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segunda-feira, 28 de outubro de 2019

SESSÃO NOSTALGIA - Ieda Maria Vargas, Miss Universo 1963, fascinante sob qualquer ângulo

Daslan Melo Lima


           
           A capa da revista O Cruzeiro daquele 14 de dezembro de 1963, trazia na capa John Fitzgerald Kennedy, presidente dos Estados Unidos, assassinado no dia 22 de novembro. Nada mais do que 425.000 exemplares foram colocadas à venda nas bancas de revistas de todo o Brasil. E das páginas, como para aplacar a dor da perda, "saltava" de duas propagandas a beleza de Ieda Maria Vargas, Miss Rio Grande do Sul, Miss Brasil e Miss Universo 1963.

Propaganda do Fio Helanca

Miss Universo não queria tirar esta fotografia - Alegando não ficar bem de perfil. Nós, pelo contrário, achamos que ela é fascinante sob qualquer ângulo. E a foto acima prova que temos razão. 
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Propaganda do creme dental Gessy 

Miss Universo tem uma vida bastante atarefada. Nem sempre há tempo para escovar os dentes após cada refeição. Entretanto, ela sabe como solucionar este problema: "Desde criança aprendi que devia escovar os dentes depois de comer. Mas nem sempre é possível, especialmente agora que fui eleita Miss Universo. Por isso uso sempre o Creme Dental Gessy, que protege muito mais tempo."

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     Fico imaginando quantos exemplares ainda existem daquela O Cruzeiro, Ano XXXVI, número 10, de 14/12/1963. Fico imaginando o retorno alto do investimento daquelas empresas nas propagandas com a imagem de Ieda Maria Vargas. Fecho a revista e parece que a beleza da nossa Miss Universo 1963 deseja "saltar" para desfilar numa imaginária passarela, cinquenta e seis anos depois. 

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segunda-feira, 1 de julho de 2019

SESSÃO NOSTALGIA - O Brasil na passarela. A cada região corresponde um padrão de beleza

Daslan Melo Lima

         



"O difícil na escolha de Miss Brasil", declarou recentemente um veterano do júri do Maracanãzinho, "é que a cada região do nosso território corresponde um padrão de beleza. A cor da pele, a forma do rosto, tudo se apresenta extremamente diversificado de candidata para candidata. Desta forma, quando escolhem uma para receber a coroa, os jurados têm sempre a sensação de estar cometendo uma injustiça. Na verdade, cada uma delas é o que há de mais bonito dentro do padrão que representa". 
A justeza dessa observação poderá ser verificada, agora, durante o novo desfile das misses estaduais, sobretudo quando surgirem em trajes típicos de sua terra natal. Se os jurados usassem um critério regional, todas elas mereceriam o título ambicionado.
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Revista Manchete, Rio de Janeiro, 29 de junho de 1963, Ano 11, Número 584 
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            Quando a Manchete com a reportagem acima estava circulando em todo o país, o concurso Miss Brasil 1963 tinha se realizado no sábado anterior, 22 de junho. Foi a primeira vez que aconteceu o desfile em trajes típicos. Oito misses aparecem com eles em duas páginas. "Se os jurados usassem um critério regional, todas elas mereceriam o título ambicionado."
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Ieda Maria Vargas, Miss Rio Grande do Sul, Melhor Traje Típico, eleita Miss Brasil e Miss Universo 1963. 
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Olga Mussi, Miss Santa Catarina, descendente de libaneses. ***** Detalhe:  Olga Mussi faleceu em 1967, vítima de um desastre de ônibus, quando voltava de uma viagem para Itajaí, SC, sua cidade natal. 
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Solange Brockers Tayer, Miss Goiás, vestida de "bandeirante", uma homenagem aos desbravadores. 
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Miriam Montenegro, Miss Rio de de Janeiro.
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Vera Lúcia Torres Bezerra, Miss Pernambuco, conhece os passos do frevo.
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Tânia Mara Franco de Souza, Miss Paraná, Miss Fotogenia, segunda colocada no Miss Brasil, semifinalista (Top 15) no Miss Beleza Internacional 1963.
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Elizabeth Vapoulki, Miss Mato Grosso, de "índia".
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Maria da Consolação Teixeira e Silva, Miss Piauí, "Vaqueiro do Nordeste".  ***** Detalhe: Por lapso da revista, a legenda da imagem fez referência à Miss Rio Grande do Norte, Ísis Figueira de Melo.
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"Na verdade, cada uma delas é o que há de mais bonito dentro do padrão que representa." 
Você já  imaginou quantas misses brasileiras poderiam ter feito sucesso nos principais concursos de beleza do mundo?

