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SEJA BEM-VINDO ! SEJA BEM-VINDA! VOCÊ ESTÁ NO BLOG PASSARELA CULTURAL, cujas postagens, na maioria das vezes, são postadas aos sábados e domingos. Nossa trajetória começou em 02/07/2004, com o nome de Timbaconexão, como coluna sociocultural do extinto site de entretenimento Timbafest. Em 12/10/2007, Timbaconexão migrou para blog com o nome de PASSARELA CULTURAL, quando teve início a contagem de visitas. ***** Editor: DASLAN MELO LIMA - Timbaúba, Pernambuco, Brasil. ***** Contatos : (81) 9-9612.0904 (Tim / WhatsApp). E-mail: daslanlima@gmail.com

sexta-feira, 11 de maio de 2018

Mãe, um pouco de Deus e um muito de anjo


       


      Eu era ainda uma criança quando mergulhei emocionado em “Retrato de Mãe”, texto abaixo, escrito por Don Ramon Angel Jara (1852-1917), bispo chileno.
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       Uma simples mulher existe que, pela imensidão de seu amor, tem um pouco de Deus; e pela constância de sua dedicação, tem muito de anjo; que, sendo moça pensa como uma anciã e, sendo velha, age com as forças todas da juventude; quando ignorante, melhor que qualquer sábio desvenda os segredos da vida e, quando sábia, assume a simplicidade das crianças.     
     Pobre, sabe enriquecer-se com a felicidade dos que ama, e, rica, empobrecer-se para que seu coração não sangre ferido pelos ingratos. Forte, entretanto, estremece ao choro de uma criancinha, e, fraca, entretanto se alteia com a bravura dos leões.
      Viva, não lhe sabemos dar valor porque à sua sombra todas as dores se apagam. Morta, tudo o que somos e tudo o que temos daríamos para vê-la de novo, e dela receber um aperto de seus braços, uma palavra de seus lábios.
     Não exijam de mim que diga o nome desta mulher se não quiserem que ensope de lágrimas este álbum: porque eu a vi passar no meu caminho.
     Quando crescerem seus filhos, leiam para eles esta página: eles lhes cobrirão de beijos a fronte; e dirão que um pobre viandante, em troca da suntuosa hospedagem recebida, aqui deixou para todos o retrato de sua própria Mãe.
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    Tantos anos depois, emocionado diante de uma fotografia de Ana Melo Lima, minha inesquecível mãe, não tenho dúvida alguma que as mães têm um pouco de Deus, pela imensidão do seu amor, e muito de anjo, pela constância de sua dedicação.
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- Daslan Melo Lima, na véspera do Dias da Mães de 2018, em Timbaúba, Pernambuco.
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PAUSA PARA REFLEXÃO


“Amamos as nossas mães quase sem o saber e só nos damos conta da profundidade das raízes desse amor no momento da derradeira separação.”
-  Guy de Maupassant (1850-1893), escritor e poeta francês.

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DE TIMBAÚBA PARA O MUNDO - Marinêz Barreto de Oliveira: “ainda sinto falta de colo de Mãe”

Daslan Melo Lima
Página de Comportamento da revista TIMBAÚBA EM FOCO, abril/2018, edição 84



>>>> Orfã aos 12, viúva aos 33, quatro filhas, ela está chegando aos 70 anos de idade como exemplo de perseverança e fé em Deus


      A boa forma de Marinêz Barreto e o sorriso sempre estampado no rosto não denunciam as lutas que o destino colocou em seu caminho.  Natural de Aroeiras, PB, onde nasceu em 10/09/1948, sexta filha de uma prole de dez, a menina veio morar com os pais em Timbaúba, aos 12 anos de idade. Perdeu a mãe em seguida e enfrentou o desafio de cuidar dos irmãos menores. Casou aos 21, com Severino Bezerra de Oliveira, natural de Nazaré da Mata, dez anos mais velho, numa cerimônia oficializada pelo célebre Monsenhor Marques da Fonseca. Ficou viúva aos 33, com mais um desafio: criar e educar as quatro filhas, Vânia, Virgínia, Valéria e Viviane, de treze, onze, nove e três anos, respectivamente. 

