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Mostrando postagens com marcador Martha Rocha. Mostrar todas as postagens
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sábado, 7 de julho de 2018

SESSÃO NOSTALGIA - João Botafogo em entrevista exclusiva: "Nunca vi olhos tão lindos como os de Martha Rocha"

Daslan Melo Lima                

          O economista pernambucano João Botafogo gosta muito do assunto Miss. Possui milhares de revistas e mais de três mil fotos. “Adoro mandar digitalizar imagens publicadas nas revistas antigas. Mando proceder um tratamento especial e imprimir. As imagens ficam excelentes”, confessa.  Embora reservado e avesso a aparições, gosta de colaborar e dar sugestões a este e outros blogs que focalizam as misses de ontem e de hoje.  Com exclusividade, João Botafogo concordou em falar sobre os concursos de beleza e as misses que se tornaram inesquecíveis em sua vida. 
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PASSARELA CULTURAL  - Quais as suas misses inesquecíveis?
JOÃO BOTAFOGO - Citarei apenas a antiga “Namorada do Brasil”: Martha Rocha, Miss Bahia, Miss Brasil e Vice-Miss Universo 1954.


Martha Rocha
Miss Bahia, Miss Brasil, Vice-Miss Universo 1954
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PC - Qual a jovem mais injustiçada da história do Miss Brasil?

JB – Lenita da Conceição Barros Gomes, Miss Maranhão 1959.

Lenita da Conceição Barros Gomes
Miss Maranhão 1959

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PC - Qual a brasileira mais injustiçada em um concurso internacional?
JB Vera Lúcia Couto Santos, Miss Guanabara, Vice-Miss Brasil 1964. Injustiçada no Miss Beleza Internacional 1964, quando lhe deram o terceiro e o não o primeiro lugar. 


Vera Lúcia Couto Santos
Miss Guanabara, Vice-Miss Brasil e terceiro lugar no Miss Beleza Internacional 1964
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PC - Qual a Miss Brasil que teria sido uma excelente Miss Universo?
JBVou citar os nomes de três: Martha Rocha (1954), Adalgisa Colombo (1958) e Martha Jussara da Costa (1979).


Marta Rocha
Miss Bahia, Miss Brasil, Vice-Miss Universo 1954
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 Adalgisa Colombo
Miss Distrito Federal, Miss Brasil, Vice-Miss Universo 1958
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Martha Jussara da Costa
Miss Rio Grande do Norte, Miss Brasil, Top 5 (quarto lugar) no Miss Universo 1979
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PC – Qual a maior diferença dos concursos de ontem para os de hoje?
JB Antigamente eram concursos empíricos, porém, as brasileiras eram bem preparadas. Maria Augusta da Socila entendia do assunto. Hoje, tem muita tecnologia e cirurgias plásticas. Sou contra.


Maria Augusta Thurmann Nielsen (1923-2009), a Maria Augusta da Socila, mestra da elegância e etiqueta, grande preparadora de misses. (Foto: acervo da família, publicada na revista Caras).
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PC – Você aconselharia uma jovem da sua família a disputar um título de Miss?
JBSó se eu tivesse certeza que ela ganharia o Miss Brasil e estivesse bem preparada para o Miss Universo.
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PC – A atual Miss Espanha é uma mulher trans. O que acha?
JB –  Nada contra a sexualidade, mas existem concursos específicos para as trans.
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PC – Qual a mais bela Miss que você conheceu pessoalmente?
JBMartha Rocha, perfeita. Conheci a eterna Miss Brasil na Feira da Providência, no Rio de Janeiro, em 1972. Nunca vi olhos tão lindos como os de Martha Rocha.
Martha Rocha, Miss Bahia, Miss Brasil, Vice-Miss Universo 1954, em foto da década de 1970 
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PC – Qual o mais belo concurso de Miss?
JB O Miss Universo de 1987, realizado no World Trade Center, em Singapura. 


