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SEJA BEM-VINDO ! SEJA BEM-VINDA! VOCÊ ESTÁ NO BLOG PASSARELA CULTURAL, a sua revista on-line semanal, fundada em 02/07/2004. ***** Esta é a edição nº 743, referente ao período de 05 a 11 de julho de 2020. ***** Editor: Daslan Melo Lima - Timbaúba, Pernambuco, Brasil. ***** Contatos : (81) 9-9612.0904 (Tim / WhatsApp). E-mail: daslan@terra.com.br

sábado, 27 de outubro de 2018

Pintei de azul minha calçada, "por não poder de azul pintar as ruas"


          Basta uma pesquisa no Google para descobrir que a cor azul está associada aos sentimentos de lealdade, sabedoria, serenidade e fé.  O azul é considerado benéfico para o corpo e a mente, pois equilibra o metabolismo humano e produz um efeito calmante. É a cor do infinito, dos sonhos, e remete também às emoções profundas e eternas.


        Depois de dois anos sem pintar minha calçada, resolvi outra vez multiplicar o tom do céu e do mar na frente da minha casa. Quem adorava incluir a palavra azul em seus textos era o poeta pernambucano Carlos Pena Filho (1929-1960). E foi inspirado nele que pintei de azul minha calçada “por não poder de azul pintar as ruas.”

Soneto do Desmantelo Azul

Carlos Pena Filho

Então, pintei de azul os meus sapatos
por não poder de azul pintar as ruas,
depois, vesti meus gestos insensatos
e colori as minhas mãos e as tuas.
                               
Para extinguir em nós o azul ausente
e aprisionar no azul as coisas gratas,
enfim, nós derramamos simplesmente
azul sobre os vestidos e as gravatas.

E afogados em nós, nem nos lembramos
que no excesso que havia em nosso espaço
pudesse haver de azul também cansaço.

E perdidos de azul nos contemplamos
e vimos que entre nós nascia um sul
vertiginosamente azul. Azul.

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Daslan Melo Lima
Timbaúba, PE, 22/10/2018


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DE TIMBAÚBA PARA O MUNDO - Cultura X Educação

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Revista TIMBAÚBA EM FOCO
Setembro/2018
Edição 89

DE OLHO NO PASSADO - Manchete, número 485, Ano 9 , 05 /08/1961

BELEZAS EM LONG BEACH - Tahia Piehi (Miss Taiti), Diana Valentibe (Miss Índia) e Carmen Cervera (Miss Espanha), concorrentes ao título de Miss Beleza Internacional 1961. ***** Foto de Gervásio Batista.
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Vera Maria Brauner Menezes Miss Rio Grande do Sul, Vice-Miss Brasil 1961, o Brasil em Long Beach.  ***** Detalhe: Vera Brauner (1942-2012) conquistou o segundo lugar no Miss Beleza Internacional 1961 e foi oficialmente coroada Miss Brasil 1961, quando retornou ao Brasil, devido a renúncia da mineira Stäel Rocha Abelha.   
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Elas disputam uma coroa de ouro cravejada com pedras preciosas e mais de mil pérolas orientais.
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Além da escolha de Miss Beleza Internacional, há outros títulos em jogo: o de Miss Simpatia e o de Miss Fotogênica. 
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ANNE VIVEU MAIS UM MILAGRE EM LONDRES - Milhares de peregrinos ajoelharam-se e começaram a orar com lágrimas nos olhos quando Anne Emília Spaiani, de 24 anos, levantou-se em frente à imagem de N.S.de Lourdes e começou a andar sem qualquer amparo. Em junho do ano passado ela ia para Mônaco na garupa da motocicleta de seu namorado. A máquina desgovernou-se e mergulhou num abismo. Anne fraturou a coluna vertebral e perdeu a articulação dos joelhos. Só podia andar com muletas, até que aconteceu em Lourdes, na semana passada, o milagre que a Medicina não pode fazer.
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Propaganda do sabonete Solis. "Haverá algo de novo em você!''