      Viúva ainda jovem, não lhe faltaram pretendentes. Rejeitou todos. “Não tive coragem de dar um padrasto para minhas filhas. Poderia não dar certo. Eis o conselho que eu daria hoje a uma jovem viúva: casando é bom, não casando é melhor. Eu escolhi a melhor parte, priorizei os cuidados com as minhas filhas, que já me deram cinco netos, cinco netas e um bisneto. Não me arrependo de nada na vida”. Com a morte do esposo, ficou à frente da Mercearia Oliveira. Cinco anos depois, como estava cansativo conciliar a administração da empresa com a educação das garotas, Mercedes alugou o ponto do negócio, localizado numa esquina das imediações do Ginásio Municipal.

          A propósito da fé que sempre norteou sua caminhada, ela fala com segurança: “Sou devota de Nossa Senhora de Fátima. Faço parte da Renovação Carismática. Vou às missas dominicais, confesso e comungo. Enfrentei um problema de saúde há pouco tempo, mas quando fui buscar os resultados dos exames, Deus me deu a certeza que tinha saído tudo bem.  O médico ficou admirado. Eu tinha assistido a um programa religioso pela televisão e quando ouvi a citação do Salmo 33, sabia que se referia a mim. Este infeliz gritou comigo e foi atendido, diz o texto bíblico.“

      Pingue-pongue com Marinêz Barreto  

Música: Canteiros, na interpretação de Fagner, meu cantor favorito. 
Cantora: Clara Nunes
Comida: Pirão de carne de boi
Bebida: Água
Sobremesa: Bolo de noiva.
Uma saudade: Saudade da tranquilidade de outrora. Criar minhas filhas como criei nos anos oitenta, seria hoje mais complicado. Estudaram em educandários particulares. Namoravam em casa. Eu sempre estava ao lado delas nas festas. 
Livro: A Bíblia
Programas de TV: Raul Gil e os religiosos.
Viver é... Confiar em Deus e não dar espaço à tristeza.
Morrer é... Morrer é um ganho. Um cristão não teme a luta.

      Ao encerramos nossa entrevista, perguntamos a Marinêz Barreto  o que foi que a vida lhe ensinou. Com os brilhando, afirmou: Amadurei muito cedo, mas em algumas ocasiões sinto falta de um colo de mãe, e choro, mas logo me refaço. Meu choro não é de tristeza, é um choro para lavar a alma, um choro de cura.”

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SESSÃO NOSTALGIA - Misses e Mães entre flores e reflexões


Daslan Melo Lima

          Esta secção rende um tributo a seis mães que um dia foram eleitas Miss Brasil. Entre flores e citações de personalidades famosas, elas "desfilam" com seus filhos e filhas, levando-nos a refletir sobre esta mágica e nobre palavra chamada MÃE.    
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Martha Rocha
Miss Bahia, Miss Brasil 
Vice-Miss Universo 1954



Martha Rocha com o esposo Álvaro Piano e os filhos Álvaro Luís  e Carlos Alberto. Martha ficou viúva e teve ainda a filha Claudia, fruto do seu segundo casamento com  Ronaldo Xavier de Lima.




“No momento em que uma criança nasce, a mãe também nasce. Ela nunca existiu antes. A mulher existia, mas a mãe, nunca. Uma mãe é algo absolutamente novo. ”  – Osho (1931-1990), líder espiritual indiano 
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Emília Corrêa Lima
Miss Ceará, Miss Brasil
Semifinalista (Top 15) no Miss Universo 1955



Emília Corrêa Lima e o esposo Wilson de Santa Cruz Caldas (1921-2005) com o primogênito Nelson. A Miss Brasil 1955 teve mais duas filhas, Marília e Emília.