World Trade Center, Singapura, 26/05/1987 
Top 10 do Miss Universo 1987 
Da esquerda para a direita:  Roberta Capua, Miss Itália; Geraldine Edith Pebbles Asis, Miss Filipinas; Jessica Patricia Newton Vasquez-Saenz, Miss Peru; Marione Nicole Teo, Miss Singapura; Carmelita Louise Ariza, Miss Turks & Caicos; Cecilia Carolina Bolocco Fonck, Miss Chile; Susanne Karin Thorngren, Miss Suécia; Michelle Renee Royer, Miss Estados Unidos; Inés Maria Calero Rodríguez, Miss Venezuela; e Laurie Tamara Simpson Rivera, Miss Porto Rico.
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World Trade Center, Singapura, 26/05/1987 
O apresentador Bob Baker e Cecília Bolocco, Miss Chile. Atrás, Susanne Karin Thorngren, Miss Suécia
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World Trade Center, Singapura, 26/05/1987 
Top 5 do concurso Miss Universo 1987 
Da esquerda para a direita: Michelle Renee Royer, Miss Estados Unidos, terceiro lugar; Roberta Capua, Miss Itália, segundo; Laurie Tamara Simpson Rivera, Miss Porto Rico, quinto; Cecília Carolina Bolocco Fonck, Miss Chile, primeira colocada; e Inés Maria Calero Rodriguez, Miss Venezuela, quarto lugar. 
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PC – O que acha da ausência dos trajes típicos no Miss Brasil?
JBNão sinto falta. Antigamente eram trajes típicos mesmo, das regiões, mas  depois ficaram parecendo fantasias de carnaval. Lembro-me do traje típico de Martha Jussara da Costa, Miss Rio Grande do Norte, Miss Brasil 1979. O traje se destacou muito. Tratava-se de uma homenagem a Nísia Floresta Brasileira Augusta, pseudônimo de Dionísia Gonçalves Pinto, educadora, escritora e poetisa potiguar, considerada a primeira feminista do Brasil. Uma referência cultural muito importante. 


Martha Jussara da Costa 
Miss Rio Grande do Norte, Miss Brasil, Top 5 (quarto lugar) no Miss Universo 1979

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PC – Você concorda com quem defende a proposta de que cada miss estadual deveria levar o seu vestido para o Miss Brasil?
JBPlenamente, divulgaria os estilistas dos seus Estados, pois hoje os trajes de gala são todos semelhantes, até na cor, padronizados. Entre tantos vestidos belos do passado, lembro-me do modelo usado por Maria Raquel Helena de Andrade, Miss Guanabara, Miss Brasil e Top 15 no Miss Universo 1965. Ela é uma das minhas queridas. Deveria ter sido Top 5 no Miss Universo.


Maria Raquel Helena de Andrade
Miss Guanabara, Miss Brasil, Top 15 no Miss Universo 1965

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PC – Cite um ponto positivo e outro negativo dos concursos promovidos na chamada era Silvio Santos.
JBPositivo, ter escolhido a paraense Celice Pinto Marques como a Miss Brasil 1982. Negativo, omito-me em falar. Não me sinto à vontade para apontar erros. Tenho o meu gosto, mas não sou “expert” em organização de eventos de beleza.


Celice Pinto Marques da Silva
Miss Pará, Miss Brasil, Top 12 no Miss Universo 1982
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PC – O que falta para os concursos de misses no Brasil despertarem aquele entusiasmo similar ao da Copa do Mundo dos anos 50 e 60?
JBÉ difícil pensar numa sugestão. O futebol está no sangue do brasileiro e os concursos de beleza jamais alcançariam esse patamar. Tudo vem espontaneamente.
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PC - Fique à vontade para acrescentar outros comentários que julgar necessários.
JBGostei muito da nossa conversa, Daslan Melo Lima. Não citarei mais opiniões, a fim de não causar celeuma. Sou muito controverso. Agradeço a sua gentileza por ter se lembrado de mim para esta entrevista. Estarei sempre à sua disposição.
PCGrato por sua atenção, João Botafogo. Um abraço.
         