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SESSÃO NOSTALGIA - Magda Pfrimer e Edilene Torreão na moldura da Guanabara

Daslan Melo Lima


              No dia seguinte ao do concurso Miss Brasil 1960, Magda Pfrimer, Miss Brasília, e  Edilene Torreão, Miss Pernambuco, foram relaxar na praia de Copacabana.

Magda Renate Pfrimer, Miss Brasília, Vice-Miss Brasil 1960, representante brasileira no Miss Beleza Internacional 1960. 

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Maria Edilene Torreão, Miss Pernambuco, terceiro lugar no Miss Brasil 1960, semifinalista (Top 10) no Miss Mundo 1960.
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A legenda quase ilegível da matéria diz: "O sol do Rio e as praias cariocas são os únicos produtos de beleza que Magda (Miss Brasília) e Edilene (Miss Pernambuco) estão usando antes de seguir para o estrangeiro. Quando em Long Beach e Londres comentarem que elas têm um colorido especial, o mar da Guanabara saberá o segredo."
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        Apegadas às regiões onde nasceram, Magda Prfrimer é proprietária de uma pousada perto das Cachoeiras Almécegas, em Goiás; e  Edilene Torreão, aposentada, curte a tranquilidade de São José do Egito, sertão de Pernambuco. 
           Enquanto isto, na tarde quente pernambucana, minha fantasia entra no túnel do tempo através da revista Manchete (Ano 8, número 429, 09/07/1960), e lá estou, nas areias de Copacabana, ao lado das duas misses,  encantado com a brisa mansa.

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domingo, 21 de outubro de 2018

Canção do mês de outubro

           


           Os meus outubros de hoje parecem chegar mais rápido. Sou grato a Deus que assim seja, pois chegam agregando sabedoria e ensinando outras canções.
           A escritora paraense Eneida de Moraes (1904-1971) escreveu uma crônica onde disse: "Cantarei o mês de outubro, meus velhos e queridos amigos, pela nossa amizade; o orgulho de sentí-los em redor de mim, nenhum me esquecendo... Cantarei o mês de outubro também porque nele nasci. Gosto de fazer anos, porque gosto da vida, gosto de envelhecer porque cada um de meus dias está em meu corpo tatuado em derrotas e vitórias." 
          E o texto de Eneida de Moraes continua: "Vá, ande, ande muito, mês querido, e quando voltar para o ano, mais velha estarei eu, mais velho José, mais velhas as crianças, os homens e as mulheres de outubro". 
           Agradeço todas as mensagens recebidas por ocasião do meu aniversário, quarta-feira, 17. Agradeço aos que esqueceram, mas que agora se lembraram e vão me parabenizar.  Todo dia é dia de celebrar a vida. 
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- Daslan Melo Lima

DE TIMBAÚBA PARA O MUNDO - Timbaúba X São José da Laje, uma afinidade mística e mágica

   
>>>>> Quase 300 Km separam uma cidade da outra, unidas por eternos laços socioculturais 




Timbaúba, Pernambuco
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São José da Laje, Alagoas
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Eu costumo sempre dizer que o timbaubense Carlos Benigno Pereira de Lyra, o Coronel Carlos Lyra  (1859-1924), foi o maior benfeitor de São José da Laje, a cidade alagoana onde nasci. Carlos Lyra implantou em 1894, a Usina Serra Grande, além de outras obras relevantes: a hidroelétrica, uma ponte sobre o Rio Canhoto, o imóvel da antiga Prefeitura e a Igreja Matriz.  



Coronel Carlos Lyra
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                                    Poeta João Pinheiro
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O corpo do coronel está sepultado em São José da Laje, assim como o do seu neto João Pinheiro de Andrade Lyra (1912-1951), poeta, também nascido em solo timbaubense, onde viveu até os oito anos de idade.