“Toda mãe deveria se chamar maravilha.” – José Marti (1853-1895), poeta cubano
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Teresinha Morango
Miss Amazonas, Miss Brasil
 Vice-Miss Universo 1957


Alberto Pittigliani (1918-2003) com Teresinha Morango e os filhos Alberto e Andréa.


“Não tem no mundo flor em terra alguma, nem no mar e em nenhuma baía pérola tal, como um bebê no regaço de sua mãe”.  - Oscar Wilde (1854-1900), escritor irlandês.
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Adalgisa Colombo
Miss Distrito Federal, Miss Brasil
 Vice-Miss Universo 1958


Jackson Flores, Adalgisa Colombo (1940-2013) e Jackson Flores Jr. Depois de casar com Flavio Teruskin, seu segundo esposo, Adalgisa adotou dois filhos. A Miss Brasil 1958 e o filho Jackson Flores Jr morreram no mesmo ano de 2013. Ela no dia 18 de janeiro, de causa não divulgada pela família,  e ele em 29 de junho, de parada cardíaca. Jackson Flores Jr era jornalista, um dos editores  da Revista Força Aérea e autor de livros sobre aviação. 


“Tudo é incerto neste mundo hediondo, mas não o amor de uma mãe.”  – James Joyce (1882-1941), escritor irlandês.
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Vera Ribeiro
Miss Distrito Federal, Miss Brasil
Quinto lugar no Miss Universo 1959



Vera Ribeiro e a filha única Cristiane, do seu primeiro casamento com Júlio Eduardo Secco


“O amor de mãe por seu filho é diferente de qualquer outra coisa no mundo. Ele não obedece lei ou piedade, ele ousa todas as coisas e extermina sem remorso tudo o que ficar em seu caminho.” – Agatha Christie (1890-1976), escritora inglesa.
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Martha Vasconcellos
Miss Bahia, Miss Brasil
Miss Universo 1968



Martha Vasconcellos e o primogênito Leonardo.  Abaixo, ladeada por Leonardo e Leilane, frutos do seu casamento com Reinaldo Loureiro




"Mãe, são três letras apenas as deste nome bendito / Também o céu tem três letras e nelas cabe o infinito." - Mário Quintana (1906-1994), poeta gaúcho 
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     Sobrou uma cesta de rosas vermelhas. Ela é sua, caro leitor, cara leitora. Feche os olhos, imagine o seu perfume e entregue para sua Mãe, independente dela estar ou não neste plano. Ou então, guarde as flores para outro momento. Todo dia é dia de agradecer a Deus pela Mãe que Ele nos deu.  
      
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sábado, 5 de maio de 2018

"Como se fuera esta noche la última vez"


      A Orquestra Super Ohara se apresenta no Timbaúba Tênis Club. Saio do salão para respirar o ar da madrugada quando ela começa a tocar "Besame Mucho", a imortal canção da compositora mexicana Consuelo Velasquez.



      O vento leva minha fantasia para dançar nos bailes onde não fui com minha poesia. Voo para as madrugadas que se foram e, ao lado de amores que se diluíram em sonhos, o meu cantarolar é uma súplica: "Besame, / besame mucho, / como se fuera esta noche / la última vez."
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Daslan Melo Lima, em Timbaúba, Pernambuco, 28/04/2018, no baile dos 20 anos de fundação da subseccional da OAB-PE.
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Besame,
besame mucho
como si fuera esta noche
la última vez
Besame, besame mucho
que tengo miedo a perderte
perderte después

Quiero tenerte muy cerca
mirarme en tus ojos
verte junto a mi
Piensa que tal vez mañana
yo ya estaré lejos,
muy lejos de ti

Besame,
besame mucho
como si fuera esta noche
la última vez
Besame, besame mucho
que tengo miedo a perderte
perderte después

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DE TIMBAÚBA PARA O MUNDO - A estrela que nos guia


Timbaúba, a estrela que nos guia

         Entre os morros da Independência, Abolição e República, o vento sopra suave e às vezes nem tanto. Ninguém percebe que o tempo conspirou para que eles fossem chamados de altos: Alto da Independência, Alto Santa Terezinha e Alto do Cruzeiro. 

