadores de papéis que recolheram quase meia tonelada de fotografias (delas em suas viagens,com amigos e das pessoas colunáveis em 40 anos). Hoje cedo, encontrei um catador de papel, em seu carrinho todo decorado com parte destas fotos, como painéis decorativos. Inclusive fotos da própria Candinha, tiradas por André Fon, Bob Wolfenson e outros profissionais da área. Estranha vida da Candinha, tão famosa, tão badalada e tão carente de afeto.
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               Com a morte de Cândida Palmeira morreu uma biblioteca inteira da história sociocultural da minha querida Alagoas.
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sábado, 16 de julho de 2011

DE ALAGOAS PARA O MUNDO


RIVALDO PAURÍLIO CARDOSO, UM ORGULHO ALAGOANO   

Daslan  Melo Lima 

Rivaldo Paurílio Cardoso. Foto-reprodução: Jornal do Commercio, Recife-PE,14/07/2011
             O alagoano Rivaldo Paurílio Cardoso, 68 anos, foi uma das 16 vítimas fatais do avião que caiu em um terreno baldio na Praia de Boa Viagem, Recife-PE, na quarta-feira, 13, às 06h54min18s, três minutos após ter decolado da pista 18 do Aeroporto Internacional do Recife. Rivaldo Paurílio Cardoso era o piloto da aeronave e deveria estar de folga, mas trocou o plantão com um colega de trabalho. Ele era muito solidário e sempre substituía os colegas nos voos da empresa.  

Primeira página do Jornal do Commercio, Recife-PE, 14/07/2011
                Radicado no Recife, Rivaldo era Brigadeiro aposentado da Aeronáutica há 10 anos, mas não conseguiu parar de pilotar. Começou a trabalhar em empresas privadas, inclusive com o transporte de cargas. Há um ano passou a voar pela Noar. Deixou mulher e três filhos adultos.  De acordo com a família, o Brigadeiro teria dito que, caso morresse durante um voo, as cinzas fossem jogadas no mar de Pajuçara, já que era apaixonado por Maceió.
               A tragédia teria sido ainda maior se Rivaldo e o copiloto Roberto Gonçalves não tivessem evitado o choque contra algum dos muitos prédios em volta do local do acidente.
               A alma de um herói alagoano voou para uma nova missão em outra dimensão e suas cinzas receberão como túmulo a beleza azul do mar de Pajuçara. Assim Seja !

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sábado, 9 de abril de 2011

DE ALAGOAS PARA O MUNDO


CARLOS EUGÊNIO DE ALBUQUERQUE LYRA,  UM ALAGOANO EM TIMBAÚBA

Daslan Melo Lima
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               Carlos Eugênio de Albuquerque Lyra nasceu na cidade de União dos Palmares-AL  e tem fortes raízes na vizinha São José da Laje, também em Alagoas, onde viveu parte da infância e onde nasceram seus pais Eugênio Fabrício  Lyra e Josenilda Albuquerque.  Seu avô paterno, o poeta João Pinheiro de Andrade Lyra  (1912-1955)  nasceu em Timbaúba-PE, mas foi em São José da Laje que passou a maior parte de sua vida, e onde repousam seus restos mortais. 
O casal alagoano Carlos Eugênio e Maria Hermínia, Ana Alice Rosendo (primeira dama timbaubense) e Marinaldo Rosendo de Albuquerque (prefeito de Timbaúba), no lançamento da revista comemorativa dos 132 anos da "Princesa Serrana".
Carlos Eugênio e Hermínia posam ao lado do monumento ao jornalista Jader de Andrade, o maior ícone cultural timbaubense de todos os tempos.
                 Há uma relação mística e mágica entre São José da Laje, a "Princesa das Fronteiras", minha terra natal, e Timbaúba, a "Princesa Serrana", minha terra adotiva. Resgatar para Timbaúba a história de João Pinheiro de Andrade Lyra tem sido uma das missões de PASSARELA CULTURAL. E não poderia ser diferente, pois João Pinheiro é um ícone cultural em São José da Laje, cidade beneficiada pelo Coronel Carlos Lyra, também timbaubense, criador da Usina Serra Grande, avô do poeta João Pinheiro.
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Carlos Eugênio posa ao lado da esposa na frente da casa que pertenceu ao seu tio Hugo de Andrade (1885-1958), irmão de Jader de Andrade.
                Na última sexta-feira, 08 de abril, Timbaúba completou 132 anos de emancipação política. Tive a satisfação de colaborar com a edição de uma revista comemorativa, editada por DJ Publicidade, onde focalizei a vida e a obra de João Pinheiro de Andrade Lyra. Comuniquei o fato aos seus filhos, meus conterrâneos-contemporâneos, e aos seus netos. Um deles, o Carlos Eugênio, que há 10 anos mora em Sirinhaém-PE,  esteve presente nas solenidades do aniversário de Timbaúba e do lançamento da revista.  Acompanhado de sua esposa Maria Hermínia Fonseca Lyra, alagoana de Ibateguara, Carlos Eugênio fez parte do palanque das autoridades, ocasião onde o mestre-de-cerimônias  registrou sua presença, citando-o como neto de João Pinheiro e sobrinho-bisneto do jornalista Jáder de Andrade, o maior ícone cultural de Timbaúba. Após, a cerimônia,  o casal participou de uma sessão de fotos  ao lado de Marinaldo Rosendo de Albuquerque, prefeito de Timbaúba, e de Ana Alice Rosendo, primeira  dama. Depois do almoço no Restaurante Ikiban, Carlos e Hermínia fizeram um city-tour que incluiu a estátua de Jader de Andrade, a casa de Hugo de Andrade (palacete hoje pertencente ao Dr. Luismar Melo) e ao Cine Teatro Recreyos Benjamin.
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O Cine-Teatro Recreyos Benjamin, fundado por Jader de Andrade (1886-1931), não poderia jamais faltar no roteiro de Carlos Eugênio. Que esta imagem sensibilize o governador de Pernambuco Eduardo Campos para dar início às obras de restauração desse patrimônio cultural timbaubense.
            Carlos Eugênio prometeu retornar à Timbaúba em outra ocasião, a fim de visitar o Alto da Independência e de lá apreciar a bela vista da  amada terra natal do grande poeta João Pinheiro de Andrade Lyra. A "Princesa Serrana" e PASSARELA CULTURAL estarão de braços abertos para recebê-lo.
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sábado, 2 de abril de 2011

