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sábado, 25 de novembro de 2017

SESSÃO NOSTALGIA - Hoje tem Monalysa em Las Vegas




         Lembro-me de uma manchete num jornal do Recife, não recordo se no Diario de Pernambuco ou no Jornal do Commercio, "Hoje tem Martha em Miami". Era um sábado de um tempo que se foi. O Brasil inteiro estava na expectativa de que a baiana Martha Vasconcellos fosse eleita Miss Universo 1968. A atmosfera era idêntica à de uma Copa do Mundo de Futebol. Martha venceu. A nação foi ao delírio. 
          A jovem piauiense Monalysa Alcântara é uma das candidatas ao título de Miss Universo 2017. Parte da mídia e da população brasileira não está ligada nesse assunto, o que é uma pena. Um concurso de Miss não é apenas um desfile de rostos e corpos, também é de sonhos. E o que é o nosso dia a dia senão uma passarela imaginária? Nela, ora perdemos e ora ganhamos a faixa, a coroa, o manto  e o cetro de ser passageiro no conturbado planeta Terra. 
         Vou estar amanhã diante da TV torcendo por essa garota brasileira guerreira, fiel à minha paixão pelos concursos de Misses, pois sempre digo que paixões são paixões, simplesmente paixões, não se explicam. 
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Daslan Melo Lima
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Na próxima edição falarei das minhas impressões sobre o Miss Universo 2017.




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sábado, 26 de agosto de 2017

A sociedade embrutecida

Editorial do jornal Diario de Pernambuco, Recife, PE, 25/08/2017  - Imagens reproduzidas da internet.

          O Brasil tem muito o que aprender quando se trata de tolerância e preconceitos de naturezas diversas. Dois casos ocorridos esta semana, um nacional e outro local, servem como balizadores do ódio que é disseminado e agora potencializado em redes sociais de relacionamento na internet e em aplicativos de celulares. O primeiro diz respeito à Miss Brasil 2017, a recém-eleita piauiense Monalysa Alcântara, vítima de recorrentes ataques racistas após receber a coroa no concurso de beleza desbancando outras 26 concorrentes. Universitária e modelo de 18 anos, a terceira negra eleita no país em 60 edições do Miss Brasil foi chamada de “plebeia”, “empregadinha” e houve até quem desejasse a morte para ela antes do Miss Universo.



          Em Pernambuco, a fúria de muitos se voltou contra o casal formado por Taynan dos Prazeres e Yudi dos Santos, o primeiro transsexual-pai de Pernambuco. Os dois moram em São Lourenço da Mata e são pais de Ariel, um bebê de um mês que ganhou nome agênero, ou seja neutro, e que será criado dentro da mesma filosofia. Segundo eles, Ariel será orientado sem binarismo para que no futuro possa escolher ser e viver como mulher ou homem.
          Não só a notícia, dada com exclusividade nas páginas do Diario de Pernambuco e tratada como indicativo de um fenômeno social que começa a ser visto no mundo, mas os próprios personagens se transformaram em alvo de centenas de ataques verbais. A família da criança diz ter se sentido intimidada diante de tamanha reação negativa dos leitores.


          O tema é dos mais delicados. Até mesmo entre simpatizantes e militantes da Comunidade LGBT surgiu divergência sobre o futuro que está sendo construído para Ariel. Compreende-se. Aceita-se. Debates sobre excessos, valores, sexualidade, gênero e sobre o futuro que queremos e teremos são opiniões moldagem para o novo mundo, que está aí e não se pode negar.
          Tanto no caso de Ariel quanto no caso de Monalysa o que não é aceitável é a falta de respeito para com os outros. Até que ponto a divergência e a contrariedade diante de algo com o qual não se apoia dão livre passagem para que um cidadão provoque ou ataque o outro como bárbaros embrutecidos?


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SESSÃO NOSTALGIA - Monalysa Alcântara, a nova namorada do Brasil

Daslan Melo Lima

           No sábado, 19, antes de o relógio marcar 22h30min, eu já estava diante da televisão, a fim de assistir ao concurso Miss Brasil 2017, transmitido pela Band, direto do Teatro de Vermelhos, Ilhabela, São Paulo.  


              Das 27 concorrentes ao Miss Brasil 2017, eu só conhecia pessoalmente duas: Iulli Thaísa, Miss Pernambuco, e Saiury Carvalho, Miss Sergipe. Com base nas imagens que tinha visto pela internet, meu Top 5, por ordem de preferência, era:

Isabel Correia, Miss Rio de Janeiro;
Monalysa Alcântara, Miss Piauí;
Islane Machado, Miss Tocantins; 
Saiury Carvalho, Miss Sergipe; 
Iulli Thaísa, Miss Pernambuco.  