Visão parcial do Alto do Cruzeiro

       “Quem mora lá no morro, / já vive pertinho céu”, diz a música do compositor carioca Herivelto Martins. A visão do morro, para quem contempla, pode ser um banho de poesia, mas para quem precisa subir e descer todos os dias, a rotina pode gerar agonia.
       Vamos suavemente pela encosta até chegar ao pico, a fim de enxergar a realidade e o sonho sob outra perspectiva. Cristo proferiu o Sermão da Montanha, uma pérola de sabedoria, exatamente sobre um alto. 
      No aniversário dos 139 anos de Timbaúba, nossa cidade é a estrela da festa. Com a palavra, Antoine de Saint-Exupéry: “Se ao escalar uma montanha na direção de uma estrela, o viajante se deixa absorver demasiado pelos problemas da escalada, arrisca-se a esquecer qual é a estrela que o guia. ”
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- Daslan Melo Lima, em 08/04/2018, nos festejos dos 139 anos de Emancipação Política de Timbaúba.

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TÚNEL DO TEMPO

         Na praça Carlos Lyra de um tempo que se foi, uma garota romântica, direto do primeiro andar do casarão, soltava beijinhos inocentes para um menino. 


      Imagino que anjos invisíveis congelaram a imagem e jogaram a foto, anos depois, nos sonhos de Sérgio Bittencourt. Talvez daí tenha surgido “Modinha”:

Olho a rosa na janela, sonho um sonho pequenino. 
Se eu pudesse ser menino, eu roubava essa rosa 
e ofertava todo prosa à primeira namorada. 
E nesse pouco ou quase nada,
eu dizia o meu amor, o meu amor. 

Olho o sol findando lento, sonho um sonho de adulto. 
Minha voz na voz do vento, indo em busca do teu vulto. 
E o meu verso em pedaços só querendo o teu perdão.
Eu me perco nos teus passos e me encontro na canção. 

Ai, amor, eu vou morrer buscando o teu amor. 
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- Imagem:Facebook / Timbaúba em Números Fatos e Fotos.

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PAUSA PARA REFLEXÃO

 "Não é atitude inteligente dizer: Viverei. É tarde para viver amanhã: vive hoje."

- Marco Valério Marcial (40-104), poeta hispano-latino.

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SESSÃO NOSTALGIA - "Adalgisa, você agora é Miss Distrito Federal !"

Daslan Melo Lima

                    

              Era junho de 1958. Um desastre de avião ocorrido em Curitiba, Paraná, tinha deixado oito sobreviventes, entre eles o deputado estadual Lerner Rodrigues. Entre os mortos estavam o senador Nereu Ramos, o deputado Leoberto Leal e o governador catarinense Jorge Lacerda. A Seleção Brasileira de Futebol fazia uma excelente campanha na Copa do Mundo, nos estádios da Suécia. 
          Embora esses assuntos fossem de interesse para a população brasileira, as misses estavam em primeiro lugar. Misses na capa de uma revista era sinônimo de recorde de vendas. E como prova disso, eis Adalgisa Colombo, Miss Distrito Federal (Rio de Janeiro),  na capa da Manchete, número 323, ano 6, de 28/06/1958. A chamada de capa "Vaiada Adalgisa Chorou" ganhou mais destaque do que o desastre aéreo e a Copa do Mundo. A revista faz parte do meu acervo e está com marcas inevitáveis de seis décadas de existência. 
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Adalgisa chorou vitória e vaias


