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sábado, 28 de julho de 2018

DE OLHO NO PASSADO - Manchete, ano 27, nº 1373, 12 de agosto de 1978

LOUISE, O BEBÊ DE PROVETA - Sorridentes e orgulhosos, Lesley e John Brown exibiram a filha que desejaram durante nove anos e cujo nascimento só foi possível graças a um verdadeiro milagre da ciência. Nos próximos meses outras clientes do cientista Robert Edwards e do ginecologista Patrick Steptoe darão à luz bebês de proveta. 
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REMINGTON PORTÁTIL - Propaganda da máquina de datilografia portátil da marca Remington. 
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CACÁ DIEGUES: "XICA DA SILVA, PADROEIRA DO BRASIL" - Agora são duas Joanas d'Arc a disputar as telas da capital francesa, a clássica, de Dreyer, e a outra, negra, exuberante e tropical, de Carlos Diegues, que está em Paris para o lançamento de seu "Xica da Silva". Disse ele: "Assim como Joana d'Arc foi durante muitos anos uma personagem marginal da história da França, sendo redescoberta e recuperada por Michelet, acho que Xica da Silva pode muito bem ser a padroeira do Brasil, na medida em que ela tem as características básicas de uma possível civilização brasileira: sensualidade, anarquia consciente, força popular, criação e imaginação. Toda esta festa barbara que caracteriza nosso modo de ser." 
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MISS UNIVERSO 1978. AFRICANA E LOURA - Mais de 500 milhões  de pessoas viram pela TV a vitória de uma poetisa de 18 anos na passarela de Acapulco, México. Depois que a representante de Trinidad-Tobago, a negra Janelle Comissiong, ganhou , em 1977, o título mundial da beleza, o concurso de Miss Universo reservava uma surpresa aos seus aficionados: a vitoriosa deste ano é Margaret Gardiner, uma linda loura da África do Sul. 

Poucas horas após receber coroa, cetro e o prêmio de 50.000 dólares, a bela poetisa de 18 anos, da cidade do Cabo, declarou "que não é racista, mas não se pode entregar o poder aos negros, assim de uma vez". As declarações refrescaram bastante o clima do concurso, arriscado a se transformar em "tempo quente", por causa das declarações antipáticas do Movimento Nacional de Mulheres, organização feminista do México, decididamente contra a festa.

No luxuoso Centro Acapulco às margens do Pacífico, o público aplaudiu demoradamente a primeira colocada e a segunda, a americana Judi Andersen, de Honolulu. Mais de 500 milhões de pessoas viram o espetáculo pela televisão, em 50 diferentes países. E se a a brasileira Suzana Araújo dos Santos não foi classificada impressionou a todos por sua doçura e simpatia.  A coroa que Miss Universo 1978 ajeita na cabeça significa contratos, viagens - um futuro de Cinderela. 

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sábado, 2 de dezembro de 2017

SESSÃO NOSTALGIA/ESPECIAL - Minhas impressões sobre o concurso Miss Universo 2017

Daslan Melo Lima



Demi-Leigh Nel-Peters, Miss Universo 2017
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          Não estive no The AXIS at Planet Hollywood, em Las Vegas, para assistir ao concurso Miss Universo 2017, realizado no domingo passado, 26 de novembro. Vi tudo pela televisão. Não conheço pessoalmente nenhuma das 92 candidatas ao cobiçado título, mas aqui estão as minhas breves impressões sobre o evento.

MEU TOP 16

          Com base apenas nas imagens e vídeos, fiz uma relação das minhas misses preferidas, de forma aleatória: Espanha, Angola, Argentina, Alemanha, Brasil, Peru, Israel, México, República Dominicana, Jamaica, Islândia, Itália, Chile, Tailândia, Filipinas e Indonésia. 
          Gravei um vídeo sobre isso para o Miss News, do Roberto Macêdo, o qual pode ser conferido neste link https://www.youtube.com/watch?time_continue=9&v=tHMUzgRvf4k

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AS CLASSIFICADAS DA MINHA LISTA

Sofia Del Prado Prieto, Miss Espanha, Top 10 
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Das minhas 16 preferidas, cinco delas conseguiram classificação:  Miss Jamaica, Davina Bennett (top 3); Miss Tailândia, Mareeya Poonlertlarp Ehran (top 5); Miss Brasil, Monalysa Maria Alcântara Nascimento (top 10), Miss Filipinas, Rachel Louise Obregon Peters (top 10); e Miss Espanha, Sofia Del Prado Prieto (top 10), eleita Rainha Hispano-Americana 2015, em Santa Cruz de la Sierra, Bolívia.
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MONALYSA ALCÂNTARA

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Nossa Miss Brasil poderia ter ido mais longe, com sua segurança na passarela, seu carisma, seu magnetismo... Menina de 18 anos iluminada. Sair de Teresina,  Piauí, ser eleita Miss Brasil e ficar entre as 10 mulheres mais belas do universo, é a glória. Para rever os melhores momentos de Monalysa no Miss Universo, basta um clique neste link, https://www.youtube.com/watch?v=4CUxQ1YWH78
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Diante do Top 5 e Top 3

Top 5Laura Gonzalez Ospina, Miss Colômbia, segundo lugar; Davina Bennet, Miss Jamaica, terceiro lugar; Mareeya Poonlertlarp Ehran, Miss Tailândia;  Keysi Mairin Sayago Arrechedera, Miss Venezuela, e Demi-Leigh Nel-Peters, Miss África do Sul, primeiro lugar.
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Top 3 - Demi-Leigh Nel-Peters, primeiro lugar; Laura Gonzalez Ospina, segundo; e Davina Bennet, terceiro lugar.
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Davina Bennett, Miss Jamaica, terceiro lugar