 No dia 22 de agosto, em São José da Laje, eu assumiu a cadeira número 16 do Instituto Histórico, Artístico e Cultural Lajense, além de ter sido condecorado com a Comenda José Vicente de Lima e São José. Na lista dos demais “imortais” estavam: Angélica Lyra (bisneta de Carlos Lyra), Antônio Lopes da Silva Neto, Claudionor de Brito, Eliane Aquino, Jacineide Maia, José Benigno Pino Lyra, Joselito Balbino da Silva, Juliano Matias de Brito, Luiz Tarcísio Gomes Martins, Quitério Matias da Silva, Marco Aurélio Montenegro Pino, Maria do Socorro Lyra Teixeira, Roberto Flávio de Andrade, Ronaldo de Andrade SilvaMaria do Carmo Gomes Martins (Lili), Maria do Socorro Lyra TeixeiraRegina Maria Pereira de Souza e Roger Fabiani Oliveira Cavalcante

Finalizando, insisto em confessar: "Meu coração está dividido entre duas princesas: São José da Laje, Alagoas, a Princesa das Fronteiras, minha terra natal, e Timbaúba, Pernambuco, a Princesa Serrana, minha terra adotiva, desde que aqui cheguei em 1985, para trabalhar no BNB-Banco do Nordeste do Brasil. Há uma afinidade mística e mágica entre Timbaúba, às margens do Rio Capibaribe-Mirim, e São José da Laje, às margens do Rio Canhoto, eternamente unidas por laços socioculturais. 
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Crédito das imagens antigas:  Acervos de José Maria Mattos e Angélica Lyra. Atual: Emerson Alves.

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DE OLHO NO PASSADO - Recife, 1955. Um mês de festas para celebrar os 50 anos do Sport Club do Recife

>>>>> A revista O Cruzeiro, Ano XXVII, Número 36, de 18 de junho de 1955, publicou uma matéria de cinco páginas sobre o cinquentenário do Sport Club do Recife
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O Leão fez 50 anos de glórias

Reportagem de Luiz Carlos Barreto e Araújo Neto. Fotos de Luiz Carlos Barreto. 



Recife celebrou com um mês de festas o cinquentenário do seu glorioso Sport Club. O pernambucano vibrou nas ruas, nos salões e no estádio. ***** Na manhã do dia 13 de maio, a cidade do Recife sofreu o mais intenso bombardeio de sua história: 150 mil foguetes de potência redobrada foram lançados de todos os pontos da capital pernambucana, numa entusiástica saudação ao Sport Club Recife que, naquela data, completava 50 anos de existência. Eram exatamente 6 horas da manhã quando o presidente do clube, Adelmar da Costa Carvalho, lançou o primeiro foguete. Poucos segundos depois, milhares de outros foguetes espocaram nos céus do Recife, acordando a cidade para os festejos do cinquentenário do "Leão".  A barulhenta alvorada durou cerca de 1 hora e não houve um adepto do clube rubro-negro que não soltasse pelo menos meia duzia de fogos. 
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79 títulos de Campeão Pernambucano contam melhor a história dos 50 anos do Sport Club Recife.
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O povo aplaudiu com entusiasmo os campeões do Sport. ***** Duas grandes paradas marcaram de modo preciso os 50 anos do Sport Club. Uma pelas várias ruas e pontes do Recife. Outra no estádio da Ilha do Retiro. 

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SESSÃO NOSTALGIA - Vera Lúcia Couto e Martha Vasconcellos, duas Misses dos anos 60, "os melhores anos das nossas vidas"

Daslan Melo Lima


          "Os Melhores Anos das Nossas Vidas". Este é o nome do novo programa da Rede Globo, no ar às quintas-feiras, após a novela das 21 horas, sob o comando de Lázaro Ramos, redação final de Paula Miller e direção geral de Bernardo PortugalUma disputa entre as décadas de 1960, 1970, 1980, 1990 e 2000. 
              Vera Lúcia Couto dos Santos (Miss Guanabara, Vice-Miss Brasil, terceira colocada e Miss Fotogenia no Miss Beleza Internacional 1964) e Martha Vasconcellos (Miss Bahia, Miss Brasil, Miss Universo 1968) gravaram participação na quarta-feira, 17, no programa que será exibido no dia 08 de novembro.