          Porque foi vaiada pelo público ao ser eleita Miss Distrito Federal 1958, Adalgisa Colombo chorou ao receber a faixa no Maracanãzinho e saiu correndo para o camarim, dizendo que "se tivesse sido derrotada estaria me sentindo como hoje, em que um júri me deu a vitória."
          O público vaiou Adalgisa porque preferia Ivone Richter, Miss Riachuelo, segunda colocada. Quando Adalgisa fazia pose na passarela, a pedido dos fotógrafos, era vaiada. Assim que Ivone Richter dela se aproximava, o público aplaudia, pretendendo dizer: "Essa sim!"
           Ao entrar no camarim, depois de eleita, e ouvindo muita gente dizer que o resultado fora "uma autêntica marmelada Colombo", Adalgisa recebeu uma anágua jogada (depois ela soube) por uma das candidatas derrotadas. Ela quis reagir, mas um repórter a segurou e disse: "Adalgisa, você agora é Miss Distrito Federal !"
      Com os olhos em lágrimas e vermelhos, desde que foi proclamada vencedora até voltar para casa, de madrugada, Adalgisa deixou-se fotografar demoradamente no Maracanãzinho e disse depois da vitória que ficara emocionada e "não esperava a péssima recepção que tive. Foi falta de educação de muita gente". Rebatendo os que chamavam o concurso de marmelada Colombo, Adalgisa disse: "Não pedi nada a ninguém. A programação do concurso foi perfeita. Não contava, inclusive, com a vitória, porque esperava que Miss Riachuelo, que considero linda, fosse a vencedora". Adalgisa disse que só duas ou três das vinte e seis candidatas não a trataram bem depois da vitória. 

"Adalgisa sofre forte crise de choro quando, vitoriosa, foi muito vaiada."
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Entre fortes aplausos

"Ivone Richter, do Riachuelo, era a preferida do público. Recebeu o segundo lugar com a maior elegância e esportividade entre fortes aplausos." ***** Detalhe: O sobrenome de Ivone na revista foi escrito como Ritcher, mas editei aqui como Richter, o correto. A propósito, a Miss Riachuelo 1958 é mãe da atriz Alexandra Richter.
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"As duas favoritas Ivone e Adalgisa tiveram sorrisos diferentes.  Além da faixa, Adalgisa Colombo ganhou um anel de platina francesa, com duas pérolas, branca e cinza." 
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Um erro na chamada do Top 5


Da esquerda para a direita, Denise Leyraud, Miss Fluminense Futebol Clube, sexto lugar; Ivone Richter, Miss Riachuelo, segundo lugar;  Adalgisa Colombo, Miss Botafogo de Futebol e Regatas, primeira colocada; Avani Maura Fonseca, Miss Clube Militar, quarto lugar; e Mirna Abi-Saber, Miss Clube de Regatas Vasco da Gama, quinto lugar. ***** Erraram na chamada do Top 5. O que aconteceu? Chamaram Denise Leyraud, a sexta colocada, e esqueceram de chamar a terceira, Ivone Gonçalves, Miss Clube da Aeronáutica.  "Miss Aeronáutica, terceira colocada, não foi anunciada no final do concurso, tendo sido Miss Clube Militar chamada em seu lugar. O público já havia saído quando o erro foi percebido. Resultado: Miss Aeronáutica não posou para todos os fotógrafos no palco e teve de posar no camarim, só para alguns."
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      Depois daquela noite de 14 de junho de 1958, Adalgisa Colombo venceu o concurso Miss Brasil, enfrentando outra vez a insatisfação da maioria do público presente ao Maracanãzinho, que torcia pela pernambucana Sônia Maria Campos, segunda colocada. Também ganhou visibilidade internacional, ao conquistar o segundo lugar no Miss Universo 1958. Nascida no Rio de Janeiro em 11/01/1940, Adalgisa faleceu em 18/01/2013, na mesma cidade que a projetou para a fama, deixando seu nome como um ícone da beleza brasileira. 