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Para conferir todos os  trajes típicos do Miss Brasil 1963, basta um clique neste link:


sábado, 17 de novembro de 2018

SESSÃO NOSTALGIA - A revoada das Misses de 1963

Daslan Melo Lima




          Nos meses de maio e junho de um tempo que se foi, era certo encontrar, nas mais importantes revistas brasileiras, páginas inteiras dedicadas às misses, como estas da Manchete, número 582, ano 11, de 15 de junho de 1963.
"Elas já despertaram para o seu grande sonho. Viram-se, de um momento para o outro, com uma faixa em torno do corpo esbelto e ouviram o doce ruído dos aplausos." 
"Na segunda quinzena de junho mulher e beleza serão o assunto de todas as rodas." 
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Vera Lúcia Maia, Miss Fluminense, Miss Guanabara, terceiro lugar no Miss Brasil.
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Edma Saraiva, Miss Minas Gerais.
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Vera Maria Barros Maia, Miss Ceará.
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Aizita Nascimento, Miss Renascença, sexta colocada no Miss Guanabara.
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Zélia Maria Mendonça Lopes, Miss Sergipe, sexto lugar no Miss Brasil, e Gerusa Sampaio, Miss Bahia. 
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          A palavra revoada, se por um lado traz do túnel do tempo a matéria da Manchete, faz-me lembrar "As Pombas", um soneto de Raimundo Correia (1859-1911). Com ele encerro esta Sessão Nostalgia, um mosaico de lembranças da adolescência povoado de misses e sonhos.

As Pombas

Raimundo Correia

Vai-se a primeira pomba despertada…
Vai-se outra mais… mais outra… enfim dezenas
De pombas vão-se dos pombais, apenas
Raia sanguínea e fresca a madrugada.

E à tarde, quando a rígida nortada
Sopra, aos pombais de novo elas, serenas,
Ruflando as asas, sacudindo as penas,
Voltam todas em bando e em revoada.

Também dos corações onde abotoam,
Os sonhos, um por um, céleres voam,
Como voam as pombas dos pombais;

No azul da adolescência as asas soltam,
Fogem… Mas aos pombais as pombas voltam,
E eles aos corações não voltam mais.

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sábado, 11 de agosto de 2018

SESSÃO NOSTALGIA - "Miss Universo 1963", uma música de Teixeirinha para Ieda Maria Vargas


Daslan Melo Lima

        São José da Laje, Alagoas, manhã de dezembro de um tempo que se foi. Da casa de um vizinho, através do som de um rádio, vinha a voz do cantor Teixeirinha cantando uma música que enaltecia Ieda Maria Vargas, Miss Rio Grande do Sul, Miss Brasil, Miss Universo 1963. Ao contrário de "Coração de Luto", uma triste canção de três anos atrás, inspirada na mãe do artista  que havia morrido carbonizada, a música que tocava na residência ao lado era totalmente diferente. A musa tinha sido eleita a moça mais bela do universo, trinta e três anos depois da também gaúcha Yolanda Pereira, Miss Universo 1930.

Vítor Mateus Teixeira (1927-1985), Teixeirinha, o "Rei do Disco", cantor, compositor e ator gaúcho. 
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Miss Universo 1963

Letra e música de Teixeirinha

O Brasil está orgulhoso com a gaúchinha faceira
Num concurso de beleza tornou-se miss brasileira
Ieda Maria Vargas fez vibrar a nação inteira
Depois deu um show de beleza lá pela terra estrangeira.

Ieda Maria Vargas no Brasil estourou a fita
Tem só dezoito anos a mais linda senhorita
Chegou lá no estrangeiro também saiu favorita
Venceu, é Miss Universo, moça mundial mais bonita.

São duas Miss Universo que o nosso Brasil tem
O mundo inteiro já sabe de onde a beleza vem
É do Rio Grande do Sul, não é desfazer ninguém
É que estou orgulhoso por ser gaúcho também.