Vera Lúcia Couto dos Santos
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Martha Vasconcellos
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Tribuna da Bahia, terça-feira, 16/10/2018
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Porta do camarim de Vera Lúcia Couto e Martha Vasconcellos.
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Roberto Macêdo (jornalista, escritor, biógrafo de Martha Vasconcellos) ladeado por Vera Lúcia Couto e Martha Vasconcellos. 
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Roberto Macêdo exibindo as faixas de Vera Lúcia Couto: Miss Renascença, Miss Estado da Guanabara e Miss Brasil nº 2. ***** Nos anos 60, o Top 3 do Miss Brasil tinha a denominação de Miss Brasil n° 1, a primeira colocada; Miss Brasil  nº 2, a vice; e a Miss  Brasil nº 3, terceiro lugar. A primeira representava o Brasil no Miss Universo e as outras no Miss Beleza Internacional e Miss Mundo. ***** A faixa de Miss Brasil nº 2 foi um presente de Arnaldo das Faixas para Vera Lúcia Couto. 

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           A disputa acirrada das décadas se estenderá até a última quinta-feira do ano, 27 de dezembro, quando se saberá qual a década vencedora. Espero que seja a de 1960, quando eu não me dava conta de que estava sendo testemunha de um período que deixaria marcas eternas: o muro de Berlim; a inauguração de Brasília; a renúncia de Jânio Quadros; o golpe militar; o bicampeonato mundial de futebol; o movimento musical da Jovem Guarda; os festivais de música popular; a guerra do Vietnam; o assassinato de John Kennedy; a minissaia; o sucesso dos Beatles e dos Rolling Stones; a descoberta do vírus do câncer; o suicídio de Marylin Monroe; a chegada do homem na Lua; o filme “O Pagador de Promessas”; o título de Miss Universo 1963 conquistado por Ieda Maria Vargas; o terceiro lugar de Vera Lúcia Couto no Miss Beleza Internacional 1964 e o concurso Miss Universo 1968 vencido por Martha Vasconcellos  

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Imagens:
Agradecimentos ao Roberto Macêdo

sábado, 13 de outubro de 2018

Passamos rápidos pelo tempo

        Não é o tempo que passa rápido. Somos nós que passamos rápidos por ele. Nada há o que fazer, a não ser pedir sabedoria a Deus para administrar velhas emoções inacabadas. E nunca perder de vista a criança que um dia fomos. 
         Abro um álbum e encontro várias fotos do menino que um dia eu fui. Opto pela imagem de quando tinha catorze anos para ilustrar esta crônica. Fecho os olhos para sentir melhor o vento. Ele traz sons, luzes e cores da minha infância alagoana às margens do Rio Canhoto, em São José da Laje, a cidadezinha alagoana onde nasci. 
      Os dias pareciam correr lentos, muito lentos, semeando inquietações nas minhas meditações sobre os mistérios da vida e da morte. 
       Abro o álbum e a foto do menino que um dia eu fui parece querer ganhar vida, a fim de me abraçar e agradecer por nunca tê-lo perdido de vista. 
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- Daslan Melo Lima, Timbaúba, PE, 10/10/2018

DE TIMBAÚBA PARA O MUNDO - "Manhã despontando lá fora"



TÚNEL DO TEMPO – As professoras Maristela, Irma Pedrosa e Nilza Simões, durante um encontro na Escola Santa Maria, 1970.  
       O que cantavam? Será que se lembram? Faz de conta que era “Irmãos Coragem”, de Nonato Buzar e Paulinho Tapajós, gravada por Jair Rodrigues, um dos maiores sucessos musicais daquele ano. 