Gostei da vitória de Demi-Leigh Nel-Peters, Miss África do Sul, linda, porte majestoso. Não gostei dos trejeitos de Laura Gonzalez Ospina, Miss Colômbia, segunda colocada. Para mim, o segundo lugar estaria melhor com Keysi Mairin Sayago Arrechedera, Miss Venezuela, que compôs o top 5 com a tailandesa Mareeya Poonlertlarp Ehran. Em alguns instantes, no entanto, fiquei indeciso em torcer pela sul-africana ou pela jamaicana Davina Bennett, terceira colocada.
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OUTRAS OBSERVAÇÕES

Achei interessante as apresentações por continentes e a as cotas de semifinalistas para cada um. ***** Assisti ao concurso pela TNT, com início às 22 horas, e não vou entender nunca o porquê de a Band ter deixado para exibir o programa à meia-noite (horário de Brasília). ***** Adorei as câmaras de televisão terem mostrado o Roberto Macêdo com a bandeira do Brasil, vibrando com as classificações de Monalysa Alcântara no Top 16 e depois no Top 10. ***** Gostei da volta da coroa concebida por Mikimoto, mas teria gostado muito mais se ela fosse similar àquelas do período de 1963 a 2001. 
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Margaret Gardiner, Miss Universo 1978



Margaret Gardiner, a primeira sul-africana a ser eleita Miss Universo, é uma das minhas misses inesquecíveis. Nasceu na Cidade do Cabo, África do Sul, em 21/08/1959, filha de um gráfico e de uma dona de casa. Era modelo, gostava de escrever poesias e,  além das passarelas do seu país, já tinha desfilado nas de Paris, Argentina e Brasil, quando esteve em Foz do Iguaçu e Rio de Janeiro.
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Demi-Leigh Nel-Peters, Miss Universo 2017



Demi-Leigh Nel-Peters, a segunda sul-africana a conquistar o título de Miss Universo, tem uma história de vida rica em trabalhos sociais e dedicação aos estudos. É formada em Administração de Empresas, comanda o programa “Unbreakable”, de autodefesa para jovens e mulheres, depois que foi sequestrada, pouco mais de um mês após ser coroada Miss África do Sul 2017. Tem uma irmã que nasceu com necessidades especiais. Gosta de scrapbooking, trabalhos manuais, carrões, motos e velocidade.

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         Trinta e nove anos depois de Margaret Gardiner, centenas de lindas jovens sul-africanas almejaram o que Demi-Leigh Nel-Peters conseguiu: conquistar para a África do Sul o segundo título de Miss Universo. 
           Os sonhos continuam em todos os continentes. Miss para sempre Miss. 

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sábado, 12 de julho de 2014

SESSÃO NOSTALGIA – Margaret Gardiner, Miss Universo 1978

Daslan Melo Lima

     Era o final de uma quarta-feira fria e chuvosa, 26 de julho de 1978, no centro do Recife. Numa banca de revistas, o jornal paulista Noticias Populares estava  bem exposto, trazendo na capa a foto de Margaret Gardiner, Miss África do Sul, eleita Miss Universo dois dias antes, em Acapulco, México.  A chamada dizia:
Miss Universo é poetisa e tem livros publicados 
      Logo pensei: se depender de mim e dos seus admiradores, os livros da nova Miss Universo irão daqui a pouco para as listas dos mais vendidos do mundo. Segundo o Notícias Populares, as medidas de Margaret eram as seguintes: 1,76 de altura, 96 centímetros de busto, 71 de cintura, 96 de quadris e 61 quilos. 



     Margaret Gardiner, uma das minhas Misses Universo favoritas, nasceu na Cidade do Cabo, África do Sul, em 21 de agosto de 1959, filha de um gráfico e de uma dona de casa. Era modelo e, além das passarelas do seu País, já tinha desfilado nas de Paris, Argentina e Brasil, quando esteve em Foz do Iguaçu e Rio de Janeiro.


        Quando a revista Manchete saiu nas bancas falando da vitória de Margaret Gardiner, no que se refere à sua carreira literária, a informação dizia assim: Depois deste ano de Cinderela, ela pretende se dedicar à literatura, pois já tem um conto publicado na revista Darling, da África do Sul. Margaret Gardiner não se considera feminista: “Prefiro um homem que se encarregue do trabalho enquanto me torno escritora.” Antes ou depois do reinado, sem dúvida encontrará esse príncipe. Disse ainda a Manchete: Margaret tem o saudável físico de camponesa, embora tenha nascido na Cidade do Cabo.

           Em 1978, a África do Sul  vivia sob o regime do apartheid. Usando de diplomacia e inteligência, ao ser perguntada por um jornalista se seria capaz de casar com um negro, a Miss Universo 1978 respondeu: 
Casaria com qualquer homem que amasse.

          De hoje a 15 dias fará 36 anos que conservo as imagens acima num álbum de recortes. Margaret Gardiner atualmente é jornalista de televisão, radicada nos Estados Unidos,  esposa de Andre Nel, professor de Medicina na Universidade da Califórnia,  em Los Angeles. Conforme podemos constatar através das imagens abaixo, o tempo tem sido um ótimo aliado da sua beleza. As fotos são recentes e foram extraídas do Facebook.





  
      Neste final de sábado frio e chuvoso, enquanto encerro esta crônica, admiro a excelente forma física de Margaret Gardiner e fico meio chateado com o tempo. Acho que só eu estou envelhecendo. Por isso, em silêncio, declamo um trecho de Retrato, aquele poema famoso de Cecília Meireles (1901-1964). 

Eu não dei por esta mudança, 
Tão simples, tão certa, tão fácil: 
- Em que espelho ficou perdida  
A minha face? 

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