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sábado, 13 de outubro de 2018

SESSÃO NOSTALGIA - O céu formou as Misses de um jeito diferente

Daslan Melo Lima
          
         O calendário marcava 17 de julho de 1971. A Manchete estava nas bancas de todo o Brasil com quatro chamadas: Moscou, os funerais dos astronautas; Toda a grandeza dos Estados Unidos; Os novos carros para 1972; e Miss Brasil 71. Quem ilustrava a capa de uma das maiores revistas brasileiras de todos os tempos era uma foto feita por Antônio Rudge, cinco misses que marcaram época na história da beleza brasileira.   

Manchete, número 1.004, Ano 20, 17/07/1971

Da esquerda para a direita, em pé: 
Ana Cristina Ridzi (1947-2015), Miss Guanabara, Miss Brasil 1966; 
Martha Vasconcellos, Miss Bahia, Miss Brasil, Miss Universo 1968; 
Ieda Maria Vargas, Miss Rio Grande do Sul, Miss Brasil, Miss Universo 1963;   
Eliane Fialho Thompson, Miss Guanabara, Miss Brasil, semifinalista (Top 15) no Miss Universo 1970. 
Sentada, Eliane Parreira Guimarães, Miss Minas Gerais, Miss Brasil, quinto lugar no Miss Universo 1971. 

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          O jornalista Justino Martins (1917-1983) disse no editorial daquela Manchete"Nos concursos de beleza, é aconselhável julgar as candidatas somente dos sapatos ao penteado, mais ou menos como se medem os peixes, da cauda à cabeça. Isto, porque, em geral, a mulher tem tudo contra ela, nossos defeitos, sua timidez, sua fraqueza. Só tem a  favor a beleza. No caso da nova Miss Brasil, a universitária Eliane Guimarães, acrescenta-se o espírito, que é o supremo recurso do sexo feminino. Quanto ao resto, só mesmo citando Mme. De La Fayette: "Seu corpo e sua pessoa tinham algo de tão admirável que parecia que o céu a formara de um jeito diferente das outras." É a nossa reportagem principal."
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          "Seu corpo e sua pessoa tinham algo de tão admirável que parecia que o céu a formara de um jeito diferente das outras."
              Nesta tarde quente da primavera pernambucana, inspiro-me na citação da escritora francesa Madame de La Fayette (1634-1693) para criar o título desta  Sessão Nostalgia: "O céu formou as Misses de um jeito diferente."

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sábado, 25 de julho de 2015

SESSÃO NOSTALGIA - Ana Cristina Ridzi e Elisabete Santos, um duelo amistoso de umbigos

Daslan Melo Lima 
       
           
Ana Cristina Ridzi, Miss Guanabara, Miss Brasil 1966.

      

       Retiro de uma estante a revista Manchete, ano 14, nº 755, de 08/10/1966, e encontro Ana Cristina Ridzi (1947-2015) vestida num maiô azul da marca Catalina, exibindo seu porte de rainha e seu  belo sorriso ornamentados  pelo cetro, faixa e coroa de Miss Brasil 1966. Na mesma publicação, em página dupla, ela e Elisabete Santos, Miss Renascença, terceira colocada no  Miss Guanabara 1966, vestem  biquínis, uma ousadia para a época.


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Assim é se lhe parece – O duelo do umbigo

A loura e a mulata estão de volta. Ana Cristina Ridzi, Miss Brasil, e Elisabete Santos (princesa nº 3 no concurso Miss Guanabara), decidiram reaparecer juntas numa passarela improvisada. Enquanto disputavam os títulos de beleza, não podiam usar maiô de duas peças. Isso deu margem a uma pequena controvérsia no Maracanãzinho. Uns diziam que, se o maiô não fosse inteiriço, Ana perderia para Elisabete. Outros afirmavam justamente o contrário. Então elas, que se tornaram grandes amigas, resolveram que só juntas apareceriam pela primeira vez com o umbigo de fora. Agora que se aproxima o verão, convocaram os fotógrafos e travaram esse bonito (e amistoso) duelo. Resultado, visíviel na foto: o violão da mulata é mais afinado do que o de Miss Brasil. Mas Ana Cristina, na solidez de seu corpo, constitui um páreo duro para as deusas da fama, tais como Úrsula Andress e Sofia Loren.


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Na capa da revista Manchete, Patrícia Brito e Cunha Engelke, Glamour Girl 1966, e Roberto Carlos. Ao fundo, "Rock and Roll", meu cachorro.

      Largo a revista Manchete numa cadeira do terraço e tento dissipar a nostalgia.  Julho logo mais morrerá nos braços de agosto, o mês que rima com gosto, mas também com desgosto. 


     O céu azul que a natureza oferta de graça, na frente da minha casa, neutraliza qualquer superstição. Os ventos de agosto se aproximam soprando uma certeza: forte continuará minh’alma para admirar o que é belo, embora o mundo hoje seja outro, os valores sejam outros e as anas e elisabetes sejam outras.

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