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sexta-feira, 11 de maio de 2018

SESSÃO NOSTALGIA - Misses e Mães entre flores e reflexões


Daslan Melo Lima

          Esta secção rende um tributo a seis mães que um dia foram eleitas Miss Brasil. Entre flores e citações de personalidades famosas, elas "desfilam" com seus filhos e filhas, levando-nos a refletir sobre esta mágica e nobre palavra chamada MÃE.    
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Martha Rocha
Miss Bahia, Miss Brasil 
Vice-Miss Universo 1954



Martha Rocha com o esposo Álvaro Piano e os filhos Álvaro Luís  e Carlos Alberto. Martha ficou viúva e teve ainda a filha Claudia, fruto do seu segundo casamento com  Ronaldo Xavier de Lima.




“No momento em que uma criança nasce, a mãe também nasce. Ela nunca existiu antes. A mulher existia, mas a mãe, nunca. Uma mãe é algo absolutamente novo. ”  – Osho (1931-1990), líder espiritual indiano 
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Emília Corrêa Lima
Miss Ceará, Miss Brasil
Semifinalista (Top 15) no Miss Universo 1955



Emília Corrêa Lima e o esposo Wilson de Santa Cruz Caldas (1921-2005) com o primogênito Nelson. A Miss Brasil 1955 teve mais duas filhas, Marília e Emília.




“Toda mãe deveria se chamar maravilha.” – José Marti (1853-1895), poeta cubano
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Teresinha Morango
Miss Amazonas, Miss Brasil
 Vice-Miss Universo 1957


Alberto Pittigliani (1918-2003) com Teresinha Morango e os filhos Alberto e Andréa.


“Não tem no mundo flor em terra alguma, nem no mar e em nenhuma baía pérola tal, como um bebê no regaço de sua mãe”.  - Oscar Wilde (1854-1900), escritor irlandês.
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Adalgisa Colombo
Miss Distrito Federal, Miss Brasil
 Vice-Miss Universo 1958


Jackson Flores, Adalgisa Colombo (1940-2013) e Jackson Flores Jr. Depois de casar com Flavio Teruskin, seu segundo esposo, Adalgisa adotou dois filhos. A Miss Brasil 1958 e o filho Jackson Flores Jr morreram no mesmo ano de 2013. Ela no dia 18 de janeiro, de causa não divulgada pela família,  e ele em 29 de junho, de parada cardíaca. Jackson Flores Jr era jornalista, um dos editores  da Revista Força Aérea e autor de livros sobre aviação. 


“Tudo é incerto neste mundo hediondo, mas não o amor de uma mãe.”  – James Joyce (1882-1941), escritor irlandês.
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Vera Ribeiro
Miss Distrito Federal, Miss Brasil
Quinto lugar no Miss Universo 1959



Vera Ribeiro e a filha única Cristiane, do seu primeiro casamento com Júlio Eduardo Secco


“O amor de mãe por seu filho é diferente de qualquer outra coisa no mundo. Ele não obedece lei ou piedade, ele ousa todas as coisas e extermina sem remorso tudo o que ficar em seu caminho.” – Agatha Christie (1890-1976), escritora inglesa.
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Martha Vasconcellos
Miss Bahia, Miss Brasil
Miss Universo 1968



Martha Vasconcellos e o primogênito Leonardo.  Abaixo, ladeada por Leonardo e Leilane, frutos do seu casamento com Reinaldo Loureiro




"Mãe, são três letras apenas as deste nome bendito / Também o céu tem três letras e nelas cabe o infinito." - Mário Quintana (1906-1994), poeta gaúcho 
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     Sobrou uma cesta de rosas vermelhas. Ela é sua, caro leitor, cara leitora. Feche os olhos, imagine o seu perfume e entregue para sua Mãe, independente dela estar ou não neste plano. Ou então, guarde as flores para outro momento. Todo dia é dia de agradecer a Deus pela Mãe que Ele nos deu.  
      