Com seu traje de gaúcha tornou-se a mais linda flor
Honrando os trajes dos pampas de gaúcho peleador
Alguns gaúchos do asfalto que ao traje não dá valor
Mas viu que a gauchinha honra o traje, sim senhor

Eu sei, não foi só o traje que lhe tornou vencedora,
Com qualquer traje moderno ela era merecedora.
É que a nossa gauchinha na beleza é professora,
No ginásio das mais lindas promovida à diretora

Salve a Miss Universo Ieda Maria Vargas
Quando soube que vencestes, meu revólver deu descargas
Aos teus pais e teus irmãos Deus não dê horas amargas
Ieda honraste o Rio Grande do chapéu de abas largas

Vamos dar um viva para Ieda Maria Vargas, pessoal!



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         Timbaúba, Pernambuco, tarde da última quarta-feira, 08 de dezembro de 2018. Do celular, através do som do WhatsApp, uma mensagem do meu amigo Roberto Macêdo dizia: "Você já viu isso?", acompanhada deste link


       A emoção tomou conta do menino que um dia eu fui quando cliquei no endereço e a música, na voz de Teixeirinha, graças ao milagre da tecnologia, inundou o ambiente: 
"O Brasil está orgulhoso com a gaúchinha faceira / Num concurso de beleza tornou-se miss brasileira / Ieda Maria Vargas fez vibrar a nação inteira / Depois deu um show de beleza lá pela terra estrangeira." 
       Ouvir a canção com imagens de Ieda Maria Vargas, nossa eterna Miss Brasil, Miss Universo 1963, lembrou um sonho de criança. 

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Fotos de Ieda Maria Vargas: reproduções da revista Manchete
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sábado, 17 de fevereiro de 2018

SESSÃO NOSTALGIA - Ieda Maria Vargas e Kathee Francis, "sua irmã gêmea"

Daslan Melo Lima

          

Kathee Francis (Miss Nevada, semifinalista-Top 10, no Miss Estados Unidos 1963) tinha um rosto muito parecido com Ieda Maria Vargas (Miss Rio Grande do Sul, Miss Brasil e Miss Universo 1963). 
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Capa da revista Fatos & Fotos, Ano III, 27 de julho de 1963, nº 130, acima, em detalhe, e abaixo, completa. 
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      O que escrever neste espaço depois da ressaca do Carnaval de 2018? Enquanto buscava inspiração, recebi do amigo Oscar Bastos Pereira, leitor de PASSARELA CULTURAL, residente em Goiânia, GO, duas imagens suas ao lado de Ieda Maria Vargas. Grande amigo da nossa Miss Brasil e Miss Universo 1963, Oscar esteve recentemente visitando Ieda em Gramado, RS, cidade onde ela reside há muitos anos.  
       Enquanto chove lá fora, copiosamente chove, encontrei o tema ideal para construir a Sessão Nostalgia desta edição. Ieda Maria Vargas, que já foi focalizada outras vezes aqui, aparece agora com sua "irmã gêmea", direto do túnel do tempo, e em duas fotos atuais do acervo do Oscar.

         
A Fatos & Fotos daquele 27 de julho de 1963, em reportagem de  Gervásio Batista e Alberto Ferreira, destacava o sucesso de Ieda Maria Vargas.
Na semana passada, os juízes dispensaram atenção especial a Miss Brasil: Ela era a favorita absoluta entre as latino-americanas.
O sucesso de Miss Brasil, de que sempre se fala cada vez que as candidatas a Miss U se reúnem em Miami, foi realmente muito grande desta vez. O traje de gaúcha estilizado, caiu-lhe muito bem e, mesmo sem falar inglês, Ieda Maria Vargas conseguiu cativar a todos com extrema simpatia.
A própria hostess de Miss Brasil chegou a confidenciar-me, no começo da semana decisiva: "Tive instruções para zelar especialmente por Ieda. E isso é sinal de que ela está cotada. Pode perder, mas os juízes internacionais já reconheceram que ela é uma das mais belas moças da passarela em Miami em 1963."
Uma coincidência ajudou, também, Miss Brasil a "promover-se" em Miami: a extrema semelhança entre ela e Miss Nevada, a americana Kathee Francis. Elas passaram a ser chamadas "as sósias" e, desde então, procuraram posar sempre juntas para os fotógrafos.   

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Ieda Maria Vargas e Oscar Bastos Pereira, encontro em Gramado, RS. 