Manhã despontando lá fora
Manhã já é sol já é hora
E os campos se abriram em flor
E é preciso coragem
Que a vida é viagem
Destino do amor

Abre o peito coragem irmão
Faz do amor sua imagem irmão
Quem à vida se entrega
A sorte não nega
Seu braço e seu chão
   
Manhã despontando lá fora
Manhã já é sol já é hora
E os campos se abriram em flor
E é preciso coragem
Que a vida é viagem destino do amor

O rumo, a raça, a roda, o rodeio
O rio, a relva, o risco, a razão
Mas quem à vida se entrega
A sorte não nega seu braço e seu chão

Manhã despontando lá fora
Manhã já é sol já é hora
E os campos se abriram em flor
E é preciso coragem
Que a vida é viagem destino do amor

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Texto e foto postados na página PASSARELA CULTURAL da revista TIMBAÚBA EM FOCO, setembro/2018, Edição 89.
Imagem: Acervo de Nilza Simões Albuquerque
Para ouvir a música: https://www.youtube.com/watch?v=qTlNsvByY1c

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DE OLHO NO PASSADO - A Seleção Brasileira de 1950 de volta ao Maracanã

        A revista Realidade, Ano VIII, Número 86, de maio de 1973, circulou com dez páginas contando como viviam os craques da Seleção Brasileira de Futebol de 1950, derrotada na final da Copa do Mundo pelo Uruguai, por 2 X 1.  Aqui, digitalizado, os leitores de PASSARELA CULTURAL,  que adoram futebol,  têm um verdadeiro documento histórico.  Vale a pena mergulhar no túnel do tempo. ***** Texto de Antônio Euclides Teixeira, Albânio Castro, Carlos Libório, Hélio Teixeira e Djair Dantas. 



Maracanã, 16 de julho de 1950. Augusto, o capitão da Seleção Brasileira de Futebol surgiu no túnel e as duzentas e tantas mil pessoas que lotavam o estádio quase entraram em delírio. Aquela tarde de domingo tinha  sido reservada para o Brasil ser campeão mundial de futebol. Bastava um empate contra o Uruguai. Mas nem se falava em empate. 
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A Seleção da Copa de 1950, vinte e trê anos depois - Em pé, da esquerda para a direita: Barbosa, Augusto, Danilo, Juvenal, Bauer e Bigode. Agachados, na mesma ordem: Friaça, Zizinho, Ademir, Jair, Chico e Mário Américo (massagista). O outro massagista, Johnson, agachado na extrema esquerda, na foto em preto e branco, morreu em 1971. (Foto de Luigi Mamprin)

Maracanã, 26 de março de 1973. Augusto, por coincidência, foi o primeiro a surgir no túnel: gordo, os cabelos brancos e escassos, mas ainda assim pisou os degraus com firmeza e olhou o estádio vazio como se ele estivesse cheio. Os outros vieram atrás com seus passos lentos e ocuparam o círculo central do campo, diante do fotógrafo de REALIDADE. 
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Barbosa ganhou as traves de presente - Augusto está garantido pela polícia - Juvenal vê o fim do jogo de graça - Bauer prefere lembrar dos bondes. ***** Fotos: Luigi Mamprin-José Martins-Sergio Sade.
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Danilo foi príncipe só em campo- Bigode quer distância do Maracanã - Friaça deu suas trombadas por aí - Zizinho está pedindo mais respeito. *****  Fotos: Clodomir Bezerra-Luigi Mamprin.
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Ademir continua indo ao ar - Jair ainda tem sonhos no futebol. ***** Fotos: Joel Maia - Luigi Mamprin.
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Chico podia ter comprado Copacabana - Mário Américo correu e guardou tudo. ***** Fotos: Luigi Mamprin - Jean Solari. 