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sábado, 11 de março de 2017

SESSÃO NOSTALGIA – Bianca Rocha, Miss Bahia 1989, polegadas no lugar certo

Daslan Melo Lima



       
     A foto da bela Bianca Rocha, posando de maiô com uma emblemática fita métrica, ilustrando a secção Gente da revista Veja, de 29/03/1989, mexeu com o País inteiro. A expectativa era de que a sobrinha da lendária Martha Rocha pudesse ser eleita Miss Brasil, trinta e cinco anos depois de sua tia ter perdido o título de Miss Universo 1954, por causa das lendárias duas polegadas a mais nos quadris.




     Oitenta e seis centímetros de busto, 21 de tornozelo, 93 de quadris, 60 de cintura e 1,68 metros de altura. Com essas medidas, a estudante Bianca Rocha, 19 anos, aluna do 3º ano do 2º grau e futura vestibulanda de Odontologia, levou para casa, na semana passada, o título de Miss Bahia 1989. Leitora contumaz de Jorge Amado e Sidney Sheldon – ela nunca tocou as mãos em O Pequeno Príncipe, de Antoine de Saint-Exupéry, a leitura de dez em cada dez misses -, Bianca agora se vangloria de ter formas mais precisas do que as de uma de suas tias – Martha Rocha, 54 anos, que há 35 deixou de conquistar o cetro de Miss Universo exatamente por culpa de duas polegadas a mais nos quadris. 
“Comigo está tudo certinho, não há polegadas a mais ou a menos”, diz Bianca, que lança mão de uma fita métrica para sustentar sua tese”. No próximo domingo, dia 1º, estará brigando pelo título de Miss Brasil.
Na trilha do sucesso da sobrinha, Martha Rocha, afastada das passarelas, mas ainda bonita, aproveita para colocar os pingos nos is. “Na ´época em que eu concorria, o padrão de beleza dos concursos exigia uma proporcionalidade entre o tamanho do busto e o dos quadris. No meu caso, a diferença foi de 3 centímetros”, diz Martha. “E olhe lá que isso não chega a ser as tais 2 polegadas.”
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        Bianca Queiróz Rocha ficou entre as semifinalistas (top 12) do Miss Brasil 1989. A vencedora, Flavia Cavalcanti Rebêlo, Miss Ceará, acabou marcando época, não apenas pela sua beleza e doçura, mas por ter sido a última Miss Brasil do que se convencionou chamar de “era Silvio Santos”. 
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A sobrinha de Martha Rocha perde: polegadas a menos. Beleza pode ser coisa de família? No caso dessas duas parece que sim. Martha Rocha, a eterna Miss Brasil, só perdeu o Miss Universo em 1954 por causa das famosas duas polegadas a mais. Mas, embora não tenha trazido o título, o mundo inteiro reconheceu que seus olhos azuis e sua simpatia davam de 10 na plástica perfeita de Mirian Stevenson, a representante dos EUA, que acabou sendo a escolhida. Passados 25 anos, acontece uma estória semelhante: Bianca Queiroz Rocha, a Miss Bahia, só ficou longe da coroa e do cetro de Miss Brasil 89 por uma questão de medidas. Nesse caso, ao invés das polegadas a mais, a sobrinha de Martha Rocha tem 10cm a menos: com seus 1,68m, era uma das três mais baixinhas do concurso. Em compensação, seu charme foi premiado: Bianca ganhou o título de Miss Simpatia, conquistado numa disputa acirrada com a Miss Roraima. (Revista Manchete, 15/04/1989, nº 1.930. ano 37) ***** Detalhe: o texto da Manchete citou "Passados 25 anos", quando o certo seria "Passados 35 anos".  

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       Mãe de dois filhos, Bianca Rocha mora hoje no município de Lauro de Freitas, na região metropolitana de Salvador, BA. Se suas polegadas já tiveram ou não no lugar certo, pouco importa. Sabemos que essas coisas não têm tanto relevância, a julgar por várias Misses que foram eleitas Miss Universo fora de alturas e medidas consideradas teoricamente ideais.
      A beleza, jovialidade, simpatia e carisma de Bianca Rocha continuam no lugar certo, conforme atestam estas duas fotos do seu Facebook, vinte e oito anos depois de ter sido eleita Miss Bahia 1989.
          