Alegre, linda  e simpática, Ieda convive com sequelas discretas de dois AVC, Acidente Vascular Cerebral. 
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Chego ao final desta página mergulhado em nostalgia. Chove lá fora, torrencialmente chove. Penso em Ieda Maria Vargas e me lembro de um pensamento de Pitágoras: Uma bela velhice é, comumente, recompensa de uma bela vida.

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Outras Sessões Nostalgia dedicadas a Ieda Maria Vargas:

1 - Vá lá em cima e traga a Manchete de Ieda Maria Vargas

2 - Ieda Maria Vargas, a primeira vez que a Miss Universo 1963 chorou em público

3 - Confissões de Ieda Maria Vargas, Miss Universo 1963

4 - Ieda Maria Vargas, três comerciais da Miss Universo 1963

5 - Ieda Maria Vargas, tudo começou bem em Capão da Canoa

6 - Ieda Maria Vargas, o perfil de consumidor da Miss Universo 1963

sábado, 27 de janeiro de 2018

SESSÃO NOSTALGIA - Kalina Lígia Nogueira, o mais belo rosto do concurso Miss Brasil 1963

Daslan Melo Lima


Kalina Lígia Nogueira, Miss Paraíba 1963 ***** Foto: O Cruzeiro, 13/07/1963

          A noite daquele sábado, 22 de junho de 1963, marcou época na história do Miss Brasil.

Maracanãzinho na noite do Miss Brasil 1963 ***** Foto: Manchete, 06/07/1963

“Foi a maior cheia do estádio. Se o IBGE baixasse no Maracanãzinho reuniria estas cifras: 14.000 arquibancadas, 3.200 cadeiras, 1.000 mesas, 1.000 cadeiras especiais, 500 repórteres e fotógrafos, 50 garçons, 12 copeiros, 4 maitres, 10.000 refrigerantes, 5.000 cervejas, 150 soldados da PM, 200 funcionários do estádio, 30.000 salgadinhos, 100 barras de gelo, 6 maquiladoras, 10 quilos de cosméticos, 32 espelhos para as misses e 161 lâmpadas de 1.500 ws, que iluminaram a maior promoção-beleza de todos os idos. Calculando para baixo, sem exagero latino, o Maracanãzinho estava na sua carga máxima (digamos): 30.000 pessoas. Foi safra excelente para os cambistas, que revenderam mesas de Cr$ 8.000,00 por Cr$ 50.000,00, e arquibancadas de Cr$ 300,00 por Cr$ 1.500,00.” (Revista O Cruzeiro, Ano XXXV, nº 40, 13/07/1963). 

     Se Ieda Maria Vargas, Miss Rio Grande do Sul, conquistou o público e o júri tornando-se Miss Brasil e depois Miss Universo, Kalina Lígia Nogueira, Miss Paraíba, foi considerada a dona do rosto mais lindo do certame. 
      DetalheO nome da Miss Paraíba 1963 apareceu escrito na época em todos os jornais e revistas com a letra K, Kalina. Na galeria dos estudantes famosos que estudaram no Colégio Estadual da Prata (Colégio Estadual de Segundo Grau Dr. Elpídio de Almeida), em Campina Grande, PB, seu nome aparece escrito com a letra C, Calina, assim como no perfil do Facebook. 
  

“Miss Paraíba, Kalina Lígia Nogueira, foi o rosto mais bonito da noite. Parecida com Anita Ekberg.”   (Revista Manchete, Ano 11, nº 585, 06/07/1963). ***** Detalhe: Kalina Lígia vestiu um modelo do paraibano-pernambucano Marcílio Campos (1930-1991).
Kalina Lígia com o traje típico "Cangaceira". Saia verde-bandeira, blusa branca, cartucheira em couro cru, espingarda e chapéu de couro. (O Cruzeiro, 13/07/1963)
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  Kalina Lígia, um quê de Anita Ekberg 

Kalina Lígia Nogueira, Miss Paraíba 1963
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Anita Ekberg (1931-2015), símbolo sexual da Suécia na década de 1960, modelo e atriz de cinema. 
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          Depois de cumprir seu reinado como Miss Paraíba, Kalina Lígia Nogueira  dedicou-se totalmente aos estudos e formou-se em Medicina pela Universidade Federal da Paraíba. 
          Médica pneumologista, fez residência no Hospital das Clínicas de São Paulo e frequentou a Superior High School. Casou, teve filhos, divorciou-se, tem netos e reside em Santos, São Paulo. Adora animais e seu xodó é a cadela Melissinha.