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SESSÃO NOSTALGIA - O céu formou as Misses de um jeito diferente

Daslan Melo Lima
          
         O calendário marcava 17 de julho de 1971. A Manchete estava nas bancas de todo o Brasil com quatro chamadas: Moscou, os funerais dos astronautas; Toda a grandeza dos Estados Unidos; Os novos carros para 1972; e Miss Brasil 71. Quem ilustrava a capa de uma das maiores revistas brasileiras de todos os tempos era uma foto feita por Antônio Rudge, cinco misses que marcaram época na história da beleza brasileira.   

Manchete, número 1.004, Ano 20, 17/07/1971

Da esquerda para a direita, em pé: 
Ana Cristina Ridzi (1947-2015), Miss Guanabara, Miss Brasil 1966; 
Martha Vasconcellos, Miss Bahia, Miss Brasil, Miss Universo 1968; 
Ieda Maria Vargas, Miss Rio Grande do Sul, Miss Brasil, Miss Universo 1963;   
Eliane Fialho Thompson, Miss Guanabara, Miss Brasil, semifinalista (Top 15) no Miss Universo 1970. 
Sentada, Eliane Parreira Guimarães, Miss Minas Gerais, Miss Brasil, quinto lugar no Miss Universo 1971. 

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          O jornalista Justino Martins (1917-1983) disse no editorial daquela Manchete"Nos concursos de beleza, é aconselhável julgar as candidatas somente dos sapatos ao penteado, mais ou menos como se medem os peixes, da cauda à cabeça. Isto, porque, em geral, a mulher tem tudo contra ela, nossos defeitos, sua timidez, sua fraqueza. Só tem a  favor a beleza. No caso da nova Miss Brasil, a universitária Eliane Guimarães, acrescenta-se o espírito, que é o supremo recurso do sexo feminino. Quanto ao resto, só mesmo citando Mme. De La Fayette: "Seu corpo e sua pessoa tinham algo de tão admirável que parecia que o céu a formara de um jeito diferente das outras." É a nossa reportagem principal."
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          "Seu corpo e sua pessoa tinham algo de tão admirável que parecia que o céu a formara de um jeito diferente das outras."
              Nesta tarde quente da primavera pernambucana, inspiro-me na citação da escritora francesa Madame de La Fayette (1634-1693) para criar o título desta  Sessão Nostalgia: "O céu formou as Misses de um jeito diferente."

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sábado, 6 de outubro de 2018

É outubro outra vez

       

        No primeiro dia do décimo mês do ano de 2018, localizo no meu acervo dois vinis de Angela Maria, a cantora que partiu para a Grande Viagem no penúltimo dia de setembro. 
          Os trechos românticos das canções que interpretava marcaram a alma da minha infância alagoana em São José da Laje. Do Sítio Limão à Rua Passagem de Maceió, a voz de Angela Maria semeava amor; desamor; desilusões e ilusões; através da Amplificadora Municipal, dirigida pelo locutor Manoel Alemão.
        "Você vive ao meu lado / e eu não tenho você..." /// "Deus sabe bem quem errou de nós dois, / e dará o castigo depois, / o castigo a quem merecer. /// "Inverno que vem, / inverno que vai. / Só sei que o amor do meu peito não sai.." 
         Entre perdas e ganhos, nuvens cinzas e claras, é outubro outra vez. Assim Seja! 
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- Daslan Melo Lima.

DE TIMBAÚBA PARA O MUNDO - Dr. Gilberto de Sousa: “Agradeço a Deus por ser Juiz nesta existência”


>>>>> O grande homenageado do 10º Baile dos Casais considera Timbaúba o seu berço pernambucano.