          As minhas demais preferidas, destinadas a compor o meu hipotético Top 15, por ordem dos Estados, eram: 


Bahia, Caroline Oliveira
Ceará, Aléxia Duarte
Distrito Federal, Sthépane Dias
Goiás, Jeovanca Nascimento
Pará, Stéfany Figueiredo
Paraná, Patrícia Garcia
Rio Grande do Norte, Milena Balza
Rio Grande do Sul, Juliana Mueller
Roraima, Nathália Lago
Santa Catarina, Tamiris Ficht

          Aquela que eu esperava ser vencedora, a representante do Rio de Janeiro, não obteve classificação, assim como as Misses Distrito Federal, Pará, Roraima e Santa Catarina.  

Paixão antiga

            Paixão antiga, as misses entraram na minha vida quando eu era criança. Minha tia Soledade Lima só ia dormir depois que a transmissão precária pelo rádio, direto do Maracanãzinho, anunciava quem era a nova Miss Brasil. Eu adorava ouvir ela contar no dia seguinte as suas impressões sobre o evento. Sua imaginação fluía, já que tia Dade tinha apenas ouvido pelo rádio, e não visto pela televisão.  Duas semanas depois, era uma festa a chegada em São José da Laje, a cidadezinha alagoana onde nasci, das revistas O Cruzeiro, Manchete e Fatos & Fotos, com reportagens generosas sobre o concurso.  

Do que gostei e do que não gostei

             Do que gostei do concurso Miss Brasil 2017?  De várias coisas, entre as quais: 1 – Ver uma Miss Brasil de anos anteriores na comissão julgadora, no caso Leila Schuster, semifinalista (Top 10) no Miss Universo 1993; 2 – Da agilidade de como o evento foi realizado; 4 – De cada Miss se apresentando; 5 - Das perguntas feitas às classificadas à medida que avançavam na competição; 6 – De ouvir a canção “Morena Rosa”, de Dorival Caymmi (1914-2008) na voz de Marina de La Riva, durante o desfile em traje de gala. A propósito, imagino como seria interessante se cada Miss levasse seu próprio vestido para o concurso, como no passado. Há muitos figurinistas por esse imenso Brasil fazendo muita coisa bonita. Seria uma maneira de valorizar a arte de cada Estado brasileiro.             
            Do que não gostei do concurso Miss Brasil 2017? De várias coisas, entre as quais: 1 – A ausência de trajes típicos, dos singelos, e não dos  extravagantes; 2 – Da falta de um momento onde, após anunciado o resultado do Top 3, esse ficasse junto bem junto para ser focalizado pelas câmaras. 
        Caso alguém da Bee Emotion leia esta crônica, tome tudo isso aqui escrito como críticas construtivas de quem ama o  mundo Miss e deseja o melhor para o certame.
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         Em décadas passadas, quando uma jovem se destacava pelo seu talento, beleza e carisma, uma revista lhe atribuía o título de “namorada do Brasil”. Como O Cruzeiro, Manchete, e Fatos & Fotos fazem partem do passado, PASSARELA CULTURAL aqui está para outorgar a você, Monalysa Alcântara, Miss Piaui, Miss Brasil 2017, o título de NAMORADA DO BRASIL

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Vídeo com a performance completa de Monalysa Alcântara no Miss Brasil 2017

sábado, 19 de agosto de 2017

SESSÃO NOSTALGIA - Miss Brasil 2017




SEMPRE UNIDOS, LESTE, OESTE, NORTE E SUL, NA BELEZA DAS MULHERES DO BRASIL 

            Neste sábado, 19, quando o relógio estiver marcando 22h30min, se Deus permitir, estarei diante da televisão, a fim de assistir ao concurso Miss Brasil 2017, transmitindo pela Band. 
          Paixão antiga, as misses entraram na minha vida há muitos anos, herança da minha inesquecível Tia Soledade, que só ia dormir depois que a transmissão precária pelo rádio, direto do Maracanãzinho, anunciava quem seria a representante brasileira no Miss Universo. Depois disso, era esperar que as revistas O Cruzeiro, Manchete e Fatos & Fotos chegassem à nossa alagoana São José da Laje, duas semanas depois, trazendo a cobertura do concurso. 
            Das 27 concorrentes ao Miss Brasil 2017, conheço pessoalmente apenas duas: Iulli Thaísa, Miss Pernambuco, e Saiury Carvalho, Miss Sergipe. Com base nas imagens que já vi pela internet, ouso apontar meu Top 5, por ordem de preferência: RJ, PI, TO, SE e PE. Ao vivo, talvez, minha percepção de favoritas seria outra. Em ordem alfabética, também gosto das misses BA, CE, DF, GO, PA, PR, RN, RR, RS e SC. O nível está muito bom. 
          Enquanto isso, até à hora do concurso, estarei cantarolando silenciosamente “Canção das Misses”, de Lourival Faissal, sucesso gravado por Ellen de Lima, trilha sonora dos concursos Miss Brasil dos anos 60. 

Os Estados brasileiros se apresentam 
nesta festa de alegria e esplendor. 
Jovens misses seus Estados representam 
seus costumes, seus encantos, seu valor. 

Em desfile, nossa terra, nossa gente, 
pela glória do auriverde em céu de anil. 
Sempre unidos, Leste, Oeste, Norte, Sul,
na beleza das mulheres do Brasil.

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 – Daslan Melo Lima
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Canção das Misses,

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