                        
   
           Estamos a um passo do Miss Brasil 2018, a ser realizado no dia 26 deste mês, no Rio Center.  Também a um passo da Copa do Mundo, que começa no dia 14 do próximo mês, na Rússia. 
            Não é proibido sonhar. Penso no concurso Miss Brasil sendo realizado no Maracanãzinho. Fantasio as revistas de maior circulação no País colocando a vencedora na capa, deixando em segundo plano as notícias sobre corrupção na política brasileira. 
       Imagino as histórias de um tempo que se foi ecoando nas madrugadas silenciosas do Maracanãzinho. Histórias como a de Adalgisa Colombo recebendo uma anágua jogada por uma das candidatas derrotadas. Ela querendo reagir, mas um repórter a segurando e dizendo: "Adalgisa, você agora é Miss Distrito Federal !"   

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Outras secções SESSÃO NOSTALGIA sobre o assunto:
 - Concurso Miss Distrito Federal 1958, 
 - Ivone Richter, Vice-Miss Distrito Federal 1958


sábado, 28 de abril de 2018

O canto das cigarras de abril

      

     Meu amigo Josuel Barbosa fez na quinta-feira, 26, sua Grande Viagem, quando imaginávamos que o indesejado e imprevísivel trem poderia retardar a saída. Antes de celebrar 40 anos de idade, um aneurisma apagou sua alegria de viver. 
      Ainda bem que, enquanto as cigarras cantavam na tarde nublada, seu corpo físico voltava ao pó, mas sua essência voava para cumprir outra missão em um dos fantásticos mundos do Pai. 
        Para você, "Neném Salame", em nome de todos os nossos amigos, oferto a esperança que ouvi no canto das cigarras de abril.
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- Daslan Melo Lima

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DE TIMBAÚBA PARA O MUNDO - Egídio Ferreira Lima e a Constituinte, a insistência no Parlamentarismo


>>>>> Um pouco do timbaubense que apoiou a “campanha das diretas”, que exigia a volta do pleito direto para a presidência da República.