         Orgulhosa de suas raízes nordestinas, Kalina Lígia Nogueira, ou melhor Dra. Calina Lígia Duarte Nogueira, ou simplesmente Dra. Calina Nogueira, sempre visita a sua amada Paraíba, estado onde continua sendo um dos maiores ícones.   
            
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domingo, 18 de dezembro de 2016

SESSÃO NOSTALGIA – Denise Rocha de Almeida e Vanja Nobre Jacob, belas na Quinta da Boa Vista

Daslan Melo Lima



      Maio de 1959.  A carioca Denise Rocha de Almeida, Miss Flamengo, e Vanja Nobre Jacob, Miss Botafogo. amazonense residente há quatro anos na rua Barata Ribeiro, em Copacabana,  foram fotografadas por Indalécio Wanderley (1928-2006) na Quinta da Boa Vista. Apontadas como fortes concorrentes ao título de Miss Distrito Federal (Rio de Janeiro), Denise conquistou o segundo lugar, perdendo para Vera Ribeiro, Miss Vila Isabel, enquanto Vanja obteve o quarto lugar.

Denise Rocha de Almeida
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Vanja Nobre Jacob
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       Elas fazem parte daquelas misses inesquecíveis que desejaram muito o título de Miss Brasil. Vanja voltou às passarelas no ano seguinte, concorrendo ao Miss Brasil na condição de Miss Amazonas, onde conquistou o quarto lugar. Denise retornou em 1963, disputando o Miss Brasil como representante de Brasília, obtendo a quarta colocação.

O Cruzeiro, Ano XXI, Nº 30, 09 de maio de 1959
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       A capa de O Cruzeiro daquele 09 de maio de 1959, que circulou com a matéria sobre o encontro das duas beldades na Quinta da Boa Vista, não poderia ser mais emblemática. Mostrava Denise Rocha de Almeida na capa com o braço direito apoiado numa imagem menor de Adalgisa Colombo (1940-2013), Miss Distrito Federal, Miss Brasil e vice-Miss Universo 1958. Isso passava a impressão que a revista, uma publicação pertencente aos Diarios e Emissoras Associados, cadeia nacional de órgãos de comunicação, promotora do concurso Miss Brasil, apostava em sua vitória.

       Imagino que, de vez em quando, em alguma tarde ensolarada de domingo, Denise e Vanja conduzem seus pensamentos para a Quinta da Boa Vista, onde reencontram os sonhos e as mais doces recordações de um tempo que se foi.

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sábado, 15 de novembro de 2014

SESSÃO NOSTALGIA - Denise Rocha de Almeida e as recordações de um tempo que se foi

Daslan Melo Lima

      A carioca Denise Rocha de Almeida representou o Flamengo no concurso Miss Distrito Federal 1959, onde era apontada como  favorita, mas perdeu  para Vera  Regina Ribeiro, Miss Vila Isabel, eleita em seguida  Miss Brasil e quinta colocada no Miss Universo 1959. Denise Rocha de Almeida voltou depois às passarelas e foi eleita Rainha dos Jogos da Primavera 1962, Miss Brasília 1963, quarta colocada no Miss Brasil 1963 e representante brasileira no Miss Nações Unidas, realizado em Majorca, Espanha.

Denise Rocha de Almeida, Miss Flamengo, vice-Miss Distrito Federal 1959. (Foto: revista O Cruzeiro, 27/06/1959)

Denise Rocha de Almeida, Miss Brasília 1963, na capa da revista Manchete.

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     Neste feriadão de 15 de novembro, desejo compartilhar com os  missólogos e pesquisadores a matéria abaixo,  objeto de chamada de capa da Intervalo, revista semanal brasileira de televisão, publicada pela Editora Abril Ltda, número 49, período de  15 a 21 de dezembro de  1963. A fim de preservar a originalidade documental de uma época, transcrevi fielmente a reportagem, obedecendo as regras gramaticais vigentes há cinquenta anos.