            
    
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sábado, 9 de julho de 2016

SESSÃO NOSTALGIA - Martha! Martha! Ninguém tem o teu violão!

Daslan Melo Lima




          Fico a pensar como era elevada a autoestima daquela jovem ao ouvir o refrão da marchinha que enaltecia sua beleza: “Martha!  Martha! / Não ligue mais pra isso não! / Martha! Martha! / Ninguém tem o seu violão”.  A música Duas Polegadas, de Pedro Caetano,  Alcyr Pires Vermelho e Carlos Renato, enaltecia Martha Rocha, Miss Bahia, Miss Brasil e vice-Miss Universo 1954. Falava do inconformismo de uma nação, por sua representante ter perdido o título máximo da beleza universal para Miriam Stevenson, Miss Estados Unidos, derrota atribuída às lendárias duas polegadas a mais nos quadris, algo em torno de cinco centímetros.  


          DUAS POLEGADAS
Martha Rocha e Miriam Stevenson. (O Cruzeiro)

         Na realidade, a justificativa de Martha Rocha não ter sido eleita Miss Universo, nada mais foi do que uma  invenção do jornalista João Martins, da revista O Cruzeiro, para consolar os brasileiros. Detalhe importante: a música foi gravada pela própria Martha Rocha.



Por duas polegadas a mais
Passaram a baiana pra  trás
Por duas polegadas e logo nos quadris
Tem dó, tem dó, seu juiz.

Martha!  Martha!
Não ligue mais pra isso não
Martha! Martha!
Ninguém tem o seu violão.
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TODO O BRASIL SE UFANA

         Outra música, desta vez Martha Rocha (Miss Brasil), composição de Wilson Batista, Jorge de Castro e Américo Seixas, gravada pelo cantor baiano Vitor Bacelar (1911-2005), dizia assim:

Todo o Brasil se ufana
Junto do teu pedestal
E te oferece, oh! Baiana,
A coroa da beleza universal.

És botão em flor que desabrocha
No encanto do teu perfil
Martha! Martha Rocha!
Recebe esta homenagem do Brasil.


           Eu conhecia há anos a primeira música, mas a outra só recentemente,  graças ao meu amigo Roberto Macêdo, missólogo, pesquisador, jornalista e escritor baiano, que  enviou-me por e-mail alguns links do Youtube sobre a trajetória da mais famosa Miss Brasil de todos os tempos.
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ABRAÇO FRATERNAL

       

  Emilinha Borba e Martha Rocha. (Revista do Rádio)
      
      Martha Rocha também gravou em dueto com Emilinha Borba (1923-2005) o samba Abraço Fraternal, autoria de Pedro Caetano, Carlos Renato e Alcino Guedes.

Emília, você não sabe
Como eu estou contente
Com o carinho desta gente
Aqui da sua capital.
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Martinha, você merece
Porque é lá da Bahia
E a sua  simpatia
É interestadual.
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Meu  coração encantado
Agradece a gentileza
E enaltece e natureza
Por seu Rio sedutor.
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Quem agradece é o Rio
Esta honra da visita
Da baiana mais bonita
Que nos vem de Salvador.
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Vamos deixar de confete
Acabou-se o carnaval
Terminemos o nosso show
Num abraço fraternal.
Não falemos da Bahia
Nem do Rio de Janeiro
Falemos da nossa terra que é o Brasil inteiro.
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                Vale a pena recordar retalhos de uma época, relíquias de um tempo que se foi, onde o interesse do nosso Brasil pelas misses era tão grande quanto é hoje o entusiasmo pela Copa do Mundo. 
          

Duas Polegadas
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Martha Rocha (Miss Brasil)
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Abraço Fraternal
https://www.youtube.com/watch?v=8ah_oEPG9Xk
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Martha desembarca em Salvador como vice-Miss Universo
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Visita de Martha Rocha a Araçatuba
https://www.youtube.com/watch?v=H1epNwWmXfI

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