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           Egídio Ferreira Lima nasceu em Timbaúba, no dia 26/08/1929, filho de Valfredo Ferreira Lima e de Júlia de Andrade Ferreira Lima. Em 1955, formou-se em Ciências Jurídicas e Sociais pela UFPE. Universidade Federal de Pernambuco. Durante a sua vida acadêmica, destacou-se como líder estudantil. Iniciou sua carreira política elegendo-se vereador de Timbaúba em outubro de 1950. Assumiu seu mandato em fevereiro do ano seguinte e deixou a Câmara Municipal ao término da legislatura, em janeiro de 1955. Nesse mesmo ano, tornou-se juiz de direito do Tribunal de Justiça de Pernambuco, permanecendo neste cargo até 1963. Dois anos mais tarde, em Recife, desempenhou atividades docentes como professor da Faculdade de Direito da UFPE.
       No pleito de novembro de 1966, elegeu-se deputado estadual de Pernambuco, na legenda do Movimento Democrático Brasileiro (MDB), partido de oposição ao regime militar instaurado no país em abril de 1964. Assumiu o seu mandato em fevereiro de 1967, permanecendo nele até janeiro de 1969. Nesta data teve os seus direitos políticos cassados em decorrência do Ato Institucional nº 5, de 13/12/1968.
    Como advogado, foi titular do conselho secional da OAB, Ordem dos Advogados do Brasil,  seção de Pernambuco, entre 1972 e 1982. Beneficiado com a anistia geral decretada pelo presidente da República, João Batista Figueiredo, em agosto de 1979, recuperou os seus direitos políticos.  Em novembro de 1982, elegeu-se deputado federal por Pernambuco, na legenda do PMDB. Durante o seu mandato, integrou-se à Comissão de Constituição e Justiça. Definindo-se como “socialista cristão”, teve uma atuação destacada em defesa dos direitos dos trabalhadores, votando contra os decretos de arrocho salarial.
         Nas discussões sobre a sucessão do presidente da República, general João Batista Figueiredo, apoiou a “campanha das diretas”, que exigia a volta do pleito direto para a presidência da República. No pleito de novembro de 1986, elegeu-se deputado federal constituinte por Pernambuco, novamente na legenda do PMDB. Assumiu a sua cadeira na Assembleia Nacional Constituinte em fevereiro de 1987. Neste mesmo ano, foi relator da Comissão da Organização dos Poderes e Sistema de Governo, titular da Comissão de Sistematização e suplente da Subcomissão de Defesa do Estado, da Sociedade e de sua Segurança, da Comissão da Organização Eleitoral Partidária e Garantia das Instituições.
     Nas principais votações da Constituinte, manifestou-se a favor do rompimento de relações diplomáticas com países que adotavam política de discriminação racial, da desapropriação da propriedade produtiva, do mandado de segurança coletivo, da proibição do comércio de sangue, da limitação dos encargos da dívida externa, da criação de um fundo de apoio à reforma agrária, da anistia aos micro e pequenos empresários e do aborto.
         Não disputou as eleições para deputado federal no pleito de outubro de 1990, deixando o Congresso Nacional no término de seu mandato em janeiro de 1991. Desde então passou a dedicar-se ao exercício da advocacia, mantendo escritório na capital pernambucana. Aposentou-se como professor da cadeira de direito comercial da UFPE. Em agosto de 1997, Egídio Ferreira Lima recebeu o título de cidadão do Recife. Em 2008, foi criado o Instituto Egídio Ferreira Lima, formado por um conselho de representantes da sociedade, como um fórum de debates, cursos e pesquisas sobre Direito, Política e Cidadania.
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Fonte: Fundação Getúlio Vargas - Gustavo Lopes/Cláudia Montalvão
Saiba mais
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Esta matéria foi destaque na página de Comportamento da revista TIMBAÚBA EM FOCO, março/2018, edição 83.

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SESSÃO NOSTALGIA - Eliane Azevedo, Miss Rio Grande do Norte 1976, para o além do sem fim, para além da aurora


Daslan Melo Lima


Eliane Maria Rocha de Azevedo, Miss Rio Grande do Norte 1976 


        Foi com muita tristeza que na sexta-feira da semana passada, 26 de abril, a cidade de Jardim do Seridó, no Rio Grande do Norte, acompanhou o sepultamento do corpo de uma das suas personalidades mais ilustres, Eliane Maria Rocha de Azevedo, Miss Jardim do Seridó e Miss Rio Grande do Norte 1976. Ela lutava contra um câncer e foi vítima de uma parada cardíaca na quinta-feira, 26 de abril,  em Natal, RN, exatamente no dia do seu aniversário, quando completava 60 anos de idade.
        Soube da notícia através do Quintino Medeiros, historiador e educador de São João do Sabugi, RN, que me deu a noticia através do WhatSapp, às 17h44min do dia 26.

            Boa noite, Daslan.
       Quem faleceu agora à tarde foi a Miss RN 1976, Eliane Rocha Azevedo, que era minha parente distante, a mãe dela era de São João do Sabugi. Ela residiu muito tempo em Camboriú, SC, mas desde o ano passado estava em Natal, fazendo tratamento contra o câncer.
          Eliane frequentou São João do Sabugi quando mais jovem, mas eu era adolescente, não tive contato. Possuía tios e primos legítimos aqui. Foi para São Paulo, onde trabalhou na indústria metalúrgica. Lá conheceu o marido, que era de Santa Catarina. Foram morar em Camboriú, onde tiveram um casal de filhos. Trabalhava como manicure. Descobriu câncer no esôfago ou na garganta. Desde julho de 2017, residia em Natal, acolhida por uma irmã funcionária da Petrobrás. Veio buscar tratamento para o câncer. Teve uma parada cardíaca no dia em que completou 60 anos.
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Eliane Azevedo, eterna Miss Rio Grande do Norte 1976


Cartão confeccionado para distribuição com os fãs. (Acervo de Cassio Pereira, Cruzeta, RN).  
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A jardinense Eliane Maria Rocha de Azevedo, desfila em vestido de noite confeccionado pelo estilista Di Carlo. Palácio dos Esportes, Natal, RN, maio de 1976.
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Eliane Azevedo recebe a coroa de Miss RN 1976, das mãos da santacruzense Newman Damasceno. Palácio dos Esportes, Natal, RN, maio de 1976.