       A Loja Maçônica Obreiros do Norte nº 7, de Timbaúba, PE, filiada ao GOEPE, Grande Oriente do Estado de Pernambuco, anualmente homenageia uma personalidade de destaque em nosso meio social.  Este ano, o escolhido, por unanimidade dos maçons, foi o Dr. José Gilberto de Sousa. Juiz de Direito Titular da 1ª Vara da Comarca de Timbaúba, ele recebeu o Diploma e a Medalha José Guedes Peixoto de Honra ao Mérito das mãos de Guilherme Queiroz, Grão Mestre do GOEPE, durante a realização do 10º Baile dos Casais, realizado no dia 22 de setembro. A festa, que registrou a presença honrosa de José Antônio, venerável da Loja Tradição Escocesa, e de vários irmãos de outras potencias, teve como atrações musicais Geo Moura e a Orquestra Som das Acácias, pratas da casa. 

            Em seu discurso de apresentação do homenageado, o Dr. Marcos Antonio Vasconcelos, maçom, Promotor de Justiça aposentado e Advogado militante, assim se pronunciou:   


           
          Dr. Gilberto, como é mais conhecido, é o filho mais novo de uma família de nove irmãos sertanejos. Nasceu em 16 de setembro de 1961, na cidade de Monteiro, Paraíba. É casado com Valéria Cesarino de Sousa e tem três filhos: Flávia, Davi e Fernanda. Estudou em escola pública, tanto em Monteiro quanto em João Pessoa, para onde se transferiu adolescente, pois pretendia estudar e no interior era impossível. Graduou-se em Direito pela Universidade Federal da Paraíba em 1986, e tem Pós-graduação pela Escola Superior da Magistratura. Em seu currículo constam, além de  mais de uma dezena  de cursos diversos, várias aprovações em concursos públicos, tais como: Técnico Judiciário Federal, Delegado de Polícia da Paraíba, Juiz de Direito Substituto no Rio Grande do Norte e finalmente, em 1994, aprovação para Juiz de Direito em Pernambuco. 
     Como Delegado de Polícia, atuou em quase todas as delegacias especializadas de João Pessoa, capital do Estado da Paraíba. Iniciou suas atividades na Magistratura em 1994, na cidade de Garanhuns, como Juiz Substituto, tendo ocupado a Primeira Vara Cível, a Vara Criminal e a Vara da Fazenda Pública, tendo sido o primeiro Coordenador do Juizado Especial e, também, o Diretor de Fórum daquela Comarca. Exerceu funções cumulativas nas comarcas de Palmeirina, Águas Belas, Saloá, São João e Quipapá.  Em 1999, foi promovido para esta comarca de Timbaúba, como titular da 1ª Vara  e Diretor do Fórum, cargo que exerceu até 2015, quando foi removido por antiguidade para a Vara Criminal da Comarca de Goiana, onde ficou até o ano de 2017. Neste ano de 2017, teve a oportunidade de ser removido até para a capital,  mas preferiu retornar à Timbaúba, cidade que escolheu como sua segunda terra mãe. 
         Durante todo o primeiro período de sua estada nesta comarca, e até os dias de hoje, Dr. Gilberto se destacou pela fidalguia com que trata todas as pessoas que o procuram. Atenção, dedicação e trato com dignidade, independentemente de quem quer que seja,  são as características e o traço marcante da personalidade de Dr. Gilberto. Ao retornar para Timbaúba, Dr. Gilberto foi recebido com alegria e festa, pois a comunidade timbaubense sabia que estava retornando a esta comarca um Juiz com "J" maiúsculo, capaz, enérgico quando é preciso, conciliador, amigo e orientador, sempre a postos para atender a tantos quando o procuram ou dele necessitam.
       Por tudo isso é que a Maçonaria, através da Loja Maçônica Obreiros do Norte de Timbaúba, resolveu homenageá-lo com a Medalha José Guedes Peixoto e com o titulo de Honra ao Mérito, incluindo-o na galeria de personalidades ilustres homenageadas que o antecederam, reconhecendo os inestimáveis e relevantes serviços prestados à população de Timbaúba. 