DENISE VAI À ONU PARA SER MISS



      Denise Rocha de Almeida, ex-“Miss” Suéter, ex-Rainha dos Jogos da Primavera e uma das Garôtas Tupi, do Canal 6, perdeu o concurso de “Miss”  Brasil mas vai levar o nome de nosso país para a Ilha de Majorca na Espanha e tentar voltar, depois do dia 26 de janeiro, com o titulo de “Miss” ONU ou “Miss” Nações Unidas, designada que foi para representar o Brasil.
      Denise – de olhos grandes, belos e tristes – adiou mais uma vez seu casamento para levar sua beleza a um concurso e também por isso hesita em aceitar o convite do produtor cinematográfico Roberto Faria para fazer o papel central de “Selva Trágica”, a ser filmado em Ponta Porã. “Môça, eu vi a senhora ontem na televisão e gostei à beça dos seus olhos”.
      Denise abaixou-se, beijou o menino que a abordou na rua e continuou andando. Cenas iguais repetem-se com a mais discutida beleza carioca, também a mais serena de todas. Discutida porque quando Denise venceu uma prova de beleza algumas das outras candidatas não se conformaram, tudo por um ressentimento sem razão de ser. Mas quando ela perde, como aconteceu com o “Miss” Brasil-63  -  continua sendo notícia, mais notícia que as outras. E isso porque os olhos grandes e belos de Denise ficam tristes.
      O mar entristece Denise, mas ela gosta dêle. Gosta mas tem medo e por isso só o olha poucas vezes, ao lado do noivo, às tardinhas. Mas a alegria de Denise – depois do noivo, o preparador físico Tomé, do Botafogo de Futebol e Regatas – é uma visita ao Colégio Coeli (onde passou oito anos internada) e conversar com as freiras e as alunas.
      Foi com 14 anos – ainda muito menininha – que Denise ganhou o primeiro título de beleza. Em Teresópolis. Fazia muito frio e inventaram um concurso para escolher a “Miss” Suéter. Denise ganhou. Depois, foi tricampeã como baliza dos Jogos da Primavera e no ano passado foi a rainha desses jogos. O “Miss” Brasil-63 – ela representou Brasília – é “um capítulo que se foi”. Agora, a meta é Majorca e voltar “Miss” ONU, concurso que começará dia 10 e terminará dia 26 de janeiro de 1964.
      Enquanto espera, Denise chega de mansinho nas nossas casas, pelo aparelho receptor, e conversa com a gente sobre os programas da TV-Tupi.
      “Sou Garôta Tupi de farra, pois de farra entrei na seleção de candidatas e quando abri os olhos estava classificada. Para mim é ótimo, pois posso conversar com os telespectadores. Antes, recebi muitos convites para ser videomoça, mas a coisa não m seduziu. Não sei vender nada. A TV é para mim um adorável passatempo. E acho que estou tomando aulas de televisão, pois, no futuro, se quiser me dedicar à carreira, já terei aprendido muito. O cinema não me fascina, por  isso não sei se aceito o convite para filmar “Selva Trágica”. De qualquer maneira, meu sonho é ser mãe de uma linda menina, moreninha, de olhos grandes, que será também Rainha dos Jogos da Primavera. Mas o meu dia está custando a chegar, porque meu casamento é adiado sempre para dar vez a uma oportunidade de representar minha cidade ou meu país num concurso de beleza. Ainda bem que meu noivo entende e não se aborrece.
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     Por onde anda Denise Rocha de Almeida? A última vez que soube notícias suas foi na década de oitenta, através de uma reportagem na revista Manchete, onde assumia ter tido um relacionamento com o policial Mariel Mariscot (1940-1981). 
       Denise não realizou o sonho de representar o Brasil no Miss Universo. Em 1959, ao perder o título de  Miss Distrito Federal para Vera Ribeiro, seu enxoval já estava pronto para o Miss Universo. Quatro anos depois, na condição de Miss Brasília, declarou que perdeu o título de Miss Brasil 1963 pelo fato de Vera Ribeiro ter feito parte da comissão julgadora.  Denise não aceitou a proposta para fazer o filme Selva Trágica, de Roberto Faria, um clássico do cinema novo brasileiro, baseado no livro de Hernâni Donato (1911-2012), prêmio Saci e destaque no Festival de Veneza.


     Como vai você Denise Rocha de Almeida? Espero que tenha realizado o sonho de ser mãe de uma linda menina, moreninha, de olhos grandes, como revelou na revista Intervalo. Acima de tudo, quero que  esteja feliz, que se sinta feliz ao ler esta Sessão Nostalgiarecordando um tempo que se foi, para sempre se foi.

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