DE ALAGOAS PARA O MUNDO - A POESIA DE JOÃO PINHEIRO DE ANDRADE LYRA


A POESIA DE JOÃO PINHEIRO DE ANDRADE LYRA

Daslan Melo Lima

               No próximo dia 08 de abril, quando da celebração dos  132 anos de emancipação política de Timbaúba, será lançada uma revista especial  que contou com a minha colaboração e pesquisa. Uma página da publicação foi dedicada ao poeta João Pinheiro de Andrade Lyra. Na reportagem, fiz um resumo da biografia dele, ilustrada com uma foto e com a transcrição de seis haicais do livro "Essencias do Brasil em Jarros do Japão". 

 
               Pouco conhecido em Timbaúba-PE, sua terra natal, o poeta João Pinheiro de Andrade Lyra, filho do jornalista, poeta e industrial Carlos Lyra Filho e Líbia de Andrade Lyra, nasceu em 03/11/1912, onde viveu até os oito anos de idade. Neto do Coronel Carlos Lyra e sobrinho do jornalista Jader de Andrade, estudou em Garanhuns-PE e  iniciou o curso ginasial no “Ginnasio de São Bento” em São Paulo.  Os cursos médio e superior foram concluídos nos Estados Unidos e Europa, respectivamente. Voltando ao Brasil, João Pinheiro era então identificado como poeta, jornalista, escultor, xilógrafo, pintor, professor, poliglota, músico, engenheiro e matemático. Fixou residência no município de São José da Laje-AL, onde seu avô havia fundado a Usina Serra Grande. Contraiu matrimônio com Josefa Vieira Lyra com a qual teve sete filhos: Ivan Gregório, Eugênio Fabrício, Maria Líbia, Maria Angélica, Maria Elisabete, João Pinheiro de Andrade Lyra Filho e José Carlos Lyra. João Pinheiro tinha orgulho de suas raízes timbaubenses e sempre que podia visitava Timbaúba com a esposa, hospedando-se na casa do seu tio Hugo de Andrade, localizada na Rua Dr. Alcebíades, imóvel hoje pertencente ao industrial Luismar Melo.
               Em 1951, João Pinheiro lançou o livro ”Essências do Brasil em Jarros do Japão”, um livro de haicais, com ilustrações a bico de pena feitas pelo autor, impresso na Tipografia São José, em São José da Laje-AL. Os versos abaixo são tidos como alguns dos mais belos da sua obra. 

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Libertação - Borboletas são / Mil cores fugindo às dores / De um cárcere, o chão!
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Contraste - Luz...tanta no céu, / meu Deus! E, nos homens Teus, / quanto espesso véu!
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Ventania de InvernoSerras cachimbando... / Cabelos verdes são pelos... / De frio dançando...
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Antigo ElogioPena, és arma ousada / que, bem dirigida, tem / mais força que a espada!
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Fora de Qualquer DúvidaCerteza de amar-me... / somente de Mãe a gente / dirá sem alarme.
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À Saudade (Da seda do coração) - Saudade, és retrós / que liga a pessoa amiga, / que está longe, a nós!
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               Para João Pinheiro, todo cantar do coração, todo sentimento da alma, todo  fervor da inteligência era a poesia. Era o Belo a dominar, era a perfeição a preferir. E João Pinheiro cultuava a Perfeição com o amor puro de pai que fora, com o desvelo de esposo fiel ao seu único amor. Só não fora poeta em toda a extensão do termo, porque fora um homem organizado. João Pinheiro viveu encontrando-se sendo o que sempre foi, um poeta, em esteta, um sentimental, um homem simples. (Gazeta de Alagoas, 1955)
               João Pinheiro de Andrade Lyra faleceu em 05/10/1955, no Hospital Centenário do Recife. Seus restos mortais encontram-se hoje no mausoléu da família, em São José da Laje. Sobre o grande poeta timbaubense-lajense foi dito que “era uma inteligência rara, sempre a caminhar em busca do Belo, da Arte, do Sentimento. Era simples na aparência, grandioso na intimidade. Vestia-se como um simples, sem olhar para a indumentária. Selecionava os amigos procurando-os dentre os que não fossem maltrapilhos de espírito. Só o Cérebro era a sua Alma. Só a Arte era a sua razão. E só o coração dominava seus impulsos.”



Timbaúba-PE, 02/04/2011
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