     Parabéns, Dr. Gilberto. Nós, que fazemos a Maçonaria em Timbaúba, sentimo-nos honrados em prestar-lhe esta singela homenagem..
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Dr. Gilberto atravessando o salão de festas em direção ao palco. 
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        Em seu discurso de agradecimento, o Dr. Gilberto assim se manifestou:  
     Senhores e senhoras aqui presentes. Timbaubenses que aqui não puderam estar. Senhoras e Senhores de outras naturalidades. Noite clara e céu azul iluminam nossa festa! Peço licença a todos para saudá-los e abraçá-los, um a um, invocando o nome do poeta Jader de Andrade, do teatrólogo Luiz Marinho Falcão Filho, do Dr. João Ferreira Lima, todos eles filhos ilustres de Timbaúba que outrora tanto abrilhantaram a Loja Maçônica Obreiros do Norte n° 07, potencializada pelo Grande Oriente de Pernambuco.
        Dos títulos gratuitos ou meramente políticos sempre me esquivei. Nas terras do Leão do Norte mais de um me foram ofertados. Me esquivei porque não via em mim nenhuma contrapartida. Depois de 17 anos como Juiz de Direito na terra de Jader de Andrade, os maçons daqui, por unanimidade, segundo fui informado, me escolheram e presentearam com tão carinhoso gesto. Certamente viram em mim um outro ato e entenderam que eu merecia ser agraciado. À unanimidade ninguém resiste! E eu não resisti! Tanto que aqui estou recebendo essa honraria difícil de ser concedida para um modesto juiz interiorano, juntamente com Valéria, Flávia e Bruno, Davi, Fernanda, e com Josirene e meu irmão Eugênio, que fez um esforço hercúleo para aqui está. 
   Sinto-me profundamente honrado e distinguido por está sendo homenageado pelas pessoas de bem desta terra e vejo que há  alguma legitimidade neste ato porque, em um rápido lance de vista, reconheço a presença do melhor do segmento empresarial, político, advocatício, etc. 
        Agradeço a Deus por ser Juiz nesta existência, e também por sê-lo aqui, em Timbaúba, cidade que considero como sendo "o meu berço pernambucano", meu pedaço de pernambucanidade, sim! E tanto isso é verdade que fui embora "e voltei porque foi a saudade que me trouxe pelo braço."
        No foro, faço questão de atender a todos, sejam advogados ou não,  novos e antigos, ricos e pobres. pretos e brancos. No âmbito do meu trabalho não permito que a Pátria, nossa querida "mãe gentil", seja de qualquer modo dividida. Afinal, somos todos brasileiros, um só povo, uma só gente.  
        Por sentimento de justiça, alongo esta fala para dizer que meu trabalho não teria sido possível sem a existência de pessoas como Zé do Carmo, Chico, Salvandro e, mais recentemente, Carlos, Juliana e Cristiane. 
       Por último, quero dizer que a emoção está transbordando minha alma e que meus agradecimentos não cabem neste recinto. Em especial, agradeço aos Obreiros do Norte nº 07, na pessoa do Dr. Marcos Vasconcelos, Promotor de Justiça aposentado e Advogado militante. 
       Muito ainda teria para dizer e agradecer, mas a noite é de festa e eu lhes pergunto: “nós viemos aqui para beber ou pra conversar? ”


Dr. Gilberto e sua esposa Valéria Cesarino de Sousa
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Crédito das imagens Dr. Gilberto com diploma e medalha: (DML/Passarela Cultural). Demais fotos: Facebook/Jefferson Leal
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  • Esta matéria, de forma resumida, foi postada na página de Comportamento da revista TIMBAÚBA EM FOCO, edição de setembro/2018. 

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Para recordar a despedida do Dr. Gilberto de Sousa há três anos, quando foi removido por antiguidade para a Vara Criminal da Comarca de Goiana, clique:

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