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Eliane Azevedo, vestindo o traje típico de "Salineira". ***** Perguntei ao Quintino Medeiros se Eliane era família de Edith Azevedo, Miss Jardim do Serido e Miss RN 1966. Resposta: "Quase todo mundo em Jardim do Seridó é Azevedo. O primeiro nome do lugar foi Conceição do Azevedo, alusão à padroeira da capela e ao fundador. Devem ser do mesmo tronco parental."
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Eliane Azevedo em seu desfile triunfal ao chegar em Jardim do Seridó. 
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Miss Rio do Grande do Norte 1976, Eliane Azevedo, desfila no Mercado Público de São João do Sabugi, no mês de setembro de 1976, em evento social organizado pela primeira turma concluinte do Ensino Fundamental da Escola Municipal Padre Joaquim Félix. Um simples biombo compõe o cenário para a apresentação da mais bela potiguar, nascida em Jardim do Seridó, mas com ascendência materna em São João do Sabugi. (Fotografia do acervo de Ryba Dantas Medeiros) 

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Eliane Azevedo de turbante, na extrema direita, perto de uma pilastra, no baile de conclusão do Ensino Fundamental (então chamado Curso Ginasial) da Escola Municipal Padre Joaquim Félix, realizado no Mercado Público de São João do Sabugi, RN, em 15/01/1977. Eliane foi a madrinha da turma.
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A jardinense Eliane Rocha de Azevedo se despede de seu reinado de beleza, usando o vestido azul assinado pelo paraibano-pernambucano Marcílio Campos (1930-1991), com o qual desfilou no Miss Brasil. Era junho de 1977. Recebendo a coroa, Cenira Siqueira Marques que representou o América Futebol Clube.
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Eliane Azevedo, para além do sem fim, para além da aurora

E hoje, ela partiu como quem se foi. Para o além do sem fim... para além da aurora. No trampolim do sem fim das estrelas, até onde alcançam o pensamento e o coração. Se transformou em luz e ultrapassou os portais da memória. Nossa tristeza natural nos acabrunha, mas a fé ergue-nos outra vez, pois temos a certeza que um dia todos nós nos encontraremos. Beijos de saudades. Para a amiga que sempre foi. Para a jardinense que tanto amou essa terra. Como filha, mãe, esposa, irmã e mulher, a dignidade e o orgulho da cidade que te viu crescer e lhe receber de braços abertos como nossa mais linda flor. Parte, deixando seu nome escrito no mosaico de nossas vidas. Eternas lembranças! Amigos não morrem... partem para a vida eterna. O nosso amor a guiará em seu novo amanhecer! José Renato Azevedo, geógrafo, educador, natural de Jardim do Seridó, RN.

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          No dia 15 de abril, onze dias antes de fazer a Grande Viagem, Eliane Azevedo postou a foto acima em seu Facebook com  a seguinte legenda: "Resistência é meu nome. Maria Bonita. Cadê vc, Lampião???

          Uma Miss não morre, assim como não morre o belo que norteia nossa paixão pelas misses. Em outra dimensão, faixa, coroa, manto e cetro têm outra conotação. Mas a vida e os sonhos continuam, nas passarelas passageiras do planeta e nas iluminadas de outra dimensão.

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Fontes/Agradecimentos:
Quintino Medeiros
José Renato Azevedo
Em Memória de Eliane Azevedo,